Textos Bíblicos
PARAFRASEANDO MÁRIO QUINTANA
Aos que usam a fé alheia como degrau político, a Bíblia como balcão de negócios e o nome de Deus como escudo para as próprias mentiras: Eu gostaria de partir deste mundo no mesmo instante que vocês. Não por afeto, mas pelo prazer mórbido de ver a sua reação ao descobrir que Ele é real — e que estava assistindo a tudo.
A Minha Versão sobre Jó, da Bíblia, e o Despertar
A minha versão...
Esta é uma interpretação livre, inspirada em personagens, histórias e ensinamentos que marcaram a humanidade.
Não pretende substituir o texto original, nem reproduzi-lo fielmente. É apenas um convite à reflexão, sob um novo olhar, onde a literatura, a imaginação e a espiritualidade se encontram.
Cada leitor é livre para concordar, discordar ou encontrar novos significados, pois toda grande história continua viva quando desperta perguntas em nossa própria alma.
A Minha Versão sobre Jó, da Bíblia, e o Despertar
Jó vivia plenamente, em total sintonia. Acreditava em Deus e em Seus ensinamentos.
A tranquilidade reinava em sua vida. Tinha tudo de que precisava e acreditava que era feliz.
Mas aquela não era a sua verdadeira vida, nem aquele era o seu destino. Havia chegado a hora da mudança divina.
Quando Deus nos toma nos braços para restaurar a nossa vida.
Jó havia sido um bom homem durante toda a sua existência, cheio de fé, e merecia algo grandioso.
Ele tinha um propósito. Precisava estar seguro, protegido da maldade e de todas as más influências.
Vivia em um castelo de areia. Seu telhado era de vidro e até a própria vida corria perigo.
Seria difícil, mas a verdade lhe seria revelada. A máscara cairia, o véu da ilusão seria retirado e, mesmo através da dor, ele enxergaria a vida como ela realmente era.
Tudo era uma mentira: os amigos, a família...
Nada daquilo existia de verdade.
Era o seu despertar. Deus precisava trazer Seu amado filho para mais perto, para os Seus braços.
E assim foi feito.
Durante toda a vida, Jó foi preparado. Desde o nascimento, passou por inúmeras provas e, pouco a pouco, venceu cada uma delas com bondade, humildade e fé.
Sem perceber, com o passar dos anos, foi morar com a família em um lugar distante e isolado, onde os longos momentos de contemplação da natureza e da simplicidade da vida eram inevitáveis.
Durante muito tempo, não percebeu que vivia praticamente só. Quase não tinha amigos. Apesar de ser muito rico, possuir terras imensas, filhos, esposa e trabalhadores, era como se governasse uma pequena colônia. Aquilo era o seu reino, e ele era o rei.
As amizades haviam ficado no passado. Ninguém o procurava, ninguém voltava. Então compreendeu que apenas os verdadeiros permaneceram.
Mas agora tudo seria colocado à prova. Havia chegado a hora. Jó precisava ser curado de qualquer fantasia.
Precisava alcançar a plenitude, um estado de iluminação, pureza e aprimoramento moral e espiritual.
Aparentemente, possuía tudo, mas nada o completava.
Muitas vezes sentia um vazio que não conseguia explicar. Achava injusto sentir-se assim diante de tantas bênçãos.
Então Deus segurou sua mão.
Mostrou-lhe todos os dias de sua vida: as alegrias, as dores e todos os momentos em que jamais esteve sozinho.
Mostrou também que o havia afastado de tudo aquilo que poderia lhe fazer mal. Aquele reino era uma proteção, mas já não bastava.
Avisou que seria doloroso. Que abalaria tudo em que acreditava. Mas, ao final, tudo seria esclarecido e ele contemplaria a verdade com os próprios olhos.
E assim começou.
Vieram a seca, as pragas e outros fenômenos da natureza. Ele perdeu grande parte de suas riquezas e, junto delas, os poucos amigos que ainda restavam.
A situação apenas piorava, e já não havia ninguém com quem pudesse contar.
Fornecedores e compradores lhe fechavam as portas, impedindo até mesmo que se aproximasse.
Ainda lhe restavam o reino e a família.
Mas, conforme a riqueza diminuía, seus trabalhadores também partiam.
Seus filhos começaram a disputar os bens. Cada um queria garantir sua parte antes que tudo fosse perdido.
