Textos de Amor Passado
Nos desabafos com o passado sinto muito, com conversas "construtivas" que ainda não alcançam uma versão de consenso; nem mesmo o céu que leva a todos à sonharem seduz nestas horas, com dias cinzentos e noites vazias para quem sonhava colorido!
Numa decisão do passado que tenta usurpar as prerrogativas de viver, quisera antes ter a coragem de me dizer que ilusão existe... "talvez agora os sonhos uma alegria me dá quando a ilusão não está"; não desperte no meio de um sonho mais do teu sonho!
"Foi infundável dormir tentando desacelerar o tempo para viver mais o presente, com o passado me silenciando para ouvir às mesmas respostas, que o mundo indagava com perguntas insensatas... chegava a conclusão que tinha mais coisas para trás do que para frente"!
Quem não atravessou o inverno não conhece a primavera que surge após; um amor pode muito mais não pode tudo... vejo me agora olhando para mim, para poder mudar aqui fora!
Em um passado e nos dias de doze horas que a noite me acolhia e se estendia na madrugada, certos amargos vindos do coração causavam nó até na garganta de um sonho; não sabia que em uma vida prosopopéia que dá forma às coisas inanimadas e inimagináveis, quando insiste um dia vira uma!
Numa ilusão e "feliz" sem pensar por quantas noites viriam utopias, ouvindo discursos do nada sem emoção das palavras, narradas das inverdades que ouvia da imaginação como fundo musical triunfante... já me esquecia!
Ainda hoje algumas falhas do passado ainda passam o dia asseverando uma posição de força em minhas horas, se quando não se assume e com os erros, vive caminhando sem carinho... "espero que nenhuma realidade me assalte num dia de aflição"!
Um galho sadio apenas se curva perante uma ventania: "parei de dar retorno de graça para a tristeza, seguindo em frente"... infelizmente algumas pessoas não concordam com as verdades que acredito!
A verdade de um passado: quando "feliz dançando com o cotidiano que balança mais não cai, quando só ou rodeado, não importando quem vem ou vai se ficava só"!
"Sob a luz que tolhe a noite com o objetivo de me mostrar, me queimei nos epílogos por me revelar, e herdei uma horda de pandemônios de arrepender, com suspiros gritantes de dentro para fora do vazio em mim"!
"Veio a saudade trazendo uma cesta cheia de expectativas, desleais, com às recordações numa falsa claridade se mostrando em conforto, traduzindo no desconforto sem poder toca-la"!
"Nos dias depois do fim e nas noites sem fins do fim, com a mente diante de uma alcateia faminta das fraquezas do coração, a vida vivia cortando o ar dos pulmões inúteis da atmosfera daqueles erros"... enfim e sem meu fim aprendi com eles!
Você sabe o meu nome,
mas insiste em me chamar
pelos meus erros do passado.
Quem me vê só pelo que fui
não enxerga o homem que sou.
E quem vive preso ao ontem
não tem coragem de caminhar comigo.
Eu não carrego mais culpas
que já paguei com silêncio e aprendizado.
Não sou rascunho, nem resto,
sou versão refeita — consciente.
Se o teu olhar ainda aponta falhas,
o meu já segue em frente.
Certamente você não pode caminhar comigo,
porque eu escolhi evoluir
e você escolheu lembrar.
Quem me dera poder voltar no tempo.
Te traria do presente as rosas que no passado plantei. Viria o futuro com outros olhos: quem me dera voltar…
Voltar aonde meu sorriso e o teu eram tão mais simples. Aonde não havia nada além de conversas juvenis. Quem me dera tê-las de volta. Agora, estamos crescidos. Arde em mim o intrépido desejo: tempo.
Quem me dera tê-lo, para assim retroceder. Corre – e corre impiedosamente — das marcas da memória que guardo comigo. Cuido-me para não ficar para trás, rejuvelheço nossa timidez. Ah… como era arrepiante sentir o frio na barriga ao te olhar. Era o princípio dessa história toda que construímos, não vê?
Quem tempo me dera?
Precisamos, eu e você, do tempo de amar como nunca e viver para sempre.
