Texto Romance
Em uma cidadezinha pacata se passava este romance.
Era o início do verão em Soledad, se passava da 00:00h, sem sono pela prova da faculdade do dia seguinte. Julieta resolve esperar o sono chegar entrando em um bate papo, só para conversar com alguém desconhecido e sem compromisso, como ja fizera outras vezes. Mas algo mudará seu futuro naquela madrugada.
Julieta era uma morena franzina, cabelos longos e pretos, olhos castanhos escuros. Universitaria e tinha 21 anos naquela época. Gostava de se distrair, de sair, de dançar e namorar. Estava soleira pois já tinha passado maus bocados em seu antigo relacionamento e prometera a si mesma nunca mais amar. Inocente, achava que isso seria possivel, mal sabe ela que naquela noite encontraria a dona dos seus olhos. Isso mesmo, DONA, Julieta era lésbica, havia assumido para sua família e tivera outros relacionamentos homoafetivos. Enfim.
Entrara em uma determinada sala e começara a conversar com as pessoas que lá estavam. Derepente chama a atenção de uma moça que morara na cidade vizinha. Começaram a conversar e se identificaram. Resolveram ter um pouco mais de privacidade e sair daquela sala cheia de estranhos que poderiam observar sua conversa, então trocaram endereços de email.
Julieta conhecera Clarisse, mulher mais velha e com filho. Clarisse era morena clara, cabelos medianos e cacheados, lábios grossos, olhos castanhos escuros, de baixa estatura. Fora casada há algum tempo e tivera um filho, fruto deste casamento. Filho este que Julieta conheceria depois do primeiro encontro com Clarisse que aconteceria no ultimo mês do ano. Depois de algumas horas no msn trocaram números de celular e desde então começaram a conversar. Julieta que prometera nunca mais se apaixonar, já estarava envolvida desde o primeiro "oi".
Depois de dias de conversas, Julieta resolve dizer à Clarisse estar interessada em uma moça a qual não vira muito (nunca pessoalmente), mas que tivera medo de que essa moça deixasse de ser sua amiga e resolvera preservar a amizade guardando tudo para si mesma. Ato falho, Clarisse sabia que Julieta falava dela, então começou a estimulá-la a falar para a dita"moça" sobre seus sentimentos. Julieta então se declara e logo depois confessa que prometera a si mesma não querer mais amar ninguém, mas ela chegara devagar e conquistara seu amor por completo. Clarisse não era assumida, mas também se envolvera por Julieta e nasce assim um amor proibido e secreto.
Romance impossível
Eu tanto quis te amar
Palavras suaves eu queria te falar
Andar ao seu lado e lhe tocar
E com você sonhos doces sonhar
Sentir saudades sua e poder telefonar
Sabendo que do outro lado você está
Louca para me ouvir e falar
Que sem o meu amor não consegue respirar
Mas a vida não é tão simples assim
E o sol não pode a lua amar
Nem as estrelas conquistar o mar
Sem a pena de se afogar
Meras formalidades querem nos separar
Problemas de ordem cultural e familiar
Sem a preocupação de uma chance me dar
Para mostrar que lá, eu também posso chegar
VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?
De chocolate quando estou na TPM;
Daquele romance proibido e os encontros secretos;
De quando vejo aquele lindo sem camisa, deitado na minha cama;
De ter as coxas da Ivete Sangalo;
De esganar as motos que me cortam pela direita ou que surgem do nada e avançam sem ao menos olhar;
De injustiça para os pobres e pretos e impunidade para os ricos, políticos, bandidos;
Da fome no mundo e dos que estão morrendo de fome neste momento, paradoxalmente minha geladeira está cheia de coisas gostosas e estou de dieta para baixar o colesterol;
De tanta violência anunciada nos jornais;
De programas que estimulam o lado mais obscuro do ser humano e são sucesso de público, principalmente entre os adolescentes;
De gente preguiçosa;
De ciúme exagerado;
De desculpa esfarrapada;
De quem tem inveja do sucesso alheio;
Dos incompetentes;
Dos nóias que matam e roubam sem nem ao menos saber o que estão fazendo;
Do desrespeito/intolerância com as mulheres, crianças, idosos e homossexuais;
De ser criança;
Do mar em dia ensolarado;
De ar-condicionado em dias quentes;
De um dia de princesa no salão;
De ganhar na loteria e realizar muitos desejos, ajudar os familiares e amigos;
De beijo de língua;
De viajar SEMPRE, de preferência com amigos bem queridos;
De conhecer os recantos de Paris com as dicas de Danusa Leão em seu livro “De malas prontas”;
De fazer mestrado;
De conhecer a vida e obra do maravilhoso José Saramago;
De saber de cor um poema de Drummond ou de Pessoa;
De ir a um cruzeiro com Roberto Carlos;
De assistir a um show da diva Maria Bethânia;
De rezar antes de dormir;
De ouvir conselhos quando se está em dúvida para uma decisão importante;
De chorar em final de novela ou em filme água com açúcar;
De férias;
De feriado;
De fim de semana;
De ter filhos e vê-los crescerem com saúde;
De ter um amor que valha a pena;
De dançar;
De cantarolar no trânsito ou no chuveiro;
De acender um incenso;
De picolé de limão;
De abraço apertado;
De receber elogios;
De dar o ombro pro amigo chorar;
De mãos dadas;
De soneca na rede;
De cafuné;
De massagem no pé;
Da vida simples no interior;
De ser honesto e ensinar isso às pessoas à sua volta;
De ser um BOM exemplo;
De escrever um livro no Facebook que tá bombando e colher os louros disso!
