Textos de Angústia
Muitas vezes,me sinto um parasita antiquado em um mundo incessantemente modernoso. Muitas vezes,vivo como se fosse um peixe que mergulha em águas carrascas,para depois voltar a terra que emana o terror. A morte muitas vezes me parece o único absurdo confortável,a saída para outra coisa, porque o coração já há muito tempo exige uma esperança, de que o que vier depois, que seja o rumo certo.
Por quê ?Por quê ?Por quê ?os dias se e você não sai da minha cabeça.de meus pensamentos,de meus sonhos...Por quê tenho que sofrer assim?por quê você não liga pra mim?por quê não fala comigo,qual foi meu crime para que eu peça clemência e tenha o direito de ser feliz... e ficarmos juntinhos..
Já é tarde da noite e fico aqui pensando se você ta acordado, se ainda costuma dormir tarde, se tiver acordado fico pensando no que hoje ta tirando seu sono, se está dormindo fico pensando qual a novidade que te devolveu o sono. Me acho boba por pensar tanto em você, mas engraçado como sei que ficaria um pouco feliz se você pensasse pelo menos um pouquinho em mim, com um pouquinho de saudade, com um desejo pequeno de que tudo tivesse sido diferente. Aí depois penso que eu poderia te ligar, pra saber de você, mas depois lembro que eu to tão feliz que isso não valeria a pena, arriscar perceber que a conexão que a gente tinha se perdeu com a distância, que já não rimos das mesmas coisas, que você ta mais feliz que eu. E toda vez que eu pego o telefone, mesmo não tendo mais suas mensagens, eu lembro do quanto uma mensagem sua era capaz de mudar meu dia, será que amar é mesmo isso? Tornar as coisas mais bobas do mundo um motivo pra rir a toa o dia inteiro? Lembrar de você me faz doer e sarar ao mesmo tempo, é um processo de dor e cura, por que você doeu tanto e o fim doeu tanto mais não dói mais sabe? E hoje mesmo não querendo te ver eu consigo até rir um pouco lembrando das nossas bobagens, do nosso jeito tão particular de fazer drama com tudo. Eu poderia apostar que você sabe que eu me feri, que me doeu tudo que aconteceu, mas prefiro acreditar que você não sabe, porque ainda quero pensar em você como o menino bobo que conheci, como o cara legal, cheio de amigos, incapaz de magoar quem quer que fosse. O tempo de raiva, mágoa passaram e me foram muito úteis, com a raiva aprendi a ver o seu lado obscuro que a paixão me cegava, com a mágoa enxerguei que nunca foi tudo que eu imaginei que fosse, que você não estava isento de erros e que eu fui a maior culpada por te pintar tão milimetricamente perfeito. Hoje é uma noite incomum de tantas outras que tenho dormido sem pensar em você, hoje fiquei inquieta, as lembranças vieram como um furacão mas minhas construções sobrevivem a você, você não destrói mais tudo em mim, é só uma saudade boba, de um sentimento antigo, não mais de você, não mais de nós.
A angustiante jornada da vida humana, o medo que nos irá perseguir por toda a nossa breve vida, acumulamos dinheiro, acumulamos historias, acumulamos teorias e no final voltamos nos para nós mesmos, e nos vemos tão pequenos, tão ínfimos. O que é a vida? Milhões de respostas, temos que nos conformar com uma delas e se legitimar como se aquilo nos desse uma vida tranquila, do outro lado a vida escurece, a vida é vazia, sem significado, nesse outro lado a vida nos ameaça, nos entristece, nos angustia.
É como um balão de jornal, você acende o fogo na sua base, o deixa queimar, sua própria força faz ele levantar, e quando atinge uma grande altura, ele é totalmente tomado pelas chamas e vira brasa no ar, se dissipando por todos os lados. Te lembrei algo? Olha que coincidência, era isso mesmo que eu estava falando.
Antes eu era chamada de Melhor pessoa, não me considerava isso, mas hoje pensando em como EU era, sim eu era uma das melhores pessoas, porque eu aguentava de boca fechada, era uma pessoa que sorria para todos, que falava com todos, que era humanizada, que ouvia os desesperos, os pedidos de ajudas, as angustias, e tinha um foco na vida, mas hoje eu percebi que o que eu fui tão usado como um escudo que se quebrou, e agora riu diante dos estilhaços no chão. Os estilhaços da pessoa que eu era.
Já parou pra pensar na agonia que é você tentar escapar/fugir de algo e nunca conseguir. Pensa em você passar sua vida inteira sentindo dores semelhantes a dor de levar um tiro e não haver absolutamente nada que possa aliviar. É exatamente assim como me sinto... Tentando fugir de uma depressão, ao menos encontrar um refúgio mas, nada alivia. Completamente sem esperanças. Claro, se eu pudesse tirar forças de algum lugar, obviamente não estaria sendo tão péssimo assim. Não precisaria de psicólogo, nem medicação. Eu passaria por tudo isso mais facilmente. Agora, pensa nos sintomas a longo prazo... 24 horas por dia com uma angústia contínua. Tudo se intensifica: As crises de pânico, ansiedade, o TOC... A ponto de ser incontrolável. Agora me pergunto: O que é isso que me acomoda? O que é isso que quando eu pesquiso no Google o que pode ser, não aparece absolutamente nada relevante? Será que as pessoas que poderiam me ajudar se mataram por esse motivo? Por que não encontraram a solução em lugar nenhum? É muito mais que depressão. Eu jamais pensei que uma dor pudesse ser tão forte assim. Deus, se existe alguma solução, me mostre por que não vejo nada.
