Texto Qm sou eu
Sou muito mais aquilo que vês...
Sou muito mais, que as frases que digo, os gostos que partilho, e as fotos que vês.
Elas falam alguma coisa sobre mim, mas pouco.
Eu sou muito mais que as atitudes que tomo, os gestos que faço, as ideias que troco, as afirmações que faço...
Eu sou a espontaneidade, a impulsividade, as gargalhadas que dou, a seriedade quando é necessária, as lágrimas contidas ou não, ou seja o que verdadeiramente eu sinto.
Eu sou o que tu consegues enxergar para além do que tu vês...
Consegues me ver?
CLAMOR DAS ÁGUAS
Sou o combustível da vida e em condições normais, no meu ciclo natural, mantenho os seres viventes em harmonia; num frenesi constante.
Sou infinitamente mais importante do que o ouro e o diamante.
Dependem de mim, todos os seres: animados e inanimados da Terra.
Vivo nos campos e nas cidades. Sou os rios, lagos e mares.
Estou presente, em reservatórios, torneiras, nos filtros e nos potes; nos baldes, nas piscinas, nas represas, nas poças, na bexiga, nos joelhos... Nas olheiras.
Sou uma obra prima, e um presente do Criador a todos os mortais. E no início do mundo, o ‘Espírito de Deus’ se movia sobre a minha face.
Saciei e sacio a todos os viventes. Nunca me neguei ao serviço de limpeza da vossa casa, do vosso carro e do vosso corpo; dou refrigério a quem me procurar: do micro ao macro organismo; Nunca deixei de servi-los.
Sou tão grande... Que sou vista até do espaço sideral.
No meu ciclo constante, sempre caio do céu para vós. Ou broto da Terra, em fontes termais, ou não. E corro no meu leito perenemente, como deveria correr a justiça dos homens. Vim a esse orbe com essa missão.
Higienizo o mundo, e ponho o alimento na mesa de cada um de vós: até mesmo, ao um ser, por mais insignificante, que pareça. Sem mim, não há fartura, nem haverá indústria... Agronegócios – que por sinal, são quem mais me consomem.
Assessoro a obra divina em suas mais variáveis nuances, nesse planeta; à vida inteira. O maior Profeta que já pisou nesta Terra: “João Batista”, lançou mão do meu recurso para batizar o Homem mais importante, e que está entre nós até hoje: “Jesus, o Salvador da Humanidade.” Quem pode sentir a sua presença?... Somente quem tiver muita sensibilidade, pode senti-lo.
Eu, que sou a vida e a promotora dela, uma vez contaminada, sou um veneno letal; atualmente, apresento sinais de cansaço, e estou perdendo lentamente a saúde e a vida. – Há necroses em muitas partes do meu corpo. Morro a cada instante um pouco, e a minha situação só piora a cada dia.
Falta-me o tão necessário oxigênio, que vocês usam para inspirar e viver.
No leito, onde sigo meu caminho, na Região Metropolitana da maior cidade brasileira “São Paulo”, já me consideram como uma das mais sujas do planeta. Naqueles Termos, me chamam Rio Tietê. Lá eu já morri. E relataram no meu atestado de óbito, as verdadeiras causas da minha morte, que não cabe aqui relatar. Vocês já sabem o motivo.
Por isso, peço socorro!...Com urgência; para essa morte não se generalizar por todo meu organismo; o meu estado de saúde é gravíssimo...
Estou enferma de morte em outros lugares também, no Brasil e fora dele. E não sei se saio dessa com vida, para contar a história. Dependo de vocês agora... Não quero morrer e levá-los comigo. Não seria interessante isso.
A única coisa que peço em troca de tudo que fiz e ainda faço a todos vós, é o “RESPEITO”, pois há por toda parte um clamor de JUSTIÇA, muito grande-vindo de vocês mesmos; e, para que ela corra como eu corro, no leito sem secar, primeiro, tem que haver o respeito à ‘MIM’.
Ainda preciso assistir outros viventes, que estão entre nós e os que ainda virão; Porque a vida precisa continuar para outras gerações também: - De animais e vegetais.
