Texto Pro Homem que te fez Sofrer
O que seria de mim sem você?
que eu diga pro vazio, o que ia querer?
essa lacuna que afunda, desculpa
mas tenho mais por continuar a luta
sem propósitos e afins
seria tédio, ou busca por ti?
meu coração tem as intenções
evitando tudo isso por segundas razões
fugir dos meus desejos
só adiará a resposta
o vazio gritaria por tanto desespero
a pergunta bateria na minha porta
Eu já vi rio secar da noite pro dia
Já vi corrente mudar de direção
Aprendi cedo com a água barrenta
Que quem endurece perde o chão
Eu não brigo com o vento que passa
Nem bato de frente com temporal
Tem hora que o silêncio é o caminho
E esperar também é sinal
Eu vou seguindo conforme a maré
Sem me perder do que sou por inteiro
Porque nesse mundo de pedra e vaidade
Quem força demais chega por derradeiro
Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado no fundo do rio
Eu aprendi a seguir com a água
Sem me perder do caminho
Eu fico quieto, mas vejo de longe
Eu sou do brejo, do tempo e da espera
Meu rumo é o rio quem vem ensinar
Sabedoria é saber esperar...
Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado no fundo do rio
Eu aprendi a seguir com a água
Sem me perder do meu caminho
Crocodilo que não abana o rabo
Morre afogado, pode acreditar
Quem quer viver muito tempo nessa vida
Tem que aprender a esperar...
Sandro Paschoal Nogueira
Eu olhei pro céu tentando encontrar paz em você, achando que o que eu sentia ia me salvar de tudo.Mas quanto mais eu me aproximava, mais eu afundava, como se amar você fosse mergulhar sem ar, sem saída. E agora eu já nem sei mais se você é meu céu…ou a dor onde eu estou me afogando todos os dias.
DeBrunoParaCarla
Era ela
Estava triste, cabisbaixo, as lágrimas escorriam lentamente pelos meus olhos; um vazio profundo. Mas, de repente, uma voz doce e suave me perguntou: por que choras, poeta? Por que choras, poeta? Ah, meu deus, era a moça do sorriso lindo! A moça das flores, a musa dos meus versos. Ah, meu deus, era ela! Era ela! Era ela!
Quando o mundo pesa em mim,
e o silêncio grita o que não sei dizer,
meu coração cansado Te procura,
como quem só precisa repousar em Você.
Minhas forças se desfazem no caminho,
meus passos já não sabem para onde ir,
mas no Teu colo encontro abrigo,
e em Tua presença volto a existir
Helaine machado
Viva
Viver não é só respirar,
é sentir o que a vida
te oferece hoje.
É abrir o peito pro instante,
mesmo quando ele vem imperfeito,
mesmo quando dói.
Porque viver é presença,
é coragem de sentir,
é não adiar o agora.
Então viva —
com intensidade,
com verdade,
com tudo que há em você.
Ass: Helaine Machado
Amor não está só em um sentimento egoísta chamado "amor próprio", voltado para o próprio umbigo. Isso é o ego gritando!
Amor está no que vive diariamente, no padeiro que deu bom dia, nas plantas que plantou pela cidade, nas pessoas que ajudou de coração, no abraço na mãe, nos parentes, nos amigos, nos desconhecidos, o carinho com os animais, nos afetos com quem mais precisa, nas palavras positivas, na tranquilidade diante das ofensas, no compartilhamento de alimentos, de experiências, de histórias com seus semelhantes, na natureza, no ar, na vida...
Hoje em dia, as pessoas amam o "amor", mas não amam as pessoas.
