Texto sobre Espera
O Brasil se choca com o sonho de quem espera por um futuro que valha a pena... E todo e em qual quer que seja o caminho a escolha sempre será confusa, esperando o inicio pelo filtro...
Desenrole o fio de cobre ascendendo as ideias pelo avesso que o dialeto xingou em línguas estranhas para variar o idioma;
Tua espera não será em vão e os teus anseios não serão banalizados de forma desinteressada que desonre a tua honra de mulher serena que és...
Durma em seus anseios para fortalecer o teu coração que eu estou mais próximo do que você imagina;
Deixa que te cubras com o meu corpo que te aquecerá com os devidos carinhos...
Não pense na convicção com alguma incerteza
Pois a desilusão espera o seu quase
Para que o seu talvez se transforme
Em uma frustração;
Saiba ter boas escolhas para que
As oportunidades não fujam
E não se dê por satisfeito;
Não acredite na distância, mas sim nos seus sentimentos...
Existente-mente a paixão queima com alguma razão
O amor ensandece por certo motivo;
Todo coração tem um pouco de preconceito, comparando o estado físico e o estado sentimental;
Esperando em silêncio a falta de gosto que transpareça o meu saber que assim você me olha com a penalidade de um qual quer;
Pago tudo que devo a vida e meus pecados acerto com o meu linguajar romântico que exalta minha dignidade;
Nossa amizade gozará de nova sorte que nos espera no fluxo do caminho da vida e por tudo que nós passamos temos que nos considerarmos vencedor;
Pedi para que você tenha o melhor que você sempre sonhou, pois todos nós nascemos para vivermos o melhor da vida;
O desculpar é nobre e o perdoar é divino que branda o espirito e nos dignifica, O homem é o que é com as devidas sinceridades que o honra;
Amigo se não pudermos contar um com o outro seremos fadados a viver com o silêncio da tristeza;
durante muito tempo meu coração espera o momento que o transbordará com detalhes importantes para mim;
Eu permito mudar quando eu não vejo no reflexo dos seus olhos minhas incertezas;
Com você eu fico frágil para enxergar o que se torna perecível, pois eu te apavoro, mas eu não posso te enfrentar com minha cabeça confusa;
Nunca esperei no meu tempo os meus sentimentos, mas mesmo eu aprendi que não se espera e sim com determinação pegar o que te pertence por direito;
O mundo julga quem tem sentimentos, com zombaria a quem tem poesias entre as veias;
Mas vivendo nesse mundo com imensa alegria não custa nada, e se faz resposta da hipocrisia;
Acenderá alguma ponta de esperança, mesmo de onde não se espera um certo amor inigualável que erguerá a bandeira do sentimento;
Enquanto isso meu coração não deixa se extinguir a chama que queima e não se ver alimentando a esperança;
Sem a obrigação das ideias que se perde ou ganhe para deixar de lado as coisas fúteis;
imagino o que nos espera em um futuro tão próximo pedindo para que nós possamos pular de olhos fechados em um sentimento;
Minha amiga, minha namorada e meu porto seguro gostaria de está ao teu lado para juntos vivermos a paixão que desatina nossa compreensão;
Seus olhos são tentação ao meu corpo e sua boca envolve meu líbido sem noção;
Aprendi que a espera também é um exercício para o coração, esperar a hora certa do amor acontecer;
Aprendi que a família é a estrutura de toda base e que devo confiar em poucos para que eu possa ver a sinceridade diante da minha vida sempre;
Me amar é sempre a melhor opção para se seguir em qualquer circunstância e que os meus dias melhores só dependem de mim mesmo;
Aprendi que nem tudo é o que parece ser, nem tudo vale a pena e a minha felicidade não é impossível de acontecer, pois não depende de você;
Disputando o fim que nunca chega! Mesmo me vendo no seu lugar o vazio sempre me espera tendo a expectativa de me levar pelos braços;
Você ainda pode ver o que tanto me aflige por entre minhas promessas de não te abandonar e te fazer digna nas palavras;
Sem explicações o meu amor é seu sem mais palavras para se desculpar de um passado tolo e sem razão;
O arvoredo do monte é a beleza natural de um sentimento real que espera uma suave brisa no rosto;
Com o gosto adocicado de um amor de chocolate envolvendo prazer e desejos juntos em um só;
Buscando no intimo um sangue quente que resulte na realização extensa de um único sentimento... ”O amor”;
Vivo a espera de viver uma história com você, mesmo sabendo que ninguém mais entende um amor ou um sentimento verdadeiro;
Meus sorrisos brotam em meu rosto ao ver que pelo menos você se importa com o que meu coração fala;
As melodias da vida ainda chegam como um raio de sol, em um beijo ou um afago que se transformam em vontade de tirar a roupa e viver um amor;
Hoje o dia amanheceu em festa, os anjos estão muito ocupados, pois a muito tempo estavam à espera;
Mas hoje essa espera termina, então desejo felicidades e um dia de muita alegria!
