Textos
Será que minha vida tem a mistura de amor e dor?
Sinto o calor que enobrece meu coração seguido de uma frustração.
O meu pensamento é inocente como o dia sem o sol e misteriosamente traz-me sensações desejadas por um sentimento que acredita na esperança.
Palavras carinhosas e verdadeiras enchem meus momentos de alegrias e ansiedades dos seus detalhes.
Feliz aniversário! Celebre a sua vida hoje!
Celebre as bênçãos e as suas conquistas.
Agradeça pelo imenso prazer e satisfação que é viver.
Comemore com as pessoas mais queridas ao seu lado.
Vire uma página e dê início a um novo capítulo da sua vida.
Se orgulhe de suas vitórias e mire em novos objetivos.
E não se esqueça nunca de sorrir e celebrar a sua vida ao máximo!
Eu amei você mais do que a mim. Talvez esse foi meu maior erro. Você era meu tudo. Deixei uma vida pra trás por você. Pena que nunca entendeu.
Eu sempre fui idealista. Se amo é com toda força do meu coração. Se luto por algo vou até às últimas consequências. Se ganhar meu afeto me ganha pra sempre.
ÚLTIMO SUSPIRO
Até o meu último suspiro em vida,
quero aprender a viver.
Quem sabe, não aprenderei sobre coisas que me faria viver,
pelo menos mais um dia?
Aprender e viver é uma ideia única.
Não se vive sem aprender,
e se deve aprender para bem viver.
Aprender a construir o destino,
destinar-se a viver bem.
Bem vividos os dias são bons.
Os dias são contados e corridos.
Segue-se vivendo e aprendendo...
Já que se morre aos poucos.
Em tempos de pandemia.
Tudo está tão diferente,
Muita rotina,
Alterando a vida da gente.
Conversas rápidas no portão,
Usando máscaras
Olhares sinceros
Sem aperto de mão.
A regra é isolamento
Se não quer adoecer
Seja obediente.
Nada podemos fazer
além de crer em Deus
Esperar, confiar e orar.
Isso também vai passar…
Solidão... preenche meu coração.
Tempestade... completa realidade.
Minha vida... pura emoção.
Ventanias... dia após dia.
Solidão... isolamento.
Liberdade... escravidão.
Razão sem emoção
nunca... em todo momento.
Calar... jamais.
Silenciar... de quando em quando.
Bom senso... contrassenso
Quer saber? Pra mim, tanto faz!
Nunca fui perfeita e nunca pedi pra ser, apenas tento ser melhor do que fui ontem!
Nessa vida alguns me decepcionaram, mas também já decepcionei alguém!
Algumas vezes tentaram e até conseguiram me derrubar, mas também já caí sozinha!
Tive amigos que pensei que seriam inseparáveis e hoje nem sei onde estão, mas também tive conhecidos que se fizeram presentes e hoje são tudo pra mim!
Fugi muitas vezes de sentimentos que sabia que não me fariam bem, mas também não consegui não ter raiva de uma situação!
Sou simples, sou meiga, mas já fui testada e tirada do sério, virando onça, falando tudo o que me veio a cabeça! As pessoas esquecem que tudo tem um limite, ninguém é de ferro!
Muitas vezes nós os sinceros somos taxados como grosseiros, o que significa que muitos não estão preparados pra ouvir a verdade; Sabe como é né? ILusão dói menos!
Mesmo com todas as minhas imperfeições sou capaz de amar meu inimigo e até me sensibilizar com as suas dores, pois sei que quando alguém julga com rispidez e até com intolerância, significa que essa pessoa precisa muito mais de ajuda e atenção, por que somente batemos de frente com quem nós nos assemelhamos. É o medo que o outro tem de consigamos fazer melhor do que ele. Ninguém é melhor do que ninguém! Todos temos nosso valor!
E eu? Sou o que sou, não o que querem que eu seja. Sou uma errada tentando acertar e assim como todos os diferentes iguais, preciso de compreensão!
Às vezes me pego pensando em tudo que já passei na vida como a traição, a perseguição, a difamação, o abandono, a ingratidão e outras...
