Texto sobre Sonhos

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⁠en-Caixa
entre cápsulas e comprimidos
são tantos planos forjados
são sonhos arrependidos
são veias acinzentadas
entre cápsulas e comprimidos
são penas e assinaturas
são perdas e tecituras
são aquarelas desbotadas
entre cápsulas e comprimidos
o relógio perde o tempo
o velho morre ao relento
eu continuo a estrada
entre cápsulas e comprimidos
o sinal toca na escola
o sapato perde a sola
meu tudo vira um nada
entre comprimidos e cápsulas...

Inserida por noi_soul

⁠sonhos mal-ditos

se a fama dilacera
imagina a cama vazia!
se a lama entorpece
imagina a sanha luzidia!
se a gama impede
imagina a dama-fantasia!

dos pesadelos sedentos
a devorar meus olhos em noites quentes
o pior é o sonho
que nunca se realizou!

capataz do destino
um bandido ferino
de olhar tão amedrontado quanto o meu!

e ainda há tanta futilidade
a embaralhar os devaneios de uma alma
num corpo imperfeito...

há a sede!
há a fome!
há o sono!
há um desejo ardente pela vida!

e isso tudo me consome
como uma ferida purulenta
sem dó nem piedade
sem voz nem silêncio
sem clamor nem liberdade
sem tristeza nem alento!

oh, sonhos impuros!
que mal há em querer
aquilo que me falta?

se são partes da carne ou do espírito,
nunca consigo identificar!
são vermes corroendo
o melhor de um alguém que nunca fui...

mas poderia ter sido
nos sonhos mal-ditos
de outro ninguém...

Inserida por noi_soul

⁠Se os próprios sonhos embotam a vida
o que será de mim
sem a possibilidade de criá-los?
Se as próprias asas tornam-se feridas
o que será de mim
sem a chance de usá-las?
Se os próprios dedos forjam a mentira
o que será de mim
sem a possibilidade de amá-los?
Se as próprias vozes ocultam a lida
o que será de mim
sem a possibilidade de encontrá-las?

Inserida por noi_soul

⁠poema in-vertido


de todas as mais belas maneiras
ver frutificar a vida
deixar os sonhos espalhados pela estrada inteira
sentir o gosto do perfume da bela roseira
enquanto corro com os lobos no caminho de pedras
meus passos vagam soltos:
… na busca pela quimera
o grande desafio não é viver
é ser genuína em cada olhar
é estar presente em cada amanhecer
é pulsar de amor outros corações
é distribuir sorrisos a quem encontrar
eis alguns das minhas mais doces a l u c i n a ç õ e s…

Inserida por noi_soul

⁠Algumas vertigens anunciam sorrateiros sopros de sonhos.
Alguns não insistem, mas saltitam para nascer.
Outros nada querem, embora queiram demais o que não pode ser alimentado nas entrelinhas do ocaso.
Misturados neste eufemismo de soberba solidão... saem singrando rumo afora sem destino certo e no incerto tempo de nascer.

Inserida por BALSAMELO

⁠#ESCREVO #PARA #TI

Na vida me fiz poeta...
Nos sonhos, poesia...
Falo de tristezas...
Falo de alegrias...

Poesia tem vida...
Vida tem amor...
Tem sucesso...
Tem fracasso...
Também tem dor...

Uma transformação sem fim...
Ir do alfa ao ômega...
Ver na tristeza...
Beleza...
Ver na alegria...
Maresia...

Sangrar a dor em flores e formosura...
Celebrar a aliança entre o real e os sonhos...
Transformar as lágrimas em suspiros...
Vitrine dos sentimentos...

Felicidade já tem nome...
Só não posso revelar...
Talvez a sua não seja a minha...
Quem poderia revelar?

Mas não posso ser tudo quero...
Não posso fazer tudo que penso...
Quando fico triste me sinto poeta...
Então vivo intensamente esse momento...

Se eu só falar de alegrias...
Aonde a angústia irei pôr?

A vida precisa e tem sede de loucura e poesia...
Os dias não só são feitos...
De pássaros voando...
Sob nossos passos...
Tem algo rastejando...

Poesia é feita para sentir, e não para ler...
Mas isso...
Poucos conseguem compreender...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠O presente impõe formas...
O que é um homem sem sonhos?
Eu preciso de tudo...
E na vivência sutil me fiz a morar...

