Texto sobre Paz

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A Uruvalheira outubrina
em florescimento onde
a ventania faz cantiga
e a paz sempre convida


Anuncia a melífera
pretensão toda risonha
de não ser efêmera
de ser completa e sedutora

Tentadora e toda feita poesia
mais que o pão de cada dia
queiram uns e outros não
garantir a total satisfação
com o fiel compromisso
de trazer calor para o coração

Borboleta Fantasma do Paraíso
etérea voando pela Amazônia,
tentando levar a paz completa
para a guerra depois da guerra,
e para a guerra dentro da guerra,
em nome da sobrevivência.


Porque assim se vê como poeta
na tentativa de resiliência
com asas, olhar para o céu e razão
na Terra para a convivência
na constante persistência.


Carinhosa, sutil e brasileira.

O que é de paz me pertence,
e o romantismo perene, vigentes,
perseguem obsessivamente,
trazer o corpo do outro à memória sensorial é algo paulatinamente
que cultivo incessantemente.


Amiudar os detalhes em busca
do aperreamento perfeito.
do aprazimento da linguagem
que não pode ser dita,
e sim plenamente sentida;
em nome da benquerença,
do arrebatamento e da cobiça.


Para viver os deleites mais
sublimes dos butiás maduros,
dos desvarios que podemos juntos,
da suspensão dos sentidos
e dos enlevos sensuais cúmplices
eleitos para brindar caminhos.

Paz


A minha morada
é a morada da paz.
O meu pensamento
é feito de paz.


A minha Cidade
é a Cidade da paz.
A minha emoção
é feita de paz.


O meu Estado
é o Estado da paz.
O meu sentimento
é feito de paz.


A minha Nação
é a Nação da paz.
Os meus sonhos
são sonhos de paz.


O meu Continente
é o Continente da paz.
Os meus desejos
são desejos de paz.


O meu Hemisfério
é o Hemisfério da paz.
A minha comunicação
é a comunicação da paz.


Se qualquer pessoa
ou circunstância
for diferente da minha paz,
a cabeça jamais faz.


Não permanecerei por perto
para que tenha acesso,
nem darei sucesso
a tudo o que não é de paz


Viver em paz a diferença faz,
e o melhor sempre nos traz.

28/12


Não tenha medo do isolamento,
caminhar em solitude, não é pedestal;
É cultivar paz no coração e no pensamento.


28/11




Conflitos desnecessários
drenam a energia,
Busque só o que tranquiliza,
mesmo quando tudo desafia.


28/10


Anote bem para não esquecer:
Não queira provocar uma
situação que não pode prever,
Porque ninguém tem
controle sobre o imprevisível.

Do ponto mais alto ao mais baixo,
sou como o rio que segue o curso.
A paz que venero não tem custo,
minh'alma de flor te tem como tudo.


Teus lábios de romãs são o meu mundo,
em ti não há outro lugar mais seguro.
Da essência e da minha carne feminina,
dela tenho o maior e sublime orgulho.


Não quero que fuja de ti, nem eu fugirei,
a tua masculinidade foi Deus quem deu,
do jeito que és --- nasceste para ser meu.


Do zênite ao nadir, do Ocidente ao Oriente,
serás todo meu irremediavelmente...
O amor bateu na porta, e na aorta também bateu.

Terra de Paz, Sem Redomas


No andar dos princípios universais
onde todos os povos são iguais,
sob a copa do Pau-Brasil e de tantas
outras árvores não é nenhum
esforço buscar o entendimento,
junto de quem não está entregue
de corpo e alma à supremacia;
não estou falando nada demais
ou que viole o direito à vida digna.


A lei da Nação do Chuí ao Caburaí
que cabe aos povos deste território
jamais pode vir a ser comutada,
mascarada ou desprezada,
por outra lei que coloque
qualquer povo envolto
e protegido por uma redoma,
porque aqui é terra de paz,
e nos lemos entre os nossos
como iguais mesmo os mais intransigentes,
não somos e jamais seremos
procuradores de guerras de outras gentes.


Por qual razão estou falando nisso?
Parece que uns além de ignorarem
o próprio solo gentil - andam ignorando
o que é de declaração universal
sob o manto do Hemisfério Austral;
Sim, é verdade, estou alertando,
para que não nuble o cérebro,
não tapem os ouvidos,
não nos vendam os olhos,
não amordacem os lábios,
para que amanhã não seja tarde demais.