Te olhar foi entender
que “Seu passado explica sua dor, não define seu valor.”
Há histórias que machucam a pele,
mas não alcançam a essência da alma.
Você veio com cicatrizes,
com silêncios que gritam à noite,
mas eu enxerguei além do que doeu,
porque “Feridas antigas não anulam um futuro novo.”
Se o mundo te ensinou a fugir,
eu escolhi ficar.
Se você aprendeu a desconfiar do amor,
eu aprendi a provar que ele existe.
E mesmo quando você duvidar de si,
lembre-se: “Nada do que você fez me impede de te amar.”
O amor verdadeiro não cobra,
ele acolhe, sustenta e permanece.
Porque no fim, quando tudo parece ruir,
quando o medo pede para ir embora,
é ali que nasce o milagre,
pois “A redenção começa quando alguém permanece.”
O passado é um museu empoeirado,
onde nada existe além do que já foi.
Sabemos disso,
mas, como bons amantes e hipócritas,
sempre retornamos
ao início do fim.
Caminhamos por corredores antigos,
dançamos com memórias,
brincamos com dores e conquistas
como se ainda fossem nossas.
Tentamos entender
em que curva da vida
nossas escolhas mudaram de rumo,
em que sala ficou o que perdemos.
E assim, presos às lembranças,
às vezes esquecemos
que a vida não mora no ontem,
mas respira — silenciosa —
no agora.
Olha pra dentro, sem filtro, sem cena
Reconhece o que presta, enfrenta o que pesa
Passado não apaga, não tem borracha
Cada erro que vivi hoje vira armadura na marcha
Só muda quem conhece a própria dor
Quem foge de si mesmo vive refém do pavor
- música Então busque conhecimento do dj gato amarelo
Talvez o que escrevo, seja uma lembrança de um passado que fez-se inconsciente ou mesmo que eu tenha trazido de maneira latente em mim. Talvez o que escrevo, tenha o mesmo significado, a mesma luz, num outro olhar. Talvez o que escrevo, seja somente a tradução do que tua alma ensina-me.
Flávia Abib
No passado e futuro
Ainda me encontro em surtos
Neste país sem sentido
Tento encontrar um antídoto
Antídoto para a miséria,
corrupção e baderna;
Antídoto para a ganância, que
consome os homens nessa circunstância
De todos os jeitos procuro saídas
Já que aqui não é o país das maravilhas
"Terceiro mundo se for
Piada no exterior"
Antigamente e agora
Somos zoados lá fora
Vendemos nossos ancestrais
Em troca de alguns reais
A Amazônia queima
O ser humano teima
Tudo por dinheiro
Esse lugar virou um chiqueiro
Ganância é o lema do estado
E o povo é visto como otário
Desde os primórdios
Observamos o ódio
Que consome a população
E acaba com a legislação
E mesmo com tantos problemas
Acreditam que é a minha geração que precisa de algemas
Ainda sem solução
Mas desistir não é opção
Se esse sistema não acabar
Ninguém que presta nesse país irá sobrar.
Fe Vaz ~ 28 de outubro 2024
A Certeza do Último Olhar
Aquele último olhar me fez entender:
O passado deve repousar
Onde sempre tinha que estar.
"Se eu me arrependo de tudo?" Não.
Como diria Marisa Monte,
“Depois de tantos desenganos,
Nós nos abandonamos
Como tantos casais.”
E o que nos resta, então, agora?
Apenas a certeza de que vivemos,
De que seremos memórias,
Memórias que não voltam.
Apenas memórias.
O Renascer a Flor
Hoje, queimo as estrelas do passado,
as recordações que me prendiam a você.
Após um longo período, finalmente o libertei.
de espera e indiferença.
Não terá saudade para assombrar a alma,
nem o anseio, vão, de seu retorno.
Seu carinho era um recipiente pequeno
para a iluminação do meu amor profundo.
Em paz, recolho cada lágrima derramada,
a dor que me prendeu um dia.
Você não foi a expectativa, mas a decepção.
Seu "amor" não passava de uma ilusão vaga.
