Textos de Amor Eterno

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⁠Entregar-se ao Criador...

Na vastidão da existência humana, onde o efêmero e o eterno se entrelaçam, somos muitas vezes convocados a refletir sobre a essência de nossa jornada. Neste espaço de introspecção, surge a figura do Criador, cuja presença transcende o ordinário e se manifesta em cada pulsar da vida.

A gratidão ao Criador é um tema que transcende a mera contemplação passiva e nos convida a uma profunda reflexão sobre nossa existência e propósito. Iniciamos nossa jornada literária com o reconhecimento de que há uma força suprema, uma entidade divina cuja majestade ultrapassa nossa compreensão limitada. Este arquiteto do universo, fonte de toda vida e origem de tudo que conhecemos, é digno de nossa reverência e admiração. Sua presença se manifesta na harmonia do cosmos, na justiça que governa a moralidade e na bondade que permeia os corações humanos. Ao entregarmos nossa vida a esta força suprema, testemunhamos transformações que vão além do visível, pois Seu Espírito tem o poder de remodelar nossa essência.

O Criador, em Sua infinita sabedoria, rege cada aspecto da realidade. Nada escapa ao Seu controle, e todas as coisas acontecem sob Sua autorização. Esta verdade nos confere segurança e nos convida a confiar na divina providência, mesmo quando o tempo parece não corresponder aos nossos anseios. As Sagradas Escrituras nos ensinam, em Romanos 12:1-3, a oferecer nossos corpos como sacrifício vivo, a não nos conformarmos com este mundo, mas a sermos transformados pela renovação de nossas mentes. Este convite à metamorfose interior é um caminho seguro para descobrirmos a boa, agradável e perfeita vontade do Criador.

Ao contemplarmos as maravilhas que Ele realiza em nossas vidas, somos levados a um estado de poesia, onde cada transformação é um verso da canção divina. Sua mão invisível opera milagres cotidianos, guiando-nos com paciência e amor. Ele nos oferece um fardo leve e uma paz que ultrapassa todo entendimento, mas, para isso, é necessário renunciar ao nosso antigo eu e nascer de novo, abraçando a transformação que Ele nos propõe, onde deixamos para trás velhos hábitos e crenças, para adentrarmos na plenitude das bênçãos e promessas do Rei dos Reis.

É imperativo que nos desapeguemos de práticas, pensamentos e ações que destoam da essência e caráter do Criador. Esta renúncia, profunda e transformadora, exige que abandonemos costumes e companhias que nos afastam da luz divina. Como delineado em Efésios 4:17, que nos adverte a não andarmos como os gentios, na vaidade de seus pensamentos, antes nos chamando a uma vida de renovação e santidade. É um chamado a não mais vivermos como outrora, em futilidade de pensamentos, mas a renovar o espírito do entendimento. Esse caminho de verdadeira entrega e sacrifício é um ato de amor e devoção, que nos alinha com a vontade celestial e nos abre as portas para uma existência plena, repleta da graça e sabedoria divinas.

A proposta do Criador é clara: uma vida de felicidade e serenidade, onde o impossível se torna possível. O amor incondicional que Ele nos dedica, mesmo em nossa imperfeição, é um testemunho de Sua bondade infinita. Ele nos abraça em nossa falibilidade, oferecendo redenção e nova vida. Sua palavra é viva e eficaz, penetrando até a divisão da alma e do espírito, e é apenas através de sua exposição diária que podemos experimentar uma transformação genuína.

Pode-se afirmar com propriedade e convicção que, ao confiar no Criador, experimentamos maravilhas que transformam todas as áreas de nossa vida. Louvor, adoração e oração tornam-se atos essenciais, e a busca por Seu reino e justiça se torna nossa prioridade máxima. Que possamos ser gratos a cada novo dia, não apenas pelo perdão e pela vida que Ele nos concede, mas por cada desafio que nos aproxima de Sua vontade. Que estas palavras inspire uma introspecção sincera e um comprometimento renovado com a essência divina que nos chama a viver plenamente, impulsionando-nos a agir com amor e determinação.

A verdadeira transformação começa no instante em que decidimos confiar, amar e servir ao Criador com todo o nosso coração.

