Textos de Amizade de Autores Famosos

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Eis a grande verdade
Sou mutíssimo grato
Por assinar este contrato
De eterna amizade.

Não vou te explorar
Não vou contar contigo
Você que vai contar comigo
Para o que você precisar.

Sou o seu servidor
Oh! Minha Majestade
Lhe sirvo a bondade
E todo o meu amor

Não sei se você me encantou
Ou se eu estou sego
Pois seu pedido não nego
Feliz assim eu sou

Não consigo te agradar
Como você merece
Isso me aborrece
Mas um dia irei lhorar

Sei que não sou perfeito
Mas chego muito perto
Aprendi a ser esperto
Para que o certo seja feito

Sou o seu aprendiz
Tu me deste a sabedoria
Me deste a alegria
E assim eu sou feliz

Sinceridade
Te amar
Te respeitar
É prioridade

Por essa amizade
Sou muito grato
Muito obrigado
Por essa felicidade.

Quando o Trabalho Une, a Amizade se Torna um Exemplo para a Vida
Há histórias que começam com um emprego, mas acabam se transformando em capítulos inesquecíveis de nossas vidas. Há colegas que chegam por acaso e se tornam irmãos de caminhada. E há amizades tão verdadeiras que nem o tempo, nem a distância, nem o fim de uma empresa conseguem apagar.
A minha história com o Banco Auxiliar de São Paulo começou em julho de 1977. Naquela época, eu não imaginava que aquele lugar me proporcionaria muito mais do que uma profissão: dar-me-ia amigos que levaria para a vida inteira.
Aos poucos, fui conhecendo pessoas, compartilhando experiências e construindo amizades. Um dos primeiros amigos foi Edmilson Napolitano. O ambiente de trabalho era tão acolhedor que, entre os diversos setores, os funcionários se conheciam, interagiam e se ajudavam. Sem perceber, estávamos formando uma grande família.
No início dos anos 1980, o banco iniciou um importante processo de modernização, com a implantação do Projeto Alpha. Como o projeto seria estendido às agências de todo o Brasil, foram formadas equipes com especialistas de diferentes áreas. Tive a felicidade de ser escolhido para integrar uma delas.
Passei, então, a viajar por diversas cidades brasileiras. Costumo dizer que a competência é irmã gêmea da sorte: quando nos preparamos e trabalhamos com dedicação, as oportunidades encontram espaço para acontecer.
Certa segunda-feira, após conversar comigo sobre a implantação do projeto em Rio Claro, meu chefe, Manuel Maia, informou que eu viajaria para Salvador, na Bahia, onde permaneceria por vários meses, implantando o projeto nas agências da região.
Foi nesse período que conheci melhor Marcos Fuga, gerente e coordenador-geral do Projeto Alpha. Além de um profissional competente, ele se tornaria um dos meus maiores exemplos de solidariedade e um dos meus melhores amigos.
Fuga atravessava um momento difícil, após a separação de sua esposa, e estava hospedado em um pequeno hotel próximo ao trabalho. Eu, por minha vez, morava em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, e enfrentava uma longa viagem até o aeroporto para embarcar nos voos das seis horas da manhã.
Foi então que Manuel Maia teve uma ideia brilhante: sugeriu que nós dois morássemos juntos, para que pudéssemos ajudar um ao outro.
Ao nos apresentar, Maia disse, em tom de brincadeira:
— Quero apresentar o Albino, o nosso português. Ele mora muito longe e está difícil chegar ao aeroporto. Que tal vocês dividirem a moradia?
Marcos, com seu jeito espontâneo e bem-humorado, respondeu:
— Você está querendo me arrumar uma esposa?
Fiquei sem saber onde enfiar a cara, tamanha era a minha vergonha! Mas consegui responder que tinha certeza de que seria bom para todos nós.

