Textos de Amor Passado

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Quem me dera poder voltar no tempo.
Te traria do presente as rosas que no passado plantei. Viria o futuro com outros olhos: quem me dera voltar…
Voltar aonde meu sorriso e o teu eram tão mais simples. Aonde não havia nada além de conversas juvenis. Quem me dera tê-las de volta. Agora, estamos crescidos. Arde em mim o intrépido desejo: tempo.
Quem me dera tê-lo, para assim retroceder. Corre – e corre impiedosamente — das marcas da memória que guardo comigo. Cuido-me para não ficar para trás, rejuvelheço nossa timidez. Ah… como era arrepiante sentir o frio na barriga ao te olhar. Era o princípio dessa história toda que construímos, não vê?
Quem tempo me dera?
Precisamos, eu e você, do tempo de amar como nunca e viver para sempre.

Te olhar foi entender
que “Seu passado explica sua dor, não define seu valor.”
Há histórias que machucam a pele,
mas não alcançam a essência da alma.
Você veio com cicatrizes,
com silêncios que gritam à noite,
mas eu enxerguei além do que doeu,
porque “Feridas antigas não anulam um futuro novo.”
Se o mundo te ensinou a fugir,
eu escolhi ficar.
Se você aprendeu a desconfiar do amor,
eu aprendi a provar que ele existe.
E mesmo quando você duvidar de si,
lembre-se: “Nada do que você fez me impede de te amar.”
O amor verdadeiro não cobra,
ele acolhe, sustenta e permanece.
Porque no fim, quando tudo parece ruir,
quando o medo pede para ir embora,
é ali que nasce o milagre,
pois “A redenção começa quando alguém permanece.”

O passado é um museu empoeirado,
onde nada existe além do que já foi.
Sabemos disso,
mas, como bons amantes e hipócritas,
sempre retornamos
ao início do fim.

Caminhamos por corredores antigos,
dançamos com memórias,
brincamos com dores e conquistas
como se ainda fossem nossas.

Tentamos entender
em que curva da vida
nossas escolhas mudaram de rumo,
em que sala ficou o que perdemos.

E assim, presos às lembranças,
às vezes esquecemos
que a vida não mora no ontem,
mas respira — silenciosa —
no agora.

Olha pra dentro, sem filtro, sem cena
Reconhece o que presta, enfrenta o que pesa
Passado não apaga, não tem borracha
Cada erro que vivi hoje vira armadura na marcha
Só muda quem conhece a própria dor
Quem foge de si mesmo vive refém do pavor
- música Então busque conhecimento do dj gato amarelo

Talvez o que escrevo, seja uma lembrança de um passado que fez-se inconsciente ou mesmo que eu tenha trazido de maneira latente em mim. Talvez o que escrevo, tenha o mesmo significado, a mesma luz, num outro olhar. Talvez o que escrevo, seja somente a tradução do que tua alma ensina-me.

Flávia Abib

No passado e futuro
Ainda me encontro em surtos
Neste país sem sentido
Tento encontrar um antídoto


Antídoto para a miséria,
corrupção e baderna;
Antídoto para a ganância, que
consome os homens nessa circunstância


De todos os jeitos procuro saídas
Já que aqui não é o país das maravilhas
"Terceiro mundo se for
Piada no exterior"


Antigamente e agora
Somos zoados lá fora
Vendemos nossos ancestrais
Em troca de alguns reais


A Amazônia queima
O ser humano teima
Tudo por dinheiro
Esse lugar virou um chiqueiro


Ganância é o lema do estado
E o povo é visto como otário
Desde os primórdios
Observamos o ódio


Que consome a população
E acaba com a legislação
E mesmo com tantos problemas
Acreditam que é a minha geração que precisa de algemas


Ainda sem solução
Mas desistir não é opção
Se esse sistema não acabar
Ninguém que presta nesse país irá sobrar.


Fe Vaz ~ 28 de outubro 2024

A Certeza do Último Olhar


Aquele último olhar me fez entender:
O passado deve repousar
Onde sempre tinha que estar.
"Se eu me arrependo de tudo?" Não.
Como diria Marisa Monte,
“Depois de tantos desenganos,
Nós nos abandonamos
Como tantos casais.”
E o que nos resta, então, agora?
Apenas a certeza de que vivemos,
De que seremos memórias,
Memórias que não voltam.
Apenas memórias.

O Renascer a Flor


Hoje, queimo as estrelas do passado,
as recordações que me prendiam a você.
Após um longo período, finalmente o libertei.
de espera e indiferença.


Não terá saudade para assombrar a alma,
nem o anseio, vão, de seu retorno.
Seu carinho era um recipiente pequeno
para a iluminação do meu amor profundo.


Em paz, recolho cada lágrima derramada,
a dor que me prendeu um dia.
Você não foi a expectativa, mas a decepção.
Seu "amor" não passava de uma ilusão vaga.
Agora sou as flores que ressurgem,
e a tolice é tudo o que restou de você.

