Texto Qm sou eu
O Poema e o Poeta
Por: Gilvan Olliveira
Estou tentando me convencer de que sou poeta.
Mas a luta é árdua, pois o meu EU sempre busca a porta aberta.
A arte, em si, requer do artista um sinal de alerta.
Para escrever o que sente, a mente há de ser desperta.
Na escrita da arte, sempre há a palavra certa.
Na dança da caneta,
O pensar se manifesta.
Toma forma e faz sentido, mesmo sendo bem modesta.
Diante dos desafios, a escrita é o que nos resta.
Para nascer um poema, tem que nascer um poeta.
A grande dúvida é: ser sem arte, ser quem sou ou ser poeta?
Perfil felino
Sou mais felina do que dama.
Aquela que vai lenta, mas persiste.
Que dispara frente à caça e não domina.
Espreguiça ... ... ...
Mulher que, na busca de espaço e do seu canto,
Vai, por meio do aprendizado diário
da observação de gatos e de humanos,
À procura de:
. Brigar só em caso de autodefesa e proteção do outro;
. Ser confidente com abraço e ouvinte atenciosa;
. Acarinhar sem (a)parecer;
. Ser distante como forma de aconchego - dando espaço.
. E ainda, fugindo do perfil felino, ser
Amante fiel como forma de respeito!
Junho/ 2024
Sabia que sou o poeta de palavras curtas?
Aquele que aparece de forma curta a cada folha de nova murta
Sou a escondida de tantos deveres
Escrevo apenas em poucos prazeres
Confesso que de nada sei bem falar
Mas que quando faço me esforço a tentar
Vejo por ai poemas de tanta poesia
De pautas ardentes em tal harmonia
E cá estou eu com uma obra prima em minha mão
Analisando seus olhos com tanta afeição
Olhos brilhantes como o vasto espaço
Negros sublimes mas quanto entrelaço
A vida exige muito de mim
Sou brasileiro, aprendi a engolir o sim e o não,
Com o bolso vazio e o coração cheio de frustração.
Todo dia é um teste de resistência,
Vivendo entre promessas e ausência.
Vejo escola caindo, hospital sem gaze,
Mas deputado ganhando aumento na base.
Trabalhador rala o mês inteiro,
Pra ver imposto engolir seu dinheiro.
Nos becos da cidade, criança sem futuro,
Enquanto juiz ostenta carro de luxo e muro seguro.
Lá no Supremo, toga virou escudo,
Soltam ladrão de colarinho graúdo.
Dizem que é democracia, mas parece piada,
Aqui quem manda é a grana mascarada.
O povo vota com esperança no olhar,
E quatro anos depois, volta a chorar.
Prometer virou arte, mentir é profissão,
E quem fala a verdade sofre perseguição.
A mídia escolhe quem vai ser o vilão,
E o povo? Segue no mesmo sermão.
Mas mesmo assim, sigo na caminhada,
Porque ser brasileiro é aguentar porrada.
Ainda sonho com justiça de verdade,
Não essa farsa vestida de autoridade.
Aparência de Vida
Não há vida.
O que sou?
Um coração que pulsa
por reflexo de um hábito ancestral,
meus órgãos em perfeito estado,
como engrenagens meticulosas
de uma máquina que opera
sem memória ou intenção,
mantendo o teatro fisiológico
de um corpo que respira
por mera obediência biológica,
como se o oxigênio
fosse um combustível imposto
e não uma escolha consciente
de permanecer.
De certa forma,
sinto-me morto,
não pela ausência de pulsação,
mas pela falência do querer,
pela insuficiência da alma
em habitar o corpo que a carrega.
Sou um vulto cotidiano,
uma sombra que vaga
nas bordas do tempo,
um espectro inacabado
que percorre os dias
como um verso esquecido
no meio de um poema
que nunca se completa.
Vivo,
mas sem a densidade
de quem ocupa o próprio ser,
de quem molda o instante
com a intenção de permanência.
É como se a pele
repelisse o próprio contorno,
e o corpo,
apesar de intacto,
fosse apenas a moldura
de uma ausência dolorosa,
uma estrutura que insiste
em se manter ereta
mesmo quando o espírito
já desabou.
