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Crença, Mediunidade e Lucidez Espírita: uma reflexão a partir de Raul Teixeira
Ao longo de décadas de dedicação ao estudo e à divulgação da Doutrina Espírita, Raul Teixeira tem chamado a atenção para uma distinção essencial: crer não é o mesmo que compreender, assim como possuir mediunidade não significa possuir lucidez espiritual.
Na perspectiva espírita, a crença isolada pode representar apenas um ponto de partida. Allan Kardec jamais propôs uma fé cega, mas uma convicção edificada pela observação, pela razão e pelo exame criterioso dos fatos. É por isso que o Espiritismo convida o indivíduo a pensar, investigar e confrontar as ideias antes de aceitá-las.
Raul Teixeira frequentemente destaca que a mediunidade é uma faculdade inerente ao ser humano, manifestando-se em diferentes graus. Entretanto, essa faculdade, por si só, não constitui certificado de elevação moral, nem de infalibilidade doutrinária. Um médium pode ser sincero e, ainda assim, equivocar-se por influência de suas próprias opiniões, emoções, preconceitos ou pela ação de Espíritos imperfeitos.
A verdadeira lucidez espírita nasce da harmonização entre três pilares inseparáveis:
o estudo constante da Codificação Espírita;
a educação moral do indivíduo;
o exercício permanente do discernimento.
Sem esses elementos, a mediunidade corre o risco de transformar-se em mero fenômeno, desvinculado de sua finalidade educativa e regeneradora.
Allan Kardec estabeleceu o Controle Universal do Ensino dos Espíritos justamente para evitar que opiniões pessoais ou comunicações isoladas fossem elevadas à condição de verdade doutrinária. Esse método demonstra que a autoridade, no Espiritismo, não pertence ao médium, mas à concordância universal dos ensinos submetidos ao crivo da razão.
Raul Teixeira também recorda que a experiência mediúnica jamais dispensa o estudo. Quanto maior a faculdade, maior deve ser a responsabilidade. A ignorância doutrinária pode conduzir ao personalismo, ao misticismo exagerado e à aceitação acrítica de qualquer mensagem espiritual.
A lucidez espírita manifesta-se quando o adepto compreende que nenhu

O IMPERATIVO ESPIRITUAL DA VIGILÂNCIA: UMA REFLEXÃO FILOSÓFICA E MORAL SOB A ÓTICA ESPÍRITA.
Marcelo Caetano Monteiro.
A palavra “vigiai”, presente em diversos ensinamentos de Jesus e dos apóstolos, ultrapassa o sentido de uma simples espera ou de uma preocupação exterior com acontecimentos futuros. Sob uma perspectiva filosófica e espírita, a vigilância representa o estado permanente de consciência moral, no qual o Espírito observa seus próprios pensamentos, sentimentos e atitudes, buscando harmonizar-se com as leis divinas.
Para o Espiritismo, a verdadeira vigilância não consiste apenas em aguardar acontecimentos grandiosos, mas em realizar diariamente a reforma íntima, pois o principal campo de batalha do ser humano encontra-se dentro de si mesmo.
MATEUS 24:42 — “VIGIAI, POIS, PORQUE NÃO SABEIS A QUE HORA HÁ DE VIR O VOSSO SENHOR.”
Jesus pronuncia estas palavras no contexto de seus ensinamentos sobre os tempos futuros e a necessidade de preparação espiritual.
Filosoficamente, o versículo apresenta uma profunda reflexão sobre a impermanência da existência humana. O homem frequentemente vive como se tivesse domínio absoluto sobre o tempo, esquecendo que sua passagem pela Terra é transitória.
Na visão espírita, a “vinda do Senhor” não deve ser interpretada apenas como um acontecimento exterior, mas também como o despertar da consciência para os valores eternos. O Cristo chega ao coração humano quando este se abre ao amor, à caridade e à transformação moral.
Allan Kardec ensina que o progresso espiritual depende do esforço individual, pois o Espírito é chamado a desenvolver suas faculdades morais através das experiências da vida.
Assim, vigiar é preparar-se para o encontro com a própria consciência diante das leis divinas.
1 CORÍNTIOS 16:13 — “VIGIAI, ESTAI FIRMES NA FÉ, PORTAI-VOS VARONILMENTE E FORTALECEI-VOS.”
Paulo apresenta quatro atitudes essenciais: vigilância, firmeza, coragem e fortalecimento.
Na filosofia moral, a fé verdadeira não é uma aceitação passiva, mas uma força interior que orienta o indivíduo diante das dificuldades. A criatura que não vigia seus pensamentos torna-se facilmente conduzida pelas paixões, pelo orgulho e pelo egoísmo.
Segundo o Espiritismo, a fé raciocinada é aquela que enfrenta a razão em todas as épocas da humanidade. O Espírito fortalecido é aquele que compreende que as provas da existência possuem finalidade educativa.
A coragem mencionada por Paulo não é a ausência de sofrimento, mas a capacidade de enfrentar as experiências humanas mantendo o equilíbrio espiritual.
MATEUS 26:41 — “VIGIAI E ORAI, PARA QUE NÃO ENTREIS EM TENTAÇÃO; NA VERDADE, O ESPÍRITO ESTÁ PRONTO, MAS A CARNE É FRACA.”
Este ensinamento foi pronunciado por Jesus no momento de profunda aflição no Jardim do Getsêmani.
A frase revela um dos grandes conflitos da humanidade: a distância entre aquilo que o Espírito deseja alcançar e as limitações dos impulsos inferiores.
Sob a ótica espírita, o Espírito é imortal e possui potencial divino, porém, durante a encarnação, encontra-se sujeito às influências da matéria e às tendências adquiridas em sua trajetória evolutiva.
A oração, nesse sentido, não é uma fuga da realidade, mas uma ligação consciente com as forças superiores. Ela auxilia o Espírito a dominar impulsos negativos e fortalecer a vontade.
Vigiar e orar significa unir reflexão e ação: observar a própria alma e buscar auxílio espiritual para vencer as imperfeições.
1 PEDRO 4:7 — “E JÁ ESTÁ PRÓXIMO O FIM DE TODAS AS COISAS; PORTANTO, SEDE SÓBRIOS E VIGIAI EM ORAÇÃO.”
Pedro lembra a transitoriedade dos acontecimentos terrenos.
Filosoficamente, o “fim de todas as coisas” pode ser compreendido como a constante transformação da vida. Nada permanece imóvel: corpos desaparecem, sociedades mudam, experiências terminam.
Na visão espírita, a existência física é apenas uma etapa da jornada espiritual. A verdadeira realidade pertence ao Espírito, que continua sua caminhada após a morte do corpo.
A sobriedade mencionada pelo apóstolo representa equilíbrio. O Espírito encarnado deve evitar excessos, paixões descontroladas e ilusões materiais, mantendo-se consciente de sua finalidade superior.
1 CORÍNTIOS 15:34 — “VIGIAI JUSTAMENTE E NÃO PEQUEIS; PORQUE ALGUNS AINDA NÃO TÊM O CONHECIMENTO DE DEUS.”
Paulo associa vigilância ao conhecimento espiritual.
O erro moral frequentemente nasce da ignorância, pois aquele que desconhece as consequências de seus atos pode agir dominado pelo egoísmo.
Para o Espiritismo, o conhecimento das leis divinas amplia a responsabilidade do indivíduo. Quanto maior a compreensão espiritual, maior o dever de transformação.
O pecado, entendido pela Doutrina Espírita como afastamento das leis de amor e justiça, não representa condenação eterna, mas oportunidade de aprendizado e reparação.
A vigilância justa é aquela que começa pelo exame de si mesmo, antes de julgar os outros.
1 PEDRO 5:8 — “SEDE SÓBRIOS, VIGIAI, PORQUE O DIABO, VOSSO ADVERSÁRIO, ANDA EM DERREDOR, BRAMANDO COMO LEÃO, BUSCANDO A QUEM POSSA TRAGAR.”
A linguagem simbólica de Pedro apresenta o perigo das forças negativas.
Sob a interpretação espírita, o “diabo” não é entendido como um ser eternamente condenado ao mal absoluto, mas como representação das influências inferiores, das paixões desordenadas e também dos Espíritos ainda presos ao desequilíbrio moral.
O Espiritismo ensina que todos os Espíritos caminham para a perfeição através da evolução. As influências negativas encontram espaço quando o indivíduo mantém pensamentos e sentimentos semelhantes.
Por isso, a vigilância espiritual é também vigilância mental.
Pensamentos cultivados tornam-se energias que atraem companhias espirituais compatíveis.
CONCLUSÃO:
A VIGILÂNCIA COMO CAMINHO DE EVOLUÇÃO ESPIRITUAL.
Os ensinamentos sobre “vigiar” formam uma profunda filosofia de vida. Jesus não convidou seus seguidores ao medo, mas à consciência.
A vigilância cristã, compreendida pelo Espiritismo, é o exercício diário da reforma íntima: observar pensamentos, corrigir sentimentos, desenvolver virtudes e aproximar-se das leis divinas.
O verdadeiro discípulo não é aquele que apenas espera o futuro, mas aquele que transforma o presente.
Vigiar é educar a alma.
Orar é elevar o pensamento.
Reformar-se é aproximar-se de Deus.
Como ensina Allan Kardec, o progresso moral é uma conquista individual e permanente, pois cada Espírito é responsável pela construção de sua própria evolução.
FONTES CONSULTADAS:
Bíblia Sagrada — Evangelho segundo Mateus, capítulo 24, versículo 42; capítulo 26, versículo 41.
Bíblia Sagrada — Primeira Epístola aos Coríntios, capítulo 15, versículo 34; capítulo 16, versículo 13.
Bíblia Sagrada — Primeira Epístola de Pedro, capítulo 4, versículo 7; capítulo 5, versículo 8.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Paris, 1857.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Paris, 1864.
KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo. Paris, 1865.