Alguns passaram a beber, a provocar confusões e até a desejar a morte do próprio pai, pois o consideravam um obstáculo.
As filhas também passaram a buscar casamentos ou qualquer forma de manter o padrão de vida que o dinheiro lhes proporcionava.
Sem se importar com a própria segurança ou dignidade, entregavam-se a qualquer pessoa.
Tudo isso aconteceu aos poucos.
E Jó percebia tudo com enorme clareza.
Via como sua vida era instável.
As pessoas ao seu redor amavam mais o patrimônio do que o próprio homem.
Sempre agradeceu por tudo o que possuía, mas valorizava as pessoas por sua essência. Amava a natureza, a simplicidade e a própria vida.
A indiferença dos filhos o assustava. Havia algo em seus olhares que já não reconhecia.
Compreendeu que vivia apenas em uma zona de conforto. O amor que recebia nunca existira de verdade.
Cada acontecimento presente o levava a uma lembrança do passado. Tudo estava interligado.
Agora entendia muitas coisas.
Nada mais o atingia da mesma maneira.
Sabia que possuía um propósito e que Deus o protegia.
Alguns de seus filhos morreram em consequência de brigas, doenças e da própria ganância.
As filhas, que haviam vendido seus sonhos por uma vida aparentemente melhor, também tiveram finais trágicos. Casaram-se sem amor e foram morrendo aos poucos, vítimas da violência, de partos difíceis e de escolhas equivocadas.
Jó sofria a cada perda, mas compreendia que cada um havia feito as próprias escolhas.
Os últimos morreram disputando entre si a pequena herança de um pai que ainda estava vivo.
Jó passou a ser conhecido como o homem que tinha tudo e perdeu tudo.
Mas ele enxergava de outra forma.
Descobriu que, na verdade, nunca possuíra nada.
Quando mais precisou, percebeu que sempre esteve sozinho.
E agora, aparentemente sem nada, sentia-se mais forte do que nunca.
Algo poderoso nascia dentro dele.
Sua fé crescia a cada dia.
Talvez já nem fosse fé.
Porque fé é acreditar no invisível.
E ele já via.
A presença de Deus era nítida.
Jó havia alcançado outro nível de consciência.
Os incrédulos colocavam sua sanidade em dúvida. Diziam que o sofrimento pelas perdas financeiras e familiares o havia enlouquecido.
As pessoas costumam se defender daquilo que não compreendem. Criam histórias, inventam culpados e se isentam da própria responsabilidade.
Mas, pela primeira vez, Jó enxergava a realidade sem véus e sem máscaras.
Sofria, não pelas perdas em si, mas pelas circunstâncias que revelavam quem as pessoas realmente eram.
Ele via além.
Via aquilo que ninguém conseguia compreender.
Mas ainda havia aprendizado.
Jó amava intensamente.
Acreditava na família e no amor.
As revelações chegavam todos os dias, uma após a outra.
Cada ilusão desfeita era uma nova dor.
Tudo era pesado demais para um homem tão bondoso.
E essas verdades começaram a adoecê-lo.
O que mais o assustava era perceber que sua esposa não era digna da confiança que ele lhe dedicara.
Havia tudo naquela relação, menos amor.
Percebeu que amava sozinho.
Que havia se entregado por inteiro em vão.
Entendeu que, se adoecesse, não receberia os cuidados de que precisaria.
Morreria ali mesmo, abandonado ao chão.
De longe, todos admiravam aquele casal que havia sobrevivido a tantas perdas.
Mas Jó enxergava outra realidade.
Não compreendia por que ela permanecia ao seu lado.
Sua presença lhe fazia mal.
Seu olhar parecia atravessá-lo como uma lança.
Sentia-se tenso.
Seu corpo e sua sabedoria já não funcionavam como antes.
Havia algo sombrio naquele olhar, algo que apagava qualquer luz que ele tentasse irradiar.
Na ausência dela, sentia-se melhor.
Ao revisitar o passado, percebeu o quanto havia mudado ao seu lado.
Perdera, pouco a pouco, sua alegria e sua personalidade.
Aquilo que chamava de amor era tudo, menos amor.
Parecia até algo maligno.
Mas foi justamente nessa convivência que mais aprendeu sobre si mesmo e sobre o mundo.