Pela minha posição na hierarquia dos elementos da natureza, eu precisaria ser mais amada, reverenciada ou até mesmo adorada, porque não?
Vós “seres pensantes”, em algum momento, já pararam para refletir sobre o nosso relacionamento?...Como tem sido ele? Qual é a qualidade dele? Há uma harmonia perfeita em nosso convívio diário?
Será que estou pedindo demais? Ao querer um tratamento mais digno, respeitoso e humano? Lembrem-se da “lei da semeadura e da colheita”; e não se lamentem depois, se algo der errado, por não observarem esse princípio!
Será que mereço mesmo tanta insensatez, tanta falta de justiça; há muito abuso e covardia da vossa parte, para comigo.
Vejam quantas agressões tem sofrido meus corpos d’água; minhas bacias hidrográficas: nascentes, afluentes... Rios principais...
Somente o homem maltrata-me, assim... Vós “cospem no prato quê comem” – ao me poluírem...
Da forma embrionária ao nascimento, vocês nadaram de braçadas em mim: - no líquido da bolsa uterina;
Ao sugarem o leite materno eu estava - e estou - presente nos nutrientes, que vos dão o crescimento e a vida.
Eu vivo presente em vossos corpos – compondo mais de setenta por cento dele: nos capilares, em vasos e artérias, conduzo oxigênio e outras substâncias, para a nutrição das células; e carreio de volta as impurezas metabólicas.
Quem mais pode fazer isso?
Quando doentes, sendo ainda bebês, eu estava no princípio ativo do medicamento - farmacológico - que o médico indicava para a cura dos males, da barriga ou do ouvido, tão comum nos recém nascidos.
Nunca vos neguei o pescado para o pirão de cada dia; quando lançavam sobres mim vossas redes e anzóis.
Lembram-se da “multiplicação dos pães, por Cristo”? Pois bem,... O complemento do milagre era peixinhos, que cuidei com muito amor para aquele momento especial.
Devido as suas atitudes irresponsáveis, recebo uma carga diária de poluentes in natura – todos os dias, das mais variadas origens.
O que estão fazendo comigo é uma coisa inimaginável.
É um verdadeiro ‘tiro no pé’ da vossa parte, na nossa relação.
Como se tudo isso não fosse pouco, ainda se envergonham de mim – principalmente juntos dos vossos amigos estrangeiros, e nem mais querem me ver ou me deixar ser visto por eles;
Não mais me contemplam, banham-se ou pescando nas minhas águas. E, onde estou represada, e sendo chamada de CARTÃO POSTAL, como a Pampulha por exemplo. Há placas nas minhas margens com os dizeres “É proibido pescar: peixes impróprios para o consumo.” Sou bonita somente em fotos. Mas quem se aproxima de mim...Vai sentir um odor horrível!
Nas cidades grandes, fluo como “Rios Invisíveis”. Tem até um livro com esse título no mercado literário. Vê se vocês lêem! Talvez vos ajudem em alguma coisa.
Isso tudo aconteceu depois que usaram e abusaram da minha boa vontade; numa relação insana, desde que vieram morar junto a mim.
Multiplicaram-se desordenadamente como areia do mar e agora me tem como culpado de seus problemas; principalmente em períodos chuvosos: enchentes, desmoronamentos, perdas, mortes... Aí vocês me maldizem e recorre a São Pedro - para dar um jeito nas situações calamitosas que surgem nessas épocas do ano – pedindo a Ele para fechar as torneiras.
Em vez de me restaurar, canalizaram-me; e jogam os problemas para os moradores da jusante.
Arrancaram as minhas margens verdes – as matas ciliares e a minha clara visão do mundo exterior.
Isolaram-me entre paredões, e, submerso (a), numa escuridão sem fim; com uma tampa pesadíssima por cima da minha cabeça - em toda minha extensão urbana.
O asfalto e o concreto interromperam a minha relação externa com outros seres viventes que sobrevivem e se reproduzem em meus Termos.
Fui isolado (a) também de elementos da natureza como à luz, o ar e o solo...