RAUL TEIXEIRA E A ÉTICA SUBLIME DA MEDIUNIDADE.
A reflexão de Raul Teixeira acerca da mediunidade insere-se no cerne mais elevado da disciplina moral proposta pela Espiritismo. Não se trata de mera advertência periférica, mas de um verdadeiro tratado ético condensado em exortações lúcidas e profundamente responsáveis. O médium, longe de ser um protagonista vaidoso, é instrumento transitório de forças superiores, cuja dignidade repousa precisamente na renúncia de si mesmo.
Ao afirmar que aqueles que laboram com Jesus Cristo não buscam elogios nem reconhecimento, Teixeira reafirma o princípio kardeciano segundo o qual a mediunidade é uma faculdade natural, e não um privilégio espiritual. Tal compreensão dissolve qualquer pretensão de superioridade, deslocando o foco da exaltação pessoal para o serviço desinteressado. O verdadeiro médium não se compraz em aplausos, mas recolhe-se na consciência do dever cumprido, sabendo-se aprendiz em permanente lapidação.
Nesse sentido, a proposta de substituir elogios superficiais por preces e apoio espiritual revela uma compreensão psicológica e moral de rara profundidade. O elogio, quando não temperado pela lucidez, pode converter-se em fermento da vaidade. A prece, ao contrário, eleva, protege e harmoniza. Ela sustenta o médium nas zonas invisíveis de sua luta íntima, onde se travam os combates mais decisivos contra o orgulho e o egoísmo.
As advertências quanto às armadilhas da vaidade, do orgulho e do egoísmo não são meras fórmulas retóricas. Constituem diagnósticos precisos das fragilidades humanas. O médium, por lidar com o invisível e frequentemente ser alvo de admiração, encontra-se particularmente exposto a tais desvios. A vigilância, portanto, não é opcional, mas imperativa. Trata-se de uma disciplina interior contínua, um exercício de autoconhecimento que exige rigor moral e honestidade intelectual.
A humildade, nesse contexto, não é uma virtude ornamental, mas estrutural. Reconhecer a própria imperfeição não diminui o médium, antes o legitima. É essa consciência que impede a cristalização do ego e permite o fluxo mais puro da comunicação espiritual. A mediunidade sã nasce, assim, de uma alma que se conhece limitada e, por isso mesmo, se abre à transcendência com reverência e responsabilidade.
O CHAMADO PERENE AO AMOR E À CARIDADE.
Ao encerrar sua exposição com um apelo ao amor e à caridade, Raul Teixeira reconduz a mediunidade ao seu eixo essencial. Toda faculdade mediúnica que não se converte em serviço ao próximo perde sua finalidade e degrada-se em espetáculo vazio. Amor e caridade não são adereços da prática espírita, mas sua substância vital, os pilares sobre os quais repousa toda a edificação moral do ser.
A evocação de Jesus como o sol das nossas vidas não constitui mera metáfora devocional, mas uma síntese teológica de elevada densidade. O Cristo, enquanto modelo e guia, ilumina o caminho do médium e de todos os que aspiram à elevação espiritual. Seguir seus ensinamentos é orientar-se por uma ética do bem absoluto, na qual cada ação se mede pelo benefício que produz ao outro.
Trabalhar em prol do bem, portanto, não é um gesto episódico, mas uma vocação contínua. É no exercício silencioso da caridade, na renúncia às próprias inclinações inferiores e na dedicação ao próximo que o médium encontra sua verdadeira grandeza.
E assim, entre a vigilância interior e o serviço amoroso, delineia-se a senda austera e luminosa daquele que, sem buscar ser visto, torna-se digno de ser instrumento do invisível, onde a consciência reta vale mais que qualquer aplauso e o bem realizado ecoa além do tempo.

