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Arrumar a casa, organizar as gavetas e, principalmente, pôr os pensamentos em ordem.
A vida é maravilhosa nos seus altos e baixos, então só priorize as coisas boas. Não que você tenha que deletar tudo de ruim que já viveu, até então eles têm que estar presentes em algum momento para te servir de aprendizagem, para você saber onde esteve, onde se encontra e principalmente para onde quer ir!
Então siga firme no seu propósito
Limpar a casa é desatar os nós da mente. O passado não deve ser apagado, mas transformado em aprendizado para guiar nossos próximos passos. Com força, foco e fé, o propósito se realiza.


Feliz semana ☕ 🍀 💟


Força 💪 foco 👁️ e Fé 🙏 💕

A vida é um sobe e desce danado, um disse outro me disse e eu parada aqui para pensar, refletir e valorizar o silêncio, às vezes o que você pensa que foi castigo é a chegada de novas histórias, novas batalhas e principalmente novas conquistas, não desanima não, tá?
Deus está olhando para você o tempo todo.

sangue.

Tem coisa que a gente só acredita depois que dói.

Você pode passar a vida inteira ouvindo que o sangue é vermelho, pode ver em filme, em fotografia, no corte de outra pessoa, pode até saber disso de cor. Mas existe uma diferença brutal entre saber alguma coisa e descobrir alguma coisa dentro da própria pele.

Sabe quando você tem que sangrar pra saber que a cor do seu sangue é vermelho?

Talvez algumas verdades sejam assim.

Elas não chegam quando a gente está preparado. Não batem na porta, não pedem licença, não vêm acompanhadas de uma explicação bonita. Elas rasgam alguma coisa. E é só quando aquilo começa a escorrer que você entende que certas coisas só podem ser aprendidas pelo preço de senti-las.

Foi assim com quase tudo que realmente mudou alguém.

A queda ensina que o chão existe. A ausência ensina o tamanho de uma presença. A perda mostra o peso de algo que, enquanto estava ali, parecia leve. E algumas pessoas precisam ir embora para que você finalmente perceba quantas vezes estava se diminuindo só para que elas continuassem por perto.

A gente passa muito tempo tentando evitar o corte, como se não sangrar fosse a mesma coisa que estar inteiro. Mas às vezes o corte já aconteceu faz tempo. A diferença é que você ainda está tentando fingir que não viu.

Então um dia a pele abre.

E você olha.

Vermelho.

Não é bonito. Não é poético. Não tem música tocando ao fundo. É só a prova de que alguma coisa dentro de você era real o bastante para doer.

E talvez seja isso que assuste tanto na verdade: ela não precisa ser bonita para ser verdadeira.

Tem coisa que a gente só entende depois que perde. Só acredita depois que quebra. Só valoriza depois que sente falta. Só aprende depois que sangra.

E talvez amadurecer seja justamente parar de perguntar por que precisou doer tanto para entender.

Porque algumas respostas nunca estiveram escondidas.

A gente só ainda não tinha sangrado o suficiente para enxergá-las.

Sigo estancando minhas hemorragias.

⁠Atitude

Não importa o que esteja passando em sua vida, quanto dinheiro possua na carteira ou como vai a sua saúde.
Não importa quanta injustiça lhe têm causado, nem mesmo as difamações, humilhações pelas quais ao longo dos anos você poderá ter passado.

Na verdade, o que realmente importa é a sua consciência, essa sensação maravilhosa de estar em paz consigo e com o mundo, ainda que o mundo possa não o amar e muito menos o entender.

O que importa é a sua atitude perante as situações e perante o seu próximo!
Isso sim pode fazer toda a diferença em sua vida e na vida de outros.
Seja grato, pratique a gratidão diariamente como um exercício e acima de tudo limpe o coração de toda a mágoa, liberando perdão.
Exerça Amor!

