Textos de Crianças
Aqueles que acreditam que um deus tem razões para tirar a vida de crianças nos mitos bíblicos, e que acreditam poder ser perdoados por qualquer coisa, não importa o quão terrível seja o que fizerem, e nem o quão irreversível a outras pessoas seja, não teriam como não ser os mais perigosos e perversos. Os crimes mais terríveis da história humana sempre foram cometidos por aqueles que acreditavam estar fazendo "a vontade de Deus".
Além disso, se tudo é perdoado, tudo é liberado. Se não há limites para o perdão, não há limites para os atos, muito menos responsabilização real pelas próprias ações. Quando se tem um deus que permite e regulamenta a escravidão, faz vista grossa pra abuso, ordena e causa a morte de crianças, animais, bebês de colo, mulheres grávidas e nações inteiras simplesmente pelas mesmas não o seguirem ou não se sujeitarem ao seu suposto povo... Não há limites para a maldade, não apenas do suposto deus, mas também daqueles que o seguem.
Por isso, todos os dias, o "povo de Deus", os líderes religiosos desse mesmo ser, aparecem em noticiários pelos crimes mais perversos, covardes e hediondos que se pode cometer. Tenham cuidado com aqueles que se dizem "homens e mulheres de Deus". Eles podem tirar a sua vida, rasgar a sua alma, destruir a infância dos seus filhos, e ainda assim acreditar que vão pro céu, já que o deus deles aceita tudo, basta que o culpado o idolatre e aceite. O ego do deus judaico-cristão é mais importante pra ele do que a justiça, e convenhamos: justo esse pseudo deus nunca foi, segundo a própria mitologia dele, assim como a história do cristianismo e do mundo supostamente criado por ele. Não há nada mais mortal, perverso e perigoso do que o "amor cristão".
- Marcela Lobato
Não destruam a capacidade das crianças de sonhar. Não desestruturem, em suas mentes, os princípios que orientam a formação da família e dos relacionamentos. Não lhes apresentem como modelo a prostituição, a embriaguez, a violência doméstica, a busca desenfreada por bens materiais ou concepções de sexualidade que contrariem os valores morais e religiosos que suas famílias desejam transmitir. Não lhes vendam uma existência distante de Deus e dos princípios espirituais que dão sentido à vida.
As crianças necessitam de referências que fortaleçam o caráter, a responsabilidade, o respeito, o amor e a esperança. A qualidade moral e humana de uma sociedade depende da formação que oferece às suas futuras gerações.
Ele nunca teve uma árvore para chamar de sua.
Enquanto as outras crianças aprendiam a subir nos galhos, ele aprendia a amarrar cordas. Enquanto aprendiam a cair e serem apanhadas, ele aprendia a cair e se levantar sozinho.
Não havia braços esperando por ele no fim da queda.
Então ele fez das mãos a sua casa.
Ele descobriu cedo que o amor não é uma palavra que se diz. É um nó que se faz. E ele se tornou um artista dos nós — dos nós que seguram, dos nós que protegem, dos nós que salvam.
Mas há um nó que ele nunca aprendeu a dar: o nó que prende uma pessoa à outra sem corda.
Ele olha para Ela e vê uma mulher que ele ama com a força de quem nunca teve certeza de que o amor fica. Cada vez que Ela se aproxima, Ele sente o cheiro do que poderia perder. E ele aperta os punhos, como quem segura uma corda que pode se romper.
Ele cresceu aprendendo que o mundo é um lugar onde as pessoas somem. Não por maldade — por gravidade. Elas se vão como a neblina que ele vê das montanhas: estão ali, e de repente não estão mais.
Então ele segura.
Segura o trabalho, segura os projetos, segura o corpo dela na cama, segura a mão dela na rua. Segura como quem segura a própria existência.
Mas ele não segura as palavras.
As palavras, para ele, são como pássaros que ele não aprendeu a domesticar. Elas voam para longe antes que ele possa nomear o que sente. Porque nomear o que sente, para ele, é abrir a porta do quarto onde a vida já morreu. É lembrar que o colo que teve foi tirado dele.
Ele não fala sobre a ausência que o formou.
Não fala sobre a infância sem porta, sem quintal, sem o som de uma voz chamando pelo seu nome à noite. Não fala sobre o instante em que descobriu que o mundo não tem dívida com ninguém — que o amor não é um direito, é uma aposta.