No teu Porto
Por que me olhas assim?
Não vês? Sou um barco à deriva...
Qual é a tua satisfação
se eu for engolida pela imensidão?
Imensidão do mar...
imensidão das trevas
imensidão da dor
é para tais caminhos que tu me levas...
A quem queres mentir?
Não vês nos meus olhos a agonia
de ir afundando pouco a pouco
um pouco a cada dia?
Por que me roubas dos bolsos o meu pouco de alegria?
Ajude-me a desatar os nós…
todos os nós...
Seja meu Porto seguro
e asseguro... o resultado será bom.
Deixaremos o vento soprar,
a maré nos levar,
a onda balançar,
tudo o que é ruim que está por perto pra bem longe arrastar.
Eterno Retorno
Vivo mil vidas num só instante,
sou chama que ri da cinza.
O tempo curva-se diante
da vontade que não finda.
Deuses caíram por minhas mãos,
ilusões, trapos do medo.
Quem encara o abismo em vão
nunca será o segredo.
Ergo-me além do bem, do mal,
sem bússola, céu ou chão.
O caos — meu berço original,
a dor — minha redenção.
Poema Inacabado
Sou feito de silêncios que gritam
no espaço entre um olhar e o abismo.
Trago nos olhos o cansaço de quem já viu demais,
e nos lábios o orgulho de quem não disse tudo.
Minha pele carrega mapas não desenhados,
minhas cicatrizes são estradas sem fim.
Meu rosto é um livro sem ponto final,
onde cada traço é verso que nunca se fecha.
Há fogo no meu cabelo,
mas ele queima devagar,
como quem prefere incendiar o mundo
em segredo.
Minha barba rala,
meu sorriso ausente,
são palavras que preferi calar
para que o eco fosse mais profundo
do que o som.
Sou o inacabado,
o imperfeito,
o em construção
e talvez seja nesse caos de ser
que eu encontre a beleza
que o mundo tanto tenta apagar.
Um poema sobre a solidão
Sou aquele amigo esquecido,
O que fica para trás na calçada
E que o amor nunca encontrou.
Sou uma biblioteca solitária
Em meio às prateleiras,
Um pequeno príncipe a sonhar.
A rosa que tanto cuidei, um dia desapareceu.
Talvez eu a tenha sufocado demais,
Talvez ela estivesse cansada,
E seus espinhos não quisessem me machucar.
Sou um pintor triste,
Canto sobre o viver e pinto a beleza da vida,
Mas os campos de girassóis parecem diferentes hoje.
Eu tentei dar a você um pouco de cor,
Mas o pincel acabou manchando seu sorriso.
E como doeu não poder repetir o que foi feito...
De esboço a esboço,
Nada pareceu perfeito.
Eu sou as paredes de madeira que me cercam,
Tentando encontrar um raio de sol que me esquente.
Mas ainda sou esquecido...
E é tão frio aqui...
Vivo nas sombras do que foi ou poderia ter sido.
Trago no peito uma rosa que nunca desabrochou,
Não por falta de sol,
Mas porque ninguém ficou tempo o bastante
Para ver o seu vermelho nascer.
"Em silêncio, encontrei a verdade que a pressa esconde.
Descobri que sou feito de instantes que não voltam e escolhas que me moldam.
Carrego vitórias, mas também feridas — e ambas me ensinaram.
Hoje compreendo que crescer não é acumular, mas desapegar do que já não me leva adiante.
Sou o reflexo das minhas lutas internas e da paz que escolho construir, mesmo quando o mundo lá fora insiste em me tirar do eixo.
Sou imperfeito, mas em construção — e nisso há beleza."
— Joel Vigano
Versos de Aventuras
Por Gilson de Paula Pires
Não nasci pra beira do rio,
sou correnteza, sou mar,
sou passo largo e desafio,
não me contento em esperar.
Carrego o vento na mente,
um mapa feito de sonhos,
e um coração que pressente
caminhos novos, tristonhos.
