Textos de Amizade entre Tia e Sublinha
No calor dos teus braços
Quero morrer nos teus braços,
beijar os lábios teus...
Entre mil beijos a abraços,
dar-te meu ùltimo adeus...
Deixe-me partir abraçado
em teu corpo divinal...
Amor como o meu,
nunca encontrarås outro igual.
Pois irei soletrando
as letras do nome teu...
A fim de que me calando,
todos murmurem
No calor dos braços dela morreu!
ESCOLHAS
Uma escolha voce tem
Entre o bem e o mal
Voce escolhe seu caminho
nao chore no final
Caso escolha o bem
As flores teras espinhos
Porem nao estarais sozinho
Porque a fe move moinhos
Caso escolha o mal
No começo vai se maravilha
Soque um dia a tramoia vem atona
Um dia a casa cai
As justificativas nao vai adiantar
Porque voce escoçheu Chorar.
Poeta Antonio Luis
6:06 PM 16 de fevereiro de 2015
Aquiles o bravo!
Nas planícies de Troia, a batalha se iniciou
E entre os guerreiros, um herói se destacou
Aquiles, filho de Peleu, corajoso e impetuoso
Com sua lança e escudo, no campo de batalha era glorioso
Nenhum inimigo era páreo para sua força e destreza
E com sua bravura, inspirava medo e surpresa
O mais temido dos guerreiros, de coração forte e nobre
Era o mais valente dos homens, um verdadeiro cobre
Nas batalhas, seu grito ecoava pelos campos
E sua lança, cortava o ar, como uma flecha sem danos
Com sua armadura brilhante e sua determinação inabalável
Aquiles era o herói mais corajoso e formidável
Seus feitos ficaram registrados na história da humanidade
E sua bravura, em nossas mentes, permanecerá pela eternidade
Aquiles, o herói da Ilíada, que lutou com toda sua alma
Será para sempre lembrado como o mais bravo de todos os guerreiros de Troia e da Grécia.
Sempre fui um menino sombrio,
A vida me fez sofrer muito,
Caminhei entre sombras e frio,
Com um coração sempre em luto.
As estrelas brilhavam no céu,
Mas na minha alma, escuridão,
Cada sorriso era um véu,
Ocultando profunda solidão.
O vento sussurrava segredos,
De um mundo de dores sem fim,
Meus olhos, cansados e negros,
Procuravam um raio de sol, enfim.
Mas entre as trevas surgiu uma luz,
Uma faísca de esperança, um refrão,
Que aos poucos a tristeza seduz,
Transformando em amor, o coração.
E assim, nesse caminho estreito,
Aprendi a viver, a lutar,
Mesmo com um passado desfeito,
A vida, eu voltei a amar.
Timoneiro
Se me fosse imposto optar
Entre a pedra do chão que sangra
E o céu que engole o dia,
Eu ficaria com o mar,
Onde o tempo se desfaz em ondas
E a eternidade é apenas um sopro.
Nos braços do meu barco
— solidão que navega —
Paro em portos de ausência
E parto levando memórias
Que ainda não gestaram.
Longe do ruído do mundo,
Sou um vulto que vaga e sonha.
O balanço do mar é um relógio,
E remo, rezo e remo até que a noite
Cante em meu braço cansado.
Quando não puder mais suportar,
Soltarei os remos,
Redirecionarei a rota dos silêncios.
E se não souber o que fazer,
O vento, antigo mestre, saberá,
Pois ele é voz do que em mim nunca cessa.
Deságua
Sou rio, mas não mando em mim.
Nasço tímido entre pedras,
um fio d’água sem dono.
Aprendo cedo a correr,
a buscar o mar sem perguntar.
As pedras me ensinam desvios.
As margens me lembram limites.
Aceito ser água que passa,
que abraça, que perde e que segue.
Se um dia seco, o barro me guarda.
Se transbordo, o mundo me teme.
Mas a vida não me espera—
ela deságua mesmo quando eu já não estou.