Não posso mais respirar e nem me infiltrar no solo, para recarregar os aqüíferos subterrâneos e seguir o meu caminho natural, tão necessário.
Não pude mais serpentear a céu aberto nas cidades; nem ser acariciada (o) pelos barrancos no meu trajeto; e nem ser oxigenada (o) pela luz solar; não posso acolher os seres aquáticos que dependem de mim, para se alimentarem e se reproduzirem.
Não posso mais ver a luz do mundo... E meus cílios (as matas ciliares) que me protegiam da sujeira que caiem em meus olhos, foram arrancados de maneira cruel. Perdi também essa proteção natural.
Os veículos vivem sobre minha cabeça, fazendo dela uma avenida.
Não levo mais o lazer a população, não mato a cede dos animais; porque o meu estado de saúde é deplorável. É de cortar o coração!
Não dou mais alegria aos meninos em longos banhos nos poções. Porque não fizeram nenhum sacrifício para me salvar.
Vim ao mundo bem antes de Adão e Eva; eu era clara, pura e transparente como um cristal bonito; sem cor e sem odor, para agradar a todos os gostos.
Eu agradava a “gregos e troianos” como diz o ditado.
Hoje ninguém suporta o mau cheiro que exala do meu corpo; não mato mais a cede do gado, dos porcos e do povo: - em muitos lugares no mundo.
Locomovo-me com muita dificuldade nos espaços rurais e urbanos: devido o assoreamento.
Não posso mais fazer nenhum agrado aos banhistas ou turistas, que antes me apreciavam. Há rejeitos de mineradoras espalhados e aderidos em minhas lâminas, alterando minha composição. Com substâncias em circulação, além do permitido, pela Legislação Vigente.
Será que meu maior pecado, foi mesmo, o de ter vivido a vida inteira fazendo o bem?!
07.04. 16
Não sou boazinha!
Talvez deveria ser, mas não sou!
Não aceito levar desaforo pra casa, não engulo sapos, não digo sim pra agradar ninguém, não finjo que gosto quando não gosto e não tenho saco pra gente chata.
Não, não ,não!
Sou o que chamam de "essa mina é foda", que fala na cara mesmo, que não é todo mundo que gosta.
Mas eu me gosto!
Muito!
Morro de orgulho de ser boazinha comigo!
CONFISSÃO
Sou tudo, sou nada
Sou a mão do soldado
Que puxou o gatilho
Sou a lágrima da criança
Que se encontra perdida
Sou uma linha em branco
Que nunca foi escrita
Sou o assobio da bala
Que me feriu o peito
Eu sou a verdade
Feita na dura mentira
Sou um ser imperfeito
Nesta sociedade perfeita
Sou o beijo dado na face
Que transforma a tua alma
Sou a bomba que explode
No tempo já perdido
Sou o berço do futuro
Mãe, mulher, esposa
Sou a confissão bem feita
Que reza em devoção a Deus
Sou a voz que proclama
Não sou nada, sou tudo.
╭✿╭✿╭✿╭✿
DESATINO
Meus sonhos de querer-te andam perdidos
Meus dedos doem ao ansiar o seu ardor
Sou porém, querida, o poeta mais desvalido
Que se encanta, por ti meiga, meu doce amor.
Meus versos se ocupam pelas noites adentro
No ensejo de ter de ti, querida, toda a adoração
És todo o passear dos meus loucos pensamentos
Amo-te, surreal, no brilho da lua_ Contemplação.
Espanco-te a porta, buscando tua presença
Nesse vício de querer-te a face ver_ Desatino
Por ti, amada, entrego à Deus a inocência...
Sou réu confesso até do teu mínimo suspiro
Quando osgasmicamente confessas me querer
Eis a razão do meu viver no ar que respiro.
Elisa Salles
@Direitos autorais
Transparência
Deixei de ser invisível
Agora sou transparente.
Vivia com medo e fui me isolando.
Aos poucos fui ficando invisível.
Nem eu mesmo me enxergava.
Joguei o medo fora
Busquei minha essência.
Estava tudo dentro de mim
O perfume fantástico que há tempo não sentia.
