Texto sobre Saudade Amor

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No fundo da velha cômoda...
encontrei o meu coração..
guardo as melhores recordações...
deitei fora as mágoas, tristezas.
ventos da incerteza, da inquietação..
tempestades de neve, da incompreensão..
palavras, súplicas, no fundo da gaveta ...
da velha cômoda encontrei o meu coração.!!

SOMENTE TEU

Quanto tempo tenho pra te amar?
Quanto tempo me sobra pra te elevar?
Quantas vezes posso te dizer?
Quantas maneiras posso te receber?

Respondo agora:

Quantas vezes quiseres me amar,
Quantas vezes que te eleve,
Quantas vezes forem possíveis te falar,
Quantas forem necessárias pra te aconchegar.

Não importa o tempo, pois o tempo não existe,
Não importa o tanto, pois não sei contar,
Não importa o jeito, pois és sempre bem vinda,
Não importa nada, porque só sei te amar.

Me recebas, sei que não irás sofrer,
Me endireite, pois és tu meu prumo,
Me concedas a chance de novamente viver,
Me ensine o caminho, pois sei que és o meu rumo.

Não me abandones, pois te amo!
Não me rejeites, pois te amo!
Não me questiones, pois te amo!
Não tente me entender, pois te amo!

És tudo que tenho,
Sou tudo que sou,
És o amor que mantenho,
Sou fera que se amansou.

És minha vida, e sempre serás,
Sou sua vida, e sempre verás,
Me tenhas, que a tu tereis,
Te amo com amor, pois neste momento,

Não haverás dor.

Saudade!

Imaginando você
De Elvis Vieira

Imagino você...
Chegando imponente,
com um brilho reluzente
e um sonido potente.
Na plataforma...
O povo contente,
aguardando ansiosamente,
seu aparecer surpreendente.

Com tamanha nostalgia,
imagino você noite e dia,
pensando como seria,
tua bela fotografia...

E embora pareça bobagem,
trago na mente sua imagem,
idealizando sua passagem,
por uma emocionante viagem...

Saudades daquele Tempo
Deitado no quarto olho por sobre a janela e vejo o céu cinza da chuva que acabara de cair. Então começo a lembrar da minha infância, da minha antiga casa, onde eu e meus irmãos fomos criados com todo esmero e carinho de nossos pais.
Lembro-me daquele grande quintal onde brincávamos o dia inteiro com nossos primos, amigos e vizinhos. Terra abençoada era aquela. Tudo que era plantado vingava, e tudo com um sabor a mais. Tangerina, laranja, cacau, açaí... Ah o açaí!!! Como era doce. Chego até a sentir o gosto em minha boca neste exato momento em que escrevo. Lembro como se fosse ontem meu pai me chamando daquele jeitinho dele: Leaaanndroooo... Me chamava para apanhar um cacho de açaí parou que acabara de ver naquela árvore perto da cerca do vizinho (a mesma que eu pulava quando fazia alguma travessura), mas não tirávamos o seu vinho, e sim ruíamos com farinha como originais caboclinhos.
Tínhamos duas árvores de manga: uma dita “comum” e a outra “bacuri”. A primeira ficava logo na entrada do quintal, a segunda nos fundos, perto das pupunheiras. Ambas com frutos de sabores inigualáveis.
E aquelas pupunheiras... Altas, mas não nos impedia de colher seus frutos. Parece que estou vendo meu irmão catando ripas para amarra-las umas as outras e fazendo um gancho de ferro para alcançar os cachos.
Nossa casa não era muito grande, mas o suficiente para acolher todos nós. Adorava ouvir o barulho da chuva caindo no telhado, o som do vento batendo nas folhas das árvores,
Um dia um grande escritor disse as seguintes palavras: “Não importa que a tenham demolido, a gente continua morando na velha casa em que nasceu”. De veras creio nisso, continuo morando sim, mas eu meu coração, em meus pensamentos.
Não vou dizer que sinto falta, porque hoje sou feliz com tudo que tenho, mas sim que sinto eterna saudade daquele tempo, daquela casinha de madeira na Rua Lauro Sodré, onde passei mais da metade da minha vida, onde meus pais deram duro e não mediram esforços para nos criar, onde eu e meus irmãos aprendemos o verdadeiro valor que tem uma família.
São tantos momentos bons. Coisas simples que não damos importância no momento em que a vivemos, mas depois de tempos percebemos o quão foram importantes em nossas vidas. É como se flores se abrissem aos nossos olhos... E isso se chama Felicidade!!
(Leandro Maciel, Moju, 2014)