Inserida por mauriciojr

ORAÇÃO DA FÉ


SANTO E ETERNO DEUS, neste momento de fé e de oração, de joelhos aos vossos pés, clamo ao Deus Vivo, pela vida do teu povo. Senhor, assim como o orvalho da madrugada desce das nuvens do céu e rega terra seca, fazendo reviver a relva do campo, derrama sobre nós as tuas bençãos celestiais, fazendo reflorescer em nossos corações, a fé, o amor, a paz e a esperança. Amém.

Inserida por WandoGomesOficial

⁠"Meu Deus, perdão, pequei tentando esquecê-la.
Imagina-lá comigo, por toda eternidade, sei, é besteira.
Logo eu, o próprio pecado, poderia merecê-la?
Estranho sentir isso de novo, por uma mulher, que eu julgaria mais santa que freira.
Não sei o que fará na segunda feira.
Não sei o que será de mim, se eu não sair contigo daquela igreja.
Então, perdão meu Deus, por não me esforçar, por não fazer por onde, merecê-la..." - EDSON, Wikney

Inserida por wikney

Efeitos colaterais

Sonhei em esculpir
Seus traços em carrara
Para eternizar toda a
Minha imensa admiração.

Imaginei-me Bethoven
Por uns instantes
Para compor com suas nuances
A maior das sinfonias.

E tudo isso meio tardio
Eu confesso e reconheço
Pois já nem nos falamos mais
Nem nos olhamos mais.

Estou em luto
E quem faleceu fora eu
Não me vejo mais em teus olhos
E todo encanto se encerrou.

O que me restaram fora a esperança
E a pena para escrever estes tristes versos
Totalmente sem métrica e sem nexo
Efeitos colaterais da falta que sinto de você.

Inserida por ProfessorEdson

Como gostaria de parar o tempo
Entortar os ponteiros do relógio da eternidade
Só para ficar mais uma vida com você meu amor

Ah !! como gostaria de ter essa força
Daria muito mais abraços e beijos
Cantaria mil vezes aquela nossa canção

Ah se eu pudesse parar o tempo
E voltar os ponteiros pelo menos uns instantes
Confiaria mais
Contaria todos os segredos escondidos
Até por que a vida ,
A vida é uma obra de arte
E uma vida apenas
É o tempo que tenho para desenha-la
É pouco, precisaria de mais uma vida para contempla-la
Contemplar a beleza da vida vivida
Do choro chorado
Do riso sorrido
Do abraço abraco
Do beijo beijado
Contemplaria o querer de ter te querido

Inserida por OscarKlemz

Há um brilho dourado
majestoso sob a mira de um eterno deus
há cânticos
sobre as sombras de um lago
brotam mares e luares
há auto amor nas suas mãos
mas sinceras despedidas
libertarão correntes
que bailarão e seguirão sempre
os céus sabem
o agora e o que fazer?
se és a luz
que meus olhos vigiam
seguem
longe da plena escuridão
depois da tarde
enquanto a noite não chegar
viver ou morrer
é ter a sorte de sempre ...