E segue a vida


E a vida segue...
Depois de outro dia vivido... com suas tristezas, alegrias, vitórias, perdas, (in)utilidades)... a vida segue.
A vida segue como seguiu depois de tantas desumanidades já vividas... sofridas.
A vida segue... e segue diferente de antes...
com mais uma cicatriz...
A vida segue pra mim...
A vida segue pra você...
A vida segue pra quem escapou por um triz...
A vida segue... A vida segue pra mim, silenciosa e leve, como brisa que dança entre folhas ao entardecer.
A vida segue pra você, com seus passos firmes, entre risos guardados e sonhos que insistem em florescer.
A vida segue pra quem escapou por um triz, aquele instante frágil onde o tempo hesitou, oferecendo nova chance, novo olhar.
A vida segue, rima sutil entre o ontem e o amanhã, um verso contínuo que pulsa no peito, suave e envolvente.
E assim, seguimos—com a alma aberta, acolhendo o imprevisto, navegando mares de esperança, onde cada batida é promessa, cada respiração, renascimento.
Porque a vida, ah, a vida nunca para, nunca cessa... ela apenas segue, incessante, doce e profunda.
Porque é isto que a vida faz:
recolhe os pedaços, cola os cacos,
seca as lágrimas
e segue...
A vida segue na esperança
de um dia mais feliz.

O que é o amor?


Não sabe o que é o amor,
só conhece a dor.
A vida, nada generosa,
esqueceu-se de lhe mandar rosas.
Só lhe mostrou espinhos,
e segue ele seu solitário caminho,
deserto... nunca ninguém por perto.
Todas lágrimas derramadas,
todas as lágrimas choradas...
com a chuva misturadas
e ninguém notou nada.
A esperança... só por um átimo...
e sumiu, entre seus dedos...
desapareceu...
e no lugar deixou puro medo.
Vida sem amor, um silêncio profundo,
Um céu sem estrelas, vazio no mundo.
Caminhos desertas, corações sem cor,
Ecoa no peito o frio da dor.
Sem o toque suave que aquece a alma,
Falta o brilho terno, falta a calma.
Mas mesmo na sombra, uma luz a brilhar:
Esperança que um dia o amor vai chegar.
E ele é forte,
embora a dor quase não suporte,
segue... sabe que, no fim,
há um amor que a ele importe...
e, com ela, o doce fim de sua triste sorte.

Nada a perder


Não, você não tem nada a perder,
nem nada a ganhar...
a vida é só pra se viver,
dela nenhum troféu ninguém vai levar.
Na lida diária da vida, nada a perder, nem a ganhar,
somente o sopro do instante você tem pra lhe guiar.
Entre sombras e luzes, um navegar sereno, às vezes, puro veneno...
O tempo se desfaz em um instante dorido, sofrido ou deleitável, ameno.
Passos que não pesam, olhos que só veem a essência do agora que a alma consigo carrega... é tudo o que a vida pra você entrega
No silêncio do peito, um doce despertar, ou de um pesadelo com o amanhecer se livrar...
Na vida, nada a perder, nada a ganhar... apenas um eterno caminhar pra no nada um dia chegar.
Um dia de cada vez,
não importa o que você fez
ou o que deixou de fazer...
viva da vida o que dá pra viver,
viver de verdade não é pra valer...
até porque...
não fim todo mundo vai mesmo é morrer.

Às vezes, a vida nos cruza com alguém que nos acerta em cheio.
Não com um impacto que machuca, mas com uma precisão que assusta.
É como se ELA trouxesse consigo o mapa de todos os meus pontos
fracos ,aqueles que passei a vida inteira tentando esconder do mundo.
Só que, em vez de evitá-los ou usá-los contra mim, ela os toca
delicadamente. É um toque que cura antes mesmo de doer.
E, por um instante que parece suspender o próprio tempo, vem
o sopro do alívio, alguém finalmente me entende, sem que eu precise s
oletrar uma única palavra. O problema de ser lido com tanta clareza
é o que vem depois. A gente fica sozinho com essa descoberta,
olhando para o espelho e percebendo que o silêncio da casa ficou
mais barulhento. A verdade é que, depois de ser tocado por essa
compreensão, não dá mais para voltar a ser quem eu era antes.
Você me desorganizou da forma mais bonita possível, e agora eu
nem sei mais como caber no meu próprio PASSADO!
___ENZO RUCHELL _

