Texto sobre Saudade Amor

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⁠Se o amor for grande...
A espera não será eterna...
E a distância será vencida...
Os carinhos serão doces e suaves...
Os beijos profundos e cheios de valor...
E os abraços calorosos e confortantes...
Perguntas serão respondidas...
E as palavras poderão ou não ser ditas...
Talvez não seja um amor eterno...
Mas que seja um amor verdadeiro...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Que possamos aproveitar cada momento desse novo dia com gratidão, amor e serenidade. Que possamos enxergar as pequenas maravilhas que nos cercam e valorizar cada experiência. Que a paz esteja presente em nossos corações e que sejamos abençoados em tudo o que fizermos. Que hoje seja um dia de renovação e de alegrias. Obrigado, meu Deus, por mais um dia de vida. Amém!

- Edna Andrade

⁠Deus não precisa de ocasiões especiais para nos surpreender e manifestar seu amor.

Nós nos acostumamos a esperar por grandes eventos ou datas significativas para que coisas maravilhosas aconteçam. Mas, na realidade, Deus não se limita a esses momentos. Ele age em todos os dias, em todas as situações.

Muitas vezes, são nos dias mais simples e corriqueiros que somos surpreendidos por bênçãos inesperadas. Um gesto de gentileza, um sorriso amigo, uma solução para um problema que parecia insolúvel. São nesses momentos que percebemos que Deus está presente em cada detalhe das nossas vidas.

É preciso estarmos preparados para esses de repentes divinos. Estarmos com o coração aberto, olhos atentos e mente receptiva. Pois, quando menos esperarmos, poderemos presenciar um milagre ou uma resposta às nossas orações.

Esteja sempre preparado para a chegada das bênçãos de Deus. Abra-se para as surpresas e os milagres que Ele reserva para você. Afinal, a vida é feita de momentos simples, mas que podem guardar o mais puro presente divino!

- Edna andrade

O amor causa dor.
Quando amamos a alguém queremos sentir a mesma intensidade, a mesma reciprocidade vinda da pessoa amada.
Esquecemos neste processo que pessoas são pessoas, e que cada uma possui uma forma de expressar, às vezes, fica o sentimento de que somente você está investindo no amor, outras vezes, poderá se sentir que não está a altura do amor recebido. Enfim, a busca do equilíbrio pelo amor não acontecerá com facilidade e você sofrerá.
Outro ponto que também devemos observar é que o amor nos desnuda para a outra pessoa. Essa passa a nos conhecer melhor intimamente, nossas qualidades e nossos defeitos, e não raras vezes, temos vergonha ou medo de nossas falhas, e quando outra pessoa as conhece, fica a insegurança e o medo de rejeição pela pessoa amada.
Assim, pelas nossas falhas e excessos de vontade, sofremos.
Sentimentos, tal qual uma planta, deve ser plantada em solo fértil, bem cuidada para germinar bem, crescer e dar bons frutos, e ao final, morrer para renascer novamente.
Pense, reflita.

​"Meu amor, você é a minha âncora e o meu horizonte.
​Cada dia que passamos distantes carrega um peso sutil de saudade, mas essa mesma distância me permite enxergar, com clareza ainda maior, a gratidão que sinto por ter você na minha vida. Você é a poesia que faltava em cada verso. Lembro-me do calor da sua mão e do refúgio do seu abraço, e é essa memória que me mantém firme.
​Mal posso esperar para ter a nossa história reunida novamente, e por todos os capítulos lindos que ainda vamos escrever. Você é, e sempre será, o meu lar."

O amor é esse estranho que toma café em uma esquina qualquer, que olha para o relógio impaciente ou que se perde na leitura de um livro antigo. Ele tem um rosto que você ainda não decorou, mas que sua alma já parece reconhecer nos reflexos das vitrines.
​Talvez ele esteja agora mesmo fechando os olhos para sentir o vento, sem saber que esse mesmo sopro é o que carrega a sua saudade. É um mistério que se veste de cotidiano. O amor não chega com trombetas; ele chega como quem pede licença, como quem sempre esteve ali, mas só agora resolveu se manifestar.
​Ele deve saber voar, como diz a canção, porque só quem voa consegue atravessar o abismo do medo para pousar no peito de outra pessoa. Enquanto ele não chega, ele vai sendo construído no seu silêncio, na sua espera paciente e na sua capacidade de acreditar que, em algum lugar, alguém também está fazendo as mesmas perguntas: "Onde andará você?"
​"O amor não é um destino onde se chega, mas a própria estrada que se ilumina quando dois passos decidem seguir o mesmo ritmo.