O silêncio te aproxima de Deus .
Ativa a reflexão e a sua consciência fazendo você entrar em oração . Deus se torna presente em você e resplandece a luz divina .
Acelera o auto conhecimento .
Te dá as respostas necessárias .
Te aproxima das pessoas , e te afasta também de tudo que não provém do Pai , sua visão amplia diante da vida e dos fatos , te dá a consciência límpida.
Você passa a não julgar , mas a refletir , diferente .
Você se despreocupa com o que não importa . Acelera a sua compreensão sobre a vida , a sua humildade , dignidade , paciência , porque o evangelho passa a entranhar em você te dando mais entendimento .
Mas tudo isso que falei , só depende de você, da sua intenção e verdade diante do criador .
Paz e luz ..
Simone vercosa .

A METAMORFOSE IDEOLÓGICA QUE NINGUÉM QUER VER

A minha reflexão aponta para uma transformação importante: a substituição da igualdade prometida pela obediência exigida, independentemente da ideologia que legitima o poder. Eu dou mais força ao texto distinguindo a ideologia daquilo em que os regimes autoritários se transformaram.
O comunismo de outros tempos prometia a igualdade, mas, nos seus regimes autoritários, concentrou o poder num partido único, sob a autoridade de um líder, subordinando o indivíduo aos interesses do Estado.
Hoje, assistimos à possibilidade de uma nova metamorfose: um sistema que combina o poder económico do capitalismo com mecanismos de controlo político e social que podem assumir características autoritárias.
No fim, os extremos podem encontrar-se num ponto comum: a concentração do poder, a submissão do indivíduo e a intolerância perante a divergência.
Muda-se o discurso, mudam-se os símbolos, mudam-se os métodos, mas o resultado pode ser semelhante: pessoas transformadas em seguidores obedientes, com cada vez menos espaço para a diversidade, a liberdade de criar e o direito de pensar pela própria cabeça.
Quando a opinião contrária passa a ser tratada como uma ameaça, quando a discordância conduz à exclusão social e quando o pensamento independente é silenciado, a liberdade deixa de ser um direito e passa a ser uma concessão de quem manda.
E quando o poder decide o que podemos pensar, dizer ou ser, já não estamos apenas perante uma disputa ideológica. Estamos perante uma ameaça à própria liberdade humana.
Porque o verdadeiro perigo não está apenas na ideologia que governa, mas na ausência de limites ao poder que ela exerce.
A ideia central merece ser sublinhada: um regime não se torna livre por mudar de ideologia, nem se torna justo por prometer igualdade. A liberdade exige pluralismo, oposição política, direitos individuais e limites efetivos ao poder.
Há, contudo, uma distinção importante: o comunismo e o capitalismo não são, por definição, regimes de partido único ou de líder único. Existem diferentes modelos de ambos. O que a minha crítica identifica é algo transversal: a possibilidade de qualquer sistema económico ou ideológico ser instrumentalizado para concentrar o poder e exigir obediência.
É precisamente essa distinção que torna a minha reflexão mais forte: não se trata apenas de denunciar uma ideologia, mas de questionar qualquer poder que pretenda substituir a consciência individual pela obediência coletiva.

Reflexão !!
⁠Existem determinados momentos que nos fazem refletir : 🤔
Como existem pessoas que querem nos fazer sentir mal.
Querem tentar nos diminuir, substismar, entristecer, fazer a gente sentir algo que não sentimos.
Eles querem nos impor a realidade deles, e não a nossa.
Tentam de todas as formas nos incultir , impor sentimentos ruins, pesados.
Dificilmente nos trazem boas energias.
Não conseguem nos trazer a paz , a harmonia , a força do amor , o equilibrio, o encanto.
Tentam atraves das docēs palavras , nos convencer que nos querem bem , nos desejam bem, e que somos amodos, mais como a verdade sempre prevalece e carrega com ela a força e o poder, sentimos na alma , no coração , nos gestos e palavras .
Elas não conseguem nos confortar , trazer bons sentimentos , por isso não formam elos, ou se formam são temporarios .
Elas passam a não serem ouvidos, destilam suas palavras sempre de qualquer jeito,por isso não são aceitos pelo coração , porque realmente o bem não impera ali.
Ai esta a mão de Deus , separando, mostrando, nos fazendo conhecer, sentir..
Paz e luz
Simone Vercosa.

A reflexão traz inúmeros benefícios, um deles é se conhecer .
Quando conseguimos adentrar dentro de nós e reconhecermos os nossos erros , houve evolução , houve crescimento interno.
Escutar o coração é sentir nós mesmo.
Guarde uma coisa no coração.
Quem se conhece sabe tudo o que tem a oferecer ao próximo.
Ofereça sempre coisas boas por mais que as pessoas nunca reconheçam para você sair livre .
E toda vez que alguém tentar te diminuir , ofender , caluniar , não se esqueça :
Você está no caminho certo , porque ninguém joga pedra em fruto podre.
Simone Vercosa .

REFLEXÃO


🧠 Se você alimenta sua mente com lixo… vai se tornar lixo.
😤 A raiva mostra que algum limite seu foi ultrapassado.
💭 As emoções não são problemas — são sinais.


😨 O medo revela o que realmente importa.
😰 A ansiedade mostra que você está preso no futuro — é um lembrete pra voltar ao presente.


🔥 Motivação não muda sua vida. Hábitos mudam.
🌱 Mude seus hábitos e tudo ao redor começará a melhorar.