Para que no futuro não nos sobre
o vazio de nós mesmos sobre
os pratos da balança da justiça.

Ninguém ou qualquer
situação rompe a paz
de quem assumiu a paz
como filosofia de vida,
sem precisar performar
para ninguém no dia a dia,
o que fascina ou não;
busca só o que faz bem
ao redor e ao coração.


A real autopreservação
feminina não é nenhum
pouco da boca para fora,
não tem nada a ver
com abrir trincheiras,
e nem carregar desespero
por qualquer validação:
é manter para si a direção.


Como a haste de uma
íris-da-praia em maio,
em alguma restinga
em Santa Catarina,
se dobra diante da força
das correntes, tal qual
reconhece quem é
ou não capaz de a deixar
de joelhos, e se tornou
o habitante dos secretos
e fascinantes devaneios.

Não há o que se desculpar
por sentir ou querer demais.
Recebo o seu coração em paz,
e, se for do destino, sei o que
fazer conosco e muito mais.


​Não haveremos mesmo de ser
ravinas ou riachos sazonais.
Temos os mesmos gostos
compartilhados e musicais,
e daremos passos fundamentais.


​Somos unidos pelo coração,
temos algo de Flamboyant
na beirinha do Rio Wingfield;
e algo de Saint Kitts e Nevis
acompanhado a String Band.


​Presa pelo seu pensamento,
e você, preso ao encantamento,
muito longe de sermos reféns:
estamos preparando a festa
em que um para o outro já é alguém.

Melancolia da Alvorada


"E nesta solitude vazia, interrogo-me se a paz do silêncio supera a sinfonia de violinos ao amanhecer, tempo em que o espectro sob
os lençóis simulava o sono.


Afinal, qual o tributo de me manter inabalável, vertendo sangueante os espinhos de um jardim desprovido de rosas e um deserto
de fantasmas?"


Jorge B Silva

Setembro (crônica)


"Olho pela janela e vejo passar mais alguns dias simples. Há uma paz morna no ar, um acalento que só pertence às coisas que consigo enxergar quando o coração está grato e o espírito finalmente descansou. Por dentro, os sonhos ainda pulsam com a mesma força de antes, mas o caminhar agora é solitário. Não sigo triste, tampouco abatido; sinto apenas uma perplexidade silenciosa, um estado pensativo de quem assistiu ao tempo correr rápido demais. Muitos anos se foram.


É engraçado como a mente viaja. Hoje é setembro, mas as minhas lembranças insistem em voltar para janeiro. Penso naquele céu em festa, no frescor da noite e nos corpos a descansar sobre a areia, celebrando uma ilusão de eternidade em luzes. Hoje tudo é diferente. O cenário mudou, as pessoas mudaram, e eu acabei ficando exatamente onde estava - no lugar de onde, talvez, nunca devesse ter saído.


Nessa jornada, a vida me ensinou do jeito mais duro que as pessoas esquecem. Descobri que há quem nos fira com precisão, mesmo sendo capazes de distribuir sorrisos largos e fáceis para estranhos e desconhecidos numa viela qualquer. A hipocrisia dos afetos rasos já não me surpreende.


Agora, o horizonte me oferece mais algumas luas, mais algumas noites e mais alguns céus. Não há estrelas em festa desta vez, ou corpos com olhares voltados as luzes multicoloridas, o firmamento está quieto. Mesmo assim, encontro motivos para comemorar algo que pouquíssimos se permitirão vivenciar ao longo de suas passagens por este mundo: uma liberdade verdadeira. Uma independência da alma que nada nem ninguém pode roubar, quebrada apenas, de vez em quando, pelas memórias barulhentas do fim de dezembro e do início de janeiro. Mas o inverno já se foi. O silêncio me acolhe, e o setembro também há de passar quieto e bonito."