Então compreendeu por que ela ainda fazia parte de sua história.
Era sua maior professora.
Aquela que acreditava amar.
Essa descoberta o fez adoecer ainda mais.
Muitos diziam que era um castigo divino.
Afinal, havia perdido tudo e apenas a esposa permanecera.
Mas Jó sabia.
Sua dor vinha de amar quem jamais o amou da mesma maneira.
E, como temia, no auge da doença, sem receber qualquer cuidado, ouviu apenas palavras que julgavam sua integridade, sua fé e até mesmo seu maior amigo: Deus.
Tentavam afastá-lo Daquele que lhe mostrara a verdade.
Daquele que o havia libertado de um mundo de ilusões, hipocrisia e falsidade.
Mas a verdade o libertava.
O engrandecia de uma forma que ninguém compreendia.
Agradecia por cada descoberta.
Tudo aquilo que possuíra era apenas material.
Nada preenchia sua alma.
Desejou recomeçar.
Se pudesse voltar, faria tudo diferente.
Valorizaria mais o essencial.
Ensinaria aos filhos aquilo que realmente importa.
Não permitiria ser manipulado pela esposa e jamais voltaria a ser submisso.
Então Deus lhe permitiu construir uma nova realidade.
Agora ele estava pronto.
Havia renascido da dor.
Quando se aproximava da morte, sua voz transformava-se em oração.
Não havia mágoa.
Nem solidão.
Deus estava ali.
E ele sentia paz.
Confiava plenamente no Senhor.
Percebia que vivera fingindo uma felicidade que nunca existiu.
E foi justamente à beira da morte que uma nova esperança nasceu.
Sua saúde foi restaurada.
Milagres aconteceram.
E, de uma forma ou de outra, toda a sua prosperidade lhe foi devolvida.
Vieram novos filhos.
Dessa vez, ele faria diferente.
Era tempo de colheita.
Era tempo de renascimento.
Achava estranho aquele novo modo de viver.
Pois, pela primeira vez, era verdadeiramente feliz.
Mas Deus ainda guardava o melhor.
Por causa de sua fé inabalável, de sua honestidade e de sua bondade, algo extraordinário ainda estava por vir.
E, como tantas vezes acontece após uma grande dor, veio a perda de sua esposa.
Mais tarde, ele compreenderia o porquê.
Enquanto vivia todas aquelas provações, em outro lugar alguém também atravessava dores semelhantes.
Dois destinos preparados por Deus.
Predestinados.
Escritos nas estrelas.
E, enfim, Jó conheceu o seu amor verdadeiro.
Contratam-se Apóstolos
Atividades:
Pregar o Evangelho genuíno; ensinar a Sã Doutrina; ajudar os necessitados; cuidar e proteger o rebanho; desistir das riquezas do mundo; suportar a fome, o perigo, a espada, as traições e perdoar a todos os seus inimigos.
Requisitos:
Ser testemunha ocular da morte e ressureição de Jesus Cristo (At 1.21-22; 1º Co 9.1) e ter sido ensinado diretamente por Jesus (1º Co 11.23-26; 1º Co 15.8; Gl 1.1-24).
Plano de carreira:
Receberão o suficiente para sobreviver sem ostentações e luxos, devendo repartir qualquer excesso com os mais pobres. Fazem parte do plano de carreira crucificação, ser serrado ao meio, prisões injustas em masmorras desumanas, perseguições, calunias, exílio em idade avançada para ilhas remotas, decapitações e ser queimado em fogueiras.
Recompensa:
Vida eterna com nosso Senhor Jesus Cristo!
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Gostemos ou não, aceitemos ou não, você e eu fazemos parte da LEI da CEIFA, de acordo com a Bíblia.
1. Você ceifará o que semeia (Gl 6.7-9);
2. Você ceifará de acordo COMO você semeia
(2º Co 9.6);
3. Você ceifará MAIS do que semeia (Mt 13.31-32);
4. Você ceifará SEMPRE (Gl 6.9).
A Bíblia
Aos ateus, agnósticos, gnósticos, cientistas, aos crentes descrentes, religiosos, a grandes e pequenos, a todos os que me leem. Quem é Deus? Deus é o criador dos céus e da terra. É o quântico de tudo o que existe. Antes de haver alguma coisa, era Deus. Deus não foi criado, não teve origem, ninguém lhe deu a ele, para que lhe seja recompensado. Ele, para que a mente humana o possa compreender, tem que ser entendido, como aquele que sempre existe em amor.Ele é mais que uma pessoa, que antes de todas as coisas estava amando, no amor entre as pessoas da divindade. Não é vários Deuses, mas um único Deus em mais do que uma pessoa. Assim ele é antes do tempo. Antes da própria eternidade. Ele é distinto, do espaço e do tempo.
