Textos de Amor Famosos

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MEU PAI, MEU HERÓI


Meu pai, meu herói...


Nome que define proteção e amor.


Um amor sem limites,
que o tempo não consegue explicar.


Um amor que não se pode comparar.


Um amor que cresce todos os dias.


[Pausa]


Pai...


Você foi escolhido por Deus
para ensinar e guiar
desde os nossos primeiros passos.


Muitas vezes,
as nossas primeiras palavras são:


Papai... papai...


E Deus lhe deu uma tarefa valiosa:


Nos instruir pelo caminho certo,
o caminho de retidão.


[Pausa]


Meu pai...


Sou grata a Deus por sua vida,
por ser o melhor pai do mundo.


Sua coragem e persistência
para nos proporcionar o melhor
fazem de você o meu herói.


[Pausa]


A Palavra de Deus diz:


Deuteronômio 6:6-7
“E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração;
e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa,
e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.”


[Pausa]


Sua existência não é um acaso.


Sua existência foi pensada
e arquitetada pelo Autor da Vida.


Você recebeu a missão de:


Ensinar.
Prover.
Proteger.
Educar.
Guiar.


Pai...


Você é um propósito de Deus
para esta tão grande missão.


Esta missão não é uma missão qualquer.


Ela é a mais importante de todas.


É através de quem você é
e dos seus ensinamentos
que vai se definir o futuro
dos seus filhos.


[Pausa]


A Bíblia também nos ensina:


Provérbios 22:6


“Ensina a criança no caminho em que deve andar,
e ainda quando for velho, não se desviará dele.”


[Pausa]


Instrua o seu filho no caminho bom.


Ensine.


Corrija com autoridade,
mas não perca sua essência de pai cristão.


Seja autoridade no seu lar,
nos seus ensinamentos.


Mas tenha equilíbrio espiritual
para que não saia de ti
a presença de Deus.


[Pausa]


Algumas vezes você será visto como chato.


Outras vezes irão lhe dizer
para deixá-los fazer o que gostam.


Mas não importa como você será visto na sociedade.


Jamais esqueça a autoridade que Deus lhe deu.


Jamais abandone a missão
que Deus confiou a você.


[Pausa maior]


E aos filhos...


Obedeçam e aceitem
as correções dos seus pais.


Amem seus pais.
Cuidem.
Abracem.


E o mais importante...


[Pausa longa]


Pai...


Você é o reflexo do amor incondicional
E da proteção de Deus no seu lar


Para o seu filho...
Você é o exemplo de homem temente a Deus


[Pausa longa — voz emocionada]


E que, enquanto houver tempo...


Seus filhos possam dizer:
Meu pai...
Meu herói...


Pai,
Sou grata a Deus por sua vida.
Por tudo que você é.
Por tudo que você representa.


E por você ter sido escolhido por Deus


Que o Espírito Santo continue guiando seus passos
Todos os dias de sua vida...


Feliz Dia dos Pais!


_____________________________________


Poesia escrita por: Carolaine Cruz




Uma poesia dedicada ao dia dos pais.


Ao recitar a poesia sempre fazer menção ao nome da autora.

O que eu sinto não é um amor morno é uma maré que arrasta, um fogo que consome e aquece. À medida que o dia avança, minha vontade de você apenas transborda. Quero ser a presença constante que te envolve, o motivo daquele sorriso inesperado no meio da tarde e o refúgio seguro para onde você corre quando o mundo lá fora parece pesado demais. Quero te amar com uma intensidade que desafia a lógica vivendo cada segundo nosso como se fosse o único que importa. E quando o anoitecer finalmente chegar, pintando o céu de escuro, quero que a nossa entrega seja absoluta. No silêncio do quarto, nossos corpos e nossas almas se encontram de uma forma tão crua e verdadeira que se torna impossível saber onde eu termino e você começa. O escuro da noite é apenas o cenário para a luz que você acende dentro de mim. "Eu quero ser o seu princípio, o seu porto seguro e a sua madrugada mais gostosa.
_Enzo Ruchell_

A Chama Que Acendeste


Não esconderei a chama que acendeste,
pois foi Teu amor que me ensinou a brilhar.
Guardarei no peito o fogo que me deste,
como quem encontrou um motivo pra amar.


Não deixarei minha luz se apagar,
mesmo quando a noite tentar me envolver.
Se o mundo não enxergar, vou continuar,
pois foi Teu olhar que me fez renascer.