Sigo


​Deixar o passado para trás, perdoar por ter sido julgada e me perdoar por ter sido cruel, tantas vezes, comigo mesma e com os outros.
​Perdoar os erros que eu não sabia que eram erros.
​Deixar que o hoje, o agora, seja sempre uma oportunidade de recomeçar.
​Deixar os passos do passado como aprendizado, como ensinamento.
​Saber perdoar, porque eu também já precisei de perdão e recebi.
​Nildinha Freitas

Há dias em que o passado me chama, não por meio de palavras, mas como um murmúrio distante que arrasta as folhas daquilo que um dia fui.
Observo essa voz e nela contemplo rostos que já não se recordam do meu; lugares que outrora sustentaram o meu riso e que agora permanecem vazios.
A nostalgia assemelha-se a um espelho quebrado: tento perscrutar suas frestas, embora delas eu sempre saia ferido. Tudo o que fui encontra-se do outro lado do tempo — uma carícia jamais retribuída, uma casa cujas portas já não se abrem, um perfume que paira como um eco entre minhas mãos.
Por vezes, penso que meu corpo não passa de um mapa das perdas, um inventário daquilo que não soube preservar. Desejo recomeçar, mas sei que não me é possível.
Não porque desconheça o caminho, mas porque se trata de uma estrada sem retorno — e é impossível regressar.

Das palavras que se foram...
Já joguei cartas e poemas que o passado passou a limpo. Já rasguei tantas frases tolas escritas no calor da emoção. Já amassei bilhetinhos rasos e declarações exaltadas, rabisquei sobre o que já estava escrito, e disse tudo igual de um jeito diferente. As palavras dançam no papel, e por vezes dançam mal, mesmo assim seu ritmo é único, não há igual...Nas horas mais improváveis elas parecem bailarinas ao luar flutuando entre vaga-lumes, de repente caem e se misturam às folhas secas...O ritmo das letras não pausam, apenas diminuem...Enquanto puderem meus dedos bailar, danço. E com cada letra e sinal como se ao som de uma nota e ponto uma vírgula viesse a brilhar, vou escrevendo meus silêncios falantes, e meus risos secretos.Já perdi poema, poesia e texto sem fim, a cada letra perdida se foi junto um pouco de mim... meus pensamentos mais caros de graça os vi partir...Doei aos olhos que leem, e aos corações que podem sentir..
As palavras vão e com elas nossa energia, quem as leva distribui, esconde ou aprecia, mas no fim ...não há fim!

O Pensamento sobre as Eras:


​O Passado:O Silêncio Forçado
​Durante séculos, a sabedoria feminina foi confinada ao ambiente doméstico, sob a égide de um patriarcado que via a mulher como coadjuvante. A estrutura familiar era uma hierarquia de comando, não de parceria. O "lugar da mulher" era um conceito geográfico e social rígido, onde o silêncio era a maior virtude esperada.


O Presente:O Despertar e o Atrito
​Vivemos o tempo da transição. As conquistas são inegáveis: ocupação de espaços de poder, independência financeira e o direito à voz. Porém, esse progresso gera atrito.


​A Violência: O aumento visível da violência muitas vezes é a reação desesperada de estruturas antigas que se recusam a morrer.


​A Família e Sociedade: Estamos renegociando o que significa ser família. O desafio atual é equilibrar a autonomia individual com o cuidado coletivo, combatendo o preconceito que ainda rotula a mulher que escolhe caminhos fora do padrão tradicional.
​
O Futuro: ASabedoria da Integração
​O futuro que o sábio vislumbra não é uma inversão de poder (a substituição de uma opressão por outra), mas a superação do gênero como limitador de humanidade. A sociedade sábia será aquela onde a "conquista" de uma mulher não seja vista como um evento extraordinário, mas como a normalidade de um potencial humano sendo plenamente exercido.


​A reflexão central:


A sabedoria da vida nos ensina que o patriarcado não feriu apenas as mulheres, mas desumanizou os homens ao proibi-los de sentir e cuidar. O Dia da Mulher é o marco dessa correção histórica: uma busca por um mundo onde a força não precise ser violenta e a sensibilidade não seja vista como fraqueza.

O Ontem: A Identidade Sob Medida.


​No passado, a identidade feminina era um figurino desenhado por mãos alheias.


O conceito de família era, muitas vezes, uma estrutura de posse e não de afeto compartilhado.


A sabedoria daquela época era a da sobrevivência e da resiliência silenciosa.


O preconceito não era uma opinião, era a lei; a violência não era um crime, era um método de controle aceito pelo tecido social.

Trilhos da Emoção

Muito bom retornar ao passado
Através da música
Em som apurado.

Uma linda canção
super romântica
Remexendo os sentimentos,
Agitando a rítmica do coração.

Escuto "Rolling Stones, Lady Jane"...
Enquanto ouço, um cenário descortina,
Na minha imaginação...
Eu ainda menina,
O coração em flor
Corria nos trilhos da emoção,
Viajando num trem chamado adolescência!