O amor entre Deus, tem uma atitude criadora. Ou seja o amor, vai transbordar, num acto de criar o universo, que não existia. " No princípio criou Deus, os céus e a terra, a terra era sem forma e vazia"..." No princípio era a palavra, a palavra estava com Deus, a palavra era Deus"! O "Logos" foi o agente ou criador de tudo o que foi criado! O Espírito movia-se sobre a face das águas, sobre o abismo; antes da criação da luz, Deus é luz!
Ao criar a criação, Deus tem um propósito para ela. Assim Deus já sabia, tudo antes de algo acontecer. Deus sabia da queda de Lúcifer, da queda do homem. Deus sabia das várias fases da criação. Deus permitiu e aceitou a sua própria morte, antes da fundação do mundo. Tudo isto estava no coração de Deus. Tudo isto Deus sabia. Deus sabia. Do pecado do homem, que se daria depois.
As religiões, não foram criadas por Deus. Isto escrito não é religião, mas é verdade. Como verdade de Deus vai ter o seu fim, a nível de pecado. Mas não um fim, nas várias fases da manifestação do seu amor! Ai será eternidade a eternidade. O Logos ou Palavra de Deus foi escrita. A resposta para todas as questões é a sua palavra ( A Bíblia) que é a revelação, deste chamado processo Divino. Digo a Palavra é a verdade eterna de Deus. Como tal é a escritura da verdade! Amém!
Pode um vaso de desonra se tornar um vaso de honra? A Bíblia responde:
"Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra." 2 Timóteo 2:20-21
QUANDO FALTA FORÇA, A GRAÇA BASTA
Muitas vezes, esse versículo é usado como um amuleto para o sucesso financeiro ou a superação de metas terrenas. Mas a verdade bíblica é muito mais profunda e libertadora. Na perspectiva bíblica, a graça de Deus não é um salvo-conduto para o triunfalismo, mas sim a graça capacitadora (ou cooperante) que atua na nossa vontade e nos sustenta no sofrimento. É o poder de Deus aperfeiçoando-se na nossa fraqueza e nos capacitando para suportar as seguintes privações:
- Em Damasco, logo após a conversão, o apóstolo precisou escapar escondido em um cesto (Atos 9.25; 2Co 11.33);
- No início de seu ministério, enfrentou profunda desconfiança e rejeição por parte da igreja em Jerusalém (Atos 9.26);
- Em Antioquia da Pisídia, foi severamente perseguido e expulso da região (Atos 13.50);
- Em Listra, acabou apedrejado, arrastado para fora da cidade e dado como morto (Atos 14.19);
- Na Macedônia, especificamente em Filipos, foi açoitado com varas e lançado na prisão (Atos 16.22-24);
- Em Éfeso, enfrentou violentos tumultos incitados contra o seu ensino (Atos 19.23-41);
- Em Jerusalém, foi preso, espancado pela multidão e ameaçado de morte (Atos 21.27-36).
Assim, o "tudo posso" de Paulo é, na verdade, um "tudo posso suportar". É a firme convicção de que, seja na escassez, na rejeição ou na dor, a graça santificadora nos molda e nos mantém firmes. Você não é forte sozinho, mas o Espírito Santo habita em você para te dar resiliência.
Pense nisso e ótima semana,
Marcelo Rissma
Poema - Idolatria
Na Bíblia já dizia
Sobre a idolatria
Será que existe cura?
Idolatram mais a criatura
Padres, bispos e pastores
Do que o Criador
Seguindo suas religiões
Odiando os próprios irmãos
Chegam até a comparar políticos
Com Jesus Cristo.
A idolatria é cega
Seus ídolos na terra
Podem cometer desvios éticos e crimes
Mas por causa da religião, do gênero musical ou dos times
Tudo será tratado como mentira ou perseguição
O maior exemplo está nas eleições
Maldito o homem que confia no homem
O seu santo nome
Não está vinculado a nenhum lado político
Precisamos de mais estudos bíblicos.
