Textos de Chico Chavier sobre o Amor
Me pego a pensar
Sobre o significado de amar
Afinal, até hoje
Uma resposta não consegui encontrar
Antigamente
Tinha em mente
Que o amor
Fosse indolor
Eu acreditava
Que era uma dádiva
Cedida por Deus
Eu como bom sonhador
Sempre idealizei o amor
Sempre me considerei
Inapropriado para amar
Ou ser amado
Sempre desconsiderei
A possibilidade de me apaixonar
E ser correspondido
E o arrependimento
Que por isso sinto
É algo que irá
Perdurar
Durante muito
Tempo.
Métrica assimétrica
Sobre a demasia das palavras transcritas de minha mente, percebo o quão falho é, ser humano!
E dessa falha eu retiro as tentativas, o desespero, e o alvoroço de ser escritor.
Continuo a escrever em versos simples, não moldados pela fôrma nominal.
Não gramaticalmente puros! Mas em essência de esplendor, se fazem mais que os que dizem demais!
Então prefiro assim, do meu jeito, sem muito requinte ou trejeito... Nem muita rima, porém muito proveito!
E faço do imperfeito, do disléxico, a beleza, “irredutível”! No mais, somente bela!
Logo então eu termino mal feito, não muito bem entendido, mas termino escrito! E pra mim já basta...
" Na minha versão sobre o tempo
há um foda-se
foda-se!!
esse que se acha o dono de tudo
que varre e escorre como quer
é um maluco ditador
faz o que promete
não constrói nada, acaba com tudo
esse que tanto se espera, passa
como uva passa no arroz
esse que de tão afoito
atrai o coito
foda-se
que ele também morra
no final da grande explosão...
Quando temos certeza demais sobre o que queremos,
não deixamos espaço para que Deus trabalhe e
escolha por nós. Que ouçamos não a voz do coração
que é enganoso, mas a da fé que diz o que Deus tem
para nós... Que seja feita a vontade de Deus e se
cumpra em nossa vida os sonhos que Ele tem para
nós, pois os nossos sonhos e as nossas escolhas são
sombras perto das maravilhas que Deus nos reserva.
Confiemos sempre n'Ele, sempre saberá o que nos
convém...
Quando essa pandemia ( COVID-19 ) passar.
Que sobre forças pra continuar. Que sobre coragem para mudar os pensamentos .Que sobre esperança pra amar. Que sobre forças para encarar as grandes mudanças. Que sobre alternativas pra escolher. Que sobre argumentos para-se expressar. Que sobre desejos para novas conquistas. Que sobre vontade para realizar os sonhos. E uma nova vida cheia de alegria encontrará. Com fé em Deus tudo se renovará.
Ao falar com você,
Vem sobre mim uma boa sensação,
Sensação essa
Que me chamou a atenção
Seus olhos são como uma luz cintilante
sorriso é radiante,
Seu jeito e sua beleza
Mais que cativante,
Se a lua fosse uma pessoa
Se apaixonaria por você,
Pois só em te ver
Já queria te ter
Se eu fosse o mais belo entre os homens,
Só pensaria em te ter
Mas se eu tentasse e te tivesse,
Jamais queria perder você
Se o velho ditado não fosse considerado um dogma
Viraria algo também não questionado
E tudo de bom,
Externaria e não ficaria guardado
Mas ele existe
E nada posso fazer
Mas o bom mesmo é está aqui,
E falando com você.
( Querer não é poder "ditado popular" )
Leite azedo
O leite azedou, as pessoas o ignoraram sobre a mesa
O leite azedou, as pessoas o provaram, mas não o elogiaram
O leite azedou, as pessoas o deixaram de lado
O leite azedou, as pessoas não gostam mais do leite
O leite azedou, as pessoas não suportam o seu cheiro
O leite azedou, as pessoas compraram outro leite
Feliz Ano Velho
Primeiro dia de 2020. Ano Novo. Vida Nova.
