Textos de Coração

Cerca de 21848 textos de Coração

Coração incompreendido



O meu ser ninguém entende, meu olhar não compreendem,
Minha voz é um zumbido, vêem a dor no meu sorriso.
Quem me pode entender, minha dor ver o meu ser,
Sinto tanto pouco posso, quero a morte e não a sorte.
Meu falar é zombaria, minha peste contagia,
Muitos olham, de mim fogem, esperando a agonia.
Quão vazia estou agora, me socorram, por favor,
Não sou nada sem carinho, não sou nada sem amor.
Quero tanto ser feliz, ver a vida colorida,
Pintar os sete, ver o outono, sentir a brisa do inverno.
Ninguém pode me entender, falo grito, me esforço,
Mas quem pode me escutar, quem me pode acalentar?
Sou apenas um humano, desfaleço de atenção,
Sufocada, sem carinho, sem amor no coração.
Caso fosse um ser pacato, poucos me vêem de fato,
Pouco faz do meu querer, muito riem desta dor,
Porque sofro o mal do amor.
Este eu que é meu em prantos, só reflete a esperança,
De encontrar nalguma esquina, o olhar de uma criança.
Assim espero ser amada, com transparente coração,
O amor é limpo é puro, o amor é solução.

Temática: conexão; o fio que toca o coração.
Interação automática, tão simples e tão prática.
Gramática em língua da mente; sem pontuação.
Canção simplesmente; profunda e enigmática.
Sintática métrica eleita; feita à sua imperfeição.
Então, poesia: é isso, pra cada um, um feitiço.

Nesse coração cabe tanta coisa…
Como pode?

Tem tanto amor, tem tanta paz…
Tem café.
Tem música.
Tem selva e flores.
Tem festa.

Cabe o naipe de copas e uma jornada de descobertas.
Como pode caber pessoas, sentimentos intensos, afetos e amores?

Ele não é grande em tamanho,
ele se expande em profundidade…

Ele recebe, ele doa e nunca falta.
É um próspero coração!

Nele cabem mundos inteiros…
Cabem sorrisos, olhos e ruguinhas de expressão.
Cabe o sol todinho,
constelações…

Cabe um grande oceano, onde te encontro sempre.

Cabem lutos e saudades
de quem já se foi
e de quem permanece aqui.

Cabem amores que não podem ser vividos,
amores para viver na intensidade,
amores que não se sustentam só com amor,
amores escondidos,
amores tão fortes que roubam pensamentos…

Quantos amores cabem em um coração?

Cabe o detalhe que passa quase despercebido.
Cabe a admiração, cabe a presença, cabe o momento…

Aquele momento em que te vejo
e te sinto pelos olhos…

O momento que transforma,
que desprende,
que ecoa aqui dentro…

Dentro desse próspero coração…

em que cabem tantas coisas…

*Para quem errou...*

Erraste e, agora, sentes o remorso corroer-te o coração, qual ácido inclemente.

Te deixaste levar pela precipitação ou pela invigilância e lamentas as consequências do ato impensado.

Realmente, a consciência lesada constitui uma grande fonte de dores.

Entretanto, não te lamentes nem te entregues ao desânimo.

No mundo e no além, todos erram.

Aquele que pretende o progresso, porém, converte o fracasso em lição e segue adiante.

Assim, não te perturbes mais pelo erro cometido.

Apoia-te na fé em Deus e caminha para a frente, agindo no Bem.

Usa a alavanca da vontade para remover o peso da culpa e renova-te por dentro.


O Bem que faças hoje é água limpa a lavar os efeitos negativos dos teus enganos.
A experiência é mestra e o tempo, amigo.


Trabalha e confia.

Irmã Scheilla (espírito)
Fonte: A Mensagem do Dia. Volume II. Médium Clayton B. Levy. Editora Allan Kardec.