E você? Tem fome e sede de quê?
''Amor Importuno''
Romance funesto,
amo porém detesto,
rio mas não de felicidade,
e sim de nervoso,
arde tanto,
passando-se a sensação carbonizar o osso,
e quando tomamos conta,
estamos sendo entalado pelo ar do fogo,
fumaça, desgraça,
passamos tempos investindo em nossa morada,
para vir uma maré infortuna
e destruir-se vossa casa,
nesses momentos devemos ser espertos,
trocar nosso lar de lugar
pra uma certa distancia do mar
que não seja muito longe e nem muito perto.
Será que um dia vou viver um belo romance? .
Não um romance de filme, mas sim um real?
Será que ele vai gostar de mim, mesmo me faltando alguns parafusos?
Será que é um absurdo eu sonhar em ganhar um girassol?
Ou querer um papel escrito"quer namorar comigo" e ter as opções "sim e sim"?
Isso é muito clichê?
Eu tenho um romance
Um romance que não sei descrever
Ela me envolve
Me molda e me transforma
Nela eu sinto conforto
Com ela quero estar
Quanto mais eu desejo
Mais calho a desejar
Nas noites claras
Nos momentos triste
Ela sempre esteve lá
Minha amiga pra sempre
Minha companheira fiel
A quem me refiro?
Não a alguém
Mas a uma paixão
Esta é a musica
"escrevo versos de amor ..
escrevo estrelas luar e romance..
escrevo mil palavras e canções ..
mas o que esta escrito nas entrelinhas do meu coração é mais lindo que mil poemas de amor e todas as rosas do jardim do amor!!
Está escrito a fogo paixão e magia ...
marcado pelo brilho do seu olhar e o sorriso mais encantador que uma noite de luar pode me brindar..."
Versos entrelinhas e rosas.
Jeran Del'Luna - O Gitano
É engraçado, eu sempre acreditei numa vida cheia de romance.
Que felicidade era sentir aquele frio na barriga e depois a explosão de alegria ao simples poder tocar.
Mas com o passar dos dias e dos anos, esse frio na barriga foi passando, o desejo por romance desaparecendo.
E aí percebi que mudei tanto, que nem os contos de fadas me parecem mais tão verdadeiros.
E nesse tempo de tanta realidade, de pés tão fincados ao chão, a única esperança é que ainda possa existir alguém.
Um alguém capaz de me fazer voltar a sentir!
Onde anda o Romance?
Talvez no facebook, orkut, msn, ...?
Onde andam a Conquista, a Paquera, onde se esconderam meninas?
Mulheres romanticas? Meu Deus me lembro que em algum momento da minha vida eu conheci uma, mais qual era o nome dela mesmo?
Acabou; olhos nos olhos.
Acabou o encanto do brilho no olhar.
Onde está aquele sorriso terno, tímido, semi sem vergonha?
Agora só apenas sorrisos prontos, pelos perfis da rede.
Fotoshop..., meu Deus, quanta coisa artificial, quantos sentimentos artificiais.
O que são serestas mesmo?
Nossa e os luais..., cantavamos, bebiamos, beijavamos, ficavamos felizes, olhando para a lua, estrelas, ao infinito...
Será que acabou?
Onde será que se esconde?
Vampire Romance
Almas frias, olhos famintos
Aversão a toda e qualquer claridade
Que fazem de pessoas objetos ofuscados
E que então seguem sem saber onde estão indo
Nós enxergamos no escuro!
