Textos de Coração
#FALSIDADES
Por favor...
A falsidade não pode vir de ti...
Não gosto de ingratidão...
Ah...isso dói tanto ao coração...
Não gosto de gente metida, nem de gente que atua...
Prefiro sempre a verdade nua e crua...
Gente orgulhosa demais...
Gente que muito fala...
Gente desatenta...
Sem prestar atenção...
Gente de alma desleixada...
Gente ardilosa...
Só decepção...
Não gosto de gente que finge falar a verdade...
Vivem na falsidade...
Triste realidade...
Perdôo os outros e também a mim...
Triste minha sina que me faz sofrer assim...
Sei que para tudo existe um motivo...
Sei o que é amar e sei também o que preciso...
Sei que existe um lugar chamado distância...
E lá faço minha residência...
Porém sei também que seu desamor às vezes me alcança...
Acredito que o destino escolha quem vamos encontrar no nosso caminho...
Mas, sinceramente, prefiro seguir sozinho...
Vá...
Deixe-me viver em paz...
Quanto mais longe melhor...
Não quero lhe ver mais...
Sandro Paschoal Nogueira
www.facebook.com/conservatoria.poemas
#CORAÇÃO #VALENTE
Pelos lugares onde anda...
Fantasmas afugenta...
Opta viver de escolhas...
E no talante do destino...
É o escolhido...
Olha no espelho e vê que não é perfeito...
Escolhe o que vestir com esmero...
Com olhos de querer...
Sente-se belo...
Afinal...
"Os planos de Deus nunca falham"...
Esquece de quem o deixou triste... Mas não esqueçe jamais de quem lhe fez feliz...
Sempre lhe promete lhe dar o melhor...
Às vezes se confunde...
E se ajeita com o pior...
Caminha no purgatório com destino ao paraíso...
Talvez seja por tal...
Não ser de muitos risos...
Planta no chão suas esperanças...
Num emaranhado de cores...
Sonha até onde a vista alcança...
Segue em frente com o coração valente...
Um coração que não mente...
Não chama de amor...
O nó que não desatou...
A sorte não deu...
O tempo levou...
Alma de criança...
Tem medo de enfrentar...
Seu próprio desejo...
De muito amar.
Sandro Paschoal Nogueira
Conservatória - Caminhos de um poeta
#ESQUINAS
São tantas as esquinas...
Mas vai ser é só isso...
Bater a porta e sair por aí...
Se perder querendo encontrar-se...
Deixar-se possuir...
Um coração a ser entregue...
Para quem não quer...
Um sorriso...
Parar de enganar-me...
Quantas esquinas eu ainda vou precisar dobrar?
A noite está fria...
Esquinas e cantos de minha alma...vazia...
Miserável vida a quem devo meus tormentos...
E em sonhos...
Esperança ainda vive...
Deixando meus rastros de solidão...
Fechei os olhos, diante do medo...
Fui me deixando, sombra...
Meu coração teima em dizer: te amo...
Sigo no proibido...
O ridículo também deve ser vivido...
Abro um sorriso para o tempo...
Insistente em passar...
Só eu sei...
Imagino o que será...
Sigo...
Nas esquinas, nos bares... nas ruas...
Tendo a lua a me acompanhar...
Sandro Nogueira
Caminhos de um poeta
#ÚLTIMA #VEZ
Deixei meu coração cair...
Estava escuro...
E na escuridão me perdi...
Minhas mãos eram fortes...
Mas não conseguiram sustentar o peso sobre mim...
Meus joelhos fracos se dobraram...
E chorei...
Por tudo que senti...
Em muito fechei meus olhos e não quis ver...
Sempre ao meu lado...
Ah...
Como sonhei assim com você...
Mas a vida não teceu nossos destinos desse jeito...
Hoje compreendo...
E por mais que sofri...
Aceito...
Mas há um lado meu que você não conheceu...
De ser perseverante e lutar mesmo quando tudo já perdido...
Chorei...
Não me entreguei...
E do chão me levantei...
No jogo que comigo fizeste...
Antes um perdedor , venci...
Hoje toco seu rosto com um leve beijo...
E sorrio...
Contigo aprendi...
Sei que é a última vez...
Foi a última vez...
Sou feliz , sou livre...
Algo morreu...
E não foi em mim...
Sandro Paschoal Nogueira
facebok.com/conservatoria.poemas
Simbiose do meu Coração
No jardim do meu ser, uma simbiose floresce,
Onde meu coração dança em uma doce prece.