⁠Os Paradoxos da Vida
Um dos paradoxos da vida é termos ansiedade para crescer, e depois a nostalgia de voltar para infância perdida.
É arruinar a saúde para conquistar riquezas, e depois gastar todas as riquezas para tentar recuperar a saúde arruinada.
É pensar ansiosamente no futuro e esquecer o presente, é mesmo assim não viver nem o presente e nem o futuro.
É vivermos como se nunca fossemos morrer e morrer como se nunca tivéssemos vivido.
A vida tem esses paradoxos.
Alegre-se na companhia daqueles quem te amam e te desejam o melhor. Abrir os olhos em um novo dia é um milagre que devemos celebrar sempre. Pois é um presente que recebemos de Deus, uma nova oportunidade de viver e recomeçar.
Os dias bons promovem felicidade, os dias ruins geram amadurecimento, as tentativas demonstram que você continua vivo, as provas te fazem forte, as quedas te mantem humano, as derrotas te mantem humilde, mas somente a fé em Deus pode te manter de pé.
Jesus certa vez disse: “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal”. Mateus 6.34.
O ontem já passou, o amanha só Deus conhece, o hoje é um dom, e ele se chama presente. Portanto, aproveite o dia chamado hoje, e seja grato a Deus por ainda está aqui.
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.

Sementes


Nos segredos desta vida, no germinar da semente,
a alma se enlaça em suave poesia crescente.
Envolvida em véus de ternura e dor contida,
transforma a tormenta em serenidade fluida.
Sussurros tristes do vento acariciam o ser,
revelando histórias que só o silêncio pode entender.
Cada lágrima é gota que rega o coração,
fazendo brotar a mais doce e terna canção.

Encontrando Jesus


Um barquinho de esperança...
num mar de incertezas...
a vida ao sabor das ondas...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
Dia e noite, noite e dia...
tenta preencher sua vida de alegrias vazia...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá...
monotonia, monotonia, monotonia...
a única certeza: a morte
Encontrar Jesus seria sua maior sorte...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá... pra lá...
Em um mar vasto, as dúvidas se perdem,
navegando está um barquinho de esperança serena,
ondas macias, seguras, serenas... acalmam o peito aflito,
guiado pela luz doce do amor de Jesus.
Cada balanço é cuidado divino, é o amor mais sublime a nos abraçar...
afasta tempestades pra bem longe, bem longe, traz paz ao caminho... soa como um afago... um doce carinho.
No silêncio da alma, um suspiro de fé...
um refúgio tranquilo onde a vida pode tranquilamente repousar.
Jesus, mestre das águas, farol no horizonte,
faz do medo brisa e do desespero canção,
em seu barco de bênçãos, navegamos confiantes,
até o porto seguro de eterno verão.
Se você não O encontrar... vai lhe tragar a morte.
Que falta de sorte!
E fim.

De todas as meninas, a que mais vai marcar sua vida
é aquela que você diz que é ciumenta demais,
dramática, bipolar ao extremo, a que você sempre
chamou de louca, que te liga de madrugada, que
briga contigo, que faz um drama, faz bico, bate
boca sem pensar nas consequências... mas aí que tá.
Quem é que não gosta de se sentir desejado? Ela
pode até te incomodar um pouco sim, mas ela
sempre está ali do seu lado em qualquer situação.
Ela pode ter seus defeitos exagerados, mas faz de
tudo para ser perfeita pra você. Vai por mim,
valorize essa menina que bate o pé, que xinga, que
teima, que é dramática, bipolar e ciumenta. Porque
ela sim, está dando valor para o que você realmente
é. Então, cuida e preste bem atenção, enquanto ela
estiver brigando, fazendo drama e tendo ataques
de ciúmes bobos, ela ainda se importa e se preocupa
muito com você. Agora quando ela simplesmente
parar, você passou a não significar mais nada para
ela. E é aí que ela vai passar a fazer falta pra
você.