Entre águas e encantos
O Boto
Deslizando
Entre águas e encantos
Sigo navegando pelo Solimões
Não estou bicho nem homem
Estou
À tua espera
Num tempo
Suspenso na correnteza
Remos parados no momento
De tua ausência
Não preciso de rede
A me prender
Tua falta é corrente mais eficaz
A me segurar
Sou soma de encantos
Amontoado de lendas
Esperanças e sombras
Tudo o que me resta
Pesado numa balança
De um só prato
Seguindo
O curso de um rio de histórias
Não desisto
De te buscar entre as águas
Teu amor
É o que me leva a existir
A Virgem
Meus passos ecoam as margens do Rio Negro
Minha voz já é parte da floresta
Meu coração habita entre vitórias-régias
Busca-me
Perco-me em ti
Para me tornar inteira
O espetáculo
Na junção de nossas águas
Lenda viva
Amazonas
Existiremos
Como o encanto perfeito
Horizontal
Assim como o rio que rasga a floresta
Nossa fertilidade
Garantida
Na umidade dos dias
Ecos de canções
Rios, igarapés e os guardiões da flora serão testemunhas
Os peixes e as feras verão
Nosso mistério
Existo, existiremos
Apressa-te,
Leva-me
Para dentro da lenda
O fio invisível
Toda pipa tem um cordão umbilical—
um elo fino entre a vertigem e o colo.
O chão assiste, em silêncio, aos pulos
de quem ensaia voo nos desníveis da rua.
Há um acordo secreto entre o solo e o vento:
o menino brinca de ser nuvem,
enquanto a terra o segura pelas solas,
num pacto de sopro e equilíbrio.
Benditas mãos que seguram o barbante do sonho,
essas que sabem do vento antes da pipa
e sustentam o menino enquanto ele inventa altura.
Quando os sonhos desafiam a gravidade,
há sempre um olhar antigo que nos ancora,
um fio invisível que nos sustenta
no encanto de viver como passarinho
entre o voo e o solo.
O fio invisível
Toda pipa tem um cordão umbilical—
um elo fino entre a vertigem e o colo.
O chão assiste, em silêncio, aos pulos
de quem ensaia voo nos desníveis da rua.
Há um acordo secreto entre o solo e o vento:
o menino brinca de ser nuvem,
enquanto a terra o segura pelas solas,
num pacto de sopro e equilíbrio.
Benditas mãos que seguram o barbante do sonho,
essas que sabem do vento antes da pipa
e sustentam o menino enquanto ele inventa altura.
Quando os sonhos desafiam a gravidade,
há sempre um olhar antigo que nos ancora,
um fio invisível que nos sustenta
no encanto de viver como passarinho
entre o voo e o solo.
"Dividido entre a alegria e a angústia,
a solução foi oprimir o desejo.
Por medo de quem me tornei, encasulei-me.
Foram longos tempos como lagarta...
O casulo foi meu vazio.
E como vazios são essenciais,
eles foram base de minha
arquitetura emocional.
Por medo de não criar asas,
até hoje resisto à inevitável metamorfose."
“Pássaro encantado tu que detém o canto e a palavra. Que transita entre a realidade humana e a eternidade dos céus. Carrega-me. Leva-me aonde o tempo não me encontre. Onde eu e a eternidade, assim como tu, também somos um. Onde ainda sou garoto e a decepção ainda não maculou meus olhos. Onde a felicidade é certeza e não possibilidade. A casa da poesia.
Onde somos pretérito, presente e futuro.”
Uma coisa sei!
Entre as que não aprendi.
Pois neste existir ou real! Quase nada, compreendi.
No entanto, a um certo conhecimento, cheguei.
E por esse facto, ao ter tal conhecimento,
P´la lógica e por o humano, pensamento...
Sou mal julgado e mal interpretado.
Até mesmo, condenado...
O que eu sei é muito, sobre o tema «Sofrer».
Neste meu tanto, padecer...
Por isso, estou a teu lado,
Quando, todos t´atirarem,
Pedras, para de morte te matarem.
Eu, não ficarei a ver no largo.
Mas o que poder fazer, farei...
Para que seja, eu em teu lugar lapidado.
E assim, por ti minha vida darei!!!
