Texto para um Amor te Esquecer
Seu olhar encontra o meu,
Diz que tudo se perdeu
Sou um iceberg de emoções
Sou como uma ostra num imenso mar de dor
Sou a luz sem resplendor
Sou o sol sem seu calor
Moro onde vive o vazio infinito,
Olhar vazio,
Palavras sem esperança.
Pensamentos construídos com sofrimentos de luto.
Tudo se perdeu, construção do passado desabou
Sou um pássaro sem canto
Sou um lutador sem forças
Sou um copo vazio,
Sou um sonhador sem sonhos
Tudo se perdeu, quando não encontrei mais o seu olhar
Fulgor da Manhã Gelada
Um frescor tão leve e estonteante a brisa trazia
Novamente esse mesmo aroma doce me envolvia
Clareza nessa menina de idade, eu assim a via
No macio caminhar abanando saia prateada
Um terrível significado fúnebre eu temia
O amanhecer gelado de minha manhã diminuía, onde agora está?
Em contraste, da terra áspera a seu toque sensível
Irreconhecível natureza ou apenas um ser aberracional?
Mas não importava o que fosse provido racional
Com afinco viril e totalmente irracional, demonstrava apreço a mil
Essa presença que agitava meu coração frágil, que dor imoral
Conversas sem proposito assinalado
Àquela mocinha eu dediquei manhãs tão nevoentas como gelo
Seu nome em euforia eu me arrisquei a pedir
“Lina. Meu nome é Lina. Qual o seu moço?”
De resposta simples em partes eu me dividi
Ouvido aquela voz que um dia já conheci
A manhã gelada, da qual tanto vivenciei sem fim
Esbravejando folia angustiante, ali pontuei como um preso infeliz
“Tão bom é conhece-la, mas tão tardia se fez”
A menininha em suspiro longo, proferiu só mudez
Acalentando-me com sua fria morbidez
Tinha importância como nenhum outro
Esse sentimento devastador que tanto logro no silêncio
De significado como nenhum outro
Minha dor seria certeira
Pois o certo é o certo
E meu ato de santidade não compensaria o tormento
Dessa frenesia que rasga-me nesse momento
Torne-se eterna ao meu lado, nesse banco frio
Dessa manhã que só me traz tanto desalento.
Do silêncio que habita o meu vazio
um minuto de silêncio
por todos os desejos
irrealizaveis
pelas palavras que
nunca saíram do papel
pelos sentimentos que
matarão
por serem
intensos demais
para viverem em
um peito só
por todas
as vezes que
sou vítima de mim mesmo..
Saciar
de um
pequeno
rasgo
na alma
verte
banhada
em sangue
uma letra
depois
um grito
de dor
da alma
e nasce
um verso
após
infinitos
gemidos
aflições
de espírito
uma leitura
antes de
publicar
uma mentira
no sorriso
do rosto
cansado
nasce
um
escrito
missão
cumprida
pode
agora
morrer
o arremedo
de poeta
no suspiro do leitor que consumiu seu escrito e se saciou..
Faz hoje 1 ano que tu partiste e deixaste um vazio irreparavél no ceio familiar e de amigos no geral. Posso até fingir não me importar, fingir que tu nunca exististe, mas uma coisa é certa só sente a dor da perda de um irmão aquele que já perdeu 1. Seja la onde for so te peço que me perdoes por tudo de errado que fiz para ti na tentativa de poder proporcionar o melhor de ti. ainda me lembro quando pediste um sobrinho mas infelizmente não tiveste a oportunidade de conhece-lo mas quando a isso não te preocupes explicarei a ele quem você era, das brincadeiras k juntos protagonizamos e mencionarei teus defeiitos se me esquecer das tuas qualidades... em fim é muita coisa para escrever mas também não sei como organizar.
uma vez irmão sempre irmão, seja onde tu estiveres estou contigo
1 ano de Eterna Saudade
Análises.
Me pergunto tantas coisas, mas sempre com um olhar negativo.
Me ensinaram a olhar o mal de mim.
Tenho mal em mim, tenho mal sim.
Me ensinaram, tenho mal transbordando aqui.
Ouço músicas que me mostram que sou mal.
Ouço frase que me dizem que sou mal.
Sou exposto a momentos que sou mal.
Sou apontado que fui mal.
Analisei e vi, sim sou mal.
Não sei, talvez eu seja mal nesse local.
Preciso analisar.
Muitas vezes pego-me a observar-me, como se fora um outro, um terceiro, até mesmo um fantasma assombrando a si próprio. É um sentimento estranho, outro dia, enquanto conversava com uma amiga sobre nossas experiências sexuais, eu não parava de me perguntar internamente o porquê de estar fazendo aquelas escolhas de palavras, não seria as palavras que eu falaria se eu fosse realmente eu. Não é estranho esses momentos em que percebemos que deixamos de ser.
Ali, de repente, fui tomado por um outro, a quem fui observando de longe, um outro que eu não conhecia, mas que ainda acho ser eu em algum espectro, alguma nuance. Um eu reprimido.
