Textos

Cerca de 85012 textos

⁠Os fofoqueiros !


Os fofoqueiros é uma desgraça,
na vida de um senhor qualquer.
Eles vem com uma conversa mole,
pior que bicho de pé.

Vou lhe dizer algo:
Mas, não conte pra ninguém.
E a coisa fica feia, quando envolve
você também.

Você se lembra de fulana;
aquela que foi nossa vizinha ?
Estava falando coisas tão feia,
que a terra chega tremia.

Eu fiquei tão chateado :
porque tem haver com você.
Mas, por favor me deixa fora,
dessa maldita confusão.
Porque eu não quero, essa senhora,
batendo em meu portão.

Na verdade eu nem queria,
nada pra você falar.
Mas, por você ser meu amigo,
melhor que um irmão, deixar isso passar,
é não ter consideração.

Seja sincero com eles e diga: É melhor
eu nem saber. Porque tudo que me disseres,
eu terei que te envolver.

O fofoqueiro vem do inferno,
para tirar sua paz. Repreenda esse espírito,
sai fora satanás.

A vida segue sua linha do tempo, e vamos seguindo em frente construindo as nossas memórias, em cada sorriso e em cada lágrima fica um pedacinho de saudades.
Com sorrisos aprendemos como é bom ter e sentir a beleza da presença física, com lágrimas aprendemos como reflete a ideia de que a verdadeira beleza não reside apenas em características físicas imutáveis, mas na energia, no carisma, na conexão acolhedora e nos momentos agradáveis e inesquecíveis.


di matioli

O Efêmero Retrato da Existência.


​A vida, em sua essência, é um paradoxo temporal. Construímos a ilusão da eternidade sobre alicerces frágeis, ignorando a finitude que nos espreita a cada nascer do sol. A rotina, em sua doce previsibilidade, é um véu que oculta a brevidade da jornada. Valorizamos o extraordinário, as grandes conquistas e as viagens memoráveis, desprezando o valor inestimável do ordinário a conversa à mesa da cozinha, o aroma do café da manhã, o simples ato de respirar.


​A dor da perda, quando o inevitável se concretiza, é o doloroso despertar dessa ilusão. A ausência se torna uma presença avassaladora, materializada no silêncio da casa, na cadeira vazia e na saudade que ecoa nas memórias da infância e nos risos compartilhados.


O olhar triste reflete o vazio, um choro silencioso que transborda a alma.
​A busca por respostas nos leva a refletir sobre o passado, revivendo as memórias boas, e a projetar um futuro incerto, marcado pela incerteza da nossa própria existência.


A solidão pode se manifestar mesmo na multidão, pois quem nos acompanhava e preenchia o nosso mundo não está mais aqui. Aquele que procuramos não responde, transformando-se em uma lembrança vívida que habita em nossa memória.


​O sentido da vida, portanto, não reside em grandes feitos, mas na valorização do presente, no perdão sincero e na capacidade de enxergar a beleza na efemeridade.


O choro silencioso, o olhar triste e a ausência nos lembram da fragilidade humana, mas também da nossa força e resiliência. A vida é um sopro, uma breve passagem que nos convida a viver com intensidade e a amar sem reservas, antes que o silêncio se torne presente e a lembrança se torne a única prova de que um dia existimos neste mundo.

Cada pessoa tem seus medos, suas verdades. Cada um sabe onde doí pisar. A vida é uma constante descoberta, temos que estar abertos para o novo, para as surpresas que ele nos prepara. Sabendo que, seja o que for, vai levar e deixar algo em nós.
Mas não podemos é deixar as oportunidades passarem por nós sem a apreciarmos. Nenhum caminho é totalmente sem graça, tudo tem magia, tudo tem seu por quê. Se ficarmos analisando a dificuldade, se a buscarmos e alimentarmos, ela ganhará força. Seja mais forte do que ela, seja mais forte do que seus medos, seja mais forte. Você é um ser iluminado e merece toda a alegria. Desprenda-se do que te limita e siga onde o horizonte é mais azul, onde as flores tem mais cores. Encontre este lugar que é seu.