Disseram-nos a vida inteira que o amor é uma construção, um edifício que se levanta tijolo por tijolo. Mas ninguém avisa que, quando um grande amor se vai, a estrutura não desaba de uma vez. Ela fica lá. A casa esvazia, as luzes se apagam, mas as paredes continuam de pé, guardando o eco de uma voz que já não mora ali.
A dor de perder um grande amor não é a ausência física; é a insistência da memória. É você pegar o telefone para contar uma piada boba e lembrar, no meio do caminho, que aquele número mudou de dono, ou que aquela tela já não vai acender com o nome que te fazia sorrir na correria do dia. É ir ao supermercado e, por puro automatismo, pegar o doce favorito do outro, para depois devolvê-lo à prateleira com um nó na garganta.
A gente tem a tendência de achar que a superação é uma linha reta, um processo bonito onde cada dia dói um pouco menos. Não é. Tem dias em que você acorda se sentindo o rei do mundo, pronto para recomeçar. E há tardes de domingo em que o cheiro da chuva ou uma música qualquer no rádio te jogam de volta para o fundo do poço. E tudo bem. Sentir essa oscilação não é fraqueza; é o preço que se paga por ter tido a coragem de amar de verdade num mundo onde quase ninguém se arrisca.
A verdadeira motivação depois de uma perda dessas não vem de frases de efeito ou de conselhos clichês de quem vê de fora. Ela vem de um pacto silencioso que você faz com o espelho.
O amor que você dedicou a outra pessoa não sumiu no espaço: ele voltou para a fábrica. Ele ainda está aí dentro de você. Toda aquela capacidade de cuidar, de rir, de planejar o futuro e de se entregar... aquilo é seu, sempre foi seu. O outro foi apenas o canal por onde você jorrou a sua própria luz.
Perder um grande amor rasga a nossa pele, expõe as nossas fragilidades, mas também limpa o terreno. Você não precisa esquecer o que viveu, nem fingir que não importou. Importou sim. Foi lindo, foi gigante e agora faz parte da sua história. Mas é apenas um capítulo, não o livro inteiro.
Vencer essa dor não é encontrar alguém na semana seguinte para tapar o buraco. É olhar para o vazio, entender o tamanho dele e ter a paciência de ir preenchendo o espaço com amor-próprio, com café fresco pela manhã, com novos projetos e com o silêncio que antes assustava, mas que agora passa a acolher.
Você vai voltar a sorrir sem peso na consciência. Vai voltar a olhar para o futuro sem medo do fantasma do passado. O amor da sua vida não era o outro; o amor da sua vida é a sua própria capacidade de continuar vivo, sentindo e pulsando, mesmo depois de ter o coração partido.
Respire fundo. A vida continua te esperando lá fora, e ela ainda tem coisas muito bonitas para te apresentar. Dá tempo ao tempo. Você vai ficar bem.