Uma ligação profunda, um laço de encanto,
É a simbiose perfeita, um elo de encanto.
No compasso dos batimentos, num ritmo suave,
Uma dança sincronizada, um abraço que engrave.
Meu coração pulsa vida, em busca de calor,
E encontra no mundo, uma parceira de valor.
É um mutualismo etéreo, onde a alma encontra lar,
A alegria e a tristeza, juntas a caminhar.
Meu ser encontra abrigo, na sinfonia do sentir,
Um comensalismo de emoções, a sorrir e a existir.
No palco do peito, uma peça de parasitismo amoroso,
Onde o amor se alimenta, um afeto poderoso.
Um coração que se doa, um hospedeiro da paixão,
Enquanto o amor, como parasita, deixa a marca da união.
Na simbiose do meu coração, uma dança de sonhos,
Onde emoções se entrelaçam, como rios e riachos.
É uma história que se escreve a dois, em cada batida,
Uma jornada de afeto, na qual a alma é nutrida.
Assim, no jardim do meu ser, a simbiose se expande,
Um elo indestrutível, onde a vida se expande.
Meu coração encontra eco, naquela que o compreende,
Uma simbiose de amor, que eternamente se estende.
Sob o céu estrelado, a doce melodia,
Tu dizes ser louca por mim, amor que contagia.
Na dança do destino, somos loucos a sonhar,
Unidos em desatino, juntos a navegar.
Teu sorriso é a luz que guia minha jornada,
No abraço do tempo, minha alma acalentada.
Oh, como anseio por tua voz, a saudade que traz,
Em cada pensamento meu, és o eterno compaz.
Nossos corações entrelaçados, laço etéreo e forte,
Nessa história de amor, és minha sorte.
Jamais poderias saber, o quanto és meu alicerce,
Em teus olhos, vejo a vida, o amor que floresce.
No palco da vida, breve jornada,
Cada alma dança, uma balada.
Efêmero é o tempo que aqui se tem,
Mas na essência da existência, há um além.
Não são anos que contam a história,
É a intensidade que traz à memória.
Na dança efêmera do respirar,
Encontramos razões para amar.
Não importa o relógio que tic-taca,
Mas sim a alegria que em nós se destaca.
Cada batida do coração, um compasso,
A vida, um poema que escrevemos em abraços.
Morreremos todos, destino comum,
Mas como vivemos é o nosso cartum.
No caderno do tempo, o que gravamos,
São os sorrisos, os amores que deixamos.
Que a melodia da vida seja intensa,
Que o amor seja a essência.
Na efemeridade do nosso viver,
A beleza está em aprender a florescer.
Nas sombras do tempo, ele caminhava solitário pelas ruas de memórias desbotadas. Seu coração, um mausoléu de amor, guardava o fogo sagrado por ela. Ela, a musa imortal de seus sonhos, vivia na penumbra de sua ausência, uma presença tão vazia quanto as ruínas de um templo esquecido.
Anos haviam se passado desde que suas vozes se entrelaçaram em canções de promessas e suspiros. Anos desde que seus olhares se perderam nos labirintos da alma um do outro. Mas para ele, o tempo era apenas uma cortina fina entre o que foi e o que poderia ser.
Ela era como a névoa da manhã, presente, mas intangível. Ignorava-o como se ele fosse uma sombra indesejada em seu horizonte. Seu silêncio era uma sentença, sua indiferença, uma espada que dilacerava sua alma a cada dia.
Mas mesmo na morte ficta de sua conexão, ele persistia, seu coração como um farol na escuridão, esperando por um vislumbre da chama que um dia ardeu tão intensamente entre eles. Ele a amava além das palavras, além do tempo, além da própria morte.
Em seu amor, ele encontrava uma imortalidade que transcende os limites do mundo físico. Seu amor era uma epopeia, uma saga de esperança contra toda a lógica, contra toda a razão.
E assim, nas brumas do esquecimento, ele continuava a tecer os fios do seu amor, esperando pelo dia em que a morte ficta que os separava se dissolveria, e eles se encontrariam mais uma vez nos braços do destino, onde o tempo não teria poder sobre o eterno laço que os unia.
Às vezes, em momentos de quietude, sinto como se um fio delicado e invisível me puxasse em direção a um destino que ainda não consigo ver claramente, mas que sei que é verdadeiramente significativo. É como se houvesse um elo sutil, tecido não de fios, mas de memórias e promessas, que me liga a você. Mesmo separados pela distância e pelo tempo, esse fio nos mantém unidos, uma doce lembrança de que, não importa onde estejamos, fazemos parte de uma mesma trama.