Hoje, quando entardeceu
Eu olhei pra claridade
E desejei boa tarde
Boa tarde pro mundo
Pra quem flutua na nuvem
Pra quem tá à toa na vida
Pra todo aquele que ainda sonha
Os sonhos que eu sonhei
Quando era moço
Pra quem convida a tarde a entrar
Oferece uma xícara de chá
Sem saber
Que todo aquele que a tarde convida
Mais cedo ou mais tarde
Há de perceber
O quanto a tarde adentrou na sua vida
Hoje
Eu desejo boa tarde à tarde
E depois fecho a cortina
Pra essa lâmina-inquilina
Cada tarde que entardece
É outra página virada
Da qual eu me esqueço
Antes mesmo que anoiteça
Mas agora é tarde
E parece que a vida
É um navio à deriva
Outra tarde escrevi um poema pra Deus
Agora eu pergunto
Como será que teria sido
Se Deus tivesse lido
Mas agora é tarde
A tarde partiu pra não sei aonde
E essa vida, essa história sem tema
Foi Deus que escreveu
Qual se fosse um poema
Um poema que Deus escreveu pra ser vivido
Mas eu fecho a cortina
Pois agora é tarde.
Edson Ricardo Paiva.
Um dia
A gente vai poder
Olhar de frente pro Sol
E toda magia que se oculta
Há de revelar-se tão natural
Quanto a beleza dos atóis
E cada um de nós
Sem qualquer exceção
Será feliz
Toda alma
E todo coração
Será somente igualdade
Toda semente que brotar da terra
Pertencerá ao reinado da vida
As fronteiras que criamos em nosso derredor
Serão as primeiras a cair
E nenhuma nação
Não cairá e nem será derrubada
Todo mundo saberá
Que diante de tamanha harmonia
Barreiras serão distância
Limites da própria visão
Nada além
Mas nesse dia
Quem procurar
Um ser imperfeito
Que existiu
Descobrirá que essa busca é em vão
Pois toda ilusão que ofusca
A qualquer visão nesse sentido
Será passado
Mas o mundo continua
Sendo somente uma esfera
Não vai haver linha que reduza
A dor crônica e aguda que existir
Na alma e no coração
De cada triste poeta
Dores que a ninguém revela
Tristezas que se vão no vento
Navegando à deriva
Tempestade ... brisa
Um barco à vela a se perder de vista
Fica um poema em linha reta
Fica a saudade guardada
Num lugar escondido
Em cada passado
Um dia, tudo será perfeito
E as coisa que existem
desse modo como as vemos
Serão esquecidas
Disso tudo
Resta somente as lágrimas
Que tanto nesse dia
Quanto hoje
Não significam nada.
Edson Ricardo Paiva.
Título : Medo de Amar
Yeah, é o medo de novo...
Olho pro visor, seu nome brilha e eu hesito
O coração acelera, mas o medo é meu grito
Já estive nesse palco, já conheço o roteiro
Entrega total, pra depois ser o passageiro
De um trem descarrilado, sem freio, na contramão
Amor é investimento, mas cansei da inflação
De sentimentos vazios que drenam minha paz
Eu quero o seu "pra sempre", mas o "nunca" me atrai
Eu tenho medo de te amar e me perder de mim
De ver o nosso "olá" virar um triste fim
A mão que me acaricia é a mesma que pode soltar
Eu tô no raso, baby, com receio de mergulhar
E você chega com esse jeito, desarmando o meu forte
Dizendo que o destino é questão de escolha, não sorte
Mas o histórico é sujo, cicatrizes não mentem
Eu sou um campo minado onde poucos se sentem
Seguros pra pisar, seguros pra ficar
Eu construí um muro que você tenta escalar
Mas cada tijolo é um erro que eu jurei não repetir
Você traz a primavera, eu só quero me cobrir
Será que é real? Ou é só mais um tombo no meu degrau?
Eu sinto o fogo, mas temo a queimadura
Tua luz é linda, mas eu prefiro a minha sombra escura...
Eu tenho medo de te amar e me perder de mim
De ver o nosso "olá" virar um triste fim
A mão que me acaricia é a mesma que pode soltar
Eu tô no raso, baby, com receio de mergulhar
Talvez amanhã eu atenda...
Talvez amanhã o medo se renda.
OLHAR PELA VIDRAÇA
No olhar pela vidraça a minha visão embaça;
Dos outros enxergo somente as proezas.
Não atino as mazelas;
Coloco-me de costa a minha realidade
E a vida fica sem graça!
Pela vidraça há sempre uma ilusão lá fora
E o medo pelo lado de dentro.
