Textos de Amor Próprio
"O “coitadismo” é uma doença grave que torna a pessoa seu próprio algoz e cria a ilusão de que enquanto sua dor transborda alguma boia de salvação virá. Cria a ilusão de que as pessoas ao redor se comoverão.
Mas isso não acontece! Ao gerarmos uma energia de vítima, atraímos mais vítimas. Só a alegria atrai pessoas alegres. Ação e reação. Gosto da frase de Goethe, que diz “A alegria não está nas coisas, está em nós”. Gosto dessa responsabilidade, porque ela me tira da zona do falso conforto e me coloca na dança da eterna mudança.
O que aprendi no decorrer de minhas experiências pessoais é que quanto mais busco, estudo, analiso e questiono em busca de novas respostas, mais vou me livrando dos antigos preconceitos, das antigas verdades – que por um tempo me ajudaram, mas agora me bloqueiam. E mais, com isso vou crescendo em conhecimento e sabedoria pois, em meu entendimento, sabedoria não é excesso de conhecimento, mas sim saber quando, como e onde aplicá-lo."
Eu acho que todo mundo deveria reservar umas horas da semana para si próprio.Ir ao cinema sozinho.Dar uma volta no lago.Ou simplesmente, deitar a cabeça no travesseiro, só para ouvir as batidas do próprio coração.Não há nada melhor, do que estar com você mesmo.Isso é tão saudável
quanto qualquer outro tipo de hábito.Vale muito à pena praticar.Confesso que virei fã de coisas desse tipo.E apesar de não abrir mão dos meu amigos queridos,sempre saio na companhia do meu EU.
A confiança só será possível se primeiro tiver confiança em si próprio. E isto deve começar por acontecer dentro de si. Se tiver confiança em si próprio, poderá ter confiança em mim, poderá ter confiança nas pessoas, poderá ter confiança na existência. Mas, se não tiver confiança em si próprio, então nunca mais será possível ter confiança em mais ninguém. E a sociedade corta a confiança pela raiz. Não permite que você confie em si próprio. Ensina-lhe todo o tipo de confiança - confiança nos pais, confiança na Igreja, confiança no Estado, confiança em Deus, ad infinitum. Mas a confiança básica é completamente destruída. E depois qualquer outra confiança será uma impostura, estará destinada a ser uma impostura. E então qualquer outra confiança não passará de meras flores de plástico. Não há em si raízes verdadeiras que lhe permitam fazer nascer flores verdadeiras.
A sociedade faz isso deliberadamente, de propósito, porque um homem que confie em si próprio é perigoso para a sociedade - uma sociedade que depende da escravidão, uma sociedade que investiu demasiadamente na escravidão. Um homem que confie em si próprio é um homem independente. É impossível fazer previsões a seu respeito, ele movimentar-se-á conforme quiser. A liberdade será a sua vida. Confiará quando sente, quando ama e, nesse caso, a sua confiança conterá em si uma grande intensidade e verdade. Então a sua confiança será viva e autêntica. E ele estará pronto a correr todos os riscos pela sua confiança - mas só e apenas quando ele a sente, apenas quando ela é verdadeira, apenas quando ela mexe com o seu coração, apenas quando ela mexe com a sua inteligência e com o seu amor. Não se pode forçar esse homem a ter qualquer espécie de crença.
Desejo Indomável
Como corre a gazela
pela sombra dos bosques,
enlouquecida pelo próprio perfume,
assim corro eu, enlouquecido,
nesta noite do coração de maio
aquecida pela brisa do Sul.
Perdi o caminho
e erro ao acaso.
Quero o que não tenho,
e tenho o que não quero.
A imagem do meu próprio desejo
sai do meu coração
e, dançando diante de mim,
cintila uma e outra vez,
subitamente.
Quero agarrá-la, mas escapa-se.
E, já longe, chama-me outra vez
do atalho ...
Quero o que não tenho
e tenho o que não quero.
A maturidade é uma coisa que o tempo nos traz.
Aprendemos a dar espaço e a buscar o próprio espaço sem ofender.
Aprendemos a ser passivos na medida certa, pra que não sejamos duros demais conosco ou alguém próximo; afinal, todos em algum momento irão falhar.