Nada disso mudou meu coração, pois continuo vivendo sem desejar mal a ninguém, nem mesmo àqueles que me fizeram o mal, direta ou indiretamente.
E isso me traz paz.
Vida
Estranha vida, mistério que me veste...
Sou sombra e luz, calma e tempestade,
uma parcela dispersa no universo,
retalho invisível de uma imensidade.
Um tudo vasto, ou talvez um nada...
Sopro leve que faz a alma despertar,
um pouco de brisa rara que acaricia a tarde,
outras vezes vento que vem para tudo tirar deo lugar.
Sou chama que arde no peito inquieto,
chuva que lava os sonhos esquecidos, os telhados pela poeira enegrecidos...
Mar revolto, mar sereno, silêncio e grito,
entre dores profundas e sorrisos perdidos.
Estranha vida, entrelaço entre o caos e a paz...
mistura de tudo, um nada que num frágil sopro se desfaz...
Sou fio tênue que tece meu enredo,
Verso roubado ao tempo, mistério sem medo.
Vida, qual é de bem viver o segredo?
VIDA DE CRIANÇA
Vida de criança
É pular brincar sorrir
Ir pra escola todo dia
Pro futuro garantir
Criança inteligente
Sabe as coisas dividir
Pois tem hora de estudar
E hora de se divertir
O papai e mamãe
Só precisam ajudar
A fazer dever de casa
Pra depois se esbaldar
Na piscina ou pula-pula,
Bicicleta ou futebol.
Depois do dever de casa
Você escolhe o melhor.
Pra Benício e Giovanna.
O IRREPETÍVEL
Há acontecimentos na vida que não admitem reedição.
Por mais que a memória tente rearrumar as peças, por mais que o coração procure réplicas, por mais que o desejo se vista de esperança, certos encontros pertencem a um único instante do universo, e jamais regressam com a mesma força.
Não porque falte coragem.
Não porque falte amor.
Mas porque o caos — esse dramaturgo secreto — escreveu um enredo que não se repete.
Há amores que não voltam porque não nasceram para durar: nasceram para revelar.
Há paixões que nos atravessam como relâmpagos — belas, breves, devastadoras — e deixam em nós uma claridade que nenhuma rotina suporta.
E, ainda assim, tentamos.
Tentamos reescrever a história.
Tentamos transplantar a emoção de um corpo para outro, como quem tenta acender uma fogueira com cinzas frias.
Tentamos encaixar um novo rosto no formato exato do antigo.
Tentamos repetir o gesto, o riso, o perfume, o tremor, como quem repete feitiços que perderam o encanto.
Mas o coração não aceita imitadores.
O que nos marcou não foi apenas a pessoa — foi o instante.
A circunstância.
O invisível.
Aquela interseção secreta entre tempo e alma, onde algo se abriu dentro de nós e nunca mais fechou no mesmo lugar.
É inútil reinventar o que foi único.
O universo emocional não admite plágio.
Há feridas que só aquele corpo sabia curar.
Há abismos que só aquela voz sabia atravessar.
Há silêncios que só com aquele olhar faziam sentido.
Há vertigens que só aquele toque despertava.
Transferir esse sentimento para outro contexto é como tentar mover uma constelação inteira para outro céu.
Nenhum encaixe funciona.
A geometria do amor é exata demais para ser manipulada.
Talvez seja essa a beleza brutal da experiência humana:
nem tudo é reaproveitável.
Nem todo amor é reciclável.
Nem toda paixão sobrevive à tentativa de repetição.
O que vivemos uma vez, vivemos uma vez apenas.
E é justamente essa precariedade que faz do instante um milagre.
Não caberá em outro corpo.
Não caberá em outra história.
Não caberá em outra tentativa.
O máximo que podemos fazer é honrar a verdade do que sentimos — e seguir.
Não como quem busca substituições, mas como quem reconhece que há acontecimentos que são portas: abrem-se uma vez e nunca mais se repetem no mesmo lugar.
E talvez seja assim que o caos nos ensina:
não para que reconstruamos o que acabou,
mas para que aceitemos que o irrepetível também é uma forma de eternidade.