📖 Seu passado é apenas um capítulo, não a sua história inteira.
🕊️ Aprenda com ele, mas pare de viver lá.


🪞 Quando alguém te irrita, pare e observe — essa pessoa é um espelho mostrando o que ainda não foi curado dentro de você.


🎭 Controle é uma ilusão.
💪 O único poder real que você tem é sobre si mesmo e suas escolhas.


✨ No fim do dia é simples:
🧩 Seus pensamentos te moldam,
🏗️ Seus hábitos te constroem,
⚖️ E suas escolhas te definem.

437 🙏🌹Sabe...Fazendo uma reflexão sobre vocês meus filhos eu me sinto realizado como pai, a trajetória de vida abençoada, voltada para Deus, me faz feliz e realizado, onde o despertar divino aos poucos envolve o coração de todos e nos abraça dia após dia e a esperança renasce para um futuro de luz para todos, traz um novo caminhar em suas vidas numa revoada de luz e de paz, um bálsamo na família, o remédio de cura espiritual, onde o refazimemento se concretiza numa nova fase, um novo ser em suas vidas, tenho uma gratidão imensa à Deus por essa Dádiva divina, uma nova criatura, uma nova roupagem onde o velho se renova surgindo um ser iluminado em vocês, sinto isso em mim, é dadiva divina, é Deus trabalhando na vida de todos nós, na Renovação da família, onde nos alinhanhamos com a luz, busquemos sempre sob a luz do Senhor, ser melhor, ser luz, na vida uns dos outros emanar a paz, amor, caridade e perdão, uma nova criatura em cada um, em cada momento dessa jornada, mesmo com turbulências e momentos difíceis, tenhamos coragem e determinação, para prosseguir, a vitória virá com todo amor de Deus, transformando nossas vidas, como fez comigo mas vale a pena a luta, por todos...
Amemos sempre somos degraus uns dos outros, somos aprendizes da luz divina...🌹🙏 BOM DIA FAMÍLIA. Ayache Vidal.

UMA REFLEXÃO SOBRE OS ÚLTIMOS 5 ANOS... 2021-2026


O CAOS QUE ME TORNOU A MULHER MAIS CORAJOSA QUE CONHEÇO




Eu não sei como começar a escrever novamente, mas vou tentar.
Faz tempo que estou com saudades de escrever sobre muitas coisas.
Os últimos 5 anos foram anos de muita batalha para mim.


Eu morri em todos esses anos, dia após dia, sem saber o meu lugar. Mas, de repente, despertei. De uma tal forma que não consigo enxergar quem eu fui antes disso aqui. Confesso que quebrei as minhas expectativas, e agora estou quebrada por dentro, por causa de tudo o que aconteceu comigo nesses últimos tempos.


Eu nunca tinha pensado em ser tão forte ao ponto de suportar coisas que jamais imaginei passar.


Meu corpo ainda está dilacerado. Após um colapso séptico, que levou meus órgãos a irem embora, nunca mais fui a mesma.


Eles voltaram a funcionar, como se eu fosse uma máquina que precisava de um super mecânico, me energizando e tentando me ressuscitar. E, eu entendi sobre Deus naquela madrugada.


Os sonhos, os símbolos mostrados nos céus, em noites em que eu mal conseguia dormir de tantas dores.


Foi tudo avisado para mim, antes de ocorrer tudo o que me aconteceu.


Eu entendi a onisciência de Deus, o que ele é.
E, eu nunca pertenci a dogmas religiosos, e hoje, me vejo vivendo uma fé laica, livre de qualquer doutrina sistemática.


Deus é energia pura. Eu senti isso. E, desde então, eu não temo mais a morte. Descobri que se ele é eterno, e sou parte fragmentada dele, eu vivo para sempre. A única diferença, é essa carcaça que se desfaz em adubo, e alimento para a terra. Ela é a única coisa que realmente vai embora.


Os sonhos que tive, me fizeram entender que nós como seres imortais, habitando dentro de uma matéria, conseguimos ver e enxergar coisas além do nosso plano físico.


Geralmente, é tudo muito enigmático, mas ainda assim, são avisos sobre a nossa existência por aqui.


Quando tudo começa a acontecer, a gente vai ligando os pontos, é onde as coisas costumam fazer sentido.


Nenhum sonho, é por acaso. Todos eles estão ligados à nossa existência de alguma forma.


Desde 2021 para cá, eu tenho enxergado além do meu alcance, e feito coisas que de algum modo me salvaram do caos interno, de emoções que nunca achei que conseguiria superar.


Em 21 de janeiro de 2022, eu escrevi algo que trouxe a minha liberdade de ser livre. Foi a minha cartada final.
Não achei que fosse conseguir, mas aqui estou.


Mesmo em meio aos prantos, era uma dor que eu carregava por anos.


E, a resposta veio logo em seguida. Era somente daquilo que eu precisava!
Lavar a alma, e me libertar.


Foi então que comecei a enxergar a vida de uma forma, onde percebi que nunca havia dado espaço para isso antes.


Eu me tornei alguém livre!! Livre.


Parei de sonhar, parei de pensar, parei de chorar, parei de escrever sobre, parei de ouvir músicas tristes. Parei de idealizar o que nunca poderia existir. Saí da prisão interna que me oprimia e me fazia parar de viver.


Comecei a valorizar mais quem me ama, e quem eu aprendi a amar, pois o escolhi lá atrás, para tê-lo em minha vida inteira.


Meus olhos se abriram, eu tive um grande despertar.


Eu não conseguia ter paz dentro de mim, por várias vezes, tentei forçar isso a acontecer, mas não é assim que funciona.


Eu tive que colapsar por dentro, tive que me abandonar, tive que parar de viver por muitos anos, tive que esquecer quem eu queria ser, tive que morrer! somente assim eu consegui ressurgir das cinzas.


Eu nunca achei que fosse conseguir.


Eu refiz a caminhada. A trajetória está sendo dolorosa, mas sem mais prisão interna.


Eu tinha ainda tantos traumas, tantas perguntas por fazer, tantas palavras para dizer, tantas coisas para observar no presente, tantas coisas para perceber...


Eu fui a pessoa mais corajosa que eu conheço, e continuo sendo.


Eu passei por tanto, eu enfrentei tudo, eu virei cinzas, enquanto ainda estava de pé.