Talvez Ele aposta n'Ela. Mas aposta com o medo de quem já perdeu a aposta mais importante da vida.
Ele não sabe que o amor não é uma corda. Que não precisa ser segurado com tanta força. Que o amor é como o vento: a gente não segura, a gente sente. E, sentindo, a gente não precisa ter medo de que ele vá embora — porque, mesmo quando vai, ele deixou marcas.
Ele tem marcas.
Cada gesto de cuidado que ele tem por Ela é uma marca da vida que ele perdeu. Cada vez que ele estende a mão para ajudar alguém, ele está repetindo o gesto que a vida não repetiu por ele.
Ele é um homem que aprendeu a ser pai e mãe de si mesmo.
E isso, meu amigo, isso é a coisa mais solitária que um ser humano pode ser.
Então ele não sabe como responder a perguntas. Quando Ela pergunta o que aconteceu, ele responde com o que acontece. Não com o que se sente.
Ela quer o sentimento. Ele oferece o fato.
Ela quer a presença. Ele oferece o corpo.
Ela quer a alma. Ele oferece o que tem: a corda, a proteção, o café quente, a carona, o abraço firme.
Mas não é suficiente. E ele sabe que não é suficiente. E isso, isso o faz sentir-se como um menino novamente: pequeno, incapaz, com as mãos vazias diante de uma mulher que merece mais do que ele sabe dar.
O que ele não entende é que ela não quer mais. Ela quer diferente.
Ela quer que ele se sente no chão com ela. Que ele não tente consertar. Que ele apenas fique. Que ele confie que ficar é suficiente.
Ele nunca aprendeu que ficar é suficiente.
Porque, na vida dele, ficar sempre foi o prelúdio da partida.
Mas agora, com Ela, ele pode aprender. Se ele tiver coragem de desaprender o que a sobrevivência ensinou. Se ele conseguir soltar a corda por um instante e sentir que o vazio não vai engoli-lo. Se ele conseguir acreditar que o amor não é uma coisa que se constrói para não cair — mas uma coisa em que se cai, e se é apanhado.
Ele já foi apanhado por Ela.
Agora, ele precisa aprender a se deixar cair.
... coisa sobre Ele
Pais, mães, tutores, avós, tios e todos que cuidam e ensinam crianças....
Vocês nunca saberão o que é sofrer falta de amor e compreensão, a menos que já tenham vivenciado isso em suas vidas.
Então, deixem de lado o ego, preconceito, discriminação, racismo....
Coloque o amor acima de tudo e de todos para poder dar um bom exemplo e transformar nossas crianças em seres humanos amáveis.
Para isso acontecer, basta vocês seguirem algumas etapas simples, lembrando que para ter um bom resultado, você também deverá se transformar em uma pessoa amável, livre de conceitos pré estabelecidos.
Não crie suas crianças para serem exemplos estereotipados, sexistas, nem tampouco hipócritas.
Os crie para serem educados, respeitar quem os respeita, entender que há diferenças entre todos, terem liberdade de escolha, ter senso crítico, analítico e bom senso também.
Não caberá a mim e à ninguém escolher qual sexualidade meus filhos se identificarão. Cabe à nós instruí-los a melhor escola, a melhor faculdade ou profissão, mostrar à eles que existem pessoas boas e más e como identificar e se proteger delas, explicar que existem drogas, armas e ações que podem trazer más consequências como vícios, auto destruição, presídios e morte.
Eliminem quaisquer palavras de raiva, ódio, ameaças e agressões, substitua com diálogo e bons exemplos.
Sejam amigos das suas crianças, pois é um amigo que eles procurarão nos momentos de angústia, medo e dúvidas.
Tenham um diálogo saudável e sincero com eles e nunca usem contra eles o que eles confiaram à você, para não quebrar o elo entre vocês.
Os respeitem como desejam que te respeite, como ser humano, como pessoa de sentimentos.
Vocês deverão ser a luz na escuridão do saber.
O que desejo é que sejam felizes, independente de gênero.
Ame seus filhos, netos, sobrinhos, entiados, alunos!
Jane Fernanda N
Clamor pelas crianças Um grito contra a violência, o abuso e a omissão diante das crianças do nosso país.
