Texto para um Amor te Esquecer

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Um Homem tão Bom Quanto qualquer Outro

Eles estavam vestidos de anseios,
Haviam tido embebidos desejos,
Enfrentamento corporal, desespero,
Ocasionando apreciações e desprezos.

Foi um homem tão bom,
Quanto todos os outros.
Jamais compreendeu esse tom,
Afinal, foram tratos entre insanos e loucos.

O preço a pagar por aqueles
Pensamentos revoltos,
Decisões conflitantes fizeram
Seres perturbados e sorridentes.

Foi um homem tão bom,
Quanto todos os outros.
Jamais compreendeu esse som,
Afinal, foram garras entre chutes e socos.

Ensurdecedores teus olhares,
Permita-me outra vez coletá-los,
Obelisco erigido às beldades,
Quando há quem possa apreciá-lo.

Uma mentira encantadora,
Nos faz suportar inúmeras verdades.

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Rima sobre Rima
(ou a Monografia Senil
de um Inovador Ultrapassado)

Do barulho infernal,
Ao brilho cegante,
Energia estridente,
Dissipada em instantes.

Nós somos as massas
E as minorias,
Saboreamos o bônus
E as consequências.

Fomos barbárie em harmonia,
Trouxemos uniformidade e conflitância.
Regamos os buquês floridos da melancolia,

Eufóricos desenfreados, anatomistas.
Portamos as causas e as epifanias.
Éforos da argumentação,
Baboseiras intimistas,
Infinitas.

Estratagemas, pilherias,
Ardis e trapaças,
Emboscadas, astucias,
Arapucas, ciladas.

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Reviravolta

Um exaustivo
Sobe e desce
E vice versa.

Segue acima,
Prossegue abaixo,
Degraus disso,
Degraus daquilo.

O impacto dos calçados,
Em madeira, taco compensado,
Concreto, piso emborrachado,
Sortidos revestimentos e tal.

Perdurou assim por um longo tanto,
Antes e após, punhados de anos,

Até que a escada se cansou
De ser solo, chão ignorado,
Prostrado em desencanto,
Estática imutável vegetante.

Esperou um instante,
Levantou renovada,
Um atrevimento repleto,
vibrante,

Chocando paredes e teto,
Saiu dando cambalhotas,

Escada arrojada,
Escada rolante.

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Poema sobre Cereja

Faça-me um favor,
Apenas silencie, emudeça.

Estou farto de desafios,
Da vasta e incontinente
Diarreia moral.

Escala de Ascensão ?
Num mundo onde jamais
Houve equilíbrio na balança,
Como é possível pronunciar
O termo merecimento.

Que diabos é isso ?
Eis o resumo,
Do que vivi até agora.

Desta sacada em diante,
Só quero os frutos,
Desejo exclusivamente, retorno.

Cansei de investir para nada.
Pegue seus obstáculos,
Degraus, metas e objetivos,

Enrole-os com carinho,
Entroche-os, reto corrugado adentro.

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Se existe coisa mais bela no mundo,
Que um sorriso bobo,
Inda não encontrei.

Caso não queira-me como teu,
Deixe-me ficar com tua pena,
Já que não voo, nem me vou,

Poderei ao menos permanecer,

Respirando
Alto,
Floreando
Amores.

Principessa minha.

Ela ainda não sabia,
Mas era dona da matéria-prima,
Com que os encantamentos eram feitos.

Permita-me,
Converter-te no próprio amor
E o amor próprio,
Que se ame.

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O Ser e a Luz
(ou um Ótimo Aluno em Jogos de Azar)

Percorri cada milímetro na escuridão,
O Vale das Sombras foi meu Bosque Encantado.

Diversão, na tortura psicossocial.
Campos verdejantes virando caatinga,
Florestas corpulentas se tornando cerrado.

Banalidade corriqueira no ato casual.

Nunca fomos bons em geografia,
Mas temos noção de onde devemos estar.
A sorte foi cruel, nessa vilania,
Nos demos bem apenas em jogos de azar.

Não sabemos calcular com maestria,
Mas a expectativa é de poder somar.
Ainda que o fracasso subtraia vida,
As lições tiradas dele vem acrescentar.

Nunca fomos muito bons em história também,
Não compreendemos tempo, nem cronologia.
As memórias vão além, da vã pedagogia,
Aprender é um recurso bendito,
Requisito definitivo para ensinar.

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Inominado Forasteiro

Foi o semideus
Que incendiou o limbo,
Um ateísta santo
Que afogou os mitos.

Violando belas ordens
Sem consentimento,
Profanador congênito
Inebriando-se ao relento.

Partiu faminto e enfermo
Ao Gulag desértico,
Lançado em cova rasa
Por tuas heresias.