GABRIEL DELANNE:
O APÓSTOLO DA CIÊNCIA ESPÍRITA E O INVESTIGADOR DA IMORTALIDADE DA ALMA.
Marcelo Caetano Monteiro.
Gabriel Delanne, nascido François-Marie Gabriel Delanne, em Paris, França, no dia 23 de março de 1857, e desencarnado na mesma cidade em 15 de fevereiro de 1926, inscreve-se entre as figuras mais eminentes do movimento espírita francês do século XIX e início do século XX. Engenheiro de formação, pesquisador incansável e escritor de notável capacidade analítica, dedicou sua existência ao estudo dos fenômenos mediúnicos e à defesa racional dos princípios apresentados por Allan Kardec.
Sua trajetória revela a convergência singular entre o espírito investigativo da ciência e a concepção espiritualista acerca da natureza humana. Ao lado de expoentes como Léon Denis, Henri Sausse e Jean Meyer, Delanne tornou-se uma das vozes mais expressivas na continuidade e divulgação da obra kardequiana, procurando demonstrar, mediante observações experimentais e argumentação lógica, a sobrevivência da alma e a comunicabilidade entre os mundos físico e espiritual.
ORIGENS FAMILIARES E A INFLUÊNCIA DE ALLAN KARDEC.
Gabriel Delanne veio ao mundo no mesmo ano em que Allan Kardec publicou a primeira edição de O Livro dos Espíritos (1857), obra fundamental que estabeleceria os alicerces da Doutrina Espírita. Filho de Alexandre Delanne e Marie Alexandrine Didelot, ambos dedicados estudiosos do Espiritismo e participantes das reuniões da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, cresceu em um ambiente profundamente marcado pelo estudo da espiritualidade.
Desde a infância, teve contato direto com os fenômenos mediúnicos realizados em reuniões familiares. Esse ambiente de investigação espiritual despertou nele uma inclinação natural para o estudo dos fenômenos psíquicos, sempre buscando conciliar observação, raciocínio e princípios morais.
Allan Kardec, ao mencionar a família Delanne na Revista Espírita de outubro de 1865, destacou a precocidade intelectual do jovem Gabriel, afirmando que suas ideias refletiam o ambiente doutrinário em que havia sido educado.
Ainda criança, protagonizou uma experiência de tiptologia, fenômeno mediúnico no qual uma pequena mesa teria respondido perguntas durante uma reunião doméstica. Esse acontecimento, registrado por Kardec, tornou-se um dos episódios marcantes de sua infância espiritualista.
O PESQUISADOR DA FENOMENOLOGIA ESPIRITUAL.
A característica mais notável de Gabriel Delanne foi sua postura investigativa. Ele não tratava os fenômenos espíritas como simples manifestações de crença, mas como objetos de estudo que deveriam ser analisados mediante critérios racionais.
Em suas obras, procurou estabelecer uma relação entre os fenômenos mediúnicos e as leis naturais, defendendo que a existência da alma não seria uma hipótese abstrata, mas uma realidade passível de investigação.
Sua produção literária representa um dos mais importantes esforços de sistematização científica dentro do Espiritismo. Entre suas principais obras destacam-se:
O Espiritismo perante a Ciência (1885);
O Fenômeno Espírita (1893);
A Evolução Anímica (1897);
Pesquisas sobre a Mediunidade (1898);
A Alma é Imortal (1899);
A Reencarnação (originalmente O Perispírito, 1899);
As Aparições Materializadas dos Vivos e dos Mortos (1909 e 1911).
Esses trabalhos revelam uma preocupação constante em demonstrar a continuidade da vida após a morte e a existência do princípio espiritual independente do organismo físico.
DEFENSOR DA CODIFICAÇÃO KARDEQUIANA.
A admiração de Delanne por Allan Kardec ultrapassava a simples homenagem intelectual; representava profunda convicção de que a Codificação Espírita inaugurara um novo campo de conhecimento acerca do ser humano.
Ao dedicar sua obra O Fenômeno Espírita à memória de Kardec, escreveu:
“À alma imortal de meu venerando mestre Allan Kardec eu dedico este livro, obra de um de seus mais obscuros admiradores, porém um dos mais sinceros.”