A transparência foi voltando.
Vi que em mim havia muita vontade de viver.
Fui a procura do meu eu.
Que por alguns motivos
Tinha se perdido e ficado invisível
Hoje quero mas é perfumar o mundo.
Sou uma rosa preciosa no jardim de Deus.
Troquei o invisível
Pela transparência.
Deixei o medo
Pela coragem
Deixei de ser flor mucha
Pra ser perfume
Busquei o meu Eu
E hoje me encontrei.
Invisível nunca mais
Transparência sempre e sempre.
Meire Perola Santos
25/09/2015
Hora 13:03
Minha liberdade ressoa em minha leveza...
nos passos que dou em direção as minhas escolhas!
Sou quem quero Ser!
Faço o que quero fazer!
Quando questiono comportamentos controlados por minhas autoregras sustentadas em frágeis fundamentos absorvidos em algum lugar das minhas vivências, inicio a ruptura, quebro as algemas que eu mesma me encarcerei no afã de ser perfeita...
triste engano!
Desperto!
Cheia de vida!
Meu coração vibrante pulsa!
Minha mente renova ideias, alimenta novos desejos, expande!
Porque estou livre do meu próprio cárcere
Porque meu pouso está onde minha vontade determinar!
Porque sou livre!
Sou o que sou, não finjo pra agradar,
Amo ser assim e não tenho porque mudar,
União e amor é o que tento conquistar,
Desejo tê-la comigo mas pra isso tenho que aguardar,
A confiança é bonita mas é algo a se conquistar,
De novo digo que daqui não vou a nenhum lugar,
E logo iremos nos encontrar sem
Se preocupar com ter que nos separar.
Não me julgue.
Não se julgue
no direito de apontar os meus defeitos.
Sou cheiinha deles
Sigo de defeito em defeito...
Meus ditos são imperfeitos...
Mas eu os enfeito...
Mesmo quando parece não haver mais jeito.
Meus sonhos não podem ser desfeitos.
Não me julgue.
Sou só um coração imperfeito
tentado fazer as coisas direito.
Em nome dos professores de minha infancia e juventude,
que me ajudaram a ser quem sou na envelhitude,
parabenizo a todos os heróis anonimos no dia a eles dedicado,
que deveriam ser todos os dias do ano, antes de sua extinção...
Osculos e amplexos,
Marcial
NA VERDADE ELES SÃO UMA CLASSE EM EXTINÇÃO
Marcial Salaverry
Vamos ver porque a classe dos professores pode ser considerada em extinção, e claro, vamos procurar entender o que é ser professor, e perceber como é desanimador ver tanta falta de reconhecimento, seja por parte das autoridades, seja por parte de certos alunos e mais ainda, dos pais desses alunos.
Parafraseando um velho ditado, digo que de professor e louco, todos temos um pouco. Todos nós temos algo de professor dentro de nós. Sempre temos algo a ensinar a alguém e, principalmente, sempre estamos, pelo menos, querendo ensinar algo a alguém. Vai daí que, o Dia do Professor é dedicado a todos nós, e não somente àqueles heróis e heroínas que labutam nos bancos escolares, ganhando um dos baixos salários, procurando ensinar suas matérias a alunos, na maioria das vezes abusivamente maleducados.
Qual de nós não tem um lugarzinho especial na memória para algum professor (a) que teve uma passagem marcante em nossa vida? Eu, particularmente, retiro das brumas de um passado longínquo o nome de Dna. Rosina Pastore, que foi minha professora no quarto ano primário e admissão ao ginásio no Grupo Escolar Arthur Guimarães, em São Paulo. Sem dúvida alguma, UMA SANTA. Muito do que sei e sou, devo a ela, pelas lições de vida que dava em suas aulas, sem esquecer igualmente do Prof. Pina, professor de português no Colégio Estadual Presidente Roosevelt, em São Paulo, eis que ambos foram importantíssimos em minha formação.
