Textos de Amor Não Melosos
O Jeito Como Você Olha
Você sempre me olha como se tivesse descoberto um novo continente
Me mapeia decorando cada milímetro meu
Observa as minha reações para cada coisa que sai da sua boca
Você me conta como eu mordo o lábio inferior e olho para baixo quando ouço algo que me magoa
Como evito falar quando estou triste
As vezes você age como se fosse um astrônomo que acabou de descobri um planeta ou uma constelação nunca vista antes
Quando você me olha, eu só quero ser tudo que você imagina que eu seja, quando percorre cada canto do meu eu
Quero o ser o planeta e a constelação que seus olhos vêem cada vez que você olha com seu telescópio, quero ser o continente que te faz atravessar o oceano feroz
Só pra me encontrar.
Equidistante
Por ora chamo eu esse momento estagnação.
Pois outrora bons momentos entraram em desconstrução.
O concerto de Bocelli era um sonho a se realizar.
E os cordéis de Bráulio Bessa nós ajudava a sonhar.
O amanhecer já nós pertencia
horas de conversas toda noite se fazia
As orações se fez presente mas não foi o suficiente pra manter o amor da gente
Um dilema se instaurou entre a paz e o amor
Contudo para a minha dor a paz foi o vencedor
Uma inércia se fez presente
As águas não são mais correntes
E devido ao contexto você se fez ausente
Desistindo da gente como se não houvesse amor
O que antes era ponte de encontro a Deus agora segue equidistante
E como se não fosse o bastante se esqueceu do meu amor.
Reilane P. Santos
LEVA
Cevando se me vai de traço em traço
O fado, que a mor emoção vai sendo
O sentimento em ensaio despendo
Té que a sorte me dê bem remanso
Amando, quando posso, eu romanço
Sempre na busca, assim, pretendo
Tê-lo, enfim, um fomento tremendo
Onde os abraços tenham descanso
Vendo-me, pois, portanto, carente
Metido nas agruras desses enleios
Eremítico.... me entrego à ventura
Ah! quando a dita me faz contente
De novo o coração em bons meios
Se dispõe: .... com leva de ternura!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
03/10/2020, 21’57” – Triângulo Mineiro
SONETO DESBOTADO
De tiranas nostalgias, sobrevivido
o fado, vou suspirando, e vazado
vou passando ao ocaso passado
dos dias onde o jeito é nascido
O agrado em rasgas dividido
corre da satisfação apressado
pro vazio, palpita compassado
na solidão, em pesar convertido
E, murmurando tão cruelmente
o trovar alvorece no desalento
e um aperto no peito então sente
Oh! má sorte, no amor sedento
Que vive a lastimar no poente
desbotando está o sentimento!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
04/10/2020 – Triângulo Mineiro
Tenho medo da rapidez que leio sua mensagens, mais medo aínda da rapidez que as respondo...
Tenho medo de viver, e me apaixonar por
você... Tenho medo de te perder, mais ainda de que
você escolha ir...
Tenho medo por gostar de você...
Tenho medo, pois é minha única forma de defesa... Enquanto você, nem posso dizer...
Soneto da distância
Quando dois corpos querendo se tocar
E a distancia o fazem separados
Esperam o ansiosos o tempo passar
E acalmar os corações atribulados
A esperança o fazem acreditar
Que ao fechar os olhos serão confortados
Isso os farão relembrar
Que quando ama não esta isolado
Assim, quando a noite chegar
E a solidão não te fazer bem
E no céu só restar o luar
Sei q vai olhar pro céu
E estarei olhando pra lá também
E estaremos unidos por um mesmo véu
SONETO SEM VOLTA
Vai-se mais um talvez pra outra parada
Vai-se um, outro, enfim decaídas cenas
Que dói no peito, na solidão, e apenas
A teimosia para essa pesada derrocada
Cá na quimera, quando a dura nortada
Bafeja, os devaneios em alças plenas
Ruflam a alma em emoções pequenas
No ocaso do horizonte atiçando cilada
Também dos silêncios onde abotoam
Os suspiros, um a um, não perdoam
E choram, lágrimas pelos olhos vais
Na perfídia imatura, ilusões escoltam
Os sonhos, que sempre ao amor voltam
Mas que ao poético não voltam mais...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Outubro de 2020, 20’20’ – Triângulo Mineiro
Hormônios
Aquele olhar seduzente
Acompanhado de um beijo molhado
Aquele corpo reluzente
E eu todo atrapalhado
Ela, com aquele jeito inconsequente
Foi me deixar apaixonado
Me senti um deliquente
Mas o que poderia dar de errado?
Na verdade, a culpa são dos hormônios!
Que passam pela minha corrente sanguínea
Liberando feromônios
Vendo ela, toda curvilínea
Enlouquecendo todos os meus neurônios
Mas a culpa não é minha!
Se foi ela que me chamou
Por se sentir sozinha
Se eu fui o único que ela amou
Para ela, fui fazer companhia
Mas com aquele olhar, ela me desarmou
De novo, com aquela ladainha!
Aquela, que já me conquistou
Que quando eu vi, ela me seduzia
Até a minha pupila dilatou!