Marcelo HB

Oração da noite: O resgate da paz interior


Nesta noite, permito-me soltar o que pesa, silenciar o que inquieta e descansar daquilo que não posso resolver agora. Reconheço que não preciso carregar o mundo nos ombros, nem ter todas as respostas. Assim como ofereço acolhimento e cuidado, também mereço acolher a mim mesma com ternura e respeito.
Respiro profundamente, volto à minha essência e me reconecto com a luz sagrada que habita em mim. Confio no fluxo da vida, honro meu tempo e entrego ao amanhã aquilo que já não preciso carregar hoje.
Que a noite leve o que pesa, acalme o que dói, fortaleça o que enfraqueceu e ilumine tudo aquilo que ainda precisa florescer em mim.
Adormeço em paz, envolvida pela proteção divina, com o coração agradecido e a alma serena. Que eu desperte renovada, fortalecida e preparada para receber um novo dia, com sabedoria para aprender, coragem para seguir e amor para compartilhar.
Que a paz seja meu abrigo, a fé seja minha força, o amor seja meu caminho e a luz seja minha direção.
Que assim seja, assim se faça e assim permaneça!


Amém! Aho! Axé! Namastê!

Que a Paz encontre aos que se atrevem a oferecê-la embrulhada na Chantagem!
Amém!


Quando a paz se apresenta como um dom, mas vem embrulhada na chantagem, ela deixa de ser paz para se tornar imposição disfarçada.


Essa manobra é tão antiga quanto as relações humanas: transformar aquilo que deveria ser um gesto nobre em moeda de troca para interesses particulares.


A verdadeira paz nasce do diálogo sincero, do reconhecimento mútuo, do respeito às diferenças.


Ela não exige submissão, não impõe silêncio, não condiciona liberdade.


Mas, quando alguém ousa oferecê-la como prêmio por obediência ou ameaça por resistência, estamos diante de uma contradição cruel: pacificação à força é só guerra com outra roupagem.


Esse tipo de “paz chantagista” aparece na política, quando líderes pregam concórdia desde que todos aceitem suas regras; nas relações pessoais, quando a harmonia depende de uma renúncia unilateral; e até entre nações, quando tratados escondem dominação.


Em todos os casos, o preço cobrado é alto demais: a Integridade, a Dignidade e a Liberdade.


Porque paz Comprada, Negociada ou Imposta não é paz: é só mais uma forma sutil inventada para covardes guerrear.


Que a Paz Autêntica — aquela que não Cobra, não Ameaça e não Finge — abrace a todos que não se prestam ao desserviço de barganhá-la.
Amém!?!

Que a paz alicerçada no ódio dos que espalham o caos jamais alcance os espíritos de bom caráter!
Amém!


Há uma paz descaradamente oferecida que não nasce do amor, mas da dominação e da chantagem.


Uma paz forjada no silêncio imposto, na intimidação disfarçada de ordem, e no medo travestido de harmonia.


É a paz dos que espalham o caos, mas se dizem pacificadores — dos que confundem obediência com virtude e opressão com estabilidade.


O verdadeiro espírito de bom caráter não se acomoda diante dessa farsa.


Ele sabe que a paz construída sobre as amarras invisíveis do ódio é apenas uma pausa entre violências, um disfarce temporário do desequilíbrio moral.


Que essa falsa paz jamais encontre morada nos corações íntegros, nos Espíritos de bom caráter, pois onde habita o amor pela justiça, o ódio não se cria.


Que jamais sejamos seduzidos pela calmaria ardilosa dos covardes, e que nossa serenidade continue sendo fruto da consciência da Liberdade de Pensar por conta própria, não da submissão e da chantagem.


Amém!

Se a
Fé e a Esperança
desse colo ao Medo, jamais caberíamos no Abraço da Paz.


No colo, talvez ele crescesse em nós como uma criança mimada, exigindo atenção constante, dominando nossos pensamentos e guiando nossas escolhas.


O medo, quando alimentado, torna-se senhor dos nossos passos; limita sonhos, interrompe caminhos e nos convence de que é mais seguro não tentar nada.


Mas a fé não foi feita para sustentá-lo — foi feita para enfrentá-lo.


E a esperança não existe para justificar inseguranças — ela nasce justamente para nos lembrar que há luz mesmo quando os olhos ainda só veem sombra.


A paz não é a ausência de desafios, mas a presença de confiança.


Ela floresce quando, mesmo sentindo medo, escolhemos acreditar.


Quando decidimos seguir apesar das incertezas.


Quando entendemos que o medo pode até bater à porta, mas não precisa sentar-se à mesa.


