Texto Sobre Silêncio
Hoje… só quero paz. A minha própria companhia, um silêncio que abrace, um ‘não’ que me liberte.Tô cansado de me apertar em espaços que não cabem mais, de sorrir quando a alma grita, de fingir que tudo é leve quando por dentro pesa.Nem sempre a felicidade é barulho, festa, gente ao redor. Às vezes é isso aqui: um canto só meu, um coração em paz e a coragem de me bastar. Porque se amar é também saber fechar portas, dizer adeus sem olhar para trás e escolher a própria liberdade mesmo quando o mundo insiste em nos querer para ele.Hoje, me escolho. E só isso já basta.
Quando a lua te prende o olhar, o resto vira silêncio. Não é sobre o céu. É sobre aquele alguém que domina seus pensamentos, rouba seu fôlego e faz o mundo desaparecer. Quando o desejo é profundo, não há espaço para distrações. Nenhuma outra luz importa.Nenhum outro toque serve. Você se entrega… porque já não existe mais escolha. É fascínio. É possessão. É entrega. E, no fundo, você sabe: certas presenças não se dividem com o resto do mundo.
Eu sou feito de palavras que queimam, de silêncio que dói e de um amor que não aceita metade. No mundo emocionado de hoje, carrego essa intensidade que brilha forte, fruto da solitude que me ensinou a viver com responsabilidade afetiva comigo, com os outros, com cada sentimento que desperto. Minhas escritas são pedaços da minha verdade intensa, amável, tensa porque eu não vivo pela metade, eu vivo para arder, para sentir, para amar até o fim. Quem lê sente. Quem sente, sabe: comigo não tem jogo, tem alma nua, coração em brasa e um desejo eterno de ser inteiro.
O silêncio causado pela morte dos mártires desta Angola, revelam a sagacidade com os bravos combatentes pela paz e independência da pátria se esbateram, por isso, hoje dobramos o nosso corpo em sinal de respeito, para glorificarmos todos os filhos desta terra que doaram as suas vidas em nome da liberdade.
Um estouro. Cacos de vidros pelo chão. Silêncio num suspiro fadigado pelo tempo em mais uma crise de um mundo que quero entrar e desconheço. As lágrimas não caem mais. Secaram e deram um nó no peito. Olhar confuso. Coração disparado. Autismo? Vidas unificadas num mundo sem cor em mais uma madrugada resiliente em só paciência e amor.
E o amor se aninha no peito como embrião e pede silêncio aos murmurinhos inaudíveis do mundo la fora para que a gestação de seus sonhos emoções e sentimentos torne-se vida e não apenas uma ilusão perene que adormece em posição fetal no líquido amniótico (lágrimas) dentro do coração...
Às vezes é preciso parar e ouvir esse silêncio que grita absurdamente dentro de nós, para entender que o afastar-se do mundo e das pessoas que nos envolve nesse mundo aí fora é o mesmo que faz a gente se revalidar dentro dele e priorizar apenas a gratidão pela vida e às pessoas que tem esse mesmo discernimento, porque o resto é apenas cinza e pó e a vida é tão fugaz...Então sintonize na mesma frequência.
A falta dos teus abraços eu sinto, eu adorava viajar no silêncio de seus carinhos, às vezes costumava aumentar a tempestade no coração, vá... pode voar, pra quando quiser voltar, e para decorar a parede de seu coração eu costumava desenhar o meu nome, hoje lembrei quando vi na luz dos teus olhos... era uma vez estávamos acostumados à amar.
A aparente derrota e silêncio do dia após a crucificação de Jesus, fez parte do plano de Deus. Isso nos faz lembrar que a história regida por Deus, não termina na escuridão, mas na vitória. Por isso, mesmo quando não vemos respostas imediatas, devemos confiar que Deus está trabalhando para o nosso bem.
Quando a vontade de desistir sussurrar no silêncio, lembre-se: todos carregam feridas, invisíveis, mas reais. Na escuridão das crises, essa dor compartilhada é a ponte que me une ao mundo, minhas lágrimas, embora mudas, dançam no coro silencioso de almas que teimam em seguir, mesmo quando tudo pesa.
Tomar remédios é andar sobre um fio. Cada comprimido é um pacto, uma promessa de silêncio na mente, mas também o risco de naufragar mais fundo. É um mar instável, uma química que tenta domar os monstros, mas às vezes os alimenta. Vivo entre marolas e calmarias artificiais, tentando não me perder no balanço frágil do que chamam equilíbrio.
Mesmo cercado de vozes, às vezes sou só silêncio. Aprendi que a solidão não mora na falta de pessoas, mas no espaço invisível entre o que sinto e o que o mundo enxerga. Há dias em que sou multidão por fora e deserto por dentro, mas ainda assim, sigo procurando um olhar, um gesto simples, que me alcance além das palavras.
Minha mente é uma máquina que não perdoa, funciona em silêncio, mas nunca repousa. Arquiva dores com precisão cirúrgica, como se cada ferida fosse sagrada. Não esquece, não apaga, apenas acumula. Faz da mágoa um mapa, do trauma, um relicário. E cada lembrança mal curada vira engrenagem, girando sem fim no escuro.
Até hoje, ainda não consegui descobrir o mistério do silêncio, do olhar e da fala dos humanos. Só sei dizer, que os únicos seres de sangue quente que conheci ao longo do meu atribulado viver e souberam ler e entender as palavras não ditas pela boca dos meus olhos, foram os cães que tive e amei.