Os meus desejos são flores feitas de original...
Sentimentos em mim das primeiras eras…
Minha energia é o desafio...
Minha motivação é o impossível...

Que Deus me abençoe com esse meu coração...
Vertendo em manancial minha imaginação...

Retalho com os olhos as bordas da alma do vento...
Para enfeitar meu dia...

É coisa estranha que embriaga lentamente...
Num instante chega...
Num instante vai...
Perdi-me no tempo...
E hoje sigo em frente a sonhar...

Que acima de tudo façamos e não fiquemos esperando...



Sandro Paschoal Nogueira

⁠#PERDAS #ESQUECIDAS

Obcecado por anjos...
Um derradeiro desejo...
Em sonhos, na imaginação...
Aflige-se como humano...
Em seu coração...

Ardendo em pureza...
Sem nenhum descanso...
O peso é deveras demasiado...

Em solidão angustiante...
Bem ali adiante...
No sonho em que perdeu...
Quer subir ao céu...
Quer descer ao mar…
Anseia ir à procura...
Em todo lugar...

Não se dá pelas mudanças...
Que o espelho reflete...
Nas histórias de muitas loucuras...
Então se perde...

Perde algo a cada dia...
Muito já perdeu...
Os amigos...
Familiares...
Os gostos...
Desejos tão comuns...
Fantasias...
Perdeu a graça...
Mas não perdeu a agonia...

Da última estrela a réstia...
E na esperança de vê-Ia também se perde...
Mas numa volta, súbito, à estrada...
Cujas sombras lhe seguem...
Onde não esquece...
Retorna à sua casa...

Desafiando o tempo...
Sem nada mais de seu a dar...
De si mesmo...
Já se perdeu...
E não sabe mais onde encontrar.

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#SONHOS

Abro a minha janela...
E olho o infinito céu suspirando...
E peço licença para poder sonhar...

Sonhar em que eu tudo possa ser...
E com meus desejos assim sonhando...
Assim quero viver...

Quero me vestir de estrelas...
Nas alturas, entre às nuvens, poder me esconder...
E seguirei tecendo meus sonhos...
Um mistério a resolver...

Que a vida tenha mais cores...
Que seja uma tranquila fonte...
Onde a mentira não perdura...

E a verdade sendo límpida e bem tranquila...
Sem receios, sem pudores...
Não nos machuque por às vezes ser tão dura...

Quero pegar os raios de sol...
E onde reina a escuridão eu o plantar...
E fazer a esperança estender suas asas...
Assim como sonho...
Que você também possa sonhar...

Não me importo em saber...
Quantas guerras terei que vencer...
E, assim, que seja lá como for...
Quero ver sempre triunfar o amor...

Que a felicidade seja bem doce...
E apareça para todos aqueles que choram...
Que o futuro seja mais brilhante...
Só vivemos uma vez...
Só temos uma chance...

A ilusão quando se desfaz...
Dói no coração de quem sonhou demais...
A vida é tão curta...
Precioso diamante...
E o belo um dia também morre...
E sonhando como sonho agora...
Alcançaremos a eternidade...

Sandrinho Chic Chic

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#ALTURAS

Vagueia o poeta em sonhos...
Fita o céu, em reflexos, das mais variantes cores...
Lá onde os violoes choram...
Louvando a vida e os muitos amores...

Se um sonho se ergue...
Outro sonho cai...
E nesse eterno vai e vem...
O tempo passa e vai...

Desgraçado do poeta pobre...
Cujo em vida o túmulo o cobre...
Não amou...
Não foi amado...
Pela vida passou...
Ignorou e foi ignorado...

Em redoma ilusória...
Fechou-se em falsa glória...
E agora que o amor se foi...
Ninguém há de contar sua história...

O luar no céu se apagou...
As estrelas todas tombaram...
A terra abriu sua garganta...
E o poeta foi engolido...
E agora aqui, no que lhe digo...
Esse vazio medonho me espreita...
O poeta que um dia também sonhou...
Agora jaz na sarjeta...

Estrela d'Alva...
Imaculada e pura...
Faz-me novamente sonhar...
Erga-me às alturas...

Sandrinho Chic Chic

facebook.com/conservatoria.poemas

.

⁠Dono de quê?
Se nem dono de mim eu sou...
Sonhos confusos...
Almejando ao coração ressuscitar...
Com tão pouco tempo a pensar...

Devaneios em barcos de desejos a qual me entrego...
Só assim me reconheço...
Quando a vida com o látego me fustiga...
Finjo não ver a realidade sentida...