Fé é dar um passo no escuro confiando que o chão surgirá.


Esperança é manter o coração aceso enquanto não amanhece.


Se fé e esperança acolhessem o medo como verdade absoluta, viveríamos encolhidos, presos a possibilidades que nunca ousamos experimentar.


Não caberíamos no abraço da paz porque estaríamos ocupados demais abraçando nossas próprias inseguranças.


A paz exige espaço — espaço interior que só existe quando soltamos aquilo que nos paralisa.


Que a fé nos fortaleça, que a esperança nos impulsione e que o medo encontre apenas o tempo necessário para nos alertar, mas nunca para nos dominar.


Assim, quando a paz nos envolver, estaremos inteiros — leves o suficiente para permanecer em seu abraço.⁠

⁠Enquanto ignorarmos que o Silêncio compra Paz que Ruído algum alcança, tropeçaremos nos Infortúnios do Barulho.


Vivemos como se o mundo exigisse resposta imediata para tudo — opinião pronta, reação instantânea e presença constante.


O barulho não é apenas externo; ele se infiltra nas frestas da nossa mente, ocupando o espaço onde antes habitava o discernimento.


E, pouco a pouco, passamos a confundir movimento com progresso, exposição com relevância, e ruído com verdade.


O silêncio, por sua vez, foi injustamente associado à omissão ou fraqueza.


Mas há uma força quase invisível nele — uma força que não disputa palco, não implora atenção e não se desgasta tentando convencer.


O silêncio observa, absorve e, sobretudo, preserva.


Ele nos protege da pressa de julgar, da ansiedade de responder e da vaidade de sempre ter algo a dizer.


É curioso perceber que muitos dos nossos maiores infortúnios nascem justamente da incapacidade de nos calar.


Palavras mal colocadas, decisões precipitadas, conflitos desnecessários — tudo alimentado pela urgência caprichosa de participar de todo e qualquer barulho.


Como se o silêncio fosse um vazio a ser preenchido, quando, na verdade, ele é um espaço fértil onde a consciência se reorganiza.


Quem aprende a negociar com o próprio silêncio descobre que nem toda batalha merece voz, nem toda provocação exige resposta e nem toda verdade precisa ser dita no calor do momento.


Há muita inteligência em saber escolher o que dizer, mas há mais sabedoria em escolher o que não dizer.


No fim, o barulho cobra caro: desgasta, confunde e fragmenta.


O silêncio, ao contrário, paga em paz — uma paz que não se compra com razão, nem se impõe com argumentos, mas se constrói na disciplina de saber quando se retirar do caos.


Talvez não seja o mundo que esteja excessivamente barulhento.


Talvez sejamos nós que ainda não aprendemos o valor de permanecer em Silêncio quando tudo ao redor insiste em Gritar.

⁠Se os Covardes lutassem as guerras que planejam, certamente o mundo já teria encontrado a Paz.


Há uma distância muito confortável entre desejar o conflito e encarar suas consequências.


É nesse intervalo que muitos se escondem — inflamam discursos, alimentam rivalidades e espalham certezas, mas jamais se colocam na linha de frente daquilo que defendem com tanta convicção.


A guerra, para esses, é sempre uma ideia… nunca uma vivência.


O problema é que palavras também ferem, inflamam e mobilizam.


Quem planta o ódio, mesmo à distância, terceiriza a dor para outros corpos, outras famílias, outras realidades.


A covardia não está apenas em fugir do confronto físico, mas em instigar batalhas sem assumir qualquer responsabilidade pelo rastro medonho que deixam.


Talvez a paz não seja tão inalcançável quanto parece — talvez ela seja apenas sabotada por aqueles que preferem o conforto da retórica ao peso da realidade.


Porque quem conhece de perto o custo de uma guerra dificilmente a romantiza.


Quem sente na pele o impacto da destruição não a trata como solução.


No fim, verdadeira coragem não está em lutar, mas em evitar a luta quando ela pode ser evitada.


Está em conter o impulso, em desarmar o discurso, em recusar o papel de incendiário em um mundo que já arde demais.


Se todos fossem obrigados a sustentar, com o sacrifício da própria vida, as guerras que desejam — ou escolhem —, talvez descobríssemos algo essencial: a maioria dos conflitos nunca teria começado.