Inserida por OscarKlemz

AS MUSAS E A ETERNIDADE DO ESPÍRITO CRIADOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Desde os primórdios do pensamento helênico, a humanidade buscou compreender a origem da beleza, da palavra e da ordem que sustenta o mundo sensível. Nesse anseio inaugural, surgem as Musas, filhas de Zeus e de Mnemósine, a Memória, como figuras arquetípicas que não apenas inspiram, mas estruturam o próprio ato de pensar, narrar e criar. Elas não são simples personagens mitológicos, mas manifestações simbólicas do elo profundo entre a consciência humana e o absoluto invisível que rege a arte, o saber e a transcendência.
Segundo a tradição antiga, Zeus uniu-se a Mnemósine por nove noites consecutivas, gerando nove filhas cuja missão seria impedir que o esquecimento devorasse os feitos humanos e divinos. Essa genealogia não é acidental. A memória, elevada à condição divina, torna-se o ventre da cultura. Nada que é belo, verdadeiro ou grandioso subsiste sem ela. As Musas, portanto, não criam o mundo, mas o preservam pela recordação ordenada, pelo canto, pela narrativa e pela forma.
Calíope, a de voz bela, preside a poesia épica e a eloquência, sendo a guardiã das grandes narrativas fundadoras. Clio vela pela história, não como mera cronista dos fatos, mas como consciência do tempo e da responsabilidade moral da lembrança. Erato inspira a poesia amorosa, revelando que o afeto também é uma linguagem sagrada. Euterpe concede ritmo e harmonia à música, expressão sensível da alma em movimento. Melpômene governa a tragédia, ensinando que o sofrimento possui dignidade estética e valor formativo. Polímnia guarda os hinos e a retórica, unindo o sagrado à palavra ordenada. Tália, em contraste fecundo, representa a comédia e a leveza que humaniza a existência. Terpsícore rege a dança, símbolo da integração entre corpo e espírito. Urânia, por fim, eleva o olhar ao céu, fazendo da astronomia uma ponte entre o cálculo e o assombro metafísico.
Do ponto de vista psicológico, as Musas podem ser compreendidas como estigmas da criatividade humana. Elas personificam impulsos internos que emergem quando o intelecto se harmoniza com a sensibilidade. O artista, o pensador e o cientista não criam a partir do vazio, mas de uma escuta interior que os antigos chamavam de inspiração. Nesse sentido, a musa não é uma entidade externa que impõe ideias, mas a expressão simbólica de um estado de abertura da consciência ao sentido profundo da existência.
Filosoficamente, as Musas representam a recusa do esquecimento como destino. Em um mundo marcado pela transitoriedade, elas afirmam a permanência do significado. Cada obra de arte, cada poema, cada investigação científica torna-se um gesto de resistência contra o caos e a dispersão. A tradição ocidental, desde a Grécia clássica até a modernidade, herdou delas a convicção de que conhecer é recordar, e criar é participar de uma ordem mais alta.
Na contemporaneidade, embora o culto ritual às Musas tenha desaparecido, sua presença permanece viva. Elas sobrevivem nos museus, nas academias, nas universidades, na linguagem cotidiana que ainda fala de inspiração e gênio criador. Persistem como metáforas vivas da necessidade humana de dar forma ao indizível e sentido ao efêmero. Mesmo em uma era tecnológica, continuam a sussurrar que não há progresso sem memória, nem inovação sem raiz.
Assim, as nove filhas de Zeus não pertencem apenas ao passado mitológico. Elas habitam o íntimo da cultura, sustentando silenciosamente a ponte entre o caos e a ordem, entre o instante e a eternidade, lembrando à humanidade que toda verdadeira criação nasce do diálogo profundo entre a memória e o espírito.

Inserida por marcelo_monteiro_4

⁠O Pai que eternizou
A vida
Que profetizou
A fé

No vislumbre
Do infinito invisível
O mais incrível

De todos os encarnados
Conscientes
A mais pura simplicidade

A lei
Eternizada verdade

Pai Seta Branca
O nosso humilde e bondoso
São Francisco de Assis

Raízes da terra
Que voltaram a falar
Trazendo da guerra
Filhos que estavam a vagar

Jaguares
E reis
Nos altares
Sabeis
O pai que voz é simpático

Unido a voz
Consciente de todos nós

Alegria e magia

Gratidão todo dia
Pai Seta Branca

Inserida por Mario-Magalhaes

⁠CAPÍTULO II – O COLÓQUIO DOS QUE NUNCA PARTILHARAM A LUZ.

“Foi apenas um sorriso... mas a eternidade se abriu por um instante e teve medo.”

I. O Sorriso que não Sabia Ficar.

Era uma noite sem lua — mas com vento. Camille desceu ao porão mais uma vez, como se a noite lhe pertencesse, como se a escada soubesse o peso da alma dela. Joseph já a esperava, não como quem aguarda alguém, mas como quem reconhece o inevitável.

Ele estava com as mãos sujas de tinta seca. Rascunhava em uma parede uma frase:
“Deus não nos condena — nos observa em silêncio.”

Quando ela chegou, ele se virou com a lentidão dos que não se acostumam à presença.

— “Trouxe as flores?” — perguntou ela, com a voz baixa, quase como um lamento que queria parecer alegria.

— “Roubei-as do cemitério da rua de cima. Ninguém sentirá falta. Estão todas mortas lá... inclusive os vivos.”

Camille sorriu. E o sorriso dela doeu.

II. Colóquio no Escuro.

Sentaram-se frente ao outro. Ele a fitava como quem se vinga da luz, por amá-la demais e ao mesmo tempo temê-la. Ela recostou o queixo sobre os joelhos.

— “Sabe o que me assusta, Joseph?”
— “A vida?”
— “Não. O que há dentro de mim quando você sorri.”
— “E o que há?”
— “A vontade de viver. Isso me assusta mais do que morrer.”

