Coleção pessoal de geziel_moreira_jordao
A existência humana, sob a perspectiva da psicologia, da neurociência e da filosofia, revela que o equilíbrio emocional constitui um dos mais relevantes preditores de bem-estar e longevidade. Se a vida, por sua própria natureza, já oferece desafios inevitáveis, parece biologicamente irracional e eticamente contraproducente buscar, de forma voluntária, circunstâncias, relações ou conflitos que apenas intensificam o sofrimento. A verdadeira inteligência consiste em cultivar a paz, pois é nela que a mente floresce, o corpo se fortalece e a existência revela sua mais autêntica beleza.
Podem subtrair minha presença física dos ambientes, afastar-me dos espaços e interromper a convivência circunstancial; contudo, jamais alcançarão a essência energética que me constitui. A energia humana, sob uma perspectiva filosófica, psicológica e científica, transcende a mera materialidade da presença, perpetuando-se nas ideias, nas ações, nos valores e nas marcas deixadas na consciência coletiva. Ausente em corpo, permaneço em influência; distante em matéria, permaneço em potência.
Paradoxalmente, é da dor que emerge o mais poderoso combustível da existência humana; são as adversidades, os dissabores e as cicatrizes da experiência que impulsionam a resiliência, refinam a consciência e forjam a extraordinária capacidade de transformar sofrimento em crescimento, tornando cada obstáculo um propulsor da própria evolução.
As relações interpessoais constituem um intrincado fenômeno biopsicossocial, no qual sinapses emocionais, mecanismos inconscientes de defesa, memórias afetivas e idiossincrasias cognitivas colidem silenciosamente dentro da arquitetura neuropsíquica humana; afinal, compreender o outro já é tarefa hercúlea, porém decifrar os labirintos da própria mente humana talvez seja a mais complexa engenharia existencial da consciência.
Ainda que a aurora me imponha o desafio de subjugar simbolicamente um leão e o crepúsculo me convoque a enfrentar outro de igual ferocidade, mantenho inabalável a minha determinação: não renunciarei, sob nenhuma circunstância, ao inalienável direito de existir e de moldar a vida segundo as minhas próprias convicções, pois é na fidelidade à minha essência que reside a verdadeira e mais elevada forma de felicidade.
“Não patrocino a exaltação do ilícito, tampouco me curvo à apologia do delito; antes, exerço o nobilíssimo munus de salvaguardar, com destemor e rigor técnico, as garantias fundamentais do acusado, pois, no altar do Estado de Direito, até o mais vil dos fatos não pode subtrair do cidadão a inviolável prerrogativa de uma defesa plena, digna e juridicamente escorreita"
Se a existência, quando sorvida com a serenidade da leveza e a lucidez de espírito, revela-se tão prodigiosamente bela e harmoniosa, por qual insondável motivo tantos insistem em sobrecarregar os dias com inquietações vãs, permitindo que a ansiedade e o desassossego conspirem contra a própria arte de viver?
________Dedy Dú Alecrim
Reconheço, com serena lucidez, que minhas escolhas e inclinações muitas vezes não se submetem ao crivo das convenções ordinárias; são, antes, expressão legítima de minha própria idiossincrasia, esse traço singular que delineia a arquitetura íntima do meu ser.
Na incessante busca por escapar de nossa própria essência, tornamo-nos prisioneiros da ilusão, relegando à sombra os fragmentos que nos definem.
A resignação pode ser entendida como um estado psicológico em que o indivíduo, ao confrontar situações adversas e inalteráveis, opta por aceitar a realidade sem lutar contra ela, refletindo uma postura de conformidade que, embora possa ser vista como passiva, também pode proporcionar uma forma de alívio emocional e redução do sofrimento.
_____ Geziel Moreira Jordão (Dedy Dú Alecrim)
....Em um passado implacável, onde as circunstâncias irromperam como tempestades devastadoras, os fragmentos de uma família foram sepultados sob os escombros do destino; hoje, subsiste apenas a amarga consciência de um anseio irrealizável, um sonho que, por desventura, não mais pode ser entrelaçado...