​Dois corações em ruínas,
No silêncio, nenhum sabe o que dizer.
Ambos perdidos em um amor insano,
Mas nunca entregues por inteiro...
​Olhe para nós agora,
Reféns de um passado que insiste em pulsar,
Vagando na dúvida cruel:
Será que você ainda deseja ficar?
​Depois de todo o caos,
Fui eu quem decretou o nosso fim,
E hoje, o vazio grita que não sei viver sem você.
​Tudo o que nos sobrou
É este sonho frágil, quase real...
Valerá a pena tentar alcançá-lo,
Ou seu coração já me riscou do mapa?
​Meu amor,
Sufoque-me em seu abraço até que a manhã nasça,
Até que o brilho do seu sorriso
Devore toda a melancolia dos seus olhos.
Prenda-me a você até que o sol nos descubra,
Não me deixe partir... nosso incêndio mal começou.
Ah, apenas deixe-me ficar.
​Por qual ferida devemos recomeçar?
Uma única palavra doce poderia nos salvar...
Se você ainda for capaz de crer,
O tempo nos guiará de volta ao lar.
​Olhe para nós agora,
Transbordando o que palavras não conseguem nomear.
Finalmente apaixonados,
Mas, desta vez, prontos para naufragar... ou voar.
​Tudo o que resta, o que realmente importa,
É o eco de um: "Eu ainda te amo".
Será tarde demais para resgatar esse fôlego?
Diga-me... você ainda me ama?
​Meu amor,
Aperte-me em seu peito até o romper da aurora,
Até que eu veja a luz em seu rosto
Lavar a tristeza que eu mesmo causei.
Abrace-me sob o sol nascente,
Deixe-me habitar seu abraço; já fomos longe demais para desistir.
Eu imploro que você fique comigo.
​Você ainda me amaria quando a luz tocar o lençol?
Estaria aqui amanhã, ou seria apenas uma sombra?
Você partiria sem um adeus, deixando apenas o frio?
Diga que me ama... prometa que não é o fim.
​Você me amaria ao despertar? Você ainda me sente?
Ou me deixaria no vácuo de uma partida sem aviso?
(Não se vá...)
Apenas diga que me ama. Como eu amo você.

Que o amor e a paz de Deus que transcende todo entendimento humano, nos direcione a verdadeira liberdade que só encontramos obedecendo aos ensinos de Cristo Jesus. “O evangelho é a lei perfeita que dá liberdade às pessoas. Se alguém examina bem essa lei e não a esquece, mas a põe em prática, Deus vai abençoar tudo o que essa pessoa fizer.” Tiago 1: 25
Hoje nossa nação comemora o dia da Independência ocorrida aos 07 de setembro de 1822. Mas que independência, que liberdade é essa que não dá perspectiva nenhuma de amanhã? Como festejar a nossa independência se ela foi solapada por políticos imorais e corruptos, que roubam descaradamente (as malas e caixas abarrotadas de R$, não deixam duvidas), como falar em liberdade em um país onde os valores estão completamente invertidos? Onde os meios de comunicação mandam e desmandam; onde os formadores de opinião ditam as regras; onde a denuncia vazia vale mais que provas matérias? Ainda somos seres humanos, precisamos agir como seres racionais.
Virando a pagina, mas continuando com o tema, há mais de 2000 anos, Jesus o nosso verdadeiro libertador deu seu brado de vitória dizendo: “Está consumado” assim “Ele nos libertou do Império das trevas e nos trouxe para o Reino do seu amor.” Cl 1:13. Com isso nos proporcionou a verdadeira liberdade. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” João 8:32. Somos livres do pecado, das amarras, da falsidade, das injustiças e dos perigos que cercam nossas vidas.
Enfim, devemos buscar a liberdade das amarras do pecado e viver na dependência de Deus, pois Ele não falha.

Que nossa semana inicie plena de esperança, alegria e paz; “Conceda-me o Senhor o seu fiel amor de dia; de noite esteja comigo a sua canção. É a minha oração ao Deus que me dá vida.” Sl 42:8. Para solidificar estes sentimentos duas coisas são essenciais:
1º, Confiar em Deus e acreditar no Seu amor, sabendo que a Sua vontade é o melhor para nós.
2º, acreditarmos que o poder do Espírito Santo nos abençoar e nos capacitar com as virtudes de Deus. Creia, um dos grandes segredos para ter paz e alcançar a vitória é saber esperar no Senhor.
Que Deus lhe abençoe!

A vida é cheia de ternura, amor e candura.
Tenha olhos cuidadosos e amorosos.
Não deixe passar um momento sublime
como o pôr-do-sol,
como o voo dos pássaros,
o beijo-flor que chega leve...
Seja leve.Releve.
Veja com outros olhos o que seus olhos vêem todo dia.
Dê para si o melhor de si,
Amar a si mesmo também é caridade.

Carta para o meu grande amor!