Eu agradeço a essa força invisível, que eu chamo de meu Pai (Deus) por me sustentar até aqui. Eu não teria me suportado tanto se não fosse ele, me energizando e me dando a força que eu precisava.


Eu sempre tive uma vida difícil.


Violentada fisicamente, e psicologicamente desde a minha infância, e ainda sem conhecer quem eram meus genitores, mesmo no auge da minha maturidade, que eu achava que tinha.


Eu realmente não os conhecia, mas esses anos todos, me ensinaram a ser mais perceptiva, a ligar os pontos lá de trás e não ser mais marionete das maldades deles.


Sofri muito. Sair de casa aos 16, e me tornar mulher à força para conseguir sobreviver, nunca foi fácil.


Agradeço as amizades daquela época, apesar de o tempo ter mostrado coisas que eu jamais gostaria que tivessem acontecido.
Mas, vida que segue. A gratidão permanece aqui, até que a minha memória venha a se findar.


Foram 2 anos vívidos nas casas de familiares. Após sobreviver aos caos que era o lugar onde eu morava desde a minha infância.


Eu fui humilhada, caluniada, difamada, falaram coisas terríveis sobre mim. A conspiração fez parte da minha juventude, assim como as histórias dos Doramas asiáticos.


Eu era julgada, e todos eram manipulados para me odiarem por coisas que nunca fiz.


Mas, assim como nos Doramas, tudo teve uma reviravolta, e o tempo provou que eu sempre fui a mocinha das histórias inventadas.


Eu sabia me defender, mas quem é o culpado, quando todos já o vêem como vilão?


As defesas não significavam nada.




Mas, o tempo é o senhor das conspirações.


E, hoje, sinto orgulho da mulher que sou.


Eu amava com a alma, não era nem com o coração. Por esse motivo, doía tanto.


A minha alma foi curada. Dos traumas, dos medos, dos pesadelos, das mágoas que me fizeram passar, dos anseios. Eu estou realmente em paz.


Eu ainda sinto vontade de abraçar pessoas, mas não sou mais dependente das minhas idealizações.


Eu sei que ninguém permanece igual. Todos mudam, todos se adequam ao seu devido lugar. Estão todos vivendo as suas vidas. Eu posso dizer, que eu estou fazendo tudo aquilo que acho certo.


Eu não sou mais dependente de ficar imaginando atenção de quem sempre dizia "depois eu te ligo, estou ocupada", eu esperava e nunca acontecia.


Me doeu demais. Eu me doava muito. Nada era recíproco!


Aprendi a não esperar nada de ninguém. A confiar verdadeiramente somente em mim mesma.


Eu acredito no que a bíblia diz. Tanto sobre os sonhos, e também sobre confiar!


Assim, a decepção não se torna um medo absoluto.




Estou feliz, vivendo intensamente todos os dias. Agradecendo pelo amanhecer, e na confiança de que tudo já está no lugar certo, exatamente onde deveria estar.


Eu estou esperando me recuperar das 4 cirurgias que fiz, as dores nos órgãos estão á todo vapor, bem inflamados. O fígado dói, às vezes acho que é o pulmão, às vezes passa para debaixo das costelas. Assim estou vivendo, porém creio que vai ficar bom. O tempo dirá.


Mas, enquanto isso, não reclamo, somente agradeço, e sigo em frente.


Nunca pedi para ser forte. Mas, a vida me ensinou a ser sem pedir.