E foi mesmo! Moramos juntos durante quatro anos. Foram anos de convivência, aprendizado e companheirismo que fortaleceram uma amizade que permanece até hoje.
Em meados de 1986, porém, recebemos uma notícia devastadora: o Banco Central do Brasil havia decretado a liquidação do Banco Auxiliar. Naquele momento, eu trabalhava no Rio de Janeiro. Foi um golpe doloroso para todos nós, que havíamos dedicado tantos anos àquela instituição.
Mas a história da nossa família não terminou com o fim do banco.
Continuamos unidos. Quando alguém conseguia um novo emprego, procurava abrir as portas para outro colega. A solidariedade que havíamos aprendido no ambiente de trabalho transformou-se em apoio concreto nos momentos de dificuldade.
Os anos passaram, mas nossa amizade permaneceu. Até que a querida colega Teresinha Mira teve a brilhante ideia de organizar um encontro anual dos amigos do Banco Auxiliar. A iniciativa tornou-se uma grande celebração, esperada por todos.
Infelizmente, alguns desses encontros também nos trouxeram a tristeza de saber que amigos queridos haviam partido para sempre. Suas ausências doem, mas suas lembranças continuam presentes em nossas conversas e em nossos corações.
Em 17 de outubro de 2026, celebramos 49 anos dessa história de amizade, iniciada em 1977. Quando uma festa termina, já começamos a pensar na próxima. Afinal, reencontrar antigos colegas é também reencontrar uma parte importante de nós mesmos.
Guardo com carinho os nomes de tantos amigos que fizeram e continuam fazendo parte dessa caminhada: Jorge, Miguel, Fuga, Edmilson, Albino, Edmar, Maurício, João Carlos, Fator, Silas, Douglas, Geraldão, Silva, Rogério do RH, Milaré, Ricardo, Élcio Branco, Teresinha, Abigail, Bete, Cecília, Rosário, Solange, Rosana Alves, Élcio Preto, Lineu, Maia, Rosana Moraes, Leide, Prates, José Roberto, Campana, Telma, Valdete, além de tantos outros que também merecem meu carinho e minha gratidão.
São muitas as histórias engraçadas vividas durante a implantação do Projeto Alpha. Infelizmente, não caberiam todas nestas páginas. Talvez um dia eu consiga contá-las, para que nossas aventuras também permaneçam registradas na memória das novas gerações.
Hoje, compreendo que o maior legado daquela época não foi apenas o trabalho realizado, mas a amizade que construímos e a solidariedade que aprendemos a praticar.
Reflexão do Peregrino Nino Carneiro
“Na caminhada da vida, os empregos podem terminar, as empresas podem fechar e os caminhos profissionais podem mudar. Mas a amizade verdadeira não depende de crachás, salários ou cargos. Ela sobrevive às dificuldades, vence a distância e permanece viva mesmo quando alguns amigos já não estão entre nós.
A verdadeira riqueza de uma vida não está apenas no que conquistamos, mas nas pessoas que ajudamos, nos amigos que preservamos e no bem que deixamos pelo caminho.
Que nossa história sirva de exemplo para a sociedade: quando o respeito, a união e a solidariedade fazem parte de nossas relações, até o fim de um ciclo pode ser o começo de uma amizade para toda a vida.”
Viva a família do Banco Auxiliar de São Paulo!
Peregrino Nino Carneiro

Quando uma amizade deixa de acontecer.


Algumas amizades não terminam; apenas deixam de acontecer. Primeiro diminuem as conversas, depois diminuem as perguntas, até que chega um momento em que já não existe nada a perguntar. O silêncio se prolonga e, de maneira quase imperceptível, transforma-se em resposta.


Há distâncias que não se medem em quilômetros, mas na frequência com que alguém decide não estar. E talvez essa seja uma das formas mais silenciosas de perder alguém: não por uma ruptura, não por uma discussão, mas pela sucessão de pequenas ausências que, juntas, acabam formando uma distância que já não sabemos como atravessar.


É curioso como algumas relações terminam muito antes de receberem o nome de fim.

Trecho Final do Capítulo Sétimo — Irmãos Forjados na Vida, no Som e no Fogo da Amizade

Quando o protagonista respira fundo e mergulha nas memórias, percebe que sua história não foi escrita sozinho.
Foi escrita a muitas mãos, cada uma com sua marca, seu talento, sua loucura e sua luz.
E é lembrando desses irmãos que ele entende a dimensão do que viveu.

