Textos de Amor Próprio

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Quem vive entregue apenas aos próprios impulsos acaba se tornando estrangeiro dentro do próprio destino. Os desejos mudam, as emoções oscilam e o coração humano frequentemente se perde de si mesmo. Mas aquele que aprende o peso do dever começa a caminhar com direção, porque descobre que a alma também precisa de disciplina para não se afogar nos excessos do mundo.


- Tiago Scheimann

Quando entro no fundo de ti,
o mundo afina
o seu próprio silêncio,
como quem encosta a alma
a um grito no precipício
para ouvir se ainda ecoa.




Há instantes que nos escolhem
antes de sabermos o nome deles
e tu és esse instante:
a forma mais suave
que o destino encontrou
de me tocar.




Há encontros epidérmicos
que não passam,
ficam suspensos,
como lua cheia
a reconhecer o próprio destino
no rosto de alguém.

Não quero que concorde
comigo sem antes aprender
a pensar por si próprio,
sem antes de saber quem
é a Aguia-careca, o Quetzal e o Condor,
sem antes de você saber
que você é filho do Gavião-real,
sem antes de você saber
quais são os territórios ultramarinos
no Hemisfério Ocidental,
sem antes de saber qual é
o cerne da Doutrina Monroe,
sem antes de saber quem
mais rasgou o Direito Internacional,
sem antes de relembrar
que avisei que o Deus da Guerra
poderia dançar dentro
da América do Sul,
sem antes de saber que a situação
é fluída e pode vir se espalhar,
sem antes de relembrar,
que não era preciso esperar
uma guerra para aprender
a amar de verdade a nossa terra,
não antes de saber que não
sou grande coisa na vida - apenas poeta.

Alma indomável de Cavalo-lavradeiro
livre, leve solta no seu próprio tempo
de ser menos urgente e mais presente,
Sentindo o perfume da liberdade
ao encontrar a sua própria verdade.


Permitido reger-se pela Via Láctea
sem perder o prumo e o rumo,
E pacto pleno com o imediato
em nome só do que faz sentido
afastada daquilo que é vazio.


Não se permite deixar dominar,
e também dominar porque sabe
os caminhos permitidos que permite
galopar até o seu igual encontrar,
e o seu próprio mundo entregar.

Como quem de cima
do seu próprio cavalo,
enxerga o chão sagrado
que o abriga e sustenta,
Vê tudo com clareza,
incluindo a vil vileza,
Com toda a sutileza,
espírito de galpão e tropa
e chimarrão na mão.


Não nego a herança filial
do vento pampeiro
que ninguém controla,
De Sul a Sul balança
o ipê-roxo-de-sete-folhas
em preparação,
em maio, para a sagração
da absoluta floração.


Das raízes ao coração,
fincadas as origens
com apego a este chão,
Carrego alma briosa
de Sepé Tiaraju, que não
permite que a História
sofra mais alteração.


A herança de qualquer povo
ninguém retira,
independente de quem ali guia,
porque, gostando ou não,
quem manda passa, e o povo fica.

Cai a tempestade sobre Rodeio,
no Médio Vale do Itajaí.
À sua maneira e próprio jeito,
tem a sua própria lógica
que reorienta o pensamento,
a rota e o nosso sentimento,
para lidar com o que importa,
entre disparos de avisos.


Que digam que a realidade
esteja insustentável!
Prefiro lidar gentilmente
com a mudança do olhar,
porque é o que posso
de fato governar,
para melhor preparar,
não vir a me perder
e o que quero encontrar.


Cai a tempestade sobre Rodeio,
trazendo a sua música orquestral
e o seu perfume de petricor.
Tudo o que vem do céu
sempre acolho com o meu melhor,
porque não quero perder
jamais o encantamento,
e desejo viver com muito amor.

É algo próprio que tem
pela parte de dentro,
como areia da ampulheta
caindo no tempo.
É sobre a Rússia e a Ucrânia
que estou falando,
e não por capricho ou like.
Só quem carrega a imersão
na herança é quem sabe.


Não tens ideia da bagunça
que fica na cabeça
de quem tem duas de suas
partes tão queridas:
uma matando sem parar
a outra em dias e dias.


Ambas as partes são alvos
do grande teatro de vampiros
que, por decreto amaldiçoado,
pode parar todo o hemisfério.
O nome do Lago Ontário
mudou para Lago América,
e quer também o nome
do Estreito de Ormuz modificado.


Sempre quando sair do eixo,
tem paciência comigo;
é porque muito estou sentindo.
Quem carrega memórias
de guerras sobrevividas
pela própria família sente algo próximo,
como também tivesse vivido.

