Texto Sobre Silêncio
Honre a educação que seus pais te deram — ou que deveriam ter te dado. Respeite o silêncio e o sossego dos outros. O seu direito acaba na porta da sua casa; dali pra fora, o direito é do outro. Quem vive em sociedade aprende que respeito não tem parede de som — tem limite, bom senso e vergonha na cara.
No meio da agitação do mundo, o silêncio tem o poder de curar. É no silêncio que encontramos nossa verdade, nosso propósito, a força que nos impulsiona a seguir. Não tenha medo de desacelerar, de se afastar do caos. O silêncio não é vazio, ele é profundo e repleto de respostas. Quando o mundo grita, busque a paz dentro de si. É ali que as grandes mudanças acontecem.
O silêncio é o momento em que nós abrimos a mente e o coração para recebermos a Palavra de Deus de maneira amorosa, carinhosa e suave. Silêncio é o momento em que nós preparamos o coração para ser transformado pela presença do Pai. Silêncio é o momento indispensável para termos uma disciplina espiritual de cultivar a presença de Deus e mais nada. Silêncio é o momento em que nós preparamos o coração para na presença do Senhor, sermos transformados pela graça dele, é o momento onde Cristo nos remodela à sua imagem e nos liberta de todas as amarrações e preocupações desta vida.
Sentava-se no chão, e respirava fundo com o caderno aberto à frente, um branco de silêncio. Branco de tudo o que não conseguia dizer, um branco que ameaçava engolir o resto de tudo que construiu. Ele olhava para aquela página como quem olha para o próprio fim. Sabia que nunca se entra duas vezes na mesma história, mas naquele dia não conseguia entrar em história nenhuma.
O silêncio é preenchido por uma voz que não pronuncia palavras, mas apenas um nome, sugerindo uma comunicação além da linguagem comum. A respiração como "o som de Deus" reforça a ideia de que a presença divina está na essência da vida, no pulsar mais íntimo, no simples ato de existir.
O silêncio envolve a mente como um escudo, onde ninguém penetra os pensamentos dispersos que se alinham. Nessa meditação solitária, a inteligência se preserva de interferências externas, guiando para um recomeço firme. Reflexões como essas acolhem a força que restaura, sem saudade ou dor, apenas renovação interna.
Passei por um longo ano de silêncio e introspecção. Hoje percebi que fui calada por tantos anos, a ponto de, nos últimos tempos, ter estado apagada. Mas a reflexão explosiva que reside em mim voltou; talvez ela seja eu. E isso é bom. A potência, a verdade e a inquietude circulam em meus vasos para que eu floresça onde a vida me plantar, pois, por dentro, sou perfume no bailado livre do meu próprio respirar. Pulso entre o barulho da metrópole e o canto dos passarinhos, nas árvores guerreiras que sobrevivem, muitas vezes solitárias (e invisíveis), enquanto tantos correm de um lado para o outro, robotizados pela automatização da selva de pedra. Agradeço por ver as árvores, ouvir os passarinhos e, por vezes, parar em frente ao espelho, respirar fundo e olhar para mim.
A labareda da agressividade avançou sobre o límpido silêncio do gelo. No confronto, o fogo feriu, mas foi a vulnerabilidade do agredido que o derrotou. Das lágrimas gélidas da vítima brotou a torrente que extinguiu o carrasco. O fogo consumiu-se no próprio veneno, apagado pelo renascimento da água que um dia foi gelo.
Um diz que é "as vezes no silêncio da noite..."., outros dizem "hoje eu sonhei com você...". Será que elas são superficiais ou eu que mergulho fundo demais? Como amar sem carinho, sem beijo e abraço? Como amar sem querer fazer dos dois corpos, um só? Não é feio querer morar dentro dela e todo dia sentir o cheiro do ar que a cerca, não é feio dizer eu te amo, se isso for uma verdade que trinca os ossos e faz o pelos arrepiarem. Não molhe apenas os pés na areia da praia, queira mergulhar até o fundo, você nem precisa respirar, porque amar é vida, amar é viver mais que a vida.