Alinny de Mello 10:37 - 30 de maio de 2026

Um Relato de Sobrevivência
Alinny de Mello


Sejam muito bem-vindos ao meu espaço de reflexão. Antes de nos aprofundarmos nas memórias que moldaram a minha existência, convido todos vocês a visitarem a minha página no Pinterest. Lá, eu organizo cuidadosamente todos os meus e-books, criando um acervo visual e textual para quem busca compreender as complexidades da nossa natureza humana. Não se esqueçam de acompanhar os lançamentos semanalmente, pois há sempre uma nova perspectiva esperando por vocês.
A memória humana é um arquivo curioso, que seleciona o que guardar não pelo critério da utilidade, mas pelo peso do impacto. Se a infância costuma ser pintada com as cores lúdicas da inocência, a minha foi desenhada com os traços rígidos do absurdo. Descobri cedo que o lar, aquele lugar teoricamente destinado ao acolhimento, pode se transformar em um cenário de horror cotidiano, operado por quem deveria proteger e assistido por quem deveria defender.
A minha história com a violência começou antes mesmo que eu tivesse a capacidade cognitiva de formular a palavra dor. Minha mãe me contou, anos mais tarde, que quando eu era apenas uma bebezinha indefesa, o meu genitor me amarrou e me torturou por horas a fio. Ela assistiu a tudo. Ficou calada, amedrontada, paralisada pelo medo. Justificou a sua omissão dizendo que não havia ninguém para chamar, nenhuma autoridade ou vizinho que pudesse intervir naquele microcosmo de crueldade. O mais fascinante na psicologia da minha mãe era a sua insistência em nos pedir para não sentir ódio dele. Ao mesmo tempo em que pregava esse perdão quase divino, ela alimentava o cardápio do horror, relatando minuciosamente as barbaridades que ele cometia conosco em uma época da qual eu nem sequer lembrava, quando eu mal sabia que já existia no mundo.
A primeira tortura da qual guardo registro nítido na minha mente aconteceu quando eu tinha míseros três anos de idade. Acordei no meio da noite com os dois brigando de forma violenta. O meu genitor empunhava um facão reluzente. Em um dado momento, os dois começaram a me puxar como se eu fosse um pedaço de carne disputado em um açougue, um puxando por um braço e o outro pelo outro. Minha mãe levou uma lapada de facão nas costas, o que a fez sair correndo em disparada para salvar a própria pele. Eu fiquei. Ele me arrastou para dentro da casa com fúria, jogou-me em cima da cama e começou a me estrangular. Naquele quarto escuro, faltava o ar e sobrava o pavor. Minha mãe sempre repetia uma frase em seus momentos de desespero, Deus me ajuda. Aquilo estava gravado no meu subconsciente. Naquele instante de asfixia, com apenas três anos, eu repeti a frase no meu pensamento. Eu não sabia o que aquilo significava teologicamente, mas era o meu único recurso. O que aconteceu em seguida desafia a lógica puramente física e entra no terreno do inexplicável. Vi quando o meu genitor soltou o meu pescoço, transformado em uma criatura que lembrava aqueles lobisomens assustadores de filmes, e foi arremessado para trás. Parecia que uma força extrema o puxava violentamente, como se uma ordem invisível dissesse para me deixar em paz. Fui salva naquele dia por um mistério que a razão não explica.
O cotidiano, contudo, não dava tréguas. Aos oito anos de idade, a minha rotina já incluía responsabilidades de adulto e castigos de inquisição. Eu era responsável por levar uma garotinha ainda mais jovem do que eu para a escola. Certo dia, após cumprir a tarefa, fiquei na casa dela para almoçar. Acabei me atrasando e cheguei em casa cerca de duas horas após o horário regular da saída do colégio. Quando entrei no quintal, encontrei o meu genitor carregando telhas. Minha mãe não estava. Ela provavelmente já havia corrido dele, uma dinâmica que se repetia vinte e quatro horas por dia, com ele ameaçando e ela fugindo em um ciclo perpétuo. Sentei-me em uma cadeira, exausta. O cansaço da infância me venceu e eu apaguei. Não lembro de mais nada daquele entardecer, exceto do despertar. Acordei debaixo de chicotadas violentas. Ele me açoitava sem piedade enquanto gritava uma enxurrada de palavras que o meu cérebro, por autodefesa, preferiu deletar. Dormir cansada e acordar sendo chicoteada é uma experiência que reconfigura a noção de segurança de qualquer criança.
A incapacidade daquele homem de exercer a paternidade ou o mínimo de humanidade se manifestava nos pretextos mais banais. Em outra ocasião, ele ordenou que eu e o meu tio, que tinha a mesma idade que eu, separássemos as castanhas boas daquelas que não prestavam mais. Sendo duas crianças cercadas de tédio e necessidade de leveza, começamos a brincar no meio do processo. O jogo infantil foi interrompido abruptamente pela figura dele. O espancamento que se seguiu foi de uma brutalidade desmedida. A violência física foi tão intensa que nós dois fizemos xixi nas calças, em um misto de dor e humilhação biológica. No dia seguinte, tive que ir para a escola. Minhas costas estavam em carne viva, cortadas profundamente pelos cipós que ele utilizou como chicote. Eu parecia uma imagem bíblica, açoitada como Jesus Cristo no calvário. A blusa do uniforme colava no sangue coagulado e nas feridas abertas. Ninguém na escola sabia o que se passava por debaixo daquela roupa, mas cada movimento meu era uma tortura particular. E qual foi o tratamento médico que recebi em casa? Minha mãe pegou uma vasilha com água e sal e lavou os meus cortes profundos. A dor do sal na carne crua era quase um prolongamento do próprio castigo. Esse ritual de tortura e cura salina durou muitos dias, com ela lavando minhas feridas diariamente enquanto eu tentava sobreviver à rotina escolar com o corpo dilacerado. Eu era apenas uma criança de oito anos, punida de forma medieval por ter cometido o terrível crime de brincar.
O cardápio de horrores do meu genitor também incluía torturas psicológicas de caráter místico e teatral. Lembro-me perfeitamente de chegar da escola em uma tarde e deparar-me com uma cena bizarra. Ele estava no meio da sala, invocando demônios e entidades para que matassem todos nós. Meus irmãos estavam todos sentados ao redor dele, petrificados, assistindo àquela performance de insanidade. Ele me obrigou a sentar naquele círculo do absurdo. Não tenho lembrança de ter comido ou jantado naquela noite. A única memória física que restou daquela madrugada foi o tremor. As minhas pernas e as dos meus irmãos tremiam feito vara verde. Era um tremor involuntário, contínuo, mecânico, alimentado por um medo tão denso que escapava ao controle do próprio corpo. O amanhecer chegou como um alívio cinzento sobre os nossos corpos exaustos de tremer.
O ápice da violência física contra a minha mãe que testemunhei ocorreu em uma madrugada em que despertei com barulhos de luta. Ao abrir os olhos, vi o meu genitor tentando furar o rosto da minha mãe com um pedaço de ferro pontiagudo. Tomada pelo puro instinto de sobrevivência, consegui escapar de dentro de casa. Corri para o meio de uma mata fechada, na escuridão da noite. Os galhos rasgaram a minha pele, espinhos cravaram-se nos meus pés e pernas, mas eu continuei correndo até alcançar a casa da minha tia. O refúgio, contudo, era temporário. No dia seguinte, minha mãe foi até lá e me buscou de volta para o epicentro do caos. O roteiro era sempre o mesmo, os gritos ecoavam, as agressões aconteciam, nós fugíamos e ela sempre voltava, buscando-nos para reiniciar o ciclo.
Essa engrenagem de terror funcionou sem interrupções até o dia em que completei dezesseis anos. Eu já trabalhava e havia recebido o meu primeiro salário como estagiária do Estado. Orgulhosa da minha incipiente independência, comprei cinco cachorros-quentes para jantar com a família. Lembro de ter chegado em casa e entregue cinquenta reais para a minha mãe, um gesto que para mim significava o início da nossa libertação financeira. Não lembro se alguém chegou a comer aqueles lanches. Por volta das dezoito horas, o meu genitor surgiu atrás de mim empunhando o seu facão de estimação. Naquela noite ninguém dormiu. As agressões e ameaças estenderam-se pela madrugada adentro, amanhecendo o dia em um prolongamento insuportável de terror. Foi o meu limite. Decidi que não faria mais parte daquela estatística de submissão. Peguei apenas a minha farda da escola e três calcinhas. Deixei tudo o que tinha para trás. Avisei a minha mãe que eu estava indo embora. Eu era menor de idade, mas tinha a lucidez que faltava aos adultos daquela casa. Como eu não queria deixar os meus irmãos naquele inferno, ela decidiu vir conosco. Conseguimos um novo lugar para recomeçar, um teto longe do carrasco. A ilusão de liberdade, contudo, durou pouco para ela. Após exatos vinte e oito dias, minha mãe arrumou as malas e retornou voluntariamente para os braços do agressor. Foi ali que compreendi que ela sempre foi conivente com o próprio cativeiro e com o nosso suplício.
Essas são as marcas mais profundas que trago na memória, a crônica de uma infância sitiada onde a sobrevivência foi o meu maior ato de rebeldia. Como nós processamos a dor que nos foi imposta quando quem deveria nos amar escolhe nos destruir? Até que ponto a omissão de quem assiste nos fere mais do que o próprio chicote do agressor?