Sinto saudades, não apenas das palavras e risos compartilhados, mas também da tranquila certeza de estar ao seu lado. Há um desejo persistente, um anseio que o tempo não consegue apagar, de encontrar novamente o calor da sua presença, de entrelaçar novamente nossas vidas de forma que só a verdadeira conexão permite. Essa esperança, alimentada pelo fio vermelho do destino, é o que me guia através dos dias de espera.
Creio firmemente que, como as almas predestinadas das histórias antigas, nosso reencontro está traçado nas estrelas. Esse fio, que nem a distância, nem as adversidades conseguem romper, me faz crer que cada momento que passamos separados é apenas um prelúdio para o alegre capítulo que ainda vamos escrever juntos. Com isso no coração, aguardo nosso próximo encontro, confiante de que ele trará de volta a alegria plena que só a sua companhia pode oferecer.
A ausência de minha mãe, que já se estende por quase dois anos, é como uma sombra que se projeta sobre minha realidade. Às vezes, é como se estivesse preso em um sonho, onde sua presença é tão vívida que mal consigo distinguir entre o mundo dos sonhos e o despertar. Mas então a dura realidade se impõe, e percebo que é na efemeridade da vida que residem nossos mais profundos enigmas.
Neste Dia das Mães, enquanto as redes sociais ecoam homenagens e memórias amorosas, encontro-me mergulhado em um oceano de lembranças e saudades. Para mim, este dia é como uma ilha solitária, onde a única companhia é a lembrança do amor materno que um dia aqueceu meu coração.
Mas mesmo na escuridão da perda, encontro consolo na certeza de que a vida é apenas uma etapa passageira, um sonho fugaz que em breve dará lugar à verdadeira realidade. Um despertar final, onde espero reencontrar minha mãe, abraçando-a como se o tempo nunca tivesse passado. Até então, resta-me navegar pelos mares da existência, carregando comigo as memórias preciosas que ela deixou para trás, até o momento em que finalmente alcançarei a margem do eterno despertar.
Era uma noite tranquila e estrelada quando ele a conheceu, e desde o primeiro olhar, sentiu o impacto de um coração volátil. Ela tinha um sorriso encantador e olhos que brilhavam como constelações, mas havia algo mais profundo, uma tempestade emocional que ele não pôde ignorar.
Ele a observou em silêncio, notando como suas emoções oscilavam como a maré. Num momento, seu riso era contagiante, enchendo o ar de alegria; no outro, seus olhos se perdiam em uma melancolia distante, como se navegassem em águas desconhecidas. Essa inconstância, essa dança entre a paixão e a tristeza, a tornava incrivelmente fascinante.
Com o passar dos dias, ele se aproximou dela, atraído pela beleza caótica de suas emoções. Ela, com seu coração volátil, ora se deixava levar pelo entusiasmo de uma nova paixão, ora recuava, temerosa das profundezas de seu próprio sentir. Ele sabia que se apaixonar por ela seria como tentar capturar o vento, mas estava disposto a tentar.
Cada encontro era uma aventura emocional. Havia momentos de intensa conexão, onde seus corações batiam em uníssono, e momentos de incerteza, onde ele temia que ela se afastasse para sempre. Ela era indecisa, uma alma que flutuava entre a entrega e a fuga. Mas ele viu em sua sensibilidade uma beleza rara, um reflexo de sua própria vulnerabilidade.
Uma noite, sob a luz suave da lua, ele a segurou perto e sussurrou: "Sei que seu coração é volátil, que muda como as estações. Mas quero estar ao seu lado, navegar essas águas com você, aceitar cada mudança e celebrar cada momento."
Ela o olhou, surpresa, e uma lágrima deslizou pelo seu rosto. Talvez pela primeira vez, ela sentiu que alguém compreendia a complexidade de seu ser. Com um sorriso tímido, ela respondeu: "Eu sou como o vento, imprevisível e livre. Mas se você estiver disposto a voar comigo, prometo que a jornada será inesquecível."
E assim, juntos, decidiram enfrentar as incertezas, abraçando a beleza de um coração volátil, sabendo que o amor verdadeiro não exige constância, mas sim compreensão e aceitação das tempestades e calmarias que a vida traz.