Crescer também inclui remover pessoas do passado da sua vida. As pessoas do passado guardam uma imagem antiga de quem você era. E quem não convive mais com você nunca vai ver, entender e as vezes até acreditar no seu crescimento.

Algumas vezes as pessoas inclusive precisam ter fixado na mente a imagem de quem você era, pra justamente não se sentirem culpadas por algum erro que elas possam ter cometido com você (já parou pra pensar nisso?)

O que dá pra fazer nessa situação é aceitar que você não controla o que o outro pensa. O importante é saber que o que importa é quem você é no seu presente.

Parabéns, meu neto lindo, Gabriel.


A vida nos separou pelas circunstâncias, mas saiba que eu estou sempre pensando em você e te desejando tudo de bom nessa vida.Sempre respeitei o espaço de vocês e nunca forcei aproximações, porque sei muito bem a barra que é ser mãe e entendi que tudo tem um propósito.
Ver você crescendo, sendo bem criado, educado e feliz, mesmo à distância, acalma o meu coração e traz conforto para a saudade dos abraços que não pudemos dar nessas datas queridas. O tempo passou rápido demais! Saiba que o meu amor por você é maduro, livre de cobranças e focado na sua felicidade. Espero que você tenha todo o sucesso do mundo e lembre-se de que, no tempo certo, estarei sempre aqui esperando você vir buscar esse abraço apertado que guardo com tanto carinho.
Te amo muito!
💖 Vovó.

Há um momento em que a consciência desperta e você percebe:


nem tudo que chega à sua vida é seu para carregar.


Alguns vínculos são aprendizado.
Algumas escolhas são espelhos.
Alguns ciclos simplesmente cumpriram seu propósito.


A chave virou.


E quando se começa a enxergar, já não existe retorno ao antigo estado de consciência.

Poema final


No princípio da tarde,
Tarde sem sentido ou valia
Dessas que corre a vida e o sol arde
Começo de mais um morto dia
Olhei a janela
A brilhante esquadria
Não sei se foi uma pancada
Mas um “Acorda bobo!”dizia
Uma voz de vida encharcada
Clamando”Revê o dia!”.
Procurei, dei mais uma olhada,
E, ao sol ofuscante,
Qual joia dourada,
Se via um besouro gigante

Uno


Deus nos espanta com o passado,
doce e cruel a mim foi arremessado.
A vida guia a minha pena vibrante
para aqui ficar,
sem ir adiante.
Como mil centopéias,
tenho braços que te abraçam,
e tu, minha velha,
meu coração trespassa.
O ouro me tenta.
A carne me suberge.
A vida que é lenta,
da corrida me perde.
Ao não dizer, não digo.
Minh’alma fere quem pouco entende.
Para falar, um perigo,
ao proferir mudo, à toda gente.

Quando o adormecido despertar


A vida será muito maior. As torrentes rugirão, o frio e a umidade vão nos despertar, as matas fechadas não serão mais inexpugnáveis, os seres vão aparecer na sua glória. Não haverá a quem culpar, muito menos a nós mesmos. A dor não será algo externo. Quem se foi, voltará. O mundo fará sentido.

“O Sangue que Ainda Corre”

Há momentos em que a vida deixa de pedir explicações.
Ela apenas nos coloca diante do espelho.
E talvez seja justamente diante dele que começam as confissões mais difíceis: quando já não podemos culpar o tempo, os outros, as circunstâncias ou os caminhos que escolheram por nós.
Eu também jurei verdades que eram mentiras.
Prometi permanências quando dentro de mim já existiam despedidas. Defendi certezas nas quais eu mesmo já não acreditava. Rompi acordos, abandonei caminhos, traí algumas versões de mim e carreguei durante anos a estranha sensação de que havia deixado pedaços da minha alma espalhados pelos lugares por onde passei.

