Texto para um Amor te Esquecer
Elton. Nada de John.
Elton. Este é o tom.
Sorriso lindo despertou.
Pessoa do bem.
Um anjo te abençoou.
Até hoje não sei se você é anjo,
ou se os anjos disseram amém
quando decidiu deixar de procurar
e resolveu me encontrar
Deixou de viver num harén.
Depois, muitas abdicações, hein?
Elton. Este é o tom do meu coração.
Parece coisa brega de apaixonite aguda.
Mas, como Carlos Drummond escreveu
“todas as cartas de amor são ridículas”.
Por que não dizer que tudo que falamos parece ridículo
quando estamos amando de verdade?
Vergonha? Medo? Ou molecagem?
Ahhh a verdade…
Qual a verdade de seu coração?
Verdadeiramente feliz?
Eu não.
Poderia estar sim e não precisaria alcançar as estrelas.
Poderia estar com você e abrir mão de pedir aos cometas.
Mas, a minha vida, em especial, é confusa.
Pareço uma intrusa no meu próprio lugar.
Nada me cabe.
Sobram choros, lágrimas, dúvidas.
Falta você.
Longe, muito mais do que os quilômetros que nos separa.
Relação que compliquei e o laço desatou.
Elton.
O que FARIA se não fosse você?
O que eu não FARIA por causa de você?
Elton.
O tom que bate em descompasso.
Aqui. Sozinha.
Hoje, falta melodia.
ELTON.
Era meu melhor dia-a-dia.
FARIA o possível, mas hoje, só DIAS me restam...
Que agonia!
(11/04/2010)
Meu vício pela internet,
me fez criar um blog para você.
Qual será sua reação?
Se estiver solteiro ainda, sem paixão, vai se gabar.
Se estiver namorando, apaixonado, vai querer me matar.
Mas, eu não estou nem aí...
Como dizem: "o que tiver que ser, será!"
Corro riscos.
Corro risco de parecer boba, ingênua, sem noção.
Corro o risco de você procurar a Justiça e me ingressar com uma Ação.
Corro o risco de você não me querer mais não.
Corro o risco de você querer armar uma confusão,
Ou me surpreender com alguma confissão.
Corro o risco de você ficar nervoso e querer tirar satisfação.
Corro o risco de você lembrar que quem te ama de verdade é meu coração.
Mas, o melhor de todos os riscos é você olhar,
dar aquele sorrisão,
correr feito louco até este loirão,
e dizer com todas as letras que me ama de paixão!
Pensando bem, parece valer a pena... Não é tão ruim correr riscos não...
Faz tempo,
não tenho notícias suas.
Faz tempo
que o tempo me machuca.
Tentei ser feliz,
um relacionamento perto.
Nada certo,
nada deu certo.
Beijava pensando em você.
Falava pensando que era pra você.
Sonhava com você sempre.
Por onde você anda agora?
Será que ainda em São Paulo?
Será que em outro país?
Onde você se encontra?
Queria me encontrar com você.
Onde você está?
Pode ser só no sonho…
Eu prometo não incomodar!
Deve estar muito feliz.
Deixou até de me procurar…
Deve ter encontrado quem você sempre quis.
Resolveu me abandonar.
Somos um contratempo, uma causa impossível;
deixamos de ser aquilo que somos para sermos aquilo que nos acompanha na tentativa de ser.
Permitimos pelo resto do dia ser a metade de um inteiro. Pensara, contudo, viver num campo fértil para desejos inférteis e descobrira que vivia exatamente do inverso. Vivia em pergunta ao amor, e nem de longe em sua resposta. Como se suportasse os fetiches de nossos defeitos mesmo que isso de nada adiantasse. Pois sendo metade desta metade, ainda assim, serviria por inteiro.
Apenas um Garotinho
Em mil novecentos e noventa e três
Nasce um Garotinho
Apenas um garotinho
Quando o pai olhou
Foi logo dizendo:
“- Nasceu o garotinho do papai”
E ele estava coberto de razão
Outro parente da família disse:
“- Este ai é o futuro médico da família”
Hoje os deixe ele frustrado
Sou um simples poeta
Que trago singelos versos
Mas que pra mim
Representam um amor incondicional
Doou seu dom.
Beijo com a quentura de suas maçãs avermelhadas,
Encostavam em meu rosto como um sol.
Aquecia toda a frieza, a qual contornava meu eu por longo tempo.
Florí.
Estive como já havia achado estar.