Reflexão sobre a Imaturidade


A imaturidade é um espelho turvo, onde o ego se contempla e se engrandece, mas não enxerga além da própria sombra.
É o grito infantil travestido de adulto, a paciência que nunca floresceu, a empatia que se dissolve como sal na água, o altruísmo congelado em um inverno sem fim.
Ser “mimado” não é apenas receber demais, é não aprender a dar, é não compreender que o mundo pulsa em outros corações, que a vida não se curva ao desejo de um só.
A falta de estrutura, a ausência de mãos que guiem, de vozes que instruam, gera um ser que caminha com pés frágeis, incapaz de sustentar o peso das próprias escolhas.
E assim, nega o outro, nega a realidade, nega a dor que não é sua, como se o universo fosse apenas um brinquedo particular.
Mas a verdade é dura: crescer não é apenas envelhecer, é aprender a suportar o silêncio, a ouvir o que não se quer, a aceitar que o mundo não gira em torno de nós.
A maturidade é o ato de abrir os olhos, de reconhecer que o ego é pequeno, que a vida é vasta, e que só quem se desfaz das correntes da infantilidade pode, enfim, tocar a liberdade de ser humano inteiro.


Tatianne Ernesto S. Passaes

Reflexão sobre a necessidade de aprovação


A necessidade de aprovação dos outros é como uma lente que distorce a forma como enxergamos a nós mesmos. Quando cada palavra dita ou cada gesto realizado é medido pelo impacto que terá nos olhos alheios, a vida se torna uma busca incessante por validação externa. Nesse processo, a autenticidade se perde: deixamos de agir conforme nossos valores e passamos a viver em função das expectativas dos outros.
Essa dependência nasce, muitas vezes, da insegurança. O medo de rejeição faz com que a pessoa se agarre ao elogio como se fosse oxigênio. No entanto, quando questionada sobre essa fragilidade, a tendência é negar. A negação funciona como uma defesa: admitir a insegurança seria reconhecer uma vulnerabilidade que parece insuportável. Mas negar não elimina o problema; apenas o oculta.
O paradoxo é que quanto mais buscamos aprovação, menos livres nos tornamos. A vida passa a ser guiada por um roteiro escrito por terceiros, e não pelo próprio coração. A crítica fere, o silêncio incomoda, e o elogio se torna indispensável. É um ciclo que aprisiona.
Romper esse padrão exige coragem. Coragem para aceitar que a insegurança existe, para reconhecer que não é possível agradar a todos, e para compreender que o valor pessoal não depende da opinião externa. A verdadeira liberdade surge quando a pessoa aprende a se validar internamente, a se olhar com compaixão e a aceitar suas imperfeições como parte da jornada.


Tatianne Ernesto S. Passaes

Reflexão


A maior conquista de um homem de bem é ter a capacidade de olhar para o futuro sem se sentir endividado por favores ou pressionado por pequenas quantias recebidas, exceto por aquelas que ele merece devido ao esforço do trabalho que honrou.


Quando a noite chega, ao término de mais um dia, sem ostentação ou perturbações do mundo, é uma recompensa para esse homem poder simplesmente se deitar, fechar os olhos e relaxar, ciente de que fez o seu melhor.


A existência não é sobre perfeição; não se trata de luzes que não sejam as estrelas, nem de grandezas que superem as do céu ou dos mares, mas sim das criações Divinas que são suficientes para aquele que almeja viver plenamente a vida, distantes das distrações oferecidas pelo mundo - isso realmente representaa simplicidade.


Marcelo HB

A Tomada de Decisão (Reflexão)


Quando você se afasta das redes sociais, o primeiro
impacto é o ganho de tempo, que curiosamente vem
acompanhado de ansiedade. No entanto, com o passar
dos dias e a redução dos impulsos de curiosidade, a
mente desacelera. Você se torna mais focado no que
realmente importa.


O objetivo não é se isolar dos benefícios da tecnologia,
mas se libertar do controle dos algoritmos e das dinâmicas
superficiais das amizades digitais. Afinal, a vida acontece
aqui fora, em um mundo real e cheio de significado.


Nesse processo, você é a sua própria cobaia e, ao mesmo
tempo, o maior beneficiado; o autor da descoberta e aquele
que aplica o remédio para a sua cura;
a cada peso uma medida.


Marcelo HB

Uma pequena reflexão sobre POLÍTICA

Apôs ler e ver vários artigos sobre essas eleições e principalmente sobre como esta sendo todo esse processo desta eleição. A cada dia dá mais repulsa, e por que não dizer, nojo mesmo.
Vivemos mais uma eleição cheia de coisas ruins e por que não dizer sem qualquer duvida que isso na verdade não é fazer politica.
Hoje vejo que na maioria das vezes os pretensos candidatos (muitos sem qualquer condição de representar os eleitores) são muito ruins, sem qualquer qualidade ou por que não dizer, sem conhecimento do que realmente é o trabalho que esta pleiteando.
Vejo uma disputa de poder, uma verdadeira corrida por ser o melhor, o mais querido, o mais honesto, mas no fundo, para muitos não passa de uma ótima oportunidade de se dar bem.
Vejo muito despreparo, muita arrogância, muita falta de verdade naquilo que dizem e principalmente, prometem coisas que nem sequer tem condições de realizar em seu mandato.
Por que na verdade, para essas pessoas, o que importa é ser eleito, é o status do cargo.
Os que estão dentro não querem sair, os que estão de fora, querem entrar de qualquer maneira.
Alguns desses candidatos querem passar uma imagem de um politico preocupado com os problemas que afligem as pessoas. Mas, em alguns casos, fingem que o cargo a que aspiram é para beneficio da comunidade, da coletividade, mas deixam transparecer que é para seu benefício próprio.
Nesta época de eleição vale-se de tudo para conseguir seu intento, são tantas falcatruas, mesquinharias, mentira, promessas, falta de caráter e de respeito às pessoas. Há diversas maneiras absurdas de se conseguir ser eleito. E não poupam ninguém.
Quanta mentira e hipocrisia, quanta falta de caráter e honestidade, e depois de terem conseguido seu intento, simplesmente esquecem tudo que foi feito para chegar lá.
Acabam as promessas, acabam as ajudas, acaba a preocupação com o próximo. (isso só será importante na próxima eleição).
Quando vamos tomar vergonha na cara e acabar com essa maneira de fazer politica, com essa sujeira, com tanta demagogia, e falsos valores?
Quem não sabe escolher o bom candidato, quem não se importa com quem vai estar nesses cargos, quem só procura levar vantagem com esses candidatos, quem se deixa corromper com essa maneira de fazer politica. Quem vende seu voto por qualquer coisa, não merece cobrar nada. Não deve ter o direito de querer alguma coisa, quando aceitou uma situação dessas, se igualou a quem o corrompeu.
Por isso, penso eu que é por esses motivos que todos nós já estamos cheios dessa situação, com essa falta de honestidade, falta de respeito, falta de caráter, falta da verdade. Situação esta, que faz a gente ficar cada vez mais descrente e insatisfeito com tudo o que vemos a respeito de politica.
Para mim, isso não é politica, Isto é, politicagem.
Politica é necessária em todas as situações de nossa vida. É uma coisa boa, desde que seja feita com respeito ao próximo e com verdadeiros objetivos.
Vamos pedir ao maior politico que existiu neste mundo “JESUS CRISTO”, por que, JESUS usou de politica para atingir as pessoas, mas foi a politica da verdade, das palavras claras e objetivas, das palavras de amor e interesse do bem comum de todos, nada quis para Ele, que abra a cabeça de todos os eleitores, para que tenham a capacidade e vontade de colocar um basta nesta situação.
Mas também lembrando que mesmo pedindo a Deus, temos de fazer nossa parte para que esta situação seja consertada.
E também lembrando a esses candidatos, que mais cedo ou mais tarde a prestação de conta será com alguém que não vai conseguir corromper, e nem subornar.

