Textos
Hoje quero escrever,
tudo o que me vai na alma,
sufocado na garganta.
Hoje queria ser uma borboleta,
que voa sobre um jardim,
escolhendo a mais bela flor,
onde pousar,
onde será feliz.
Queria ser uma borboleta,
para poder voar,
cruzar o atlântico,
e cansado, pousar.
Pousar na minha flor,
descansar, as minhas asas,
descansar a minha cabeça,
descansar o meu corpo.
Pegar nas suas pétalas,
e alisa-las, entre os meus dedos,
embalar o seu dormir.
Sentir o seu perfume,
beber o seu néctar,
olhar as suas cores.
A BORBOLETA
Como borboleta,
fazer o meu casulo, no seu caule
abrigado pela sua flor.
Descansar, do meu voar
e poder finalmente,
partir em paz.
PRESENTE DE AMIGO
Te desejo o que somente tu podes conquistar.
Seria o amor, o mais desejado pelos corações ?
Não, pois o amor podem te dar, mesmo que não o queiras receber.
Seriam a fama, o sucesso, os imateriais mais desejados neste e noutros tempos ?
Não, estes também podem te dar, ainda que sua falsa modéstia não aceite.
Ah, tantas, e tantas outras coisas poderia dizer , que sequer terias almejado.
Somente ela, que ninguém pode te dar, porque já está contigo ou não existe, porque se sente mais do que se vê, e no entanto tantos a oferecem.
Ela que está ao alcance da tua mão, e mora no teu peito, meu caro,
Desejo que encontres,
A felicidade.
Todos somos impuros!
Temos empregados em nosso ser a ardil maldade que nos corrompe de forma impiedosa, sem ao mínimo nos dar a chance de optar pelo calmo e suave pensamento, puro e repleto de coragem de sair pelo mundo sem ter medo e nem desperta-lo nos outros.
Um sonho utópico, em uma mente plena e repleta de devaneios complexos por tentar expressar um mundo onde a maldade, ambição, fúria, irá e tudo que arruina... nunca existiu.
"Não há magia ou exceção que subverta essa máxima universal: cada um só pode dar, para o bem ou para o mal, daquilo que tem de si.
Portanto quando construímos laços de amizade, esses serão tanto maiores e mais fortes, quanto for nossa disposição em nos doarmos ao seu bom feitio."
"Quando almas se encontram em identidade de visões de mundo, e de repente vai surgindo uma recíproca necessidade de estarem juntos falando sobre isso, ou outras coisas sem sentido, exceto para aqueles que se veem.
Então aí está a gênese de uma grande e verdadeira amizade, e onde o amor faz sua morada, desde antes, até depois do nada."
Qual a sua colheita?
O que pretende plantar?seria a pergunta básica para este ano que se inicia e para todo o resto de sua vida.
O que plantar? Pergunta simples de se responder,tudo que possa gerar bons frutos,ironicamente quando se pensa em bons frutos deve-se pensar nos outros não em sí mesmo.
Plantar pensando nos outros é a certeza de uma colheita farta,todos plantando para os outros geraria uma colheita coletiva e farta mutuamente.
Todas as mágoas e discórdias são geradas pela arrogância,prepotência e egoísmo,altruísmo e solidariedade são virtudes que podem ser facilmente aprendidas e praticadas,exige paciência e persistência,perseverança, como quase tudo que se almeja conquistar na vida.
Nada se faz sem sacrifícios,a tão buscada e sonhada felicidade é gerada do costume de se doar ao próximo,engraçado, é fazendo a felicidade alheia que nos tornamos felizes.
Sinceridade;Todos deveríamos ter como ponto de partida a sinceridade, sofreríamos menos e quando fizéssemos alguém sofrer saberíamos,seríamos sinceramente comunicados por aquele que sofreu nossa injustiça.
Quantas promessas vãs fazemos no decorrer do ano,para os outros e por que não,para nós mesmos,tantos desejos falsos,sem sentimento,sem emoção, sem emoção,somente por protocolo,abraços,beijos,lágrimas,quantos e quantas seriam sinceros?