Talvez viver seja também isso:
uma longa coleção de fidelidades e traições contra nós mesmos.
Existem ventos que chegam tarde.
Existem ventos que sopram com toda a força e, ainda assim, não conseguem mover aquilo que dentro de nós já deixou de girar.
Foi assim que descobri que nem todo vento é capaz de mover um moinho.
Há coisas que simplesmente param.
Amores.
Sonhos.
Convicções.
Amizades.
E até algumas partes de nós.
Mas o coração possui uma teimosia quase incompreensível: mesmo cercado pelos escombros daquilo que perdeu, continua batendo.
Carrego comigo os meus mortos.
E não falo apenas daqueles que a terra recebeu.
Existem mortos que continuam caminhando conosco.
São pessoas que partiram, amores que terminaram, cidades que abandonamos, juventudes que não voltam, abraços que ficaram presos na memória e versões de nós mesmos que jamais encontraremos novamente.

Somos um pouco cemitério.

Mas somos também nascimento.

Porque dentro do mesmo homem que enterra seus mortos existe outro tentando nascer todas as manhãs.

Eu venho de caminhos tortos.
Nunca consegui acreditar muito nas estradas perfeitamente desenhadas. Talvez porque minha própria existência tenha sido feita de desvios, quedas, retornos e perguntas.

Minha história não foi escrita com régua.
Foi escrita com cicatrizes.
Há sangue correndo dentro de mim que nasceu muito antes de mim.
Sangue de gente que amou, sofreu, atravessou oceanos, enterrou sonhos, criou filhos, perdeu pessoas, rezou em silêncio e continuou caminhando mesmo quando não havia nenhuma certeza esperando na próxima esquina.

Carregamos nossos antepassados sem perceber.
Talvez por isso algumas saudades não tenham nome.
Talvez certas dores sejam antigas demais para sabermos exatamente onde começaram.
Existe dentro de cada homem uma pátria invisível.
Uma terra que ele carrega mesmo quando vive longe dela.
Uma língua que continua morando dentro da boca.
Uma música que desperta lembranças.
Um cheiro que abre uma porta esquecida.
Uma palavra que, de repente, nos devolve à infância.

Podemos atravessar fronteiras, trocar de endereço, aprender outras línguas e envelhecer sob outros céus.
Mas há raízes que viajam conosco.
E talvez o verdadeiro exílio não seja viver distante da terra onde nascemos.
Talvez seja viver distante de quem realmente somos.

Durante muito tempo tentei obedecer aos ritos.
Depois rompi alguns deles.
Quebrei minhas próprias lanças.
Questionei minhas certezas.
Gritei contra aquilo que me prendia.
E percebi que existem gritos que não são revolta.
São nascimento.
Às vezes um homem precisa gritar para finalmente ouvir a própria voz.
Porque chega um momento em que já não importa parecer perfeito.

Importa permanecer inteiro.
Não importa quantas vezes a vida tenha nos derrubado.
Não importa quantos tratados tenhamos rompido com nossos sonhos.
Não importa quantos caminhos tortos existam atrás de nossos passos.

Existe uma diferença enorme entre estar ferido e estar vencido.
Feridas sangram.
Cicatrizes permanecem.
Lágrimas caem.
Mas nenhuma dessas coisas significa derrota.
A verdadeira derrota talvez aconteça somente quando entregamos a alguém ou ao medo, à culpa, ao passado o direito de decidir quem ainda podemos ser.
Por isso continuo.
Com meus mortos.
Com minhas lembranças.
Com minhas contradições.
Com meus caminhos tortos.
Com tudo aquilo que perdi e tudo aquilo que ainda espero encontrar.
Minha alma talvez tenha conhecido muitas prisões.
Mas meu sangue ainda corre.
E enquanto houver sangue correndo, haverá alguma coisa dentro de mim dizendo que a história ainda não terminou.