Um brinde à vida
A vida é algo inspirador, que poucos sabem aproveitar.
A vida é uma aventura!
Vivemos um dia de cada vez, por isso... Viva!
Aproveite cada momento como se fosse o último.
Desperdiçamos a vida com coisas fúteis, sem valor, por muitas vezes desprezível.
Viver é um prazer inigualável, não podemos viver consternado.
Então se alegre, chore, abrace, fique só... Mas viva!
Não deixe passar nenhum segundo se quer, cada momento é sublime, mágico, inesquecível
A vida e valiosa demais para ser desperdiçada, com decepções, sofrimento e rejeições pelo nosso modo de ser.
Cada vão momento é insubstituível.
O que não vai nos faltar é família, e se a família faltar, temos amigos que são mas chegados que um irmão.
Quando chegar em um futuro mas próximo, vamos dizer: muito obrigado.
Oração da manhã
Senhor, graças vos dou pela vida que se renova em mim a cada manhã. Pelo dom da vida, pelo desejo constante de sempre estar em Vós.
Sim, Senhor Jesus, sou humana e sou um fraco pecador. E, mesmo conhecendo Tua Palavra, muitas vezes pareço fugir dela. E isso é terrível, pois me distância de Ti.
Mas, Senhor, peço que considere que sou um ser em construção. Estou sempre errando e aprendendo. Não permitas que meus erros me levem ao desânimo e me façam desistir da busca por um melhor estágio de vida.
Ajude-me, Senhor, no meu crescimento espiritual e emocional. Quero ser uma pessoa melhor, aprendendo com meus erros, caindo e levantando. E isso só será possível Senhor, com a tua ajuda. Só será possível apoiando-me em Ti, seguindo o caminho que Tua mão misericordiosa me indica.
Guia-me, Senhor Jesus!
Ode à Vida
Oh! Vida!
És um enigma que nos desafia
a experimentar e enfrentar,
aprender e evoluir.
Oh! Vida!
És uma dádiva,
uma escola de multiplicidades,
onde a individualidade permite
a troca de vivências,
e, infelizmente,
nem sempre somos capazes
de sermos aprovados...
Oh! Vida!
És uma biblioteca de oportunidades
e opções de leitura ( sem releituras) e interpretações mutáveis ou não...
Oh! Vida!
Livro aberto e, ao mesmo tempo,
manuscrito indecifrável,
onde escrevemos com tinta
de escolhas
e apagamos com lágrimas
de arrependimento...
Oh! Vida!
És mestra severa e mãe generosa,
que embala e, por vezes, sacode,
que acolhe no colo da esperança
e lança ao deserto das perguntas
sem respostas óbvias e claras
ao nosso entendimento limitado...
Oh! Vida!
És travessia,
ponte entre o que fomos,
podemos ser e o que ainda
ousamos ou não ser...
Oh! Vida!
És o sopro
que acende nossos sonhos
e o vento
que testa nossas raízes...
Oh! Vida!
És palco e bastidor,
és riso
que floresce sem aviso
e silêncio
que amadurece na dor...
Oh! Vida!
És o instante breve
que insiste em parecer eterno
quando vivido com presença,
e eternidade inteira
quando guardado na memória
do afeto...
Oh! Vida!
Entre quedas e recomeços,
ensinas, sem palavras,
que existir
é verbo em movimento,
é semente insistindo
mesmo sob o peso da terra árida
do mundo...
Oh! Vida!
Que eu te leia com coragem,
que eu te interprete com verdade,
e que,
ao final de cada capítulo,
eu reconheça,
(mesmo cansada...)
a tua sagrada e indomável Poesia.
✍©️@MiriamDaCosta
A Coragem de Sentir
Em que momento sentir virou exagero?
Em que esquina da vida decidiram
que um coração aberto
vale menos
do que um coração fechado?
Quando foi
que um olhar vazio
se tornou mais admirado
do que um sentimento sincero?
Vivemos tempos estranhos.