Muitas vezes somente se cumpre as regras,fazendo e agindo por obrigação e protocolo,ao passo que se deveria aproveitar a ocasião para liberar a emoção genuína presa em sua alma,à qual por insegurança,desconfiança ou vergonha você teme expor.
Muitas vezes por impulso ofendemos,passamos dos limites, magoamos que amamos ,esquecemos tudo de bom que vivemos e nos fechamos.Comum acreditarmos em mentiras que nos contamos,em defeitos que criamos para os outros,em pretextos e barreiras para não nos entregarmos abertamente à fraternidade, medo de ser decepcionado e traído.
E se conseguíssemos criar uma pandemia de altruísmo?sem medo de traições ou decepções?Decidíssemos entregar antes de receber?Como toda pandemia teria um início tímido,insignificante,mas em pouco tempo, exponencialmente,todos seriam contaminados,e ao contrário de outras pandemias todos sairíamos às ruas,dando e recebendo bons fluídos, gerando felicidade.
Não haveria desespero nem medo,não haveria necessidade de pânico isolamento ou exclusão ,todos contaminados reciprocamente,pelo vírus do amor,até que a doença fosse coletiva e incurável.
E,em breve tudo e todos seriam diferentes,não haveria desconfiança ou medo, viveríamos para alegrar e proteger o próximo.Com sinceridade, Amando-o como à si próprio,segundo as palavras do "cara".
Pode parecer sonho,mas não é impossível,como Lennon dizia,sem paraíso ou inferno,todos vivendo a vida em paz.
Imagine não haver fronteiras,é fácil se você tentar,sem fronteiras,sem posses, tudo , de todos,uns respeitando aos outros.Por tudo ser de todos não haveria o que roubar,nem necessidade de enganar,a mentira seria verbete de dicionário,a ganância talvez nem no dicionário estivesse.
Você pode me achar um sonhador,mas eu não seria o único,espero que um dia você acorde e decida me seguir,e o mundo, assim sendo,seria um só!
São muitos os convidados,quase ninguém tem tempo,ou vontade, não temos os costume da honestidade, é uma virtude plantada,que cresce com paciência e perseverança,exige cuidados constantes,senão morre.
Mas é possível cultiva-la,uma cultura frágil,que gera pragas,tudo ao redor conspira para que não gere frutos.Mas a colheita,quando acontece é farta, prazerosa ,gera orgulho para quem planta;Para aumentar o campo cultivado basta paciência,a honestidade se propaga através de exemplos, você pratica constantemente e ela contagia quem o cerca,demora para surtir efeito,gerar frutos,nem sempre o outro acredita no que vê,mas,com o tempo, por constrangimento percebe que o caminho correto é o melhor à ser seguido.
Assim acredito,assim faço,assim espero.
Era uma vez, em uma pequena cidade, um grupo de amigos chamados Lucas, Pedro, Sofia e Marina. Eles eram inseparáveis e estavam sempre juntos, compartilhando risadas e aventuras. Eles eram conhecidos por sua amizade verdadeira e por serem pessoas bondosas, cheias de valores.
Certo dia, enquanto caminhavam pela floresta próxima à cidade, encontraram um mapa antigo e misterioso. Parecia ser um tesouro escondido, mas o mapa não estava completo. Decidiram embarcar em uma jornada emocionante para encontrar as peças faltantes e desvendar o segredo do tesouro.
Durante a busca pelas peças do mapa, os amigos enfrentaram diversos desafios. Em cada obstáculo que encontravam, eles percebiam a importância dos valores que os guiavam. Lucas era corajoso e sempre encorajava seus amigos a não desistirem. Pedro era leal e nunca abandonava seus companheiros, mesmo nas situações mais difíceis. Sofia era gentil e sempre ajudava os outros, mesmo quando isso exigia sacrifícios. E Marina era generosa, compartilhando o que tinha com aqueles que precisavam.
