Textos de Amor Passado
O passado, feito de pranto e silêncios,
se desfaz em pó quando o teu olhar me alcança.
E cada memória fútil se torna ponte,
levando-me até o abraço que renova.
Há uma ternura escondida na ferida,
um mel que escorre da cicatriz,
um canto suave que nasce da dor.
E é nesse canto que te encontro,
doce, forte, eterno —
como se o amor fosse a única verdade capaz
de transformar tristeza em poesia...
Olhos enferrujados
Há quem pense e acredite piamente que o passado é roupa que se deve customizar: com remendos, bordados e até estilização em pérolas.
Não! O passado não foi sequer estação, quiçá abrigo. Lá, onde mora a tua memória hoje, é apenas lembrança do que restou do teu velho eu, deteriorado pela frustração de ter acreditado que tudo dura para sempre.
Das ruínas da tua carne — efêmera e cruel por te fazer acreditar na formosura material e na ferrugem do ouro que fez brilhar os teus olhos, hoje cansados de esperar —, iludidos com a beleza que te acariciava como quem te quisesse bem.
Tempo, senhor das descobertas que, durante um longo período, foram encobertas pelo teu ego, teu medo e a tua vilania — que até hoje insiste em acreditar e se perder nas ilusões da matéria.
Mari Machado
Havia um miúdinho,
sem nome nem passado,
nu, esquecido,
andava sozinho pela rua,
escaldante de tão gelada,
como sombra sem dono.
Tinha um corpo
feito de cortes e pedras,
parecia ter sido mastigado
por calçadas com dentes.
Era um pobre coitado,
seguido sempre
por um cão magro,
tão sofrido,
igual a ele.
Sentavam-se no pedregulho duro
à espera de um fim.
O miúdo, paciente,
esperava que o cão partisse,
descansasse no reino dos cães,
para então poder matá-la —
a fome.
O cão, por sua vez,
até aprendera a contar horas,
de tanto esperar que o miúdo,
vermelho de dor,
fechasse os olhos
e dormisse de vez.
Assim, ele saciaria a fome
com lógica cruel,
mas destino cego.
O cão não ladrava,
e não sabia truques,
era inútil.
O miúdo, por sua vez,
também não sabia nada,
nada lhe ensinaram.
Era inocente,
imprestável,
invisível ao mundo.
Ambos só serviam um ao outro,
à ninguém mais.
Certo momento...
o miúdo, já derrotado,
deitou a cabeça no granito
para poder descansar o seu corpo cansado,
o cão, desesperado,
cravou como os seus dentes podres
no peito nu do miúdo,
com dó e piedade,
pois isso ainda lhe restava.
Mas morreu também,
porque o miúdo,
coitado,
não tinha carne sequer
para alimentar um cão.
As vezes me pego tentando voltar ao passado.
Tento voltar no tempo e encontrar quem deixei, mas nada encontro.
O máximo que me é permitido são algumas lembranças, porque, a maioria já se apagaram.
Ouço vozes e tento reconhecer de quem são, procuro ouvir as minhas no meio delas. Mas, não. Elas não estão.
Me pergunto onde parei, em que ponto deixei de seguir, aonde todos estão?
Onde foi que me separei, em que ponto não me deixei partir.
O passado não volta mais, e agora como alcançá-los?
Todos já seguiram, por mais que eu corra, por mais que eu busque, nunca irei encontrá-los.
O peito aperta, a voz tenta sair e não consegue, mas, tudo é em vão.
Cada um seguiu o seu caminho.
Quem ficou parado, se perdeu no tempo que é tão apressado e não espera quem demora porque ele tem pressa de ir embora.
Aonde será que eu estava, oque será que eu estava fazendo quando que não vi o que estava acontecendo?
E aos poucos a lembrança vai se refazendo...
E comecei a lembrar que a culpa não foi só do tempo.
Foram falsas prioridades, novidades fúteis, banalidades que nos encantam e nos fazem fantasiar uma falsa realidade.
Daí, foi-se o tempo.
Ele que não volta, que, como sempre correndo.
Agora é olhar pra frente atenta a todos os momentos. Procurando não perder essa oportunidade, pra não mais me perder no tempo.
Quem olha para trás vê o passado esquecido.
Um tempo que já não vive em nós, mas permanece vivo na memória dos outros.
O que foi deixado de lado, o que não quisemos carregar, encontra abrigo em lembranças alheias.
O passado não desaparece — ele se transforma em silêncio, em cicatriz, em história contada por quem ainda se lembra.
E é nesse contraste que mora a verdade: aquilo que esquecemos não deixa de existir, apenas muda de dono.
