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TUDO É IGUAL

É,
a vida se repete num ciclo vicioso
a história se repete
o sonho, as palavras... os erros e os medos
é tudo igual.

O sol é o mesmo
mas eu estou mais velha
com o fôlego mais curto, a mente mais doente
E eu corro,
corro para alcançar o sol,
mas
ele está se pondo...
pra nascer atrás de mim novamente.
Cada ano fica mais curto e
meus planos frustrados preenchem
meia pagina de linhas rabiscadas.

E agora já nem é o medo que me tira o sono
nem tanto a solidão,
mas a derrota...
a insegurança e
um pouco de decepção.

Ele me venceu mais uma vez
estou perdendo as forças e,
por mais que algo dentro de mim insiste ainda em tentar
meu corpo já não aguenta,
eu estou cansada de tudo isso e
meu espírito implora,
mas eu resisto em entregar
pra sofrer mais um pouco
perder mais uma batalha
na medíocre esperança de mudar a história.

Escrito em 15/06/2009

Entre Luz e Sombras


Na vida...
às vezes sou mocinha.
Outras vezes... vilã.
E no silêncio entre um papel e outro,
me pergunto:
quem sou eu… afinal?


Nunca sei quem fui
nos olhos de quem me viu partir.
Nunca sei quem sou
no reflexo de quem insiste em me definir.


Se faço o bem...
me julgam mal
Se tropeço no mal...
alguém encontra em mim um bem que nem sei explicar.


Que lógica é essa
que me atravessa
e me desfaz?


Eu erro…
tentando desesperadamente acertar.
E acerto…
quando já não me preocupo mais em errar.


Ironia essa...
Como se a vida risse
da minha tentativa de controle.


Sou luz?
Ou sou escuridão?


E por mais que eu procure respostas,
a verdade me escapa…
como água entre os dedos.


Porque, no fundo,
quem diz quem somos
não somos nós.


É o olhar que nos acolhe,
ou o julgamento que nos corta.
É quem nos vê…
que nos inventa.


E eu?
Eu me desconheço.


Sou verdade?
Ou sou invenção de versões
que criaram de mim?


O que escondo…
até de mim mesma?


Há mistérios no meu peito
que nem minha coragem alcança.
Sentimentos que existem…
mas nunca tiveram permissão para nascer em palavras.


E assim eu sigo…
fragmentada…
contraditória…
humana.


Sendo mil em uma,
e ainda assim… incompleta.


Talvez…
a grande verdade
não seja descobrir quem somos.


Mas aceitar…
que somos feitos de perguntas.
E não de respostas.

Então vamos mudar o tom… sem peso, só luz:


Tem dias que a vida simplesmente sorri pra gente
no cheiro do café, numa música que encaixa perfeitamente, numa risada que vem solta, sem esforço.


A felicidade não é algo distante… ela já mora em você.


Tá no jeito que você recomeça, na sua energia, no brilho que você carrega até quando nem percebe.

Só Viva!


Desacelerar o ritmo apressado da vida
E pensar nos pequenos detalhes ao meu redor.


Detalhes que me fizeram felizes
Mas que somente a minha criança interior sentiu e viveu.


Presenciar o espetáculo que é o sol ao nascer...
Ele não tem pressa para chegar até ao alto do céu...
E começar um novo dia com todo o seu esplendor.


Paro um minuto e penso sobre isso.
Por não saber quando será o último adeus
Aproveito cada segundo, VIVENDO.


Divina Souza

— Carregamos para sempre os nossos traumas, Dudu.
— Eles só permanecem em nossa vida, quando não os superamos. Enquanto não se curar daquilo que te machucou, a ferida continuará sangrando dentro de você.
Miguel ficou pensativo quanto ao que acabara de ouvir. Estava preso aos fantasmas do passado que tanto o atormentavam. Enquanto não se libertasse de toda aquela dor, iria passar o resto da vida preso no vazio da sua alma, e nunca seria completamente feliz.
(livro - Escolhida para me Amar/romance-ficção)

Gratidão pela Vida
Por Simone Cruvinel
15/10/2025.


Acordar é um presente que o coração às vezes esquece de desembrulhar com calma.
É nas pequenas bênçãos — o sol que aquece, o café que perfuma, o abraço que acolhe — que Deus nos sussurra o milagre da vida.