Aprendemos a não exigir demasiadamente aquilo que nem nós conseguimos fazer com perfeição.
Aprendemos a não limitar alguém ao nosso jeito de pensar só porque pensamos diferentes.
Aprendemos que rotina é ruim ou bom atrelada também a felicidade de alguém.
Aprendemos que existe pessoas muito especiais, ao ponto de se tornarem família sem sangue puro.
Aprendemos o valor do apoio, baseado em sinceridade e amor mútuo.
Aprendemos... Maturidade! #RosseliSilva
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” Eclesiastes 3:1
"Sou o avesso do meu próprio caminho,
mais sutil do que meus versos,
olhar pouco traiçoeiro,
sou reticências.
Meu ímpeto coloca - se á frente da razão,
meu riso mantém - se solto e vermelho.
Nasci subjetiva e talvez eu morra assim;
com as mentiras mais deleitosas,
o copo derramando verdades impróprias,
coração repleto de amor pra esquecer.
Mergulhei no egoísmo de me amar apenas
e mais do que qualquer outro.
É preferível morrer no seu próprio mar a
ser mais um sobrevivente da falta de consciência daqueles
que nasceram apenas pra ocupar espaço.
De vazio cheio de dúvida já me basta esse que me foi designado.
Não me vacinei contra os mal intencionados e indecisos como eu,
me vacinei contra a tristeza prolongada,
contra o jeito grotesco de viver.
Só não quero morrer sem ao menos saber
por que motivo me colocaram aqui.
Não quero a vida imperativa,
quero a não definida, a infinita
- se possível."
Um samurai nunca tem um aliado além dele próprio. A morte era sua aliada constante. Não era fácil aprender a morrer: o preparo para ir-se do mundo a qualquer momento de um modo tranquilo, digno e viril, rápido como um breve suspiro, nunca era obtido por completo, por mais que se treinasse;...
(...)
Acreditava em um deus, mas no caminho de um samurai não havia deuses a quem recorrer. Achava que o caminho era absoluto, além do divino Um samurai não deve depender do poder divino, nem se orgulhar de ser humano. Não deve negar a existência da divindade, mas nela não deve se amparar; ao mesmo tempo, tem de ter a profunda compreensão de que ele próprio é um mísero ser, pequeno e frágil, apenas mais um fenômeno neste mundo efêmero."
Conserve o som, já que ele é o tesouro do elemento espaço, uma emanação do próprio Deus. A razão pode prevalecer somente quando as discussões avançam sem o levantar das vozes. O silêncio é a fala do investigador espiritual. Fala doce e macia é a expressão do amor genuíno. O ódio grita, o medo berra, a vaidade trombeteia. Mas o amor canta canções de ninar; ele suaviza e acalma. Pratique o vocabulário do amor e desaprenda a linguagem do ódio e do desprezo
Sua fala deve sempre ser boa. Nunca diga palavras duras. Fale suave e docemente. É por isso que lhe digo frequentemente: "Você não pode agradar sempre, mas sempre pode falar gentilmente." Diga o que tem a dizer, sem aspereza. Fale suavemente de modo que apenas a pessoa para quem as palavras se destinam possa ouvi-las. Tal discurso suave e doce deve ser desenvolvido. Boa visão, boa audição e boa fala levam a bons pensamentos. "Como são seus pensamentos, assim é o resultado." Pensamentos corretos levam à ação correta.
O silêncio é a única linguagem do realizado. Pratique moderação na fala. Isso o ajudará de muitas formas. Desenvolverá amor, pois a maioria dos desentendimentos e facções surgem de palavras faladas sem cuidado. Quando o pé escorrega, a ferida pode ser curada; mas, quando a língua escorrega, a ferida que causa no coração do outro atormentará para sempre. A língua está sujeita a quatro grandes erros: proferir falsidade, escandalizar, procurar falta nos outros e fala excessiva. Estes devem ser evitados para que haja paz para o indivíduo, assim como para a sociedade. A ligação entre as pessoas se fortalecerá se elas falarem menos e mais suavemente.
meu próprio sabor
é sobre meu e meus,
de seio pessoal,
de carne!
póem na carneação —
eu sou mordida viva!
vi ela beijando um velho.
me fez Vomitar,
vomitei em silêncio.
entendi,
meu amor
não é pra vagabundas.
me observei demais,
me rasguei demais,
talvez.
eu me sirvo.
me provo.
sou amargo.
sou só meu!