Que minhas obras apontem somente pro Pai,
que cada gesto revele o Teu coração.
E se alguém perguntar de onde vem minha paz,
direi: foi Teu amor que tocou minha escuridão.


Quero ser chama acesa em Tuas mãos,
um brilho que não busca reconhecimento.
Que minha vida seja uma declaração,
de um amor que transforma por dentro.


E quando o mundo olhar para mim,
que não encontre apenas o que eu sou.
Mas veja a Tua luz brilhando em mim,
e descubra o tamanho do Teu amor.


Porque a chama que acendeste em meu peito
não nasceu para morrer na escuridão.
Ela existe para iluminar o caminho
e levar todo coração à Tua presença e direção.


Que eu nunca esconda o que veio do céu,
nem apague aquilo que Tu fizeste florescer.
Enquanto houver vida dentro de mim,
quero Te amar,
Te adorar e
Te fazer conhecer.

Nosso amor não foi feito para meias medidas, nem para a calmaria das coisas mornas. É uma tempestade bonita, uma urgência física e alma que arde. O dia inteiro se transforma em uma contagem regressiva para te tocar, para sentir a sua pele, para me perder no labirinto da sua presença. Cada hora longe é só um suspiro suspenso até o momento de te ter de novo. Quando a noite finalmente cair, quero que o silêncio nos engula por inteiro. Que a gente se dispa do resto do mundo e fique só o que é de verdade: esse desejo que devora, a entrega sem pudor, o peso suave do seu corpo sobre o meu e a certeza absoluta de que pertencemos um ao outro. "Eu não quero apenas estar com você; quero me fundir à sua vida até que não exista distância entre o meu desejo e o seu."
_Enzo Ruchell_

O poder do amor




Quando estou triste e me deparo com uma situação aparentemente impossível, suspiro e tento manter a calma.Digo para mim mesma "vai passar" por que de fato todas as outras situações difíceis também passaram...












Elana

Uns dizem que o amor é prazer, outros dizem que é dor, é sofrer, e há quem diga que é paixão, algo bom que se sente, o que te deixa contente e que não cabe no coração. Muitos dizem que o amor é o melhor dos sentimentos, que satisfaz, te compraz, que faz do menos o mais, do pouco o demais. Algo transformador, o que move e incentiva, que cura até uma ferida e que dá uma nova vida.

O amor é fácil de entender, mas só vivendo pra aprender. É uma mistura de tudo que tem de bom, algo que não cabe dentro de você. É parceria, harmonia. É prazer, compreender, se alegrar e até sofrer. É coisa bonita de se ver, que naturalmente faz transparecer no parecer, faz a gente se doar com tudo o que se tem, faz até a gente tirar de onde não tem, só pra fazer um bem pra alguém que se quer bem. Porque as ações mostram que o amor é real, algo magnífico ou até sobrenatural. E é assim que a gente entende que como o amor não tem igual.

Cigarros, amor, madrugadas e fugas


As vezes eu gostaria de me desligar do mundo,sabe? Fugir das minhas responsabilidades por pelo menos uns 3 dias e quando voltasse,teria milhões de mensagens do meu chefe perguntando por que eu não enviei aquela droga de relatório.
Queria dizer também que eu te amo numa dessas fugas,aliás queria dizer eu te amo enquanto estou bêbada,porque ai sim eu teria coragem,talvez eu saisse de madrugada,com a mente em outro mundo,um distorcido,iria para bares onde só gente que perdeu a esperança e a vontade de viver frequenta,subir nas mesas enferrujadas aquelas bem clássica e recitaria alguns versos de poesia que eu escrevi umas noites atrás pensando em você.
Queria também,enquanto não estivesse presente,falar de todas as pessoas que eu já amei,enquanto a fumaça do cigarro que eu peguei escondido do meu avô queima minha garganta e fazem meus olhos arderem,não é um vício,eu fumo quando eu estou doente,doente de alma e ultimamente eu ando ficando doente demais.
Eu fumo contando sobre todas as pessoas que passaram na minha vida,aquelas que eu deixei ir por medo,hoje talvez elas me odeiam,mas eu levo os traços delas dentro da minha bolsa todos os dias,nas minhas noites mal dormidas.Eu escolhi ser ausente,mas talvez,Talvez, se você estivesse naquele bar,
entre as luzes fracas e as mesas tortas,
me ouviria recitar seu nome,você riria,com aquele sorriso meio triste,entendendo que eu já estou perdida e enlouquecida.
Talvez um dia eu pare de fugir pelas madrugadas a fora,talvez eu conte fale de você para os perdidos de alma em meio ao bar,talvez algum dia eu tenha coragem de te dar uma flor sem precisar estar com algum tipo de droga na mão.
Mas por enquanto,vou continuar fumando,te escrevendo poesia bebada,recitando ela na sua janela numa quarta feira a noite enquanto só os desgraçados e os apaixonados madrugadam e me escutam.
Mas no meio dessa minha ausência,fumacae loucura,vc eo único lugar que eu realmente queria voltar. No final tem
"Eai talvez eu finalmente entregue o maldito relatório"