"Não existe essa coisa de "mau" ou "bom" tempo.
Lembre-se que a vida é feita de um milagroso paradoxo.
Se a chuva em alguns lugares, derruba casas e desfavorece a ida à praia,
em outros, chuva é tudo o que se quer para fazer crescerem as plantas e,
sol, é tudo o que se tem e não se quer por aquele período, já que tem causado a
castigadora seca..."

SENTIR

O sentimento é o cal que calcifica a vida.
O sentimento pode ser centenário, milenar, como a rija, madeira do Carvalho, ou ameno como a brisa que vem e, logo passa.

Ah, o sentimento... quantos sentimentos são.
Dos oscilantes aos mais estáveis, até os embriagantes.
Faz prisioneiro, todo viajante.
E tal qual o mar, em dia qualquer, deslumbra os amantes.

O sentimento, desgraça na dor e agracia, no amor.
Mas, quão belo dom, é o sentir do pensador.
De um pensamento, faz, ele, mil sentimentos.
Que podem ser lágrimas ou, um doce alento.

Sentindo um sentimento, sentimentos, somos.
E no vaivém, dos meus, dos seus, o nosso divagar,
finda em nós quando, não pesam, os pensamentos.

“O tempo não apenas passa — ele ensina, cobra e revela. Ao longo da vida, acumulamos decepções: no amor, no trabalho, nas pessoas… e até em nós mesmos.
Mas é na dor que nasce o verdadeiro despertar — o autoconhecimento que nos obriga a enxergar quem realmente somos.
E então entendemos uma verdade inevitável: nada do que fazemos ao outro se perde. O mal que plantamos, cedo ou tarde, volta para nos ensinar da forma mais dura.”

Onde Não Cabe Mais Amor


Se alguém não te quiser na vida, não implore - parta.
Mas parta por inteiro:
do olhar, do coração, da lembrança.
Porque ficar onde não há espaço é ferida anunciada.
É ser ruído onde já não há mais música.
Você não nasceu para ser excesso, nem para ocupar um canto de conveniência.
Você é presença, não sobra.
É amor inteiro, não metade.
Se não houver acolhimento, vá.
Se o afeto pesar, liberte-se.
Quem te merece, não mede esforços pra te manter.
Quem te ama, não precisa que você se diminua para caber.
Quando tudo exige explicação,
quando você já não se reconhece,
é hora de ir.
Recolha sua dignidade, abrace sua essência,
calce a sua coragem...
e siga.
Siga com a leveza de quem sabe que não perde quando escolhe a si mesma.


Naldha Alves

Viver é Agora
A vida não espera.
Ela corre, escorre,
e às vezes, some.
O tempo não avisa,
não atrasa,
nem dá segunda chamada.
Por isso…
viva o que sente,
diga o que importa,
ame com coragem.
O agora é o único tempo que existe de verdade.
O amanhã é mistério.
O ontem, memória.
Mas o hoje…
é presente aberto nas suas mãos.
Não desperdice.


Naldha Alves

Minha vida mudou.


Já faz alguns anos que a minha vida mudou.
Aceitei Jesus Cristo, como o meu Salvador.
Só eu, sei quem eu era. Mas hoje sei quem eu sou.
Te garanto amigo leitor, que ele é o Senhor, Senhor da minha vida, e do meu coração, quem confessa para Ele, seus pecados; logo recebe o perdão.

Padres e pastores, não perdoa pecados, porque ambos são pecadores, mas Jesus Cristo sim; por nós Ele foi crucificado, morreu na cruz; pelos nossos pecados.

Desilusão !


Na minha vida só sofri desilusão,
Longe de Cristo, só passei decepção,
Minha juventude acabei em Cabaré,
E o meu santo protetor era José,
Bati cabeça no terreiro da Dedé, mas
Jesus Cristo, me tirou da candomble.
Agora eu canto aleluias ao Senhor,
Sou grato a Cristo, meu amado e bom pastor.
Ó meu amigo venha agora pra Jesus,
Ele é o Caminho a Verdade e a Luz.
Não perca tempo, longe do seu Salvador.
Só em Jesus Cristo, se tem paz e muito amor.

