Texto sobre Mim
Na mala, o essencial! Há quanto tempo eu não partia acompanhada de mim mesma. a paixão transborda pelos poros...é a vida, é a arte, é a poesia, é a dança, é o Teatro...é a liberdade que me toma presenteando-me com asas como as de Frida. É a música que toca silenciosa em mim, enquanto o mundo insiste em sua verborragia inútil.
Não posso querer julgar à mim mesma pelo o que sou ou fiz de errado, simplesmente tenho que encontrar nos meus próprios problemas a solução para resolve-los de uma forma reflexiva sobre tudo que existe de bom e mal dentro de mim, e compreender a si mesmo e tão gradativo, quanto ao ato de perdoar...
As vezes eu não consigo entender a mim mesma, sério. Não consigo entender porque eu tomei certas atitudes ou escolhas. No inicio, eu não acho que elas sejam tolice, acabo ficando "cega", de certa forma. Só que com o passar do tempo, eu olho pra trás, e não consigo acreditar que eu acabei fazendo aquilo, falando aquilo, enfim, não consigo acreditar que realizei coisas tão estúpidas assim na minha vida. Coisas que não merecem nem serem lembradas, de tão mesquinhas que elas são. E pode ter certeza que você, das minhas atitutes, você foi a mais mesquinha, estúpida e ridícula. E até que enfim, posso dizer como é satisfatória a sensação de me sentir libertada de você.
Eu até poderia ao menos tentar me enganar. Dizendo a mim mesma que não sinto nada por você. E quem sabe assim, eu não pensaria tanto em nós dois. Sim, eu poderia fingir pro mundo que está tudo bem, que eu já não me importo com você. Mas como fazer isso, se meu coração sente uma dor tão profunda, que eu não consigo deixar de pensar em ti. O mais incrível, é que ainda nem sei direito como é o seu beijo, o seu abraço. Mas o seu olhar, esse seu olhar me fascina, e me dá a certeza de que a cada dia te quero mais e mais. Sei que preciso sentir você, ser amada por você. Nem que seja uma vez...Apenas uma vez!
Eu posso estar por um fio, mas isso não muda quem eu sou. Fiz uma promessa a mim mesma quando soube que estava grávida. Meu sonho, minha vida e minha filha. Eu não iria desistir de nenhum deles. Sei que não será fácil. Mas quero dar um exemplo para a minha filha. Quero que ela me veja realizar meu sonho.
Não guardo mágoas, cartas, histórias passadas, não levo peso. Acho graça de mim mesma com minhas teorias furadas. Sou gente, choro, sinto dor, mas prefiro sorrir. Sou gente que vive e que tem saudade… sei lá de quê! Existe em mim uma urgência por viver. Viver tudo. Viver logo. Não sei esperar.
Eu tenho medo de mim mesma, do ser humano que me tornei. Tenho medo de me ferir. Machuco todos, me machuco. Choro desesperadamente por isso, mas não consigo controlar, faço as coisas sem querer, sem pensar. Por esse motivco, ás vezes penso...Por quê existo, se faço tudo errado? Eu conheço muito pouco do amor, por ter sofrido demais com ele, e conheço muito da dor. Eu rezo pra Deus, pra que isso mude, pra que tudo passe, eu tenho fé e acredito que ele me escutará. Minha maior companhia é a solidão. Certas vezes sofro de amnésia que traz algo de bom, ela me faz esquecer das coisas que fiz de errado, de tudo que não deu certo pra mim, tudo que me fez sofrer, até dessa pessoa amarga que eu sou. Me sinto uma derrota, uma perda, um fracasso. Desisti de continuar tentando, pois eu já não tinha mais forças, muito menos esperanças. Cansei de tantas vezes, tentar de novo, amar de novo, esquecer de novo, não dar importância de novo. Eu simplesmente, cansei! Depois de tudo que eu fazia, minha recompensa sempre foi o sofrimento. Sinto até que desisti de ser feliz. É muita loucura dizer que, se eu pudesse não conviveria comigo? Perdi a vontade de tudo que era bom, perdi a vontade de sorrir. Minhas lágrimas caem, e em cada uma vejo meus erros e minhas decepções. Estou começando a me afogar com elas próprias. Não me culpo somente por ter me tornado desse jeito, me ajudado a ser ruim, não me culpo somente por ter me tornado infeliz, mas sim, também por ter tornado outras pessoas infelizes. Eu tenho medo, medo de conseguir ser ainda pior.