Somos estranhos, anti-sociais, claustrofóbicos e originais
Meu amor, vamos celebrar a nossa união
Venha, a marcha fúnebre já está tocando!
Entre deslizando sobre as sepulturas
Com seu longo vestido negro
E então a cerimônia se iniciará
O sacerdote declama em sua voz sepulcral
As passagens de um “hino” em latin
Inicia-se a união...
Venha meu amor, quero lamber e sugar as suas feridas
Quero sentir do mel ao pus!
Quero seu sangue sobre o meu corpo
Auto-flagelação, a nossa canção de ninar
Brincando com estiletes
Á luz da vela negra que chora em um vermelho rubro
Quero despi-la, a apreciar a tua palidez
Ver teu sangue correndo pelas suas veias saltadas
Suas pupilas dilatadas
Sua mente deslizando num labirinto entorpecido
Então a toco por dentro e sinto-a quente
E deslizo meus lábios por toda a sua pele gelada
Esvaecidos roxos!
É quando a majestade da madrugada cai sobre nós
Regendo maestricamente
O uivar, os gemidos e a agradável chegada de uma tempestade
E um brilho delirante na nossa deusa nublada
É a presença quase que ocultada pela tempestade
De um astro hipnotizante
Contrastando, deixando um tom de roxo
Refletindo quase que como um espelho o reflexo do inferno
Pelos cantos rastejamos...
Visões turvas, suor frio, músculos e órgão rígidos
E o espetáculo flui...
Uma alma só, dois corpos unidos
Crave suas unhas, grite, chore, sangre e corte-me!
Á beira de um aneurisma
Minha anêmica metade,
Sincronizadamente, tomamos posse um do outro
Almas frias
Mas que somente quando se encontram
Tornam-se quentes, a uma temperatura irreal
E então finalmente a fusão da origem a um único ser andrógino!
Após séculos,
Finalmente retornamos eternamente a nossa forma original.
O que é a verdade?
Não seria um romance proibido,
De dois amores que se escondem
Dos olhos públicos curiosos,
Para que se amem em secreto?
E que não foi capaz de escapar
Do anonimato, do segredo,
Revelando-se um escândalo?
E, muitas vezes, não seria a verdade
Senão uma desavergonhada escandalosa?
Não seria um espelho embaçado,
Que não reflete bem nossa face,
Mas, mesmo assim, permite-nos
Um vislumbre aproximado
De nossos rostos?
Ou nossa sombra pelas paredes,
Com seu desenho não tão exato,
Sem noção tridimensional,
Distorcendo-se à medida
Do movimento de nossos corpos
Ou da luz que nos ilumina...
Incapaz de nos representar
Como faz o pintor a um quadro.
Uma simplificada aproximação?
Não seria, senão, como um alvo
Para um arqueiro,
Onde as flechas são atiradas,
E tenta-se atingir
O mais perto do centro?
Uma narrativa que tenta ser
Tão próxima da realidade,
Como a flecha ao meio do alvo?
Não seria ela
Como as estrelas do céu
Que não podemos tocar,
Ser apenas desejosos disso?
Não seria a verdade
Como o corpo de uma mulher casada
Que pertence a outro homem
E nunca poderemos tocar,
Nem nos mais ambiciosos sonhos?
Não seria, então,
Como o troféu de um esporte,
Tal como os gregos amavam praticar,
Que exige um treinamento rigoroso,
E a cada falha, procura-se evolução,
Até conquistar o resultado?
Não seria a verdade
As ideias que vagam
O pensamento dos loucos,
Um sonho dentro de nossas mentes,
Inventada pelos neurônios?
Ela existe fora da mente delirante?
A vida é um livro de páginas imprevisíveis,
ora pintadas de romance, ora marcadas por suspense.
Carrega dramas intensos, noites de terror,
e batalhas que nos moldam em guerras silenciosas.
Somos escritores de cada capítulo,
atores de um roteiro sem ensaio,
protagonistas de um único espetáculo:
o filme da vida, que só se revela ao ser vivido.
Se tens um propósito então avance!
De tênis rasgado ou descalço
Sem tenda no êxodo desse romance
Entenda, ter êxito não é fácil
Atenta ao talento de quem merece
E tenta, tenta pois o tempo corrói o aço
Se precisar correr corra
Corroa o falso
De dentro de si pra fora
Reforce seus traços
Desenhe-se, por honra
Dê cor a seus atos
Romance é fantasia.
Só funciona quando alguém escreve o roteiro.
Paixão é ilusão.
A gente se apaixona pelo que falta em nós,
não pelo que o outro é.