Após ser condenado
Por teus ensinamentos,
Salvou povos santificados
De tuas convenientes tiranias.

O extremo ermitão
Em solo trivial,
Derradeiro eremita
Do solilóquio corriqueiro,

Ateando tuas máximas
De teor espiritual,
Foi mencionado como
O Inominado Forasteiro

O derradeiro eremita
Do solilóquio corriqueiro,
Foi mencionado como
O Inominado Forasteiro.

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Naturalmente superiores,
Quase que como um sétimo sentido;

Pois o sexto, já fora acima referido, Sendo algo próximo
Da autopromoção inconsciente.

Não que fosse um problema para ela,
Pois parecia tratar-se de uma aliada,
Das atitudes que constrangem outros
E jamais a constrangiam;

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[Tovarishchi]

Tive alguns na vida,
Uns eram de uma cor
Outros de outras,
Uns de um gênero
Outras de outros,
Variaram em estatura
E formato também,
Divergiam em crenças
E pontos de vista,
Uns torciam prum time
Outros proutros.
Houve quando foi mais
Que amizade,
Houve quando foi menos.
Teve atração e distanciamento,
Teve afinidade,
Houve ressentimento
Mentira e honestidade,
Existiu irmandade,
Teve até omissão,
Pelejas primorosas,
No entanto houve perdão,
Respeito e lealdade
Mas esquecimento nenhum.
Agora ouve o que eu digo,
Todo mundo alguma
Vez na vida,
Em alguma medida,
Teve ao menos um,
Camarada.

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Levitando

Atravessando aquele pátio,
Vi uma santa sem andor,
Não sou um rapaz simpático,
Não sou conquistador.

Tenho mais de mil pecados,
Mas só um eu confessei,
Um desejo abominável,
De adorar quem eu deixei.

Livre, leve, leviano sem você.
Livre, leve, levitando com você.

Ia me perder
No precipício do prazer,
Mas ia saber
Que tinha algo por fazer.

Afoguei meus vícios em lástimas,
O erro era meu.

Troco simplesmente tudo,
Por mais um suspiro seu,
Por mais um carinho seu,
Por mais um sorriso seu.

Livre, leve, leviano sem você,
Livre, leve, levitando com você.

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E o velho retirante se coloca a caminhar,
Na busca por um fio do passado a restaurar,
Passado em que sentiu orgulho de viver,
Viveu e assumiu paixões no entardecer,
Sem medo do escuro dominar sua clareza,
Usou toda a artimanha era o rei da esperteza,
Não detinha um centavo, mas foi o mestre da nobreza.

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Gabelle

Traduzimos num olhar,
Tudo aquilo que um dia,
Talvez pudesse ser dito.

por diversas vezes será feio,
muito barulho e sujeira
por todos os lados.

e o sangue ?!
segue sempre correndo
na contramão das artérias,
desrespeita a gravidade,
pra alcançar o coração,

mas a velha bomba cardíaca resiste,
com tuas câmaras ocas
e tuas valvas guerreiras, resiste.

não permita que o mundo
lhe tome a sensibilidade,
ela é a maior arma que tens,
para defender-se de si mesma.

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Crônicas de um Espelho Meu

Besteiras fantásticas,
Asneiras primorosas,
Acidentalmente enfeitadas,
Enfeitiçadas, frondosas.

Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobeiras de uma comédia trágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobagens de uma tragédia mágica.

Com a delicadeza de princesas frágeis,
O atributo mor foi o olhar carente,
Mas pro viés dos bárbaros e obscenos,
A feiticeira má, sempre será, mais atraente.

Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobeiras de uma piada trágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobagens de uma anedota mágica.

Adorada Bruxa que nunca será minha,
Deixe-me ser seu servo,
Deixe-me amar em vão.

Deixe-me amar o engano,
Aceitemos a peso profano
De nossa esdrúxula relação.

Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobeiras de uma comédia trágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobagens de uma tragédia mágica.

Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Deixe-me amar o engano,
Deixe-me amá-la em vão.

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⁠Dia do Anonimato *

Dobrou a esquina decidido
A percorrer um trajeto inabitual,
Descendo a rua irregular
Notou pedestres e a muvuca central.

Gradeados, o asfalto, telhados,
Uma mureta com degrau,
Lojas, butiques, bazares,
Um açougue liquidando bacalhau.

Automóveis, lixeiras, lixo no chão
E alguma forma vegetal,
Flores num canteiro, um bueiro,
Caixotes, tubulações em geral.

No estacionamento vazio
Se encontrava escondido um casal.
Paralelo ao centro financeiro,
Muitas cifras, cortesia impessoal,

Ternos de luxo, limusines, distinção,
Suavidade fria e cordial,
Um ligeira coxo que revirava
Uma tralha imunda próximo ao local.

