Texto sobre Sonhos
Araquari
O meu coração é uma locomotiva
imparável de sonhos por ti,
A margem esquerda do Rio Parati
me encontrei e não te perdi.
Os meus sonhos fazem Stammtisch
sempre que for necessário
para fazer te sorrir, fazer feliz
e ter força para na vida prosseguir.
As mãos africanas e as lusitanas ergueram o teu destino
em terras sul-americanas
e honramos as tuas heranças.
O meu coração é um maracujá
perfumado de tanto amor
que virou festa por louvor,
e vê esperançoso o sol raiar
na Praia da Barra do Itapocu.
As mãos dos colonos e pescadores
corajosos ergueram a tua História
em belas terras catarinenses,
por ti eis estes versos perenes.
O meu coração faz ninho
de papagaio e refúgio
por ti com amor e carinho,
e também faz Ponte Pênsil
da Barra do Itapocu
correndo para os teus beijos.
As mãos da gente fervorosa
fundaram a festa por ti
em total agradecimento
ao Senhor Bom Jesus de Araquari.
O teu mangue misterioso
é fonte de todo o desejo,
é dele que se faz a festa
popular do Caranguejo,
a tua herança açoriana
desta memória jamais esqueço.
Araquari, minha adorada,
és jóia preciosa e rara
do Norte Catarinense,
e para sempre por nós será amada.
Ao redor dos teus sonhos
sou a presença inabalável
e a borboleta oriental
desconhecida num mundo
invadido pelo banal.
Onde não há espaço
para ser não forço,
não fico e jamais insisto;
Se não for oferecido
o respeito não é amor
e nem obra do destino.
Como Leyla deste século
permaneço até quando
me vou como manifesto
de descontentamento:
forte sou encantamento.
O silêncio faz escutar
o meu nome mesmo
que você não queira,
Leyla viva em ti e perpétua
mesmo que eu não queira.
Você se uniu comigo
por dentro e agora
sou a dona do seu
coração e do pensamento;
Você é a minha fortaleza,
e eu na tempestade o abrigo.
Sempre que me espalhar
como cinzas no deserto,
os ventos dos sete pontos
cardeais trarão cada grão
para perto dos teus dias.
Como a borboleta oriental
infinita as minhas asas
feitas de estrelas os teus
olhos guiam na escuridão
imensa e o teu coração
de Mecnun não fará resistência.
(Até quando uns disserem
para que me esqueça!)
Iraceminha
Pequenos lábios de mel,
sonhos gigantescos
e bem brasileiros,
A tua gente gaúcha
com coragem te ergueu.
Iraceminha querida
e hospitaleira como
ninguém tu bem sabes
ser amável e por esta
nossa Pátria guerreira.
Pequena saída de mel
e com amor inesquecível,
é deste jeito que a sua gente
com constância te devota.
Iraceminha é
na poética do teu Lajeado
que leva o teu nome
é onde até hoje o meu
coração permanece apaixonado.
Região bonita, Maravilha!
És minha estância poética
onde a imigração que honro
inoxidável por tudo o quê
foi, tem sido e assim será:
Minha Iraceminha em tupi,
guarani ou no idioma pátrio,
a minha poesia sempre homenageará.
Na altura dos olhos,
muito mais altas
do que os sonhos,
as nossas mãos
começaram serenas
a se enamorar no ritmo
da Valsa de Mão Trocada,
Que num estalo fez
de mim por ti gamada.
Os gaúchos e as prendas
a rodopiar começaram
no salão a se alternar,
Não quis fazer nenhum
esforço para disfarçar.
A poesia romântica
do seu perfume a partir
deste dia nunca mais
eu consegui olvidar:
Você não vai se segurar.
Sob a guarda dos teus olhos,
Protegidos estão os sonhos,
Sonhos meus que são teus,
Temos fé no amor e na vida,
Não possuímos o desdouro,
O amor é nosso tesouro,
Preservado com doce lida.
Os olhos brilham por versos,
Os beijos são ternos e sinceros,
A poesia é gáudio e refúgio,
Ah! Esse mundo austero...,
Ainda cremos que protegidos
- pelo nosso amor e fortuna
Faremos da carícia, o prelúdio.
Prelúdio que os doidos de amor,
São sãos e libertos para escutar,
É música para vivenciar,
É serenata de todas as horas,
É fé de quem amar,
É esclarecimento em esplendor,
De quem vive todas as horas
- intensamente -
Um grandioso e reluzente amor.
Eu vejo o mundo através dos meus olhos,
E vejo você através da poesia,
Tenho cores, sonhos e carinhos,
Dentro de mim não sinto que estou sozinha,
Você mora aqui com cor e liturgia,
Surgi disposta à te amar sem enganos.