Tags: criança, violência infantil, abuso, tráfico humano, casamento infantil, denúncia social, proteção, sociedade, Marajó
Precisamos agir diante da violência que se impõe diante dos nossos olhos.
Crianças sendo traficadas.
Crianças violadas ainda nas maternidades.
Crianças expostas e vendidas através das redes sociais.
É um erro acreditar que o abuso parte apenas dos homens.
A realidade é mais dura:
Mães que vendem suas filhas.
Mães que violam seus próprios filhos.
Pais que violentam filhas e filhos.
Tios, sobrinhos, avós que abusam de netos e netas.
É lamentável. É inaceitável.
Até quando permaneceremos em silêncio, sociedade?
É tempo de nos levantarmos em defesa daqueles que não podem se defender.
Crianças indefesas. Crianças vulneráveis.
Não podemos naturalizar em nosso país práticas como o casamento infantil sob o pretexto de cultura.
É dever de todos lutar.
Que haja misericórdia e, sobretudo, vigilância.
Observemos nossos filhos, netos, sobrinhos e também as crianças ao nosso redor.
Estejamos atentos aos sinais. Estejamos atentos aos pedidos de ajuda silenciosos.
Porque crianças gritam mesmo em silêncio.
E esse grito já não ecoa apenas na Ilha de Marajó. Ele atravessa o Brasil inteiro.
© 2026 Márcia Reis Nazar. Todos os direitos reservados.
* Dia das crianças *
Tenho saudades daquela menina,
ingênua e meiguinha,
que queria escrever versinhos
bordados de doçura e afeto...
Guardava nos olhos
o brilho das manhãs ensolaradas,
e nas mãos pequenas,
o sonho de mudar o mundo
com lápis de cor e papel pautado...
Acreditava nas fadas,
nas promessas das nuvens,
e que o amor morava nas flores
que colhia no quintal da infância...
Hoje, quando a vida
me pede pressa e razão,
eu fecho os olhos ,
e volto a ser
aquela menina,
frágil e forte,
que acreditava que a poesia
era o coração das coisas simples...
✍©️@MiriamDaCosta
* Dia das crianças *
Embora a infância seja o início
do nosso caminhar pelas veredas da vida,
ela permanece presente e determinante
até o fim...
A infância não passa,
ela se infiltra em cada passo do caminho,
molda as feridas e os sonhos
que nos carregam até o último suspiro...
A infância é o primeiro perfume
das veredas da vida...
e, mesmo quando o corpo se cansa,
ela floresce nas lembranças
que nos sustentam até o fim...
✍©️@MiriamDaCosta
Como devemos tratar nossas crianças?
Essa é uma pergunta que muitos responderão prontamente: "Com amor." E essa resposta está certa. Mas, logo percebemos que apenas o amor não é suficiente para educar uma criança.
Vamos começar por nós mesmos e voltar um pouco ao passado...
Talvez você tenha ouvido frases como: "Você não sabe fazer nada direito. Saia daí, deixe que eu mesma faço!" Ou então: "Você não sabe nem segurar um copo!", logo após derrubar um copo de vidro ao tentar beber água. Isso quando não vinham os xingamentos.
Essas são frases que muitas pessoas ouviram repetidamente durante a infância.
Mas por que, quando era a criança da visita que derrubava um copo, o tratamento era diferente?
Quantas vezes ouvimos nossas mães dizerem: "Não tem problema, deixe aí que eu limpo."
E é justamente assim que deveríamos tratar nossas próprias crianças: com a mesma tolerância, compreensão e respeito que oferecemos às crianças dos outros.
Afinal, derrubar um copo, deixar um objeto cair ou esbarrar em alguma coisa é algo normal. Isso não acontece apenas com crianças, mas também com adultos. Às vezes por distração, pressa, cansaço ou falta de atenção.
Esses acontecimentos não significam que a criança seja incapaz. Porém, quando ela é constantemente criticada ou humilhada, pode começar a acreditar que realmente não é capaz.
Quando experiências negativas se repetem com frequência, aumentam as chances de a criança desenvolver medo de errar, baixa autoestima, insegurança e até dificuldades para experimentar coisas novas, por receio de ser criticada.
Então, voltando à pergunta: como devemos tratar nossas crianças?
Com amor? Sim. Mas o amor, sozinho, não basta.