Passava um cliente importante
Pelo detector de metais digital.

Trinta e dois minutos atrás,
Uma madame foi assaltada; um marginal,
Foi demitido de um emprego normal,
Por não ter concluído 2° grau.

Uns metros dali estouraram o cartel
De uma quadrilha internacional,
Esquema armado, escutas, grampos,
Traçado por uma equipe federal.

Ergueu a mão prum ex-companheiro
Da época que bateu o ponto usual,
Apertava parafusos, rosqueava,
Martelava e polia na fabriqueta de pedal,

Nunca viu a empresa inteira,
Mas sabia que dali saíam bicicletas no final.

Parou numa barraca do calçadão,
Encostou no balcão e pediu um curau,
Limpou-se com guardanapo de papel reciclável,
Recordou a vida rural.

Que remeteu à puberdade,
Tingida de idealismos e anseio liberal.
Ouviu o sino e depois um hino
Vindo da igreja onde ensaiava o coral.

Leu o título dum livro grafado num outdoor,
Best-seller na imprensa oficial,
“A Doutrina dos Humildes”, volume que
Despertou-lhe o entusiasmo literal,

Vendeu 40 milhões de exemplares, Virou mini-série de comoção nacional.

Freqüentador assíduo,
Adentrou no boteco,
Pediu um téco na medida total,

Uma pinga com cinzano
Que desceu raspano
Que nem água com sal.

Travou um carteado
Com os camaradas pingaiadas,
Gente fina esse pessoal !

Virtuoso e desapegado,
Teve cinco filhos,
Uma esposa e a ela foi leal.

Nunca em semanas, meses, anos,
Centenários e milésimos de segundos,
Após aquele dia, na história de todos os dias,

Em todos os dias dos tempos,
Em todos os tempos da história,
Apareceu-lhe outro dia tão excepcional.

Deu-se por satisfeito, visto que
Com efeito, percorreu seu trajeto inabitual.

* No Dia do Anonimato ocorreu um fato,
que não alterou absolutamente coisa alguma.

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⁠As 24 horas vividas de um Verme

00h00 – Nascimento para uma existência imperceptível

01h00 – Descoberta dos primeiros sentidos (dolorosos)

02h00 – Engatinha emitindo sons pouco compreensíveis

03h00 – Inicia-se o adestramento de insignificância

04h00 – Aprende a armazenar desapontamentos

05h00 – Forçosamente é inserido à colônia parasítica

06h00 – Sofre os maus tratos que traçarão sua deformidade

07h00 – Perde qualquer doçura que jamais teve

08h00 – Segue-se o adestramento de insignificância (nível intermediário)

09h00 – Realiza cursos complementares de sadomasoquismo e submissão

10h00 – Conhece a larva que viverá ao seu lado pelos segundos que lhe restam

11h00 – Conclui o adestramento de insignificância (nível superior)

12h00 – Horário reservado para a única refeição que fará

13h00 – Forçosamente é inserido à colônia parasítica profissional

14h00 – Procria com o desígnio de dar continuidade ao sistema vigente

15h00 – Festa das quinze horas vividas de um verme (se for abastado)

16h00 – Desenvolve-se em sua abreviada e meteórica carreira parasítica

17h00 – Destrói a abreviada existência imperceptível de outros vermes (ônus)

18h00 – Recebe o retorno frutífero por 240 minutos de dedicação (bônus)

19h00 – Forçosamente é extraído da colônia parasítica profissional

20h00 – Reflete sobre os danos, prejuízos, lesões, estragos e avarias sofridas

21h00 – Aprende artesanato (devaneio que deslumbrava na fase juvenil)

22h00 – Adoece sem amparo do estado maior ou seguro previdenciário

23h00 – Morre desejando nunca ter existido

24h00 – Obtém sua Redenção (ato ou efeito de se redimir)

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⁠Longa Róliudiâno

Produção barata,
Intérpretes de terceira,
Tapumes pré-moldados,
Um script de asneiras,

O possante, os malvados,
Pancadaria e bebedeira,
Rachas, berros, tiroteio,
A cachoeira, a ribanceira,

Jaquetas pretas, o rodeio,
Marshmelows e a lareira.

Trampando em lanchonete,
Tramando contra o tédio,
Trafegando na internet,
Traficando seu assédio.

Nível tático e diabólico,
Arremessando o currículo,
Adversários do bucólico,
Avaliados num cubículo.

Degustando a programação,
Cuspida de seu televisor,
Vomitando a superstição,
Que veio impor um estupor.

Taquei noutro canal, cansei daquela vista,
Tive a impressão de que me vi Protagonista.

John, Jane and Joanne,
Loucamente alucinados,
Trucidando o quotidiano,
Exaltados, desvairados,
Num Longa Róliudiâno.