O esquecimento é escolha.
A lembrança é resistência.
E entre os dois, o tempo constrói sua própria justiça.
Eu olho pro meu passado e rio. Rio porque se eu não rir das minhas próprias brincadeiras, alguém vai e provavelmente já riu. Quando eu era mais novo, o bairro não era só onde eu morava, era meu palco. E eu, humildemente, era a atração principal. Não pedi esse talento, nasci com ele.
Cada rua guarda uma memória que eu claramente ajudei a criar. A bola que sempre caía no quintal errado (coincidência nenhuma), a campainha tocada e a corrida digna de atleta olímpico, as reuniões improvisadas na calçada que terminavam em bagunça sem plano e sem motivo. Tudo extremamente organizado dentro do caos.
Eu não fazia brincadeira pequena. Se era pra aprontar, era com criatividade. Se era pra irritar, era com estilo. Os vizinhos não sabiam meu nome completo, mas sabiam exatamente quem eu era. Ícone local. Lenda urbana em construção.
O melhor é lembrar da confiança. Eu tinha certeza absoluta de que nada dava errado se ninguém fosse pego. E quase nunca éramos. Quando éramos, vinha aquele discurso interno: “relaxa, isso vai virar história”. E virou. Sempre vira.
Hoje eu crio memórias rindo das antigas. Eu exagero? Óbvio. Mas se eu não valorizar meu próprio legado, quem vai? Aquela bagunça toda virou repertório, virou risada, virou aquela frase clássica: “cara, lembra daquela vez?”. Lembro. Como esquecer?
No fim, eu não me arrependo das brincadeiras. Elas me deram histórias, cicatrizes pequenas e um ego levemente inflado. Eu não era só mais um moleque do bairro. Eu era o moleque que fez o bairro ter assunto por anos.
E sinceramente? Se um dia alguém escrever sobre aquela rua, meu nome pode não estar lá… mas minha bagunça com certeza vai estar.
— Cyrox
"Se eu soubesse o que era saudade, eu teria passado mais tempo com ti.
Se soubesse o que os meus olhos veriam, eu os teria arrancado de mim.
Se eu soubesse o quanto sua ausência doeria, eu teria dado minha vida por ti.
Infelizmente as mazelas da vida são assim.
Hoje, com dificuldade, perdôo o Deus por tê-lo tirado de mim.
Tento ser melhor do que me ensinou a ser, para que sobre os céus, se orgulhe de mim.
A vida um dia termina, é só a saudade, que na vida terrena, não tem um fim.
A fertilidade da mente, que raramente recai sobre mim, hoje recaiu sobre ti.
Grande pai, filho do pai, que dos céus, hoje olha por mim.
Nessa data, aos outros especial, queria que fosse especial pra mim.
Mas tudo bem, infelizmente a vida é assim.
Embalado em saudade, se eu soubesse o que essa seria, teria eu passado mais tempo com ti..." - EDSON, Wikney
Como não observar o passado, ver que nossa trajetória juntos é uma dádiva doada por Deus, é ele quem nos concede o sopro e o tempo de vida. Lembrar os momentos de apoio de incondicional, refletir sobre à solidariedade, o firme propósito do companheirismo, os segredos guardados no incrivel compromisso de guardá-los para eternidade, nossos risos fáceis de se realizarem, estes ficaram presos em nossos corações, saber que poderei contar com cada um de vocês já enche meu coração de carinho e felicidade.
Boas festas hoje e sempre!
Ano passado, republiquei a frase da Robin
no episódio de Ano Novo de How I Met Your Mother.
Naquele momento, eu só sabia de uma coisa:
eu precisava de um recomeço.
Um recomeço de vida,
de casa,
de tudo.
2025 chegou mudando muita coisa.
Mas nada mudou tanto quanto o amor.
O amor da minha vida.
A garota por quem eu eraapaixonado na época da escola.
A mesma que eu via, às vezes,
na rua dos meus pais.
Engraçado como a vida faz essas voltas longas,
como se algumas histórias precisassem de tempo
pra fazer sentido de verdade.
Foram quase quinze anos.
De distância.
De silêncio.
De caminhos diferentes.
E ainda assim, o destino resolveu juntar a gente
justo quando eu já tinha ido embora.
Como se dissesse, sem avisar,
que amor de verdade não depende de lugar.
Você é o significado do meu 2025.
Você é o meu recomeço.
Te amo, Larissa.
E prometo te mostrar tudo de bom
que ainda tem pra viver,
cuidar bem de você
e do Miguel,
todos os dias.
Sem promessas grandes demais,
só com presença,
atenção
e amor.
