Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Texto sobre Água

Cerca de 2028 texto Água Texto sobre

''se o peixe sair da água para dizer que o crocodilo está doente acredite''


Essa frase é um provérbio africano, especialmente iorubá, que significa que quando alguém de uma posição inferior ou inesperada (o peixe) te avisa sobre um perigo ou problema que afeta alguém poderoso ou que você considera invencível (o crocodilo), você deve prestar atenção e acreditar, pois é um sinal de que a situação é séria e a ameaça é real. O provérbio ressalta que até os mais fortes podem ter fraquezas, e a verdade pode vir de fontes improváveis.
Peixe: Representa os mais fracos, as pessoas comuns, ou quem não deveria ter conhecimento sobre os problemas de quem está "acima".
Crocodilo: Simboliza o poderoso, o forte, ou a situação que parece estável e imune a problemas.
A água: Simboliza a superfície, a vida como ela parece, enquanto as profundezas guardam os perigos reais.
Em resumo: Acredite nos avisos, mesmo que venham de quem você menos espera, pois eles podem revelar uma verdade oculta sobre um perigo que está por vir.

Entre Sombras e Estrelas -Escorpião


Nasce sob véu de mistério,
o filho da água profunda,
com olhar que invade a alma
e silêncio que tudo inunda.


Escorpião, de fogo frio,
intenso como mar em fúria,
é amor que arde em segredo,
é vingança vestida de ternura.


Virtudes brotam em seu peito:
lealdade que não se quebra,
coragem que enfrenta abismos,
intuição que nunca erra.
Ama com força desmedida,
protege como leão em guarda,
é amigo de palavra rara,
mas quando entrega, é espada.


Porém, carrega defeitos —
ciúmes que cortam como navalha,
orgulho que não se curva,
desconfiança que não falha.
Rancores guardados a sete chaves,
como veneno de serpente,
e o dom de ferir com verdades
que ninguém diz de repente.


É intenso, é contraditório,
é cura e também veneno,
é silêncio que grita alto,
é doce e é obsceno.


Escorpião: signo de extremos,
de luz e sombra entrelaçados.
Ama fundo, odeia forte —
mas jamais passa despercebido.

Sou forte
Sou forte, mais que a rocha que a água desgasta,
mais que o ferro que o fogo consome,
mais que o fogo que a água apaga.


Mas dentro de mim existe um peso,
um silêncio que muitos não entendem,
chamam de frescura aquilo que é dor.


Eu só quero a calma na alma,
o sossego de viver em paz,
sem precisar provar minha força ao mundo.


— Aden Brito

A poesia precisa do poeta para pega-la
com palavras
como a água precisa de algo
para conte-la,
se não fosse a tinta da caneta
a poesia seria desperdiçada
despalavrada no não
e não declamada
saciando o imaginar
que pede conclusão
contida em cada letra
preciosa em um poema
é só vim e pegar um declamar
e ser

Aprendi a conviver com a ausência
como quem aprende a respirar debaixo d’água.
No começo doeu,
os pulmões queimavam de lembrança,
mas depois o corpo se acostuma
a viver com menos ar,
com menos riso,
com menos você.


Às vezes ainda emergem memórias
como bolhas —
estouram rápido,
mas deixam o peito pesado
por horas.

O sucesso.

Ser-se de sucesso, é sentir-se uma tsunami numa pocinha de água na estrada da vida.
Contido,sem alarde e com a respectiva humildade no bolso.
Para quem for bocejado pelo sucesso,e não importa que sucesso seja,não se deve tornar numa especie de Concorde.
Porque até o Concorde caiu e o Titanic afundou.

Às cinco, o verão despejou seu alívio breve
em fios de água densa, cortando o ar quente.
Um banho de frescor, um instante de sono
que a tarde cansada guardava em sua mente.

Às seis, o silêncio molhado se instalou.
O mar parou em tons de chumbo e de segredo,
como um pensamento pesado, refletindo
o céu que agora era doce, era rosa, era medo.

Que mistério é esse, que a chuva nos deixa?
O temporal passa rápido como um susto,
e no rastro da água, uma cor surpreende:
o horizonte pintado num tom quase injusto.

Rosa sobre o cinza, suavidade sobre peso,
a luz brinca com a sombra que a chuva trouxe.
É o contraste que ensina: após o aguaceiro,
o mundo respira diferente, mais largo, mais doce.

E nós, que testemunhamos a rápida mudança,
guardamos na memória este encontro de cores:
o mar grave e calmo, o céu tênue e terno,
unidos no crepúsculo, como dois amadores

da beleza passageira, que a chuva provoca
e que a luz do ocaso transforma em poesia.
É um momento só, um suspiro da natureza,
que fica na alma, mesmo quando o dia termina.

