Textos de Aniversario p Amiga
São tantos.
Os encantos do mar.
Mas nem um deles se compara a ti
Nem mesmo o por do sol que se põe aqui
Nada se compara
a tua graça e beleza
Fico a observar a tua natureza
Um requinte, exagerado.
soberania ao desfilar.
E pobre mortal que sou
Sonho com os beijos que não serão meus
Mas se tenho a delicia de te olhar
O que é o encanto do mar
Sem eu a te admirar
Sem eu com este meu desejo
Sem eu...
a te ver passar...
“ Os traços perderam-se no caminho
posto que no começo era forte o tom
ao final, via-se apenas o pergaminho
e foi apagando também a saudade
antes raridade, brilhante
agora apenas um eco distante
seus aços mataram tudo
os passos o seguiram
até o horizonte desaparecer
o seu cheiro foi sumindo,
quase sem querer
morreu dia após dia, sentimento e paixão
semelhante aos compassos finais da música
definharam
os traços hoje são inexpressivos
apenas deixaram a dúvida do que realmente se viu
se tudo fora miragem
ou faltara coragem
de entender que você nunca chegou,
nem partiu
e na verdade foi apenas um sonho
que nunca existiu…
Mas nós, que temos ouvido pelas Escrituras que a escolha autodeterminadora e a recusa foram dadas pelo Senhor ao ser humano, descansamos no critério infalível da fé, manifestando um espírito desejoso, visto que escolhemos a vida e cremos em Deus através de sua voz.
Clemente de Alexandria, 150-215, Stromata, II, 4
DEPOIS DA CURVA, HÁ UM RIO
Pouco importa o sol ardente,
O rosto molhado e a garganta seca;
Pouco importa a poeira da estrada,
Os pés descalços e as pedras no caminho;
Pouco importa o andamento sem fim,
As pernas cansadas e o quase parar;
Pouco importa as quedas sofridas,
Os laços desfeitos e o tempo perdido;
Pouco importa o pensamento distante,
A saudade no peito e a incerteza constante;
Pouco importa se a vida é dura,
Os sonhos são muitos e o tempo é pouco;
Depois da curva, há um rio.
No chão
(José Adriano de Medeiros)
No chão um jovem, um sufoco.
Fardas sem rostos.
Quatro em pé garantindo a segurança dos três, que sobre o pescoço, costas e pernas deixam bem claro,
que o mais seguro é permanecer
de braços cruzados ao fundo
O poema "No chão um jovem, um sufoco" é uma denúncia contundente da violência e da opressão. Através de uma imagem forte e concisa, é um convite a refletir sobre a nossa própria responsabilidade diante da injustiça e questionar nossas atitudes e a buscar formas de construir um mundo mais justo e igualitário.
Juliana Marins (Homenagem)
Pássaro aventureiro, desbravador de mundos,
Dançou entre os povos, distribuiu seus sorrisos largos de felicidade plena, espalhou alegria, paixão pela vida e amor incondicional pelo próximo sem perder tempo a cada batida de suas asas,
voou livre e feliz, viu lugares e lugares, pousou em vários oásis, se emocionou com as rosas, chorou com os espinhos, vibrou nas nuvens, sonhou acordado nas copas das árvores,
Monte Rinjani, Indonésia.
Uma trilha na montanha, trezentos metros, a exaustão, neblina, cansaço, as asas ainda cheias de vida e sonhos batem pela última vez apenas neste plano, adormecendo profundamente no alto das montanhas.
A vida é uma viagem maravilhosa, mas não é estática, estamos em uma mudança constante. Tudo tem um princípio e um fim e as coisas que ontem estavam, pode ser que amanhã desapareçam do nosso presente. Aceitar essa realidade nos permite viver o aqui e agora com mais tranquilidade, desfrutar do que temos nas mãos, sem nos preocuparmos em perdê-lo ou não.
É muito importante aprender a fechar etapas, capítulos ou histórias das nossas vidas, porque isso é viver: mudar, se renovar, e não permanecer na chamada zona de conforto mais tempo do que for necessário
Faça com que o futuro e o passado fiquem no seu devido lugar, tá? Nem o futuro e nem o seu passado podem contaminar o bem mais precioso que você tem que é o momento presente, ok? Cure o seu medo do desconhecido, afinal você está sempre pronto para o que der e vier! Viva um dia de cada vez e reconquiste a paz, a alegria e a serenidade!
Wan
P A R E I
Precisava do ar das serras.
De tantas terras.
Faltava-me o iodo do mar.
Nem um ou outro eu pude aspirar,
Porque me prenderam no mesmo lugar.
Diz-me, então, porque paraste
Porque de ser tu, deixaste?
- Sei lá!...
Só sei
Que quando parei,
A minha vida ganhou outra luz
Como candeia que reluz
No quarto da solidão
E transforma a minha cruz
Num madeiro de expiação.
Afinal,
Até ao juízo final...
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-10-2022)
P E P I T A
Quando me foges ao longe
Fico tão triste, desprezado,
Torno-me em vida de monge,
Nesta solidão do meu fado.
Foste sempre o meu outro lado,
O calor no frio dividido em dois,
No aconchego do nosso estrado,
Erguido no antes para o depois.
Fica-me no olfato o perfume,
Do teu cheiro de puro ciúme
Tão louco e canil que agita.