Conforme a jornada avançava, os amigos percebiam que o verdadeiro tesouro não era algo material, mas sim a amizade e os valores que possuíam. Eles se apoiavam mutuamente, superavam as adversidades e aprendiam lições valiosas ao longo do caminho.
Finalmente, após muita dedicação e trabalho em equipe, o mapa foi completado. Os amigos seguiram as indicações e chegaram a um lindo jardim secreto. Lá, encontraram uma estátua de ouro que representava a amizade e os valores que haviam compartilhado durante a jornada.
Ao se depararem com a estátua, Lucas, Pedro, Sofia e Marina perceberam que a verdadeira recompensa não estava no tesouro em si, mas sim na experiência vivida juntos. Eles se abraçaram emocionados, sabendo que haviam fortalecido ainda mais sua amizade e que aqueles valores seriam para sempre a base de suas vidas.
A história dos amigos espalhou-se pela cidade, inspirando outros jovens a valorizarem a amizade verdadeira e a cultivarem valores importantes. Lucas, Pedro, Sofia e Marina se tornaram exemplos para todos, mostrando que quando nos apoiamos e compartilhamos valores como coragem, lealdade, gentileza e generosidade, podemos superar qualquer desafio e encontrar tesouros verdadeiros em nossas vidas.
E assim, os amigos continuaram suas aventuras, enfrentando novos desafios, sempre unidos pelo laço da amizade e guiados pelos valores que os tornavam especiais.
"Os laços em que se constroem as amizades são sensoriais e desprovidos de razão, você gosta sem saber o porquê, quer estar perto sem limitação do quanto, e falar sobre coisas íntimas sem receio de julgamentos ou culpa.
E é assim que as coisas seguem, quando estimamos alguém, a esse sentimento podemos chamar amor, quando recíproco, amigo, mas jamais haverá o primeiro, sem antes passar pelo segundo."
São muitos os conselhos,
E poucos sentimentos...
Muitos são os que querem saber,
Poucos os que querem ser.
Muitos são os colegas,
E nem todos amigos assim.
Na derrota, quem vai contigo até o fim?
Tenha certeza do caminho a percorrer,
Deve ser escolhido por você!
Sua felicidade só faz você feliz de verdade!
Minha avó uma vez pediu-me para comprar uma tesoura, um escorredor de macarrão e um vidro de azeite no mercado, em Niterói, quando eu tinha 12 anos. A rua era Cel. Gomes Machado. Quando eu saí de casa, lembro que também ficaram aguardando duas tias, que ajudavam ela naquele sábado, na cozinha. Esse pedido caía do céu para mim que estava de castigo. A casa ficava na Rua Coronel Senador Vergueiro da Cruz, ao lado do escadão que sobe para o morro do Cavalão. A razão do castigo já não lembro. Lembro-me, sim, que só poderia sair para comprar as coisas e voltar. Fiquei feliz com a tarefa libertadora. E mais feliz fiquei quando, ao dobrar a esquina da Rua São Pedro com Visconde de Itaboraí, verifiquei que se tirava “par ou ímpar” para jogar uma “pelada”, no trecho compreendido entre a Rua de São Pedro e a Cel. Gomes Machado, justo no caminho do mercado. Entrei no páreo e fui escolhido para jogar em um dos times. A galera era sempre a mesma; os amigos da rua que moravam por ali. Só quando a partida acabou lembrei-me da encomenda e fui correndo para o mercado. Lá chegando peguei as coisas e, ao procurar o dinheiro que vovó tinha deixado comigo não o encontrei no bolso. O dono do mercado, Milton Duarte de Castro, percebendo o meu embaraço, perguntou onde eu morava e de qual família eu pertencia. Por minha sorte, dispensou-me do pagamento, não sem antes puxar a minha orelha, com bom humor, para que eu tivesse noção da responsabilidade que um menino deveria ter na execução de um mandado. E que o bom negociante além de ser amigo da família, percebera, também, que suado como estava e com os pés imundos, só podia ser em razão dos folguedos da própria idade. O dinheiro, certamente, caíra na rua.