Levanto e vejo sobre a mesa da sala, contas de luz, água, boletos diversos. Acho que tenho boleto até do Boletta (casa de vitaminas próxima ao Mercado Municipal ). Me recordo que antigamente existia o carteiro, agora existe o conteiro. Ao preparar um café, deixo a xícara cair e ela se reparte no chão. Ao abaixar para recolher os cacos, minha coluna lembra que ela existe. Em cima da cômoda (que palavrinha mais antiga), remédios me consultam sobre os incômodos do mundo.
Saio para o quintal e vejo cocôs do cachorro que terei que recolher. Fica para mais tarde. Resolvo ir me espreguiçar na rua e um carro passa com o som na maior das alturas tocando aquela música de “sofrência sertaneja” ... (Por que será que o “amor sertanejo” nunca dá certo?)
Em cima da grama, dorme uma garrafa vazia de champagne. O réveillon deixou rastros. Jogue o lixo no lixo. Dou uma olhadinha no whatsapp. Dezenas de vídeos, carinhas, textos...desejando “Feliz Ano Novo”. Agradeço a todos em minha mente, mas sei que não vou ter tempo (talvez paciência) pra responder. Feliz Ano Novo pra todo mundo !!! Toca o celular. Um parente pergunta como foi a passagem de ano e nem bem respondo e ele deita a falar sobre a política atual e pergunta: o que acho? Eu ainda nem achei nada, até porque não estou procurando, e ele despeja os problemas financeiros, econômicos, sociais, psicológicos, morais, sexuais que todos nós brasileiros, segundo previsões astrológicas, meteorológicas e fisiológicas, teremos que enfrentar. Brasil, ame ou deixe-o. Desligo o celular, minha cabeça tá cheia e resolvo esvazia-la refletindo que o mais importante é o verdadeiro amor. “É o amor, que mexe com minha cabeça, me deixando assim”. Ah, essa música sertaneja e suas sofrências! O Ano Novo começou...
Hoje em dia existe muita competição entre indivíduos propagadores de ideais
sobre a cura mental e a espiritual; todos prematuros, supersticiosos,
incompetentes e incompletos. Eu os aconselho a tomarem cuidado com os
modismos filosóficos entre os curadores do espírito.
É aconselhado aos alunos abordarem estes assuntos pisando com os próprios
pés sobre bases de bom senso e da razão.
Que o aluno saiba que o misticismo e a superstição tornaram o caminho da
razão obscuro por séculos.
Sei que em alguns lugares que passei
Me trazem boas lembranças
quando começo a lembrar
Vem sobre mim eminentes esperanças
Um dos nossos momentos peculiar
Poderia ser à última vez
Se o que é predestinado viesse a mim
Perderia tudo o que você fez
Mas se eu partir
Partirei te amando
Feliz pelos bons momentos
E estarei em um bom lugar te esperando
Nesse dia queria te encontrar
Vestida linda para mim
Com sorriso inenarrável
E um belo vestido de cetim
(...) é oportuno refletir sobre a educação enquanto fetichismo contemporâneo. Para o trabalhador a educação escolar transformou-se no ‘passaporte’ para o mundo do trabalho e, quanto melhor a instituição de ensino (normalmente privada), maior é a garantia de realização profissional. Nesta mesma linha de pensamento, da mesma forma com que a educação teria se transformado num fetiche, os estudantes formados para o mercado de trabalho transformaram-se em objetos para o capital. Desta forma, o pensamento marxista sobre ‘fetichismo da mercadoria’ e ‘coisificação do operário’ estaria numa versão atualizada para o século XXI em que se presencia a o ‘fetichismo da educação’ e a ‘coisificação do trabalhador’.