altora: virginia dossi

Bom dia.
Valeu meu irmão👏👏👏 valeu minha irmã ☀️
Juntos com a alegria e esse amor que todos vocês nos concedem, com cada palavra, gesto de carinho e gratidão: nesse despertar e amanhecer... Sinto também, maravilhosamente, todo esse potencial Divino, animação, vibração e revigoramento que me invade e me contagia! É gratificante sentir esses raios que vem de vocês e do alto, e que nos ilumina e aquece!... São expressões infinitas da graça de Deus, com seus raios revigorantes que nos tocam e proporciona essa luminosidade que também provém desse poderoso astro: o nosso sol! Que enche os nossos corações de emoção e fé! Tudo isso aquece a nossa alma e vem todos os dias nos despertar e fazer sentir a presença de Jesus. E que ele possa também lançar em todos os vossos caminhos, sementes de paz, saúde e felicidades.
Muita beleza e luz na vida de todos💓🤝
Amém 💖

Meu primeiro amor

⁠Jamais desista
De encontrar
Se reencontrar
Consigo mesmo
Parece estar longe.
Impossível de achar
Mas está mais perto
Do que possa imaginar
Porque antes de você imaginar
Você existe
Feche os olhos
Sinta esse amor pulsar em você
Se veja como uma fonte de luz
Fluindo em todas as direções
Pelo universo
Iluminando tudo. Sinta que somos
Todos. Todos um
Sendo tudo. Um único potencial
Tudo e todos em você. Onde o núcleo
Absorvendo a sua energia. É pura luz
Vivendo e se movendo. Vibrando
Através de você. No amor
De nós...
Por isso o amor
Amar
Estamos todos nessa luz
Somos todos fotons
De uma mesma energia
Querendo se aglutinar
Para iluminar
Todo o universo:
A nossa consciência
Vivendo no primeiro e único amor!...

Paz no coração

A biologia do amor


Olhamos para as relações modernas como quem olha para o guarda-roupa. Diante do primeiro sinal de desgaste, de um fio puxado ou de uma costura que cedeu, a resposta imediata tem sido o descarte. Trata-se o amor como matéria inanimada, uma peça de vestuário que se usa até gastar e, depois, joga-se fora para abrir espaço para a próxima novidade.
Mas o casamento não é feito de tecido.
O casamento é como uma célula que pode ser restaurada por tempo indeterminado. Ele é um organismo vivo, dinâmico, dotado de uma biologia própria. Onde muitos enxergam o fim pelo desgaste, quem compreende a natureza do laço enxerga a necessidade de regeneração. Uma célula não se joga fora quando adoece; ela se nutre, se adapta e se reconstrói do zero se receber os estímulos certos.
Em um mundo que escolheu a facilidade do descarte, insistir na restauração contínua dessa célula é o verdadeiro ato de coragem e amor.
— Kathleen Soares

O amor me encontrou na arquitetura,
Não era em casa, nem em estrutura.

Era no traço, no vão, no desenho,
No teu olhar que virou meu acenho.

Estendeste pra mim um tapete vermelho,
Não de luxo, mas de espelho,
Onde cada passo era um reencontro,
Dois destinos num mesmo ponto.

E nos encontros que a vida traça,
Vi que amar também é praça,
É projeto, é planta, é alicerce,
É o que fica, é o que permanece.

A Luz que Pregam


Pregam a luz,
mas vivem na escuridão.
Falam de amor,
mas carregam julgamento no coração.


Pronunciam o nome de Deus
como quem conhece a verdade,
mas esquecem que nenhuma fé
deveria caminhar ao lado da crueldade.