Sou uma gota de amor no oceano
O amor que busca existir sincero
A vida que está no teu plano
Tenho cor e sabor,
A chave que abre a porta,
O amor que liberta,
Amor que é amor jamais sufoca,
Oh! Vem... É chegada a hora,
Não abandone a nossa história.
Temos muito o que perder
Temos que nos viver
E fazer juntos o amor crescer
Porque temos estrelas nos olhos,
Falamos de flores,
Temos jardins nos corações,
Um amor suave,
Poemas e jardins de mistérios,
Dedicados à cultivar as nossas emoções.
Somos objetivos
Não deixamos nada subtendido
Queremos muito mais do que ser bons amigos
Eu estou sempre contigo,
E tu estás sempre comigo,
Sem você perco o chão e o teto,
Um minuto sem você é um grande castigo,
Não existe amor incerto,
Longe de você sempre acho que corro perigo,
Até o amor mais erradio: é o amor mais correto.
Convido a erguer
a cabeça, olhos
e os teus sonhos,
para jamais desistir
dos teus planos,...
O amor vence
e sempre pode
vencer a morte,
Quem acredita
pode e vence,
Sê igual ventania
que afastando
as nuvens
para que seja
com luzes
lida a caligrafia
das estrelas:
O amor pode
e vence a morte,
Quem acredita
vence e pode
inevitavelmente;
Se o céu não
estiver aberto
até a próxima Lua,
Vencer a morte
é missão tua
mesmo que
não perceba,
Porque se
você tem amor
aconteça o quê
vier acontecer
e seja por onde for:
tu tens todo o poder.
No ínfimo olhar,
Poeminhas soltos,
Levados pelo ar,
Sonhos intensos,
No infinito do amar.
No ínfimo olhar,
Sonetinhos amorosos,
Simples de declamar,
Desejos intensos,
No infinito do delirar.
No ínfimo olhar,
Versinhos caprichosos,
Temperados ao paladar,
Corações luminosos,
No infinito do esperar.
No ínfimo olhar,
Gemidinhos engolidos,
Loucos para transbordar,
Corpos ansiosos,
No infinito de tanto desejar...
O Sol vai surgindo risonho
Igualzinho ao Sol dos teus sonhos,
Entre bons e pequenos morros
Existe um lugar feito ouro,
E mais valioso do que um tesouro,
Ele é simplesmente maravilhoso!
Quem nasce morretense,
Assim vive para sempre,
Quem mora por lá,
- vira morreteano
Dono de um doce endereço
De beleza e de uma paz
- sem engano -
O Sol aconchegantemente
- Repousa
Dando espaço para uma Lua
Que nenhuma outra sequer ousa.
Ao carinhoso beijo da brisa,
A memória não virou pó,
Em Morretes ainda é lembrado
O bravo povo carijó;
E a sua glória pela Cananeia
Ficou para sempre escrita.
O Rio de Janeiro sempre será lindo,
- mas hoje vestiu o seu luto
Por sonhos brasileiros
que
despencaram
do viaduto.
Foi acidente, que os findou
tragicamente.
Tantos planos resolutos,
Que se
esfacelaram por
milésimos
de segundos.
Foi acidente, que os arrancou
de nossa gente.
Destruindo vidas e mundos,
Abrindo terras e destinos,
De faixas etárias bem próximas,
Findando futuros e trajetórias.
- FIM DAS HISTÓRIAS!-
Glória e reverência
perpétuas a minha
amorosa Pátria
que doces sonhos
enlevo e entrego
o meu peito sereno.
Não há quem detenha
caminhos de liberdade
que abertos foram
pela galhardia das tropas,
não haverá nunca quem
ofusque tuas alvoradas.
Paixão e devotamento
a minha Pindorama
que nenhum mal
do destino pode vencer,
alta constelação que
sempre há de esplender.
Não há mão sombria
que sobreviva sobre
quem nasceu livre,
somos a esperança
inquebrável que fica
quando tudo se partiu.
Amor em proclamação
constante ao amanhecer
que concede deodora
chance por esta terra
que vivo a enaltecer
e o mal não estremece.
Não há nada que rompa
com os perenes afetos
de mão amiga estendida
que traz todos os sossegos
de riacho doce e mar calmo
aos que se dão por vencidos.
TEUS FANTASMAS SÃO MEUS
Os fantasmas que rondam
Teus sonhos
Encontram-se nos sonos que sonham
Meus sonos
Refletem-se nas sombras das ondas
Que sondam
O sonho que sonhei...
