Textos Bonitas pra Falar a um Amigo
A gente cansa de falar essa frase: "De uma hora pra outra / Do nada aconteceu isso ou aquilo".
Do nada aquela pessoa mudou.
Eu sinto te dizer que não foi "do nada". Nunca é "do nada".
Foram pequenas atitudes, pequenos pensamentos, pequenas ações que aos nossos olhos, não pareciam nada de mais, mas que levaram essa pessoa até a situação final.
Pedaços do céu
(Mauro A Evaristo)
Vou lhe falar de amor,
Vou lhe falar de fé
Falo também da flor,
Do sabor do café.
Vou lhe falar de mim,
De boleros e Ravel's,
De uma vida sem pantim,
Dos meus pedaços do céu.
Vou lhe falar de alegrias,
De tantas cores do dia,
De água para beber,
Vou lhe falar com euforia
Que oiço e posso ver
Que existe poder infinito em você.
feradapoesia.blogspot.com
POEMA INEVITÁVEL
Eu queria falar sobre deus, sexo, política, amor e trivialidades; mas me colocaram uma carapuça, e fui treinado a ser um personagem.
Depois, quis me tornar poeta, músico, filósofo e até ator. Porém, descobri que, desses, eu já tinha me tornado ator, não por opção, mas por imposição das situações, e sufoquei os outros personagens.
Eu quis me tornar um humanista, um sociólogo, talvez antropólogo, filólogo e até defensor de causas perdidas ou ganhas. Acontece que meu personagem não discute muito com minha dignidade: meu lado ator sempre vence quando a conveniência grita mais alto!
Enfim, decidi partir para as trivialidades da vida, já que não me restavam muitas escolhas. Eu tentei ser muitos, e acabei não sendo eu. Então, fiz da vida minha luta, minha sobrevivência, minha causa (também por imposição). Ergueri um castelo de sofismas, e o meu estandarte foi tremular pequenas ideias que não eram minhas. Lutei bravamente para anunciar, dentro de mim, um poema inevitável, confrontando meu personagem que, por conveniência, acabou sufocando o eu iludido que achava que era eu!!!
#israelsoler
A Dialética do Abismo: O Despertar da Soberania
Falar da sombra é, antes de tudo, reconhecer a dualidade que nos fundamenta. Ela não é um acidente de percurso, mas a própria substância do nosso ser — o antagônico que vive nas frestas da nossa consciência. Por muito tempo, a ingenuidade nos serviu de escudo; acreditávamos na ficção de uma identidade solar, enquanto enterrávamos o "outro" em nós sob o solo do esquecimento. Mas o recalcado não morre; ele aguarda o gatilho, o instante em que a vida, em sua irônia implacável, nos obriga ao confronto.
Vivemos sob a ilusão do acaso. Atribuímos ao destino, aos outros ou à má fortuna os naufrágios que nós mesmos projetamos. É a náusea sartreana: o desconforto de perceber que nossa liberdade é absoluta e nossa responsabilidade é total. Descobrimos que a "demência" é fluida — somos os arquitetos das situações que nos aprisionam. Provocamos o caos para validar nossa escuridão e, depois, de forma ignóbil, miramos a flecha contra o próprio peito.
O cordão umbilical com o pensamento mágico foi cortado. Resta-nos a solidão da vida adulta: uma sincronicidade austera onde o mundo não é algo que nos acontece, mas algo que coautoriamos. Hoje, a soberania nasce no intervalo. Entre o impulso bruto e a ação consumada, abriu-se um espaço de lucidez técnica. O "final trágico" — a ressaca moral e a dissipação da energia — agora é uma premonição que nos protege.
Neste diálogo, o tempo deixa de ser um carrasco e torna-se testemunha. Cada vez que escolhemos a diplomacia em vez da explosão, estamos reescrevendo nossa crônica pessoal. Não estamos apenas evitando uma "ressaca moral"; estamos esculpindo o próprio caráter. Afinal, a verdadeira liberdade não é fazer o que se quer, mas ter o poder de não ser escravo daquilo que nos destrói.
