Texto Sobre Silêncio

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SILÊNCIO E SOLIDÃO
Pr. Abílio Carlos dos Santos

É necessário ficar em silêncio, abster-se de falar, para alcançarmos as bênçãos espirituais. Em silêncio falo comigo mesmo e com Deus. E de repente faço também um silêncio interno e ouço a voz de Deus.

No silêncio ouço o coração de Deus.

Sigamos o exemplo do Senhor Jesus e seus discípulos.
Achemos tempos e lugares de silêncio e solidão.

Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus - Salmo 46.10
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abiliocarlos

grito do silencio...
tomado em fôlego por amor
grito do silencio...
quebrando tabus velados
como um grito no cristal...
quebrando
grito do silencio...
quebrando o espaço...
porque...
eu grito... EU TE AMO
mas apenas sussurrado...
em gritos rasgados por não me conter
e nem quero saber...
apenas grito...
queria gritar no pólo norte
entre icebergs...
para Deus ouvir o eco...
e você saber...

penso que me esperas
na ternura do pôr do sol
na sombra de um olhar
que me esperas num silêncio por mim abandonado
que me esperas apenas......

amanhã não esperarás...
calará as dores
adormeceram os pesadelos
tranformarei os sabores em infinito....



nossa Leida nem acredito que escrevi issu....
palavras perfeitas...
para meu amor perfeito...

A utopia de um viajante.

No silêncio do que me vem há lembrar, só você está!
Na beira da roda querendo dançar, só você está!
Na exatidão de todas as coisas, só você está!
O beijo amargo que ninguém vai gostar só você me dará!
Com as frases românticas que nenhuma mulher pode recitar você que me recitará!
Os dias jamais esquecidos, serão ao seu lado, e ao seu lado você vai encontrar a mais bela utopia!
A mais bela saudade será da beleza do que me veio a imaginar, a moça perfeita que jamais vou encontrar, até mesmo porque ela jamais se encontrou.
Então, no encontro da beleza e da música, atrás das nuvens...
Com sorriso poente você está!


E por você... estou!

"DENTRO DE MIM, ENCONTRO UM SILÊNCIO...DIZIAM VELHOS SÁBIOS QUE O SILÊNCIO PODERIA DIZER MUITAS COISAS, E HOJE ME ENCONTREI DE CARA COM ELE E COMEÇO A SENTIR QUE TORMENTO É SENTIR O SILÊNCIO.
ENSURDECEDOR O BARULHO QUE ELE CAUSA,TRAZ COSIGO UM ENORME VONTADE DE GRITAR,MAIS COMO ESTOU SURDA E MUDA ISSO JAMAIS SERÁ POSSÍVEL..."

"Não diga as coisas com pressa.
Mais vale um silêncio certo que uma palavra errada.
Demora naquilo que você precisa dizer.
Livre-se da pressa de querer dar ordens ao mundo.
É mais fácil a gente se arrepender de uma palavra que de um silêncio.
Palavra errada, na hora errada, pode se transformar em ferida naquele que disse, e também naquele que ouviu.
Em muitos momentos da vida o silêncio é a resposta mais sábia que podemos dar a alguém."

A vida nos reserva surpresas todos os dias.
Descanse.
Feche seus olhos.
Fique em silêncio.
É no silêncio que ouvimos a voz do destino.
Acalme seu coração.
Respire fundo.
E repita quantas vezes forem necessárias:
Eu mereço ser feliz!
As palavras tem poder sobre o destino.
Você acredita nisso?
Tudo bem, o destino independe da fé.
Mas a fé torna tudo mais fácil.
Aplaina os caminhos que te trarão até mim...
Move as montanhas que me separam de você.
Basta eu me calar...
E deixar que a vida recomece... agora!