Agora, a história avança vinte anos...
O mercado já não existe mais. Há agora, na Rua José Clemente, uma loja de instrumentos musicais. Lembrei desses momentos quando era garoto e resolvi entrar naquele lugar fazendo uma pauta para O GLOBO-NITERÓI que foi capa daquela edição de sábado, e que falava sobre a diversidade musical da cidade. Ao olhar para o balcão, fiquei surpreso: Já mais velho, “seu Duarte”, o responsável pela loja, era o mesmo bom homem que, há vinte anos atrás, me desembaraçara de uma dívida de poucos cruzeiros na época. Pedi licença e resolvi me apresentar novamente, depois dos vinte anos, para contar-lhe esta história da qual, como não poderia deixar de ser, ele já não se lembrava. Foi um encontro agradável e, da minha parte, muito comovente. Eis a razão desse texto relacionar-se à amizade. “Seu Duarte” só lembrou de mim depois que falei o nome do meu avô. Ao perguntar se eram amigos, ele ficou com os olhos cheios d´água e respondeu: “fomos grandes amigos”. Não entrei na questão, apenas retribuí o sorriso e lembrei que, há vinte anos, ele não me cobrou o dinheiro quando falei o nome do meu avô. Disso tudo ficou uma lição: o importante numa amizade não é reconhecer somente o amigo, mas também o que é parte dele.
AOS MEUS AMIGOS
"Aos meus amigos, feliz Ano Novo
Cheio de abraços, sorrisos e alegrias
Que todos possam viver com muito fervor
Saúde, paz e muito amor
2023 traga novas oportunidades
Realizações e momentos inesquecíveis
Boas companhias em abundância
Risadas, abraços e esperança
Que possamos celebrar juntos
Todos os feitos, conquistas e vitórias
Saibamos valorizar a simplicidade
Viver intensamente a felicidade"
Pensamentos🎈
Tudo depende de nossos pensamentos....
Em um segundo acontecem muitas coisas
Mas o importante é estarmos atentos
Para não nos deixarmos levar pelas circunstâncias
Estar despertos
Porque em torno de nós
Há uma abundância de recursos
Existe fontes jorrando por todos os lados
Essas São as graças e as bênçãos do altíssimo
Sempre prontas
"Quando de olhos abertos"
Podemos ver e presenciar a mão do criador
Querendo Nos afagar
Nos dar um grande abraço
E com seu puro Amor
Nos chamar de filhos
E falar suavemente em nossos ouvidos internos:
Bem vindo a casa do Pai.
Agora somos um
Não feche seus olhos, jamais
Pois o universo é o seu paraíso
E a paz e a felicidade que vai encontrar
Serás para ti o conforto
E a luz que sempre buscou.
Meu filho
Estive sempre junto de ti
E agora que se despertou
Me ajude a acordar os seus irmãos
Para que a sua felicidade seja completa
Sem fardo e sem jugo
Simples assim🎈
... Não se desespere
Tenha fé sempre
Não permita que as mudanças repentinas
Altere o seu rumo e asua rota
Caminhe com virtude e moral
Para que seus pés não afunde
Sua consciência apodreça
Para que seu travesseiro
Não presencia seus pesadelos
E a morte lenta
De quem deixou -se levar
Por um vento que passou
Fique atento
Olhando sempre para o horizonte
Porque sempre o Sol
Aparecerá para te iluminar
Clarear a sua alma
Para que você nunca mais
Se perca e ignore
A beleza da vida em sua volta
A bondade infinita dentro de teu ser
Sinta que os segundos sempre passam
Mas as batidas de seu coração
Estarão sempre a te dizer
Sempre estarão a te revelar
Que você é especial
E que seus pensamentos, bons
São os que sempre tem que prevalecer
Para que a sua jornada
Seja de amor, carinho e felicidade.