⁠A guerra está posta: quem será o mais Corajoso, o que espalha a Paz ou o que espalha a Guerra?


À primeira vista, pode até parecer que coragem é atributo natural de quem avança, de quem impõe, de quem domina pelo ruído das armas e pela força da imposição.


Há uma sedução quase instintiva no poder de ferir antes de ser ferido, de atacar antes de compreender.


Mas talvez essa seja apenas a forma mais primitiva de coragem — aquela que nasce do medo travestido de bravura.


Espalhar guerra exige impulso.


Espalhar paz exige consciência.


A guerra encontra terreno fértil no orgulho, na pressa e na incapacidade de escutar.


Ela se alimenta de certezas rígidas e da necessidade de vencer, mesmo que à custa de tudo.


Já a paz é mais exigente: pede silêncio interno, pede revisão de si, pede o desconforto de reconhecer a própria parcela de erro.


Não há nada de automático em escolher a paz quando tudo à volta só grita por confronto.


Talvez o verdadeiro corajoso não seja aquele que nunca recua, mas aquele que sabe quando não avançar.


Porque conter-se, muitas vezes, é mais difícil do que reagir.


Perdoar, então, nem se fala — é quase um ato de rebeldia em um mundo que ensina a devolver na mesma moeda.


Espalhar guerra é tão fácil e contagioso que rapidamente meio mundo abarrotado de apaixonados escolhe um lado.


Espalhar paz é um trabalho paciente, quase invisível, que muito raramente recebe aplausos imediatos.


A guerra constrói heróis de momento; a paz constrói humanidade ao longo do tempo.


No fim, a pergunta não é apenas sobre quem é mais corajoso.


É sobre qual coragem queremos cultivar dentro de nós.


Aquela que explode para fora ou a que se sustenta por dentro.


Porque talvez a maior ousadia na contemporaneidade, no meio dessa polarização medonha, seja justamente recusar-se a guerrear quando todos esperam que você lute.

Que a Paz e a Felicidade te abracem tão apertado, ao ponto de quebrar todas as agruras e preocupações.

Porque, no fundo, é disso que todos precisamos: de um abraço que não seja apenas físico, mas na alma.

Um abraço capaz de silenciar o barulho das inquietações, de aliviar o peso das responsabilidades e de lembrar que a vida é muito maior do que os problemas que insistem em ocupar nossos pensamentos.

Vivemos cercados por cobranças, expectativas e pela falsa necessidade de controlar tudo.

Esquecemos que algumas das principais conquistas não podem ser compradas, planejadas ou antecipadas.

A paz nasce quando aceitamos que nem tudo depende de nós.

A felicidade floresce quando aprendemos a enxergar beleza nas pequenas coisas que o cotidiano oferece.

Talvez a verdadeira riqueza esteja em terminar o dia com o coração leve, em cultivar bons encontros, em agradecer pelo que já temos e em seguir confiando que o amanhã trará novas oportunidades.

As dificuldades continuarão existindo, mas elas deixam de ser gigantes quando a serenidade ocupa o lugar do medo.

Que nunca nos falte a coragem de sorrir mesmo em dias nublados, a esperança para recomeçar sempre que necessário e a sabedoria para compreender que a paz não é a ausência de tempestades, mas a certeza de que nenhuma delas é eterna.

E que, quando a vida insistir em apertar, a Paz e a Felicidade consigam apertar ainda mais forte, até que todas as agruras e preocupações se desfaçam diante da força de um coração que escolheu viver com fé, gratidão e esperança.

Sou a luz e a sombra
O bem e o mal
A união de todas as coisas
O caos e a paz


Sou o infinito de um universo
Finito em sua limitação
Em um mundo de prisões e correntes
Me jogo no mais profundo dos abismos
Para encontrar a libertação


Do caos, renasço em fogo e sangue
Trocando de pele como uma serpente
Mas mesmo que a essência se mantenha
Eu já não sou a mesma


Caminhando na escuridão da noite
Não aceito as algemas do carcereiro
E quando for o momento
Sairei do meu próprio jeito
Com a cabeça erguida
Por jamais ter sido submissa
E muito menos subordinada a todo esse teatro
A essa peça de marionetes mal acabadas.
- Marcela Lobato