Talvez seja apenas um gemido.
Talvez seja um grito.
Talvez seja uma oração.
Não sei.
Sei apenas que ainda estou aqui.
E às vezes, depois de tudo o que atravessamos, permanecer de pé já é uma das formas mais bonitas de liberdade.

Quando as Cicatrizes Encontram um Propósito

Há quem passe a vida inteira tentando esconder as próprias cicatrizes, como se elas fossem manchas deixadas pelo fracasso, lembranças de uma batalha perdida ou marcas de uma fraqueza imperdoável. Vivemos em um tempo que exalta a perfeição e, por isso, muitos acreditam que a beleza está na pele intacta, na história sem rupturas, na alma que jamais conheceu o peso da dor.

Mas a vida, silenciosamente, ensina o contrário.

As cicatrizes não são o fim da beleza; são a sua maturidade.

Elas são a assinatura do tempo sobre aqueles que tiveram coragem de continuar caminhando quando tudo parecia desmoronar. Cada marca carrega uma história que o corpo talvez não conte, mas que a alma jamais esquece. Há lágrimas que secaram há muitos anos, mas que permanecem gravadas como rios invisíveis dentro de nós.

Durante muito tempo pensei que minhas feridas eram lembranças de tudo aquilo que eu gostaria de apagar. Hoje compreendo que elas são capítulos indispensáveis da pessoa que estou me tornando.

Porque existe uma diferença profunda entre viver marcado pela dor e viver transformado por ela.

A dor aprisiona quando se torna identidade.

Mas ela liberta quando se transforma em propósito.

É então que a cicatriz deixa de ser apenas memória e passa a ser missão.

Ela já não aponta para aquilo que nos destruiu, mas para aquilo que aprendemos a reconstruir. Deixa de ser uma prisão do passado para tornar-se uma ponte em direção ao futuro.

Talvez Deus permita certas tempestades não para celebrar o sofrimento, mas para revelar uma força que desconhecíamos possuir. A árvore que enfrenta os ventos aprofunda suas raízes. O ouro conhece sua pureza no fogo. O coração amadurece quando aprende que nem toda perda é definitiva e que nem toda queda anuncia o fim da caminhada.

Hoje não agradeço pela dor em si.

A dor continua sendo dor.

Mas agradeço pelo homem que ela me ajudou a formar.

Se minhas cicatrizes puderem impedir que outra pessoa desista, então elas já terão encontrado um sentido. Se minhas lágrimas puderem ensinar alguém a acreditar novamente, então nenhum sofrimento terá sido desperdiçado. Se minhas quedas fizerem nascer esperança no coração de quem já não consegue enxergar o horizonte, então minhas feridas terão deixado de ser apenas minhas.

Descobri que a vida possui um estranho e belo mistério: aquilo que quase nos destruiu pode tornar-se exatamente aquilo que nos torna capazes de sustentar outras vidas.

Hoje já não escondo minhas cicatrizes.

Olho para elas como quem contempla antigas cartas escritas pelo tempo. Cada uma me recorda que sobrevivi, que amadureci e que a graça de Deus não elimina todas as marcas da caminhada, mas lhes concede um novo significado.

E talvez seja esse o maior milagre da existência: perceber que Deus não desperdiça nenhuma lágrima sincera. Nas mãos d’Ele, as feridas tornam-se fontes de compaixão, as quedas transformam-se em degraus de sabedoria, e as cicatrizes deixam de contar apenas a história daquilo que nos feriu para anunciar, com silenciosa grandeza, a história daquele que jamais desistiu de recomeçar.

No fim, compreendi que não sou definido pelas dores que carreguei, mas pelo propósito que escolhi dar a elas. E é justamente aí que a esperança floresce: quando as cicatrizes deixam de ser lembranças do sofrimento e passam a ser testemunhas vivas da transformação da alma.