Texto Sobre Silêncio

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O que nos separa é apenas o silêncio.
O silêncio é como uma pomba
depois do tiro.

Não há silêncio maior
do que uma pomba
colorida pela morte.

O que nos separa é a distância.
A distância nada mais é do que
uma saudade sem remédio.

Não há saudade maior
do que o definitivo.
O que nos separa
é a falta de palavras.
As palavras são como
dois grandes
olhos satisfeitos.
Não há maior palavra
do que um olhar de amor.

O que nos separa
é esta agonia.
Esta agonia
é como uma árvore
cortada pelo homem.
Não há agonia maior
do que uma árvore tombada.

O que nos separa
é a canção pela metade.
Uma canção pela metade
é como uma criança
que não chega à vida.
Uma canção inacabada
é uma criança morta.

Vê? São poucos
os motivos
que nos separam.
Por isso este silêncio
e o silêncio é como
uma pomba depois do tiro.

Não há silêncio maior
do que uma pomba
colorida pela morte.

Em silêncio levantou e abriu a janela. Contemplou, com olhos de amor à primeira vista, aquela manhã surpreendente. O sol que brilhava intensamente lá fora tocava suavemente a sua face; sentia um calor na alma, semelhante ao calor do sangue que corria em suas veias… Era a vida se descortinando, se revelando na sua própria delicadeza. Era a vida se fazendo na mais pura beleza.

Do lado de fora, sob àquela paisagem que pouco a pouco se manifestava, identificava com riqueza de detalhes, cada um de seus pedaços; percebia no frescor daquela manhã, cada um de seus desejos… Na paisagem emoldurada, a natureza viva lhe falava sobre as suas verdades ocultas. E cada uma delas, no seu tempo, sob a luz do sol, ia tomando forma e se transformando em cenas do seu cotidiano.

Na sutileza daquele mágico momento, ouvia a voz da sua memória. Era um sopro de eternidade trazido pela agradável brisa que vinha do lado de fora. Na memória, traços de alegria revelavam lembranças daquele tempo em que nada era capaz de lhe roubar a esperança.

Ainda em silêncio, permaneceu ali, pensando em tudo que havia experimentado: nos amores e seus sabores; nos dissabores, também. Nos julgamentos, nos encontros, nos desencontros… Sob o véu da reflexão surgiam por dentro, sentimentos dos mais variados. Uma mistura híbrida de sentimentos que contrastavam com a beleza daquela paisagem. Era em parte solidão, mas na solidão havia um pedaço de presença; no medo, a coragem; no começo, o fim.

De repente, um inesperado vento soprou-lhe a face, levando com ele os maus sentimentos, trazendo de volta a esperança que havia se perdido dentro do baú das recordações.

A partir daquele dia, cada vez que abria silenciosamente a janela, ouvia um cântico, entoado pelo som da sua própria voz, dizendo que o sol que descortinava a escuridão do quarto era o mesmo que iluminava por dentro.

O silêncio fala quando as palavras já não dizem mais nada.
Olhares também são palavras, quando os gritos já não são ouvidos.
Existem palavras para serem faladas, palavras para serem ouvidas.
Existem palavras, simplesmente para serem sentidas,
Silêncios a serem compreendidos.
Existe cumplicidade fortalecida, sem uma palavra proferida.

Teu Silêncio

Vives em silêncio.
Não silênco de palavras,
mas silêncio de gestos
de sentimentos, de amor
Um silêncio de ar sombrio
uma verdadeira melancolia
Por que? Dê-me motivo?
Sei que não podes ser tão insensivel,
me fazendo parecer invisivel
dando-me sumiço agora e a toda hora.
Se me desse ao menos um sinal,
um piscar de olhos,
um sorriso ainda timido
me farias ter vivido
ainda que fosse uma ilusão,
eu não perderia a esperança
e não mataria meu sonho
pois terias feito feliz meu coração.

Busquei...Simples assim!
Busquei meu silêncio e encontrei meus sons...
Busquei seus sons e encontrei seu silêncio...
Continuo a buscar... Não desanimarei
Pois sei que vou encontrar
Meu som no seu silêncio,
Minha melodia no seu ritmo,
Minha letra na sua canção,
Minha música nas batidas do seu coração...
Busquei e encontrei!
Simples assim... Só isso...

ETERNO

Seu silêncio alimenta os meus pensamentos,
Seu sorriso alegra meu espírito.
Por isso viver não é o suficiente
É preciso sentir calor... O seu calor.
As cinzas do tempo não levarão meus sonhos.
Vou eternizar meu amor enquanto posso e sinto;
Sou tão louco e tão criança ainda... Eu sei...
Tenho em você minha hombridade, minha lucidez,
Eu tenho em você todos os dias da minha vida,
Tenho esperanças e os desejos.
Por onde ando e faço casa tenho você no pensar,
Sinto na distância do seu corpo uma saudade insuportável,
Tenho delírios constantes e um impulso incontrolável.
Para onde o tempo me leva eu não sei...
Talvez te encontre numa das esquinas da vida
Ou num plano qualquer que seja.
Por enquanto quem me guia é essa saudade
E quem pode me parar é você.