Daniel Thomazi — o Daniel Punk.
Irmão de alma.
Baterista de pedais duplos que parecem motores de avião, guerreiro de palco e da vida.
É aquele que não foge da batalha — entra nela junto.
Amigo que segura o escudo com uma mão e empurra o amigo com a outra, pra ninguém cair.
Com ele, o rock virou alicerce e o tempo virou evidência.

Erick Batista.
Artista de traços profundos, mãos que criam mundos.
Tatuador em evolução, professor de artes em gestação, músico escondido que um dia ainda vai subir num palco e surpreender até a própria sombra.
É o amigo sensível, inteligente, cheio de dons que vêm à tona quando a vida pede cor.
Um daqueles espíritos raros que enxergam além da superfície — e por isso, vira irmão sem esforço.

Vitor Santos.
Piloto de motos que vive o vento como se fosse oração.
Motorista de carro e ônibus com a mesma habilidade com que escuta o coração dos amigos.
Companheiro silencioso, presente, firme — daqueles que seguram a barra com naturalidade.
Um futuro brilhante caminhando ao lado deles.

Gustavo Melo.
Guitarrista em evolução, pai a caminho, mente afiada.
Esforçado, dedicado ao instrumento e à vida.
Um amigo leal que está crescendo, aprendendo, e preparando um mundo inteiro para receber seu filho.
Toda a roda vibra de alegria por ele.

Wandeson Franklim Real.
Baixista de alma pesada e coração manso.
Ex-integrante de banda de Black Metal, estrategista da vida, homem coerente, pai presente, parceiro de caminhada sólida.
Segue firme com o filho e a mulher — afinando a vida como afinava o baixo.

Márcio Motorhead.
O maluco beleza.
O andarilho das bikes, viajante de horizontes, visitante de eventos, colecionador de histórias.
Amigo de todos, sempre pronto pra ajudar, sempre com sorriso, sempre com estrada nos olhos.
Um espírito livre que dá cor ao grupo.

J.G.N — Netinho Tatuador.
Artista da pele, desenhista talentoso.
Trabalhador que constrói o futuro na base da persistência e da tinta.
Amigo fiel, de presença firme.

Diogo Oliveira.
Profissional da saúde, cuidador de idosos, maqueiro com alma enorme.
Um amigo que descobriu o valor dos verdadeiros e retribui sem falhar.
Luta diariamente pra construir um futuro honesto, humano e brilhante.

Raimundo Matos — o Raimundynho Nu Metal.
Guerreiro de verdade.
Um amigo que carrega o peso da família nos ombros sem reclamar, e ainda encontra forças pra apoiar todos desta lista.
Inteligente, esperto, resiliente.
Batalhador que busca evolução — emocional, espiritual e financeira.

Johnny Souza.
Coração gigante.
Queria abraçar todos os amigos de uma só vez se tivesse braços pra isso.
Sempre preocupado com os de verdade, sempre puxando o grupo pras reuniões, pros eventos, pro rock.
A bondade dele é o tipo de bondade que o mundo esqueceu que existe.

Maycon Lima.
Aço e alma.
Amante de academia, trabalhador dedicado, cabeça boa, espírito aberto.
Sente felicidade verdadeira quando está com os amigos do rock — e essa sinceridade é rara.

Anderson Yang — Flu Tattoo e Rock.
Artista completo: tatuador de mão firme, desenhista impecável, pintor de quadros, criador de letras perfeitas.
Tricolor apaixonado, amigo exemplar, presença marcante nas rodas de rock e nos encontros de gente que pensa e sente.

E então vem ele, o sangue da vida:

Estevão de Carvalho.
Sem número, sem ordem — porque irmão de verdade não entra em lista.
Desenhista de mão divina, capaz de criar qualquer arte em papel ou tinta.
Não é tatuador, mas quando pegou a máquina duas vezes, fez o grupo inteiro ficar sem palavras.
Companheiro, parceiro, presença indispensável.