Estendem a mão em público,
sorriem como se fossem abrigo,
mas, quando encontram alguém diferente,
transformam o abraço em perigo.


Pregam aceitação,
mas escolhem quem merece pertencer.
Falam sobre perdão,
mas não sabem perdoar o que não conseguem entender.


E talvez a maior ironia
seja chamarem de escuridão
aquilo que simplesmente não se parece
com a luz que aprenderam a imitar.


Porque há quem acenda velas,
faça orações e fale de salvação,
mas seja incapaz de oferecer
um pouco de compaixão.


Eu não preciso apontar dedos.
A consciência sabe quem é quem.
Afinal, quem realmente vive na luz
não precisa provar que é luz para ninguém.


Há quem pregue a luz em nome de Deus,
enquanto escolhe viver na escuridão
quando ninguém está olhando.

reamar.


Enterro o que fomos sem negar o que fomos,
deixo o antigo amor repousar sem pesar
há coisas que morrem para que, entre os escombros,
duas mãos diferentes se possam tocar.


Não quero o retorno do mesmo começo,
nem repetir promessas que o tempo desfez
se ela vier, que eu saiba encontrá-la de novo,
como quem conhece e descobre outra vez.


Imagino nós dois numa mesa qualquer,
ela contando alguma coisa e eu distraído,
não pelo que diz, mas pelo jeito de dizer
como se o amor tivesse enfim aprendido


que amar não é saber quem o outro será,
é ter curiosidade de vê-lo mudar.


E talvez, quando a tarde cair sobre nós,
eu perceba, sorrindo, uma coisa singela
não foi o tempo que trouxe de volta a nós,
foi o que aprendemos enquanto faltava ela.


Porque ainda seremos estranhos em certas manhãs,
ainda haverá perguntas que não saberemos fazer
e eu quero justamente essas partes humanas:
descobrir sua nova maneira de ser.


Que ela também me encontre sem me procurar, nas versões antigas que um dia conheceu. Eu não quero que ela volte para o homem de lá, quero que ela conheça o homem que o tempo me deu.


E se algum dia estivermos, sem perceber,
em qualquer canto do mundo, sem nada especial, eu quero olhar para ela e finalmente entender


o nosso amor não voltou.


Ele começou de novo.

Será que um dia terei seu amor?
É tão fútil isso...não saber seus sentimentos
Olhar para você, e o mesmo não retribuir o olhar...
Pode ser coisa da minha cabeça...pelo menos era o que eu queria...


Ao mesmo tempo que pode haver algo que preencha essa ansiedade e curiosidade por uma resposta...De mesmo forma, pode não significar nada...


Sinto o véu frio da névoa envolvendo-se em mim, procurando me dar conforto ou me dar esperança...só que não funciona, não chega nem mesmo perto de ter o calor da esperança...


Óh céus! Como eu queria que você me dissesse algo que me acalorasse e me desse esperança...


Que você retribuisse seu olhar,
Começasse uma conversa comigo, para ambos ouvirmos a voz um do outro..
Que você me enviasse músicas com uma mensagem oculta...
Queria eu que fosse verdade,
Mas, óh céus, por que isso tem de ser tão difícil?


Pode ser tudo ilusão,
No fim não há nada entre nós,
É algo fantasioso da minha mente,
E tenho de aceitar, para que isso não me corroa por dentro...

UMA CANÇÃO DE AMOR JAZZ

⁠Eu sei,
Que não é fácil viver,
Sozinho sem um alguém,
Por isso eu amo você.
Pedi ao sol
Pedi à lua
Para encontrar um amor
Um anjo me responder.
No lindo sonho acordei
ouvindo a voz do alguém
a me dizer sorridente
Sou eu,
Que estou aqui com você
Também estava sozinha
E agora tenho o céu...

⁠AMIZADE, O VERDADEIRO AMOR.

Não há outra forma de relação capaz de ser eterna, de perdurar por toda uma vida. Poucos amores conseguiram isso. Nas relação humanas, só a amizade tem provado que é forte o suficiente para suportar as adversidades que são comuns entre pessoas de diferente classes sociais e origem étnica.

Até na literatura, é a amizade que supera os romances, geralmente os romances mais famosos são trágicos ou tratam de um amor impossível.

Mas veja o caso de amizade mais grandioso da literatura universal, e sem dúvida concordará comigo.

