Texto sobre Música
Desde sempre eles me ensinaram
Apontaram o caminho que eu devia ir
Na minha cabeça confusões e sentimentos
Que eu não conseguia distinguir
O tempo foi passando e eu me acostumando
A levar o peso dessas cordas
E o ar que eu respirava já não era puro
Fardo era duro e isso me sufoca
Nadar contra a corrente era o dilema
Escolha serena não era opção
Visão pra quem tinha olhos fechados tapados
Correntes e cadeados segurando o coração
Mas eu sei que você não me quer
Me afobei quando meu beijo retribuiu
Não faz mal, benzinho não vou lhe incomodar
Mil e uma rejeições já precisei encarar
Mas eu sei que você não me quer
Me afobei quando meu beijo retribuiu
Outro igual, desculpe, não vai encontrar
No varal do oásis eu estendo amor para dar
Do lado de dentro rainha sou eu
Mulher que ama e sabe dar adeus
Eu sei que tudo na vida acontece
Quem me conhece pode lhe dizer
Tudo eu espero e toda me entrego
Levanto até as paredes
De um barracão desabado
Mas Deus foi quem me fez nessa vida
E eu cumpro ordens de um bom destino
Se ele quiser, eu posso querer
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte
Ainda que eu reconhecesse o semblante na face da vida
Ainda que eu falasse a língua de todos os anjos
Sem minha poesia eu nada seria
Amar ao próximo é conto de fadas
Até Peter pan disse que elas não existem na real
Vocês estão preso num conto de fábulas
Mas sua história já não tem moral
Carrego fardos e lágrimas de mais pra suportar
Mas eu não posso deixar cair
Momentos, pessoas podem me fazer tão bem
Mas também podem me destruir
Estamos dentro de um domo
…
Somos humanos mas como somos? Só cromossomos
Nos render as nossas fraquezas é o mesmo que desistir de si
Nossas costas não são alvos pra suas facas nos ferir assim
Como se as circunstâncias do início fossem definir o fim
Ainda que a batalha não seja satisfatória
A vitória se consiste no caminho da glória
Deus não tem um lado aqui em baixo
É cada um por si por isso fujam
Nós somos a única raça no planeta que mata
Seus semelhantes pelo que eles usam
Não posso me dar ao luxo de morrer
Porque a missão não ta completa
Me diz, como você pode odiar algo
Que nem ao menos te afeta?
O mundo caótico é intenso
Até onde vai a força da intenção
E agora quem grita mais alto
A razão ou a intuição? They
Isso é só questão de percepção
De concepção, de recepção yeah
Isso é só questão de percepção
De concepção, de recepção yeah, yeah, yeah
Isso é só questão de percepção
De concepção, de recepção yeah, yeah
Isso é só questão de percepção
De concepção, de recepção ham
Isso é só questão de percepção
De concepção, de recepção AML
O butim do ladrão
Desviou, tomou pra si, lucrou...
Roubou sem nenhuma compostura!
Agiu na surdina, enganou...
Agiu sem nenhuma lisura!
O butim escondeu na mala;
Foi um tanto no cós da calça;
Outro tanto escondeu no porta-mala;
O restante, enfiou na caixa sem alça!
Corrupto, ladrão...
Arrombou o cofre,
lá da União!
Quando foi pego pela polícia federal
Inventou uma porção de mentiras,
que convenceu, até o general
e o butim dividiu com os tiras!
Ainda soltos pelas ruas de Brasília,
um punhado destes tipos por aí...
Gastando o butim com sua família
e o povo não tendo por onde fugir!
Maria Lu T S Nishimura
Em plena madrugada
E eu te procurei e nada
Te procurei e nada
Eu tropecei descalça
Eu tropecei descalça
Eu tropecei descalça
Eu tropecei descalça
Nos cacos perdidos
Das tuas palavras
Não me deparei com nada
Não me deparei com nada
Que valesse à pena ser lido
Relido
Remoído
Revivido
Ou até mesmo dito
Em som audível
Para os seus distintos ouvidos
Por não te ver
Alguém te disse que hoje que você
É uma gracinha?
Tão bonitinha, tão
Tão bonitinha, tão
Dizendo por aí que seu olhar
Corrói a alma e mata
Congela a perna e caça
Se eu tentar fugir
Arranca minha carcaça
Faz dela sua capa
Só pra rir de mim
Medusa
Eu prefiro gostar assim
De longinho
Tanta gente buzinando esqueceu de andar
Veio ao mundo por engano, eu vim passear
Disseram que a vida nesse lugar
Depende da temperatura do ar
Televisão, teto solar para ver
Cerveja e cama para sobreviver
Não me preocupa a quantidade de sal
Um dia salva e no outro dia faz mal
Que gosto tem o que faz bem?
Que gosto tem é o que me importa
Mi serena sou
Mi contente vi, quando me apaixonei
Meu amor contigo é assim,
Tão logo tu me encontras, me vês feliz!