Não esperes que o outro veja com teus olhos, nem que sinta com teu coração. Cada mente habita sua própria fortaleza, e nem todos abriram os portões da compreensão.
Se ofereces empatia e ela não retorna, não te perturbes como se tivesses sido roubado. A virtude não perde valor por não ser reconhecida. Assim como o sol não deixa de iluminar porque alguns fecham as janelas, tua capacidade de compreender permanece digna por si só.
Mas lembra-te também: não foste feito para te esgotar em terreno estéril. A natureza ensina equilíbrio — o rio que só doa e nunca se renova acaba por secar. Portanto, sê justo contigo.
Age com empatia porque isso está sob teu controle. Mas não te acorrentes à expectativa de retorno, pois isso pertence ao outro. Observa, então, com serenidade: onde não há reciprocidade, há apenas uma lição — não de amargura, mas de medida.
E assim, mantém tua essência, sem te perder nela.

Ferir por dentro


Dói acordar com o peito em pedaços.
Dói sorrir quando o coração sangra.
Ninguém vê a batalha escondida,
apenas a máscara que disfarça.
O silêncio engole o grito,
e a alma arde em segredo.
Ser forte não é não sentir,
é continuar de pé,
mesmo sangrando por dentro


Naldha Alves

Família de Coração


Parente de sangue,
às vezes só vem
quando precisa,
ou sorri parado
num álbum antigo.


Família de verdade
não nasce do sangue,
mas do abraço,
do olhar que entende,
do amor que fica.


Não é o laço do corpo,
é o laço da alma.
É respeito, é cuidado,
não é interesse,


São amigos que viram irmãos,
são irmãos que a vida deu
e não o sangue escreveu.


Naldha Alves

“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.” (Perto do Coração Selvagem, 1944). Essa afirmação de Clarice traduz uma busca que não se contenta com o óbvio: é o desejo por algo que ultrapassa a calma aparente e rompe os limites da palavra. Quando pensamos em “emocionado”, percebemos que sentir é um gesto de libertação, um rompimento das barreiras sociais que tentam conter a alma e escondem sua vulnerabilidade.


Vivemos em uma época em que a eficiência se tornou medida de valor. A calma é exaltada como virtude, enquanto a emoção intensa é vista como desajuste, quase um erro contra a racionalidade. Nesse cenário, trocar a alma pela calma significa abrir mão da autenticidade, transformar o sentir em fraqueza e aceitar a serenidade como padrão imposto, mesmo que isso nos afaste de quem realmente somos.


Ao sufocar a emoção, o indivíduo se distancia de sua essência mais profunda. Clarice, em A Paixão Segundo G.H., mostra que o encontro com o indizível é doloroso, mas inevitável para compreender a própria existência. A calma pode oferecer estabilidade, mas também pode anestesiar, apagando o brilho da intensidade e transformando a vida em repetição sem surpresa, em rotina sem poesia. (@R_Drigos)


Pensar sobre essa tensão é admitir que viver exige equilíbrio. A emoção não deve ser reprimida, mas acolhida como parte inseparável da experiência humana. A calma, embora necessária em certos momentos, não pode se tornar prisão. Entre alma e calma, o desafio é permitir-se sentir sem se perder, encontrar intensidade sem descontrole e reconhecer que a vida se constrói justamente nos contrastes que nos atravessam.

Como voar para longe
De onde o coração quer estar perto
A distância é dolorida
O apego segura as suas asas
Você oferece muito e está disposto a tudo
Mas eis aí o que te fere o coração
A indiferença e desprezo de quem o tem em suas mãos
Esse investimento não vale a pena
Embarcar em um voo, sabendo da sua queda
É um caso a se pensar, ou melhor a se deixar.
-
Leonardo Procópio, Pindamonhangaba

Giovana era uma jovem de bom coração
O Pessoal dizia ser ela uma menina bacana
Cheia de sonhos e emoção
Mas não tinha malandragem
Sofreu por sua ingenuidade
Acreditava de mais nas pessoas
Esperando recíproca amizade
Levou uns tombos
Machucou-se;
Ganhando um pouco mais de idade
Começou a entender que amigo de verdade
É uma coisa muito rara
Mas era forte e inteligente
Levantou-se bravamente
E seguiu seu caminho
Olhando sempre em frente!
E os que a amavam realmente
Orgulhavam-se e apoiavam
Essa jovem tão valente!