Cada pegada é história,
cada tropeço, lição,
a aventura é minha glória,
é fogo, é chão, é paixão.
Não busco fim nem chegada,
sou feito de ir e viver,
minha alma é sempre alada,
meu destino: acontecer.
— Gilson de Paula Pires
Sou uma sombra fugídia...
Não estou no meu tempo...
Vôo sempre além de mim...
Inquieta e insubmissa...
Uma urgência de viver e ao mesmo tempo um abandono à solidão...
Uma procura indefinida...
Sonho e fantasia...
O sim e o não.
Eu costumo dizer que sou eu e a outra...
A mulher que é trovão e tempestade...
Anjo e demónio...
Forte e serena.
E mesmo que não realize meus sonhos por eles valeu a pena ter nascido...
Por eles desceria ao inferno.
Eles são o meu altar...
O meu lugar sagrado...
A minha guarida...
O meu mundo...
Eles são EU....
Escrever...
Não sou poeta...
Apenas escrevo umas coisas...
Sou uma moça simples...
Não gosto de me pintar...
Gosto de vestidos simples...
Amo perfumes...
Gosto do meu cabelo...
Quando olho para trás percebo o quão abençoada sou. Quando abro minhas gavetas das memórias e relembro as maravilhas que ali guardei percebo o quanto tenho para agradecer. São tantas coisas lindas que guardei que eu me perco em nostalgia ao me deparar com os afetos, com as delicadezas, com o calor dos abraços, com sorrisos que como sol iluminaram meus dias nublados, todos ali guardadinhos.
Nas gavetas do coração guardei afagos, toques, gostos, palavras bonitas, que chegaram a mim como lenitivo nos dias em que mais precisei e até hoje ainda ressoam dentro de mim como uma prece. Nesse álbum tão cheio de encantos guardei fotos das pessoas queridas e dos lugares incríveis que conheci. As músicas ainda vibram dentro de mim no tom exato da emoção que me toma cada vez que as ouço tocando dentro de mim.
A lembrança mais bonita que tenho é o sorriso do meu filho ecoando em todos os cômodos da minha alma. Essa está marcada em mim como tatuagem e por quantas vidas eu viver, eu sei que a levarei comigo.
Quando abro as janelas dos sonhos me sinto extremamente privilegiada por ter tido a oportunidade de realizar vários deles. Alguns ainda são sementes, mas na hora certa os lançarei em solo fértil, outros tenho que me desfazer, não porque estão mortos, mas porque a sensatez não me permite mais realizá-los.
Não pense que em minhas gavetas das memórias só tem coisas bonitas, tem também dor, mágoas, desencanto, decepções, frustrações, traições, mas essas eu vou jogando fora à medida que encontro, além de não servirem pra mais nada, não valem o lugar que ocupam. Preciso de espaço, ainda tenho muitas outras coisas lindas pra guardar.
Sou grata a generosidade das mãos que me estenderam ao longo do caminho. Sou grata pela hospitalidade de cada coração que me acolheu como casa e de forma temporária ou definitiva deixou-me morar dentro dele. Sou grata a cada sorriso que iluminou minha estrada nos dias mais escuros da vida. Sou grata a cada palavra de carinho que envolveu a minha alma como um manto sagrado de prece.
Sou grata pelos olhares de carinho que fizeram-me lembrar de quem sou, todas as vezes que as dores da vida faziam-me esquecer.
Sou grata a cada incentivo que empurrou-me pra frente quando eu tive vontade de desistir.
Sou grata a cada sentimento bonito que como flor foi plantado no meu jardim do coração.
Fartura
Se há fome, desconheço…
Sou guloso, reconheço
Sempre bem alimentado
Tenho até mesmo engordado
Eu me nutro com cereal,
Carne, fruta e vegetal…
E, às vezes, de surpresa,
Saboreio sobremesa
Minha vida se resume
Em fartura e capricho
Deixe que eu me apresente:
Meu nome é Saco de Lixo.
DESTINO
Sou uma simples estrada
Como tantas por aí.
Quantas pessoas passam
Diariamente por mim
Vindo daqui e dali
Seguindo a sua jornada.
