Texto sobre Medo de Mario Quintana
A única maneira de combater os traficantes é indo à raiz do problema: antes de qualquer coisa, eles precisam ser desarmados. É condição básica reaver aqueles territórios dos quais os criminosos foram se apoderando, sob os olhos complacentes das autoridades que se revezaram no comando do estado.
Foram décadas de erros grosseiros por parte dos políticos, que acabaram dando sinal verde aos bandidos. Nas décadas de 80 e 90, disseminou-se no Rio a ideia de que bastava resolver o problema social nas favelas que o tráfico sumiria como consequência da diminuição da pobreza. O pensamento então dominante era que a polícia trazia mais problemas do que solução. E os PMs simplesmente deixaram de subir os morros cariocas. Veja o absurdo!
Enquanto há ONGs que desempenham função de algum relevo na área social, outras estão mais preocupadas com a pura demagogia. Elas criticam a atuação da polícia, alegando que a corporação é preconceituosa, que trata todos os pobres como criminosos, indiscriminadamente. É um discurso ideológico e falacioso, que acaba, no final, beneficiando os traficantes, pois as ONGs colocam os bandidos no papel de vítimas, e não no de algozes. Sem dúvida nenhuma, uma completa inversão de valores.
É uma anomalia o fato de um sujeito flagrado portando um fuzil receber a mesma pena de um bandido qualquer. Ninguém sensato vai discordar de que ele precisa ter uma punição mais severa. Não dá para aceitar que traficantes que incendeiam ônibus e atiram em helicópteros sejam beneficiados pela progressão de regime e venham a cumprir uma parte da pena longe da prisão. Isso é um absurdo!
Todos podemos dividir os louros dos acertos. Mas os erros são de quem comanda. O brasileiro está meio cansado de a responsabilidade ser sempre jogada no outro, em quem está abaixo. Quem está em cima nunca sabe de nada, não viu, desconhece tudo. Quem tem poder de decisão não pode se omitir. No meu cargo, eu escolhia os comandantes. A responsabilidade era minha, o comando era meu.
Se eu sou favorável à criação de uma legislação para reintegrar traficantes arrependidos à sociedade, por que não fazer o mesmo com a corporação, em vez de tratar um oficial que já cometeu abusos como um leproso institucional? Se a política do confronto pelo confronto empurrou tanta gente para seus estereótipos, é hora de atrair quem quer trabalhar para o bem comum.
Antigos governantes se dividiam em dois grupos. Ou eram os que atribuíam toda a violência a questões sociais, e aí citavam Marx e as lutas de classe para dizer que o bandido não passava de uma vítima da exploração capitalista. Ou eram os governantes que achavam que com o fuzil na mão e a disposição de luta, na base da guerra e da morte, matariam os bandidos e resolveriam a segurança. Nem lá nem cá. Conflito não se resolve assim.
Hoje temos a impressão de que existem duas polícias diferentes: a dos praças e a dos oficiais. Quem faz a PM são os cabos e soldados, os sargentos e os novos oficiais que estão nas ruas. Os postos e graduações definem as obrigações de cada um, mas todos temos a mesma responsabilidade. Temos que mudar isso, pois somos uma corporação só.
Na verdade, nada tenho contra a ressocialização de criminosos que tenham acertado suas contas com a Justiça. Creio ser uma necessidade, principalmente em um país marcado pela desigualdade e por um passado em que a violência armada gerou uma subcultura do narcotráfico. Sim, é preciso dar uma segunda chance. E uma segunda chance que não dê abertura para uma terceira chance.
Os conflitos significam o produto da herança histórica que perdurará por um tempo até não mais existir. Mais do que quadrilhas as facções se tornaram uma espécie de uma subnação e um subestado criminoso, com subexércitos, subeconomia e microterritórios. Vencer isso tudo é difícil porque há identidade coletiva adquirida, e não se consegue destruindo, mas descontruindo, o que leva tempo.
O Complexo do Alemão além de Quartel General da maior facção era também seu altar de crenças. Os traficantes julgavam-se a salvo de uma retomada ali, ainda que seus "satélites" caíssem. Quando o seu "sol" foi tomado eles souberam que o império se findara. O modelo coletivizado do crime pelas facções só voltará a acontecer se o poder público permitir, Eu penso que a população nunca mais permitirá. Ao menor sinal de um recrudescimento a cobrança seria imediata.
A mera destruição física dos traficantes como aconteceu por anos, proporcionada por estratégias que privilegiavam visões extremistas, não deu resultados positivos promotores de tranquilidade pública e paz social, como não poderiam dar. Verdadeiramente só serviu para gerar uma espiral de ódio entre a população pobre e as forças policiais, fenômeno facilmente compreendido na medida em que os favelados viam seus filhos morrerem pelas mãos do Estado, e as forças policiais viam, igualmente, os seus integrantes tombarem pelas armas do tráfico.
Essas coletividades criminosas nutrem ódios irreconciliáveis. Já se mataram e praticaram toda sorte de violência umas contra as outras: mutilações, tortura, todo tipo de horror que julgamos inconcebíveis no nosso tempo. As facções se utilizam da violência para fins diversos, desde a mera satisfação de pulsões de morte, não refreadas pela ausência da intuição punitiva (individualmente até intuída, mas coletivamente crida improvável), às celebrações para mudança de status de seus iniciados, como os batismos-testes de "coragem" imolando inimigos e outros alvos indicados pelas lideranças.