Gargalhei de dor por ter vivido um segundo imenso e intenso,
O qual estava prestes a se desfazer.
Fiquei com parte do bom de viver o segundo.
E o trasformarei em canção.
Aconteceu, um sorriso, um abraço, um olhar, palavras nem bastaram pra me conquistar, eu estou gostando de você.
Mim apaixonei, sei que ao teu lado é o meu lugar, eu não vejo a hora de te encontrar, é com você que eu quero ficar, nada tem sentido sem você.
Eu fico acordada a te imaginar, procuro forças pra te falar, que eu estou gostando de você.
-Eu sei que você vai entender, as coisas do amor não tem porque, acontece assim sem a gente perceber, confesso estou com medo do que virá, mas não importa eu quero te falar, eu mim apaixonei por você.
Sabor de sal...
Um cheiro de verão,
Mornas tardes, sentimentos na mão.
São dias lindos... Inesquecíveis tardes em familia.
Onde o Sol se despede com preguiça... E faz manhã...
Tardes, frescas tardes...
Onde a felicidade tem um sabor de sal,
Um marinho sabor...
Um gosto temperado,
Comum... Nas tardes de sal...
Que já anunciam o verão.
Minha verde mata tinge-se de azul,
O meu entardecer fica dourado como o Sol que aqui mora....
Caminho sem pressa nas minhas memórias,
Tudo é sentimento...
E me banho nos sonhos da minha lagoa de águas claras... Tão azuis...
Belo poema tingido, me banho...
Medito; pergunto; insisto... Permaneço e suspiro...
Adentro a mata, os rumos dos meus secretos sonhos, não há como fugir,
Não sei mentir. Lá fora há um mundo que desconheço,
Minha paz mora neste regaço de poesia,
Sou feliz, desfruto da mais pura paz...
A Lua faz poesia, meu coração cita os versos...
Rezo, rezo por ti, por mim...
E o amor me toma nos braços da saudade...
E ternamente choro... E adormeço...
E sonho...
Com o verão que logo vem...
(Ednar Andrade).
Feito um cão
Bate o meu coração
Assim como um louco,
Assim como um trovão
E eu ouço um gemido de agonia...
Meu sangue e carne esfriam,
Como mergulhados no gelo,
Como se perdesse o controle,
Em tamanha emoção.
Bate meu coração
Dilacerado, aflito
Feito um cão;
Um cão que uiva na noite
E a escuridão.
Há um alarido neste som magoado
Que só escuta o meu coração.
É sangue, dor, saudade;
Saudade viva numa ave morta.
E um âmago aflito.
Alma agônica,
Um paiol de saudade.
Existem em vão
A sempre-viva, amarela, morta,
Cristal, transparência, que não vejo
Em meio a constatação.
É uma presença errante;
Uma flecha que parte,
Para por outra no chão.
(Ednar Andrade).
Um brinde à vida!
Acordo reflexiva...
As chamadas aos dias, aos tempos, o natural calendário da memória me mostra, me faz viver e reviver... Naturalmente refaço a cama, que por sinal, bem desfeita, um hábito que não analiso de dormir em muitos lençois. Um jeito exagerado de enroscar-me neles (um aconchego aos travesseiros), um jeito manhoso que trago comigo. "Sorrio"; isso me dá um certo trabalho... Fazer ou refazer uma cama destas leva alguns minutos... E às vezes dá uma certa preguiça...Prossigo enquanto penso em muitos dias , que longe vão...Os dias desiguais, as portas e janelas da casa têm design diferente, assim como a vida e o seu passar como as linhas "varicor" que desenhavam e tingiam os bordados antigos dos panos da casa (REFLITO COM CERTA VAIDADE E SATISFAÇÃO), como se buscasse não a justificativa das coisas e sim uma concreta visão da vida (Agora).
Da vida (PRESENTE SEM PAR), passagem de sonho, cheia e repleta de alegrias e sem faltar e com certeza as grandes ou pequenas, mas sempre tristezas... Destas, somos todos agraciados, não há quem delas escape, não há como fugir; este ruído nos segue sem que saibamos onde ou quando nos dará um abraço que preferimos nunca sentir... E como tudo nos serve de troféu... Abracei os meus e hoje os olho com uma lembrança de momentos que trazem consigo o crescimento e a destreza que a todos deve seguir (Experiências), e assim, O CAMINHO DO HOJE SERÁ SEMPRE... O HOJE, Costumo dizer (...)... E sigo, olhando de frente, observando os lados, vislumbrando, vez por outra, o que deixei ou o que ficar para trás... Sem remorsos ou assombros com a alma alva dos perdões e gratidão, que a mim dou, porque é preciso que nos perdoemos, pelas falhas, pelos nossos apelos errados que nos põe diante da incessante procura do acerto.