TE AMO, mesmo sem te ver
Você é meu irmão e amigo
AMIGO DO CORAÇÃO
Seja Luz
Fique na paz
Você é a razão da minha existência
Tudo que vejo me lembra você
Você é a razão da minha existência
Minha centelha
Meu fogo
Explosão de amor!...
Como é maravilhoso está ao seu lado
Coladinho em teu ser
Em você
Eu e você
Eternamente
Uma única essência
Uma fragrância limpada
Pura e sublime
Assim como a nossa união
Nossa junção
Nossa!...
Para que falar tanto, meu amor!
Agora que você guardou as flores
Eu sou, todas as flores
Agora.... E você?...
Perfumes em mim
Seu néctar
Meu néctar
Pólens sem fim...
PAZ❤️
“ Engraçado como pessoas que dizem gostar de você, ser sua amiga e o único que poderia era se sentir FELIZ POR VOCÊ ESTAR, mais o egocentrismo é tanto que se você conta algo, ela até finge que não ouviu ou não viu e deixa a inveja aflingir seu ego e demonstrar que gostaria que está felicidade fosse somente sua.”
—By Coelhinha
A crença em acreditar que se está certo por tomar algumas atitudes e alguns pensamentos é na verdade uma mentira sem tamanho. Essa fé se torna puro orgulho ressentido quando simplesmente se ignora a opinião contrária achando certo ignorar ao invés de questionar, perguntar ou tirar duvidas sendo esse o jeito mais simples de se obter algo que a pouco se tinha como desconhecido.
Só quem tem amigos, sabe o valor de uma amizade. Um carinho sem igual, serenidade, compreensão, algo que faz bem para o coração. É tão bom ter um amigo para compartilhar grandes momentos, para deixar marcas de alegrias de grande histórias vividas. Para sorrir nos momentos de alegrias e chorar junto nos momentos de tristeza. Amigos de verdade não se encontra a cada esquina... amigos de verdades são poucos, são únicos e quando se fala sobre amizade a gente reconhece quem são. Amigos são presentes que Deus nos deu para alegrar nossas vidas.Ter um amigo é ter um grande tesouro, uma joia rara, uma preciosidade única!
Naquele momento sublime de intimidade consigo mesmo, no auge da reflexão e do autoconhecimento, tive observando parâmetros singulares da vida. Você entra na vida de pessoas e pessoas entram na sua. Momentos vêm e vão, lembranças, ensinamentos, tudo envoltos num oceano de compartilhamento mútuo. Em um dia você planeja coisas e sonha com aquilo, no outro nada mais é como antes. Vejo que faz parte da natureza do ser humano mudar. Aliás, tudo muda. Em muitos casos a essência fica, mas aquele sentimento de pertencimento a uma realidade outrora vivida fica para trás. É um processo dolorido, que machuca internamente uma contrução diária de perspectivas e realizações. Mas se foi. Uns indo dando adeus e outros sem mesmo ter a chance de se despedir. Mas no final de tudo sobra você. Agora decida: ou vive preso ao passado ou se reinventa. Qual é mais viável para o seu eu?
Se passar pela sua cabeça inúmeras razões para deixar de existir, tente parar e fazer uma reflexão... Será que esses meus problemas não poderão ser passados a frente caso eu tente acabar com isso dessa forma? Será que alguém que me ama, que eu saiba ou não que existe, perderia o sentido de tudo caso eu partisse? É isso mesmo que eu desejo para essa(s) pessoa(s)? Você verá então que por mais difícil que seja, a nossa vida em sociedade está entrelaçada e nossas ações interferem no meio em que vivemos. Vale a pena lutar e seguir em frente, não pensa em desistir, jamais!