Quando a ilusão acaba,
não acaba o amor.
Acaba a mentira.
E aí vem a pergunta
que ninguém quer responder:
Você ama
ou só gostava de não estar sozinho?
Amor é construção.
Cansa.
Dá trabalho.
Obriga a escolher todos os dias
a mesma pessoa.
Quando um cai, o outro ajuda.
Mas às vezes
os dois estão caídos
e ninguém fala sobre isso.
Talvez amor não seja felicidade.
Talvez seja responsabilidade.
E talvez
nem todo mundo
queira amar de verdade
Ainda quero dedilhar um mundo inteiro com pontos, virgulas e reticências...
Quero dedilhar romances enlaçados e complicados com encontros e desencontros, mais encontros eu confesso. Rs!
Quero dedilhar sentimentos tão humanos... com cada engano que o coração permitir.
Acredite, a única coisa que não quero dedilhar é Você!
Você, eu quero tal qual os traços reais. Imperfeitinha como apenas a própria perfeição poderia dedilhar.
Em um romance entrelaçando sentimentos e em forma de relance se fez um foco de luz dando detalhes de tua beleza;
O nunca mais podes ser agora e o agora podes se fazer em um derradeiro show do presente romântico;
Uma rosa é o nunca mais feliz ou o agora parar toda vida como desejas nosso coração;
Poética vida.
Vida. Significado poético onde
ficção e romance se misturam
em um so drama pelo resto da historia.
Finalmente estou procurando uma ação,
para quem gosta de mistérios, ela aje
de uma forma romântica, com amores
subpostos a te odiar para que
no final você possa descobrir
a quem te ama verdadeiramente.
Para aqueles que gostam de um
romance, ela aje injustamente,
com a mistura de ficção e ação
para manter o seu suspense.
No meio da historia, seus amores
aparecem sem que você perceba
e guarde todos eles na memoria
como os seus melhores amigos.
E aqueles que preferem drama,
sua vida estara repleta de fases,
que continuam a fazer de seus
lazeres um inferno, e de suas distrações
uma dor de cabeça. Mas, o seu
romance estara do lado certo, no momento
certo, no lugar certo do jeito perfeito,
sabendo que de qualquer forma,
a vida sempre acabara em poesia.
Vida. Significado poético onde
ficção e romance se misturam
em um so drama pelo resto da historia.
Febem - Um desafio possível
Paulo Lins, autor do romance Cidade de Deus - sucesso adaptado com genialidade por Fernando Meirelles para as telas do cinema -, captou com maestria a realidade cruel e dolorosa de crianças e jovens que, corrompidos pelo meio (leia-se ausência total de oportunidades, incentivo, educação e estruturação familiar), ingressaram no universo da marginalidade e da violência. O mesmo teria acontecido, provavelmente, à pequena e indefesa "Negrinha", personagem imortalizada pelo conto homônimo de Monteiro Lobato, caso a menina tivesse nascido no final do século 20, longe dos resquícios da escravidão das fazendas, mas próximo à escravidão social dos ambientes urbanos. Mais uma vez, a ficção - seja literária, seja cinematográfica - nos dá uma lição de vida imprescindível: ou a sociedade compreende a necessidade premente de romper o ciclo vicioso da criminalidade ou estaremos condenando o futuro do Brasil e do mundo de forma irreversível. Somente a mobilização social, por meio da união de esforços entre governos e demais instituições da sociedade civil organizada, pode reverter o rumo caótico que os acontecimentos vêm tomando. Em todo o mundo, os altos índices de violência, que agora se expandem em ritmo acelerado das metrópoles em direção às cidades do interior, compõem um quadro dramático cujos desenhos dantescos nos convidam à tomada de ações imediatas. Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin demonstrou total sintonia com a urgência dessa situação. Por meio de uma atitude corajosa e inovadora, integrou a Febem aos quadros da Secretaria de Estado da Educação, uma iniciativa fundamentada sobre os pilares de um conceito básico para a recuperação dos adolescentes em conflito com a lei: a ressocialização via aprendizado, preparo psicológico, acesso à informação, à cultura, ao esporte e ao lazer. Um método que resulta na aquisição da auto-estima e da autoconfiança, provenientes da descoberta gradativa dos talentos e das potencialidades dos educandos - da mesma forma que deve ocorrer com os alunos do ensino regular, nas escolas. Assim é que se adquire consciência crítica, capacidade de discernimento e, enfim, se constrói a cidadania. É essa a nova proposta da Febem, totalmente