Gratidão não é apenas dizer “obrigado”,
é sentir o pulsar da existência e reconhecer que tudo tem um propósito,
até o silêncio dos dias difíceis.


Hoje, escolho agradecer:
pelos caminhos que me ensinaram,
pelas pessoas que cruzaram meu destino,
e por cada recomeço que me fez mais forte.


Porque viver, no fundo, é isso — um constante ato de fé e amor
por estar aqui, agora, vivendo o dom de existir.

Minha vida escorreu de mim
Por Simone Cruvinel




Minha vida escorreu de mim,
e até nisso fui delicada.
Não houve grito, nem rompante,
apenas o silêncio de quem aceita o tempo.




Fui pétala que o vento levou,
sem culpa, sem pressa,
mas com ternura —
como quem se despe do próprio outono.




Ainda assim,
há em mim um fio de doçura,
a leveza de quem perdeu,
mas continua inteira.

A Sabedoria dos Lugares da Alma


Na vida, cada pessoa que passa por nós ocupa um lugar permitido por Deus e também por nossa consciência.
Nem todos vêm para permanecer perto alguns chegam apenas para ensinar, outros caminham ao lado por um tempo, e poucos são destinados a partilhar profundamente a jornada.


Aprender a organizar esses lugares não é rejeição, nem falta de amor.
É sabedoria espiritual.


Quando insistimos em mudar alguém, lutamos contra a realidade da alma do outro.
Mas quando aceitamos cada pessoa como ela é, libertamos o coração das expectativas e abrimos espaço para a paz.


Há quem só consiga nos oferecer presenças breves,
há quem precise ficar à distância para que nossa serenidade seja preservada,
e há aqueles raros seres que Deus coloca em destaque
os que somam luz, verdade e cuidado.


Amar, espiritualmente, também é isso:
dar a cada um o lugar que consegue ocupar,
sem cobranças, sem ilusões,
apenas com consciência e serenidade.


Porque não se pode esperar que alguém nos transborde
se ainda não aprendeu a se preencher.


E aceitar isso com calma
é um dos mais profundos sinais de evolução da alma.


Simone Cruvinel

A vida sem você é mais triste.
Meus dias tornaram-se noites,
As noites em dias.
Fui real, verdadeiro me abri demais,
E te perdi,perdi quando deveria te encontrar.
Agora vivo a sonhar, sonhar contigo estar,
Por Lisboa a caminhar e em fotos posar,
Mais com você gostaria de estar,
Só mais uma vez, ao invés de deixar,
O tempo passar e minha Vida levar,
Para algum lugar não sei, só sei que com,
Você gostei de cada minuto que te fez
Sorrir nas fotos que tirei,
para você levar e guarda para sempre
Onde eu queria estar.

O caboclo e o rio.


O meu pai é caboclo,
Caboclo eu também sou
Amazonas é minha vida
O meu caso de amor.


Esse rio é minha estrada
Que me leva pra lá e pra cá
Em suas águas barrentas
Eu preciso navegar.


Dele eu tiro o meu sustento
E sigo a dança da vida
Conforme o seu movimento.


Na vazante ou na enchente,
O majestoso Amazonas
Comanda a vida da gente.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

​Durante muito tempo em minha vida,
eu fui grito,
mas aprendi a usar o não dito,
o não falar,
o não precisar gritar.
​Eu aprendi que não dizer
fala bem mais
que uma, duas, três palavras e meia, ditas ou escritas.
​O silêncio é a extensão da fala,
e não perde nada quem também cala.
​Nildinha Freitas

MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL




Epílogo


Ponderei, afinal, que a vida é um cemitério; e nós vivemos num enterro.


O ser humano não busca perdão, busca afirmação.


Não deseja habitar o céu; ambiciona possuí-lo.


Enquanto monologava, percebi que o diabo habita a terra, e o interior dos próprios homens. Não há outra via de salvar a espécie senão extingui-la; enquanto formos incapazes de preservar a paz, a harmonia e a ordem, a nossa existência não passará de um erro de cálculo da natureza.