Entendo que a melhor homenagem que se pode prestar a esses profissionais abnegados é esse mergulho no passado e, com um pensamento forte e saudoso ver e relembrar a importância que os professores tiveram em nossa vida, ainda mais, se considerarmos que a atualidade é bem mais sombria do que antigamente, principalmente no que tange ao respeito que se dispensa a eles. Não deixo, também, de estender os parabéns a todas as pessoas que, revelando o professor que existe dentro de si, sempre estão prontos a transmitir seus conhecimentos para outrem. Todo aquele que ensina alguma coisa a alguém, pode com todo direito ser chamado de professor. Então, a todos aqueles que em alguma época da minha vida dividiram seus conhecimentos comigo, meu MUITO OBRIGADO E MEUS PARABÉNS pelo dia 15 de outubro.
Analisando bem as funções dos professores, chega-se à conclusão de que realmente, um professor para merecer ser assim chamado, tem que ser um ser especial, com uma real vocação para o magistério, pois realmente não é fácil ser professor. Não é apenas decorar as aulas, e despejar matéria em cima dos alunos. Envolve muita coisa. Exige mesmo uma doação por parte daqueles que escolheram essa profissão.
Na verdade, podemos considerar professores, como uma classe em extinção mesmo, devido a certas condições, que cada vez mais, dificultam o exercício de sua profissão, e assim, cada vez menos pessoas querem abraçar uma profissão que, além de ser mal remunerada, ainda conta com a falta de reconhecimento, não só por parte dos alunos, mas também e principalmente por parte dos pais. Mais ainda, por parte dos pais dos maus alunos, que atribuem todos os problemas que seus filhos causam, à ineficiencia de seus professores, e é preciso notar ainda que o que mais assusta e preocupa os Professores hoje em dia, é a violencia que campeia nas escolas, e é preciso que se faça algo para coibir essa violencia que vem criando cada vez mais marginais nos bancos escolares, com a disseminação do uso de drogas, e outros vícios congêneres e igulamente maléficos...
É preciso haver mais respeito a quem tem uma função tão importante e delicada. É preciso que as autoridades esqueçam o lado romantico da coisa, e, esquecendo a utopia, caia na realidade, pois esta é uma das classes mais mal remuneradas que existe, obrigando que um professor tenha outras fontes de renda, para tentar morrer de fome com alguma dignidade. Não podemos esquecer os longos anos de estudo para chegar ao Magistério. Realmente, Professor não é uma profissão, é um estado de espírito. É imprescindível que sua remuneração seja reavaliada.
Principalmente, é preciso que haja mais respeito aos professores, seja por parte dos alunos que precisam entender que eles estão na escola para estudar, e não para badernar, e que, se não quiserem estudar, devem procurar outros meios de vida. E os pais precisam entender que devem fazer sua parte na educação dos filhos, preparando-os adequadamente para a escola, explicando que eles devem respeitar os professores, como se fossem seus pais.
O problema é que geralmente a falta de respeito começa em casa, pois nem todos os pais sabem mostrar aos filhos quais são seus limites, e o desconhecimento desses limites, implica na falta de respeito, não somente aos pais, como também aos professores, criando uma série de problemas nas escolas.
Fechando o círculo vicioso, justamente esses pais, são os que mais reclamam da ação dos professores que acabam desanimando, e desistindo dessa profissão, e assim, pode-se concluir que pelo andar da carruagem, não demora muito, não encontraremos mais ninguém com disposição para encarar essa tão delicada e sacrificada profissão.
Assim, se não houver mudanças em todos os sentidos, podemos considerar os professores, como uma classe em extinção.
Esperando que a coisa realmente se modifique, vamos com uma certa dose de otimismo, esperar que o Dia do Professor, seja realmente UM LINDO DIA, e que eles possam ter e desejar por todo o porvir...
Em mim nasce a poesia como ramos, brota como flor...surge do nada.
Sou poeta, poesia..me deixo ser carregada pelas ondas, me deito em alto mar...viajo pelas estrelas, vou a qualquer lugar, chego onde chegar...
Quando quero me faço rosa, quando penso sou beija-flor... posso também ser borboleta, um cofrinho de amor...sou o que desejo, o que vivo e penso.