Janiara de Lima Medeiros (2020)
Escrever coisas que a gente gosta
É dar asas à liberdade
É pairar sobre o ninho
Liberando os ovos incubados
Da imaginação na grafia
É soltar das rédeas a ânsia
Que ópta pelo sofrer
A dor incessante da reflexão
Fazer acrobacia com o pensamento
Fustigando a fera enjaulada
Não domesticada do potencial
Desatar águas dormidas
Do subconsciente represado
Vomitando larvas vulcânicas
Numa cratera de idéias
Numa busca de paixão
Encontros geométricos
Banho de sol
Sobre o verde admirável
Realeza rústica
No ar quieto e sereno
O cheiro transcendente da chuva
Majestoso e místico
Nessa descida barrenta
Curva graciosa
Evaporação do sublime
Pau e pedra riscada
Cantiga muda da poesia
Enquanto falo cipó contorcido
Calango, besouro e borboleta
Gravidade anestesiada
Invocação in natura da harmonia
Ensaio Profano sobre a dominação:
Os donos do mundo também são dono das pessoas. Essa é a pretensão sórdida dos destruidores de pessoas
Alguns chegaram ao último posto almejado, mandam em tudo mesmo, tudo embalado a muitos chutes e pontapés.
Outros, sem sucesso, com pernas curtas para alcançar o poder buscam como consolo alguém pra chamar de seu. Um só que seja!
Egocêntricos, disciplinados, ditadores compulsivos, extremamente possessivos e inteligentes somente o inferno é o seu limite. No início, inferno dos outros.
Alguns lobos assumidos e outros, em pele de cordeiro, usam o vitimismo como uma das armas para manter sobre si todas as atenções. Muito astutos, conseguem sempre sentar-se no lugar das vítimas e emocionam a platéia.
Até as normas podem ser escudos perfeitos para os seus planos.
Assediadores, buscam as suas presas nos perfis mais vulneráveis, alguns conseguem se livrar, outros agonizam na sua opressão.
Mas, felizmente, a consciência é um dispositivo voraz de alerta ao ser humano que age com imparcialidade e pode abater essas pessoas em seus momentos de profunda solidão, mesmo que estejam rodeados de multidões de discípulos.
Nem o dinheiro consegue livrá-los dessa imperiosa força que oscorrói dia após dia, vão chegando a momentos de insana autodestruição interior, atormentados pelas lembranças e profunda crise de identidade.
E por fim, já não são donos de mais nada, nem de prazer para usufruir das poucas moedas que lhe restaram...
Ensaio sobre a esperteza
Diga sim rápido!
Vamos, apresse logo a decisão,
você é o próximo,
vai ser bom,
Eu te garanto!
Porque essa pulga atrás da orelha?
Nos conhecemos há tanto tempo!
Não pense muito.
Cavalo selado não passa duas vezes!
Toma, é seu,
Obrigado, pelo sim.
Agora, siga rápido ao veterinário!
#Fui
Me conta...
Me conta sobre os teus dias, me revela os teus segredos compartilhados a noite com as estrelas,
Me conta o que os meus olhos não conseguem ver olhando para ti, uma simples poeira pra você pode ser um caminhão de alívio pra mim,
Me conta quem é essa menina linda e cheia de graciosidade que certo dia eu a vi passar e hoje quero tanto descobrir os sins que a agrada,
Me conta sobre os teus dias, eu quero ser capaz de compreender o teu mundo para poder te oferecer o que a de melhor dentro de mim.
Flores de hera
Por ti, na primavera
Caminhei na chuva
Em busca das flores de hera.
Mas sobre ti me enganei...
Tal qual a hera, que não produziu flores
Nem mesmo no fim da primavera.
Esse amor infértil
Também nunca me ofereceu nada
A não ser anoiteceres e madrugadas.
Nunca sozinho um ninho fez para sua amada.
Nem derramou pétalas sobre nossa cama desarrumada.
Porém, tal qual as flores de hera!
Nem um ramo me oferecia.
e nunca, nunca, a mim, tentou ser primavera.
POR TUA ALMA É QUE ANELO
As violetas passaram sobre o meu olhar,
deixando sombras arroxeadas.
E os nardos cobriram a visão da tua passagem...