Hoje, 2 de junho, marca 22 anos desde que você transformou completamente a minha vida. Mesmo que nossos caminhos tenham se separado há anos, as lembranças daquele tempo ainda ressoam em meu coração. Você trouxe uma nova luz à minha existência, e cada momento compartilhado ficou gravado na minha memória com carinho.
O amor que vivemos foi intenso e verdadeiro, um capítulo inesquecível que moldou quem sou hoje. A saudade, embora às vezes dolorosa, também traz um doce reconhecimento de tudo que vivemos juntos. Nossa história, apesar de ter seguido rumos diferentes, deixou marcas profundas e um aprendizado valioso.
Hoje, celebro a beleza do que foi e a transformação que esse amor trouxe à minha vida. Mesmo na distância, a gratidão pelo que compartilhamos permanece, lembrando-me sempre da força e da pureza de um amor que, de alguma forma, continua a viver em mim.
Ele é um notívago, um ser das sombras que desperta quando a lua toma o céu. Enquanto o mundo dorme, ele vive intensamente, encontrando vida e energia nas horas mais escuras da noite. Como um vampiro, ele se alimenta dos corpos alheios, absorvendo cada momento com uma paixão única e feroz.
Nas sombras, ele encontra seu verdadeiro eu, vivendo e respirando a liberdade que a noite oferece. Cada batida de seu coração noturno é um pulsar de vida que desafia o silêncio da madrugada. Ele não teme a escuridão, mas a abraça, fazendo dela sua confidente e cúmplice.
Porque ser notívago não é apenas um hábito, é um estilo de vida, uma celebração do mistério e da intensidade que só a noite pode proporcionar. Se você também sente que pertence ao reino das estrelas e da escuridão, saiba que não está sozinho... Você é a vida enquanto os outros sonham.
Minha vida é um constante reinventar, onde cada amanhecer traz a urgência de fugir da mesmice e do anseio latente por seus lábios. Meus sonhos, aqueles que me abraçam à noite, são meu norte, meu desejo de caminhar por estradas desconhecidas, na busca incessante de um futuro que ainda não tomei em minhas mãos.
Mas, quando o sol se despede e a noite se instala, a realidade se desenrola em matizes que não desenhei. E mesmo assim, insisto em querer mais — mais dos seus olhos, mais das suas palavras, mais de você. Porque meu coração, inquieto e insaciável, sempre espera que o amor se revele em sua forma mais plena, mais intensa, mais você.
E enquanto eu espero, meu coração bate mais forte, sonhando com o dia em que a realidade finalmente será tão doce quanto as promessas feitas em silêncio. Eu quero sempre mais, pois o pouco que vem de ti nunca será suficiente para um coração que aprendeu a querer o infinito.
Aqui estou, perdido em meio à multidão, mas completamente sozinho. A mesa que me acolhe, com um copo de whisky como única companhia, parece ser o único refúgio onde posso esconder as lágrimas que não ouso derramar. As pessoas ao meu redor conversam, riem, mas tudo o que vejo são rostos indistintos, como sombras que não podem preencher o vazio que você deixou.
Lembro-me de cada promessa sussurrada, cada sonho que desenhamos juntos no horizonte do nosso futuro. O calendário ainda marca aquele dia, o dia em que você entrou na minha vida, trazendo consigo uma avalanche de emoções que, hoje, se transformaram em destroços.
O que aconteceu com os planos que fizemos? O que restou daquele amor que juramos ser eterno? Agora, sou apenas um homem que tenta se esquecer nas profundezas de um copo, que busca anestesiar a dor que não cessa. Cada dose é uma tentativa vã de apagar a lembrança de um amor que se foi, de um coração que já não bate com a mesma força.
Mas, mesmo assim, a esperança insiste em habitar nas ruínas desse sentimento. O amor, embora machucado, resiste, esperando o impossível. Porque, mesmo que eu finja que já não me importo, que a vida de um coração solitário e frio é o que escolhi, no fundo, ainda espero pelo dia em que você volte.
Até lá, sigo, vivendo essa vida bandida, onde o amor parece um sonho distante, mas onde a memória de nós dois é a única coisa que me mantém de pé.
Entre milhas e memórias, sinto teu cheiro no vento e teu toque nas estrelas. A distância se faz presente, mas não apaga a chama do amor que em mim arde, mesmo que mil calendários passem ou oceanos se estendam entre nós.
Eu sou um viajante no tempo, um náufrago na saudade, buscando teu sorriso em cada amanhecer. Porque o que somos sem o outro senão um eco de nossos próprios sonhos?