Se no meio dessa areia toda,
eu marcar um "x" bem grande do meu lado,
você vem aproveitar o pôr-do-sol comigo?

Se na hora de bater a foto,
eu resolver mostrar a lingua,
você vai sentir inveja o suficiente pra aproveitar o pôr-do-sol comigo?

Se eu te disser que o sol
aquece tudo menos meu coração,
você vem aproveitar o pôr-do-sol comigo?

De todas as as formas e maneiras de se convencer alguém,
será que alguma delas fará você vir aproveitar o pôr-do-sol comigo?

Será que com você algum dia do meu lado
Ainda vou precisar ver o pôr-do-sol ou o brilho de seus olhos será suficiente?

Solidão do silêncio

Uma chuva mansa cai sobre o telhado
Um friozinho gostoso na alma
Convite para as lembranças de um passado
E uma gotinha de nostalgia
Faz os sentimentos ressoar
A saudade que mora no coração.

Tempos remotos
Sorrisos largos
Palavras doces
Que se emudeceram
Mas, que fazem ecoar na mente
Mesmo, distante
Mesmo ausente.

É a solidão de um silêncio
Que outrora foi tão reluzente
Tão eloquente
Abraços que afagaram
Proporcionando um calor
Que foi o amor
Sentido por dois seres
Feitos um do outro
Mas que vivem separados
Pelo acaso do destino
Que os separou de modo repentino.

Uma hora a embriaguez vai passando, a música começa a ficar chata, as pessoas ao redor começam a parecer fúteis e não te completam. Os amigos do seu lado já não te fazem rir, uns e outros começam a ir embora e você se pega sentindo que algo lhe falta, mas ainda não tem noção suficiente do que é. Começa a bater aquela nostalgia, saudade de alguém, de algum momento e começa a refletir em coisas que poderiam ter sido diferentes, o valor que deu a umas, o desprezo que deu a outras e se vai ter comida em casa quando chegar de rango. A cachaça ainda está no sangue, mas você já começa a se arrepender por aquilo que fez, por algumas atitudes que teve ou não teve... e por coisas que deixou se perder...

Na manhã seguinte acorda com a roupa do reggae, com a cabeça pesada, tentando encontrar as coisas exatamente como as deixou...mas...a toalha ta em outro lugar e não tem quem pegue, o café ta uma droga..parece mais forte que o de sempre, aquela mensagem de bom dia não recebeu e a manhã está completamente diferente. Aquela sensação de que tem algo errado e a vontade de tudo voltar ao seu lugar te martelam o juízo..mas a impotência e a preguiça saem ganhando.

A tarde chega, e por incrível que te pareça, você não consegue ter aquela fome de ogro que sempre teve, e nem tirar aquele velho cochilo depois do almoço... O celular, que você antes deixava de lado, agora você não para de olhar por minuto, esperando por algo que nem você sabe o que é... Os amigos e conhecidos de ontem já estão em seus mundinhos, e talvez nem se importem como você chegou em casa..ou como acordou..se está bem. Eles não tem nada a ganhar...e nem nada a perder se não te procurarem.