(DAS EXPERIÊNCIAS) Delas e para elas o meu aplauso... Tornei-me mais forte, melhor em tudo, e assim a todos deve suceder... E neste contexto tudo conta e a vida encanta, como nas magias das inocentes crianças, nos proporciona uma viagem sem igual, repleta de horizontes que, sem eles, não saberíamos galgar... (Experiências) são os louros inevitáveis e bem vindos sempre, custe o que custar. São elas que nos empurram na direção da consciência e do real sentido do ser. São as grandes amigas, aquelas que nos mostram quem somos sem nos poupar com mentiras e afagos falsos... Aliás, falsos são os amigos que só sim dizem, e quando precisamos de um não eles caramelizam de um falso doce, nossos defeitos... Elas não, elas SERVEM EM BANDEJA DE OURO NOSSAS FALHAS E IMATURIDADES PARA NOS TORNAR CRISTAL VERDADEIRO... Assim sendo, são fundamentais na busca do melhor de nós. Imperfeita e aprendiz, sigo, penso... E vasculho os meus recantos dispersos e escondidos, na constante e transparente visão do meu "eu".
Sinto-me bem. Um garantido conforto borda-me a alma com linhas coloridas ainda que com desiguais tons (linhas varicor)... E vou tecendo este trabalho que é fazer a ordem voltar ao ambiente que considero "sagrado": o quarto, onde descansamos, a cama onde amamos ou sonhamos... Um lugar onde o carinho da paz nos visita.
(DAS LEMBRANÇAS... E dos prazeres, assim como os bons vinhos, os melhores perfumes, que ficam impregnados na alma)
São os amores (que me perdoem os fingidos); não existe um apenas... Eles são ou foram tantos... Mas, alguns ficam presos na lembrança e vivos, latentes nos sentimentos... E nos chegam como suave perfume e nos sacode e acode nas viagens tão perfeitas que ficam perto o suficiente para sentirmos o perfume do objeto amado... E lembrar com precisão, o menor gesto, pequenos detalhes, sutilezas, que na memória não se dispersam... Ainda do perfume, falando, aquele amigo que partiu numa viagem sem volta... Aquele amor que, sem despedida, apenas se foi... E ficou. As amizades, a esta rendo minha homenagem e digo que - creio no amor das amizades; os amigos, falo de amigos verdadeiros, aqueles que nem o tempo, nem a distância, nem as diferenças os faz indiferentes ao tempo e a tudo. Vivos, habitam nos silêncios e na plenitude do sentimento mais profundo; aqueles que por toda vida nos seguem e nos seguirão, guardados na caixinha do coração, onde nem o tempo, nem a oxidação do fútil os corrói, quando expostos ao tempo e/ou aos temporais, onde nem as adversidades os faz distantes. "Vivos, permanecem", como patrimônio na sua essência. Pérolas, tantas vezes, pedra rara, são os amigos, que ficam como patrimônio na memória, bem real que segue conosco, enquanto dura o Sol da vida (tenho alguns assim)(...)
DO TEMPO, aqui falo, expresso, está contido em toda extensão do meu pensamento - HOJE.
*E a ele tenho total devoção*.
DAS SAUDADES, estão contidas no contexto lembrança e nos servem em taças, como vinhos, o doce contentamento, de haver vivido momentos bons, sorrisos doados, sem restrições, "amados e vividos", não cobram de nós, nada. Acariciam o coração para demonstrar que continuamos vivos e, se algumas vezes, permeiam nosso espírito, nos trazem doces contentamentos; ingrediente indispensável para produzir emoção.
A SAUDADE é companheira. Em casos isolados, faz companhia, pois traz consigo as imagens e o contentamento do que se viveu.
(Então, da vida, as experiências;
Das lembranças, os prazeres;
Das experiências, a lapidação e os louros;
Do tempo, a estrada para o hoje será sempre... O hoje;
Das saudades, o contentamento e a felicidade de haver vivido).
CONCLUSÃO, viver é bom! É divino! Não há, em mim, espaço para mágoa, não tenho tempo para rancores; o amor me consome, o amar me diverte e adverte: "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã" (Renato Russo).
Aplausos, ao dom da vida! E, em especial, a alguns, todo o meu carinho, todo o meu apreço...