Entenda que quem conversa com sua sombra é sua luz. Ambas coexistem; somos dualidade pura. Jamais dissiparemos nossas trevas por completo, mas podemos adormecê-las com a presença da luz. **Não se trata de uma "cura" que elimina a treva, mas de uma diplomacia interna. Quando a luz conversa com a sombra, a consciência define-se como esse mediador que não nega a existência do oposto, mas que escolhe qual força terá a palavra final na ação.** A intenção não é encontrar um mundo de claridade absoluta onde tudo é belo, mas encontrar o equilíbrio real naquilo que sabemos que existe: nossa própria sombra.
Confronte-a. Puxe a cadeira, mande-a sentar e converse com ela. Ao final, seus medos perdem a força, pois você estará diante do seu espelho vivo. Desse confronto, você não sairá perfeito, mas sairá mais fortalecido, integrado e, finalmente, seguro de si.
Ysrael Soler
#PensamentosProfundos
#autoconhecimento
#filosofia
#israelsoler
É engraçado...
Costumava muito ouvir falar da doçura do café com açúcar
E eu não entendia como poderia ser a sensação porque..
Por algum motivo sempre estive acostumada com o café amargo
Talvez não só pelo mau gosto, pela robustez, pelo sabor que marcava por um tempo e depois se esvaia
Talvez mais sobre o saber o que esperar do mesmo gosto que eu sentia todos os dias
Sem expectativas, sem a esperança de algo novo, sempre pronta pro amargo.
Até que em um dia qualquer me veio à boca uma doçura...
Café com açúcar.
E então um respingo de alívio que antes eu não costumava esperar
Foi como o vício.
Seu doce me criara esperança, como algo que eu gostaria de provar todas as manhãs, de todos os dias.
E então me peguei desesperada e ansiando por mais a cada minuto que se passava
Foi como um afago, um suspiro, um alívio no peito.
E um pingo de algo que eu nunca havia tido.
No entanto, cômico como uma xícara quebrada
Rápido sua doçura se esvaiu como sua chegada e então senti falta do amargo.
Aquele amargo que eu esperava todos os dias do mesmo.
Porque quando o doce sumiu, me doeu como facadas.
Me deixou marcas de queimadas na pele que o café, amargo como era, nunca deixaria.
Eu não gosto da sua doçura porque ela me dói,
Me dói como o açúcar se estilhaçando dentro das minhas veias, me dói como o último respiro de uma vida, me dói como a falta de oxigênio.
E então voltarei pro amargo
Porque nada hei de esperar de algo que sempre me entregou o que era.
Amargo.
Tem dias em que eu quase
te conto tudo…
quase deixo meu coração
falar sem filtro, sem medo.
Mas eu paro.
Não por falta de coragem —
é porque o que eu sinto por dentro
não cabe em palavras simples.
É muita coisa pra pouco entendimento.
Eu carrego um mundo
inteiro aqui dentro,
daqueles que transbordam
em silêncio…
porque nem todo mundo
sabe ler o que não é dito.
Eu sorrio, brinco, me aproximo…
mas tem partes minhas que ficam guardadas, não por escolha,
mas porque nem todo abraço alcança.
E, sendo sincero…
nem sempre eu quero respostas.
Às vezes eu só queria alguém
que encostasse o coração
no meu e dissesse,
bem baixinho:
“eu não entendo tudo…
mas fico.”
Porque ficar, pra mim,
sempre significou mais do que entender.
Então, se um dia
eu parecer distante…
ou se meu olhar carregar
um peso diferente,
não tenta decifrar como um mistério.
Só chega perto…
com calma, com carinho…
e me abraça como quem escolhe ficar, mesmo sem saber o motivo.
— alguém que sente…
e, talvez, já esteja sentindo por você
Não há desperdício maior que falar de civilidade para os apaixonados pelos que usam o nome de Deus e da igreja para se esconder, aparecer e se promover.
A civilidade exige algo que a idolatria jamais consegue oferecer: senso crítico.
Quando uma pessoa se apaixona por figuras, líderes ou discursos a ponto de abdicar da própria capacidade de questionar, a verdade deixa de ser um valor e passa a ser apenas um detalhe, e muito inconveniente.
Ao longo da história, muitos aprenderam que símbolos religiosos possuem um enorme poder de mobilização.
Por isso, não são raros aqueles que transformam a fé em palco, a devoção em marketing e a espiritualidade em instrumento de autopromoção.
Escondem interesses pessoais atrás de discursos piedosos, vestem a aparência da virtude e utilizam o respeito que as pessoas têm pelo sagrado como uma espécie de escudo contra críticas e questionamentos.