Devemos compreender e respeitar os sentimentos delas. Precisamos exercer empatia, paciência e acolhimento, sendo a base segura de que elas tanto precisam. Devemos educá-las com palavras que fortaleçam, com atitudes que inspirem confiança e, claro, estabelecendo limites, mas sempre com respeito.
Portanto, trate sua criança como a criança da visita!
— Kaiane Macedo
Crianças deveriam estar brincando e desenvolvendo o próprio senso crítico, não sendo treinadas para decorar roteiros ideológicos que nem têm maturidade para entender. Estão transformando crianças em políticos mirins, o que me lembra muito o fenômeno dos pastores mirins em algumas igrejas.
Em ambos os cenários, o que vemos é uma atuação ensaiada: a criança mimetiza gestos, tons de voz e frases de efeito que claramente não pertencem ao seu repertório infantil. Quando o palanque ou o púlpito substituem o parquinho, a criança perde o direito de ter dúvidas e de descobrir o mundo no seu próprio tempo.
Estamos trocando a educação pela doutrinação precoce. No fim, essas crianças não estão sendo preparadas para serem cidadãos conscientes ou líderes espirituais, mas sim ferramentas de marketing para adultos que querem validar suas próprias crenças através da 'pureza' de uma criança que, na verdade, só está repetindo o que lhe mandaram dizer.
Nossa, esse dia sim representa demais todos os seres humanos.
Todos são crianças em um corpo de uma pessoa adulta.
Uma criança muito especial, dedicada, estudiosa, focada...e muito brincalhona.
Nos divertimos e fazemos os outros se divertirem.
Feliz dia das crianças para vocês também!
🤗🥰
A INVEJA DO MEU EU: -- Ao entrar, a cena me paralisou: ela estava sentada à mesa com duas crianças. Um garotinho de três anos e uma menina de seis. O que me aterrorizava não era a presença deles, mas a verossimilhança brutal que compartilhavam comigo. Nos gestos pausados, na inclinação do rosto e no brilho do olhar, eram versões latentes de mim mesmo.
Lembrei-me do meu verdadeiro lugar: sempre defendi a ideia de que todos os personagens e lugares que sonhamos são imposição dos nossos desejos e vontades; cada pessoa é nada mais que um reflexo de nós mesmos.
Juliano Assis
A arte que não se cala
- Biografia
Sou pedagoga e encontro nas crianças o encanto que renova o meu olhar sobre o mundo.
Acredito que o aprendizado floresce quando é regado com afeto, imaginação e brincadeira. Por isso, faço da ludicidade a minha forma de ensinar — e de tocar corações.
Nas palavras, encontro um abrigo.
Escrevo sobre o amor, a vida, os relacionamentos e a superação — temas que me atravessam e me inspiram.
Minhas frases são pequenos espelhos da alma: falam da intensidade dos sentimentos, da beleza que existe na simplicidade e da importância de enxergar além das aparências.
O amor, em suas múltiplas formas, é presença constante.
A vida, vejo como um ciclo de aprendizado e recomeço.
Nos relacionamentos, busco a delicadeza da conexão e o valor do respeito.
Na superação, encontro a força de seguir mesmo quando a alma se cansa.
E nos olhos, descubro portais — janelas que revelam o que as palavras, às vezes, não conseguem dizer.
Escrevo para quem sente.
Para quem busca sentido.
E para quem, assim como eu, acredita que há beleza em recomeçar — e poesia em cada olhar que se abre para o mundo.
A verdadeira alegria é encontrar a bagunça das crianças,
ouvir as mesmas histórias "chatas" outra vez...
É ter louça para lavar, a cama para arrumar
e a casa cheia de vida.
Porque, depois, o tempo passa e o café esfria.
E no fundo, nunca foi sobre o café...
É sobre a verdadeira melodia de viver
Crianças brincam na viela em frente às suas casas; outro grupo se diverte numa quadra de futebol, enquanto outros mais correm pela associação de moradores e amigos da comunidade. São os diamantes da vida de todos ali. Ao redor, os adultos trabalham na construção civil, no comércio local ou na rádio comunitária.
De repente, um barulho ensurdecedor rasga o céu. São helicópteros Apache e aviões lançando mísseis e rajadas de balas, sob o pretexto de combater o crime organizado. A ação não é tratada como terrorismo; pelo contrário, o Estado invasor alega estar defendendo sua própria soberania.