Mais uma dose

Embriagado no silêncio da noite, me pego viajando em turvos pensamentos sobre a raça humana, e tragicamente começo a sentir que já estou ficando sóbrio.

Dizem que sou louco, mas meu único medo é acordar e notar que sou normal como eles dizem ser.

Se for o caso, permita-me continuar vivendo em meio a minha doce loucura, não faço parte da sua gama de hipócritas normais.

Controversas

"Observa em derredor de ti e reconhecerás onde, como e quando Deus te chama em silêncio a colaborar com Ele, seja no desenvolvimento das boas obras, na sustentação da paciência, na intervenção caridosa em assuntos inquietantes para que o mal não interrompa a construção do bem, na palavra iluminativa ou na seara do conhecimento superior, habitualmente ameaçada pelo assalto das trevas.
Sem dúvida, em lugar algum e em tempo algum, nada conseguiremos, na essência, planejar, organizar, conduzir, instituir ou fazer sem Deus; no entanto, em atividade alguma, não nos é lícito olvidar que Deus igualmente espera por nós."

SILÊNCIO RASGADO

Rasga-me o meu silêncio
Num profundo corte
De inquietação na alma
E me penitencio na dor
Que enrolada me devora
Neste soneto doloroso
De um mar cheio de lágrimas
Na solidão de tanto silêncio
Rasga-me o peito, fere-me a alma
É o silêncio que doí, que corroí
De tantos sentimentos escondidos
Perdidos, achados, esquecidos
Não, não quero sentir a escuridão
Quero apenas sentir-me no silêncio
Para tomar conta de mim em ti amor.
❤*•.¸.•*♡*•.¸.•*❤❤*•.¸.•*♡*•.¸.•*❤

Mais uma noite sem conseguir dormir.
O silêncio grita...
(...) então choro.
Choro por mim, choro por você, choro por nós...
Choro porque lembranças vieram me visitar...
Choro porque a dor está aqui, machucando, dilacerando.
E finalmente quando amanhece...
O dia me encontra no chão...
Mas Deus de uma maneira linda me resgata...
Então adormeço nos braços do Pai!

(SONETO) MADRUGADA (CALMA)...

No silencio da madrugada
Consigo escutar
As batidas do meu coração
Solitario coração

Nem mesmo o vento frio
Que sopra la fora
É capaz de apagar
A chama que Invade
O coração nessa hora

Traspassando a divisao
Do nosso ser
Enchendo o propio peito
Da brisa leve que acalma
Aflição e a solidão da alma

Lagrimas que escorreu
Dos olhos e trasmitindo
A voz da alma inexprimivel
Madrugada calma...
A terminar e se esconder

Pureza da alva ao subir
Resplandecendo a aurora
Que do amanhecer
É a primeira luz

Poderia continuar a falar-te
Madrugada calma...
Mas o Sol da justiça
Ja vai chegar
E o trabalhador dispertar

Madrugada calma...
Que me inspira, me encina
Descobri que juntos
Não tem mais solidão
No meu coração.

Confiança Necessária

A necessidade da alma
de fazer silêncio e manter a calma
angustia a carne
estremece a espécie
e o nervoso do sistema entristece
mas não padece
sobre o que confiei a ti
permiti te inserir
nessa ocasião
foi uma difícil decisão
perdão nao adianta não
progredi numa questão
me abri nesta confusão
obtive a conclusão
errei na permissão
tinha que interferir
sobre extrema decepção
não posso dar-lhe o perdão
que só cabe a ti
caráter é a questão
Minha confiança anunciou sua ingratidão
afundou seus contos
feriu o coração
portanto, veja lá
se vale a pena acreditar
exaltar sua emoção
para que num segundo de falta de atenção
traírem sua palavra
apunharem pelas costas a espada
sem a mínima compaixão.

INQUIETUDE

O que me incomoda é este teu silêncio
de amar e se fazer amada
mas não me ama.
Você me olha quase falando
mas nada fala.
Teus gestos tem um quê!
mas eu não sei o por que
deste teu silêncio.
Desta chuva que cai, mas não molha
deste fogo que arde, mas não queima
deste vento que sopra tão forte,
mas não move sequer uma folha do lugar.
E você permanece imutável
sem saber que te amo,
deixando apenas o silêncio
falar por você...