Essa foi a forma que encontrei para te homenagear... Que o amor, a paz e a saúde possam te presentear... Meus parabéns;
O Soldado à Espera de Seu Rei
A janela permanecia aberta, por sua fenda quadrada, ele continuava a observar o mundo lá fora.
“Muitos anos passaram, desde então, tolos fizeram suas falsas profecias, outros continuaram vivendo em seus próprios interesses, outros ainda, afogando-se no cálice de seus próprios pecados, rejeitaram o Rei”, o soldado pensava consigo mesmo.
O sol estava à levantar-se, os primeiros raios de luz beijavam o céu.
Ele continuava sem dormir, seus olhos pesavam como cargas de ferro.
“Eu não posso descansar nem por um instante, minha vigília deve continuar, um flash de momento perdido, e toda a minha vida perder-se-á, afinal, quem dorme se torna vulnerável aos inimigos”.
Abriu uma gaveta de um móvel simples de madeira, pegou um livro de capa velha, verde, abriu-o e começou a observar palavras, enquanto sua mão divagava em sua barba escura.
“Porque nos dias que antecederam ao Dilúvio, o povo levava a vida comendo e bebendo, casando-se e oferecendo-se em matrimônio, até o dia em que Noé entrou na arca, e as pessoas nem notaram, até que chegou o Dilúvio e levou a todos. Assim ocorrerá na vinda do Filho do Homem...”,ele fitava aqueles dizeres com temor profundo no coração.
Seus olhos voltaram-se a fenda da janela, todo o mundo continuava como sempre foi, lá fora, nada mudava, corações como montanhas prevaleciam, alguns de carne continuavam em busca de algo maior, algo transcendente.
“Eu não posso voltar a dormir, eu continuo em minha grande e profunda espera, não posso parar ou descansar, sem retroceder ou olhar para trás, senão nunca se agradarás de mim; mantenha os meus olhos despertos em você mesmo, meu Rei, eis aqui um de seus soldados, neste caído campo de batalha, em sua espera, sempre nela, toda a minha esperança está no seu retorno e reinado, no dia em que a sua mão enxugará a lágrima em minha face e a justiça e honra prevalecerão como duas colunas eternas...
No jogo das nações, o capital impera,
Na busca alucinante pelo lucro que hoje se espera.
Riquezas são cobiçadas, terras são tomadas, e nas entranhas do sistema, a guerra é forjada.
Onde os interesses econômicos ditam o caminho, o povo sofre calado e sozinho.
Indústrias bélicas prosperam, alimentadas pela ganância, enquanto corações partidos se acumulam a distância.
A competição voraz, a busca pelo poder,
Leva civis alienados a se enfrentar, mesmo sem querer.
Em nome do mercado, vidas são sacrificadas, e o ciclo vicioso da guerra nunca é questionada.
Mas quebrar as correntes do capital, é possível sim, escolher o caminho da paz, um futuro de amor humano enfim.
Perturbação
Eis que se abriu a primeira cortina
Nada vi naquele palco
Fiquei a espera e observando
O velho tecido que não sacudia.