Cada ser é o monstro de si mesmo; ainda assim, todos se apressam a julgar os erros alheios, como se isso aliviasse o fato de que somos, todos, contagiosos: a maldade humana é uma patologia infecciosa, e nós a disseminamos pelo mundo.


Talvez seja egocentrismo de minha parte; talvez porque não conheça a intimidade da sociedade — o que, por si só, já seria uma desonra —; ou talvez porque já não consiga reconhecer a humanidade em nós. Sinto que a essência do ser humano reside na retórica, não na verdade; na força, não no diálogo; no caos, não na ordem.


Aliás, o verdadeiro assassino silencia; os peões fazem ruído.


E cada um de nós ou é o assassino por trás de tudo isto, ou é o peão: a ponte que permite a sua consumação. Ao fim, não passamos de mais uma lógica impura que a natureza não consegue corrigir.


Não encontrei com quem dialogar. Então, afastado da asfixia social, isolei-me — e passei a monologar.


E, no meio de todo esse tédio, algo me disse:


Vocês são a falha da criação. Não há perdão. Restará apenas a memória após a extinção.

Quer ser alguém na vida?


Não espere que seus amigos,
façam escadas para o seu sucesso.
Quer ser alguém na vida?


Então construa você mesmo, os seus degraus.
Não esqueça que o seu maior inimigo,
está colado com você; ao redor da sua mesa.


Seu nome é: Inveja e essa praga, se fez presente no Paraíso, e permanece entre nós. Dentro das salas de aulas,
nos locais de trabalho e até mesmo nos templos religiosos.


Por isso não revele seus sonhos para ninguém,
deixa que eles se realizem, porque infelizmente;
vivemos cercados de olhares malignos.
Lembre-se de José do Egito foi revelar seus sonhos para sua família, e acabou sendo vendido pelos seus irmãos.




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ANTÔNIO ARAÚJO DE SOUZA
TONNY SOUZZA

SANTA RITA: ENTRE SECAS E CHEIAS


No Igarapé do Boto, quando o Sol aperta,
A vida se faz pela estrada deserta.
Quando o rio some, a terra é espinho
E o chão seco vira o nosso caminho.
Crianças vão para escola a pé, sob o Sol ardente,
Mas cada passo é uma semente.


Longa estrada poeirenta a percorrer,
Famílias isoladas, sem água para beber.
O igarapé que era "caminho de canoa"
Vira leito seco, dando lugar à poeira que voa.
Água suja, distância que cansa,
Mas o povo da Santa Rita resiste com esperança.


Ano novo, eis que o Amazonas se levanta
E a felicidade na comunidade se planta.
O rio acordou, a cheia chegou,
A alegria das águas se derramou.
Elas vão subindo, devagarzinho,
Enchendo o rio, os lagos, o caminho.


Volta o peixe, a fartura à mesa,
O igarapé é estrada outra vez.
Nas canoas, o rabeta zunindo
E as crianças vão à escola sorrindo.
E a terra outrora rachada,
Agora dá vez às canoadas.


Oh, enchente bendita! Doce e molhado abraço,
Que enche o rio preenchendo o espaço.
Na seca, a luta; na cheia a dança,
O ciclo do rio escreve nossa esperança.
Água é vida, é festa, é sorte,
E assim vai vivendo esse povo do norte.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

O Jogo Vira


Na vida real,
o tempo é remédio.


Revela verdade e mentira.


Quem saiu perdendo,
não se desespere,
nem se entregue à ira.


Levante o queixo,
estufe o peito,
pois o mundo gira.


Com alto astral
e fé em Deus,
o jogo vira.


Kelver Orozimbo

Utopia de vida

Pôr do sol.
Laranja no céu.
O mar repete.

Clichê.

É alma na poesia.
Na mesa de café, não.
Estou apaixonado.

E isso falha.

Elegância ao rejeitado.
É o que se espera.

O sol some.
Caminho sem direção.

Arcaico.

A noite cobre.
Nenhum direito ao belo.
Nem estrelas.

Incertezas não rondam.
Atacam.

Frio.
Estranho.
Um riso curto.
Deboche.
Enterro da alegria.

Passos lentos.
Sem destino.

Mais um dia igual.
Eu igual.
Arcaico.

Quis um amor.
Recebi linguagem.
e só.