Indas que ouvia a carruagem de um príncipe,
não pude sentir o gosto por te ver passar...
Mas os olhos da minha alma ferida sentiu tua sombra...
- Podes passar-te, oh majestade!
E sobre mim, essa sombra palpitará,
como se meu corpo estivesse tocado!
Será imenso esse amor que me abrigas.
E nunca mais, nunca mais, haverá um estribilho,
em meus versos onde te pousarás teu brilho!
No encanto da alma, e por quem anelo.
Então apenas os nardos e as violetas se passaram
arroxeando meus olhos e cobrindo-me a visão
da tua breve passagem.
E meu corpo palpitará
como se lhe houvesse tocado.
CANÇÃO DO AMADO
Era madrugada e ela dormia languidamente
sobre o lençol de cetim.
Sonhou que havia alguém batendo à porta querendo entrar, havia barulhos de mãos na maçaneta.
(Oh, quem seria àquela hora?!)
Era o amado que a chamava para um passeio no jardim,
e lhe trouxera cestas de figos, flores e perfumes...
Mas ela estava cansada!
A luminosidade do lençol de cetim a convidava, dizendo:
- Não abra! É muito tarde!
Eis que o amado saiu com frio e o corpo molhado d’orvalho, às ruas cobertas de folhagens e pétalas que a chuva fizera cair...
Ao longe ainda ouviam-se os passos cansados do amado
e um perfume de flor ficara na maçaneta.
Sentiu saudades! Era dele o perfume.
Saiu correndo descalça e com roupas de dormir.
Havia homens maus nas ruas que a açoitara.
Ela dizia: - Estou atrás do meu amado...
Acaso não o vistes? Ainda há pouco quis estar comigo!
Deixem-me ir!
Mas os homens responderam com escárnio:
- Você não tem amado algum!
Se tivesse, o perfume dele estaria em seu corpo,
porém, agora estará em nossas mãos, será prisioneira
até que seu amado venha buscá-la! Pode dormir!
Agora não mais sobre o lençol de cetim,
mas na calçada suja, molhada.
Corpo ferido, sonhando com o amado e com as flores
que lhe deixara.
(Reeleitura do Cap. 03 de Cantares de Salomão em forma de poesia.)
Prece de um Mineiro no Rio
Espírito de Minas, me visita,
e sobre a confusão desta cidade
onde voz e buzina se confundem,
lança teu claro raio ordenador.
Conserva em mim ao menos a metade
do que fui na nascença e a vida esgarça:
não quero ser um móvel num imóvel,
quero firme e discreto o meu amor,
meu gesto seja sempre natural,
mesmo brusco ou pesado, e só me punja
a saudade da pátria imaginária.
Essa mesma, não muito. Balançando
entre o real e o irreal, quero viver
como é de tua essência e nos segredas,
capaz de dedicar-me em corpo e alma,
sem apego servil ainda o mais brando.
Por vezes, emudeces. Não te sinto
a soprar da azulada serrania
onde galopam sombras e memórias
de gente que, de humilde, era orgulhosa
e fazia da crosta mineral
um solo humano em seu despojamento.
Outras vezes te invocam, mas negando-te,
como se colhe e se espezinha a rosa.
Os que zombam de ti não te conhecem
na força com que, esquivo, te retrais
e mais límpido quedas, como ausente,
quanto mais te penetra a realidade.
Desprendido de imagens que se rompem
a um capricho dos deuses, tu regressas
ao que, fora do tempo, é tempo infindo,
no secreto semblante da verdade.
Espírito mineiro, circunspecto
talvez, mas encerrando uma partícula
de fogo embriagador, que lavra súbito,
e, se cabe, a ser doido nos inclinas:
não me fujas no Rio de Janeiro,
como a nuvem se afasta e a ave se alonga,
mas abre um portulano ante meus olhos
que a teu profundo mar conduza, Minas,
Minas além do som, Minas Gerais.
***
Amém.
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