Se ainda não leu, com cuidado merecido que devemos ao esta obra, faça-o agora e constate o que digo.

Dom Quixote, a relação de amizade que se eterniza ali tem ressonâncias inimagináveis, quem não deseja um amigo como Sancho Pança?

Há acontecimentos na existência que marcam como amor ou paixão avassaladora. E, às vezes, tentamos reescrever essa história — mover o enredo, deslocar o sentimento, transplantar a emoção para outro contexto, outra pessoa, outro encantamento. Mas não funciona.


No universo emocional, certos eventos só acontecem uma vez.
Não é possível reconstruir o que o caos, em sua precisão secreta, nos ofereceu como vivência única.


Há experiências que pertencem a um instante irrepetível, e nenhuma tentativa humana consegue reescrever aquilo que nasceu para acontecer apenas naquele momento — e nunca mais. Evan do Carmo

O AMOR, QUANDO ELE CHEGA


I
O amor, quando ele chega,
altera o tempo e o clima,
transforma a rota do vento,
desloca o eixo da Terra
e o hemisfério se inclina.
II
O amor, quando ele chega,
organiza o caos infindo,
desmantela o imponderável,
rasga as vestes da razão,
e o que antes era utópico,
nas cordas do coração,
desamarra o improvável.
III
O amor, quando ele chega,
desperta o desconhecido,
faz oscilar estações
pra confundir os sentidos.
IV
E, nessa linha de sombra,
respira uma verdade fatal:
o amor, quando ele chega,
nos expõe à vil tragédia
que não raro é seu final.

Quando o amor encontra seu lar, ali permanece, não por inércia, mas por escolha. Ele se acomoda nos gestos mínimos, na repetição dos dias, no reconhecimento silencioso de um no outro. Ficar não é fraqueza, é decisão cotidiana. O amor cria raízes, aprende o ritmo da casa, conhece seus ruídos, suas sombras e suas promessas.


O vento não chega de uma vez. Ele começa como estagnação, como descuido quase imperceptível, como a falsa segurança de que tudo está garantido. É a falta de escuta, a ausência de curiosidade pelo outro, o adiamento constante do cuidado. O vento é o silêncio que se prolonga, a palavra que deixa de ser dita, o toque que vira hábito sem presença.


A casa não cai por ódio, nem por grandes tragédias. Cai porque deixa de ser habitada por dentro. O vento apenas revela o que já estava frágil. O amor não acaba quando o vento sopra; ele se desfaz quando ninguém mais sustenta as paredes.