Fugi dos holofotes traiçoeiros e cheios de desordem que me faziam cansar de mim mesma. Nessa viagem intensa encontrei várias mulheres dentro de mim. Algumas adormecidas sob efeito delirante da realidade muitas vezes "forte". Optei pela mulher que estava fora desse universo de coisas demasiadas desnecessárias. Essa mulher era sexy, esperta,moderna, livre. Trouxe-a de mãos dadas a esse mundo. Fiz dela meu porto-seguro. Fiz dela o reflexo no espelho. Fiz dela o que eu quisera fazer de mim. Chega de universos paralelos. Chega de fugir. Agora, quem ditava as regras era eu.
Tranquei-me por alguns instantes em mim mesma, procurando sentir minha própria essência. E quão grande foi minha surpresa, ao perceber que minh'alma relutava em abrir-se comigo mesma. Recolhida em seus próprios medos recusou-se a repetir para mim, tudo aquilo que havia falado milhares de vezes, e que por algum motivo, não fui capaz de compreender ou resolver. Sou a mais pura essência feminina mergulhada em dilemas, e não sou tão forte assim, não tenho todas as verdades. No entanto, vejo-me como a água, se não posso ultrapassar na força, posso contornar as barreiras, e assim sigo em frente sem parar, sem fraquejar.
A vida me ensinou a não esperar nada dos outro, o possível de mim mesma, e tudo de Deus. Assim, sigo confiante no alento do divino e nos aprendizados da vida. Deus é amor, verdade e justiça, e todo aquele que vive em alinhamento com as forças universais do bem e do amor, servindo o próximo na vida com os talentos da compaixão, humildade, respeito e gentileza são também servos de Cristo, em corpo, alma, mente e coração.
Prometi para mim mesma, não chorar, não desistir, não desanimar. Mas tudo isso se foi. E agora, mais uma vez, eu to sozinha. O engraçado é que, com tanta gente ao meu redor, e continuo sozinha. Agora é apenas eu. E mais ninguém. Todos se foram, e me deixaram. Eu vou me acostumar rápido, espero. “ — Tudo vai dar certo…” repito eu, pela 9897454644 vez. Busco forças do fundo do poço, e torço para esse poço não secar, por que se secar, não irei ter onde tirar forças. Posso até cavar outro poço, mas irei precisar de ajuda, de muita ajuda, e de força de vontade… E nesse momento, to rezando para que, tudo de certo, só isso que eu quero, um final feliz, como em contos de fadas.
Sinto-me cada dia mais próximo de mim mesma, ás vezes me perco, ás vezes me encontro, ás vezes me esqueço. Ás vezes me distraio, ás vezes me saboto, ás vezes me dou tempo. Ás vezes eu quero na hora, ás vezes deixo pra depois, ás vezes me pego acreditando no pra sempre... Mas ás vezes o pra sempre acaba, o depois parece distante e o agora é o que me resta. Eu sou assim como quem não quer nada, ás vezes distante, ás vezes próxima, ás vezes atenta, ás vezes dispersa, ás vezes sou inverno e ás vezes verão. E embora eu não seja a mesma o tempo todo, eu procuro ser constante, é por isso que ás vezes eu me cobro, ás vezes me puno, mas ás vezes eu simplesmente mudo de ideia. E eu sigo mesmo sem saber pra onde, ás vezes alegre, ás vezes triste, nesses "ás vezes" que ás vezes se repetem e ás vezes se acabam, achando que estou cada dia mais próxima de me encontrar, mas ás vezes, apenas ás vezes, eu tenho a impressão que continuo no mesmo lugar.
Eu tava tão confiante em mim mesma que de uma hora para outra tudo desabou, fiquei tonta, cai e to no chão. Não queira sentir essa sensação é horrível. Me sinto sozinha, incomodada, traída por mim mesma, me sinto pesada parece que chorar me alivia de alguma forma, mas parece que cair não é o bastante pra aprender que cair toda hora não é um sinal de fraqueza mais sim um sinal de coragem e força para levantar.