Mas a culpa são dos hormônios
Que agem com tanta pressa
Que sugam meu oxigênio
E deixam meu corpo em festa!
Aquela sensação
Lábio com lábio
Aumentando a minha pulsação
Que fui me tornando mais hábil
E só foi melhorar a nossa relação
Enquanto a beijava
Eu liberava dopamina
Enquanto a tateava
Eu liberava serotonina
Enquanto eu a sentia
Eu liberava ocitocina
Enquanto ela me dominava
Eu liberava endorfina
Malditos hormônios!
Que me enlouquecem
Vão me deixando tonto
Aos poucos me aquecem
Se ela me deixou a este ponto,
Poderia eu, me tornar um refém?
Só sei que é muito bom!
Ficar com ela
Ouvindo aquele som
Nossa, como ela é bela
Ainda tenho as marcas de seu batom
Dignas de uma novela
Mas sei que ficar dela, é o meu dom
RÚSTICA HORA
A paixão sentida no revés sentimento
arremessa na alma desditosa e solitária
a infelicidade, sensação desnecessária
além, do amar, este, a mim sem alento
O pranto, a correr, e a sorte ao relento
vem do acaso, da solidão, do itinerário
que parece trazer consigo um rosário
sem rumo, que na ventura vai ao vento
Tenta, e tenta, lamenta. Olha em torno
sedento. E o silêncio suspirando lá fora
à meia penumbra, num choro morno...
Do reclamo, o luar alvacento da aurora
com seu reflexo pálido de um adorno
sofrente, murmura essa rústica hora!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06 outubro de 2020 – Triângulo Mineiro
O passarinho se despede do ninho,
Em busca do seu caminho,
Abre as asas para voar.
Se encontra com um mundo repleto de vaidade,
Meio a tanta maldade,
Nao pode ficar em um só lugar,
Migra no desconhecido,
Entre caçadas e perigo,
Ate a alimentação encontrar.
Fugindo de armadilhas, quase se entregou a isca,
Livre do aprisionar,
Mesmo sabendo da história da gaiolas, sem predador e comida na hora,
só para assobiar.
Já cansado de tanto perigo,
Quem sabe essa gaiola faz sentido, e lá vou poder descansar,
Armadilha acionada, comida na caixa.
E só um buraco para respirar.
Novidades para a vida, aprendeu uma língua e começar falar.
Hoje sem liberdade vendo o horizonte da grade.
Nao posso escolher a música a assobiar.
Ainda não é o problema, tem o dilema depois de anos fecham as janelas, abrem a gaiola e com as asas cortadas querem me forçar a dentro de casa voar.
Robson Gomes
@Gomes. rbs
Sobre você : 🏡 Ao seu lado -
Estar ao seu lado tem sido a situação de maior aprendizado na minha vida..
Na tristeza eu aprendi a orar.
Na raiva eu aprendi a suspirar fundo, ter paciência e aguardar.
No silêncio eu aprendi que ele também pode falar.
Na dor eu aprendi sentir amor.
No caos e na desistência, eu desenvolvi habilidades e descobri que sou mais útil do que pensava.
No amor, eu aprendi que Deus está mais próximo do que eu esperava.
Na simplicidade eu percebi que: o que há de mais impressionante não se ouve, não se vê, só se sente, pois a alma quando fala,
cala e impressiona toda a gente.
Nas horas eu aprendi que o tempo passa devagar se a gente não estiver contente. E passa rápido se formos pacientes.
Ao seu lado a vida tem sabor de limão quando você está azedo.
E quando está como um mel, ah eu fico perto do céu.
Você é os meus momentos mais lindos, o meu moço de chapéu.
A minha moça bem formosa, escondida atrás do véu.. I❤u
- yr🌹
Dos gostos da vida
os mais repentinos
são os que suscitam
a predisposição a amar.
Apreciar a brevidade,
sem deixar de fitar o evo
é inferir que o ego cego
nada pode contra a physis.
E quando o medo circunda,
atravancando a vastidão
(e o apelo é para o não)
transpasso meu coração
ao desejo mais límpido,
que deveras traduz
a arte do meu íntimo.
Pressupondo que é vário
enxergo sem embargos
que a vida é imprevisível.
Ainda lembro de você
Às vezes com querer,
Às vezes sem conceber
Por que findamos no espaço-tempo.
Será que expiramos pela
fatalidade do acaso
Ou estamos vivas numa outra realidade?
Da tua boca saem mistérios
Do outro lado suspiro
Enquanto te almejo.
Em câmera lenta recordo do nosso beijo
e percebo que aviou.
Pois, me sobejaram apenas memórias.
A verdade é crua, baby!
— O amor às vezes,
tanto bate até que fura
E acaba.
Flores que florescem sem nenhum argumento.
Ou propósito de existir.
Rosas em teu veneno de corpo perfeito, alucinação.
Tão breve quando os desejos da madrugada.
Seus lábios são parte dos espinhos.
Uma dor e um pouco de sacanagem.
A noite a dentro desbravou cada parte do teu corpo...
No instante que sofrência torna se o ideal para uma noite de amor...