Chamaram de "emocionado"
quem nunca teve medo de demonstrar afeto.
Como se esconder fosse sinônimo de força,
e sentir fosse um defeito.
Vestiram a frieza com roupas de maturidade,
transformaram a indiferença em mistério,
e fizeram do orgulho
uma qualidade digna de aplausos.
Mas ninguém conta
que muralhas também aprisionam
quem as construiu.
A frieza impressiona por um instante,
mas nunca aquece.
O orgulho vence discussões,
mas quase sempre perde pessoas.
E a indiferença pode proteger um coração,
mas também o impede de viver.
Eu não quero aprender
a fingir que não sinto.
Não quero medir palavras,
calcular demonstrações
ou transformar carinho em estratégia.
Quero continuar acreditando
na beleza de um abraço sem pressa,
de um "cuida de você",
de um "senti sua falta"
dito sem vergonha,
sem orgulho,
sem medo.
Porque bonito mesmo
é quem não economiza verdade.
Quem ama sem precisar fingir.
Quem abraça sem medir.
Quem sorri sem calcular.
Quem permanece,
mesmo sabendo
que sentir também é correr o risco de se machucar.
Se isso faz de mim
uma pessoa emocionada,
que seja.
Prefiro carregar no peito
a coragem de sentir,
do que vestir uma armadura
para parecer forte.
Porque pior do que sofrer por sentir demais
é passar a vida inteira
sentindo de menos.
No fim,
o mundo pode até aplaudir
os corações de gelo.
Mas são os corações que ainda têm coragem de amar,
de chorar,
de recomeçar,
de permanecer
e de dizer exatamente o que sentem,
que lembram ao mundo
que viver nunca foi sobre parecer invencível.
Sempre foi
sobre ter coragem
de continuar sentindo,
mesmo depois de todas as decepções.
Porque, no fim,
não é a frieza que nos torna inesquecíveis.
É a coragem
de sermos inteiros.
Um dia você descobre
que a vida não foi à toa
e que, apesar de não ser tão boa
não há dor que não se cure
não há dor que pra sempre dure
e que, infelizmente
não existe dor que não doa
o que existe realmente
é dor que se sente à toa
tem a dor que te consome
e a dor que sem pena te rói
mas a dor menos amena
é a dor que apesar de ser dor
você nunca sabe onde dói.
TEMPERANÇA DA ALMA DIANTE DA DOR.
A vida, em sua tessitura inexorável, possui a capacidade de dilacerar as estruturas mais íntimas do ser. Ela não pede licença para ferir, nem consulta a disposição do espírito antes de impor suas provas. Há momentos em que o indivíduo se vê fragmentado, como se sua própria identidade houvesse sido dispersa pelos ventos da adversidade. Contudo, é precisamente nesse território de ruína interior que se revela o verdadeiro critério da grandeza moral.
Ser quebrado pela existência não constitui exceção, mas condição comum da experiência humana. O que distingue os espíritos elevados dos que ainda se debatem na ignorância moral é a forma como respondem à própria dor. A imaturidade, por sua vez, tende a transformar o sofrimento em justificativa, como se a dor pessoal conferisse licença tácita para a propagação do sofrimento alheio. Nesse estado, o indivíduo deixa de ser apenas vítima das circunstâncias e torna-se agente da mesma violência que o feriu.
A maturidade, entretanto, inaugura um outro horizonte ético. Ela nasce quando o ser compreende, com lucidez, que a dor é uma experiência, não uma autorização. O sofrimento pode explicar reações, mas jamais as legitima. Há uma distinção profunda entre compreender a origem de um impulso e consentir com sua manifestação. O espírito amadurecido aprende a conter-se, a refletir, a sublimar. Ele reconhece que cada gesto direcionado ao outro carrega consequências que ultrapassam o instante e repercutem na ordem moral do universo.
É nesse ponto que a consciência se eleva. O indivíduo passa a perceber que sua responsabilidade não é anulada por suas feridas. Pelo contrário, ela se intensifica. Quanto mais alguém conhece a dor, mais apto se torna para evitá-la nos outros. A experiência do sofrimento, quando bem assimilada, converte-se em instrumento de empatia e não em arma de agressão.