Para ser considerado um cadáver, o cidadão não precisa ter sido declarado clinicamente morto, afinal, é bem possível sentir o coração bater, o cérebro operar, e, mesmo assim, ter a incógnita e angustiante sensação de ser um alguém sem vida ou sem valor para o mundo e, principalmente, para si mesmo.
Sinto vontade de largar tudo e sair correndo sem destino,apenas em direção do vento,senti-lo no rosto e deixar para traz tudo que insiste em me acompanhar e atormentar,que o meu suor possa me livrar daquilo que por toda minha vida me acompanhou,poder respirar com mais suavidade e poder seguir a vida com mais felicidade.
Todos temos dias cinzas, de silêncios de chumbo, de choros escondidos debaixo do chuveiro, por trás dos óculos escuros. Sim, todos temos dores inconfessáveis, frustrações que se acumulam pelos cantos da alma. O que precisamos fazer é afogar tudo isso, por mais que não se possa, com truques de mágica, fazer sumir esses escombros de nós. Passemos, portanto, nossa vassoura, nem que seja timidamente, nessa sujeira. Não acumulemos nossas lamúrias; não transformemos nossas angústias em bibelôs de estimação, nem exibamos nosso sofrimento só para mendigar um carinho qualquer. Não existe luz em nós quando nos cobrimos de sombras. Mantenha os óculos escuros, chore sozinho debaixo do chuveiro e mate suas dores de desprezo! Sempre existirá fagulhas de esperança e força no nosso íntimo, capazes de nos despertar para o inconcebível de nós mesmos.
Quem não tem amigos abre espaço para uma existência vazia que, freqüentemente, pode levar a estados psicológicos negativos, como a depressão, a angústia, a ansiedade e a tristeza originadas da solidão extremada. Estados que são conseqüência de almas que se vêem relegadas ao desespero de uma vida pautada por valores construídos sobre alicerces impróprios para sustentar as edificações da felicidade.
Na dor, nossos corações se abrem para a misericórdia, para a solidariedade. Somos tomados pela empatia. Enxergamos o outro como um reflexo de nós mesmos. O próximo, também é alguém que sofre das mesmas angústias, que enfrenta as mesmas dificuldades, que busca as mesmas respostas. Então, eu posso me aproximar...
Te deixar foi doloroso, mas te ver novamente foi pior aínda...quando te vejo meu coração aperta dolorosamente,não consigo olhar nos teus olhos como antes, queria te dizer que me esqueci dos sentimentos que tive por você, mas se eu te dissesse...isso seria mentira, pois meu coração bate desesperadamente quando te vejo, fico com um nó na garganta em pensar que não vou ter você do meu lado novamente...mas preciso te esquecer nem que isso demore meses, anos ou séculos, mas eu preciso e vou te esquecer mesmo que isso me mate por dentro.
“A seu tempo, o sofrimento tal como a primavera são passageiros. A propósito: A felicidade também o é. Portanto, viver com a cruel e azáfama dúvida entre a nostalgia bucólica de um passado de felicidades ou a tentativa infrutífera de esquecimentos de angústias retrógradas, por óbvio, é o dissabor que quereríamos nunca mais ter de sentir”.
“tempos angustiáveis atrelados a seres desumanos são, ao meu sentir, a combinação entre a pólvora e o fogo. Este, por si só, a depender da distância, causa-nos dor quando muito próximo e, noutra mão, alento quando mais distante; já aquela — pólvora — per si, torna-se inofensiva sem que o fogo lhe confira atenção. Ou por outra: mantenha-se distante de pessoas desumanas, pois, deste modo, os tempos de angústia, tal como o fogo, apagar-se-ão.”
“Hoje, ao acordar, senti em meu peito o meu coração se encolher. Subitamente percebi que acordei na mesma realidade, angustiante e sufocante, com que havia dormido. Descobri que dormir é bom, sonhar é melhor ainda, mesmo que os sonhos não sejam tão bons. Porque, hoje, meu pior pesadelo, além de ter sido o de acordar, foi o de me manter acordado e vivo”.
Peçamos à vida, diariamente, que nos mostre o valor que temos...Quando nos valorizamos, percebemos que angústia e sofrimento emocional são sentimentos sinalizando que estamos no caminho errado, que talvez estejamos indo contra aquilo em que acreditamos. Por isso a importância de sermos sempre originais, sermos nós mesmos mesmo correndo o risco de não sermos aceitos por alguns, porque na verdade, o "ser aceito" pesa bem menos do que a paz de espírito...