condizente com os projetos e ações da Secretaria de Estado da Educação. Temos um enorme desafio pela frente. E, para que possamos superá-lo de forma eficaz, precisaremos do apoio, do incentivo e da colaboração de todos os segmentos sociais. Nesse sentido, gostaríamos de convidar empresas, ONGs, igrejas, universidades e demais instituições para nos auxiliar na missão instigante que é reescrever o roteiro desse filme grandioso e, por isso mesmo, complexo em toda a sua estrutura. Se assumirmos os papéis de diretores, cenógrafos e produtores que essa grande obra requer, poderemos mudar a história de milhares de jovens atores que necessitam de uma orientação mais cuidadosa na concepção, na criação e, finalmente, na concretização de cenas que viabilizem finais mais felizes para suas vidas reais. A ampliação dos programas de liberdade assistida e a construção de unidades menores da Febem, tanto na Capital quanto no Interior, privilegia essa nova realidade e tem possibilitado às equipes da instituição a realização de um trabalho mais produtivo e bem-sucedido, capacitando esses jovens e transformando-os em protagonistas aptos a exercerem sua plena cidadania. Milhares de jovens atores estão aprimorando suas habilidades por meio de aulas do ensino regular e profissionalizante, diversas oficinas de arte, cultura (teatro, dança, artesanato) e, ainda, 32 modalidades esportivas que abrangem do futebol ao xadrez. E isso é só o começo. De nossa parte, garantimos total dedicação e empenho para dar a este enredo um desfecho verdadeiramente alegre, bem diferente dos finais da maioria dos personagens da obra de Paulo Lins e da protagonista do conto de Lobato. Acreditar que é possível é essencial. Vamos seguir à risca a cartilha de Victor Hugo - outro grande ficcionista que retratou em seus livros as injustiças e problemas sociais de seu tempo - que já alertava: "Nada melhor do que um sonho para criar o futuro".
Publicado no jornal Diário de S.Paulo
ROMANCE
Sidney Santos
A força do teu olhar
O vermelho da tua boca
A vontade de te amar
Essa vida, tão louca
Caminhos e desatinos
Eu a tua procura
Anunciado destino
Delirante loucura
Porta do se encontrar
Sinal de entreaberta
Espera do amor chegar
Final feliz, na certa!
Santos, 2 de janeiro de 2013
último romance
Peguei aquelas mensagens e fui relendo aguando a saudade confusa que eu sinto quase sempre ou de vez em nunca. A gente tem que entender onde começa e onde termina tudo. E eu que não entendia, reparei. Naquele meio beijo, naquela meia verdade, naquele meio cheiro, naquela meia dor. Nada de meio, nem meio final. E tudo é, e tudo não é. Nunca fui aquele tipo que acerta o tiro, tenho um olhar vesgo, mas sei o que eu quero, disso eu sempre soube. E eu quis a ponto de não querer outra coisa. Quis muito ir fundo, ir onde ninguém foi. Mas minha engrenagem não funcionou. A gente não desiste, a gente só abre mão. Uma hora a coisa toda cansa de sofrer, cansa de doer, e a gente quer a calma da cura. Isso existe sim, eu li nos livros. Minha Vó sempre me disse para acreditar nos livros. A gente também não escolhe quem amar ora. A vida tem um jeito doido e minucioso de nos mostrar as coisas. Que quem perde tempo tentando entender, perde na verdade, o tempo de viver. E se eu pequei na vontade de ter um amor de verdade, agora me vejo pegando o barco e remando para um outro mar, meu bem. E a gente não sabe onde vai parar. Nunca sabemos. E explicar já não faz sentido, ao certo, uma vez. Chorei. Esmaguei aquela parte que despertou umas cinco vezes enquanto meu corpo agonizava por falta do que nunca foi. Por saudade de um beijo que eu nem se quer provei. Tudo e nada se misturavam enquanto eu via a porta sendo aberta e fechada na minha frente. Então é isso. Deixo ir. Não há forma mais sincera de guardar alguém dentro de si, do que deixa-la ir. Deixo sem culpa, sem rancor, sem ódio, só um pouco da óbvia dor que eu sempre soube que sentiria. Natural. Eu que não sei deixar ninguém sair da minha zona de proteção, estou deixando. Sem despedidas. Já que deixar ir é apenas uma metáfora para aquilo que não podemos mais tocar. E eu sou horrível em metáforas. Mas aprendi. Como tantas outras coisas que aprendi com você, moreno. Bonitas, grandes e puras. E ainda aprendo. Não acabou por aqui, só estamos abrindo outra porta e o que está por trás desta, espero que seja o melhor para nós.