Chamava-se Laura.
Não foi um amor como os outros. Não começou com febre no corpo nem com a vertigem dos impulsos súbitos. Começou com silêncio. Um silêncio atento, desses que antecedem as revelações. Ele a conheceu num curso de literatura, numa sala de paredes altas e ventiladores lentos, enquanto discutiam um conto de Machado de Assis. Ela, ainda insegura, confessou que sentia algo no texto que não sabia explicar. Não era tristeza, não era ironia, não era encanto. Era outra coisa.
Ele sorriu com a delicadeza de quem reconhece um território fértil. Disse que literatura não se explica, se atravessa. Que às vezes a compreensão vem depois da vertigem.
Foi ali que começou.
Não houve anúncio, nem consciência imediata de que algo raro se instalava. Apenas uma sequência de encontros que passaram a acontecer com naturalidade. Ele lhe emprestou A Paixão Segundo G.H., sublinhado nas margens com sua letra inclinada, como se oferecesse não apenas o livro, mas suas próprias interrogações. Deu-lhe um exemplar gasto de O Livro do Desassossego, dizendo que aquele livro não se lê, se suporta. Advertiu que ali não havia respostas, apenas espelhos.
Ela recebia cada obra como quem recebe um rito de passagem. Lia devagar, fazia anotações, voltava com perguntas. Ele a ensinava a ouvir o silêncio entre os versos. Mostrava que um poema não termina no ponto final, mas na respiração de quem o lê. Falava sobre a diferença entre emoção e sentimentalismo, entre lirismo e exagero. Ela o escutava com olhos vivos, mas não submissos. Havia nela uma inteligência em formação que não queria imitar, queria compreender.
Tomavam café no fim da tarde, sempre na mesma mesa junto à janela. A luz entrava oblíqua, pousava nos livros abertos, desenhava sombras sobre as xícaras. Falavam de Carlos Drummond de Andrade como quem fala de um parente distante, às vezes incômodo, às vezes necessário. Riam de versos que pareciam simples e eram abismos.
Ela anotava frases dele num caderno azul. Ele fingia não perceber, mas percebia tudo. Percebia o modo como ela inclinava a cabeça ao discordar. O jeito como ficava em silêncio antes de formular uma ideia. A maturidade que surgia pouco a pouco, como uma construção interna.
Andavam de mãos dadas pelas ruas do centro, não como amantes clandestinos, mas como dois pensadores que haviam encontrado abrigo um no outro. Não havia pressa. Não havia corpo colado. Havia calor, mas era um calor que vinha da palavra, do reconhecimento, da partilha de mundo.
Nunca houve beijo.
Nunca houve quarto fechado.
E, ainda assim, havia algo que doía como se tivesse havido tudo.
Porque havia possibilidade.
E possibilidade é uma das formas mais agudas de sofrimento.
Havia momentos em que ele sentia o impulso de atravessar a linha invisível que os separava do gesto definitivo. Bastaria inclinar o rosto. Bastaria permitir que a mão que já segurava se tornasse abraço. Mas algo o detinha. Talvez a consciência da diferença de tempo entre eles. Talvez o medo de macular aquela pureza intelectual com a concretude do desejo. Talvez a intuição de que certas experiências sobrevivem justamente por não se consumarem.
Ela, por sua vez, nunca pediu mais. Mas havia instantes em que seus olhos demoravam um segundo além do necessário. Instantes em que o silêncio se tornava denso demais. Nenhum dos dois era ingênuo. Sabiam que algo pulsava ali. Escolheram não nomear.
Ela partiu primeiro.
Um convite para estudar fora. Uma bolsa. Um futuro promissor que se abria como estrada. Ele a encorajou com a generosidade dos que sabem que amar também é não prender. Disse que o mundo era maior do que aquela cidade, maior do que os cafés, maior do que a cumplicidade que haviam construído.
No dia da despedida, caminharam longamente sem falar. A cidade parecia suspensa. O tempo, dilatado. No final, ela apertou a mão dele com força, como quem segura a borda de um precipício. Não disseram eu te amo. Talvez porque amor dito exige consequência. E consequência exigiria coragem.
Depois disso, apenas distância.
Os anos passaram com a indiferença própria do tempo. Ele publicou poemas. Dedicou alguns que nunca tiveram destinatário explícito. Quem lia não sabia, mas havia sempre uma interlocutora invisível entre as linhas. Cada metáfora lapidada tinha algo do rigor que aprendera ao dialogar com ela. Cada silêncio poético carregava ecos daqueles cafés.
Às vezes via notícias dela nas redes sociais. Um livro publicado. Uma palestra. Um reconhecimento. Sorria com uma mistura de orgulho e perda. Pensava que fora ele quem abrira aquela porta. E logo depois se envergonhava do pensamento, como se o amor verdadeiro não devesse reivindicar autoria.
À noite, às vezes, relia as mensagens antigas. Não havia promessas ardentes nem declarações dramáticas. Havia debates sobre metáforas. Havia áudios discutindo a diferença entre lirismo e sentimentalismo. Havia risadas espontâneas, comentários sobre o mar, sobre o medo de não ser suficiente para a própria vocação.
E havia aquilo que não aconteceu.
O que dói não é o que foi.
É o que poderia ter sido.
Ele sabe que, se tivessem atravessado aquela linha invisível, talvez tudo tivesse se queimado rápido demais. Talvez o encanto tivesse se tornado cotidiano. Talvez tivessem se ferido na banalidade das expectativas. Talvez o amor concreto não suportasse a altura da idealização.
Mas há noites em que ele deseja ter arriscado.
Deseja ter trocado a lucidez pela vertigem. A elegância pela entrega. A ordem pelo caos.
Porque viver é administrar o caos, e ele, naquela história, escolheu a ordem.
Ela segue outro caminho. Ele também. Não se falam. Não se procuram. Mas às vezes, ao abrir um livro antigo, ele encontra uma dobra numa página que marcou para ela. Passa os dedos sobre o papel como quem toca uma cicatriz. E sente uma melancolia fina, quase elegante.
Não é arrependimento.
É a consciência de que existiu um amor que não precisou de corpo para ser inteiro e, ainda assim, ficou incompleto.