Outras vezes que percebo esse fenômeno é quando me apaixono por alguém, abandono-me fácil de mais. Meu espirito sóbrio foge do meu corpo, como em uma espécie de projeção astral. Mas meu corpo não fica oco, logo trata de si preencher e penso, falo e ajo de um jeito absurdo, clamando pela atenção de estranhos. Por isso não gosto muito de mim quando me apaixono e isso tem acontecido com certa frequência, digo que conheci um menino na segunda e na sexta não paro de pensar na nuca de um outro. É repugnante me assistir agindo dessa maneira, se apaixonando por puro tédio e se convencendo de que esses sentimentos são reais. E chega a ser patético me ver me humilhando assim.
Quem sabe esse não seja um problema a ser resolvido, tenho que aprender a conviver com essas versões espaçosas de mim.
Há momentos que cansa estar tanto tempo tratando pessoas de um jeito bom, dando atenção, estando sempre disponível, estando ao lado nos momentos em que mais precisam de você... E dói quando você para e pensa que se você ficar em silêncio por um tempo, passando por momentos angustiantes, estará completamente sozinho, sem ninguém ao seu lado para estar te apoiando e te tratando da maneira que você precisa...
Enfim, reciprocidade não se cobra.
Ninguém me disse que um dia
De pequenas coisas
Saudades eu sentiria
A vozinha
Aquele seu bolinho pro café da tarde.
As canções que vc cantava pra gente
Parece mentira mas
Até das broncas eu sinto falta
Tem gente q não vem embrulhado
Mas é tipo um presente.
Não tem muito o que dizer mas
Por tudo isso
Obrigado.
A vida, e se ela for só um teste tipo holograma ?
Oque faria se descobrisse, que tudo isso foi só a primeira fase de um suposto jogo de residência?
E se a gente fosse só umas peças de um jogo de uma inteligência desconhecida ?
E que nada disso é real,
Que tudo que vivemos até hoje é como o baú de ouro no final do arco-íris?
Apenas um mito
Ouviram o grito de liberdade, não mais das margens do Ipiranga, mas de corações verde amarelo.
Um brado retumbante marcado pela esperança em ver a pátria amada livre em todo instante.
O céu azul, as matas verdes, as riqueza desta nação na voz da liberdade de expressão.
Guardada pelo braço forte de cada cidadão.
Exatidão
Uma bica uma cachoeira uma praia inteira
Uma lágrima no seu rosto um composto de sol...
Uma nuvem no céu do seu corpo sonho mais louco...
Uma noite de muita chuva, frio e destino a mil...
Um rio buscando a imensidão do oceano
Um beija flor beijando sua flor eternidade do amor.
Um bom som uma música e taças de vinho beijinho de passarinho.
A imaginação e as curvas do seu corpo novo caminho parada obrigatória o seu ninho.
Parece não existir medo nem mesmo vazio
Dois corpo em erupção o suor e a doce escuridão
A imensidão vista da janela estrelas e teu clarão.
Talvez um dia tudo isso tenha a verdadeira elevação e razão.
O milagre das nascentes a busca pela fonte.
Lua que nasce atrás do horizonte enfeita as noites mais elegantes.
Os olhos à podem contemplar todo instante.
Duas almas voando no mar de eternos amantes.
Eu acordei e seu gosto estava na boca
Uma exatidão temperada de saudades
A realidade por ser amarga é ao mesmo tempo doce.
Não tenho beijinhos mas essa paz foi tu quem trouxe...
"Demora-se um tempo para compreendermos a brevidade das coisas, mas quando esse aprendizado toma conta de nós, já não nos permitimos postergar para o amanhã o que urge ser feito agora.
Como celebrar as pequenas conquistas sem a prisão da ambição desmedida pelos resultados grandiosos e por vezes intangíveis.
Desfrutar os prazeres do lazer, que não alimentam o acúmulo de bens materiais, mas o corpo a mente e o espírito.
E sobretudo, estimar cada instante compartilhado ao lado de quem amamos, e a quem pertencem nossos sonhos, nossos melhores sorrisos e todo coração."
Ela nasceu como um lindo dia quando a luz do rei
sol irradia o dourado da manhã/
Seu orvalho é poesia sua flor é harmonia de
cultura cidadã/
Pra resgatar nossa história aguçar nossa memória minha Apla sou teu fã.
Recordas nosso passado no pensamento inspirado regido na fé cristã.
Aplacando a tristeza espalhando a beleza
Poética na melodia
Logrando êxito em profusão ofertando emoção
Aplaudindo a alegria
Impactando almas, acelerando corações nas asas das emoções nossa Apla vai voar
Aos confins do entendimento poético no sentimento versado pra recitar.
Nas asas do novo dia a história se recria
Para assim se eternizar.
"A paixão entorpece a alma, abala os sentidos e acelera as batidas de um coração tomado se amor, ainda assim, não há como viver indefinidamente naquele primeiro estado, porquanto é comum ele evoluir para o segundo, perene e compassado.