Em 1910, no prefácio da obra Biografia de Allan Kardec, de Henri Sausse, Delanne afirmou que a obra do Codificador permanecia resistente às críticas porque estaria fundamentada na observação dos fatos e na lógica.
Para ele, o Espiritismo representava uma investigação acerca das leis espirituais, unindo razão, experiência e consequências morais inspiradas nos ensinamentos de Jesus.
ATUAÇÃO NO MOVIMENTO ESPÍRITA FRANCÊS.
Em 1880, durante as homenagens pelo aniversário da desencarnação de Allan Kardec, Delanne pronunciou discurso no túmulo do Codificador, no cemitério Père-Lachaise, em Paris, destacando que Kardec não havia criado um culto religioso, mas organizado um campo de estudos sobre a relação entre o mundo espiritual e o mundo material.
Em 1882, participou da fundação da União Espírita Francesa, tornando-se posteriormente seu presidente. Em 1884, fundou o periódico Le Spiritisme (O Espiritismo), destinado à divulgação dos princípios espíritas.
Também esteve envolvido em congressos espiritualistas internacionais, participando de importantes debates sobre mediunidade, sobrevivência da alma e fenômenos psíquicos.
INVESTIGAÇÕES METAPSÍQUICAS E FENÔMENOS DE MATERIALIZAÇÃO.
Um dos episódios mais conhecidos de sua trajetória ocorreu quando acompanhou o professor Charles Richet, futuro ganhador do Prêmio Nobel de Medicina, nas pesquisas realizadas com a médium Marthe Béraud, em Argel.
O fenômeno ficou conhecido como “O Fantasma de Bien Boa”, envolvendo relatos de materializações espirituais investigadas segundo os métodos da época. Delanne participou dessas pesquisas dentro do contexto da chamada Metapsíquica, área dedicada ao estudo dos fenômenos considerados além da psicologia tradicional.
DESENCARNAÇÃO E LEGADO ESPIRITUAL.
Nos últimos anos de sua existência, enfrentando limitações físicas decorrentes de enfermidades progressivas, Gabriel Delanne permaneceu dedicado ao estudo e à divulgação espírita.
Na véspera de sua desencarnação, teria recebido a visita de um homem interessado em discutir o Espiritismo. Após longa conversação, sentindo o agravamento de seu estado físico, declarou aos presentes que partiria para o mundo espiritual. Quando alguém afirmou que ele logo se recuperaria, respondeu:
“Sim, no Além.”
No dia seguinte, aos 68 anos, Gabriel Delanne retornou à pátria espiritual.
Seu legado permanece associado à tentativa de harmonizar investigação científica, filosofia espiritualista e ética cristã. Para o movimento espírita, tornou-se símbolo do pesquisador dedicado, que buscou demonstrar que a morte não representa extinção, mas transformação; que a inteligência não seria mero produto da matéria; e que a evolução espiritual constituiria uma lei permanente da existência.
REFERÊNCIAS:
DELANNE, Gabriel. O Fenômeno Espírita.
DELANNE, Gabriel. A Evolução Anímica.
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Outubro de 1865.
SAUSSE, Henri. Biografia de Allan Kardec. Prefácio de Gabriel Delanne, 1910.
BODIER, Paul; REGNAULT, Henri. Un Grand Disciple d’Allan Kardec: Gabriel Delanne, sa vie, son apostolat, son œuvre.
Gallica — Biblioteca Nacional da França: Le Phénomène Spirite, Gabriel Delanne.
VIDA E ATOS DOS APÓSTOLOS.
CAIRBAR SCHUTEL
VIDA E ATOS DOS APÓSTOLOS
(1ª EDIÇÃO -1933)
Cairbar Schutel analisa os Atos dos Apóstolos constantes no Novo Testamento à luz da Doutrina Espírita, com ensinamentos que ajudam a entender a importância dos apóstolos na propagação dos ensinamentos de Jesus. Uma interpretação espiritual sobre a Doutrina que os Discípulos anunciaram e pela qual se sacrificaram.
intelectual não nos permitia fazer obra de mestre. Mas esforçamo-nos tanto quanto nos foi possível para, dóceis às inspirações dos Caros Espíritos que dirigem o nosso movimento, expor com clareza e precisão, o que sabíamos sobre os Apóstolos, bem como fazer um estudo sintético das elucidações doutrinárias, pondo de lado dissertações inúteis e logomaquias vãs.