Tim, tim!
(Feliz).
(Ednar Andrade).
É quando o silêncio toca a minha alma em uma canção,
É quando o silêncio toca meu coração com um sorriso seu,
É quando o silêncio me atinge fundo, no momento em que meus olhos cruzam com os seus.
É quando o silêncio é minha unica saída pra que eu não te abrace forte, e te diga tudo que tenho sentido,
É quando um vazio me suga por dentro, e me cala as palavras,
É quando você me chamou de anjo e sorriu, e eu estremeci.
Foi quando eu soube, que você seria a melhor coisa dessa confusão toda,
E que eu deveria evitar, fugir, me calar...
Meu corpo se encaixa no teu
Como se fossemos um único ser
Ao ponto de poder sentir o que sentes
Tu me fazes ver o azul celeste
Existente apenas nos olhos inocentes de uma criança
As fantasias que me fazes viver
Preenchem meus dias de alegria e paz
E tenho medo da realidade
Lugar onde se descobre que os relacionamentos
Podem ter um fim.
No entanto, meu coração não consegue
Acreditar que tanta felicidade deixe de existir
Pois meu corpo já se acostumou a viver do teu.
Não é que o que eu sinto por você não exista. Exite la no fundo, escondido. É um sentimento que eu posso ter vergonha de mostrar, vontade de esconder. Você parece se encaixar exatamente em mim, mas no segundo que me viro, o encaixe já mudou, talvez tenha sido eu, talvez você. Só sei que em questão de segundos, toda a boa impressão que eu tenho de você parece desaparecer.
Mas ainda assim, estou sozinha. Talvez seja isso que me puxe pra perto, talvez seja por isso que eu não te deixe ir.
Eu só quero compania, por um dia, por uma noite, por agora.
Não posso me deixar levar, não é você que eu quero, mas ainda assim, talvez seja de você que eu preciso.
Mas eu digo não não e não.
E quem sabe um dia, eu admita que o que eu queria dizer era nada menos que, sim.
Circo Do Tigre
"Um tigre ferido mato seu treinador, gotaria de saber o que o colocou fora", disse o comentador eu não sei.
Como você se sentiria se separado da sua familia, que foram ignorados para as diversas cidades em uma gaiola no mínimo.
Bound de vida, com técnicas de prazer, e a humanidade completo para o desempenho sob pressão.
Um chicote nem menos. Se você fosse um tigre que faria isso?
Quer fugir, pense em fuga e se desesperado, matar e humilhação infinita confessar e morte guarateed?
você faz isso, agora, como um se humano?
se não, então eu entendo por que você não era certo.
O conjunto de tigre fora, o Sr. comentador.
Diga-me Por que
Um dia sem glória
Um coração cheio de medo
Repetindo a história dele para fazer a nós mesmos? Claro?
A voz é inédito quando mensagens dos montes
Seu rei em seu castelo nunca morreu nesses campos
Há sangue em suas mãos, um sorriso em seu rosto
má intenção, não há dinheiro a ser feito
Um quarto sem janelas e um coração que não pode sentir
Vergonha sem convicções e uma visão? Para matar?
Diga-me porquê, por que devemos lutar
Por que devemos matar em nome daquilo que achamos que é certo
E não mais
Nenhuma guerra
Porque, como você sabe?
O ódio em seus olhos
As mentiras em sua língua
A mão que mata o inocente, tão rápida de fazer errado
A barriga está cheia, enquanto nós lutamos para o que resta
O ficando ricos mais ricos enquanto os pobres se tornam escravos
Matamos nossos próprios irmãos, a verdade nunca é dito
Se a vitória é a liberdade, a verdade é incalculável
Renda seus soldados como todos os outros
Se o amor é minha religião, não fale por mim
Diga-me porquê, por que devemos lutar
Por que devemos matar em nome daquilo que achamos que é certo
E não mais
Nenhuma guerra
Porque, como você sabe?
E como você sabe?
E como você sabe?
E como você sabe?
E como você sabe? (Como fazer ...)
Por favor, me diga porque, porque nós temos que lutar
Por que devemos matar em nome daquilo que achamos que é certo
E não mais
Nenhuma guerra
Porque, como você sabe?
Estou vivendo essa vida,
Eu sou dado essas mentiras
E como faço para morrer em nome do que você pensa que está certo?
E não mais
Oh Senhor
Pois como sabemos?
E como sabemos?