Posso ser peixe, posso ser mar...posso me fazer estrelas ou luar..
Também posso ser pássaro, voar, voar...se quiser me faço rio ou sereia a dançar...
Danço com o vento, com a chuva saio a bailar...rodopio, me invento !
Se quiser, vez em quando sou saudade, solidão...sou silêncio, sou palavras...claro ou escuridão, quando quero abraço cascatas, beijo água...tomo banho de vinho, me enxugo com a paixão. Sou festa, alegria...felicidade é minha casa, sorrisos minha mansão...sou castelo e magia, sou verso, sou canção.
A música é minha praia, você meu violão...te toco quando quero, te faço canção.
Meio flor, meio borboleta...sou assim, viajando por rios, mares.
Sou vento que traduz o tempo, que fala a linguagem da alma,
Meio pássaro, meio mar...navego, e vou de sul a leste,
Passando pela imensidão...beijo o sol, abraço a lua
Sou assim um pouco do tudo e do nada,
Do nada me faço tudo...e vou, sem saber pra onde
Chegar é o que importa, o mais são mínimos detalhes
São apenas setas te mostrando o caminho a seguir.
Sigo, vou em frente sem deixar o passado,
Sem esquecer as lembranças, vivendo, revivendo
O que se viveu não pode ser apagado, foi escrito
Vivido, a cada dia que passou.
Minha história tem teu nome, não são rabiscos
Tem todas as letras em cores, cantadas.
Digito, já que não ficou tuas digitais em mim,
Mas ainda há tempo, depende de nós reescrever
Escrever nossos capítulos...
Amor como o meu e o teu,
Não há tempo,
Se vive...e só.
Um veleiro ao sabor do vento, é o que sou..
Ao mar e entre as ondas, deixo me levar..
Navego em busca de um sentido, mas sem destino
No imenso azul, onde o céu e o mar se encontram no horizonte, sou um veleiro ao sabor do vento..
E o vento que afaga as velas, enchendo-as de energia
È o mesmo, que um dia, vai trazer ao meu encontro, o sentido da vida..
Lento ou veloz, manso ou intenso!
Sou um veleiro ao sabor do vento
Uma vez ele me falou que sou tão previsível tanto as Estrelas do Norte, disse também que sou feita de instantes, que fui um bem súbito em sua vida. Eu espero que tenha sido a estrela mais brilhante que orbitou naquele mundo sombrio. O admirava dormindo e apenas lamentava o gosto ácido da dúvida, meus olhos vacilantes denunciavam um “por que” a cada contratempo de sua respiração. Então me atingiu de inesperado o dia que o conheci, ele usava botas de couro, aquelas botas de motociclista, sabe, e um chapéu engraçado, me falou que estava terminalmente apaixonado por mim usando o termo “razões óbvias”. E eu não compreendia, mas apreciava que dançávamos no mesmo ritmo e sabíamos até descarrilar o mundo no mesmo compasso. Então, passo a passo, reconhecia um pouco de mim naquele enclave e me sentia confortável por isso, por fazer parte de um reduto de paz e, quem sabe até, ser a fonte desta sensação. Daí percebo que talvez ele seja o “de repente” que eu tanto aguardava e o frio na barriga que jamais cogitei provar. Mas como? Tantas perguntas e não esbarro com resposta alguma e sinceramente, eu não preciso. Daí descubro que também o encontro no meu “onde”. Na direção concreta, no ponto de referência confiável e exato, desvendo por trás do sorriso largo uma alegria recíproca, e na constelação de euforia, o desenho como Estrela do Sul. Minha estrela, jóia rara. E nós somos um. Por quanto tempo? Eu não sei, mas desculpa a falta de jeito, é que eu não posso resistir à tentação de pecar pelo excesso de desconfiança com o destino por ter o atravessado como um meteoro no meu céu. Era o tempo que cura fazendo cócegas no umbigo e ressaltando o meu gargalhar frouxo. E eu sentia isso também, todos os dias. Sentia as cócegas daquele riso baixo, do sopro leve na curva da minha orelha, sentia cócegas no olhar infame e até ousava a desvendá-lo.