O protagonista olha para todos esses nomes — não como uma lista, mas como constelações.
Cada um com seu brilho, seu talento, sua loucura, seu estilo.
Cada um afinando um pedaço diferente da vida dele.

E a verdade explode no peito dele como um solo de guitarra:

“Amizade verdadeira é banda.
Cada um toca um instrumento,
cada um tem seu ritmo,
mas quando toca junto…
até Deus para pra ouvir.”

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ESPAÇO ENTRE NÓS

A curiosidade virou amizade,
E depois, um amor de verdade.
Pensamentos tão parecidos,
Corações tão bem unidos.

Ele dormia e sonhava,
Acordado, pensava:
Como podemos ser tão iguais?
Com conversas tão legais?

Ela contava sua história,
E o seu dia de glória.
Ele falava dele sim,
Mas não tão interessante assim.

Eles amavam conversar,
Ficavam horas a papear.
Mas isso já não bastava,
Estarem juntos, ele sonhava.

Entre eles, tudo é perfeito,
Só a distância é o defeito.
Mas logo criam o teletransporte,
Que vai levar do sul ao norte.

Agora ele sofre com tristeza e dor,
E pensa como viver esse amor.
Por que tinha que ser assim?
Por que ela tão longe de mim?

Mas, mesmo longe, ele decidiu lutar,
Pois o amor verdadeiro sabe esperar.
Com palavras, carinho e conexão,
Mantém viva essa paixão.

Aceitar.


Chega um momento em que insistir na amizade deixa de ser uma tentativa de preservá-la e passa a ser uma recusa em aceitar que ela mudou.


Aceitar o fim de uma amizade não significa negar o que ela foi. Significa compreender que o passado não tem obrigação de continuar sendo presente.


Algumas pessoas foram importantes em determinado momento de nossa vida, e isso não se torna menos verdadeiro porque deixaram de estar presentes. O valor de uma relação não depende necessariamente de sua duração.


Por isso, talvez seja possível lamentar sem ressentimento. Sentir falta sem exigir retorno. Reconhecer a importância sem continuar implorando pela presença.


E, sobretudo, aceitar que uma amizade precisa de duas pessoas dispostas a permanecer.


Não lamento ter tentado preservar o que um dia foi importante. Lamento apenas ter descoberto que, em algum momento, a tentativa deixou de ser compartilhada.

Quando somente um tenta.


Uma amizade pode sobreviver à distância; dificilmente sobrevive à falta de reciprocidade. Quando apenas uma pessoa procura, pergunta, insiste e tenta preservar o vínculo, aquilo que deveria ser encontro começa a se transformar em insistência.


É estranho lutar sozinho por uma relação que deveria ser construída por dois. Mais estranho ainda é perceber que, enquanto uma pessoa procura maneiras de aproximar-se, a outra parece encontrar cada vez mais razões para permanecer distante.


Talvez seja esse o momento em que precisamos reconhecer uma verdade incômoda: não se pode sustentar indefinidamente uma amizade com a vontade de apenas uma das partes.


E, quando isso acontece, a pergunta deixa de ser “como recuperar essa amizade?” e passa a ser “por que somente eu ainda estou tentando recuperá-la?”.

A Descoberta.


Talvez a dor de perder uma amizade não esteja propriamente em perdê-la, mas em descobrir que você já a havia perdido enquanto ainda tentava preservá-la.


Há relações que continuam existindo apenas porque alguém se recusa a admitir que já terminaram. Continuamos procurando, mandando mensagens, tentando conversar, criando oportunidades para reencontrar aquilo que existia antes.


Até que percebemos que a relação já não está sendo construída no presente, mas apenas lembrada.


E talvez essa seja a parte mais dolorosa: descobrir que aquilo que você imaginava ser uma história compartilhada pode ter se transformado em uma história que apenas você ainda estava tentando escrever.


O mais triste não é perceber que alguém se afastou. É perceber que você foi o único tentando diminuir a distância.