Depois de um dia que custou a passar você já não se sente tão disposto, não vai bater o baba que tanto ama com os vizinhos, não vai nem treinar pra elevar o ego..e seu dia começa a ficar vazio. O que antes te enchia o saco agora te faz ficar desesperado pra ter novamente.. Deita a cabeça no travesseiro, já é de madrugada, mas não consegue dormir de primeira como antes conseguia. Sua cabeça está a mil e simplesmente não sabe o que fazer. Não tem coragem e sente vergonha....se sente INFELIZ , e vai tentando entender o porquê.

Os dias passam e você não tem fome (tristeza) e os enjôos (arrependimento) não passam...Nada de bom lhe acontece, ninguém te olha com aquele encantamento no olhar, ninguém te faz sentir importante!
E, provavelmente, o remédio pra todas essas sensações é o "TEMPO".
Aquele mesmo tempo que não soube dar valor, aquele que não soube aproveitar ou que tanto pedia quando se sentia de saco cheio.
Aquele mesmo tempo que não tinha quando lhe cobravam, ou aquele mesmo tempo que vc não teve pra dizer um - Estou com saudades, - Sinto muito sua falta, - EU TE AMO, - Me perdoa.... .
TEMPO este que nem todos tem pra dar mas quando precisam sabem cobrar.
TEMPO mestre de quem quer ir...e também de quem não quer deixar.

Curioso como algumas coisas ocorrem na vida. Algumas vezes olhamos alguém e pensamos:

"Gostaria de passar mais tempo com essa pessoa"

.....mas...mas...a vida....ahh...A VIDA.....os compromissos, a profissão, a noção, certa ou errada, de tomar partido sobre razão e ética, mesmo sabendo que, algumas vezes, podemos e talvez até devemos, ignorar uma e transcender outra. Enfim...fica a sensação de algo inacabado, ou algo "incomeçado"...Fica às vezes a lembrança de algo não feito, a sensação de atitudes não tomadas e de caminhos que não podem se cruzar normalmente, seja pela imposição profissional, familiar, religiosa ou qualquer outra forma de descaminho que ocorra em nossa trajetória de vida...
A vida....ahhh...A VIDA.

Chega a noite.....
a brisa fresca gela-me a alma
estou à tua espera ansiosa com muitas saudades
fecha-se a porta do elevador...
oiço os teus passos....
abres a porta...
os meus lábios estão à tua espera...
encostas a tua boca à minha...
puxas-me para ti com força
abraças-me, fecho os olhos...
fico feliz de teres chegado
jantamos com as crianças..
noite de encanto e sorris....
abres a porta do quarto o menino já dorme..
olhas-me nos olhos e dizes baixinho..
"Quero-te,desejo-te"
a porta fecha-se devagarinho...
chega a noite quente e mata-se a saudade.!

Sinto-me insegura


Sinto-me insegura, melancólica e triste
As tuas palavras giram na minha cabeça
Apetece escrever o que saem dos dedos
Ficar assim, no silencio, sem sentir-me.

Ó vem matar esta paixão que anda comigo
Vem arrancar esta amargura do meu peito
Dá-me o luar da tua imensa compaixão
Oh Senhor meu Deus ilumina o meu coração


Nunca encontrei humildade ou arrependimento.
Cadáver sepultado sem mágoa do que não foi.
Erosão vulcânica de mim dentro de mim própria.
Renasce um silêncio vazio rasgado de uma morte.


Envelhecem as palavras do tempo a repeti-las
Nego cada lágrima caída do meu rosto nas mãos
São minhas as palavras escritas que saem dos dedos
Oh Senhor meu Deus ilumina o meu pobre coração.!