Tu me inspira, tu és a minha fonte de inspiração.
Tu és a deusa da minha vida, mulher do meu coração.
Quanto tempo estamos juntos, e tu sempre do meu lado; querida minha querida, serei teu eterno namorado.
Longa jornada estamos juntos, há muito tempo; só lhe causei sofrimentos, mas as tuas orações; salvou o nosso casamento.
Clemilda Santos de Souza, hoje venho lhe dizer: Querida minha querida, de todo meu coração que tu és o meu amor e minha eterna paixão.
Cinquenta anos faremos juntos no dia trinta de abril, de dois mil e vinte seis, eu sou grato a Deus por tudo que ele nos fez.

O milagre da vida




Há verdades silenciosas que o dinheiro jamais alcança.
Ele atravessa mãos, constrói muros, ergue impérios — mas não toca o essencial.
Porque, no fundo, há perguntas que nenhuma riqueza consegue responder:
de que vale possuir o mundo, se o coração permanece vazio?
De que serve o ouro, se a alma não encontra paz?
E que cor tem a vida, quando vista por olhos que já não sabem sentir?
Dizem que o dinheiro ajuda — e ajuda, sim, a sustentar o corpo nesta engrenagem material.
Mas há limites que ele não atravessa.
Ele não compra o tempo de volta, não negocia com a morte,
não cura as feridas invisíveis que sangram em silêncio dentro de nós.
Não realiza o milagre mais simples e mais profundo:
viver plenamente.
E então surge o mistério:
qual é a força que faz o coração pulsar, incansável, dentro do peito?
Que energia sustenta a vida sem que a vejamos?
Olhemos para o universo.
A vastidão do céu, os planetas em seus caminhos invisíveis,
as estrelas suspensas no infinito, o sol que aquece, a lua que acalma.
O que mantém tudo isso em harmonia, sem cair no caos?
E na Terra — a mesma sinfonia.
As plantas que brotam, os frutos que nascem,
os animais que seguem seus ciclos,
os insetos quase invisíveis que sustentam a vida,
o calor que nutre, a chuva que renova.
Tudo em equilíbrio. Tudo em perfeita ordem.
Mas o homem, em sua inquietude, criou o dinheiro —
e com ele, a ganância e o egoísmo.
E, na ilusão de possuir tudo, começou a perder a si mesmo.
Acumula o que não pode levar,
disputa o que sobra na abundância,
e esquece que a maior pobreza
é a da alma que se distancia da essência.
E o que leva o homem desta vida?
Não os bens, não os números, não os títulos —
mas, muitas vezes, as marcas do que escolheu ser:
ou a leveza de quem amou,
ou o peso de quem se perdeu.
Ainda assim, há algo que o mundo não conseguiu roubar.
Nem o tempo, nem a dor, nem a própria humanidade em crise
foram capazes de tirar de nós
a capacidade de sonhar, de sorrir, de se alegrar.
Porque há beleza em existir.
Há grandeza em contemplar o universo
e perceber que fazemos parte dele.
Há um milagre silencioso em cada respiração,
em cada batida do coração,
em cada instante vivido com presença.
E talvez seja isso o mais precioso de tudo:
a vida —
não como algo que se compra,
mas como algo que se sente, se vive e se honra.
Porque, no fim, tudo passa.
Mas aquilo que verdadeiramente somos
permanece.


Atila Negri

Ele entrou na minha vida em 2019… e nunca mais saiu.
Não foi uma história.
Não foi um relacionamento.
Não teve construção, promessa ou continuidade.
Mas teve presença.
Teve troca.
E teve um sentir… que eu nunca mais consegui acessar igual.
Eu não criei fantasia.
Eu não projetei um futuro.
Eu estava bem, resolvida, inteira.
E mesmo assim… ficou.
Anos se passaram.
Não nos vemos.
Não nos falamos.
Mas basta um sinal, uma lembrança, uma imagem…
E o meu corpo ainda reconhece.
Frio na barriga.
Energia que atravessa.
Como se nada tivesse ido embora.
Eu tentei entender.
Psicologia.
Espiritualidade.
Desapego.
Divórcio energético.
E nada apagou.
Até eu perceber uma coisa:
Talvez não seja sobre ele.
Talvez seja sobre o nível de presença que eu acessei sendo quem eu era naquele encontro.
Sobre a versão de mim que despertou ali.
Sobre o quanto eu senti… sem bloqueio, sem medo, sem defesa.
E isso marca.
Nem toda conexão vem pra ficar.
Algumas vêm pra te abrir.
E o verdadeiro despertar não é ficar presa ao que foi…
É honrar o que sentiu, integrar… e seguir inteira.
Porque sentir assim não era sobre ele.
Era sobre o que já existia em mim.