Haverá todavia uma forma de reproduzirmos infinitamente aquele estado da paixão em nossas vidas, em todos os momentos que nos encontramos com nossas boas e verdadeiras amizades."
Sempre que penso em você me dá um frio na barriga,
Tento me aproximar, porém sempre travo, isso me intriga.
Mas como não ficar nervoso,
Quando Deus te desenhou ele estava generoso.
Toda vez que conversamos meu coração acelera,
É como se mais nada houvera.
Te observar me ensinou coisas que nunca aprendi na minha vida,
E penso. Quem sabe um dia você seja mais que só uma amiga🤭
Dália
(um poema para Nando Reis)
De novembro a março fulgurante você nasce, cresce e aparece...
Fulgurante e cheia de vida desencadeia suas cores e no mais esplendoroso momento encanta muitos olhares e quem sabe inúmeros amores!
Ah! Se em apenas três meses a vida fosse fácil, bela e encantasse corações.
Mesmo que bela sejas, a vida trás espinhos e deles os momentos que entristecem...
Mas quando o sol se abrir, a chuva cair e o vapor surgir... gotas escorrerão ao solo e tocarão o coração.
Coração, enche de orgulho com suas belas colores,
Coração Dá-lhe alegria aos olhos fulgurantes e cheio de amores,
Oh, coração! Daria, Dália, daria segundos para que em 3 meses pudesse encher (outros) corações de bulbos enraizados de amor e que durassem para sempre.
Insuficiência de palavras
te condenaria por haver um dia desistido de ler-me?
minha bagunça enlouqueceu-me, minha alma só produziu gemidos, o coração desaprendeu a escrever
insuficiência de palavras
[...]
é a vida?
e o que é a vida?
um milagre que busca a morte, o Amor, sentimento que trás tristeza, as palavras, gritos para almas surdas
isto a poesia quem me segredou
[...]
a calmaria veio com teu Amor, a tempestade veio com sua partida, choviam lágrimas no seu adeus
encharcando-me de sentimentos remorsos
[...]
ainda hoje busco palavras
não as encontro
o vento as levou
lhe dedico então todas as palavras, que habitam no meu silêncio..
Outrora um ser sem motivações encontrou uma menina que buscava se livrar de seus demônios internos. Ele com medo e com pensamentos vazios perguntou a ela:
Se lutas contra eles porque aproxima-te de outro?
E ela respondeu:
Eu assim como ti possuo pensamentos vazios, entretanto possuo olhos cheios, cheios de amor, cheios de felicidade, cheios de carinho.
Ele à respondeu:
Se livrando de um demônio e aproximando de outro? Pois arranque seus olhos e cuspa-os no mar para que a correnteza leve seus sentimentos mais profundos para o fim das águas.
Ela o respondeu:
Nunca! As lanternas que ofuscam o breu da sua noite terão pilhas que nunca descarregarão. Se o sol apagar e a lua esconder-se no mar usarei olhos cheios para esquentar seu corpo frio.
Eu, uma menina, você, um demônio. Diga me seu nome e lhe darei felicidade em troca de liberdade.
Salokin é o meu nome. Tome os meus olhos para enxergar as maravilhas do mundo por mim, fique com minhas pernas para nadar em um oceano de água cristalina, arranque minhas mãos para acariciar os animais, e fique com meu nariz para sentir o mais profundo cheiro de uma flor.
Com o corpo todo do demônio, a menina vagou pelo mundo até chegar em um jardim. E nesse jardim vivia um anjo. Ela encantada com seus olhos azuis como o céu, e com seus cabelos semelhantes a ouro, implorou por afeto, e ele sem um pingo de emoção e com uma voz repleta de nojo disse:
Fique com esse corpo podre que cheira a enxofre, e se afaste pois não quero chegar perto do trevo de cinco folhas.
E o demônio sem nada, com pensamentos vazios e com... nada.
Demônios quando encontram demônios e conhecem seu interior, se tornam mais demoníacos, ou se tornam anjos moldados por afeto daquele que o conhece?
#BALANCEIO
Sou só...
Um silêncio de olhos vendados...
Cego caminhante...
De uma, duas, mil vidas...
Em erros passados...
Escondo-me...
Não porque quero...
Mas porque temo...
Sonho...
Ah...
Como eu sonho...
E me perco...
Disfarço meus desejos...
Não são puros...
Torturam meu coração...
Seu olhar sobre meu corpo...
É chicote que me fustiga...
É sofreguidão...
Que me alucina...
Não mudo...
E por você...
Me deito no chão...
Me invade...
E feliz choro...
Me entregando...
À sua devassidão...
Giro e reviro...
Arranho o chão...
Mordo meus lábios...
Enquanto lhe dou meu coração...
Amando num balanceio...
Tenho na pele o cheiro do amor...
Em você procuro aquilo que não tenho...
Enquanto satisfaço o seu anseio...
E esqueço...
A escuridão de meu peito.
Sandro Paschoal Nogueira
Caminhos de um poeta
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