Agora sou as flores que ressurgem,
e a tolice é tudo o que restou de você.
Sigo
Deixar o passado para trás, perdoar por ter sido julgada e me perdoar por ter sido cruel, tantas vezes, comigo mesma e com os outros.
Perdoar os erros que eu não sabia que eram erros.
Deixar que o hoje, o agora, seja sempre uma oportunidade de recomeçar.
Deixar os passos do passado como aprendizado, como ensinamento.
Saber perdoar, porque eu também já precisei de perdão e recebi.
Nildinha Freitas
Há dias em que o passado me chama, não por meio de palavras, mas como um murmúrio distante que arrasta as folhas daquilo que um dia fui.
Observo essa voz e nela contemplo rostos que já não se recordam do meu; lugares que outrora sustentaram o meu riso e que agora permanecem vazios.
A nostalgia assemelha-se a um espelho quebrado: tento perscrutar suas frestas, embora delas eu sempre saia ferido. Tudo o que fui encontra-se do outro lado do tempo — uma carícia jamais retribuída, uma casa cujas portas já não se abrem, um perfume que paira como um eco entre minhas mãos.
Por vezes, penso que meu corpo não passa de um mapa das perdas, um inventário daquilo que não soube preservar. Desejo recomeçar, mas sei que não me é possível.
Não porque desconheça o caminho, mas porque se trata de uma estrada sem retorno — e é impossível regressar.
Das palavras que se foram...
Já joguei cartas e poemas que o passado passou a limpo. Já rasguei tantas frases tolas escritas no calor da emoção. Já amassei bilhetinhos rasos e declarações exaltadas, rabisquei sobre o que já estava escrito, e disse tudo igual de um jeito diferente. As palavras dançam no papel, e por vezes dançam mal, mesmo assim seu ritmo é único, não há igual...Nas horas mais improváveis elas parecem bailarinas ao luar flutuando entre vaga-lumes, de repente caem e se misturam às folhas secas...O ritmo das letras não pausam, apenas diminuem...Enquanto puderem meus dedos bailar, danço. E com cada letra e sinal como se ao som de uma nota e ponto uma vírgula viesse a brilhar, vou escrevendo meus silêncios falantes, e meus risos secretos.Já perdi poema, poesia e texto sem fim, a cada letra perdida se foi junto um pouco de mim... meus pensamentos mais caros de graça os vi partir...Doei aos olhos que leem, e aos corações que podem sentir..
As palavras vão e com elas nossa energia, quem as leva distribui, esconde ou aprecia, mas no fim ...não há fim!
O Pensamento sobre as Eras:
O Passado:O Silêncio Forçado
Durante séculos, a sabedoria feminina foi confinada ao ambiente doméstico, sob a égide de um patriarcado que via a mulher como coadjuvante. A estrutura familiar era uma hierarquia de comando, não de parceria. O "lugar da mulher" era um conceito geográfico e social rígido, onde o silêncio era a maior virtude esperada.
O Presente:O Despertar e o Atrito
Vivemos o tempo da transição. As conquistas são inegáveis: ocupação de espaços de poder, independência financeira e o direito à voz. Porém, esse progresso gera atrito.
A Violência: O aumento visível da violência muitas vezes é a reação desesperada de estruturas antigas que se recusam a morrer.
A Família e Sociedade: Estamos renegociando o que significa ser família. O desafio atual é equilibrar a autonomia individual com o cuidado coletivo, combatendo o preconceito que ainda rotula a mulher que escolhe caminhos fora do padrão tradicional.
O Futuro: ASabedoria da Integração
O futuro que o sábio vislumbra não é uma inversão de poder (a substituição de uma opressão por outra), mas a superação do gênero como limitador de humanidade. A sociedade sábia será aquela onde a "conquista" de uma mulher não seja vista como um evento extraordinário, mas como a normalidade de um potencial humano sendo plenamente exercido.
A reflexão central:
A sabedoria da vida nos ensina que o patriarcado não feriu apenas as mulheres, mas desumanizou os homens ao proibi-los de sentir e cuidar. O Dia da Mulher é o marco dessa correção histórica: uma busca por um mundo onde a força não precise ser violenta e a sensibilidade não seja vista como fraqueza.