Ele engoliu em seco.

Camille segurou uma de suas mãos, não para apertar, mas para impedir que fugisse de si mesmo.

— “Prometa que se eu morrer antes, você não escreverá sobre mim.”
— “E se eu prometer, você viverá mais?”
— “Não. Mas saberei que ao menos você me amou em silêncio, e não em frases soltas por aí.”

III. Instante Suspenso na Poeira.

Joseph sorriu. Não muito. Apenas o suficiente para que o mundo inteiro parasse por um milésimo de eternidade.

Camille, deitada agora sobre um lençol rasgado, observava os traços dele à meia-luz de um lampião antigo.

— “Por que você sorriu?” — perguntou.
— “Porque me senti feliz.”
— “E por que o medo veio logo depois?”
— “Porque a felicidade não é para nós, Camille. É como o fogo para quem vive em papel.”

Eles não falaram mais por um longo tempo.

Só o ruído do lampião, e o rangido suave da escada apodrecendo com os anos.

IV. Promessas no Fim do Tempo.

Antes de subir de volta à noite, Camille parou no degrau mais alto, olhou para ele como quem olha do fundo de um abismo invertido — do alto para o que está enterrado.

— “Joseph...”
— “Sim?”
— “Prometa que você não sobreviverá muito tempo depois de mim.”
— “Você quer que eu morra?”
— “Quero que não me esqueça. Nem mesmo para viver.”

Ele assentiu. Não era promessa. Era sentença.

V. Felicidade Medrosa: O Amor que Pressente a Perda.

Eles foram felizes naquele instante.
Mas era uma felicidade assustadora, como a criança que descobre por um momento que os pais podem morrer.
Ou como o prisioneiro que vê uma fresta de luz — e teme que ela revele que o mundo lá fora nunca o esperou.

Camille e Joseph sabiam:
Quanto mais se amassem, mais doloroso seria o silêncio que viria depois.

E ainda assim... sorriram.

Com medo.

Mas sorriram.

“Diziam que era apenas um romance soturno... mas era um universo inteiro tentando amar sem voz.”

Fragmento atribuído a Camille, encontrado sob um retrato queimado.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Quando o Toque se Faz Eternidade.

“O toque, quando autêntico, converte-se em epifania; e o efêmero, subitamente, adquire a dignidade do perene. Por isso, a alegria é o que desejo gravado em meu epitáfio.”

Há instantes, raros e quase inaudíveis, em que a vida se inclina sobre nós com uma doçura antiga. É o instante em que algo um olhar, um som, um gesto toca o centro invisível do ser. É nesse toque, breve como o sopro de uma harpa, que o efêmero deixa de ser apenas passagem: torna-se revelação.

Rilke dizia que “a beleza é o começo do terrível que ainda podemos suportar”.¹ Talvez por isso o artista, o amante, o poeta e o espírito sensível busquem incessantemente essa fronteira onde o instante se ilumina por dentro. É ali que a arte nasce não da vontade, mas da necessidade de transfigurar o transitório em eternidade.

A beleza não salva o mundo apenas por existir: ela o desperta. É uma lembrança de que há um pulso divino em cada forma, uma vibração silenciosa em cada cor, um apelo à transcendência em cada sombra. O toque autêntico, seja o de uma mão, de uma palavra, ou de uma nota musical é a súbita irrupção do eterno no coração do instante.

E quando esse toque acontece, a vida deixa de ser mera sucessão de dias: torna-se rito, poema, oferenda.
Assim, a vida não é mero contentamento, mas gratidão por ter sido tocada pelo indizível.
É no epitáfio da alma que soube sentir, que ousou criar, que amou o belo apesar das ruínas, deve estar escrita apenas uma palavra: Alegria.

¹ Rainer Maria Rilke. Elegias de Duíno, I Elegia. Tradução de Paulo Quintela. Lisboa: Relógio D’Água, 2001.

"A beleza é o instante em que o espírito reconhece, com espanto, que a vida também da dor pode florescer."

Inserida por marcelo_monteiro_4

A eternidade se torna desdita

E completamente 'frondosa'

Porque longe da tua paz

Sinto-me desventurosa.



Porque te busco em letras

Uma por uma perfumada

Sonho um dia ser por ti amada.



Eu já tinha a ciência

Que jamais de ti escaparia

Disseram-me que eu enlouqueceria

Pelo teu olhar fatal que desafia.