No silencio da noite, uma voz repetindo, tudo aquilo que não tive coragem de falar para você. Você não esta aqui, mas seu sorriso permanece em meus pensamentos.
Ah, o amor, um sentimento inexplicável, é a coisa mais próxima que temos da magia.
O amor, é de lua, as vezes é magia de fada, e ás vezes é magia de bruxa.
Ah, quem digam que quando amamos sonhamos acordados, quem diga que quando não somos correspondidos, sofremos enlouquecidos...

CLANDESTINIDADE


Permanece em mim
como um segredo
e que ninguém escute
teu silêncio na minha boca
nem a linguagem de teus olhos
que em mim se inscreve
como poema

Torna-te clandestino
em meu país sem nome
e desenha em mim
o teu enigma
teu reverso
e teu verso sem tradução

Te exila em minha teia
me define com tua senha
perenizando em meu corpo
o teu mistério –
entre cortinas,
no refúgio exato dos lençóis.

*

MISTÉRIOS

Você chegou feito um silêncio
Para seduzir minha canção
Feito uma folha de correnteza
Feito um vento varrendo o chão
Você chegou feito um mistério
Pra confundir minha visão
Feito um presente da natureza
Quem mandou, coração?
Um fogo queimou dentro de mim
Que não tem mais jeito de se apagar
Nem mesmo com toda a água do mar
Preciso aprender os mistérios do fogo
Pra te incendiar.
Um rio passou dentro de mim
Que eu não tive jeito de atravessar
Preciso um navio pra me levar
Preciso aprender os mistérios do rio
Pra te navegar.
Vida breve, natureza
Quem mandou, coração?
Um vento bateu dentro de mim
Que eu não tive jeito de segurar
A vida passou pra me carregar
Preciso aprender os mistérios do mundo
Pra te ensinar

Mifinha (10-10-2009)

O silêncio faz eco dentro de mim
Ainda tenho o sabor das palavras
Um acordar frio, assim, assim
Como quem sabe que perdeu as estrelas


As imagens de ti estacionam
O teu sorriso faz-me acreditar nos sonhos
O teu rosto amarra os meus olhos
Os teus lábios que me cativam


Estão roubando isso de mim
O teu coração faz-te afastar
Sentimentos deixam de agir
Esse não pode ser o fim


Perdendo o mais doce beijo
O mais puro sorriso
Eu sinto o calor da chama fria
Que rodeia a minha alegria


Um beijo e eu estaria vivendo
Um toque e eu estaria sonhando
Porque tu és linda!
Porque tu és linda!

Filosofia: Pausa e Perplexidade

Gosto de pensar que a Filosofia começa na pausa, no silêncio. Vejo quanta gente na sala de aula, querendo demonstrar o que sabe, e não saboreia a Filosofia nos seus menores detalhes. A pressa de demonstrar conhecimento sufoca o espaço silencioso da reflexão construtiva, que acontece à conta-gotas. A reflexão começa com a perplexidade com a realidade, como diria o filósofo Gerd Bornheim. Não falo de um silêncio estático e torturante, mas de um silêncio inquieto que sobrevive de indagações escondidas. Parece que o homem de hoje, perdeu a capacidade de ficar perplexo, de não se conformar com as coisas que acontecem em sua volta. Parece que perdeu a capacidade de parar e ficar consigo mesmo, sem pressa de chegar. Por isso que uma aula de Filosofia não faz efeito em mim no mesmo dia em que ela foi dada, demora um certo tempo, o tempo que essa aula demora em mim. Sinto seus desdobramentos, suas nuances. Sou formado e ao mesmo tempo inacabado. Como diria Husserl, meu limite é o infinito, minha finalidade é a infinidade. Não vou sozinho, tenho companheiros que junto comigo, desbravam a aventura de ir até o limiar da razão e descobrirem os limites da razão e o que pode ir além dela. Por isso que a minha travessia, feita de pedras, é mais feliz...