Na pura ausência das coisas...
Um palco: eu e a lua...
O terror de pensar no fim da peça...
Louvando por estar em cena...
Ainda...

Mas o futuro insiste e persiste...
Em rasgar as cortinas...
Escurecer as estrelas...
Devorar a noite...
Massacrar o dia...

Na arte de perder-se não há nenhum mistério...
A cada dia um pouco perdemos...
Embora, até o momento, não percebi o quanto tenha mudado...

Quem me quiser que me chame...
Ou que me toque com a mão...
Antes que a peça termine...
E só reste silêncio e escuridão...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠Tu me procuras em seus sonhos...
E eu te guio em todos meus pecados...

Teus desejos afogam-se em taças de vinho que as bebo vagarosamente...

Retiro-me despido de anjo...
Embalando tuas vontades como uma serpente...
Distorçendo tuas verdades...

Brinco com tua alma...
Te convidando ao meu íntimo abismo...
Te enlaço em meu olhar...
E no instante de um tempo...
Não perdido...
Mostro-te meu veneno...
E o que sinto...

Um só caminho é o bastante...
É o suficiente...
Para te mostrar que posso ser recatado e indecente...
E pode ser que derepente...
Te conquiste...
E nos amemos eternamente...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Não eras para minha vida...
Não eras para os meus sonhos...
Não eras para os meus cantos...
Não foste digno de meus prantos...

Não eras o lume de meu coração...
Não eras o brilho de meu olhar...
Foste apenas decepção...

De todos os encantos...
Não quisestes fazer parte...
E hoje, sem nenhum alarde...
Vi que não fostes nada...
E nada fizestes para ser meu tudo...

Passaste em vão...

Não fostes feito para meus abraços...
Para nossos corpos entrelaçados...
Não comungamos em ardor...
Carinhos não me destes...
Não era para ser amor...

Tu nem mesmo fostes um vento...
Que em algum momento...
Beijou-me e mostrou-me a direção...

Tu foste apenas...
Para aqueles que te queriam um pouco...
Enquanto eu te quis tanto...

Hoje és sombra...
Sombra de nada...
Vulto sombrio...
Que vaga entre tantos tais como tu de alma deserta...

Meu último conforto...
Agora...
Apenas o frio...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Um dia, talvez, haverá novos sonhos...
Ouvirei com encanto alguém que não conheço...
Para mim será o começo de tudo...
O começo de um novo mundo...

Agora para mim já tão frio e já tão tarde...
E sem fazer nenhum alarde...
A minha alma não descansa...
Não sou nem mesmo uma lembrança...
Uma esquecida sombra que ninguém repara...

Todo o amor é desejar...
Embora se viva às avessas...
Se o tempo troteia...
E pesa como uma estrela...
Quão afortunados são os amantes...
Quão infelizes os ignorantes...

Estranha cousa esta...
A ventura de querer ver-te bem...
Mãos de renúncia...
Mãos de amargor...
Ao perder seu amor...

Semente divina...
Que só n’alma germina...
Exalta o viver...
Em doce tortura...
Ai amor...
Que sorte de quem tem você...

Repara...
Aqui eu sem luz e sem vida...
Quando, alta noite, me reclino e deito...
Clamo por ti...

No vazio do meu leito...
Só o silêncio...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Sonhos estão fora de moda...
Construir castelos sem nos ventos pensar...

Mas não desisto...
E sigo...
Lá vou eu, nas minhas tentativas...
Quero mais é sonhar...

Tiro um arco-íris da cartola...
Abro minhas asas...
Caminho sobre as estrelas...
Vivo com desejo de amar...

Neste mundo de liberdades...
Em que tudo pode, tudo é permitido...
Tudo que se começa...
Já tem hora para acabar...

Sou pessoa de dentro para fora...
Quando sonho, sonho alto... Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar...

O problema em ser intenso...
É que intensidade assusta, afugenta, oprime...
Quem tem medo de se dar...

Amanhã, já me reinventei...
Não me dou pela metade...
Não desisto de sonhar...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Tenho sonhos de louco...
E o meu desejo canta
Sonoro e profundo...

Vejo tesouros sem conta...
Amarguras, de dor, de desenganos...
Amores cegos e profundos...

Guardei segredos...
E tive medo...

Porém dizes que não te quero…

E eu te pergunto...
A quem devo tudo o que fiz?