O Ontem: A Identidade Sob Medida.
No passado, a identidade feminina era um figurino desenhado por mãos alheias.
O conceito de família era, muitas vezes, uma estrutura de posse e não de afeto compartilhado.
A sabedoria daquela época era a da sobrevivência e da resiliência silenciosa.
O preconceito não era uma opinião, era a lei; a violência não era um crime, era um método de controle aceito pelo tecido social.
O passado é uma foto antiga, o futuro é uma foto em branco, temos memória e imaginação, não podemos viver no passado nem no futuro, o passado traz depressão e o futuro ansiedade, nossa geração e cheia de ansiedades e depressões, porque vive no passado ou no futuro, precisa nos libertar desse ciclo e viver o presente.
Pensa comigo.
Trilhos da Emoção
Muito bom retornar ao passado
Através da música
Em som apurado.
Uma linda canção
super romântica
Remexendo os sentimentos,
Agitando a rítmica do coração.
Escuto "Rolling Stones, Lady Jane"...
Enquanto ouço, um cenário descortina,
Na minha imaginação...
Eu ainda menina,
O coração em flor
Corria nos trilhos da emoção,
Viajando num trem chamado adolescência!
***
É SÓ UMA REFLEXÃO I
As pessoas do passado sempre tiveram as mesmas expressões e comportamentos de hoje. O mesmo jeito de franzir a testa diante de uma notícia inesperada no rádio da padaria, a mesma curva nos lábios ao sentir o cheiro do café passado na cozinha da infância ou aquela paçoca pilada na hora pela avó. O tempo não apaga o ser estranho que somos, nem o muda na sua essência; ele apenas desbota as bordas da fotografia, mas o sorriso, aquele, continua sendo o mesmo...
Todos caminhamos pelas mesmas veredas do ontem, com aquelas flores sem cor que margeiam o asfalto dos nossos dias junto aquelas fotos sorridentes. E, de repente, sem aviso, sempre encontramos pessoas que nos fazem lembrar de quem fomos, de quem somos, como se o espelho do passado surgisse na fila do supermercado ou na pressa do ponto de ônibus. O reflexo somos nos mesmo. Somos os responsáveis pelos nossos atos...
Ventos balançando os cabelos, trazendo aquele cheiro de terra molhada que anuncia a chuva ou o aroma distante de um jasmim. Expressões com aquela mistura de sons e tristeza no olhar, como se a pessoa guardasse dentro de si o eco de uma música antiga e a poeira de um caminho há muito não percorrido. Os olhos fixos nos retângulos da vida, nas telas que brilham, nos livros abertos sobre a mesa, nas janelas dos prédios que testemunham silenciosos nossas alegrias e derrotas...
Às vezes um sorriso atravessa o cansaço do rosto, ou quem sabe um momento bobo, um riso solto no almoço de domingo, misturado com as lembranças dos bons momentos que teimam em ecoar. Estamos, hoje, debaixo das mesmas árvores das milhares existentes no mundo, sentindo a mesma sombra que acolheu nossos pais e amigos que se foram. Elas estão ali, silenciosas ou espantadas com o vento, fazendo parte de um dia de chuva, suas folhas sendo o único teto para os pássaros e nossas memórias mais antigas forçando uma lágrima embaixo de tanto poderio...
Às vezes, passar um tempo longe de um lugar ou de um rosto vira sinônimo daquela saudade que só sentimos poucas vezes no ano, como alguns feriados da alma. Adoro, simplesmente adoro ver essas expressões que se distraem em meio a tantas, um olhar perdido no horizonte enquanto o corpo parado espera o sinal abrir. E saber, com uma certeza calma, que sempre estivemos lá, na essência do mundo, correndo em meio às árvores dos parques, da selva, na pressa da juventude que fomos um dia, e na calmaria dos ventos que, ainda sopra em nós o cheiro de uma saudade que sempre vem...
--- Risomar Sírley da Silva ---