Completa e plena
Inteiramente feliz
Mi serena contigo sou...
Sou pequena aprendiz...
Do seu amor!
Mi sempre sua sou
Inteira assim sou eu...
Eu só sua e você só meu!
Mi contente vi, quando te encontrei
Meu encontro contigo é assim,
Tão logo tu me encontras, me vês feliz!
Completa e plena
Inteiramente feliz
Mi contigo serena sou...
Sou pequena aprendiz
Do seu amor!
Mi apenas sorriso sou
Alegria transbordou
O sorriso do sol também brilhou,
Quando pela lua se apaixonou!
Mi sempre sua sou
Inteira assim sou eu...
Eu só sua e você só meu!
Completa e plena
Inteiramente feliz
Mi contigo serena sou...
Sou pequena aprendiz
Do seu amor!
Maria Lu T. S. Nishimura
Enquanto houver
Um pingo
Uma fração
Um sopro
Uma ideia
Uma canção
Um ombro
Um coração
Pra resistir, cuidar
Quando o sinal fechar
Enquanto houver
Um pouco
Um troco
Um grão
Um sinal de vida
Uma ilusão
Um sonho
Um irmão
Pra dividir, somar
Quando o sinal fechar
E se faltar o vento
A gente inventa um movimento
E corre o mundo pra ver mundo girar
Fazer do nosso canto
Um jeito de lutar
Enquanto houver
Espaço pro depois
O traço do amanhã a gente faz
Ao redor de nós
Quando o sinal fechar
Não estaremos sós
Abro a janela, deixo a luz chegar
E iluminar os pensamentos que aqui dentro há
Lavo as palavras, reflito com meu reflexo
Vou buscar um nexo e tem quente já
Alimento a mente, dou ração pra alma
Pacientemente dou razão pra calma
Rego as sementes, cuido bem do jardim
E cada flor ali presente é importante pra mim
Entre dedos cruzados (figa), punhos cerrados
E mãos unidas em prece pra que nada dê errado
Entre o tempo curto e missões cumpridas
Significado oculto e lições aprendidas
Entre meus lemas e dilemas
Entre meus temas e estratagemas
Entre memórias, lembranças
Histórias de andanças e novas esperanças
Entre idéias e ideais
Poucos verdadeiros e alguns reais
Entre experiências e decepções
Entre boas ações e reações
Esboços de canções e harmonias
Entre os velhos tempos e os novos dias
Entre os novos hábitos e os velhos vícios
Entre finais abruptos e reinícios
Novos indícios de que ainda há pra onde ir
Razões que fazem valer a pena ficar aqui
Se o tempo não foi tão bom assim
Lembre se que ainda não chegou ao fim
Há tanto a se fazer
Há tanto a se viver
Não podemos nos esconder
Sei como é difícil viver sem um “por que”
Mas ressignificar
Só depende do que você vai fazer
Eu não espero que saiba de tudo
Mas que faça tudo o que souber
Só assim você vai entender
Que a vida é feita pra viver
Não devemos idealizar
Mas é permitido sonhar
Levanta e mude o jogo
Você é quem manda agora
Quer o cabelo preso?
Se não quer
Solta
Tem vergonha do teu corpo?
Alguém paga as suas contas?
Se tu quer usar biquíni
Seja livre
Eu vejo beleza nos seus defeitos
Tudo é uma questão de ponto de vista
Se quiser eu posso ser teu espelho
Só pra te dizer
“Cê é linda”
Calma, menina, eu sou de planejar
Senta aqui e escuta o que eu tenho pra falar
Sei que posso estar errado, sem razão
Ou até que falte um anel na tua mão
Mas é contigo que eu quero acordar
E construir aquilo que você chama de lar
É contigo que eu quero adormecer
E ver um amanhã nublado sempre florescer
O artista é a metamorfose.
Seu coração é cerne no desenvolvimento.
Talento e florescimento no palco de atuação.
A dança dialoga com o corpo,
a música sonoriza a aura,
a pintura alicia a mente,
a escrita dá tônus à alma.
Abre-se como portal de múltiplas jornadas,
que descortinam em interpretação.
Se o corpo morre inteiro,
e dele restar só a fuligem,
se uma fração dele vive,
ela ainda fará arte.
Vírus do bem
A um noticiário pus atenção
Ouvi do repórter a interrogação:
- Por que não existe medicação
pra combater todo tipo de virus,
assim como existem pra's bactérias?
O médico respondeu - lhe assim:
- A bactéria é organismo completo,
já o vírus não.
O vírus precisa de um outro organismo
para sua acomodação e existência,
por isso ataca as células de outros seres vivos para sua sobrevivência!
Então a medicação poderia destruir as células,
destruindo o organismo também!
Foi aí, que eu pensei meu bem...
Veja bem!