Porta Aberta

Muito tempo já passou
Todo silêncio desnecessário
A porta aberta que você deixou
Nossas lembranças guardei em meu relicário

Só agora entendo o que sinto
Pois tua ausência me ensinou
Amo-te, você sabe eu não minto
Reviva comigo o que não terminou

Para quê tantas conversas de amigo?
Por favor, eu preciso que fale
Diga agora se quer ficar comigo
Essa distância é só mais um grande detalhe

Não espere o ponteiro dar outra volta
Não faça disso uma despedida
Basta dizer: eu sinto sua falta
Desta vez pra sempre, fique em minha vida!

Nos gritos do silêncio denuncio a dor de existir em mim.
Me aproximo do que é o fim: o inaudível.
Pois se a morte proporciona algo, esse algo é o silêncio.

Os velórios são recobertos pelo som do inaudível.
E, os olhos são porta-vozes e as lágrimas os discursos ensurdecedores da finitude.

Por isso poucos suportam o silêncio...
e um minuto sem palavras
torna-se em momentos de angústia.

A angústia da morte que habita-nos
soa como brados arrebatadores no emudecer do mundo.

E diante do tão aconchegante e tranquilo silêncio, volto a ouvir, novamente, aqueles sussurros, que de leve, invadem o meu intimo. Transformando assim, aquilo que nem eu mesma pude identificar a sua real serventia, em pequenas ruínas de existência.
Com os olhos fechados tento ver o que eu apenas posso sentir através das escuras e sombrias pálpebras. Que me transportam para algum lugar entre a multidão. E através do nada em meu interior, por descuido, encontro o tudo.
Ao abrir os olhos, percebo que aquele sussurro era, de fato, o seu sussurro. Aclamando o meu nome em meio à tão tumultuada e confusa, multidão de vozes gritantes.
Tento mais vezes lhe encontrar, porém, os meus olhos não veem nada além da escuridão e do silencio. Me movo de lugar, saio para fora, cheiro o seu perfume em meu travesseiro. Mas nada. Ele sumiu, foi embora e eu nem pude responder o seu aclamo.
Me sinto uma fracassada, procurando a morte a cada segundo, a cada passo...
Dias se passam e horas também, e então, como se fosse a última vez que pudera sentir meus cílios se movendo, fecho meus olhos. Deixando para trás tudo que me fazia feliz e levando apenas memórias incrustadas em minha mente, com uma leve brisa de tristeza envolvendo meu corpo.
Saio perambulando em caminhos distantes, como se eu não existisse. O tempo não passa. Não encontro nada, além da duvida. A tão cruel e dolorosa dúvida.
Sento-me no chão, pouso meus braços sobre minhas pernas, tento dar vida às lágrimas. Mas elas não surgem, trazendo de volta apenas o pânico do silêncio. Do tão aconchegante e tranquilo silêncio.
Sem sentir nada, além da tristeza, fecho novamente meus olhos, como se eles fossem uma passagem para o infinito. E outra vez do nada em meu interior, no mais profundo descuido, encontro o tudo.
A sua voz doce e macia sussurrando em minha mente. Levitando-me no azul do céu, tão claro como a cor de seus olhos... Tudo estava perfeito, mas era necessário voltar a mim mesma.
Ao abrir novamente meus olhos, fecho-os no mesmo instante.
O suor invisível percorre meu corpo...
Será que ele realmente voltou para me buscar?
Não. Ele não voltou. Eu que fui até ele. Deixando tudo e todos para trás, até mesmo minha vida. A tão longa e passageira vida.

No Colo Da Loucura

Existe uma canção no silêncio,
Que baila dentro de mim,
Em notas sem partituras,
Tocadas em sons sem fim.

Existe uma loucura dentro de mim,
Que assola a minha alma,
Em reverberações transitórias,
Escrevendo minha história.

Existe uma luz sobre minha cabeça,
Que deixa azul a minha aura,
Refletindo do lado fora,
Minhas partículas incandescentes.

Existe força no meu cansaço,
Que se agita dentro de mim,
Em movimentos intensos,
Fazendo-me perder de mim.