***

É SÓ UMA REFLEXÃO I


As pessoas do passado sempre tiveram as mesmas expressões e comportamentos de hoje. O mesmo jeito de franzir a testa diante de uma notícia inesperada no rádio da padaria, a mesma curva nos lábios ao sentir o cheiro do café passado na cozinha da infância ou aquela paçoca pilada na hora pela avó. O tempo não apaga o ser estranho que somos, nem o muda na sua essência; ele apenas desbota as bordas da fotografia, mas o sorriso, aquele, continua sendo o mesmo...


Todos caminhamos pelas mesmas veredas do ontem, com aquelas flores sem cor que margeiam o asfalto dos nossos dias junto aquelas fotos sorridentes. E, de repente, sem aviso, sempre encontramos pessoas que nos fazem lembrar de quem fomos, de quem somos, como se o espelho do passado surgisse na fila do supermercado ou na pressa do ponto de ônibus. O reflexo somos nos mesmo. Somos os responsáveis pelos nossos atos...


Ventos balançando os cabelos, trazendo aquele cheiro de terra molhada que anuncia a chuva ou o aroma distante de um jasmim. Expressões com aquela mistura de sons e tristeza no olhar, como se a pessoa guardasse dentro de si o eco de uma música antiga e a poeira de um caminho há muito não percorrido. Os olhos fixos nos retângulos da vida, nas telas que brilham, nos livros abertos sobre a mesa, nas janelas dos prédios que testemunham silenciosos nossas alegrias e derrotas...


Às vezes um sorriso atravessa o cansaço do rosto, ou quem sabe um momento bobo, um riso solto no almoço de domingo, misturado com as lembranças dos bons momentos que teimam em ecoar. Estamos, hoje, debaixo das mesmas árvores das milhares existentes no mundo, sentindo a mesma sombra que acolheu nossos pais e amigos que se foram. Elas estão ali, silenciosas ou espantadas com o vento, fazendo parte de um dia de chuva, suas folhas sendo o único teto para os pássaros e nossas memórias mais antigas forçando uma lágrima embaixo de tanto poderio...


Às vezes, passar um tempo longe de um lugar ou de um rosto vira sinônimo daquela saudade que só sentimos poucas vezes no ano, como alguns feriados da alma. Adoro, simplesmente adoro ver essas expressões que se distraem em meio a tantas, um olhar perdido no horizonte enquanto o corpo parado espera o sinal abrir. E saber, com uma certeza calma, que sempre estivemos lá, na essência do mundo, correndo em meio às árvores dos parques, da selva, na pressa da juventude que fomos um dia, e na calmaria dos ventos que, ainda sopra em nós o cheiro de uma saudade que sempre vem...


--- Risomar Sírley da Silva ---

Toda fotografia já nasce passado.


A luz do Sol leva oito minutos para tocar a Terra.
Quando aperto o obturador, o instante já não existe mais.


Nunca fotografo o presente absoluto.
Fotografo aquilo que acabou de deixar de ser.


A fotografia não é captura.
É testemunho.


É memória luminosa.

⁠Revisitei o passado
e foi uma das piores escolhas
Que eu já fiz.
O animo que eu estava
Para viver tudo de novo
Se desfez em nevoa
Que pairava sobre mim.
E na minha frente tudo destruído.
Tudo em pedaços,
E com cheiro de mofo.
A nevoa gritava feliz
E lá via eu.
Os sentimentos e tudo
Absolutamente tudo
Deixando de existir
No sopro do vento.

Ano passado eu era uma pessoa.
Esse ano eu sou outra.


Não foi dinheiro que mudou minha postura.
Não foi fama, nem status.


Foi consciência.


Não fiquei rico…
Eu fiquei mais atento.
Não sou mais o mesmo idiota que aceitava pouco, que se explicava demais, que engolia seco pra manter paz com quem vivia em guerra.


Hoje minhas palavras têm habilidade.
Meu silêncio tem estratégia.
Minha presença tem harmonia.


Aprendi que ser real não é ser bruto é ser firme.
Não é atacar, é não se permitir diminuir.


Ano passado eu reagia.
Esse ano eu escolho.


E isso muda tudo.


By Evans Araújo

O CHORO!


Nessa grande angústia da vida
Que eu tenho passado
O choro é meu companheiro
Quando fico angustiada
Me mantém aliviado
Faço ele de aliado
Nessa insônia profunda
Uma ansiedade fora do normal
Um aperto forte no peito
Chorar é minha solução
Um alívio pro coração
Lágrimas escorrendo
De todo jeito caindo ao chão.

⁠Queria eu prever futuro
Queria eu não ser mais impuro
Queria eu voltar ao passado
Queria eu ter o meu amor ao meu lado


Hoje o que resta são lágrimas
Lembranças bonitas em meu coração
Que hoje são gatilhos da cruel solidão
Agora me pergunto ao destino fizestes me apaixonar pela perfeição?


Invejo Tesla por ter descoberto a luz
Admiro Jesus por não temer a cruz
Não sou nenhum Shakespeare para falar de amor
Mas por você eu enfrento até a mais horrível dor


Eu te amo, meu amor