Eu falei quando poderia ter ficado em silêncio. Eu briguei quando deveria ter apaziguado. Eu toquei quando deveria ficar distante. Eu fugir quando a única coisa que ele tinha era meu abraço... No final das contas, percebo que a escolha tem seus dois lados, e a decisão só será analisada quando a primeira lagrima escorrer pelo seu rosto, transbordando um conjunto de emoções e sensações que nos envolve na mais pura delicadeza do nosso sentir, por mais complicado que seja sentir o do outro.
O livro é um guia sábio que nos conduz através das páginas da sabedoria, mas é no silêncio da reflexão e no diálogo interior que encontramos as respostas que buscam. A verdadeira aprendizagem se dá quando nos tornamos ativos na busca do conhecimento e na aplicação das lições que recebemos.
"A cada dia que passa, a saudade do meu pai só cresce. Ela caminha comigo em silêncio, me acompanha no café da manhã, nas tardes vazias, nas noites em que o coração aperta sem aviso. Quando chega o final do ano, a dor parece ganhar um peso maior… é como se o vazio deixado fosse ainda mais profundo, porque falta o seu abraço, seu riso, sua presença. Papai, a vida segue, mas nunca mais foi a mesma. A saudade é eterna, e meu amor por você também."
"O silêncio pode dar medo para alguns, pois eles o sentem como imobilidade, como estagnação, como deserto, como vazio. Na verdade, existe silêncio e silêncio. Em linhas gerais, pode-se dizer que existem dois tipos de silêncio: o da morte e o da vida superior. É preciso amar e cultivar em si mesmo o silêncio da vida superior. Este silêncio não é inércia, mas um trabalho intenso que se realiza numa harmonia perfeita. Não é também um vazio, uma ausência, mas uma plenitude comparável a que sentem os seres unidos por um grande amor: eles vivem algo tão profundo, que não podem exprimi-lo através de gestos ou de palavras. Sim, o verdadeiro silêncio é a expressão de uma presença: a presença divina."
O silêncio nem sempre é fruto da minha escolha, mas nele habita um mistério que a razão não alcança. As verdades, como sementes invisíveis, recolhem-se nesse espaço oculto, esperando o tempo certo de germinar. É no silêncio que o ser se confronta com o que é, e o que ainda não ousa revelar. Pois o silêncio não cala, ele guarda.
Quem cala não consente, quem cala exerce o direito constitucional de permanecer em silêncio. Além do que, qualquer pessoa é presumidamente inocente, até que o transito em julgado prove o contrário. Portanto, permanecer calado não é se intitular culpado. É não fazer prova contra si mesmo. Responder para quê? Se não sabes o que pode comprometer. CF/88
Foi em uma Quinta-Feira que Judas traiu Jesus. Um dia marcado por silêncio, por decisões nos bastidores… e por um dos momentos mais difíceis da história de Jesus. Um amigo, alguém próximo, o vendeu em segredo por 30 moedas de prata. Mas Jesus já sabia. E mesmo assim, lavou seus pés e continuou o amando.
Tu és o verso mais profundo da minha existência, a poesia viva que se desenha no silêncio dos meus dias, e eu sou apenas o leitor perdidamente rendido, aquele que percorre, uma e mil vezes, as tuas curvas e contracurvas com a alma em suspenso, descobrindo em cada detalhe do teu ser um mistério que me encanta, um ritmo que me guia e a única história que eu desejaria ler e reler até que o tempo, finalmente, se esquecesse de passar.
O silêncio que você busca não é a ausência de som ou pensamento, mas a ausência de conflito interno com o que está acontecendo. É um silêncio que coexiste com o movimento da vida, que não depende de condições ideais. Quando isso é compreendido, a prática deixa de ser um esforço pontual e se torna um estado disponível em qualquer circunstância.
Nem mesmo o silêncio permanece como referência quando a dissolução é completa. O silêncio ainda é percebido em contraste com o som, ainda pertence ao campo da experiência. O que está além disso não pode ser qualificado nem como silêncio nem como ruído - é anterior a qualquer distinção.
No silêncio mais profundo, não há experiência sendo registrada, nem alguém para testemunhar. Ainda assim, há uma evidência inegável de existência, sem forma, sem história e sem necessidade de confirmação. É um reconhecimento que não acontece no tempo — é o colapso da própria necessidade de reconhecer.