O ciúme na amizade é uma chama silenciosa, diferente do ciúme amoroso, mas igualmente intensa. Ele nasce quando o coração teme perder espaço, quando a presença de outro amigo parece ameaçar o lugar que acreditávamos ser único. É como uma sombra que se insinua entre risadas e confidências, transformando a leveza da amizade em uma disputa invisível.
Na amizade, o ciúme é o desejo de exclusividade, a vontade de ser o porto seguro, o primeiro chamado, o abraço preferido. É a criança interior que ainda quer ser escolhida sempre, que teme ser deixada de lado. Mas, ao mesmo tempo, é um reflexo da insegurança: não é o amigo que nos falta, mas a confiança em nós mesmos que se fragiliza.
Esse ciúme pode corroer laços, transformar companheirismo em competição, e fazer da amizade uma prisão em vez de liberdade. Porém, quando reconhecido, ele se torna um espelho: mostra nossas carências, revela o quanto precisamos aprender a dividir, a aceitar que o amor e o afeto não se esgotam, mas se multiplicam.
Amadurecer na amizade é compreender que não há hierarquia no afeto, que cada vínculo é único e insubstituível. É confiar que a presença do outro não diminui a nossa, mas amplia o círculo de cuidado e pertencimento. O verdadeiro amigo não se mede pela exclusividade, mas pela constância: aquele que permanece, mesmo quando o mundo se abre em muitas direções.


Tatianne Ernesto S. Passaes

O amor que se torna amizade é uma travessia silenciosa, mas carregada de eternidade. Ele não se apaga, não se dissolve no esquecimento, mas se reinventa em outra forma de presença. No início, o amor é vertigem: é o encontro que acelera o coração, a urgência de estar junto, o desejo que não conhece limites. É chama que consome, é tempestade que arrasta, é promessa de infinitude. Mas o tempo, com sua sabedoria paciente, mostra que nem sempre a intensidade pode ser sustentada. O que permanece, então, é a essência — e essa essência, quando verdadeira, se transmuta em amizade.
Essa metamorfose não é perda, mas conquista. O que era paixão se torna confiança; o que era desejo se torna cuidado; o que era promessa se torna memória viva. A amizade que nasce do amor carrega uma densidade única, porque conhece os segredos, os silêncios, os abismos e as alturas. É uma amizade que não se constrói apenas no cotidiano, mas que guarda em si a lembrança de um encontro que já foi maior do que a vida.
Há uma filosofia profunda nesse processo: compreender que os vínculos humanos não precisam se romper para mudar. O amor não desaparece, apenas muda de forma, como a água que deixa de ser rio para repousar como lago. Continua a ser água, continua a ser essência, mas agora habita outra paisagem. Já não corre com velocidade, mas reflete o céu com serenidade. É permanência, é horizonte, é eternidade.
E há também uma poesia nessa transição. Amar e depois ser amigo é reconhecer que a intensidade não é a única medida da verdade. É perceber que o amor não precisa sempre arder para existir — às vezes, basta iluminar. E nessa luz tranquila, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser paixão, continua a ser presença. Ele se torna companheirismo, cuidado, memória viva. Ele se torna amizade.
No fundo, o amor que se torna amizade é uma vitória contra o esquecimento. Ele prova que os encontros autênticos não se desfazem: apenas se reinventam. E nessa reinvenção, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser chama, continua a ser calor. Não como incêndio que consome, mas como brasa que sustenta. Não como tempestade que assusta, mas como horizonte que acolhe.
Assim, o amor que se torna amizade é mais do que uma transformação: é um testemunho de que nada do que é verdadeiro se perde. Apenas se transforma. E nessa transformação, encontramos talvez a forma mais pura de eternidade: quando o amor escolhe sobreviver em outra forma, não como paixão que devora, mas como amizade que permanece.