Meu respeito e admiração pelos meus pacientes e demais pacientes! Meu silêncio por cada emoção sentida e palavras ditas. Meus ouvidos instrumento capazes de gravar e arquivar suas histórias narradas a cada encontro. ...
Meus olhos observam cada movimento gestual, analisando gentilmente seus pedidos e desejos de ir além. Desafiantes para si mesmos, distintos pela coragem em poder se olhar e se melhorar, lapidando-se, pouco a pouco, para assim permitirem-se perceber o seu libertamento de sua própria face, desnudada de personas e estereótipos. Limpos das misérias que os habitava, e que manchavam sua áurea, que agora, reluz sem vendas, no sinuoso turvo devaneio, gerando muralhas por seus monstros.
Algemar os medos parece uma boa pedida pela assertividade!

Eu gosto de ouvir o silêncio.
É nele que se se faz presente a voz de Deus.
Eu gosto de olhar para o céu,
A imensidão azul onde um dia vou morar.
Eu gosto de me deitar na areia ouvindo as ondas vindas do mar,
Gosto do cheiro das gotas de chuva que caem como numa sinfonia regida por aquEle que um dia me criou,
Gosto do som de cada nota dedilhada ao violão,
Mesmo que desafinado, parecendo sem sentido, expressa o que sinto numa canção,
Gosto de cada palavra escrita a mão, rascunhos em lápis ou caneta, mesmo que depois se transformem em papeis amassados no chão,
Gosto dos sonhos de olhos fechados, mesmo acordado achando que não.
Gosto de olhar da janela do oitavo andar, quando o sol se escondendo atras das montanhas faz o azul se alaranjar.
Gosto das mãos levantadas para que em Tua presença eu possa estar
Gosto da paz e da beleza de em Teus caminhos andar.

NOSTALGIA
Deito-me na solidão
Coração na mão
Desvario ansioso
Peito ferido
Silêncio sem sentido
Suspiro na contramão.
Não há outro lugar para ir
a não ser me assistir
de perto na caverna
vazia de mim.
Um grito sufocado doma
meus sentidos
e me faz refém .
E todos os cantos espelham
sobre meu corpo
o murmúrio
o cansaço
o desaprumo
o enredo nostálgico
de um amor puro
que um dia desenhei
Mas que por um destino atroz ...
Não vivi .
Sob espinhos adormeci .

Devolver uma ofensa é muito fácil...
Mas oferecer seu silêncio
é uma excelente maneira
do ofensor perceber que você
não tem intenção de revidar seu rancor...
Ele até poderá não compreender no momento
mas, sempre se lembrará
que você não responde ofensa com ofensa.
Cika Parolin

O silêncio grita poesia...
Da lugar a inquietação, a dúvida, ao desconhecido por traz da escuridão que olhos e ouvidos não sentem!
O silêncio é uma prece, mas também é cólera, é o sentimento mas misterioso... É o curioso!
Quando a silêncio a pensamento... Não saber o que o outro pensa... E por fim tentar adivinhar no imaginário que fatalmente findará nas hipóteses falhas e arrogantes de quem pensa saber sobre quem se olha no instante calado!
Poesia!

VINHO DOS AMANTES

O silêncio dos amantes
É um vinho do sabor a paixão
Mas a tolerância é o vinho dos fortes
A reação impulsiva é a embriaguez dos fracos
E a razão que me prende ao seu doce sabor
São os delírios envoltos num só querer
Talvez só quer que sejas tu só quer que seja eu
Vinho do sangue quente da paixão sentida
Mesmo assim pregada ao pecado da luxuria
Nesta cruz só nossa deste calvário distante
De onde emerge a luz da felicidade de quem aguarda
A mais linda história repleta de tantas surpresas
O silêncio é dos amantes deste néctar dos deuses
Sempre tolerante entre os fortes e fracos amantes ou não.
✿╯¸.•¨.¸.•*¨*.•*¨. ¸.•*¨* (¸.•¨✿╯

Choro no silêncio
Hoje vem o medo dos sonhos perdidos Com promessa de sonhos não vividos Vem o choro, caem as lágrimas sem saber para onde ir. Com um triste sorriso prossigo largado e pensando nos momentos de um amor quebrado. A tristeza assola as noites adentro sem adormecer os olhos que cansam a alma Dentro de um sorriso triste vem a resposta de um saber em lágrimas A alma cansada assola as noites tristonhas. Cai um choro no silêncio por onde venho passar O medo do passado perdido procura a resposta e largo os pensamentos e prossigo a viver o próximo sonho Com a alma dilacerada encontro na jornada a força para a próxima parada. Busco encontrar o sopro com cheiro de esperança Adentro meu caminhar lentamente com a certeza de receber a paz em mim