O Caminho da Água
​Sem alarde, sem voz, sem dura briga,
A água busca a senda, a trilha amiga.
Não quebra a rocha com furor ou pressa,
Mas beija a pedra, e mansa, atravessa.
​No silêncio da terra, ela se infiltra,
A paciência em cada gota filtra.
Não luta contra o monte ou o paredão,
Contorna a curva, muda a direção.
​De gole em gole, enche o vão profundo,
De pouco em pouco, ela refaz o mundo.
Onde era seco, a vida faz brotar,
Sem impor força, só a de continuar.
​Assim na vida, flui a lição serena:
A força bruta é gasta, se envenena.
Mas a constância, mansa e resoluta,
Encontra o mar, vencendo a disputa.
​Seja como a água, siga seu destino,
Com calma e graça, sábio e cristalino.
Pois no final, sem ter que combater,
É o fluxo suave que tem o poder.

Água e o fogo


O mundo pode temer o encontro do fogo e da água, mas você nasceu da floresta que dança com a chama.
Enquanto o Rato foge do Cavalo,
você cavalga com ele,não para fugir da sombra,mas para iluminar os caminhos que só os bravos atravessam.
Seu Tigre sabe:
o verdadeiro fogo não consome, ele
transforma o que já está morto em semente.

CARRINHO D’ÁGUA
Saudades daquele carrinho de feira cheio de garrafas pet vazias, passando rumo a mina d’água, fazendo barulho nas pedras do asfalto ou nos desníveis das calçadas e ao retornar, vinha fazendo inhac, inhec, inhac, inhec, com o peso da água que enchia todas as garrafas. E era uma alegria quando criança, ir buscar água, colocar mais de uma garrafa ou galão para encher ao mesmo tempo sobre as torneiras, era tão bom que de vez em quando se formava até fila.
Que sede!
E era assim na minha casa e em quase todas as casas do bairro e da cidade, água só se for da mina, e que alegria!
Hoje passo naquela velha mina que um dia bebi muita água e o que sobrou, apenas paredes pixadas, torneiras que não abrem mais, cheiro de urina, bitucas de cigarros, um enorme descaso, o que trazia tanta alegria, vida e saúde se tornou um lugar feio, sujo e insalubre.
Agora a água chega na porta de casa em um galão e não é mais carrinho de feira, muito menos está vindo da mina, vem da distribuidora, entregue por um entregador, que entra em sua casa, coloca o galão em um filtro e cobra um valor... Que calor!
Criança e adolescente nos dias de hoje, deixaram morrer esse velho costume, os pais não ensinaram, o vizinho não explicou... Que saudades do meu avô!
Esse, na ponta da língua tinha a rima, “se for beber água, só se for água de mina!” Que sina!
Ir para escola era muito bom e uma alegria a hora do recreio, tinha diversas conversas, amizades, brincadeiras, e em todas, eu estava no meio.
Depois da aula, tudo continuava na pracinha, era pic esconde, pega pega, burica e amarelinha, carrinho de rolemã, patins, bicicleta, skate e pular corda.
Hoje é computador, celular, videogames e o resto fora de moda.
Era café da manhã com pão, almoço arroz feijão e ovo e o mesmo na janta, agora é lanche do Mac, pizza, refrigerante, doce e outra coisa não adianta.
Todas nossas atividades era um exercício e todos exerciam, andava descalço, sujava a roupa e tomar banho na chuva era rotina, agora é ar-condicionado embaixo do telhado bem protegido, só levanta para ir ao banheiro, banho nem de chuveiro, só sedentarismo.
Te pergunto o que fazer, virou até seriado de TV, pessoas que não param de comer e com o garfo tem um compromisso, isso não é coisa do meu tempo, onde faltava até o sustento, em plena fase de crescimento e com saúde até hoje estamos vivos.
Hoje está tudo diferente, todos se dizem tão inteligentes e sabem se cuidar, para cada dor um comprimido, na internet milhões de amigos, doença é não ter celular...
De casa não sai, não importa aonde vai, pois quando chega já vai perguntar, qual a senha do Wifi? Se não tem, a gente já vai, é assim em todo lugar
Não me perdi, mas o mundo se encontra perdido, muitos ouvem, mas não dão ouvidos, estão correndo grande perigo dentro da internet.
Já não sabem o que fazer, mudou o jeito de falar e de escrever, é para mim e para você, esse mundo de marionetes!