E nessa canção da loucura,
E nessa luz do cansaço,
Eu me entrego ao resgate,
No colo dos desalmados

O que nos separa é apenas o silêncio.
O silêncio é como uma pomba
depois do tiro.

Não há silêncio maior
do que uma pomba
colorida pela morte.

O que nos separa é a distância.
A distância nada mais é do que
uma saudade sem remédio.

Não há saudade maior
do que o definitivo.
O que nos separa
é a falta de palavras.
As palavras são como
dois grandes
olhos satisfeitos.
Não há maior palavra
do que um olhar de amor.

O que nos separa
é esta agonia.
Esta agonia
é como uma árvore
cortada pelo homem.
Não há agonia maior
do que uma árvore tombada.

O que nos separa
é a canção pela metade.
Uma canção pela metade
é como uma criança
que não chega à vida.
Uma canção inacabada
é uma criança morta.

Vê? São poucos
os motivos
que nos separam.
Por isso este silêncio
e o silêncio é como
uma pomba depois do tiro.

Não há silêncio maior
do que uma pomba
colorida pela morte.

Em silêncio levantou e abriu a janela. Contemplou, com olhos de amor à primeira vista, aquela manhã surpreendente. O sol que brilhava intensamente lá fora tocava suavemente a sua face; sentia um calor na alma, semelhante ao calor do sangue que corria em suas veias… Era a vida se descortinando, se revelando na sua própria delicadeza. Era a vida se fazendo na mais pura beleza.

Do lado de fora, sob àquela paisagem que pouco a pouco se manifestava, identificava com riqueza de detalhes, cada um de seus pedaços; percebia no frescor daquela manhã, cada um de seus desejos… Na paisagem emoldurada, a natureza viva lhe falava sobre as suas verdades ocultas. E cada uma delas, no seu tempo, sob a luz do sol, ia tomando forma e se transformando em cenas do seu cotidiano.

Na sutileza daquele mágico momento, ouvia a voz da sua memória. Era um sopro de eternidade trazido pela agradável brisa que vinha do lado de fora. Na memória, traços de alegria revelavam lembranças daquele tempo em que nada era capaz de lhe roubar a esperança.

Ainda em silêncio, permaneceu ali, pensando em tudo que havia experimentado: nos amores e seus sabores; nos dissabores, também. Nos julgamentos, nos encontros, nos desencontros… Sob o véu da reflexão surgiam por dentro, sentimentos dos mais variados. Uma mistura híbrida de sentimentos que contrastavam com a beleza daquela paisagem. Era em parte solidão, mas na solidão havia um pedaço de presença; no medo, a coragem; no começo, o fim.

De repente, um inesperado vento soprou-lhe a face, levando com ele os maus sentimentos, trazendo de volta a esperança que havia se perdido dentro do baú das recordações.

A partir daquele dia, cada vez que abria silenciosamente a janela, ouvia um cântico, entoado pelo som da sua própria voz, dizendo que o sol que descortinava a escuridão do quarto era o mesmo que iluminava por dentro.

O silêncio fala quando as palavras já não dizem mais nada.
Olhares também são palavras, quando os gritos já não são ouvidos.
Existem palavras para serem faladas, palavras para serem ouvidas.
Existem palavras, simplesmente para serem sentidas,
Silêncios a serem compreendidos.
Existe cumplicidade fortalecida, sem uma palavra proferida.

Teu Silêncio

Vives em silêncio.
Não silênco de palavras,
mas silêncio de gestos
de sentimentos, de amor
Um silêncio de ar sombrio
uma verdadeira melancolia
Por que? Dê-me motivo?
Sei que não podes ser tão insensivel,
me fazendo parecer invisivel
dando-me sumiço agora e a toda hora.
Se me desse ao menos um sinal,
um piscar de olhos,
um sorriso ainda timido
me farias ter vivido
ainda que fosse uma ilusão,
eu não perderia a esperança
e não mataria meu sonho
pois terias feito feliz meu coração.