Dor
Uma pena, mas é uma pena,
Quando chegou a hora
Por sua aposentadoria.
Uma carreira, mas é um trabalho,
Moderno servidão,
Se não for para o desafio
E os sonhos.
E um dia é apenas um
Coleção de horas,
Se não fosse por aquele
Despertando, persuadindo
amando o sorriso em seu
rosto.
Que Deus cale minha voz
Diante de um insulto
Que Deus cale minha voz
Diante de uma ofensa
Que Deus cale minha voz
Diante de uma reprovação
Que Deus cale minha voz
Diante da ira dos inimigos
II
Que Deus me dê a graça
Da sabedoria do silêncio
Que Deus me dê a graça
Da pureza do perdão
Que Deus abra o meu coração
E retire todo ressentimento e desamor
Para que eu possa receber de Jesus
Grandeza do seu eterno amor
Começo já me perdoando pela repetição de palavras, mas é que entre essa história, rodou o tudo em uma coisa só. O amor, o olhar.
Foi um romance aparentemente eterno. Um amor jamais imaginado, na cabeça dela. Na dele confesso que não sei, mas o seu olhar dizia por qualquer palavra.
Eduarda era daquelas meninas desapaixonadas, que não gostava do amor, fazia de tudo um pouco para dizer que não amava a ninguém.
Gustavo era daqueles de rosas, poemas e romantismo. Só faltava realmente a coragem.
Eduarda sonhou com ele, Gustavo já pensava nela. No outro dia, quando ela o notou, lembrou do sonho… Que eles diziam que iam ficar juntos. Na mesma hora ela se apaixonou por aquele novo amor. Mas dessa vez – como sempre – maior do que todos.
Eram pensamentos da parte de Eduarda, musicas, coisas que ela escrevia sem parar…
Não sei de fato se foi uma forma dela encontrar uma razão para a vida criar uma felicidade, ou foi realmente algo inexplicável.
Só sei que ela não parava de pensar nele um minuto sequer, e ele sempre vinha em seus sonhos dizer tudo o que ela sonhava.
Todos os dias, o momento mais feliz era aquele em que eles se viam, e em que seus olhinhos brilhavam e o sorriso no cantinho da boca aparecia.
O encontro aconteceu, mas nada aconteceu. Mas ficaram esperanças altas no ar, iria acontecer algo.
E nesse lenga-lenga, passou-se um ano. Quando chegou o tal 2010, Eduarda estava cheia de esperanças, cheia de amor. Mas ai é que tá, o ano chegou levando tudo… Até os sentimentos. E a partir do momento que eles se conheceram, o amor saiu por ai… Vagando pelas ruas do Recife. O problema de Eduarda era que a partir do momento que ela conhecia a pessoa, ela via que não existia aquela perfeição toda. E mesmo dizendo amar o imperfeito, no fundo… Aquela doçura do romantismo que sim existia nela falava mais alto. Já Gustavo, se mostrou uma pessoa fria por fora, mas Eduarda sabia muito bem que ele não era nada disso. Ela via em seus olhos. E Gustavo também sabia muito de Eduarda, sabia que ela não era nada disso aparentemente mostrado.
Acabou. Não existe nada mais triste do que um amor assim acabar. E acabar do nada, da mesma forma que começou. Os olhares não mais se encontram não se tem a melodia das notas iguais. Nada, o tudo virou nada.
Agora Eduarda voltou a ser aquela desapaixona de sempre, nunca mais gostara de alguém. Ela dizia que tinha descoberto o amor verdadeiro, e agora seria difícil de interessar por alguém, nada se comparava… Mesmo sem mais sentir.
Já Gustavo continuava com sua capa por fora. E foi embora, longe dela… Para nunca mais voltar.
"Notas em mim"
“Toca canção em mim
Que me toque como um toque
Que eu não posso sentir.
E no embalo dessa melodia
Entre notas duma terna sintonia
Me leve como uma brisa leve
Para junto de ti
Suave canção por noites repetidas
És minha paixão e te gravo dentro de mim.”
"Tua"
"Quem serás tu criatura bela!
Tu já estavas a minha espera?
Lindo!É um anjo a me olhar
Selada a porta não mais está!
Entre, mata a minha sede
E venha me amar
Cubra-me com teu corpo a luz do luar
Deixe mil estrelas nos iluminar
Até o alvorecer
Amante do teu ser
Toda tua
Em teus braços calada
Para te ouvir sussurrar
Vem!
Demora e devora o tempo que nos fez esperar!"