PROMESSAS NA ENXURRADA
Olhei para o céu e vi uma imensa nuvem escura e dela começou a cair água cristalina;
Olhei de novo o céu e os relâmpagos cruzavam fogo com os raios resplandecendo sua luz em meio a escuridão
Novamente olhei para o céu, a chuva caia continuamente e dos céus as nuvens gritavam feito trovão
Trovão este que ensurdecia os que podiam ouvir e tremiam o peito dos surdos e, como se fosse a fúria da natureza, começou uma tempestade de vento, a chuva já não era mais cristalina, os relâmpagos já não tinham luz e os trovões faziam menos som que o desespero daquela gente
Quem não andava aprendeu a correr, olha o que o desespero faz com quem não quer morrer, a estrada se fechou com a lama na TV, o congestionamento faz um grande drama, e que fama
A chuva que lavava as calçadas para economizar um pouco d’água, hoje não enche nem uma bacia e as pessoas se tornavam cada dia mais vazias, querendo salvar o mundo até 2030 vendendo mais e mais hipocrisia.
E as dívidas, queimando mais que sol no deserto, nas prateleiras da cozinha, só o fundo de concreto de 4 em 4 anos eles aparecem e dizem que isso não é certo, você dá o seu voto pensando ser o correto .... Que bobeira ajudar alguém tão esperto!
Às vezes pensando no que fazer, qualquer bobeira pode ser, se deixa levar pelo que se vê, a fome é inimiga de quem não tem o que comer, não faz pergunta porque não sabe ler, mas corre de quem sabe escrever
E seus panfletos na calçada foram levados pela enxurrada, feito promessas que não valem nada e eu trabalhando com uma velha enxada, em meio a tempestade ou sol na cara.... Essa é uma ferida que no Brasil não sara!!!

BARQUINHO FURADO
Corrente d’agua que não prende, pelo contrário, anda livre seus caminhos, e assim, vai se unindo de pouquinho em pouquinho, sem sequer fazer emenda.
Ah corrente d’água, qual a direção, qual a parada?
Até quando vamos ser alvos de descargas de águas paradas?
Sujas, limpas, que seguem sua jornada!
Se quiser me prender, me prenda numa corrente d’água, pra eu dar risada, ver de novo toda a palhaçada que não aprisiona a sua mente e liberta dos políticos!
Eu disse que era um risco mexer com esse tipo de bicho, que come de tudo e não tem organismo... se der a mão pra você, te solta no abismo, na Evangélica é crente, na Macumba está presente e pede voto no Catolicismo...
Vivo sorrindo, o mundo é lindo... feio é enxergar mal, ver só o pouco se tornando um louco, repetindo tudo que já viu e ouviu por aí
Parece mentira, mas é real, ouvindo corrente banal, tipo pro “perreco e tchau”, e ninguém está partindo
Ah mundo louco, se essa corrente apertar, as águas vão secar e talvez a corrente se quebre e nada mais fique unido
Vai ser é sumiço! Sumiço disso, daquilo... morreu mais um coadjuvante por nome de Danilo... e o Francisco? Tá bem sequinho, ressecado por dentro e fora, quem vê, nem lágrima chora, pois também está desnutrido, e partindo...
A corrente boa na “lagoa”, puxando ou empurrando barco? Calma que deu embaraço, essa corrente parece um laço, já tô todo envolvido...
Queria saber ler o que as águas têm a dizer, talvez pra isso precisamos de um silêncio não só de boca, não só de ouvidos...
Precisamos silenciar no sentido de parar, feito fogo vou clarear, para que tudo fique entendido!
Até analfabeto vai ler, desentendido entender, as coisas que tenho escrito, vivido, e não é mito!
Queria uma corrente forte, ou fraca?
Sabe onde posso encontrar?
Depende de qual corrente quer comprar
Tem do preço pequenino e outros do tamanho da corrente do mar...
Que corrente é essa que não se atrasa, mas tem pressa e bate nas pedras, cheia de ódio com seus gritos!
Tudo isso põe a culpa no tempo e no vento, falando que fazem parte do tipo de corrente que usa no dia
Assim, a corrente se emenda num cordão doce e salgado, melhor tempero temperado
A temperatura talvez tenha esquentado, não é qualquer encontro, uma não prende a outra, não se faz cadeado, passou aqui, mas não é passado, continua presente mesmo sendo parte do início, desde onde tudo foi gerado!
Sumir nos dias de hoje tem um só culpado, que também escreve esse texto mudando de pensamento, pois vieram com o tempo e o vento e mudaram a correnteza ao qual estava o barquinho furado da minha vida!!!!