Te amo entre o sol e a lua, entre o céu e o abismo. E mesmo que estejas a mil e quinhentos quilômetros ou a quatro anos de distância, meu coração ainda dança ao som da tua existência. E assim, sigo em frente, sabendo que um dia nossas almas se reencontrarão, como se nunca tivessem se perdido.
(06/09/2024)
A minha alma está em guerra, lutando contra a correnteza das incertezas. Meu coração insiste em não desistir de você, mesmo quando a esperança parece ser uma lâmina afiada que me corta ao tentar segurá-la.
Ainda assim, meu amor não se rende. Talvez amanhã o vento sussurre novas promessas e o sol ilumine o caminho que nos leva um ao outro. Sei que é difícil, e que a dor às vezes rouba o fôlego, mas o que sinto por você é forte demais para se apagar nas sombras de uma noite difícil.
Até lá, vou continuar sonhando. Quem sabe, em um amanhecer próximo, seus olhos encontrarão os meus e, enfim, a tempestade dará lugar à calmaria que tanto desejo ao seu lado.
Amar você é como tocar o infinito com as pontas dos dedos, um universo que se abre apenas para quem ousa se perder. O mundo ao redor desaparece, e só resta a nossa existência suspensa, onde tudo parece fazer sentido. Mas amar é também expor a alma, deixar o coração nas suas mãos, vulnerável como vidro fino.
Quando você sorri, é como se o meu mundo inteiro se aquecesse ao brilho do sol. Quando estamos juntos, o tempo se curva, obediente, e nos dá o presente de uma eternidade em cada instante. Mas, ao mesmo tempo, existe uma fragilidade. O poder que você tem de me tocar tão profundamente também pode me quebrar de forma irreparável.
E, se um dia você for embora, levará consigo a parte mais preciosa de mim. O mundo, antes repleto de cores, será um borrão desbotado, e o silêncio da sua ausência será ensurdecedor. No entanto, escolho te amar mesmo assim, porque a intensidade desse sentimento vale cada risco. Amar você é viver à beira de um abismo, com a alma nas alturas e o coração à mercê do vento.
Se o amor é uma prisão, então que seja nos seus braços, pois só neles a liberdade existe.
Meu coração é de metal, forjado no calor de batalhas passadas, endurecido por cicatrizes visíveis e invisíveis. Cada batida é um eco surdo, marcado pela resistência de quem já se feriu demais para sentir com a mesma intensidade de outrora. Nas minhas veias, não há paixão impetuosa, mas um sangue frio como o gelo, que percorre meu corpo com calma, lembrando-me que a emoção agora se submete à razão.
Ainda assim, mesmo com essa couraça, há um brilho tênue que resiste. Porque, apesar do metal, há um pulsar sutil que não se apaga. Talvez seja a lembrança de um amor que um dia aqueceu esse sangue gelado, ou a esperança, ainda que pequena, de que um dia o calor retorne.
E quem sabe, um toque delicado, um olhar profundo, seja capaz de derreter o gelo, suavizar o metal e relembrar-me do que é sentir com a alma desnuda.
Ele caminhava pelas sombras do que um dia fora o brilho de seu próprio coração, crendo que a entrega completa lhe havia cobrado um preço alto demais. Sentia-se despido de armaduras, como se cada pedaço seu já não lhe pertencesse. Talvez acreditasse que, ao entregar o coração, também entregara sua última chance de ser amado, como se, ao esvaziar-se, perdesse o direito de se preencher novamente.
Em noites de silêncio, perguntava-se se o amor realmente existia para ele, ou se não passava de um sonho distante, tão frágil que a própria entrega o tornava inalcançável. Mas foi nesses momentos de solidão que começou a enxergar o amor com uma nova perspectiva: amor é entrega, sim, mas não é posse, nem fim. É sopro, é fluxo — vai e volta, renasce e surpreende.
Entendeu, enfim, que amar é também ser amado, mesmo quando o coração parece partido. Cada pedaço entregue era também uma semente plantada em solo fértil, esperando o momento de florescer outra vez. O amor, ele aprendeu, não se limita a um destino, mas se faz caminho, um convite contínuo para acreditar, para sentir e, sobretudo, para se permitir ser amado de novo.
Ele sorriu, com um novo olhar para si mesmo, para o vazio e para o desconhecido. Afinal, amar, ele descobriu, é a arte de sempre reencontrar o próprio coração nas mãos de quem, inesperadamente, escolhe cuidar dele.
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