Inserida por marcelo-martins

Orelhas de Burro

Simples, porém, me trouxe a tona uma reflexão
que considero bem interessante a respeito de coisas diferentes,mas com uma semelhança puramente interpretativa. Vejo pessoas que se prendem a pessoas, momentos e acontecimentos,que deveras dão origem a diversos bloqueios os quais travam uma imensidão de processos futuros. Parece tolice, e pode ate ser, mas comparo o trato dos livros com a vida e nossas diversas formas de conduzi-la.repare que um livro mal lido e mal cuidado fica cheio de marcas e cheio das tao conhecidas "Orelhas de Burro" que marcas pra sempre ao objeto em questao, com as pessoas não e muito diferente,
ambas quando passam pela vida deixam uma sequencia de orelhas de burro
as quais serão sempre marcas as quais levarao para o resto da vida,gerando um bloqueio atras do outro,e consequentemente se privando de dar um seguimento saudavel e normal a vida. Manter um link com o passado
com certeza te desliga do presente e te mantem refem de um ciclo de auto-repetiçao que em sua constancia consumirá os anos de vida de forma lenta e altamente destrutiva.

Inserida por Dihony

Momento de Reflexão

De repente olhei pra traz
Vi que nada do que fiz me satisfez
Bebi, brinquei, agerdi, gastei o que não era meu;
Me agredi psco e fisicamente.
Quando tornei-me a mim
Vi uma figura ressaqueada,
Destruida e arrependida.
Voltei-me a mim
Conversei com o pai que está em mim
Como não tenho como voltar e desfazer o passado
Cabe-me retratar os erros.
Mesmo que sem jeito...
Tenho a obrigação de pagar as dívidas,
Pedir desculpas pelos desacatos que cometi.

Se cometi alguma injustiça essa é a minha hora de ser punido.
A minha consciência é a maior aliada na cobrança dos meus atos
Nada como um momento de reflexão para justificar-me diante de Deus e dos homens.
Pense nisso!

Inserida por ElianeBatista

''Para sempre'' é um termo que sempre me eleva ao estado de reflexão.
E sempre que eu procuro tal significado,
encontro-me à um pensamento em vão.
Vão este, que desde o sempre,
e para sempre
(mesmo que eu não saiba o quanto tempo dure,
mas creio que seja tempo o suficiente)
deixa-me na angústia da incerteza.
Depois de tanto pensar, o ''sempre'' me veio como um tempo sem tempo algum.
Um tempo que às vezes dependerá do destino ou às vezes da sua própria condição.
Se vai além da vida, se fica por aqui,
se ultrapassa distâncias, ou morre na saudade,
se nasce do amor e se perde na ilusão,
se dura pouco tempo ou nem mesmo chega a acontecer...
Mais uma vez, pensamentos em vão.
''Para nunca'' mais pensar no ''para sempre''.
E ''para nunca'' mais criar-se confusão, paro por aqui.
Paro de repetir isto, pois a repetição acaba num ''sempre''
e de ''sempre'' já estou farta.
Não se ouve mais isso, não se fala mais nisso.
Parei,
e para sempre!

Inserida por rntsoares

Princípios Morais.
Hoje vamos fazer uma reflexão....
Todos andamos por ai...reclamando do mundo em que vivemos....das pessoas que nele vivem...dos políticos ....da inflação...
Mas vamos fazer uma análise sobre as nossas atitudes...as mais simples...
Como reagimos quando somos lesados...quando esquecemos algo em algum lugar e voltamos para buscar e lá não está mais...quando não recebemos o que nos devem...quando somos cortados no trânsito por um motorista apressado...e outras perguntinhas basicas que cada um pode se fazer...
Agora mudemos o foco da pergunta...o que fazemos quando achamos algo de valor ....quando recebemos o troco errado para mais....quando alguém esquece de nos cobrar uma dívida...quando estamos com pressa no trânsito....e outras perguntinhas mais...
Então....qual é nossa resposta...ficamos felizes quando achamos algo de valor...ou o troco errado....ou devolvemos o que encontramos ou o que recebemos a mais...
Bem ....dependendo de sua resposta podemos dizer que talves possamos nos comparar com os políticos do nosso país....corruptos....que não se constrangem em tirar do bolso do trabalhador para usufruir de uma vida farta...
Bem ....se temos atitudes parecidas com os políticos ...então isso significa que não temos moral ...assim como eles...pois não existe meia moral...vc tem ou não...
Não devolver o troco errado...ou o que vc encontrou tbm é roubo....
O que ensinamos aos nossos filhos ...com nossos exemplos....a boa moral ou a lei do levar vantagem!!!!
Pensemos nisso...analisemos as nossas atitudes antes de condenar a dos outros!!!!

Inserida por ireneherman