Busquei ganhar os teus olhos

Bem sabes, que o teu corpo também

Não mintas para mim, eu vejo o além.



Conheço a tua intenção penetrante

Tentes ser comigo vacilante

Não encontrarás nada tão vibrante

E que chegue perto do meu seio amante.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Se tens um coração que ama,

Então, não reclama;

Transforme-se em poesia,

E se eternize, e sê só alegria.



Ame loucamente,

Ame de forma inesquecível,

Ame até se for discutível,

Ame avassaladoramente.



O amor floresce no terreno da calma,

Entregue-se de corpo e alma,

Seja a poesia que se derrama,

E que se transforma também em chama.



Ame voluptuosamente,

Ame de forma invencível,

Ame até se for repreensível,

Ame arrebatadoramente.



O amor é indestrutível,

Ele sempre nos surpreende,

Possui um afeto que nos prende,

E nada em nós repreende.



Ame inabalavelmente,

Ame sempre que for possível,

Ame até se for impossível,

Ame para sempre - eternamente.



Se tens um amor para amar,

Espera com paciência,

O amor tem a sua própria ciência,

É mistério que nem os cientistas

conseguiram desvendar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Amo-te!

Amo-te ‘quanto alto, largo e profundo’
minh’alma pode alcançar.
Amo-te do começo ao fim do mundo.
Amo-te ao quanto o infinito pode chegar.

Amo-te a cada momento do dia.
Amo-te à luz do sol…
Amo-te à luz do luar.
Amo-te todos os dias… do sol se pôr ao novo dia acabar.

Amo-te tanto, meu amor
Amo-te como amiga.
Amo-te como amante.
Amo-te por toda a ‘eternidade e de instante a instante’.

Ela é minha, somente minha
Não é dos avós, das tias ou cunhada
De mim ela surgiu, em mim foi gerada

Ela é minha, somente minha, filha amada
Que por meu desprendimento é compartilhada
Com avós, amigas, tias e cunhadas
Compartilhada para alegria, carinho, respeito e amor
Mas é a mim que chama quando sente sua dor

Ela é a vida em movimento
O bater do meu coração fora do peito

Ela é minha atenção a todo momento
Uma vontade constante de ser melhor...
Fazer bem feito

Ela é minha, somente minha amada filha
Minha princesa por vezes minha rainha

Por vezes gigante e por vezes somente uma menininha

Minha amada princesa rainha
Filha querida
Minha... minha...

Se você depende de coisas para ser feliz você nunca será feliz
a felicidade que as coisas lhe proporciona é felicidade falsa
você sempre vai querer coisas novas, coisas melhores
um celular novo, um carro novo, uma roupa nova.
Felicidade está em momentos com pessoas ou animais
felicidade é aquele momento que você queria que acontecesse
outra vez, é querer reviver ou desejar que não acabasse
isso é felicidade e só depende de você!
Se sua felicidade é nas coisas materiais, ela é falsa
você sempre irá buscar por algo novo e sempre irá
desejar coisas novas por isso nunca alcançará.

Ciumes

Como não sentir ciumes e as dores de paixão
De você que entrou na minha vida
e sem pedir licença, invadiu meu coração

Tenho ciumes do vento que toca a tua face
da água que banha o teu corpo
da tua roupa que te veste
e envolve suas curvas

Eu amo você e não consigo esconder
que eu sinto saudades e choro a cada lembrança
dos nossos encontros e de cada detalhe
de nossos segredos que permanecem guardados

Eu sei que o meu querer não é a tua vontade
Mas o meu amor por você é maior do que todas as adversidades
inclusive do ciumes que sinto de você

Ciumes de amor por toda eternidade!

Asas de borboleta

E o poeta
Hoje
Olhando pra beleza
Na natureza
As vê

Bailando no ar
Cantando
Sempre com seu par

E descobre
Que são feitas
Feitas de amor
De único amor
Amor eterno
Em todas suas vidas

Vão se cuidar
Não se apaixonam mais que a primeira vez.
Cuidaram dos filhos
Da prole em conjunto
Estarão juntas até o fim de seus tempos

Elas têm pena do poeta
Penas verdes, azuis, vermelhas.
Até já doaram algumas de suas penas
Para que ele escrevesse sobre Amor
Pois só existe um pra elas