Sempre linda, sorridente, de um alto astral e um bom humor, com uma alegria contagiante, vivendo da forma que lhe convém, seguindo todos aqueles padrões da sociedade, mas nunca vivendo da forma que realmente queria viver. Repleta de de pessoas a sua volta, sempre em família, com boas amizades e ótimas companhias. Não perdia seu tempo e não se prendia, só se prendia a vida. Sempre livre, em festa com as melhores amigas, embrulhada pelo mais belo dos vestidos pretos, em cima daquele salto 15, com o mais fascinante dos sorrisos, e os olhares mais hipnotizantes já vistos por toda a vida. Todas rindo, bebendo, dançando, cantando e encantando por onde passam, deixando para trás tudo o que lhe aflige e lhe tira a paz que todas essas coisas trás. Vivendo na rotina, de acordar todos os dias às 5 da manhã, com a cara amassada, sempre com uma xícara de café com muita preguiça e ainda desacordada, com aquela farda escolar, e vestida com o umais lindo jeans de todo o teu guarda-roupas, ressaltando as curvas daquele lindo corpo. Levando na bagagem todo o caos que há em si, toda a angústia, toda a confusão causada por uma paixão insegura, frágil e imatura, muito pouco correspondida, mas muito bem sentida, com todas as emoções à flor da pele, todos os instintos do amor na forma mais apurada possível, amor compartilhado com quem não se pode compartilhar todas as mágoas, angústias e feridas, amor apoiado em uma outra pessoa, em uma outra amizade, amizade essa que cujo papel é ouvir a todo momento, coisas de um relacionamento do qual não lhe convém, ouvir desabafos, e pedidos de socorro. Sempre que chora se entrega ao ombro amigo, da pessoa que mais te quer o bem e o amor que não se pode ter, fazia dele um ventilador e jogava toda a merda acumulada dessa paixão que não é nada recíproca. E é claro, que, como melhor amigo, tirava de si os melhores conselhos e fazia de seus braços o teu melhor abrigo, em momentos de aflição e solidão, quando ela já se via sem ninguém e oprimida por não poder recorrer a quem tanto queria. Pra ele nunca eram bons momentos nunca foi, vê-la assim dessa maneira, aos prantos, com aquele olhar todo borrado e o sorriso mais lindo do mundo quebrado, era a pior coisa do mundo que ele poderia ter visto. O amor da sua vida aos prantos, chorando feito criança após o primeiro tombo quando estão aprendendo a andar de bicicleta, o amor da vida dele, chorando, e por "amor"... "O que fazer? O que falar? Será que devo ir ou ficar, acolher ou renegar" era só isso que pensava, quando se encontrava nessa situação, amando, alguém que só lhe enxerga da maneira mais amigável possível, alguém que ele sabe que nunca terá ali em seus braços pra ti e só por ti, e não aos prantos por conta de um outro amor. O mais pesado de todos os fardos agora estava em suas costas, o fardo do amor não correspondido. Amor que ao mesmo tempo que cresce, corroe tudo o que há por dentro, matando-o pouco a pouco.
Um dia aprendemos que as pessoas que amamos são aquelas que mais nos decepcionam. Falar eu te amo, que é importante é algo hoje facilmente substituível, apenas uma relação entre o copo e a bebida que é facilmente esquecida por algumas noites de festas ou boas rodadas de Whisky. O tempo passa e logo começa tudo mais uma vez. Colocam as máscaras e como se nada tivesse sentido apresentam diante de tua imagem com o sorriso mais cínico querendo agora tomar sua cerveja.
O problema é que dói. Sufoca. Machuca. Incomoda. Mata. Sim, mata aos poucos. Tortura. Uma morte lenta e dolorosa. E uma morte silenciosa, para o mundo, claro. Porque pra você ela grita. Grita, machuca, te corrói, como ácido sulfúrico correndo em suas veias. E você sorri. Você finge ignorar, enquanto está sendo destruída. "Olá, tudo bem?" "Vamos tomar um café? Saudade de você." "E aí, resolveu aquela situação?" "Então, é que as coisas andam difíceis..." O mesmo diálogo. De novo? DE NOVO? Não, calma aí. Mais uma vez? Parece um déjà vu, daqueles chatos de filme cliche que passa na sessão da tarde. Respira fundo. Engole o choro. A cena continua a mesma. Tem roteiro e script, inalterados. Quatro meses de repetição. Quantos mais? Cinco? Dez? Um ano? Dois? Respira. "Tudo bem então, vamos esperar." Fim de diálogo. Vai pra casa. Chora no travesseiro. Uma, duas, três vezes. Liga pra amiga. Chora de novo. Mais uma vez. Reclama. Telefone apita. Mensagem. "Me preocupo com você, me desculpa." "Tudo bem, sem problemas. Te amo." Silêncio. Desliga. E dorme. Dorme fingindo estar tudo bem. Dorme com o peito em chamas, queimando de dor. O coração despedaçado, a cabeça a mil. Dorme com o peso do mundo nas costas. O medo do futuro incerto sufocando a garganta. E assim segue. Quatro meses de repetição. Quantos mais? Cinco? Dez? Um ano? Dois? Respira. Você não aprende mesmo, menina.