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⁠Aspirante a Vilão

Berto se revoltou completamente ontem, um surto capaz de mudar toda a sua trajetória até então, mas ele não mudou. Era imutável, era fechado, era Berto. Pediu demissão de mais um emprego entre inúmeros no último ano, eremita insaciável, insatisfeito, inconsolado. Mandou seu superior pro inferno, engolia ofensas há meses, Berto não nasceu para se submeter, era insubmetível. Jogou uma caixa de arquivos na cara do canalha, que lhe ordenava ordens insensatas, um cretino munido de idiotices hierárquicas.

Berto virou um demônio e pediu a Deus que lhe desse discernimento, para não cometer ali uma atrocidade. Aquela saleta fedia uma loção barata e desodorante vencido, misturado com cheiro de banheiro e desinfetante caseiro. Divisórias mofas exerciam sua tarefa mal sucedida de serem repartições, isolando os ambientes, descumprindo a missão de ocultarem as conversas em voz alta e os berros exaltados de chefes e subordinados neuróticos e estressados.

Aquele bairro tinha se tornado uma grande privada satélite, anexada ao centro velho e abandonado da cidade, um território esquecido por seres civilizados, antro supremo das mais relevantes categorias do tráfico, drogas, armas, contrabandos e piratarias de todos os gêneros imagináveis, prostituição. O lar do crime rigorosamente organizado, refúgio de marginais, imigrantes, putas, travecos, ligeiras, minorias, desempregados, miseráveis e mais miseráreis, mas nenhum culpado.

Dizer que não é fácil ser honesto no paraíso dos corruptos seria inocência demais, honestidade e dignidade não existem, são basicamente impossíveis de serem praticadas, num lugar como este. O próprio ar em si é corrompível, as ruas não alimentam o crime, o crime alimenta as ruas, sem ele não há forma de vida aqui; e ninguém é culpado.

Inserida por michelfm

⁠A Temível Batalha de um Só contra Si

Os Relacionamentos cristalinos,
São Turvos como as profundezas,
O Forasteiro é baleado sem motivos,
Os Pretextos comprovam incertezas.

Surge migrando como uma gaivota,
O Enraizado patriota, peregrino.
Gigantesco, porte-médio, pequenino,
Estrangeiro perto de ser recebido,
Fatalmente banido, bandido.

Nem tudo precisa rimar,
Nem tudo precisa fazer sentido,
Mas tudo precisa ser escrito,
Como se tudo fosse aquilo.

Na Temível Batalha de um Só contra Si,
Intimamente confrontado, vê o que vi,
Culposamente inocente, lê o que li,
Despovoado está;
Só está em Si.

Está Só em Si,
Na Temível Batalha de um Só contra Si.

Inserida por michelfm

⁠Meramente Mafuá

Sete é um número forte,
Fui ele durante as chamadas;
A Professora lia, eu respondia presente,
Me chamava atenção suas requebradas.

Sedução adolescente ou recordação recortada,
Recordo os apelidos e palmas nas conclusões,
Lembro antes das palmadas pelas malcriações.
Senhorita apalpada atrás da sala, colo e acolá.

Aprendizados presos aos costumes,
Acostumado com repreensões.
Abandonado por falta de ciúmes,
Quem compreende compulsões ?

Obrigado ao constrangimento,
Sou grato pelas humilhações;
A difícil fase, face ao descontentamento,
Cria e resolve as perseguições.
E criará...

Nicotina pra quem não fuma,
Barulho pros que dormem,
Trânsito pra quem apressa,
Obediência na desordem.

Fartura sem fortuna,
Firula sem fratura,
Conferindo o ferro que fere,
Ferindo a fé que confere.

Confete é o que há,
Só o que há.
Sol que arde há.
Meramente Mafuá.

Inserida por michelfm

⁠Memórias de um Caso Colossal

Desligada a ignição,
Admiramos o aguardado,
Ativando a pulsação,
Num Batimento disparado.

Abreviado na partilha,
Sobressaltado e fraternal,
O Juramento conduzia,
Declaração Atemporal.

Pessoas notáveis,
Com traços atípicos,
Cartuchos simbólicos,
Prantos legítimos.

Efeito imprevisível,
Se faz memorável,
Desembaraço irreprimível,
Ajuntamento insuperável.

Terminação que introduz,
No recomeço o compromisso,
Afeição não se traduz,
Num cartão em que agradeço.

Por isso disto nasce um vício,
Paridade em epopéia,
Letras dispostas flanco a flanco,
Franqueza de Mestres da idéia,

A criação nos acompanha,
Escoltando-nos num pós-platéia.

Venerável penitência,
Ascensão de brio enorme,
Inclinação e competência,
Fazem do Briefing um Brainstorm.

Inserida por michelfm