💙
Deite-se embaixo de um céu estrelado.
Encare o seu passado
como encara as estrelas:
algumas já se foram,
a luz antiga
insiste em chegar.
Tudo o que você fez até aqui
tem seu brilho próprio.
E ainda assim,
há sempre uma chance de recomeçar.
Não se permita cair
na escuridão dos arrependimentos.
Há astros mais intensos.
Há outros sóis.
Seremos todos eles.
Há aqueles que permanecem presos ao passado, ruminando antigas dores e, por isto, tornam-se incapazes de semear harmonia no presente.
Em Isaías 43:18-19, somos ensinados a não viver do que passou nem a nos apegar às coisas antigas, pois Deus anuncia que fará algo novo.
Este ensinamento se completa em Filipenses 3:13-14, quando Paulo exorta a esquecer o que ficou para trás e a prosseguir firmemente rumo ao que está adiante e com o olhar fixo em Cristo Jesus.
Do passado, guardarei apenas as saudades.
Do presente, o desejo.
E do futuro, a pressa dos sonhos.
Não sou aquele que ensina,
sou o que aprende.
Pois na ausência da luz,
é no menor clarão que encontro minha devoção,
e, quando o sol me envolve inteiro,
desprezo àquilo que um dia jurei amor eterno.
Palavras folheiam conversas
do passado, essas fofoqueiras
que sempre recontam fatos e,
coisas quase acontecidas,
temperando o papo com páginas passadas;
abrem a boca de sentimentos
outrora calados agora tagarelas....
elas leem a fala aberta no
alô do poeta em uma ligação
sem fio trrrim-trrrim
Leonardo Mesquita
Meu passado fora uma tentativa de redimir os erros cometido sem se dá conta de que meus erros fizera outro sangrar;
Minha ausência é a vertigem do sucesso popular que minha ânsia escolheu;
Sou responsável pelos meus próprios erros, portanto um culpado sem crime ou um acusado sem coração;
Sei que preciso amar todos como se eu não tivesse um amanhã de liberdade ou de um amor entre-linhas;
Quando o Certo Vira Exceção
Uma pessoa entra em um cargo com discurso reto, passado limpo e intenção correta. No início, estranha o ambiente. Depois, adapta-se. Em seguida, encanta-se. O poder seduz, o dinheiro facilita, e aquilo que antes parecia inaceitável começa a ganhar justificativas elegantes. Não acontece de uma vez. Acontece aos poucos. Quase sem perceber.
Há quem vista uma farda para proteger, mas aceite um valor para liberar quem sabe estar errado. Não chama de corrupção — chama de “jeito”, de “situação”, de “exceção”. Mas exceção repetida vira prática. E prática consciente vira crime, mesmo quando a consciência tenta se esconder atrás da necessidade.
Existe também o corrupto cotidiano.
Aquele que grita contra os grandes esquemas, aponta dedos e exige punição exemplar. Mas, no caixa do mercado, recebe um troco a mais e guarda. Justifica rápido: “não vai fazer falta para eles”. Ali, naquele instante pequeno e aparentemente irrelevante, o discurso morre. Porque caráter não se mede pelo valor envolvido, mas pela decisão tomada.
A corrupção raramente começa grande.
Ela começa confortável. Começa quando se troca princípio por conveniência, verdade por vantagem, ética por silêncio. Começa quando alguém decide que, desta vez, não precisa ser tão correto assim.
E talvez o que mais abale não seja a corrupção em si,
mas o fato de que idoneidade, caráter e ética tenham virado qualidades — quando deveriam ser obrigações humanas. Algo básico. Elementar. Inegociável.
Hoje, quem faz o certo é tratado como exceção.
Recebe elogio por cumprir o mínimo. Como se honestidade fosse virtude rara, e não fundamento de qualquer convivência possível.
Sou otimista em muitas coisas.
Acredito em recomeços, em aprendizado, em mudança individual.
Mas, quando olho para o mundo e para as pessoas, confesso: sou pessimista.
Porque, às vezes, a sensação é clara e desconfortável —
este mundo, para ficar ruim, ainda tem que melhorar muito.
Mas há algo que não falha.
A conta sempre chega.
Pode demorar, pode parecer injusta, pode não vir na forma que esperamos — mas retorna. O que se faz, volta. O que se ignora, cobra. O que se normaliza, pesa.
E quando a conta chega, não é o discurso que responde.
É o caráter.
No fim, não há sistema que sustente valores perdidos,
nem sociedade que sobreviva à própria conivência.
A esperança — se ainda existe — não está no mundo, nem nas estruturas.
Está em cada escolha individual.