Meu amor,

Dizem que o universo nasceu de uma explosão.
Mas eu — que te encontrei — sei de outra verdade:
o universo nasceu no instante em que teus olhos beberam os meus com aquela lentidão que só os deuses conhecem.
Tudo antes disso era ensaio.
Era o silêncio à espera da tua voz.
Era partitura sem melodia,
uma oração perdida entre galáxias,
à espera do milagre que és.

As estrelas — hoje eu entendo —
são cicatrizes do céu,
fissuras sagradas por onde tua existência transbordou.
E o tempo?
O tempo se tornou um animal manso.
Deita-se entre nós, nos observa em reverência,
e oferece o agora como um altar.

Quando me tocas, algo acontece que a ciência não explica.
As galáxias se dobram como folhas de papel em tuas mãos,
e até o caos, que sempre me acompanhou,
se cala para ouvir o som do teu nome no meu corpo.
Há planetas girando ao redor do teu ombro,
como se ali morasse o eixo do divino.

Teu riso, meu amor...
Teu riso é o idioma que os anjos esqueceram,
mas que minha alma nunca deixou de falar.
Quando ouço tua alegria,
volto ao ventre do mundo.
Sou feita de lava e canto,
de luz primeira,
de amor antes da linguagem.

Amar-te é caminhar por todos os tempos
com os pés descalços e o coração nu.
É habitar corpos que ainda não existem,
é dançar no meio da chuva
como quem celebra o sagrado no ordinário.
É ser poema antigo,
escrito em uma língua que só tua pele decifra.

Somos feitos, tu e eu,
da mesma substância que os deuses esconderam:
carne embriagada de céu,
pecado redimido em milagre,
beijo que conhece a morte e ainda assim escolhe viver.

Se o universo decidir desabar,
que me desintegre em teus braços.
Se houver outro mundo,
que eu renasça do lado esquerdo do teu peito,
na morada mais secreta do teu silêncio.

E se, por fim, tudo se desfizer
e o nada for o único idioma possível,
ainda assim,
eu levarei teu nome comigo —
como se fosse uma oração
que nem o escuro ousa apagar.

Com tudo que há de eterno em mim,
Te amo.

T.

Lágrimas de fé, lágrimas de dor, gotas lacrimejando e deixando transparecer um sentimento de amor.

Lágrimas de solidão, talvez de ilusão, lágrimas sem sentido, que derramando contínua, sem nenhuma razão.

Lágrima sentida, doída, que toca minha pele, escorrendo sobre o meu rosto, revelando toda a minha emoção.

Lágrimas de carinho, de alegria, de saudades ou mesmo da paixão.

Lágrima minha, brotando sincera e que vem verdadeira, de dentro, lá do fundo do meu sofrido coração.

Toda lágrima tem seu preço.

Nem toda dor é castigo.
Algumas vêm para ensinar o valor do amor, da perda e do recomeço.
Toda lágrima que cai carrega um pedaço de verdade,
um pedaço de tudo o que fomos e do que ainda queremos ser.

Há lágrimas que limpam a alma,
outras que revelam o quanto o coração ainda sente.
Chorar não é sinal de fraqueza,
é o corpo dizendo que o espírito ainda está vivo.

Carla, eu te mostrei os segredos mais ocultos desse plano. Te banhei com o amor do Pai e te levei a lugares onde nenhum outro ser humano jamais pisou. Juntos, desvendamos os mistérios das estrelas e a imensidão do universo eu te dei o infinito, mas, no caminho, eu me perdi de mim.
A ironia da nossa queda é que, enquanto eu te ensinava a voar entre as galáxias, eu esquecia como caminhar no chão. Me perdi em tudo o que te dei. E hoje, o homem que te mostrou o cosmos é o mesmo que não lembra onde deixou a chave do carro, a carteira ou o crachá.
A mente que guardava os segredos de Deus agora tropeça nas miudezas do dia a dia. É o preço de ter entregado a alma: a matéria se torna estranha. Lembre disso, Carla. Não esqueça os teus pertences, porque eu já não sei mais o que é meu. O invasor silencioso não levou apenas a paz; ele levou a minha bússola.
Fique com o universo que te mostrei. Eu só estou tentando encontrar o caminho de volta para casa.