Devemos desmascarar a impropriedade desses comentaristas autodeclarados “especialistas em segurança pública”, sempre a espreita de escândalos e crises, como urubus a procura de coisa pútrida; esses “policiólogos” abstêmios da práxis policial por inaptidão ou medo, que jamais ombrearam com sua tropa em momentos de dificuldades, quando a carne se torna alvo potencial para o fogo dos fuzis e estilhaços de granadas criminosas. Néscios, ainda assim alardeiam-se legítimos desconstrutores de edifícios construídos com suor e sangue honrados.
O perigo enfrentado por nossos companheiros é de tal ordem, que somente a banalização da própria vida, com a naturalização radical da morte em serviço, pode nos fornecer pistas de como eles, por força de suas posições hierárquicas Sargentos, Cabos e Soldados, os cumpridores desses serviços, podem ignorar sentimentos de autopreservação e juízo de risco, para exercer a mais arriscada atividade policial do país.
O professor não pode falar sobre sexo em sala de aula, mesmo que aja extrema necessidade, pois é tachado de sexualizador. Talvez a educação sexual desejada esteja nas novelas. Todo mundo assiste às mídias com contentamento, o problema é que os Alunos tolos de formação evangélica que se acham sabidos demais usam o tema para impor sua fé, pais que devem à sociedade escondem-se atrás do puritanismo fingido, sacrificando a transversalidade da educação. A direção da escola não se impõe, aí sofre as consequências. Morre de medo de perder o cliente sem qualidade. Pois, Para o medo não tem regras.
"Você tem medo?", ela perguntou um dia. "Do que?" eu respondi. "É que às vezes eu tenho medo, assim antes de dormir. Da morte, da vida... sei lá. É que é tanta coisa, não é?" Eu não disse nada e nós dormimos olhando o teto, as duas de olhos arregalados, assustadas sabe-se lá por quê.
Queria ter podido lhe dar boa-noite. Queria ter podido te levar ao primeiro dia de aula. Queria estar presente para poder lhe ensinar piano. Queria ter podido dizer para não ir atrás do garoto. Ter podido abraçar você numa hora de dor. Queria ter podido ser seu pai. Nada que eu fizer vai poder substituir isso.
Ouça bem tristeza, mas contenha as lágrimas. Ainda que tenha sido minha amiga e companheira quando muitos esqueceram de mim e o mundo resolveu me ensinar duramente grandes lições de vida, além daquelas velhas razões de sempre, felizmente não é a sua fria e lógica argumentação que irá guiar meu coraçãozinho daqui por diante. Quero relembrar das coisas boas, das gargalhadas intermináveis, dos abraços apertados, dos momentos que vivi, quero ver a vida por outros olhos, que não os seus. Tenho que te dizer tristeza, é uma pena, mas você não é engraçada, não tem senso de humor e não posso continuar à mercê de você, pois eu sei que nunca irá mudar, isso não está me fazendo bem, minha imunidade fica baixa, isso não é bom. Pensei bastante pra tomar esta decisão, eu não sabia como, mas encontrei uma maneira de te falar, sem doce e bem direta te peço: Vá resolver as suas broncas em outro coraçãozinho, porque o meu, neste momento está fechado pra você. Me desculpa, mas vai logo tristeza, vai embora... Não fique assim, não estou sendo ingrata, te agradeço por ter sido tão amiga quando me senti só, mas não iremos nos entender mais, minha linguagem agora é ALEGRIA e sei que você não entenderia, além do mais ultimamente não estamos nos entendendo bem mesmo. De qualquer jeito, sei que estou ligada a você, de uma forma ou de outra pelo resto da vida. Mas por hora, te peço: Me deixe em paz e vá embora, a solidão te espera lá fora.
AMOR:A MAIOR FORÇA DO MUNDO
O mundo é realmente lindo, habitável e fraterno quando for visto pelos olhos do amoir.
Há uma década, os homens inventaram uma nave maravilhosa que os transportou até a lua. Fabricaram depois outras naves que continuam percorrendo os espaços siderais e seguirão além da nossa galáxia. Os homens inventaram milhões de coisas mirabolantes, como por exemplo, os sofisticados computadores, os satélites artificiais, assim por diante.
Mas, a invenção mais estupeda foi o amor.
O amor é a razão de ser da existência humana e da existência do mundo.
Você foi imaginado por amor, nasceu por amor e vive por amor e no amor.O amor é a substância vital da sua existência.
A sua vida, cada passo, cada respiração, cada gesto tem maior ou menor sentido de acordo com a densidade de amor existente em você.
Quando você tem o coração iluminado, aquecido e colorido pelo amor, o mundo é lindo, é um milagre maravilhoso que se renova em cada coisa a cada momento.
Quem ama, sente a poesia do entardecer, a nostalgia profunda de uma garça pousada à beira de um lago; sente a emoção misteriosa de uma noite de luar a estender résteas de prata pelos telhados, pelas árvores e pelos rios; sente a grandeza majestosa das montanhas erguidas para o céu em silenciosa oração; quem ama, enfim, sente a vida e vive-a em toda a sua plenitude.