Pela vidraça não ouço soluços,
Não percebo as lagrimas
E não escuto os lamentos.
Pela vidraça penso:
Que vida boa o vizinho tem?
É bem melhor que a minha...
Cria-se as ilusões, as fantasias.
Mas não se pode medir uma dor
Alojada no coração.
Rio errante
O rio corre pro mar, livre em sua longa trajetória... seu objetivo uma hora alcança,
Sinuante e audaz, na eterna esperança que nunca se desfaz.
Desvios e obstáculos seu caminho traçam,
na teia da vida, as sombras o abraçam.
Cada pedra, um desafio, cada curva, uma lição...
Na busca incessante do seu destino, não deixa de entoar leve e borbulhante canto sem qualquer desencanto.
A água murmura segredos de quem sempre ficou
nos braços da correnteza, até o dia em que a liberdade suavemente ecoou.
Deságua no oceano, onde o céu encontra a terra,
misturando suas águas, a jornada enfim em segundos se encerra.
Mas enquanto houver um sonho, um fluxo a pulsar,
o rio será sempre errante, continuará sempre a esperançar.
Isso é quid pro quo. É corrupção não importando o nível. É suborno sempre ligado a algum tipo de poder.
Todos itens essenciais à vida, através da corrupção, se tornam fontes de riqueza à elite.
"A situação é manipulada em favor dos que têm muito dinheiro, desde das grandes corporações, empreiteiras a bancos e grandes instituições financeiras, da classe política e área agropecuária a facções criminosas."
O Controle da Boca é um Ato de Amor ao Próximo
Controlar a nossa boca é um ato de amor ao próximo.
As palavras que saem dos nossos lábios devem servir para edificar, consolar, incentivar e transmitir graça àqueles que as ouvem.
Uma palavra lançada de qualquer maneira pode causar grandes prejuízos, pois tem o poder de ferir e destruir. Por isso, precisamos aprender a controlar nossos pensamentos antes de falar. Quando educamos a mente e o coração, também educamos as nossas palavras.
A sabedoria é a chave para um falar saudável, respeitoso e cheio de amor, sem ofender ninguém. Que cada palavra pronunciada por nós reflita o caráter de Cristo e seja instrumento de paz, esperança e edificação.
"Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem." (Efésios 4:29)
Me conheça de novo.
Agora eu carrego outro cheiro,
outros olhos,
uma nova voz.
Não procure em mim
a pessoa que você deixou partir,
porque aquela versão de mim
ficou perdida entre antigas estações.
Eu voltei com novas tempestades nos cabelos,
com outros silêncios no peito,
com histórias que minhas próprias mãos
ainda tentam decifrar.
Meu olhar mudou.
Ele já viu abismos,
já atravessou noites compridas,
já aprendeu a enxergar beleza
onde antes só existia ruína.
Minha voz também mudou.
Ela não pede mais licença para existir.
Ela traz o peso dos dias vencidos
e a leveza de quem descobriu
que renascer também é uma forma de vingança.
Então me conheça de novo.
Não tente encontrar quem eu era.
Escute quem eu sou.
Eu ainda tenho a mesma alma,
mas agora ela veste outra pele,
respira outros sonhos
e caminha por um caminho
que só eu conheço.
Sobre SER TIA...
Pouco se fala sobre o amor que nasce quando a gente se torna tia. Queremos proteger, cuidar, vibramos com cada pequena conquista.
Não chega perto da maternidade, mas é um amor, que, de alguma forma, nasce dentro de nós.
Talvez seja por isso que, quando alguém diz: "fala com a tia", mesmo que não seja sobrinho, o coração entende tão rápido.
Porque "tia" não é só um nome . É um lugar no coração de alguém.
Ser tia é descobrir que existe um amor capaz de transcender qualquer laço de sangue, qualquer explicação, qualquer medida.
É amar uma parte da nossa família como se fosse uma parte de nós!
Lembranças
A gente tem de carregar as lembranças pro resto da vida.
Por isso, certas coisas não deveriam acontecer na vida gente, não é?