E quantas vezes pensei em parar? E quantas vezes perguntei a mim mesma se valeria a pena? Muitas foram às duvidas que tive diante das dificuldades e muitas também foram as noites cheias de choro e soluços devido as minhas fraquezas. Escolhas mal feitas, sonhos perdidos e inalcançáveis, sentimentos partidos, incapacidade, i-rres-pon-sa-bi-li-da-des. Muitas vezes me julguei forte, mas era apenas uma forma de enganar o meu ego. Sou frágil. Por dentro sou apenas caco. Eu quero ir além de onde imaginei chegar, mas eu também tenho medo. O novo me fascina tanto quanto me perturba. É como o brilho de uma luz muito forte, onde não sei se fico só admirando de longe ou se a tento tocar.
Eu guardei os relógios. Escondi de mim mesma que o tempo passava. Não queria perder a imagem antiga. Então achei mais fácil fechar os olhos. Sorri enquanto chorava, para misturar as sensações. Corri para estar aonde queria, e descobri que estive o tempo todo no mesmo lugar. Escondi numa caixa tudo que me lembrasse o seu sorriso, e na verdade, acho que foi isso que me fez chorar. Mas eu ainda sabia onde você estava. Onde o sol se punha, e o motivo pelo qual eu me escondia. Eu nem mesmo fiz esforços pra esconder de você o quanto sua presença me causava borboletas no estômago, mas agora, elas precisam de liberdade.
Eu perdi um pedaço no mar. No mar que sou eu, eu me perdi em mim mesma. Estou me sentindo afogada. Afogada em uma coisa que eu não sei o que é, mas quase parece medo. Acontece, que eu não aguento mais remar e desaprendi a nadar. Essa é a coisa mais triste a se fazer, desistir. Mas eu desisto, não suporto mais ter apenas um coração e todo o sentimento do mundo.
Sou como quero ser. Ouso sonhar meu próprio sonho. Ouço os outros, mas dependo apenas de mim mesma para tomar as decisões. Vivo minha própria vida, e não a dos outros. Como diz Renato Teixeira em seu Tocando em Frente, que compôs com Almir Sater: “Cada um de nós compõe a sua história, e cada ser em si carrega o do de ser capaz, e ser feliz”.
Estou aprisionada em mim mesma, aprisionada nesse corpo e em meus pensamentos, minha alma está sentenciada a esse corpo e a esse mundo, um corpo reprimido e sofredor, não entendo como o mundo pode ser tão cruel, tão frio e sombrio, mas talvez não seja o mundo o problema e tudo, mas sim as pessoas que o habita, sinto pena do mundo em ser obrigado a abrigar tantas almas cruéis e sombrias, as pessoas se orgulham de suas maldades e de suas atitudes repugnante, essas mesmas pessoas cruéis criticam o mundo, os anjos e demônios, quando na verdade ela são os demônios, demônios cruéis e insensíveis, idiota somos nós em termos medo da morte, pois ela é a única saída que nos liberta desse mundo, ela é a única que nós pega no colo nos salvando disso tudo, ela é a chave para sair desse lado incompreendido e vergonhoso chamado humanidade.
Eu não posso mais fugir de mim mesma, nem de você. Aqui uma coisa única, as vezes muito louca. Não precisa se afastar de mim por isso, você não tem que ir para onde eu vou, aliás eu nunca te levaria pra lá. Só não me olhe diferente depois de hoje, depois das revelações que eu vou te fazer. Ando perdida. Tudo isso por causa dos caminhos por onde andei. Quebrei todos os muros de proteção que tinha a minha volta, talvez seja um caminho sem volta, o começo de uma derrota. Mas saiba que em cada passo que eu dei eu pensei em você, eu não poderia ficar, te machucar, nós sabemos que eu nunca poderia ser o que você merece, e nessas horas o querer torna perigoso. Com tudo meu querido, saiba que vou levar você no coração. Por favor, me olhe como sempre me olhou, só assim pro meu sol não apagar.
Tem horas em que eu me canso de mim mesma e das pessoas ao meu redor. Nesses momentos, me refugio nos livros: que não magoam, não guardam mágoa, não são orgulhosos, nem fingidos, não falam apenas o que quero ouvir, nem o que não quero ouvir de forma nenhuma. Leio porque gosto do silêncio e da solidão de não precisar falar comigo mesma, nem com ninguém. E sim, sou feliz assim!