A resiliência humana, frequentemente comprometida por estados psicológicos de estresse crônico, pode ser vista como uma falha na homeostase emocional, onde a sobrecarga de estímulos negativos impede a adaptação e a recuperação, revelando a fragilidade do equilíbrio psíquico diante de adversidades.
"A vida é como um rio que arrasta uma pedra bruta; no caminho, entre quedas e batidas, nos barrancos ela se lapida, perde as arestas e se transforma em algo mais forte e perfeita"
No âmago do Estado de Direito, a observância irrestrita dos postulados constitucionais não pode ser jamais relativizada, sob pena de se conferir indébita absolvição às práticas que vilipendiam os pilares da ordem jurídica e do próprio pacto civilizatório.
(...) Engoli o mundo a seco, sangrei em silêncio, afundei no abismo das dotes até encontrar o fundo da minha essência - ali percebi que renascer não é florescer, é suportar a escuridão até que ela se curve diante da vontade de levantar do inferno sem permissão, cuspi nos fracassos e calar o barulho que me atormentava...
(...) Transcendi os percalços da existência com estoicismo e resiliência, erigindo minha alma sobre os escombros da adversidade....
(...) VIDA: UM ENTRELAÇAR DE LUZES E SOMBRAS
A vida, essa tessitura intrincada de experiências, revela-se como um espetáculo de múltiplas nuances, ora sublimes, ora dolorosamente cruéis. É uma travessia inevitável, onde o efêmero e o eterno se entrelaçam em dança constante, desafiando a linearidade do tempo e a estabilidade da razão. Viver é lançar-se, diariamente, no abismo da incerteza, sem mapa, sem bússola, apenas com o pulsar do coração e a esperança como timoneira.
Nos dias dourados, a existência nos sorri com generosidade. São os momentos de plenitude, quando a alma se vê envolta por afetos sinceros, pelas risadas compartilhadas, pelo brilho dos olhos que nos amam. Nessas horas, a vida se assemelha ao fulgor da aurora: clara, cálida, promissora. São os instantes em que os bons atravessam nosso caminho — seres de luz, cuja presença apazigua nossas angústias e cuja bondade transcende o trivial. Esses encontros são bênçãos disfarçadas de casualidade, cujas marcas permanecem impressas no âmago de nossa memória afetiva.
Contudo, não se pode ignorar a face sombria da existência. A vida, em sua imparcialidade brutal, também nos apresenta o amargor dos dias nublados. São os episódios de queda, de perda, de desalento, em que o chão se desfaz sob nossos pés e a solidão se impõe como única companhia. E, nesses momentos, surgem também as figuras que, longe de somar, se dedicam a corroer: indivíduos de alma empedernida, tomados pela inveja, pelo despeito e pela amargura. São espectros humanos que, incapazes de reconhecer a própria luz, empenham-se em apagar a dos outros. Sua presença, embora nociva, é pedagógica — pois nos ensina a distinguir o genuíno do falso, o profundo do superficial.
E, entre encontros e desencontros, a vida segue seu curso. Leva consigo algumas pessoas queridas, insere outras inesperadas, sempre testando nossa capacidade de adaptação, resiliência e compaixão. Os bons, quando partem, deixam saudade; os maus, ao irem, deixam alívio. Mas todos, sem exceção, deixam aprendizado.
Viver, portanto, é aceitar esse fluxo constante de encontros e despedidas, de júbilos e tormentas. É um exercício contínuo de humanidade. E que, ao final, ao cruzarmos o limiar da última fronteira, possamos dizer — com altivez serena — que vivemos com intensidade, com verdade e, sobretudo, com amor. Pois é o amor, afinal, que dá sentido à vida, mesmo em meio às suas inevitáveis sombras.
(...) A vida é uma longa estrada, cheia de curvas traiçoeiras e placas que alertam sobre os perigos adiante—mas poucos as lêm até que o desastre seja inevitável...