Quando você partiu levou apenas o seu corpo, pois o melhor de você me pertence. Em minhas lembranças ainda tenho seu sorriso, sinto o aroma do seu doce perfume, na boca ainda guardo o sabor de nosso último beijo, o calor do seu corpo colado ao meu ainda esta vivo em meus pensamentos.
E sempre que a saudade me pega de jeito, envio minha alma para te visitar e assim tirar esse meu aperto do peito!
Sergio Fornasari

É triste envelhecer,,,
Não tenho medo da morte, claro que fujo dela,
tenho medo ficar sozinha numa cama
de um hospital, de um lar....
à espera de um carinho, de uma pessoa estranha,
dos olhares de dor, solidão....
já olharam para dentro dos olhos,
de um idoso? Então olhem porque tem dor, dor, dor.
solidão, escuridão, quando passar por um velhinho ..
mesmo que não o conheça, dê-lhe um abraço...
ele pensará que és maluco, mas véras os olhos dele a brilhar..
a dor terá desaparecido, é duro ver os outros a sofrer...
é o que eu encontro e sinto no meu trabalho ...
estas pessoas que um dia já foram amadas e felizes
hoje vivem na escuridão, no abandono ...
por os familiares e parentes,,,
ficam à espera de carinho e compreensão
de uma palavra amiga, de alguém que as oiçam....
hoje só resta um carinho de todos os que trabalham..
com estas pessoas, doentes da idade,
alegres e felizes com falta de amor que...
só sentem o abandono de quem amaram
e já os esqueceram não sabem se estão vivos. ou mortos..
abandonados à sua sorte nesta imensa solidão
de ser velho seja na cidade, vila ou aldeia, é triste ser-se velho.

Eternamente.

Em meus sonhos serás presente
Tua ausência me trouxe a dor
E no castelo vazio do amor
Retornarás como uma semente
No brilho de uma estrela cadente
A tua imagem refletirá
Muitos anos vão se passar
E algum dia te encontrarei
Nos caminhos da felicidade
Teu nome virou saudade
E eu jamais te esquecerei.

A noite chegou e junto com ela a vontade de sentir o seus beijos e colar o seu corpo ao meu.
Junto com as estrelas que lembram muitos seus olhos, veio a saudade que não para de torturar meu coração.
O vento lá fora assovia uma velha canção de amor e como um carrasco me envolve com um aroma que me faz recordar o seu cheiro.
Então de olhos fechados, fico eu aqui sonhando e pedindo a Deus que isso seja um presságio de novos momentos de amor!
Sergio Fornasari

Te esperei

Dói, no mais íntimo do peito ouvir o som da porta fechando, sentir os raios de sol no rosto, descer lentamente cada degrau da escada, esperando... fantasiando... mas sei que você não vem !
Mais uma vez, por insistência ou desatino, apoio os pés na calçada do vizinho de frente e te espero, lembrando de quando vinha, de quando surgia a caminhar com o rosto ainda sonolento, mas com um grande sorriso estampado no rosto que contagiava e tornava tudo mais contente.
Hoje, te esperei, sabendo que não vinha, te esperei... entristeceu-me o semblante, calei-me sem nada ter dito, lamentei profundamente sua ausência, orientei-me as pernas e segui o meu caminho que já não mais parecia alegre como em tais dias, agora, ingrime e sozinho.