Ando com meus próprios pés, do meu próprio jeito. Ando com sonhos no bolso, e flores no cabelo. Não ando em linha reta pois, não sou perfeita para tal. Ando, sigo o destino que foi-me traçado, para você, apenas um sonho do bolso e uma flor do cabelo. Seguir no seu caminho não está nos meus planos, nem no meu destino.
Flávia Abib
Matança do Povo
Triste é um país
que mata o próprio povo
para saciar as luxúrias de poucos.
O egoísmo fala mais alto
do que qualquer honestidade.
Pensam ser os únicos dignos,
os únicos importantes.
Desviam investimentos
que deveriam melhorar
a vida da população,
para aumentar seus próprios bens,
mantendo o povo
preso à miséria.
São tantos desvios,
tantas rachadinhas,
tantos pix secretos…
No fim, ignoram justamente
aqueles que os colocaram no poder.
Enquanto uns passam fome,
outros fazem tour em Paris,
experimentando iguarias
que muitos jamais provarão.
São tantas covardias,
tantos egoísmos,
que muitos não conseguem
nem o mínimo para saciar o corpo.
E assim se revelam
as vergonhas da humanidade,
os extremos da desigualdade,
onde o egoísmo e a covardia
expõem a falência moral
da própria sociedade.
— Helaine Machado
Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações
Saber escutar quem sabe
Não se pode viver sem entendimento, próprio ou emprestado. Muitas pesssoas não tem consciência do que não sabem, e outras pensam que sabem sem saber. Os erros da estupidez são irremediáveis, pois, como os ignorantes não se consideram assim, não procuram aquilo que lhes falta. Alguns seriam sábios se não acreditassem sê-lo. Por isso, os poucos oráculos da prudência vivem ociosos porque ninguém os consulta. Pedir conselho não diminui a grandeza nem a capacidade de ninguém. Ao contrário, fortalece a reputação. É bom ouvir a razão para evitar o ataque da má sorte.Relacione-se com quem tenha algo a ensinar
Relacione-se com quem tenha o que lhe ensinar.O trato amigável deve ser uma escola de erudição, e a conversa, um ensinamento culto. Deve-se fazer com que seus amigos sejam também seus melhores mestres, combinando o útil da aprendizagem com os gostos da conversa.Deve-se alternar o prazer com a instrução. Os aplausos gratificam aqueles que falam, e os que ouvem são recompensados com o ensinamento. Normalmente a própria conveniência nos leva a conversar com outras pessoas- e assim enobrecemos. O homem prudente freqüenta as casas dos homens eminentes, pois mais que palácios da vaidade são cenários de gradeza. Existem senhores com reputação de prudentes que são oráculos de grandeza por seu exemplo e modo de agir. Além disso, o grupo de seus acompanhantes é uma refinada academia de sensatez, tato e engenho.
Porque as vezes é viver
Ele senta no escuro
como quem conversa com o próprio tempo,
a lua não responde,
mas também não vai embora.
O violão descansa no colo
sem pressa de ser tocado,
há noites em que o som é pensamento
e o pensamento já basta.
O céu espalha estrelas
como lembranças soltas,
nem doem, nem alegram,
apenas existem.
E ali, sem promessas ou pedidos,
ele fica mais leve,
porque às vezes viver
é só estar.
Sabe quando você acha que conhece alguém? Mais do que qualquer um no mundo? Você sabe que entende a pessoa, porque a enxerga de verdade. E então você tenta se aproximar, e ela... desaparece. Você achava que pertenciam uma à outra. Achava que ela era sua, mas não é. Você quer protegê-la, mas não pode.