As poesias mais belas...
Apenas olhares receosos...
Como o silêncio dos mudos...

E logo a noite corre...
E os dias seguem de fato...
E arde-me o peito...
De amar-te e ti estar preso...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Eu sou o reflexo de mim mesmo...
Fragmentos de sonhos...
Um espelho quebrado...

O que fui, o que não fui, tudo isso sou...
Um mosaico de erros e acertos, em movimento...

A vida me moldou, com mãos de vento...
E eu me dei conta, de que sou frágil e flexível...

Aceito as curvas, os altos e baixos...
E aprendo a dançar, com os pés descalços...

No alento da existência, eu me encontro...
Alma flutuante, entre engano e desengano...

Mas ainda assim, eu sinto,
Que há uma luz, que me guia e me sustenta...
A rir, desnudo de sonhos não realizados...
No cais de onde nunca parto...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Deixados sobre a mesa...
Como os homens vivem...
Nem os deuses socorrem...
Os sonhos, as esperanças e ilusões...
Como um deserto imenso...
De conversas vãs...

Da enorme dor humana...
Que todos fingem não ter...
A essência de ser e parecer...
Conduz ao purgatório...
Sem ninguém perceber...

Vácuo imenso e fundo...
Eterna busca...
Inconstância do homem de ser...
Responde sorrindo à cruel realidade...
Enquanto perde-se no horizonte...
Acreditando crer...

A terra cumpre sua promessa...
De tornar a todos iguais...
O bom, o mal...
Quem riu, quem amou...
Que chorou os seus ais...

Nem este falso silêncio...
Sobre os ombros nus
e esmagados...
Nem o luar...
Pode esconder os pecados...

Raro e vazio dia.
Noite desamparada...
O momento é tão fulgaz e rápido...
Até para o mais amado...

Sandro Paschoal Nogueira

É melhor ficar atento aos lugares e as pessoas....

Que procurar sonhos...

Encontrando desilusões...



Na rua em que eu moro...

Pedras azuis...

Conhecem minha história...

Vivi ardis...

Testemunhas de minha trajetória...



Tudo aqui é um palco de emoções...

Pecados deliciosamente cometidos...

Sem arrependimentos...

Sem perder juízo...



Uma vida cheia de cores...

Valores...

Sabores...

De tudo um pouco...

Experimentei..

Com moderação...

Sem me perder...



Meus erros fazem parte da minha vida...

Errar também é um acerto...

Um jeito...

De melhorar...



Certeza sempre tive...

Carrego comigo essa idéia..

Manter a chama acesa...

Que nunca deve se apagar...

E na esperança que um dia tive...

Meus sonhos sempre irão se abrigar...



Ao homem é permitido...

Estender suas asas ao infinito...



A liberdade é plena...

Horizonte pode alcançar...

A mais bela estrela pode tocar...

Sonhar, viver, sentir...

Fazer seu destino...

Por aí...



Quando ama tudo transforma...

O fel vira mel...

As distâncias se encurtam...



Nasce então a Poesia...

Fazendo-se presente...

A alma sente...



Tormentas da vida perdem o sentido...

Não há perigo...

Em coração alheio...

Encontra abrigo...



As mãos entrelaçadas...

Antes distantes...

Agora alcançadas...

Fazem bater em uníssono ...

O coração partido...

Possuindo um sentido...



É tão bom sorrir...

E nos olhos do amor se ver...

Rosto enrusbescer...

Corpo tremer...



Ah...

Quero voltar a amar...

E tudo isso voltar a sentir...



Permita Deus que eu possa...

Antes de partir...

Deixando de sofrer...

Mais uma vez viver...



Sandro Paschoal Nogueira

— em

Conservatória Pousada Chic Chic Casa do Sandrinho

#Defendo #o #que #sou...

E você?

Que fará com a lembrança...

De sonhos perdidos de criança?

Seu futuro será em preto e branco?

O tempo correrá noite e dia ?

Passará por madrugadas frias?

Seu choro será contido?

Amargamente escondido?

O sangue ficará frio ?

Terá um irônico sorriso?

Enfrentará com coragem o seu medo?

A pureza apagará...

E no fundo do olhar...

Algum brilho terá?

Se eu lhe digo essas coisas...

Embora me odeie...

Falo da ternura que você não sabe...

Custa encontrar o amor...

A você entrego esta mensagem...



Sandro Paschoal Nogueira