Quando estamos escrevendo algo, colocamos nossa mente para fazer os primeiros arranjos, o coração para expressar o que desejamos e a mão para encaminhar um carinho ou uma ofensa.

Precisamos ter cuidado com o que compartilhamos de nosso interior com aqueles que estão em nossas volta. Uma simples palavra o tempo apaga no papel, mas nunca de nossas vidas.

Há momentos na caminhada em que o coração está disposto — mas as mãos estão vazias.
E é justamente nesses trechos que surgem interpretações apressadas, silêncios mal compreendidos, julgamentos — alguns ditos, outros apenas percebidos — vindos de expectativas que, naquele instante, não conseguimos atender.
Não por negligência.
Não por ausência de amor.
Mas por ausência de recursos — visíveis ou invisíveis — que também nos faltavam.
Poucos percebem que, por trás de uma negativa ou de uma ausência, pode existir uma luta silenciosa. Uma travessia interna onde estamos, nós mesmos, tentando nos sustentar — enquanto a vida ainda nos pede que sejamos sustento para outros.
E assim nasce uma das dores mais sutis da existência:
ser mal interpretado quando, na verdade, se está apenas limitado.
Há uma tendência humana de confundir impossibilidade com indiferença. Mas a consciência — quando bem alinhada — nos sussurra uma verdade que acalma:
nem toda ausência é abandono — às vezes, é apenas falta de condições.
E reconhecer isso não nos diminui — nos humaniza.
Não fomos feitos para sermos resposta a todas as necessidades — nem porto seguro em todas as tempestades. Há dias em que somos abrigo — e há dias em que estamos, nós mesmos, procurando onde repousar.
A maturidade chega quando conseguimos sustentar duas verdades ao mesmo tempo:
o desejo sincero de ajudar — e a honestidade de admitir quando não podemos.
E é nesse equilíbrio que a alma encontra paz — não na aprovação alheia, mas na integridade silenciosa de quem sabe que fez o que era possível dentro do que tinha.
Porque, no fim —
não é a cobrança externa que define quem somos,
mas a verdade com que caminhamos dentro de nós.
— Paulo Tondella ✍🏻

Num papel, descrevo o coração em cálice tinto; nas lágrimas em mar vermelho, floresce a rosa vermelha num deserto vermelho; meu coração: beija-flor-vermelho corre pra você, mas a solidão é minha e, sem você, uma rosa me aperta o coração; minha alma dói, e corro dali, mas não sei dormir sem você ali; eu, descalço na maré vermelha, escrevo na areia: esqueço de mim pra você voltar, onde você está? Meus olhos não fecham mais, a praia vermelha é meu quarto, somente as estrelas amenizam minha dor e me lembram você, uma estrela distante e radiante.

No rio vermelho, eu deixo barcos de papel, onde escrevi versos; sentimentos que não me deixam dormir; mas não importa quantos eu deixe ir pelo rio, estão à deriva, permaneço sem você; mesmo meu coração em barcos de papel, você ainda derrete meu coração; você não vai me ler, não vai ver meu desejo de casar com você; num amor à deriva, perdi você e não há lugar pra mim sem você; na cidade vermelha, tento sobreviver num caminho vermelho.

Eu quero fugir, correr daqui, deixar o amor batizado na dor, mas é mais que mera dor, é o amor que não há como esquecer; palavras não bastam, apenas palavras não deixam o peso da dor e não expressam como é grande esse amor por você; confesso como nenhuma palavra poderá dizer palavras que nenhum significado revela, o entender do amor por você; amor que não para, amor que não sabe, como no mundo vermelho: quem ama sangra demais, bem mais que quem não ama, quem não é vulnerável por outro alguém de coração vermelho, como o teu coração cinza.