HELDER DUARTE
Já fui Pastor das Assembleia de Deus em Portugal. Mas depois de ter ficado doente com a doença de Parkinson tive que deixar o ministério...Hoje estou com a doença de Parkinson ao 57 anos de idade, na Unidade de Longa Duração Manutenção em Albufeira.
POEMAS SOBRE MARIA MÃE DE JESUS
MARIA
Se Maria, mãe de Jesus,
Entre nós estivesse!
E falar, vos podesse,
Oh gente sem luz,
Certamente vos diria:
O que vossa alma ouvir, não queria.
Eu não sou Deusa!
Adorai ao Deus do céu e da terra;
Ele é o Senhor;
Eu sou humana;
Ele é amor!
Só o Senhor é Deus!
D'ele tudo emana!
Adorai-o, oh santos seus!...
AVÉ MARIA
Avé Maria!
Santa és...
P'ela graça, caminharam teus pés...
Para, que teu ser fosse, o que querer, não queria.
Tua fé te salvou.
Por ela, Deus te usou...
Para que meu, teu Salvador,
Fosse, Jesus o Senhor...
Diz oh Maria!
Jesus, é o meu Salvador.
Por isso, tenho Alegria.
Ele é o Senhor;
De todos o Salvador;
De Israel, Rei e Pastor!
A Besta
E vi subir de entre as gentes, uma besta, que tinha dez chifres,
e sete cabeças e sobre os seus chifres dez diademas, fixos.
E sobre as suas cabeças, um nome de blasfémia posto.
a besta que vi, era semelhante a um forte grande leopardo.
Mas tinha os seus pés, como os de um grande urso,
a sua boca era como a boca de um muito feroz leão.
Tinha grande poder e grande autoridade, dados pelo dragão.
Uma das cabeças ferida de morte, em sua recuperação curso,
A humanidade que estava em crise, económica, aceitou,
logo este ditador, ou besta que sobre o mundo governou.
Todos os humanos, ficaram muito felizes com este diabo.
E disseram, nem Deus pode vencer esta grande personagem,
que ao mundo, nos foi enviada, como a de Lúcifer imagem,
Adoremos, este anticristo que por o diabo, nos é dado!
Baseado em Apocalipse 13:1-4
Minha Alma Triste
Minha alma está triste.
Por que motivo afinal?!
Pensava eu estar entre homens de Cristo.
Mas quiz o «LOGOS» mostrar-me, sinal,
Que estes eram carnais,
Nada de espirituais,
E o Senhor me disse:
Filho meu, por isso,
Está tua alma como esteve a minha...
Naquela hora em que mentira,
Me matara, por falar minha boca a verdade,
Que tais homens, por servos da impiedade,
Serem, sem de novo nascerem,
Tua alma entristeceram.
E me disse ainda: Tua triste alma, saia...
Dessa situação, sem perder a calma,
Pois se eu morri,
E morte e mentira venci,
Assim também, os vencerás...
Porque vivo e o meu sangue, dei por ti,
Para que a tua tristeza, tenha fim...
Ainda que os homens procedam assim!...
Santo
Seus passos eram lindos, por entre a multidão,
seus olhos brilhavam de fogo e luz, e mansidão,
Sua voz era amiga, nas palavras que dizia a todos.
Aos outros só abençoava, e curava a todos.
Chorou por Lázaro e por outros como humano,
por onde ia só fazia o bem, por ser só amor.
Cansou-se como os homens e teve dor,
sofreu perseguição com ódio tamanho,
Foi zombado como um enganador e maltratado.
Lhe disseram: Tens demónio tu és maldade.
Mas ele não teve nenhum do homem engano.
Estas mãos santas que só o bem fizeram
cravejadas numa cruz elas, por nós foram.
Morreu e ressuscitou. Mas é Santo! Santo!
Águas
As águas correm na ribeira, do lindo campo,
na serra de Monchique, entre juncos e enguias,
que nadam nos largos pegos de tanto encanto.
As borboletas voam nas margens como guias.
E eu menino loiro, brincava com os cágados,
para apanhá-los na água, muito fugidos...
Depois comia nêsperas da nespereira, perto do tanque .