Ó Samir, arquiteto de aço, fogo e som,
Que em Curitiba molda o próprio chão!
Da força bruta das esteiras e tratores,
Aos elos fortes de um sincero coração.
​Nas páginas do tempo e da memória,
Eles de aço, esteiras em movimento,
Trazes na veia o rigor do trabalho duro,
Na precisão do trilho e do instrumento.
Profissional honrado, de palavra e aprumo,
Que do peso da rotina faz sustento.
​Mas a alma, ah, essa canta em outra frequência!
Ressoa na agulha a deslizar no vinil,
Na vibração do Kiss, no rock de outrora,
No brilho da luz que ilumina o Brasil.
Comandante dos graves, mestre do palco,
Na "FLAW'S" que atravessa as décadas com ardor,
Transformas o encontro em celebração,
Unindo velhos amigos em tom de festa e amor.
​E no teu refúgio sagrado, o Bar do Samir,
Onde a brasa crepita e o karaokê ganha vida,
És o anfitrião de riso franco e porta aberta,
Pai e esposo dedicado, de alma aquecida.
Entre a pedra São Tomé e o azul do teu descanso,
Construíste com as próprias mãos o teu jardim,
Acolhendo leais guardiões a rosnar de alegria,
Em um cenário de vida bem vivida, até o fim.
​Criador de imagens, resgatador de memórias,
Guerreiro da rotina e rei da celebração,
Fica registrada aqui a tua justa ode:
A um homem de palavra, arte, garra e paixão.

Dor é alerta, não necessariamente dor, já que quem interpreta assim é o próprio cérebro.


Toda dor temos uma interpretação negativa sobre, uma sensação ruim, dolorida, incomoda e estranha...


E repare, toda dor, indiferente de qual, a cura é sempre algo positivo, que preenche, cura aquele mal-estar negativo...


Na dor emocional não é diferente;


Nosso cérebro interpreta tal situação como um aspecto negativo, obviamente sentiremos negativo também; Mas acontece que nesse caso nossa capacidade de cura é bem mais suscetível que outras, já que podemos escolher o que queremos sentir. Toda vez que você tem uma interpretação negativa, uma dor sobre tal situação, é possível sim inverter a situação, caso você queira, e ver aquela situação na qual via como negativa, curar-se, aprender e agora ver como algo positivo, normal e simples, a cura que precisamos está toda na própria mente que entende através do que sente e com ela nos impulsa a aprender e curar aquela dor que já não existe mais.

A solução para o mundo tá em mim mesmo, mudando meu próprio mundo, meu mundo interno, meus comportamentos, meus valores, minhas atitudes, minhas ações, meus sentimentos, meus pensamentos. Quando eu mudo, o mundo muda pra mim, porque o que vejo fora reflete o que carrego dentro.

Se cada um mudasse a si mesmo, cuidasse de suas escolhas, seus gestos, suas palavras, sem tentar impor mudança ao outro ou ao todo, o mundo mudaria. O mundo é feito de cada um, e o que cada um faz de si vira parte do todo.

Todos temos ego. Até quando alguém nega o próprio ego, isso já é uma demonstração de ego. O problema não é o ego em si, pois ele representa a imagem que temos de nós mesmos. O verdadeiro problema está em como lidamos com essa imagem.

Quando admitimos nosso próprio ego, ou seja, aceitamos quem somos em vez de escondê-lo por orgulho, acabamos aparentando menos ego.

Mude uma palavra de um poema alheio
Cultivando-a em versos próprio
Ponha-a para tomar olhares


Regue-a compartilhado


Quando olhares neles pousares
Leve pelo açúcar que há
Levará na orelha


Versos


Mude palavras


Cultivando...


Salve a poesia incendiando o pensar


Esse grito queimando
Pede iluminar


Cultivar palavras
Para educar


E não arrancar do
Coração a moral da história


Vai xandão salva a Amazônia


Plant/ e boca é tigela e açaí


(Leonardo Mesquita)

Versinho da Autora

Cada criança é uma gotinha,
Brilhando em seu próprio mar.
Umas chegam como ondas fortes,
Outras aprendem devagar.

Há quem navegue em calmaria,
Há quem enfrente a imensidão.
Mas todas carregam consigo
Um tesouro no coração.

Se o amor for nossa bússola,
E o cuidado, nosso farol,
Toda infância encontrará caminhos
Para florescer sob o sol.

Com escuta, afeto e respeito,
Aprendemos a compreender:
Que a diversidade é a beleza
De cada criança ser quem é.

Rosana Figueira
Pedagoga, Escritora Infantil e Especialista em Estudo Infantil

O vício não é falta de força de vontade, é a fuga do próprio vazio.
Para o novo nascer, o falso eu precisa queimar.
A verdadeira transformação não é tentar controlar a sombra, mas sustentar a frequência de encará-la, deixando morrer o que te destrói para dar espaço à sua versão autêntica.

Sem a ajuda do braço mais forte — parte da sociedade e do próprio Estado —, o crime jamais se sustentaria.


Ele não sobrevive apenas da astúcia dos que o praticam, mas da conveniência dos que fingem não vê-lo e da conivência dos que o retroalimentam.