Em devolver o troco. Em recusar o favor. Em manter o mínimo quando ninguém vê.
Porque o certo só vira exceção
quando pessoas demais decidem não sustentá-lo.
Distante, eu olho para mim.
Um passado de guerras e batalhas sem fim.
Vencida pela guerra que habita em mim.
Luto para encontrar a paz que perdi.
As cicatrizes do passado ainda dolentes,
As memórias de dor, ainda presentes.
Mas em meio à tempestade, busco a calma,
E encontro a força para seguir em frente.
Presente, eu olho para o futuro.
Cheio de termos que exigem coragem e pureza.
Minha espada, símbolo de luta e glória.
Reportará digna das minhas histórias vencidas.
As lutas do passado me ensinaram a ser forte,
As glórias alcançadas me deram a confiança para seguir.
Agora, eu olho para o futuro com determinação,
E sei que minha espada continuará a brilhar.
Aquele que insiste em viver o presente com os olhos presos ao passado, apontando erros e culpando o outro, não compreendeu ainda o verdadeiro sentido do amor.
Amar não é vigiar cicatrizes antigas, nem usar lembranças como armas. Amar é libertar, é escolher caminhar leve, sem correntes de ressentimento.
Quem transforma o passado em prisão, perde a capacidade moral de construir um futuro de paz.
E quem culpa o outro por tudo, revela apenas a própria incapacidade de assumir responsabilidades e de se abrir para a felicidade.
O amor verdadeiro não nasce da cobrança, mas da aceitação.
Não floresce na crítica, mas na compreensão.
Não se sustenta na culpa, mas na liberdade.
Amar é coragem.
E só quem tem coragem de soltar o peso do passado pode ser feliz no presente.
Reflexão do dia!
Hoje jogo pra fora todo o meu passado, e viro a página do meu livro chamado vida, e com isso reescrever uma nova história, e dela suprir só os momentos maravilhosos os quais passei, e olhe que não foram poucos .
Não que ele tenha sido ruim, pelo contrário, tive muito momentos de prazer e de felicidades.
E com isso obtive êxito e muita experiência.
Mas como também muitas decepções, as quais me magoaram e machucaram muito, e justamente de pessoas as quais eu mais me dediquei e ajudei, e só tive ingratidão delas.
Mas graças à Deus, sempre temos um novo amanhecer para um novo renovar e recomeçar.
E hoje está sendo este dia.
Não me arrependo de nada dessa minha singela vida.
Mas, sim das decepções das pessoas as quais mais eu dei valor e me viraram as costas.
E isso eu jamais irei esquecer, pois me magoaram tanto, como tiveram pessoas que me deram tanto amor e carinho, e dessas eu jamais irei desistir.
Amém e glória a Deus.
🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏🙏
Fábio Solla.
Eu preciso de você, linda mulher
Que não esteja presa às dores do passado
Quero você livre, felicidade
Para nós nos amarmos todos os dias
(Refrão)
Vem comigo, deixa o sol te guiar
Nos meus braços você pode descansar
O futuro é nosso, sem medo de amar
Só alegria, só vontade de sonhar
Verso 2
Teu sorriso ilumina minha estrada
Tua voz é canção que nunca se apaga
No teu olhar encontro paz e verdade
É contigo que eu quero eternidade
(Refrão)
Vem comigo, deixa o sol te guiar
Nos meus braços você pode descansar
O futuro é nosso, sem medo de amar
Só alegria, só vontade de sonhar
(Ponte)
Não há correntes, não há feridas
Só esperança e novas vidas
O amor renasce, forte e inteiro
Nosso destino é verdadeiro
(Refrão final)
Vem comigo, deixa o sol te guiar
Nos meus braços você pode descansar
O futuro é nosso, sem medo de amar
Só alegria, só vontade de sonhar
Eu preciso de você com a alma leve, livre dos pesos que o passado te deixou. Quero você renascida do amor, como quem abre os olhos para um novo horizonte. e descobre que ainda é possível florescer
Eu preciso de você purificada.
Das indecisões passadas.
Livres das amarras dos pesadelos.
Eu preciso de você transformada.
Para vivermos Livres feliz.
O nosso amor num amor felicidade.
Preciso da tua essência desatada das dores antigas, do teu sorriso que não deve nada a ninguém, da tua coragem de ser inteira, mesmo depois de ter sido quebrada tantas vezes.
Eu preciso de você amante de si mesma, senhora dos próprios passos. mulher que se ergueu da sombra e transformou feridas em força. Porque é nessa tua versão mulher liberta, forte e renascida. que meu coração encontra abrigo. e minha alma reconhece o amor. que sempre esperou por ti.