Coração apertado, sangrando calado
Lembranças magníficas, que agora também me trazem agonia
A agonia da saudade, a agonia da tristeza
Com tanta paixão que agora esta presa.
Como lembrar daquele olhar e sorriso perfeito
Pode me trazer tanto desespero?
Lembrando de tudo aquilo que me levou ao céu
Hoje me vejo molhando com lágrimas este papel.
Uma dor tão profunda que sinto corroer meu coração
A dor da saudade de dias e momentos que não voltarão.
A dor de te amar e não poder estar te amando.
E agora, de cabeça erguida sigo com a alma vazia e tento continuar andando!

A paz chega quando o coração finalmente "se rende" às provas que o cérebro já tinha apresentado. Não é uma vitória da razão sobre a emoção, mas uma conciliação. Você para de tentar convencer o seu coração de que ainda há uma chance. Você entende que aceitar a presença de outra pessoa na vida do outro não é uma derrota sua, mas a libertação que você precisava para voltar a cuidar de si.
⁠

Você acha que sofreu pois tinha um bom coração (um bom caráter) e a pessoa não te valorizou. Engana-se! Seu coração agiu com podridão, e mesmo a pessoa mais errada não suporta gente mal-caráter, pois o espelho incomoda quando a imagem é feia e suja.
Agir de bom coração com gente má e agir de má fé com gente boa, isso mostra o qual podre pode ser é um coração contaminado com arrogancia e prepotencia. Esperar ser admirada mentindo e traindo? Por quem? Está procurando um bandido?

O amor é como um jardim que floresce em nosso coração, cheio de cores vibrantes, aromas inebriantes e beleza singular. Em cada pétala, um sentimento único, em cada flor, um novo despertar. Que possamos regar esse jardim com carinho, cuidado e dedicação, para que ele continue a florescer, espalhando felicidade e beleza por toda a nossa vida. O amor é a força que nos impulsiona, a luz que nos guia e a energia que nos renova. Que nossa jornada seja sempre regada por esse sentimento tão especial, transformando cada dia em um momento único de amor, paz e alegria.
Ass Cícero Lyra

FILHO DO PARÁ



“Ó Pará, há tempos que vim de lá.

Deixei a solidão conduzir-me o coração,

como tua estrela solitária,

que exerce autonomia.

Recordo-me de que de ti herdei a cidadania.

De verdade, eu sou de lá,

da terra do Norte quente,

e tenho apreço por essa gente,

que, em festa, muito contente,

vem hoje se declarar:

eu te amo, meu Pará!

Pois, sou teu filho, sou guerreiro,

sou paraense, brasileiro!”

Tasselo Brelaz

"Hoje acordei, e o sol brilhou
Lorando do seu abraço, meu coração se aqueceu
Nessa sexta-feira de paixão, meu amor
Você é o motivo que faz meu coração pulsar com fervor

Seu carinho é meu refúgio, meu lar
Me faz sentir completa, sem precisar buscar
Nesse dia de amor e devoção
Meu coração lateja só de pensar em você, meu amor.

Você é a minha paixão, meu amor verdadeiro
A razão pela qual meu coração bate com fervor
Quero passar o resto da vida ao seu lado
Te amando, te abraçando, sem nunca me cansar."

Quando te vejo
"Sempre que vejo seus olhos
meu coração dispara de alegria,
é como se o mundo todo coubesse
num segundo de calmaria.


Sempre que você está em meus braços
sinto o amor me envolvendo inteiro,
pele, respiro, silêncio,
tudo vira abrigo verdadeiro.


Seus olhos são minha direção,
seus braços, meu lugar no mundo.
E cada batida que acelera em mim
só confirma: é amor, profundo."