Grande parte da própria sociedade que o demoniza também é criminosa, só comete crimes diferentes.


É no silêncio das instituições, na corrupção disfarçada de burocracia e na indiferença coletiva que o crime encontra solo fértil para florescer.


Enquanto a força que deveria combatê-lo continuar a servi-lo — por medo, interesse ou omissão —, a injustiça deixará de ser exceção para se tornar estrutura.


E nesse cenário, o verdadeiro perigo não está apenas nos que transgridem a lei, mas nos que a manipulam em nome dela.

⁠Um pai imprestável é igual ou até pior que um c0rn0: o último a saber dos feitos dos próprios filhos.


Há ausências que gritam mais alto do que qualquer traição.


O pai imprestável não é apenas o que erra — é o que se ausenta do palco onde a vida do filho acontece.


Enquanto aprende tarde demais, não porque foi enganado, mas, porque nunca quis olhar.


Ser o último a saber não é azar, é consequência.


Não da falta de informação, mas da falta de presença.


Porque quem caminha junto percebe os passos antes do tombo, os sonhos antes da fuga, os feitos antes do aplauso alheio.


A ignorância, nesse caso, não é inocência: é abandono disfarçado.


E o preço disso não se paga em humilhação pública, mas em vínculos que não se formaram — e em histórias que o tempo já contou sem ele.

⁠O maior problema dos que alugam o próprio juízo é seguir acreditando que ainda pensam com as próprias cabeças.


Há um silêncio curioso na mente de quem terceiriza o próprio juízo: o da ilusão de autonomia.


Acreditam pensar por conta própria, quando apenas repetem ideias decoradas, opiniões emprestadas, certezas embaladas para consumo rápido.


Alugar o juízo não exige contrato nem assinatura — basta abrir mão da dúvida, do desconforto de refletir e da coragem de discordar sem desrespeitar.


Em troca, recebe-se o conforto de pertencer, a sensação enganosa de clareza e um discurso pronto para qualquer ocasião.


O maior problema, porém, não é a dependência intelectual em si, mas a convicção de independência.


Pois, quem reconhece que não pensa, ainda pode reaprender.


Mas quem se julga livre enquanto ecoa vozes alheias, já não percebe as correntes que carrega.


Pensar de verdade cansa, isola e, às vezes, até dói.


Talvez por isso tantos prefiram alugar a própria cabeça — desde que possam continuar acreditando que ela ainda lhes pertence.

Crie seu próprio caminho sem padrões estabelecidos.
A vida possui suas próprias organizações em um código ético que não inclui obediência a regras sem fundamentos.


O consumo no mundo hoje ultrapassa em muito a capacidade de produção do planeta, e a maioria das coisas não passa de tralhas que não agregam valor. O dinheiro investido em propagandas para nos convencer de que precisamos dessas coisas é exorbitante.


De forma inconsciente, dizem nos conhecer melhor do que nós mesmos, fazendo-nos sentir inferiores se não utilizarmos determinado produto e gerando em nós um falso sentimento de pertencimento. Assim, ficamos à mercê do sistema, escravos das dívidas, obrigados a trabalhar sem descanso para pagar compras que acabam entulhadas em algum canto da casa.


O poder de convencimento do sistema é tão grande que transforma pessoas em robôs programados. A angústia e a insatisfação de viver em uma falsa liberdade geram uma fome emocional que nos leva à compulsão alimentar, causando desequilíbrio no funcionamento natural do organismo. O mal-estar nos leva ao uso de medicamentos para aliviar sintomas, e então ficamos presos ao sistema de saúde para tratar doenças.


É de extrema urgência quebrar o feitiço do encanto do sistema, desprendendo-nos desse mundo caótico e sem controle, para criar nosso próprio caminho — sem padrões impostos sobre como devemos ser, o que vestir ou o que comer. Gastamos dinheiro que não temos para comprar coisas de que não precisamos.


Para que a vida seja bem vivida, deve haver equilíbrio, de modo que os seres humanos e as organizações estejam adequados ao todo que constitui a existência. É preciso aprender a questionar o que realmente precisamos em contraste com o que apenas desejamos, para romper o encantamento que nos torna escravos da matéria. Só assim deixaremos de ser uma praga biológica e passaremos a viver de verdade, com saúde e bem-estar.

Sobre Pessoas e Caranguejos


"Crescer por esforço próprio exige blindagem emocional.
Não se engane com aplausos vazios: poucos celebram de
verdade as suas vitórias."


Alessandro Bous'T


A "Mentalidade de Caranguejo (ou efeito balde de caranguejos)"
é um comportamento em que pessoas tentam puxar para
baixo alguém que está tentando progredir ou se destacar.
Teoria atribuída a Ninotchka Rosca.

"Ainda não vi ninguém assumir que o próprio é isso ou aquilo. Mas quase todos (mesmo não nos conhecendo) vivem dizendo que nós (e os outros) temos dezenas de defeitos!"


Frase Minha 0024, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com