As lembranças ruins, tristes deveriam ser colocadas sobre o gelo e, ao aparecer sol, deveriam desaparecer...
Aprendi que quando alguém entra em seu coração, você se torna prisioneiro pra sempre...
É isso que as lembranças fazem... as boas... as ruins.
Monotonia da previsibilidade
Tenho dançado ao som da música... simples assim. Não tenho música própria... danço o que tocam. E me acostumei com o imprevisível. É tão fácil entender....
No início você demora um pouquinho pra pegar o ritmo, mas quando entende... fica facinho, facinho. Já nas primeiras notas você se dá conta de que está na hora de mudar o passo... pra acompanhar o compasso.
Você já deve ter se dado conta de que a vida é imprevisível... você pode até tentar prever... uma cigana leu a minha mão... que decepção. As cartas do baralho.... que atrapalho. A vida é imprevisível...
Se chove, não fujo das poças d´água... se faz sol, não fico debaixo do guarda-sol... se o mar invade a minha praia, deixo a onde me levar... pro mar.... se caio, não fico no chão a chorar, a me lamentar...
Faço o que não ouso... a vida é imprevisível. Você não tem a mínima ideia do que sairá da cartola amanhã....
Eu tenho ou não tenho razão?
E você já pensou na monotonia da previsibilidade? Todo dia saber o que vai acontecer todo dia.... todo o dia?
olha esse céu azul,olha essa vista pro mar
esse visão q é mais do que perfeita
é algo único de se vivenciar
algo que se sente apenas uma vez na vida
chega até a me arrepiar
meu coração e minha alma, sincronizados na mesma batida
me ponho a imaginar
como essas coisas são bonitas
mesmo em um mundo tão sujo
queria viver em loop esse momento
talvez resolveria tudo
curaria certas feridas,eu diria
causadas pela vida
causadas pelas intrigas
causadas pela inveja
causadas pela agonia.
"CURA".
QUANDO A AFLIÇÃO FECHA ATÉ A PORTA LARGA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A afirmação é profunda. Até mesmo a porta larga, que simboliza as facilidades morais e as ilusões do imediatismo, torna-se inviável diante da aflição verdadeira.
O sofrimento possui uma pedagogia severa. Ele desestrutura as falsas seguranças, dissolve as máscaras sociais e expõe a nudez espiritual do ser. Aquilo que parecia amplo e confortável revela-se estreito e insuficiente quando a dor visita o espírito.
No ensino do Cristo, conforme registrado no Evangelho segundo Mateus 7 13 e 14, a porta larga conduz à perdição. Contudo, quando a aflição se instala, até mesmo esse caminho de ilusões perde sua aparência de viabilidade. O prazer não consola a culpa. A superficialidade não sustenta a consciência inquieta. O orgulho não cura a angústia.
Sob a ótica espírita, segundo a interpretação moral consolidada em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo 5, Bem aventurados os aflitos, a dor é instrumento de progresso. Não é punição arbitrária, mas mecanismo de reajuste e esclarecimento. A aflição obriga o espírito a confrontar-se com a própria realidade. Nesse confronto, a porta larga deixa de ser opção plausível, porque o sofrimento exige verdade.
A crise existencial é o grande desmascarador. Ela revela que não há fuga psicológica capaz de suprimir as leis morais que regem a vida. O indivíduo pode tentar evadir se pela distração, pelo poder ou pela negação. Entretanto, quando a aflição é autêntica, essas vias mostram se impotentes.
Nesse sentido, a dor, paradoxalmente, estreita o campo das ilusões e conduz o ser à necessidade da porta estreita. Não por imposição externa, mas por exaustão das alternativas inferiores. O espírito, cansado de enganos, começa a buscar consistência.
A porta larga é possível apenas enquanto a consciência permanece adormecida. A aflição desperta. E, ao despertar, o ser percebe que não pode mais regressar à antiga superficialidade.
A dor fecha caminhos ilusórios para abrir horizontes de maturidade.
E é nesse momento decisivo que o espírito compreende que a única passagem verdadeiramente viável é aquela que conduz à retidão, à responsabilidade e à fidelidade ao Cristo.