Se existem vírus do mal...
Por que não poderia existir vírus do bem?
Daí, que poderia ser assim:
- O vírus do bem, iria fazer o vai e vem,
igual carinho na linha de trem!
Ele levaria o remédio ao invés da doença,
isso poderia fazer a diferença!
Isso tudo pode ser parte da minha crença,
mas ele iria combater o vírus do mal,
e na luta que se veria a disputa.
Queria ver o vírus do bem vencer,
assim combater qualquer vírus do mal!
Letra Bacana
Por: Alexandre d’ Oliveira
Meu poema é livre, minha bossa
é prosa e com isso eu faço que você
sem drama entenda aonde
eu quero chegar.
Que seja de qualquer maneira
assim consiga dentre acordes
maviosos no meu violão
te acompanhar.
Meu ritmo nobre numa letra bacana
enquanto encanto no samba.
Por isto faço prumo
para ouvir você dizer que me ama
e assim entenda o que quero
mostrar morena da cor de jambo.
#alexandrrpoeta.com
Às vezes eu queria amar alguém tanto quanto amo a letra de Stop Crying Your Heart Out do Oasis. Assim como amaria flutuar em nuvens de quadros impressionistas.
Às vezes me flagro cantarolando com um violão invisível entre os braços. Eu desconheço os acordes. Mas ele os conhecia.
Ah, ele! Todos os clichês do amor cabiam nas suas sete notas. Ele repetia os refrões enquanto fitava o dia nascendo através da janela. Seus dedos brincavam em meio ao caos. Nunca começava antes do primeiro cigarro. Criou as suas próprias regras.
Seu violão era a sua máquina de escrever. Compositores são poetas que a vida esqueceu de presentear com a arte do silêncio. Os seus sentimentos têm tons e harmonias; pausas e bis.
Eu me acostumo! Mesmo sabendo que não duraríamos mais do que um álbum inteiro do Pink Floyd. Serei mais uma história, mais um balançar de cordas. Terei cinco estrofes e dois refrões. Meu nome vai ser ocultado. A canção irá servir como uma recordação boa para alguns; insuportável para outros.
Enquanto isso - do outro lado da cidade -, estarei me reestruturando aos pouquinhos.
Eu só preciso do barulho que vem do meu peito para estampar o papel. Eu só preciso lembrar-me do cheiro de cigarro mentolado para naufragar no mar branco das folhas. Porque poetas são compositores sem ritmo. Meus dedos são ágeis, assim como o músico nas cordas. Minha alma grita, pois precisa. Meu coração ritmado cria todo o tipo mirabolante de melodias.
Eu o conheci no meio das minhas incertezas. Nossos bloqueios criativos se atraíram. Esse era o nosso nível de igualdade. Um não era superior ao outro, havíamos cicatrizes iguais.
Não é o que dizem? Por onde passamos deixamos um pouquinho da gente. Pessoas que assinam as nossas peles; carimbam as nossas vidas. Eu sei que na vida dele muitas outras se tornarão canções pelo que não deu certo. E voltaremos ao recomeço, uma vez que o ser humano tem a necessidade de pertencer. Seja a uma música, a um poema ou lembrança.
E ele é todo sentimento. Eu sou toda pedra. Ele sempre viveu todos os momentos; fumou todos os cigarros; cantou todos os refrões. Mas aprendeu a duvidar das palavras e dos poetas. Nós queríamos ficar juntos, ao mesmo tempo em que todos os versos diziam ao contrário.
Mas eu nunca o amei!
Mesmo ficando com a mania de curtir os álbuns dos anos 70, de criar regras, de anotar as coisas em um bilhete na geladeira para não esquecer o que fazer. Mesmo esperando silenciosamente o fim do primeiro cigarro, em seguida o pigarro seco e, por fim, os graves e agudos do violão. Eu não o amei nem quando fiz o meu melhor poema dedicado aos amores que perdemos no meio do caminho. Ou os caminhos que perdemos em meio aos amores ilusórios.
Ele nunca soube me dizer o que era impressionismo, eu nunca quis aprender a tocar violão. Ele não gostou dos meus poemas; eles eram indecisos - porque lua em libra é o meu segundo nome. Eles eram tristes, pois eu sabia que nunca seria o seu Wonderwall, do mesmo modo em que ele nunca seria aquele que poderia me salvar.
Nossos mundos colidem, nossos karmas se cumprimentam como velhos amigos de uma vida cansada. Por isso preferi amar Stop Crying Your Heart Out do Oasis. É mais fácil. Aceitável.
Assim como a música, tivemos o nosso tempo cronometrado. Assim como um poema, seremos eternizados em pequenas estrofes do passado que resignamos.
“Aguente!” – diz a música – “Não se assuste! Você nunca mudará o que aconteceu e passou...”
E isso me conforta até a próxima manhã, sem ninguém cantarolando refrões na janela...