Eis que se abriu a outra cortina
E nada vi naquele palco
Escutava a música de fundo
Inalando o mofo que ali envolvia.
Eis que se abriu a terceira cortina
Nada vi naquele palco
Um zum zum zum acontecia na plateia,
Reduzi-me a ler o encarte da peça de teatro.
Eis que se abriu a última cortina
Novamente, nada vi naquele palco,
Agora havia um silêncio aterrorizante
Mas era esta, a peça no teatro.
TELEFONE (03/2001)
Estou escravizada
Por este aparelho maldito,
Fico constantemente a espera
Que ele me chame do longínquo lugar.
Aquele toque lusitano
Que só eu sei decifrar.
O som mais lindo que já pude ouvir em minha vida,
Sem instrumentos, mas é uma verdadeira sinfonia
Que me faz delirar.
Os prazeres já me tocam
Quando em seu visor maloca
O número além mar.
A prata da voz que sussurra do outro lado,
Transforma em ouro o meu coração.
É uma magia este som de notas poucas
Que atinge um grau de maestria
E transforma-se em melodia
E quando silencia me faz chorar.
COMPREENSÃO
A rua onde nasci era larga e extensa de vozes.
Nela havia uma velha casa de espera e de descobertas.
Minha mãe me ensinava a brincar de ver.
Ficava ao meu lado e com suas mãos me entregava seus olhos.
Dizia-me: O que vens?
Eu menino, com zeloso brio elaborava narrativas não aparentes.
As vezes via um pássaro falando com o vento.
Ora, era um arco-íris despontando no anoitecer.
E até eu voava, buscando palavras com asas.
Lembro-me quando lhe disse:
- Estou vendo uma dança no céu.
E ela pediu-me para tomar cuidado com os instrumentos, marcar os passos, ouvir a sinfonia.
E asseverou: Veras na vida aparências e essências.
Mas não tenha receio de vislumbrar.
No fim o que fica é o que se olha para dentro.
Antes de saber ler e escrever compreendi a ver poesia.
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas
Enquanto Você Foge, a Vida Espera
Autoria: Diane Leite
Ele acorda todos os dias com aquele peso invisível no peito. Não é cansaço. Não é preguiça. É aquela sensação que escorre pelo corpo como um arrepio contido — como se algo dentro dele gritasse e ninguém mais pudesse ouvir. Ninguém. Nem ele mesmo.
Às vezes ele pensa que não nasceu pra isso. Seja lá o que "isso" for. O trabalho, o amor, o sucesso. Vê o mundo girar e se sente parado, como se estivesse sempre dois passos atrás da própria vida. Não falta inteligência. Nem capacidade. Falta algo que não se compra, não se ensina. Falta coragem.
A verdade — aquela que a gente evita encarar no espelho — é que ele nunca tentou de verdade. Nunca foi até o fim. Sempre parou um pouco antes. Sempre arrumou uma desculpa bonita, embalada em dor antiga. E toda dor antiga vira muleta quando a gente tem medo de voar.
Mas um dia, sem explicação, algo muda. Não é grito. Nem revolução. É leve — como brisa que entra pela janela num fim de tarde. Uma calma estranha toma conta. Uma certeza que não vem da razão, mas do corpo. Ele sente. Sente que não precisa mais se provar. Que não precisa mais carregar o que não é seu.
Ele não quer mais lutar contra si. Quer dançar com a própria essência.
Então começa a escolher diferente. Começa a dizer "sim" para o que vibra. Para o que arrepia. Para o que dá paz. E cada escolha certa traz um detalhe bonito da vida: um encontro, um sorriso, um silêncio que acolhe. Coisas simples. Mas cheias de verdade.
Ele começa a se reconhecer. Começa a se gostar. E pela primeira vez, começa a se amar.
Não é sobre vencer. É sobre viver com sentido.
Não é sobre ser perfeito. É sobre ser inteiro.
Porque quando a gente para de fugir de quem é… o mundo começa a correr na nossa direção.
Você não veio pra sobreviver.
Você veio pra florescer.
Autoria: Diane Leite