E HOJE, NO PERÍODO MATUTINO,
PASSOU POR MIM, APRESSADO,
UM CATIVANTE MENINO.
Alguns andam por aqui bem sossegados
Outros fazem seu percurso, preocupados.
Uns preferem ir sozinhos, caminhando
Outros passam por aqui sempre em bando.
Alguns vêm de bicicleta,
De carro ou motocicleta
Outros passam apinhados
Em ônibus superlotados
Todos cumprem, enfim, sua empreitada
Cruzando por esta velha estrada.
E HOJE, NO PERÍODO VESPERTINO,
PASSOU POR MIM, APRESSADO,
UM CATIVANTE MENINO.
No trajeto há aqueles que namoram,
Tem aqueles que mendigam,
Também aqueles que oram.
Alguns seguem desconfiados
E outros bem-humorados.
Alguns cruzam desatentos
Usando fones de ouvido.
Outros seguem tão festivos,
Fazendo vasto ruído.
É tanta gente diferente!
Alguns vão, mas também voltam...
Outros apenas seguem em frente.
E eu, uma simples estrada,
Inerte e introvertida,
Fico só a observar...
É esta a minha vida.
E AO CHEGAR A ESCURIDÃO
PALPITA O MEU CORAÇÃO:
QUAL HÁ DE SER O DESTINO
DO CATIVANTE MENINO?
Essência
ESTAR é verbo importante,
SER é verbo essencial.
Sou filho, sou pai, sou neto…
Sou amigo, enfim, sou gente.
Sou um eterno aprendiz
Na constante busca por ser feliz.
Estou doutor, motorista
Estou aluno, professor
Estou pedreiro, artista…
SER é verbo permanente
Que estará sempre presente.
ESTAR é verbo passageiro
Que se finda de repente.
Que no oceano do nosso viver
Flutuemos no verbo ESTAR
Mas mergulhemos no verbo SER.
Sou matutu cesci na agricultura Trabalhando no sol de alugado,
A caneta queu tinha era o machado.
A mistura era ovo e tanajura
Sobremesa era agua e rapadura,
Minha unha eu cortava de facão
Meu café foi pisado no pilão,
A batata eu plantava o aceiro.
Sou poeta matuto e sou vaqueiro,
E a história que conto é do sertão .
E se o céu se faz chão
Se o chão se faz giz
E se o giz dita a cor
Se a cor diz quem sou
Se sou o que emana
Se emano o que sinto
Se sinto o que flui
Se flui o que armo
Se armo o que planto
Se planto o que nasce
Se nasce o que morre
Se morre o que vive
Se vive o que alma
Se almar o que se completa
Se completa o que é
Se é o que sou
Se você é ele
Se ele é dela
Se dela é minha
Se minha é dele
Se dele é muito
Se muito é nada
Se nada é tudo
E tudo é pouco
Pouco se faz poeira
E poeira se dissipa
Dissipando paira
Pairando se espalha
Espalhando se desembola
Desembolando se desconstitui
Não há senhor que dita o que se dita
Não há quem dita o que se senta
Se senta a vara na mão de midas
E midas beija a cara que te escarra
A água flui e de baixa rema acima aos céus
Sonho
O luar me guia, nessa melodia
Seu olhar me fisga, sou uma mera isca
O seu amor me acalma, me abraça, me intima
E eu vou, sem negar, o teu chamar
Só há a lua pra testemunhar
Você e eu a caminho do mar
Suas ondas clamam, balançam a esperar
Estou perto do seu coração
Sinto o frio fugir com a tensão
Seu corpo quente me aquece, me tira do chão
Foi você que me tirou do porão
E você vem atrás de mim
Como se o dia não tivesse fim
Tu és meu anjo serafim
Meu pedaço de marfim
Eu não sei, o que faria sem você
Se eu viveria sem te ver
Se existiria como colher
Os frutos do nosso amor, sem te conhecer
Estou sonhando sozinho, eu sei
Mas eu te encontro outra vez
Perdido nas minhas sensações sem lei.
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