- Razões óbvias? – Indaguei.
- Razões nucleares, menina, seu coração é uma bomba atômica e não sei se aguento o peso das explosões.
Tarde demais.
Acho que foi amor à primeira crise de riso.
Sou criança, sou menino, sou jovem, sou homem maduro.
Sou a noite, o amanhecer, o dia, a tarde, o anoitecer.
Sou paz, sou guerra, sou calmaria e perturbação.
Sou o tudo, sou nada, sou luz, trevas e escuridão.
Sou eu, sou ele, sou a sua imaginação.
Sou o que tu pensa, sou o que tu acha, sou sim, sou não.
Sou estrelas, sou céu, sou terra, sou chão.
Sou a lua, sou o mar, todo feito de ilusão!.
Alguns pensam que sou poeta porque escrevo poesias; sou poeta porque vivo o movimento do mar, a liberdade do vento, a beleza da flor e a importância do teu amor. No movimento do mar percebo os caminhos; na liberdade do vento sigo meu destino; na beleza da flor, a simplicidade e no teu amor, felicidade.
Sidney Poeta Dos Sonhos
(Amante da liberdade)
Ó Ninfa minha!
O amor que sinto por ti é mui vasto
É devastador, encantador
A Deus sou muito grato.
Em minha vida ele te pôs
Para com sua beleza me extasiar
Com seu carinho, cuidado
Meu coração tomar.
Estou segurando em tuas mãos
E não! nunca irei soltar
Até a morte chegar.
Somos duas almas em uma
Apenas um coração
Mesmo na vã solidão.
Sou um aprendiz aqui na terra.
As vezes sou reprovado,em algumas matérias mas continuo tentando aprender essa arte de ser gente , de ser humano.
Hora parece que sei todas as perguntas então concluo que tenho respostas, mas dai vejo quão equivocado eu estou.
Mas uma prova que nossa existência aqui, é uma escola onde o apreender e continuo, vai alem dessa vida.
Nasci em 83
sou cria da enchente
aprendi a nadar na vida
boiar se for necessário…
Olha que muitas vezes
como disse o profeta,
"águas que me tocam os artelhos"
mas eu continuo a andar…
Nasci em 83
brinquei de elástico,
abracei um boneco de plástico,
aprendi a cirandar,
cheirar parede sem criar caso…
E olha que muitas vezes
como disse Ezequiel,
"águas que me dão pelos joelhos"
e eu continuo a marchar…
Nasci em 83
usei anel de chiclete,
(escondido do pai)
aprendi a cantar inglês errado,
improvisar se for o caso…
E olha que muitas vezes
como disse o profeta,
"águas que me dão pelos lombos"
mas eu continuo a me arrastar…
Nasci em 83
me apaixonei por Jaspion,
fui mal influenciada por Alf,
aprendi a brincar de correr,
esfolar os joelhos com frequência…
E olha que muitas vezes
como disse Ezequiel,
"águas que se deve passar a nado"
mas mesmo nadando eu passo…
Nasci em 83
brinquei com panelas de barro,
aprendi a correr de vacas,
pular cercas se for o único escape…
E olha que muitas vezes
como disse o profeta,
"rio pelo qual não se pode passar"
mas eu flutuo, e passo…
Nasci em 83
sou cria da enchente
faço barco de papel,
acredito em profetas,
não me deixo afogar.
E se as aguas inundam meu caminho
eu aprendo a mergulhar.
E toco meu piano loucamente...
Prisioneira que sou dessas melodias...
Que me levam a um voo imaginário...
E sonho... E fantasio... E devaneio...
Enquanto meus dedos deslizam sobre o teclado
E as notas musicais invadem a sala e o meu ser...
E caio numa bruma interior
Nas bordas destes sonhos perco-me em ilusões loucas...
E penso que preciso despertar do silencio das lembranças...
Ficar para sempre cingido aos sentires
Gritar e responder ao chamar de tua alma...
Afogar a solidão na insolência de minhas mãos...
Assim posso escutar teu coração ardente... E sinto que a minha loucura tomou conta da razão...!
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