O que falei sobre salvar as pessoas não é verdade. Você pode achar que quer salva por outra pessoa, ou que quer muito salvar alguém. Mas ninguém pode salvar ninguém, não de verdade. Não de si. Você pega no sono no pé da montanha, e o lobo desce. E você espera ser acordada por alguém. Ou espera que alguém o espante. Ou atire nele. Mas, quando você se dá conta de que o lobo está dentro de você, é quando entende. Não pode fugir dele. E ninguém que ama você consegue matar o lobo, porque ele faz parte de você. As pessoas veem seu rosto nele. E não vão atirar.
Descobri que, às vezes, momentos marcam nosso corpo. Eles estão ali, alojados sobre a pele como sementes pintadas de surpresa, tristeza ou medo. E se você virar para um lado ou cair, uma delas pode se soltar, pode se dissolver no sangue ou fizer surgir uma árvore inteira. Às vezes, quando uma se solta, todas começam a se soltar.
Dias tornaram-se semanas, semanas tornaram-se meses, e então em um dia nada especial, eu fui até minha máquina de escrever, me sentei e escrevi nossa história. Uma história sobre uma época, uma história sobre um lugar, uma história sobre as pessoas. Mas acima de todas as coisas uma história sobre amor. Um amor que viverá para sempre.
[...] fiquei parada diante do espelho, olhando meu rosto sem entender. Era só eu, pura e simples, e eu não sabia o que via. Continuei olhando, procurando alguma outra coisa que não consegui encontrar. Fiquei olhando, até que só restassem contornos que não formavam uma pessoa. Mas nenhuma outra forma surgiu.
Somos seres não libertos
“A esfera da consciência reduz-se na ação; por isso ninguém que aja pode aspirar ao universal, porque agir é agarrar-se às propriedades do ser em detrimento do ser, a uma forma de realidade em prejuízo da realidade. O grau da nossa emancipação mede-se pela quantidade das iniciativas de que nos libertamos, bem como pela nossa capacidade de converter em não-objeto todo o objeto. Mas nada significa falar de emancipação a propósito de uma humanidade apressada que se esqueceu de que não é possível reconquistar a vida nem gozá-la sem primeiro a ter abolido.
Respiramos demasiado depressa para sermos capazes de captar as coisas em si próprias ou de denunciar a sua fragilidade. O nosso ofegar postula-as e deforma-as, cria-as e desfigura-as, e amarra-nos a elas. Agito-me e portanto emito um mundo tão suspeito como a minha especulação, que o justifica, adoto o movimento que me transforma em gerador de ser, em artesão de ficções, ao mesmo tempo que a minha veia cosmogônica me faz esquecer que, arrastado pelo turbilhão dos atos, não passo de um acólito do tempo, de um agente de universos caducos.
Empanturrados de sensações e do seu corolário, o devir, somos seres não libertos, por inclinação e por princípio, condenados de eleição, presas da febre do visível, pesquisadores desses enigmas de superfície que estão à altura do nosso desânimo e da nossa trepidação.
Se queremos recuperar a nossa liberdade, devemos pousar o fardo da sensação, deixar de reagir ao mundo através dos sentidos, romper os nossos laços. Ora, toda a sensação é um laço, tanto o prazer como a dor, tanto a alegria como a tristeza. Só se liberta o espírito que, puro de toda a convivência com seres ou com objetos, se aplica à sua vacuidade.
Resistir à sua felicidade é coisa que a maioria consegue; a infelicidade, no entanto, é muito mais insidiosa. Já a provastes? Jamais vos sentires saciados, procurá-la-eis com avidez e de preferência nos lugares onde ela não se encontra, mas projetá-la-eis neles, porque, sem ela, tudo vos pareceria inútil e baço. Onde quer que a infelicidade se encontre, expulsa o mistério e torna-o luminoso. Sabor e chave das coisas, acidente e obsessão, capricho e necessidade, far-vos-á amar a aparência no que ela tem de mais poderoso, de mais duradouro e de mais verdadeiro, e amarrar-vos-á para sempre porque, ‘intensa’ por natureza, é, como toda a ‘intensidade’, servidão, sujeição. A alma indiferente e nula, a alma desentravada - como chegar a ela? E como conquistar a ausência, a liberdade da ausência? Tal liberdade jamais figurará entre os nossos costumes, tal como neles não figurará o ‘sonho do espírito infinito’”.