Em um labirinto
E grandiosas criaturas metálicas
Perseguiam-me sem tréguas
Diante de gigantescos obstáculos metafóricos
Que me afligiam
Lembra, havia lindas mocinhas
Bem vestidas a me clarear
As saídas perdidas
E alguns maus cuidados e feridos
Quão perseguidos comigo
Sumiam ou perdiam-se
De minha ilusão
Enfim, o fim
Numa sala festiva
Tais criaturas outrora tenebrosas
Apresentando-se quais robôs
Infantis
Fechavam a única saída da sala
Sem fim, cor de anil
Que findava meu sonho febril.
A HIPOCRISIA DOS MORTAIS:
(Nicola Vital)
Meus sonhos são abismos!
De anjos fantasmas
Que habitam o limiar de meu cataclismo
A seduzir meu pouco ser...
São anjos farmacológicos
Que só a metafisica explica.
Ora! Ora! Chega de anjos e, sonhos...
Estou farto de metafisica
E seus abismos fantasmas!
Aonde deu fim a hipocrisia
Dos mortais.
EU E EU...
Ontem, meus sonhos se fizeram auspiciosos
Você nutria minha Esperança...
O meu corpo se fez um declínio,
Entre eu e eu.
E hoje, tudo é sonho sob sonho surreal!
Sonhar-te é possuir-te!
Possuir-te é um sonho.
É sonhar mais perto de ti.
Os corpos são fantasmas sem nexo
Sobre precipício que nem margem possui...
Eu me conheço e meu pensamento é avaro
As horas passam...
E meu sonho... é meu.
MENDAZ:
Nada enceta!
A dor, a voz, os sonhos.
As máscaras e suas faces.
Os "homens" e seus comes.
Os livros e seus líricos
Os mestres e os noviços
Lúdicos e telúricos.
Não há rima nem besos
É controverso o reverso
O mítico ou abstrato.
Todo esse escopo mendaz
Num instante não distante
A tudo se perpaz.
SONHOS DE CRIANÇA:
Nas campinas bem verdinha
De esperança
Que meus pais como tais
Me fez crescer
Hoje vejo
Fragmentos de lembranças
Dos jardins
Que o “progresso” fez verter
Só restando na memória da criança
A infinita saudade de uma doce
Banabuyê
Dos negrinhos de fradinhos nos arbustos
A se esconder
Pras mocinhas nas pracinhas assustando
Entorpecer
Eu daria todo o progresso emergente
O funk, rap, internet ou avião
Pra voltar às campinas que um dia
Fui criança,
E meus sonhos pueris
Finquei ao chão.
OUTRO VIÉS
Escrevo meus pensamentos
Em linhas horizontais
Tentando mostrar meus sonhos,
Expostos em cabedais
Por mais que eu tente alinha-los,
Perdem-se em diagonais
Eu busco outro viés, mas
Perco-me de volta ao texto
Do livro que a vida faz.
O livro que nasce ao livro
Do livro que a vida apraz
É feito sem métrica ou rima
E nenhum poeta faz
Só o menestrel da vida,
A ele é quem perfaz.
Nicola Vital
SONHOS BISONHOS
Todos os sonhos serão trancados em panos de guardar confetes a sete chaves do vizir.
-Ninguém sairá sem ser visto. E os vistos não sairão!
As flores de cheiro queimarão. E as larvas de fogo ceifarão a fome dos que são!
-E ninguém dos que saem passarão.
O carneiro que ilumina o beneficio de Daluz sobre o lajedo das canelas
- Cuspia fogo sobre a donzela rasgando o véu da noiva feia
E sete gumes de punhal rasgarão o pano dos confetes no auto de natal
- Sete chaves, sete armas, sete clavas, sete claves.
Entrelaçar-se-ão em sintonia com a guerra e o rito Suruí Paiter em memoria dos mondé
- Morre a noiva feia – Anhangà. Vive Jaci!
- Wanadi e a guerra de fogo ao abaçaí...
- Aplacada ao som de sua flauta Akuanduba.
Ó grande avô fogo. Grande fogo nuclear, energia raio vital. HA’EVEte
Nicola Vital
NAU DE ILUSÕES
Se eu quiser sonhar
- Desperto...
Meus sonhos vesgos sobre obliquas paralelas
Aportam em mares tênues sob náufrago porto solidão.
E meus sedentos lamentos à razão
Naufragam mortos mares de ilusões
A deriva essa nau de emoções
Zarpa no infindo oceano da paixão.
Esse emaranhado de cordas
Que se chama coração.
PÁTRIA SERRA:
Na subida da ladeira dos bosques babaçuais
Vão-se os sonhos franzinos nas quebradas dos mortais
O pequeno e o menor, o que vai e o que fica
Os que descem outros que sobem como se os imortais.
Homens comendo homens feito como canibais
No cume do monte serra a pátria serra encerra
Os filhos das findas viúvas na quebranta dos cocais
De que sorte assim se faz?
Se nem ao bronco machado
Poucos sonhos se refaz