Enquanto isso, as eleições acontecem. No palanque, o candidato clama por sangue e exige que a terra seja devastada. Afinal, a corrupção sempre precisa de desculpas brutais para justificar sua existência fútil e gananciosa.
A separação:
Ficaram as crianças/levei a recordação,
Ficaram as roupas/levei a pele,
Ficaram as almofadas/levei o cansaço,
Ficaram os lençóis/levei o sonho,
Ficaram as prateleiras/levei o bornal,
Ficaram as mesas/levei a fome,
Ficaram os fogões/levei a chama,
Ficaram os cômodos/levei o vazio,
Ficaram as plantas/levei a semente,
Ficaram os amores/levei a saudade,
Ficaram os dias/levei a alba,
Ficaram!/levei...
(Saul Beleza)
I. A Origem e o Olhar Infantil
Na luz do eterno desejo primordial,
éramos crianças observando os céus,
reluzindo os sentidos do microcosmo.
A jornada começa na pureza do olhar. O microcosmo da mente humana se alinha à imensidão do universo, enxergando no espaço não um vazio inerte, mas uma simplicidade carregada de significado. É a escuridão que busca, na sua própria solidão, compreender a existência.
II. O Caos, a Lágrima e a Grande Obra
Vórtices dentro do cosmos são expostos nos níveis mais profundos:
achamos sentido no puro caos.
Depois que a órbita elíptica se transformou numa lágrima do universo,
o olho de Deus aprimorou seu brilho.
Numa nuvem que corta os nuances do tempo e espaço,
transcendendo sua própria existência magnânima,
a ópera magnânima se torna resiliência cósmica.
Aqui, o caos não é destruição, mas a matéria-prima do sentido. A figura da órbita que se molda como uma lágrima reflete a dor e a beleza da criação. A resiliência cósmica surge como a grande resposta da matéria e da vida contra a finitude.
III. O Despertar da Primeira Molécula
O degelo do foco num despertar arcaico da ilusão oponente
das falanges momentâneas são fragmentos esquecidos
da primeira molécula criada no universo.
Há um retorno às origens mais remotas. Ao dissolver as ilusões passageiras do cotidiano (as "falanges momentâneas"), a consciência humana reconhece sua ligação direta com a química primordial do cosmos. Somos feitos do mesmo tecido da primeira criação.
IV. O Crepúsculo do Espírito e a Fissura do Tempo
No envelhecer do meu espírito, vejo ventos solares dos sóis binários:
abre-se a subversão do mar do buraco negro,
difundindo numa ponte entre minha decadência,
vendo seus sonhos num buraco de minhoca.
Sendo instável a evolução de sina de outra era,
irrelevante — pois ainda estamos apaixonados
entre as eras do conhecimento.
Fui para Marajó logo ali
na Cachoeira do Arari,
O Cordão do Galo junto
com as crianças passaram
dançando e cantando,
Surpreendente você chegou
envolvendo e encantando,
Foi daí que me dei conta
que encontrei o Sol de amor,
que perdidamente me apaixonei
o meu melhor entreguei,
e é com contigo que eu estou,
e de ti não mais regressarei.
Quando crianças, nosso maior medo era a ideia de que o bicho papão sairia debaixo da cama para nos assustar. Nossa verdade absoluta era a de que fadas existiam e vinham trocar nossos dentinhos de leite por moedas de 25 centavos. E ansiávamos que o natal logo chegasse para ganharmos presentes do Papai Noel. E de repente crescemos e as circunstâncias fazem-nos ansiar por verdades que venham substituir os nossos medos.
JEOVANIA VILARINDO (Diga-se de passagem)
Quando éramos crianças nos davam coisas amargas e ruins, pois diziam que era para nosso bem, para que pudéssemos crescer fortes e saudáveis. E quando finalmente nos tornamos adultos...
Bem, agora que finalmente nos tornamos adultos, a vida continua nos dando as mesmas coisas para sermos fortes diante da adversidade e saudáveis em nossas relações
O que mais me deixa triste é ver o mundo pedir socorro,é
ver crianças e adultos sem casa e sem comida.É ver pessoas
morrerem na fila dos hospitais,ver as secas no nordeste.Da
um nervoso ver a incapacidade do SUS.O mundo esta acabando de uma só vez.Cuide e ajude o seu mundo pois foi nele em em que você nasceu.
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