E queima como o forte odor
Dos teus sonoros flatos de amor,
Minha terrier cadelinha, Pepita.
(Carlos de Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 10-01-2023)
OLHOS DE CRIANÇA
Eram olhos grandes…
Pareciam dois faróis na tempestade
A iluminar na mais pura claridade,
O escuro dum mundo ainda a descobrir.
Eram olhos na ânsia de muita esperança
Daquela que ao longe ainda está por vir...
Eram olhos mágicos a anunciar bonança.
Eram dois pesos fiéis de uma balança
Que um dia pesarão as coisas em fundo,
Na conta do peso e da medida
Da sua inocente e tão verde vida.
Deus te guie e salve, lindo infante
De teus pais vaidosos do semblante,
Desses cabelos aos caracóis, triunfante,
Esperança e bonança para o mundo.
Mesmo quando a vida pula e avança
Deus meu, por favor ilumina e conserva
Estes olhos de criança!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 19-01-2023)
OS ABUTRES
Voluptuavam e voavam em rasantes de dia,
Como morcegos errantes na noite escura...
Pareciam falos sem testículos por companhia,
A poisarem no largo da minha freguesia,
Como aviões sem asas ou abreviatura.
Tinham enfiadas roupas de boa cagança.
Aquela tentação de pelo hábito conquistar
O que o monge não conseguiu na esperança
De querer despi-lo, para um bom defecar.
Purguem-se, dejetem rijo ou de soltura, vilanagem!
Ó abutres ceguinhos, cofres podres com dinheiro,
Prefiro uma tosca foto do demónio sem imagem,
Que sentir o execrável perfume do vosso cheiro!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 30-07-2023)
Provocação e desejo
Convencido da proposta, deixei o meu corpo navegar mar a dentro,
Fascinado pelo teu canto de sereia, senti o teu beijo com sabor de sorvete tomar conta de mim,
Perdido no teu corpo, me achei em teus movimentos,
Conectado com a tua alma, recarreguei com toda a minha força aquilo que me consumia.
Valeu
Toda gota de suor e lágrimas derramadas, valeu a pena,
Cada sorriso teu, me fez alcançar a paz e a alegria,
A tua luz era a minha fotossíntese, dentro do teu abraço respirei amor,
Obrigado pelo tempo de aprendizado ao teu lado, esse livro vai ficar nas minhas memórias,
A nossa história continua, mesmo que seja apenas em versos.
Fazendo Jejum
Estou fazendo jejum a um certo tempo, da solidão, das desculpas, da saudade e das partes negativas do passado. Foi difícil, mas eu resolvi sair do meu melhor esconderijo, a geladeira; hoje me encontro dentro do conforto que eu procurava, to vivendo alegremente do abraço que eu buscava, do sorriso que me arranca suspiros e do olhar penetrante que sempre me tira o fôlego. Quando tomei a decisão de ousar amar novamente, foi o suficiente para o meu coração parar de chorar, pois uma sombra bem escura surgiu me impedindo de enxergar o que me fazia mal e me deu o prazer de viver uma nova condição de vida.
Meu Tudo!
Pensei em fugir, mas no calor dos teus doces abraços me fiz refém,
De que adiantaria pensar no futuro perfeito, com a ausência do magnífico passado construído ao teu lado,
A sensação de voar entre as nuvens sem medo de ser atingido pela força de uma tempestade de raios é uma prova de como os teus sorrisos e os teus olhares me trazem leveza e acolhimento,
Te conhecer foi o meu melhor acerto, conviver tem sido o meu melhor sonho de cada dia, te amar é o meu desejo por toda vida.
O Amor, uma arte!
O amor não é um jogo para ser decifrado,
O amor não é um precipício sem fim, para ser pulado sem paraquedas,
O amor é uma viagem perfeita no mundo dos sonhos é uma viagem surreal no mundo real,
O amor vem com a força de um impacto, torna-se um pacto, cresce com brilho, realça a nossa natureza, vira uma fortaleza e muda o ritmo da nossa vida dando preciosos significados, com o tom, a sinfonia e a harmonia certa de uma dança.
... como já afirmado
pelo 'Mestre Nazareno': não vim pelos
que - mesmo que pouco - já sabem;
pelos que espontâneos se solidarizam,
pelos já capazes de reconhecer
as limitações do outro...
Vim por aqueles que inda pouco sabem,
pouco vivem, por nada sacrificam-se - e,
portanto,necessitando dos gestos e afirmações
daquelesque já muito viveram; muito
compreenderam; e, muito ainda fazem
no intuito de, auxiliando, honrarem
o próprio destino!
'Livre-arbítrio
até certo ponto', esclarecem os
'mentores da luz': até o ponto em que
um Serpossa alcançar e ofereceras suas
relações como espírito emlenta feitura...
Porém, sem ouvidardas leis eternas,
responsáveis pelomanifesto eordenamento
da vida; sem intentar subtrair ou
corrompero determinismo
do nosso Criador!
... o Messias
nos revelou um caminho
por ser honestamente buscado;
mas não estabeleceu regras para
tão desmedida jornada - uma vez que,
prescrever regras desprezarianossa
espontaneidade - quando, em verdade,
possuir um 'norte' por escolher
e prudentemente alcançar
testemunha todo nossovalor
e competênciano intuito
debuscá-lo!
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- Textos de Fernando Pessoa