O problema se agrava quando admiradores confundem reverência com submissão intelectual.
Nesse momento, qualquer análise equilibrada passa a ser interpretada como perseguição, qualquer crítica se torna blasfêmia e qualquer evidência contrária é descartada em nome da lealdade ao personagem admirado.
A civilidade, que pressupõe diálogo, responsabilidade e coerência, perde espaço para a paixão acrítica.
A fé autêntica não deveria temer perguntas…
Pelo contrário, deveria acolhê-las.
Quem confia na verdade não precisa esconder-se atrás de slogans, nem transformar líderes em figuras intocáveis.
A maturidade espiritual se revela justamente na capacidade de separar a mensagem do mensageiro, os princípios das conveniências e a devoção sincera dos interesses disfarçados de santidade.
Talvez uma das maiores tragédias de qualquer sociedade seja quando a aparência de religiosidade passa a valer mais do que a prática dos valores que ela proclama.
Nesse cenário, a compaixão cede lugar ao fanatismo, a humildade dá lugar ao exibicionismo e a busca pela verdade é substituída pela defesa incondicional de pessoas e grupos.
A civilidade floresce onde existe honestidade intelectual.
E a honestidade intelectual começa quando alguém encontra coragem para admitir que nem todo aquele que fala em nome de Deus está a serviço dos valores que afirma defender.
Afinal, o sagrado não se mede pelo volume dos discursos, pela quantidade de seguidores ou pela visibilidade dos púlpitos, mas pela coerência entre aquilo que se prega e aquilo que se vive.
Ninguém mais sabe como
E para onde foi Lorent Saleh,
Ninguém mais ouviu sequer
Falar em devido processo legal,
Ninguém mais sabe de nada
E nem dos direitos do General.
Ninguém sequer mais sonha,
Ninguém sequer está dormindo,
Ninguém sequer mais se fala,
Ninguém está sequer cantando,
Ninguém está se alimentando,
Ninguém está mais sorrindo.
Ninguém sabe que a vergonha
Tem mais de um endereço certo,
E que vai além do Helicóide;
Envio esse poema como o céu
Envia para a Terra um OVNI
Para quem os maltrata à toa.
Ninguém resolve mais nada,
Ninguém mais sabe da tropa,
Ninguém possui mais fé,
Ninguém procura mais a saída,
Ninguém está contente com tudo,
Ninguém imagina uma alternativa.
De ninguém para ninguém
É assim que também me sinto,
Porque ninguém está me ouvindo;
Que ninguém se sinta ofendido,
Pois é assim que um povo se sente
Quando não tem mais governo,
E nenhum apoio: NINGUÉM.
Não é pranto, é tudo
e mais um pouco,
o que a tua indiferença
não me permitiu falar,
É um cristal partido
no solo do tempo
que me fez meditar.
E agora jaz congelado
na mais plena forma,
que nem mesmo
o rio do teu remorso
jamais fará com
que eu volte atrás.
Dei milhões de passos
todos acrobáticos,
e fui para os braços
do giro do mundo,
certa que não vamos
mais nos encontrar;
Porque quem decidiu
não me escutar,
nunca irá me respeitar.
Paira o vento do Atlântico Sul
acariciando a memória;
Cruzo a porta da existência
para falar do que importa;
e não encontro nada lá fora.
Não é fácil lidar com quem
cultiva o desinteresse,
Insistir é manter ativo
mais que um enorme vazio.
Embora haja muita gente
sem nenhum motivo,
Encontro no silêncio
o melhor propósito e abrigo.
Sem falar de amor coloquei
a mesa do nosso café da manhã
de acordo com o seu gosto,
assim muito amor te demonstro.
E em silêncio nos celebro
como o mais refinado gesto,
para que desfrute pleno
da paz no teu porto seguro.
Abri todas as janelas ao redor
com jeito para que o sol entre
junto com a palavra de amor.
Separei um colar de tucum
com carinho para cada um,
e os lábios com beijos selei com mel.
Feio não é se abrir na internet…
Feio é um mundo tão abarrotado de gente, mais disposta a falar do que a escutar.
Quando alguém se arrisca a desabafar online, muitas vezes não está buscando atenção — está buscando Sobrevivência.
Chegar a esse ponto pode ser, sim, a última tentativa de encontrar um ouvido disposto a escutar, um olhar que não julgue, um coração que ainda tenha espaço para acolher.