Mas o poeta,
Cego,
Nunca viu o exemplo delas
De viver uma vida inteira
Sem se lamentar ou chorar
Só o cuidar de seu par
De amar.
E esse é o Amor que o poeta
Idiota e pateta
Sempre quis cultivar

Hoje ele olha pras araras
Chora
Porque deixou seu amor
Ir embora

E agora voa
Mais rápido que um atleta
Tropeça
Bate
Corre
Volta a voar
Quer lutar
Quer chegar logo perto,
De novo, de seu amor
Que já quase não alcança
Mas ainda insiste em estar lá

Deseja abandonar o lápis do lamento...
Quer ser sereno
E de seu amor cuidar
Jogou longe sua régua
Que de medida certa
Fazia as linhas retas
E fazia sua vida regular

Quer abandonar tudo
O trabalho
A vontade
O seguro
Só pra ter seu amor no altar

Mas hoje luta
De asas quebradas
De alma rasgada
Quer ser AMOR e amar.

A noite passada tive um sonho, um sonho especial.
Minhas memórias voltaram há tempos, verdadeiramente atrás, atrás de uma árvore frondosa em um fim de tarde onde a luz do sol era dourada, quase um laranja luminoso. Depois de um passeio entre flores e pássaros, deitamos por trás daquela linda árvore. Nossas cabeças sob aquela grande e forte raiz centenária. Soprava uma suave brisa, que batia em teus cabelos e os deixavam dançando em direção a meu rosto. Ali deitados, olhávamos as folhas das árvores balançando ao vento, e olhávamos um para o outro.
Era um lugar de paz, pois eu acho paz em teu sorriso, voz e olhar.
Ali perto tinham frutas, mas preferi desfrutar do doce sabor de teus lábios.
Minhas mãos te tocavam tua pele arrepiada pelo toque que recebia e pelo jeito bobo que eu te olhava. Nossos corpos ainda puros estavam preparados para ser um do outro, ou melhor, para ser um só.
Por perto não havia ninguém, a não ser nós dois e todo o nosso amor pronto a ser celebrado. Queria que o tempo parasse, que aquele momento fosse o paraíso da minha eternidade. Mas, em um piscar de olhos, descobri-me acordado. Percebi que não era um sonho, era a lembrança do passado. Era o tempo e o lugar onde eu queria para sempre ficar. Era ali no lugar de paz, cheio de árvores, flores, pássaros e nosso amor. É lá onde minha alma deseja está.

“ASSOMBRO

" O REI SAIU A PASSEAR.
ENCONTROU MEU CORAÇÃO
CONTEMPLATIVO,
EM ESTADO DE GRAÇA,
BOQUIABERTO DIANTE DA GRANDEZA DA REVELAÇÃO.
PERMEANDO AS DOLOROSAS TRAGÉDIAS
PESSOAIS, DE MENINOS, VELHOS, MULHERES,
ELE,
O AMOR INCONDICIONAL DO ETERNO,
ESCORRE COMO UM BÁLSAMO,UM ALENTO.
ENCHARCANDO A ALMA AMORTECIDA
COM DOCES CÃNTICOS DE LIVRAMENTO!
E ESSA SIMPLES EXPECTADORA IMPRESSIONADA,
SE CURVA DIANTE DA GRANDEZA VISLUMBRADA.
JAMAIS SERÁ A MESMA.
SEUS OLHOS VIRAM O REI!
E O QUE ELE É,
DOBRA OS JOELHOS DA ALMA..
E CALA O CORAÇÃO."

O tempo revela o que realmente queremos, o que desejamos para nossa vidas! Afinal, vida, coração e sentimentos são apenas um.
Não deve ser machucado. Deve ser protegido e respeitado. Claro que as vezes viemos de outras relações assombrosas... que deixaram marcas em nossos corações... e não desejamos ser feridos novamente. E mais uma vez o próprio tempo encaminha a alma, pois precisa ser curada... e o medo deve ser disperso... Claro que com paciência e persistência tudo se conquista, se torna agradável e digno de confiança.
O amor ele é capaz de moldar o nosso ser.
De nos fazer enxergar além das aparências, a aceitar o outro como de fato é.
Amar... amar sem interesses, sem querer nada em troca, pois o próprio amor se encaminha de fazer a estrada florescer e então duas vidas se tornarão uma. Caminhando para toda eternidade, amando, amando e amando...
_Nivia Rodrigues