Gabiróba, o sapinho mochileiro acreditava que a amizade era uma rocha que se projetava no mar de magias do antigo reino sapo. Ele ria dessa ideia e dizia que se tivesse o poder de impedir as ondas desse mar de partir para o oceano de dúvidas impediria. Pois com elas o medo avançava ano a ano sobre a terra fértil da sua limitada mente sapo desde que chegara nessa estrada sem fim que é a vida de quem é ansioso como um noivo espera que encontre o sentido, e que ele seja bom e generoso.
Gabiroba via a terra, a boa terra da esperança se desmanchar no atrito das ondas do mar de dúvidas, via os longos braços de areia áspera e alcalina que segurava na praia a fúria do oceano de raivas. Quando o brilho do sol partia na tarde vermelhada ele contemplava a paisagem brilhante dourada do futuro e se animava a fazer uma caminhada para alcança-lo. O céu iluminado pela lua brilhava nas águas salgadas e refletia toda sua história de pérolas e jóias de uma vida predestinada a ser um simples sapo mochileiro nesse universo de sapaiadas, desde o dia em que sua mãe sapa anunciou: "Estou grávida". Assim nascia Gabiroba, o sapinho mochileiro trazendo em seus pensamentos um universo mágico de valiosas jóias que jamais seriam usada, seus olhos eram como pedras estreladas refletidas pelo brilho do céu escurecido da noite calma, mas acordou na chuva e eles pareciam opacos sem brilho, desde que as dúvidas começaram a percorrer o seu caminho.

Laços do Tempo e do Espaço


No entrelaçar de dois caminhos e olhares,
Nasce a amizade sincera e sem véu,
Que atravessa a amplidão dos mares,
E ilumina os dias sob o mesmo céu.


Há um carinho leve que a vida nos dá,
Feito de pura e serena afetividade,
Um ponto seguro onde a alma está,
Unida pelo dom da reciprocidade.


Mesmo quando os passos traçam a distância,
E a estrada parece longa a caminhar,
Preserva-se a essência e a elegância,
Daquilo que o tempo não pode apagar.


Sua falta vira verso, vira saudade,
Mas não há ponte que a memória não cruze,
Pois o verdadeiro amor é tempestade,
E ao mesmo tempo a luz que nos conduze.


Pois onde há afeto verdadeiro e forte,
Nem a distância desfaz o nó do desejo:
Onde quer que estejas, no sul ou no norte,
Teu abraço será sempre o meu aconchego.


Luciano Bento

⁠Quero acreditar
que você está
Em segurança,
porque a nossa
amizade, fé e amor
Por nossa gente
nunca arredarão,
A minha poesia
a embalar
A preocupação
virou escândalo
Sem reverso,
quer o fim
Do pesadelo,
faz jus a história
E tem a esperança
que tudo o quê não
Queremos passará,
e ao teu caminho
Você regressará.

A amizade esconde
o amor em segurança,
sob a Lua Crescente
em Rodeio por aqui
no Médio Vale do Itajaí
para que nada atrapalhe
o paraíso que será um
refúgio para a temperança,
e quando esse momento
chegar tudo será uma celebração
com um único sentimento.


Eu te amo muito mais
do que você pode imaginar,
e além das segundas
intenções sedutoras,
espero que, em vez de amizade,
seus olhos leiam amor
todas as vezes que eu chamar
a sua atenção para que você
me ame e não mais demore.

Como descobrimos se o que sentimos é amizade ou amor, é difícil desvincular uma da outra, pois amor é amizade e vice e versa, mas como saber que o carinho mais especial que o normal, a admiração é amor?
Como saber que aquele olhar já não é mais o mesmo que antes, que quando as peles se tocam, é como se um frio gelado percorresse todo o seu corpo.
Como saber se é amor mesmo, ou uma empolgação momentânea, devido a carência, solidão.Como saber se em alguns dias o que sentimos continuará igual, e se estamos sendo correspondidos na mesma proporção.Como não deixar que um sentimento, mate o outro? Como sair de tudo isso sem ressentimentos, lágrimas e rancor? Como deixar as coisas acontecerem sem medo de estar perdendo algo. Como dominar os sentimentos para que realmente possamos fazer as coisas certas.Muitas vezes nos deparamos com o inivitável, pois muitas vezes de uma amizade nasce um amor mas em outras do amor nasce uma grande e profunda amizade.