Vivemos em tempos muito difíceis, em que quase todos têm voz, mas poucos têm paciência.
Todos opinam, mas poucos compreendem.
Quase todos estão prontos para responder, quase ninguém está disposto a ouvir.
E ouvir, nos tempos de hoje, virou quase um ato de Misericórdia.
Um gesto tão simples, mas tão raro: Parar, Respirar e Permitir que o outro exista na sua dor, sem ser Ridicularizado ou Diminuído.
Porque, no fim das contas, o Desabafo Online não revela a fraqueza de quem fala — mas a ausência de empatia de quem não quer ou não sabe ouvir.
E isso, sim, é tão Feio quanto Medonho.
É Surreal o poder que o falar tem frente a verdade dos fatos, a retração do mercado não mente. Dizer o que se quer ouvir é fácil, é manipulativa mesmo, agir no emocional de pessoas já fragilizadas é extremamente simples, pessoas humildes, sem esperanças é ainda mais.
O Brasil que queremos é livre de hipocrisias, abusos, à benefícios de poucos, isso é Democracia!
Às vezes acontecem umas coisas que é impossível falar que Deus não existe... Ouvir de uma pessoa: É sorte!
Só me faz entender que o coração de quem falou está duro e fechado. Onde o orgulho reina Deus não entra.
Nesse fato acontecido minutos atrás posso afirmar que Não foi sorte nem coincidência, algumas coisas são impossíveis de acontecer no momento solicitado e como prova faz acontecer. Não para provar nada, pois nem precisa, mas pq É.
Deus.nos surpreendi.
"Se vos falei das coisas terrenas,
e não crestes,como crereis, se vos falar
das celestiais" ( João 3:12 ).
Como argumentou o 'Messias', a Verdade - bem
como as questões envolvendo o espírito - não é
um fator meramente abstrato ou metafórico, mas
ligada, sobretudo, a uma realidade que nos acompanha, estejamos onde
estivermos!
Eu não vou embora.
Você pode abrir a porta .
E falar vai te embora.
Eu quero viver contigo.
Você sabe que a amo.
Qui sou teu amigo.
Me estende a tua mão.
Porque você é o meu mundo.
O amor mais lindo no mundo.
Meu reino de alegria.
Você é magia.
Não diz não.
Meu amor.
Quero estar do teu lado
Fundir nossos pecados
Unir nosso amor
Meu amor
ponte
Eu não vou embora.
Você pode abrir a porta .
E falar vai te embora.
Eu quero viver contigo.
Você sabe que a amo.
Qui sou teu amigo.
Me estende a tua mão.
Não me diz não meu amor. ⁸
Porque você é o meu mundo.
O amor mais lindo no mundo.
Meu reino de alegria.
Você é magia.
Não diz não.
Meu amor.
Quero estar do teu lado
Fundir nossos pecados
Unir nosso amor
Meu amor
Meu amor
Meu amor
Meu amor
Não me diz não meu amor.
Senhor,
Eu não quero apenas falar de Ti.
Quero conhecer-Te de perto.
Não me basta apenas saber quem Tu és.
Quero ouvir a Tua voz, caminhar Contigo e viver uma intimidade que transforme o meu coração.
Quero a minha fé alimentada pela comunhão.
Que eu Te busque não apenas pela Tua misericórdia, mas pela Tua presença.
Acima de tudo, quero conhecer-Te cada dia mais e fazer da minha vida um reflexo da Tua vontade
"Falar 'sensação térmica' parece mais elegante ou mais científico do que simplesmente falar 'o termômetro marca'? Alguém sabe? Ou é apenas outra papagaiada, dita por uns e repetida por outros? Alguém sabe?”
Frase Minha 0534, Criada no Ano 2011
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Seja sincero comigo (ou consigo). Ao falar criança, ao invés de 'kid'; jogo, ao invés de 'game'; entrega, ao invés de 'delivery'... Quem está fazendo papel ridículo sou eu? Seja sincero comigo (ou consigo)!"
Frase Minha 0237, Criada no Ano 2008
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Notoriedade de verdade ocorre quando não conseguem deixar de pensar e de falar em Alguém, todos os dias, dia e noite! TemSidoAssim. Conseguem lembrar de Alguém Notorio de Verdade?"
Frase Minha 0294, Criada no Ano 2008
Adaptada e Atualizada em 2025
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
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