Se esta obra alcançar o fim a que se destina, isto é, esclarecer de certo modo a vida e os atos dos Apóstolos, e guiar mesmo que seja uma única alma para Deus, nós nos daremos por felizes.
Matão, 3 de outubro de 1932
Cairbar Schutel.
O Evangelista Lucas, foi um dos grandes discípulos de Paulo. Nascido na Antioquia, exercia a medicina e afirmam ter sido um bom artista.
Daí o haverem-no escolhido os médicos por seu Patrono. Mas o principal de Lucas não é ter sido médico, mas sim um grande Apóstolo do Cristianismo nascente. Pelo seu Evangelho e Atos, vê-se que era um homem ilustrado, de vistas largas, pois bem interpretava o movimento de reforma religiosa que se operou em seu tempo, movimento que mereceu todo o seu auxilio prestado à Causa Cristã com rara abnegação.
Foram unicamente estes os dados mais acertados que conseguimos obter sobre tão ilustre personalidade, que assinalou sua passagem pela Terra como um super-homem, entidade dotada, pelo que se vê, de faculdades admiráveis que eram as insígnias de tão ilustre quão elevado Espírito.
Cairbar Schutel.
Nascimento: 22 de setembro de 1868, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Falecimento: 30 de janeiro de 1938, Matão, São Paulo
Morte: 30 de janeiro de 1938 (69 anos); Matão, São Paulo, Brasil
Nome completo: Cairbar de Souza Schutel.
A Bíblia nos chama a viver com sabedoria, não no automático. A fazer escolhas guiadas pelo Espírito, sabendo que: o tempo é precioso, o hoje não volta, e aquilo que fazemos para Deus nunca é em vão.
Viver assim é perguntar todos os dias:
Senhor, como posso Te honrar hoje, do jeito simples que eu tenho?
Que o Espírito Santo te conduza a viver dias cheios de sentido, mesmo em tempos difíceis. Ele faz florescer luz onde os dias parecem escuros. Miriamleal
A humildade bíblica não é pensar menos de si mesmo, mas reconhecer que dependemos de Deus.
Andar humildemente com Deus significa viver em comunhão constante com Ele, reconhecendo que não somos a medida da verdade nem os donos da justiça.
A humildade nos impede de cair no orgulho religioso. miriamleal
Na perspectiva bíblica, justiça não é somente punir o erro ou cumprir regras. É agir corretamente diante de Deus e das pessoas. É tratar os outros com honestidade, imparcialidade e dignidade.
A justiça de Deus protege o fraco, o necessitado, o órfão, a viúva e o estrangeiro. Ela não favorece os poderosos nem ignora os vulneráveis.
Jesus demonstrou essa justiça quando acolheu pessoas desprezadas pela sociedade e confrontou a hipocrisia religiosa. miriamleal
O Encontro dos Contrastes.
Ele era o silêncio das bibliotecas antigas, O cheiro de papel velho e o peso do que foi escrito.
Um verso pausado, uma nota que hesita,
Vivendo no rastro do que é finito e restrito.
Ela era o eco das praças lotadas, O vento que bagunça o cabelo e a alma.
Um riso solto em esquinas geladas,
A pressa que ignora o convite da calma.
A Geometria do Destino
Não havia lógica no mapa que os guiava,
Pois um buscava o norte, o outro a imensidão.
Mas o destino, esse artesão que não errava,
Tinha planos traçados na palma da mão.
- Distintas? Como o fogo e o sereno.
- Opostas? Como o abismo e o luar.
- Destinadas? Como o rio, ainda pequeno,
Que não conhece outro caminho senão o mar.
A União dos Avessos
Quando se olharam, o tempo perdeu a medida,
As arestas se moldaram em perfeito encaixe.
Ele deu a ela o porto, a raiz, a guarida;
Ela deu a ele o voo, sem que ele baixasse.
Pois almas diferentes não buscam o igual,
Buscam o que falta, o que completa o desenho.
E no abraço que funde o mortal e o imortal,
Descobrem que o amor é o seu único empenho.
"Duas metades que não se parecem, mas que, ao se tocarem, finalmente se reconhecem."