A vida carece de reflexão da propria vida,vida vivida, sofrida ,traída entre altos e baixos segue a vida,experiente pelo caminho vai descobrindo novos caminhos, olhando pra trás a vida ve quanto viveu,mas parece que viveu um segundo ,segundo lento comprido, vida que segue o caminho que olha para o passado, passa pelo presente constante,rumo ao futuro esse incerto,más forjado pelo caminho vivido ,a vida merece reflexão, e a vida pulsa e o pulso ainda pulsa....
No dia das crianças, uma auto-reflexão da minha infância: retardado mental, inofensivo, brincalhão, debochado; quando bem pequeno, montava no cabo de vassoura no quintal da casa do meu avô, e imaginava ser um cavalo. Assim, quando ia com ele no mercado, galopeava pelas ruas da Vital Brasil, parando em frente ao barzinho de esquina, na subida da rua Senador Vergueiro, quando iniciava um show fazendo meu cavalo relinchar, de modo que o cabo da vassoura, por várias vezes, atingia as pernas dos que estavam por perto, enquanto meu avô pedia desculpas rindo. Quando isso acontecia, meu avô, mais debochado do que eu, olhava para a pessoa e ainda fingia que estava dando uma chicotada no meu cavalo imaginário para o atingido ver, o que me deixava transtornado. Não se bate em animais. Meu cavalo fez época e o nome dele era Araraboia. Meu avô entrava na minha viagem. Quando eu pegava a vassoura, ele colava umas fitas de Senhor do Bonfim que tinha a rodo naquela época colorindo o cabo inteiro, No meu peito, colocava medalhas de santos e broches de clubes. Eram as medalhas das guerras que haviam me condecorado. A distância máxima que percorri com meu cavalo foi da Vital Brasil até a Moreira César, em Icaraí. Na volta, pegamos um táxi e perdeu a graça. Uma vez, meu avô foi jogar carta com os amigos no quintal. Estava assistindo televisão. Ele passou, apertou o botão da tv rindo, e perguntou onde estava Arariboia. Respondi que não queria mais montar naquele cavalo. Disse que havia crescido. Ostentei na cara do velho! Ele então me respondeu que já era velho, mas que mesmo assim o que mais lhe impressionava no meu cavalo, naquele momento, era o rosto. Segundo ele, a impressão que dava naquela manhã era que estava inchado. Disse que os poucos dentes estavam cariados e sujos, e que, certamente, só a piscina do quintal, naquele dia de sol, poderia esbranquiçar os dentes do bicho. De repente, começou a dizer que dos cantos da boca do meu cavalo escorria uma "baba bovina" que ele estava limpando com as patas manchando o sofá da sala. Disse que o animal estava no canto da sala ruminando lembranças de quando eu era pequeno. Disse ainda que o som que meu cavalo emitia naquele instante, como uma espécia de ronco, contínuo, monótono, eram como pedaços de músicas esquecidas, mas que muitas crianças queriam cantar. Na época, não entendi essa frase, mas lembro bem dela. Disse que já estava escutando esse ronco do cavalo que durava duas horas, dando a impressão de que ele estava morrendo. Perguntei como, sem perceber que estava entrando na onda dele, e ele respondeu que parecia um peixe no chão se debatendo e abrindo os brônquios: foi então que, meio descompassado com a interpretação realística do meu avô, avistei a piscina da sala, o tal Oásis que ele dizia ser capaz de ressuscitar o Arariboia. Quando saí da sala com a vassoura, a velharada amiga do meu avô gritava em coro: "pule com ele na água, pule com ele! E Tchibum, me joguei na piscina e depois avistei meu avô vindo atrás e jogando na água todos os broches e tudo mais. Fiquei ali enquanto eles jogavam carteado por mais de três horas. Rolou um churrascão. Isso tudo pra dizer (pra quem tem filho pequeno é mais fácil) que nossos cavalos vivem dentro de nós o tempo inteiro, mas asilados nos abrigos e cocheiras da idade, das dores, das dificuldades. A idade só nos faz tirar a "montaria" do cabo de vassoura. Acalma-nos, porém, o espírito... O amor, o tempo leva...
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