E punha os meus barquinhos de papel no lago grande.
Dizia que o largo lago era o mar, do meu tio João,
e assim homenageava o tio que me tinha afeição.
Ele tinha uma traineira no mar de Alvor e Portimão.
Depois subi o caminho íngreme e com pedras,
vim para a morada minha, onde com musgo na mão,
Construí um presépio de ilusão com pedras e ervas!
HelderDuarte
Rosa
Nessa Portela do Cano!
Entre pinhais, eucaliptos...
Oliveiras, medronheiros e sobreiros, sem conto...
Abaixo do tanque de abóboda e entre socalcos...
Lembro-me de que em tempos de minha infância,
Havia um jardim, junto a uma fonte, com rosas em abundância.
Mas havia uma Rosa especial...
Que minha alma amava,com amor sem igual.
Era a minha avó, Rosa...
Cuidava d`aquele jardim...
De forma amorosa.
Mas hoje de um mais alto e belo cuida.
ESTE É SEM FIM...
mAS MÃO ETERNA, HÁ QUE A AJUDA!...
Texto Antigo
Caminha placidamente entre o ruído e a pressa. Lembra-te de que a paz pode residir no silêncio. Sem renunciares a ti mesmo, esforça-te por seres amigo de todos. Diz a tua verdade quietamente, claramente. Escuta os outros, ainda que sejam torpes e ignorantes; cada um deles tem também uma vida que contar. Evita os ruidosos e os agressivos, porque eles denigrem o espírito. Se te comparares com os outros, podes converter-te num homem vão e amargurado: sempre haverá perto de ti alguém melhor ou pior do que tu. Alegra-te tanto com as tuas realizações como com os teus projectos.
Ama o teu trabalho, mesmo que ele seja humilde; pois é o tesouro da tua vida. Sê prudente nos teus negócios, porque no mundo abundam pessoas sem escrúpulos. Mas que esta convicção não te impeça de reconhecer a virtude; há muitas pessoas que lutam por ideais formosos e, em toda a parte, a vida está cheia de heroísmo. Sê tu mesmo. Sobretudo, não pretendas dissimular as tuas inclinações. Não sejas cínico no amor, porque quando aparecem a aridez e o desencanto no rosto, isso converte-se em algo tão perene como a erva.
Aceita com serenidade o cortejo dos anos, e renuncia sem reservas aos dons da juventude. Fortalece o teu espírito, para que não te destruam desgraças inesperadas. Mas não inventes falsos infortúnios. Muitas vezes o medo é resultado da fadiga e da solidão. Sem esqueceres uma justa disciplina, sê benigno para ti mesmo. Não és mais do que uma criatura no universo, mas não és menos que as árvores ou as estrelas: tens direito a estar aqui.
Vive em paz com Deus, seja como for que O imagines; entre os teus trabalhos e aspirações, mantém-te em paz com a tua alma, apesar da ruidosa confusão da vida. Apesar das tuas falsidades, das tuas lutas penosas e dos sonhos arruinados, a Terra continua a ser bela. Sê cuidadoso. Luta por seres feliz.
(Inscrição datada do ano de 1692. Foi encontrada numa sepultura, na velha igreja de S. Paulo de Baltimore - hoje já não se pensa que seja esta a origem, mas assim é mais bonito...) "
Rio
No meu monte há paz, como um rio que corre,
por entre as graníticas pedras do declive serrano!
Vai em paz rio de esperança, vai, não há engano.
À tua foz, tu chegarás, em ti teu caudal, jamais morre!
Vai manso rio, nessa mansidão, chega ao lago do mar,
então em lá entrardes, verás o que à tu paz pertence,
Esse mar é tão calmo, como tu, no seu longo amar!
Teus peixes leva contigo ao mar que não enche!
Depois as águas sobem ao azul céu, onde voarão,
depois sobre uma nova terra elas todas descerão...!
Terra de árvores vivas e de doces frutos sempre!
Onde os homens têm paz como a dos meninos,
não há mal, todos são grandes, sendo pequeninos!
Têm todo o tempo, para serem felizes, sem findar o tempo!
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