Casa de mãe depois que os filhos se vão

Casa de mãe depois que os filhos se vão é um oratório. Amanhece e anoitece prece. Já não temos acesso àquelas coisinhas básicas do dia a dia, as recomendações e perguntas que tanto a eles desagradavam e enfureciam: com quem vai, onde é, a que horas começa, a que horas termina, a que horas você chega, vem cá menina, pega a blusa de frio, cadê os documentos, filho.
Impossibilitados os avisos e recomendações, só nos resta a oração, daí tropeçamos todos os dias em nossos santos e santas de preferência, e nossa devoção levanta as mãos já no café da manhã e se deita conosco.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é lugar de silêncio, falta nela a conversa, a risada, a implicância, a displicência, a desorganização. Falta panela suja, copos nos quartos, luzes acesas sem necessidade...aliás, casa de mãe depois que os filhos se vão vive acesa. É um iluminado protesto a tanta ausência.
Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre o mesmo cheiro. Falta-lhe o perfume que eles passam e deixam antes da balada, falta cheiro de shampoo derramado no banheiro, falta a embriaguez de alho fritando para refogar arroz, falta aroma da cebola que a gente pica escondido porque um deles não gosta ( mas como fazer aquele prato sem colocá-la?), falta a cara boa raspando o prato, o "isso tá bão, mãe". O melhor agradecimento é um prato vazio, quando os filhos ainda estão. Agora falta cozinha cheia de desejos atendidos.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um recorte no tempo, é um rasgo na alma. É quarto demais, e gente de menos.
É retrato de um tempo em que a gente vivia distraída da alegria abundante deles. Um tempo de maturar frutos, para dá-los a colher ao mundo. Até que esse dia chega, e lá se vai seu fruto ganhar estrada, descobrir seus rumos, navegar por conta própria com as mãos no leme que você , um dia, lhe mostrou como manejar.
Aí fica a casa, e nela, as coisas que eles não levam de jeito nenhum para a nova vida, mas também não as dispensam: o caminhão da infância, a boneca na porta do quarto, os livros, discos, papéis e desenhos e fotografias – todas te olhando em estranha provocação.
Casa de mãe depois que os filhos se vão não é mais casa de mãe. É a casa da mãe. Para onde eles voltam num feriado, em um final de semana, num pedaço de férias.
Casa de mãe depois que os filhos se vão é um grande portão esperando ser aberto. É corredor solitário aguardando que eles o atravessem rumo aos quartos. É área de serviço sem serviço.
Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre alguém rezando, um cachorrinho esperando, e muitos dias, todos enfileirados, obedientes e esperançosos da certeza de qualquer dia eles chegam e você vai agradecer por todas as suas preces terem sido atendidas.
Porque, vamos combinar, não é que você fez direitinho seu trabalho, e estava certo quem disse que quem sai aos seus não degenera e aqueles frutos não caíram longe do pé?
E saudade, afinal, não é mesmo uma casa que se chama mãe?

MADRUGADA DE JULHO DE 2015

Nesta madrugada, o seu silêncio escreveu saudades e com ele sua morte trazia...
Acordaste do sonho da vida, e tuas lembranças, nos acolhia...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
13 de julho, 2015
Cerrado goiano
Falecimento do meu velho pai.
(José Lino Spagnol)

TALVEZ ILUSÃO, QUANDO SENTI (soneto)

Talvez ilusão, quando senti, mas sentia
Que, ao desânimo da alma nela enleada
Entre a dor, o fôlego, pelos poros subia
Numa preamar de esperança prateada

E eu a via no olhar, olhava-a... Ferroada
Assim em cada raio, aí então eu resistia
E construía degraus nesta dura escada
Mesmo que se risco corria... ou se feria...

Tu, alegria sagrada! E também, capital
Sede das sedes!... que venha por nós
Tal reticências, e não como ponto final

E, ó desejada! E tão buscada, aporte
Como um emaranhado de um retrós
Súbito. Vi que rompe na medida sorte!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Senti um aperto quando você falou que ia
É uma dor que não consigo suportar
Essa dor que vem me machucar

Sinto saudade do dia que não vai mais [voltar]
Um dia isso vai passar
Confesso que tento superar
Mas a saudade insiste em apertar

Às vezes eu fico a pensar
Onde será que você está?
Feliz longe de mim deve estar
Não dei valor quando você estava aqui
Agora me arrependo de tudo que fiz
Pois sei que não vai mais voltar

Depois do nosso último encontro
nunca mais te vi,
depois do nosso último encontro
uma parte de mim morreu.
Mas esta noite te encontrei...

Seu cabelo cresceu, e olha que tu sempre
me disse que iria ficar careca
aparenta estar mais branco
entretanto, teus olhos continuam com esse brilho
intenso, que me fazia queimar.

Tu me destes um abraço.
Tinha esquecido, como me sentia segura em teus braços.
Foi bom te ver, inclusive, venha mais vezes.

Foi bom, até as minhas pálpebras se abrirem...
se eu soubesse que seria o último abraço,
teria feito morada