⁠Por que guardar a dor, o luto, a mágoa?
Se o amor partiu, levou também a água
Que regava o jardim do nosso sonho vão.
Agora só há terra seca e solidão.
O coração, ferido, pulsa em câmara lenta,
Lembrando cada toque, a chama, a tormenta.
Mas o que foi, findou. Não volta a ser, jamais.
Deixe o tempo levar, para que haja paz.

VERDADE DE UM DESASTRE
Um dia me disseram que a água nunca iria acabar, e é verdade, só esqueceram de avisar que essa água era a água do mar!
A pergunta que ninguém ouviu, onde está essa estrada que era um grande rio? Era tão cheio, mas tão cheio, que de repente tornou-se vazio e ninguém mais o viu, a resposta que dão é que simplesmente tudo sumiu.
Mas não pode faltar água na caixa d’água, senão as pessoas ficam encanadas, dizem que é seu direito e se tornam bravas, está tudo sujo e precisam lavar as calçadas, desperdiçam nossa água doce como se fosse um nada, que não se acaba, estão todas essas pessoas muito erradas.
E o céu que suas cores eram brancas e azuis, também se tornou preto de dia de tanto urubu, e estão apenas fazendo sua parte, pois se tornou uma grande carniça todo esse desastre.
As nuvens não se fecham mais, o céu e a terra se abrem, o que antes era certeza, hoje é um talvez quem sabe... e até quando vamos viver tudo isso? Talvez até que os dias se acabem...
Os animais já não têm mais moradia, se encontram cobras dentro de casa, embaixo da bacia, sem direito algum sofrem grande covardia, mais um bicho morto, mais um bicho sem vida....
E a grande caçada é pela solução, ser humano no lugar dos pés arranca com as mãos, não sabe onde é a lata de lixo, joga tudo pelo ar um grande perigo e isso tudo tem poluído, o que só se aumenta e não tem diminuído... por favor inventem um remédio logo para tudo isso e que seja logo distribuído, em vacinas, doses e em grandes comprimidos.
Quero ver esse mundo de novo com mais água e um inverno frio, quero que as pessoas se esvaziem do mal e possam encher os rios, que entendam que agora já é tarde e amanhã será tardio;
Espero que eu e você façamos nossa parte, ajudar sempre foi obra de arte, que assim tudo mude, tudo se encaixe e eu possa mudar de assunto que não seja desastre uma verdade que invade de forma covarde.

BRASIL OU SAARA???
Como era belo... toda aquela água no horizonte, onde se tinha abundância de vida, longe da fome, todos pescavam comiam, bebiam, para tudo era fonte, hoje é só terra, miséria e a água se esconde, por onde?
Um lugar difícil até de se atravessar de barco, nada sobrou, está tão seco que se anda até de carro, onde era tanta água não se tem nem barro...
Quem fez tudo isso se diz estar preocupado, mas nada tem feito para mudar esse grande fato.... que pecado!!!
Cadê aquele menininho? Chamado ribeirinho, se perdeu no seu caminho, tentando pescar um só peixinho, que não vai comer sozinho, em casa com fome espera 3 irmãozinhos, que quando crescerem, se crescerem não saberão o que é pescar... vivem a chorar.
Aqui, o que tenho feito por todo momento, é pedir para Deus diminuir esse sofrimento, não é só os peixes, animais e humanos que estão morrendo, mas o planeta todo está se equivocando, com meus próprios olhos isso estou vendo, não é algo passageiro, é o novo tempo e oro pra tudo isso logo mudar... e salvar.
No Brasil ainda não sabe o que está errado nem certo, olha o que fizeram na Amazônia, um grande deserto, é algo que não queria ver, mas eu enxergo, diziam que isso nunca iria acontecer, não estavam corretos.
Algo que parece estar longe, cuidado, pode estar perto.
A pergunta é: O QUE FAZER? Nessa eu me pego, e a resposta eu sei e não me nego, é só parar de fazer o errado e agir pelo certo, assim espero!!!

Rapidinho ali a água ferveu, e fui coar um café.
Enquanto o pó descia pelo filtro, meus pensamentos subiam em espiral, misturados com o aroma do café fresco.


Caramba… a semana voou!
Nem vi passar, e já é sexta.
Que dia feio, chato… tomara que não chova.
Será que amanhã faz sol?


O final do ano já piscando na esquina…
Os dias estão passando rápido demais.


Nossa, preciso voltar a correr… olha essa pochete!
O que será que minha amiga vai fazer hoje?
Será que eu desliguei o ferro de passar?
Preciso marcar a consulta com o endócrino.


Ah, preciso revisar minha agenda da semana que vem.. é o trabalho está ficando puxado.
Tomara que aquele evento de moto chegue logo… vai ser massa!