DeBrunoParaCarla

Carla, meu amor,
Eu estava aqui pensando no que sempre te falo, a gente só nota o sal quando ele falta ou quando ele sobra. Na correria de sermos 'arquitetos do infinito', quantas vezes esquecemos de colocar o sal na lista de compras?
Na cozinha da nossa vida, eu aprendi a lição mais dura. No cansaço dos dias, eu deixei o sal transbordar e a comida amargou. Mas o que mais dói é perceber que, às vezes, na falta dele, a gente deixa o nosso cotidiano perder o sabor, e só sentimos falta quando o pote esvazia e o gosto de nada toma conta da casa.
O amor é como esse tempero. Se eu peso a mão nas cobranças ou nos meus medos cósmicos, eu estrago o banquete que preparei para você. Se eu me calo demais e não te dou o sabor da minha presença, a gente passa fome de alma.
Hoje, eu não quero mais ser o homem que esquece o básico na prateleira do mercado. Quero ser o Bruno que sabe a medida exata. Nem o excesso que queima, nem a falta que faz o seu sorriso murchar.


DeBrunoParaCarla

Dizem que sou o pecado, mas escolhi o amor. Se ele não me pertencia, o destino se enganou ao cruzá-lo no meu caminho."
​O corpo sofre a culpa, mas o coração reivindica o que a alma reconhece. Amamos o que não é nosso para aprender o que é ser humano.
​Há amores que são sentenças e pecados que são altares. Eu escolhi habitar o proibido e carregar o peso dessa escolha.


DeBrunoParaCarla

Disseram-me que aquele amor não me pertencia. Que cruzar aquela linha era tornar-me o próprio pecado. E eu, em plena consciência da minha fragilidade e da vigília d'Ele, escolhi o passo em falso.
​Por que o coração busca o que a lei do mundo proíbe? Talvez porque a alma não entenda de posses, apenas de encontros.
​Meu corpo sente o frio da culpa e o cansaço de carregar um sentimento que não tem lugar à mesa dos homens. Mas, enquanto eles apontam o dedo e falam em moral, eu sinto a profundidade desse abismo.
​Se sou pecado por amar o que não era meu, aceito a sentença. Pois, no final, quando as cartas forem viradas e a minha humanidade for pesada, Ele verá que não houve malícia, apenas a entrega de quem preferiu o fogo da verdade ao gelo da indiferença.
​O amor que não me pertencia tornou-se a minha maior lição. E a dor de habitá-lo é o preço que pago pela minha coragem.


DeBrunoParaCarla

Eu era um viajante perdido no vácuo até que a gravidade do teu amor me encontrou. De repente, o mundo deixou de ser apenas mundo. Passou a ser órbita, estrela, distância e chama. Eu te dei o infinito, mas no caminho me perdi de mim. É estranho como algo tão vasto pode caber num nome, e como um nome pode ocupar todos os corredores da alma. Nosso amor parecia maior que a linguagem. Era como olhar o céu e acreditar que as constelações tinham aprendido a falar o nosso idioma.
A cada carta, eu tentava dizer o que não cabia no papel. A cada silêncio, eu sentia que ainda havia mais a dizer. E assim fui escrevendo, como quem acende uma lanterna dentro do universo.


DeBrunoParaCarla

CARLA
​Olhe nos olhos dele e deixe o tempo sangrar
Diga ao Bruno que o amor mais verdadeiro não é o que se revela mas o que se imola no silêncio
​CARLA diga que a entrega que ele planeja é um incêndio em campo de vidro
Inocentes não têm pele para esse calor
​O que existe entre vocês o que é real habita esse vazio fértil
É uma anatomia de segredos que nunca precisará de voz
Fazer amor com a realidade é aceitar que o nada é a substância mais densa que existe
​Diga a ele BRUNO seja o frio que preserva
A água que cai não é chuva é a destilação de tudo o que não precisamos dizer para sermos inteiros
​CARLA mostre a ele que a maior prova de existência é a coragem de ser invisível
Nada de mãos dadas com o perigo
Nada de entregas ao abismo
​O mistério é o nosso útero
Se ele nascer agora ele morre
Deixe o submerso
Deixe o sagrado
​Simplesmente permaneça


DeBrunoParaCarla