Tentar medir um milagre com uma régua humana é um contrassenso.
A Bíblia é uma revelação de milagres. Se aceitamos que Deus criou a física, também aceitamos que Ele pode suspender ou moldar a física quando quer, seja fazendo um machado flutuar na água, suspendendo o sol no céu ou sustentando a vida na arca. Tentar reduzir a ação de um Deus infinito à limitação da lógica humana é tirar o próprio Deus da equação.
O Deus da Bíblia não é o mesmo que Alá do Alcorão:
✝️ Deus da Bíblia:
“Quem nega o Filho também não tem o Pai; quem confessa o Filho tem também o Pai.” (1 João 2:23)
☪️ Alá no Alcorão:
“Ele não gerou ninguém, nem foi gerado, e ninguém é comparável a Ele.” (Alcorão 112:1-4, Surah Al-Ikhlâs)
Para ir para o inferno, você não precisa fazer nada. Basta seguir o próprio coração.
A Bíblia não nos ensina a seguir o coração, mas a submetê-lo a Deus.
O coração humano, entregue a si mesmo, é enganoso e inclinado ao pecado.
Por isso, quem vive apenas pelos próprios desejos caminha para longe da vontade de Deus.
O maior engano desta geração foi acreditar que o coração é um guia confiável.
A Palavra de Deus diz que ele é enganoso e corrupto.
Quando o homem faz da própria vontade sua bússola, inevitavelmente se afasta de Deus.
A salvação nunca esteve em seguir a si mesmo.
Ela está em negar a si mesmo, tomar a sua cruz e seguir a Cristo.
Não siga o seu coração.
Submeta-o ao Senhor.
_“A dureza do coração dos homens leva muitos a enxergarem Paulo apenas como um apóstolo cheio do Espírito Santo, mas esquecem que Deus primeiro o transformou num ser humano comum — que chora, que sofre e que ama.
O mais lindo é isso: Deus fez de Paulo um homem do céu, sem deixá-lo de ser homem na terra.
Olhe para o homem antes de olhar para os feitos desse homem. Pois, antes de existir um grande apóstolo, existiu um homem rendido à graça de Deus.”
Aqueles que acreditam que um deus tem razões para tirar a vida de crianças nos mitos bíblicos, e que acreditam poder ser perdoados por qualquer coisa, não importa o quão terrível seja o que fizerem, e nem o quão irreversível a outras pessoas seja, não teriam como não ser os mais perigosos e perversos. Os crimes mais terríveis da história humana sempre foram cometidos por aqueles que acreditavam estar fazendo "a vontade de Deus".
Além disso, se tudo é perdoado, tudo é liberado. Se não há limites para o perdão, não há limites para os atos, muito menos responsabilização real pelas próprias ações. Quando se tem um deus que permite e regulamenta a escravidão, faz vista grossa pra abuso, ordena e causa a morte de crianças, animais, bebês de colo, mulheres grávidas e nações inteiras simplesmente pelas mesmas não o seguirem ou não se sujeitarem ao seu suposto povo... Não há limites para a maldade, não apenas do suposto deus, mas também daqueles que o seguem.
Por isso, todos os dias, o "povo de Deus", os líderes religiosos desse mesmo ser, aparecem em noticiários pelos crimes mais perversos, covardes e hediondos que se pode cometer. Tenham cuidado com aqueles que se dizem "homens e mulheres de Deus". Eles podem tirar a sua vida, rasgar a sua alma, destruir a infância dos seus filhos, e ainda assim acreditar que vão pro céu, já que o deus deles aceita tudo, basta que o culpado o idolatre e aceite. O ego do deus judaico-cristão é mais importante pra ele do que a justiça, e convenhamos: justo esse pseudo deus nunca foi, segundo a própria mitologia dele, assim como a história do cristianismo e do mundo supostamente criado por ele. Não há nada mais mortal, perverso e perigoso do que o "amor cristão".
- Marcela Lobato
1Coríntios 13:6
não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Que versículo poderoso!
Esse versículo nos lembra de que o amor verdadeiro não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
É um chamado a viver com integridade, justiça e verdade, refletindo o caráter de Deus em nossas vidas.
Que possamos ser pessoas que amam a verdade e buscam a justiça, para que possamos ser instrumentos de amor e transformação no mundo! 📖🙏🏼
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