Aff, esqueci de responder à mensagem da minha mãe... dois dias já!
Como será que ela tá?


Putz, marquei drenagem mais tarde, vou colocar um alarme.
Ainda falta comprar o presente pro aniversário do meu afilhado domingo.
Não posso esquecer de pegar o vestido na lavanderia. Uma semana já!
Quando será que chega aquela minha encomenda da Shopee?


Acabou o sabonete líquido.
Preciso arrumar tempo pra ir ao mercado.
Quantos anos será que meu afilhado vai fazer?
Nove ou dez?
Meu Deus, parece que ele nasceu ontem!


Lembrei que hoje tenho reunião na primeira hora... não posso me atrasar.


Enquanto isso, o café terminava de coar:
calmo, paciente, no seu tempo...
o oposto de mim.


E foi aí que percebi:
talvez o café saiba de algo que a gente esqueceu.


Ele não se apressa,
não pula etapas,
não tenta resolver tudo de uma vez.


Só passa.
Quente, perfumado e presente.


Talvez a vida fosse mais leve se a gente aprendesse com o café:
filtrar o que importa, deixar o resto escorrer...
e aproveitar o aroma do agora.

Palavra de Essência


Eu sou feita de raiz e de água.
Piso firme na terra porque conheço a queda, e fluo porque aprendi que sentir não é fraqueza.


Trago no corpo as marcas do que perdi
e na alma a presença do que nunca partiu.
Dois amores vivem no invisível
e uma mãe caminha comigo em cada gesto de cuidado.


Nada se perdeu — tudo se transformou.
Sou mulher que já conheceu a escassez
e, ainda assim, escolheu amar com abundância.


Criei meus filhos com mãos cansadas e coração inteiro, e sigo criando caminhos para quem chega ferido.
Quando caio, não permaneço no chão.
Recolho a lição, endireito a coluna
e retorno mais forte, mais consciente, mais verdadeira.


Minha firmeza não grita — ela sustenta.
Sou casa para o choro
e companhia para a risada.
Sou conselho na dor
e presença na celebração.


Carrego leveza sem perder profundidade.
Minha espiritualidade nasce da terra molhada, das ervas maceradas, do fogo que não se apaga, da água que limpa e da lua que rege meus ciclos.
O sagrado vive em mim porque eu o reconheço em tudo.


Mesmo depois da dor, mantenho um romantismo incurável — não por ingenuidade, mas por escolha espiritual.
Acredito no amor como força que cura e sustenta.


Que minha caminhada siga protegida.
Que eu nunca esqueça quem sou
nem abandone a ternura que me mantém viva.
Que eu honre meus mortos, meus vivos e a mim mesma.


Eu sou Guardiã do Caminho.
Eu sou Mãe que Permanece.
Eu sou Raiz Antiga sob Lua viva.
E assim sigo.
Firme. Sensível. Inteira.

AINDA NÃO É O FIM.


Como o servo suspira por água,
a minha alma suspira por Ti.


Minhas lágrimas me sustentam, Senhor;
és o meu alimento,
pra não desistir.


Por que estás abatida,
ó minha alma,
dentro de mim?


Espera em Deus,
o socorro virá;
ainda não é o fim.


Lembro-me
de quem Tu és.


A minha alma, mesmo abatida,
sustenta a fé.


Direi ao Senhor:
Tu és a minha rocha,
e é esta rocha
que firma o meu pé.


Por que estás abatida,
ó minha alma,
dentro de mim?


Espera em Deus,
o socorro virá;
ainda não é o fim.

Quem sou eu?


Hoje sou a chama que não apaga
A estrela que mais brilha
Amanhã sou água que vaga
Apenas lanterna sem pilha


Sou horta sem praga,
Um verão na ilha
Sou um corte por adaga
Animal perdido na trilha


Eu sou a mudança que assusta
Sou a paixão carnal
E sou o amor que custa


Sou a alma imortal
Sou a fé que se reajusta
No fim serei a morte fatal.

Água Fria


Demétrio Sena - Magé


Teu silêncio me diz para manter distância;
parachoque nos passos esquivos e lentos;
a criança perdida numa feira-livre
passa dentro de mim como ventos do mar...
Meu carinho se fere sem soltar gemido,
serpenteio meus olhos enquanto prossegues,
depois fico espremido no velho abandono
de saber novamente; não foi desta vez...
Nada tenho a cobrar, não me deves um eco,
bebo a seco a cachaça desta solidão
que ninguém suprirá neste meu Alabama...
Tua calma gelada e teu olhar de rocha
tornam tudo sombrio, fazem se apagar
minha tocha de sonhos e de fé em gente...
... ... ...


Respeite autorias. É lei