Somos o agora!⌛

Sabe razão a vida passou tão veloz e resolveu nos deixar a sós, sem amor e sem coragem de lutar.
Ouvindo a voz do coração, Ah! se eu pudesse voltar...
Não voltei no tempo, mas ele mim encontrou caminhando e resolveu mim mostrar que o mundo não para, para que possamos tentar acertar .
Foi erros , tanto erros...e nesses passos largos nos perdemos .
Mas hoje podemos olhar para trás e diante de tanta experiência, sabermos como correr lá na frente sem precisar tropeçar.
O que falar?
Volto a pensar;🤔
Como saber ?
Tive a certeza só em te ver:
Somos eu
Somos você,
Somos o agora ;
O recomeço daquela história que o destino decidiu apostar outra vez.
Eiii, nos somos o HOJE e o sempre de outrora,
Eu te amo a toda até o mundo acabar .
Então amor só Vem, abraça-me e vamos além, mas te faço um pedido : Só deixa o AMOR nos guiar.
Thaty Almeida 🧚🏻‍♀️

AMAZÔNIA, BERÇO DA VIDA


Amazônia, berço da vida,
Floresta gigante, pulmão do mundo.
Árvores majestosas, como a samaumeira,
Ipês floridos e altas castanheiras.
Orquídeas exóticas, bromélias vibrantes
Florescendo em cores, sob o sol radiante.


Jaguatiricas ágeis, onças poderosas,
Macacos curiosos e tamanduás tranquilos.
Aves de penas vibrantes: araras e papagaios
Cantando melodias, sob o céu azul.


Rios pulsantes, com piranhas e tucunarés,
Sucurijus gigantes e perigosos jacarés.
Insetos fascinantes: borboletas, abelhas,
Encantando com suas cores e polinizando as flores.


Ah! Minha Amazônia! Tesouro precioso
Patrimônio mundial, berço glorioso
Protejam essa joia, nossa esperança,
Para as futuras gerações, a mais bela herança.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Amazônia, Pulmão do Mundo


Verde imenso, céu a brilhar,
Na floresta, vida a pulsar.
Rios correm, cantam sem parar,
Na Amazônia, o mundo a sonhar.


Árvores altas, tocam o céu azul,
Guardam segredos num mundo oculto.
Cada folha, um suspiro de luz,
Cada animal, um verso do futuro.


O vento sussurra e traz a canção,
Das tribos que vivem em comunhão.
Mas o homem branco avança, sem compaixão,
Rompendo o equilíbrio da criação.


Oh, Amazônia, tua voz ecoa,
Mas será que o mundo te escuta?
Preservar-te é a única escolha,
Para que a Terra não se torne muda.


Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.

Navegar é preciso


O rio desliza, soberano e forte,
Comanda a vida, a dor, a sorte.
Nas águas que cantam
Um canto sem fim,
A selva responde
Sorrindo pra mim.


Das margens barrentas,
Um barco se ergue,
Na correnteza que o tempo não segue.
O homem, pequeno,
Se faz e se refaz,
Nas ondas que escrevem histórias a mais.


O rio é senhor do velho e do menino,
Na veia do mundo, num eterno caminho.
A lua se banha no espelho das águas,
E a noite murmura segredos e mágoas.
O peixe, o canoeiro, o jacaré,
todos seguem em frente, pois, a vida não dá ré.


Navegar é preciso, quem para, não vive,
a correnteza é brava, mas os fortes a desbravam.
O rio é um verso que o tempo descreve,
Nas águas que levam, que criam, que lavam.
O barco é um sonho de quilhas rasantes,
Leva os destemidos, os loucos e os amantes.

Navegar é preciso mesmo à deriva,
Pois só no movimento a alma se vive.
O rio comanda a vida, e a todos cativa,
Deus fez seu leito, talhou sua margem.
E as águas cantam, em Sua homenagem:
Ecoando mistérios, em toda paragem!


Navegar é preciso na obra sagrada,
Nas veias do mundo, por Deus desenhadas.
O rio é senhor, mas Deus é a fonte,
De onde brota a vida, além do horizonte.
O rio comanda a vida, mas quem comanda o rio?
Só Aquele que fez o tempo, o vento e o próprio rio.


Autor: Silvano Pontes
Amazonas em poesias.