Eterno hábito de querer o veneno que faz as alucinações serem melhores momentos da paixão...
Devastação provocada por espinhos.
No entretanto as chamas devoram a alma sem o espírito.
Que paira sempre na escuridão da indiferença.
Os laços que compartilha a vida te deixou quando a tiraram da terra que alimentava...
Dentro da vida que compadece um sentido de amar.
Lamium
É assim que se vive com um coração frio.
Como eu vivo: nas sombras, rastejando sobre pedras frias,
sob as grandes árvores de bordo.
O sol mal me toca.
Às vezes o avisto no início da primavera, nascendo bem ao longe.
Folhas nascem a recobri-lo, ocultando-o por completo. Posso senti-lo
reluzir por entre as folhas, errático,
como quem que bate na lateral de um copo com uma colher metálica.
Nem tudo o que é vivo requer
o mesmo nível de iluminação. Alguns de nós
produzimos nossa própria luz: uma folha dourada
como um caminho que ninguém pode trilhar, um raso
lago de prata na escuridão sob os grandes bordos.
Mas disso você já sabe.
Você e os outros que pensam
que vivem pela verdade, e por isso, amam
tudo o que é frio.
Guardo de nós
a parte do despertar dos corações
e o envolvimento explícito das emoções.
As semelhanças nos obrigando a encarar defeitos.
Os sussurros delicados
e as frases de efeito.
Manhãs prolongadas na saudade que ardia,
nuvens densas de fantasias
lotadas de expectativas vãs.
Uma mente abarrotada de incertezas!
Olhos fechados a imaginar o seu rosto,
as mãos a desejar o toque, o cheiro
e a boca inventando o gosto.
Romantizar um cenário,
prazeres nunca antes vividos.
Nossos corpos entrelaçados,
um acelerar dos batimentos cardíacos.
A paixão desorbitando do controle,
o ápice do nosso libido.
A coisa mais livre, leve e solta
é o que me permiti contigo.
A UMA DESPEDIDA
Agora, que o final me convida
A solidão parte do pensamento
Cada suspiro outro sofrimento
Nas recordações sem medida
E, de pareio com a despedida
Foi-se o bom contentamento
Dentro do leito o tormento
Enfim, dá dó essa dor doída
Pra que era tê-la evocando
As lembranças, do outrora
Se agora, me falta o crer...
Querer, já quiz, até quando
Pude ser, e nesta outra hora
Quero amor no bem querer!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Outubro de 2020 – Triângulo Mineiro
A vida é uma guerra
Romance engole pressa
Sonhos mastigados pela história
De uma ventre seca e ansiosa
Alguém quebrou o vaso
Antes das rosas murcharem
O líquido das órbitas
Alimentam o amor
A vida é uma guerra
Insônia infantil
Bate-me na alma
Dos dedos depreende
Palavras da terra molhada
Palavras do conforto
Palavras de aceitação
Palavras que abraçam
Palavras que empurram
Palavras que não choram
Palavras que são falidas
Palavras de migalhas
A vida é uma guerra
Estamos num campo
De palavras minadas
A música explode
Rasga a esperança
Rompe os olhos
Mãe, mãe mãe
A vida é uma guerra
Mas eu sou a vitória
Eu sou triunfo
Eu sou a mãe no campo
da batalha
Sou a mãe no ringue do boxing
A vida é uma guerra
As rosas sangram-nos nas palavras
As espingardas de chocolates
As lasanhas envolta do meu ego
A vida é uma guerra
As folhas permanecem verde
Verde de uma esperança murcha
Verde que não cheira a vermelho.
Estou numa guerra com a vida
Experiências com as mãos desfeitas
Agarram os meus ombros
Recuso, recuso e recuso
Acreditar que o amor o fere
Recuso, recuso acreditar
Em tudo que não faz-me sorrir
A vida é uma guerra
De emoções, de medo
De deixar de amar
A vida é uma guerra
E eu sou a Glória
Filha de Vitória.
DESEJO
Eu quis paixão, pelo amar pleno
sem ambição dum fatal amado
onde apenas valeria ser ameno
ou talvez aquele algo desejado
Quis me doar, sem ser pequeno
e desse amor não fosse deserdado
mas, senti na alma o acre veneno
do amor na futilidade ser banhado
E vejo que o amado é, na vida
aparte, ao que é o escolhido...
a este, tem, uma boa acolhida!
É. Se castigo ou sina, eu digo:
- que nunca quis ter perdido
Se perdi, é por não ter comigo!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09/10/2020, 19’28” – Triângulo Mineiro
Florescer
O inacreditável vem quando a gente menos espera
O inexplicável vem no de repente
Mas, um dia, lá atrás você acreditou, eu acreditei
E foi no vento
O meu pensamento foi no vento até você
Não sei se, pelo vento, você veio
Mas, eu sei que, você me entendeu
Entendeu o meu amor
Graças a Deus, a nossa história não se perdeu
E você veio
Foi de repente, o inexplicável aconteceu
Nada entre nós se perdeu, muito ao contrário de algumas vontades alheias, a gente floresceu!