Assim, a verdadeira força não reside em resistir ao impacto da vida, mas em impedir que esse impacto se converta em destruição exterior. Há uma dignidade silenciosa naquele que, mesmo ferido, escolhe não ferir. Essa escolha não é passividade, mas domínio de si. Não é fraqueza, mas refinamento moral.
No âmago dessa compreensão repousa uma verdade austera e elevada. O ser humano não controla tudo o que lhe acontece, mas conserva plena responsabilidade sobre aquilo que transmite ao mundo. E é nessa responsabilidade, assumida com rigor e consciência, que se edifica a nobreza do espírito, transformando a dor em disciplina e a existência em um exercício contínuo de elevação interior.
Meu filho
O milagre que transformou completamente a minha vida,
a pessoa que mudou a minha maneira de pensar,
a razão que mudou a minha forma de ver a vida,
o motivo que eu precisava para sobreviver,
a ponte que eu precisava para atravessar outro mundo,
A mão que eu precisava para me tirar do vale,
O enssentivo que recebi para conhecer a verdade,
a prova de que existe um autor da vida
que em forma de milagre gerou uma vida no meu ventre...
Somente para me provar ...
que eu tenho um Deus que me escuta!
A vida nos ensina a dura lição de que o chão nem sempre estará firme sob os nossos pés quando mais precisarmos. Haverá momentos em que a queda será inevitável e o impacto contra a realidade parecerá definitivo e esmagador. O milagre não está em evitar a queda, mas na teimosia quase sagrada de se levantar e tentar mais uma vez.
- Tiago Scheimann
A Expansão de Dois Universos
Há pessoas que atravessam a vida umas das outras como quem visita um lugar. Eu não.
Sempre acreditei que existem pessoas extraordinárias. Pessoas que carregam dentro de si universos inteiros. Com constelações ainda sem nome, galáxias jamais exploradas, oceanos profundos e infinitos esperando alguém suficientemente curioso para permanecer.
Talvez seja por isso que nunca consegui amar pela superfície. Porque a superfície nunca foi capaz de sustentar aquilo que eu procurava. O extraordinário é raro. E, quando dois universos raros se encontram, o desejo deixa de ser apenas estar ao lado. Passa a ser descobrir.
Descobrir os continentes escondidos nas palavras não ditas, decifrar as estrelas por trás dos medos, encontrar vida onde ninguém antes teve paciência para procurar. E, enquanto isso, permitir que alguém também percorra o meu pequeno universo. Não apenas para me possuir, mas para me conhecer. Porque universos não se conquistam. Universos se desvendam.
Existe algo extraordinário quando duas imensidões deixam de apenas se observar e escolhem explorar uma à outra. Não para que uma complete a outra, mas para que ambas se expandam. Cada descoberta amplia a seguinte. Cada pergunta abre espaço para novas galáxias. Cada vulnerabilidade ilumina uma parte que ainda permanecia invisível.
É como se dois infinitos, ao se encontrarem, não diminuíssem um ao outro. Ao contrário. Expandissem. Porque conhecer profundamente alguém nunca reduz o mistério. Apenas revela que o infinito sempre foi maior do que imaginávamos.
Talvez seja esse o encontro que sempre procurei. Não alguém que apenas me olhasse, mas alguém disposto a passar uma vida inteira descobrindo os infinitos que habitam em mim, enquanto eu faria o mesmo pelos infinitos que habitam nele.
E talvez seja por isso que, um dia, escolhi entregar o meu universo. Não em partes. Não apenas o que era bonito ou fácil de compreender. Entreguei também os silêncios, as cicatrizes, as galáxias ainda sem nome e os lugares onde quase ninguém teve coragem de permanecer. Porque um universo só pode ser verdadeiramente entregue quando alguém confia ao outro até aquilo que ainda não foi completamente descoberto.
Talvez poucos compreendam o peso dessa entrega. Mas quem compreende sabe que receber um universo nunca foi um privilégio comum. Foi um convite para uma jornada sem fim.
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