A Palavra de Deus sempre me ensinou: “Seja forte e corajosa”. Durante toda a vida, fui chamada de forte por aqueles que não conhecem a minha história por inteiro. Mas a verdade é que eu não sou forte o tempo todo, apenas nunca deixei de permanecer em pé.
Já enfrentei lutas, como qualquer pessoa que agora me lê. Atravessei mares sem saber nadar. Construí pontes sem ter materiais nas mãos; pontes erguidas apenas pela imaginação e pela fé.
Vesti a armadura da força, e talvez tenha sido ela que, aos poucos, me construiu por dentro. Medos? Eu tenho. Sempre tive. Mas a coragem nunca me faltou. Alguns medos eu guardei em silêncio, outros rasguei como papel.
Ser forte não é não sentir medo. Ser forte é continuar enfrentando, mesmo sem saber se vai perder ou ganhar.


Nildinha Freitas

Na escola da vida, eu encontrei você, na escola da vida, aprendi muito com você, quando vamos mudar, essa nossa situação de estarmos com todos e em meio a solidão...
Eu quero um amor...
Eu quero viver...
Eu quero você...
Como podemos está aqui na escola da vida?
Eu quero um amor, que seja igual a você.
Quero um amor que me faz bem.
Quero um amor que me entenda nos momentos de dor, porque a escola da vida já me fez sofrer e não quero mais essa vida dolorida...
Quero um grande amor e esse amor tem que ser você.

A vida é um livro de páginas imprevisíveis,
ora pintadas de romance, ora marcadas por suspense.
Carrega dramas intensos, noites de terror,
e batalhas que nos moldam em guerras silenciosas.

Somos escritores de cada capítulo,
atores de um roteiro sem ensaio,
protagonistas de um único espetáculo:
o filme da vida, que só se revela ao ser vivido.

Jarro de Barro


Vida fria.


Água entra, água sai.


A gota que um dia era quente,
por mais minúscula que seja,
sempre se torna fria.


Alguns saem,
por sorte
ou azar,
não sei.


Nunca saio.
Não consigo.


Ah, água,
que sorte tem.
Se eu pudesse ser água,
se eu pudesse sair...


Que saudades, minha aguinha.


Se pudesse voltar,
volte, minha gotinha.


Não deixe esse jarro vazio.


Eu sempre estou aqui.

O que se faz com uma vida quando ela parece já ter sido lançada na direção errada? Às vezes penso nela como uma flecha que deixou o arco cedo demais.

Há coisas dentro de mim com as quais não sei conviver. Meus erros, meus pecados, as decisões que se acumulam como marcas difíceis de apagar.

E a culpa… a culpa é uma companhia persistente. Ela não grita, não exige nada em voz alta. Apenas permanece. Sentada ao lado dos meus pensamentos, me lembrando em silêncio, de tudo aquilo que eu gostaria de ter sido e de tudo aquilo que, apesar das intenções, acabei não sendo.

Ainda assim, sigo aqui. Não exatamente por esperança clara, mas talvez por uma espécie de espera. Como se em algum ponto do caminho algo pudesse finalmente interceptar essa flecha, antes que ela encontre o destino errado que parece aguardá-la.

E agora o filme se repete, você volta a viver sua vida normal e eu me tranco no meu quarto tentando juntar os cacos, tentando arrumar a bagunça que nós dois fizemos aqui dentro.
Quem sabe a culpa seja minha, por ter me doado demais a você. Quem sabe eu tenha sido boba, uma tola em pensar que com você seria diferente. Eu estava disposta a lutar, engolir sapos, quebrar murros e escalar montanhas por esse relacionamento, porém você na primeira pedra que te fez tropeçar resolveu recuar... Espero que encontre lugares amplos.. Eu ficarei aqui com a terra acidentada.. Já estou quase acostumada.. Adeus...EU AMEI SOZINHA... E VOU SOFRER SOZINHA TAMBÉM.... ADEUS...