Inserida por Henriquenascimento

Linda a frase de Moacir Franco, ao falar de Hebe Camargo: “ Amizade é um degrau acima do amor” Fiquei emocionada e ao mesmo tempo inspirada para falar dos amigos queridos que tenho. Alguns muito presentes no meu cotidiano, outros constantemente presente no meu coração...Alguns já partiram e outros que aguardo retornar.
Alguns deixaram marcas eternas, outros preenchem a minha vida com risos e alegria , alguns se foram, de forma que nunca mais o meu mundo será o mesmo. Saudade não tem explicação! Há quem diga que sentimos saudades somente daquilo que nos fez bem, mas sentimos saudades também dos momentos não vividos com quem queremos bem... do abraço não dado, do amigo distante...Amigo! Que a cada dia eu possa subir mais e mais esse degrau ao seu lado.

Inserida por Wany110472

Amizade verdadeira é muito raro hoje em dia.
Por isso devemos cultiva-lá até o ultimo segundo.
Amigo de verdade tá com você pelo que tu é,
e não pelo que te pertence.
Valorize isso, pois o dia de amanhã não nos foi garantido
e na hora que precisares mais ele estará la contigo.
Ele, seu verdadeiro amigo.

Inserida por DaniloBrito

Amizade, uma simples palavra mas que por muitos é definida como "tudo".
Amizade é simplesmente ter amigos, que trocamos informações "resenhas",
enfim, batemos um papo, ai você me pergunta, é simplesmente ter amigos ?
Haha, claro, mas que isso pra mim não é amizade, é praticamente fazer parte da família, aquela pessoa que podemos contar sempre, confiar, te ajuda quando você precisa, te da broncas quando necessário, isso é ter um "Irmão".
Como Dizem, existem amigos mas chegados que Irmão, pois é, eu acredito e tenho amigos assim, ou melhor "Irmãos" assim.
E é pra eles que dedico esse simples textinho, e peço para que eles jamais me decepcionem e podem contar comigo sempre.

Inserida por DanielBispo

Melhor maneira de falar Como falar que esta apaixonado.

Sua amizade é uma droga!!! Provei, gostei e agora estou viciado em você

Mas eu te conheci, e é isso que torna minha vida atual tão estranha.

Meu coração para por segundos.
Meu primeiro e ultimo pensamento é vc.
Não esqueço aquele abraço, aquilo valew como mil 'obgrigados'.
As veses lembro de vc como se estivesse aqui do meu lado.
Vc é maravilhosamente linda.
Entro sempre no facebook ansioso pra falar contigo, Fico o dia todo atrapalhado no trabalho pensando em vc. Eu sempre te pergunto se vc tem alguem, eu num consigo imaginar vc de maneira nenhuma com outro cara.

Sou a pessoa mais feliz do mundo quando me diz "oi" ou sorrir, porque sei que, ainda que tenha sido só por um segundo, pensaste em mim.

Gosto de vc pelo seu jeito de ser e não é porque vc tem olhos lindos.

Sei que vc num é nem um pouco interessada em mim, e eu não te atraio em nada, e tbm o que vc iria querer comigo? eu não sou bonito, não faço teu tipo. Só quiis desabafar oq sinto, sei que vc não me quer, mas ta sendo legal te diser. Não tenho esperança que vc responda como eu quero. Vc ta sendo uma grande pessoa. Te acho uma mulher espetacular. Vc deve ter dezenas de homem melhores que eu atras de vc e com razão, mulher como vc não se acha em qualquer lugar.

Sò tenho é que ficar no Desejo mesmo.

Depois disso tudo que eu falei, e nem sei o q vc ta pensando. nem sei se vou conseguir falar contigo novamente. Não fale isso isso a ninguem não, tá? ja basta o nervosismo que eu tou e que vou ficar quando eu voltar a falar com vc.

Inserida por benjamin-lucas

Amizade é tudo aquilo que todos querem ter,participando dia a dia, fazendo a amizade crescer.
A amizade é a palavra muito bem definida para ser sentida, por que uma amizade entre duas pessoas tem que ser verdadeira, nunca digas que nos conhecemos por acaso ou por visäo, nos conhecemos atravez de conversas, que nos uniram para sermos amigos.
E isso é o que importa.

Inserida por cassiane80