Texto para Professora

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Professora Jacy,


Eu queria lhe explicar com calma uma coisa que, para muita gente, parece exagero quando a pessoa fala, mas é real: o sentimento de rejeição não nasce do nada. Ele pode começar muito cedo, antes mesmo da gente entender o mundo.


Na década de 60, o mundo girava de outra forma. Existia uma cultura muito dura com as mulheres e com as crianças. Muitas famílias viviam na pobreza extrema, sem apoio, sem orientação, sem saúde emocional, sem planejamento familiar. Muita gente tinha filhos em sequência, no automático, porque era assim que se vivia. E criança, naquela época, muitas vezes não era vista como sujeito, como pessoa com necessidade de cuidado e proteção. Era só “mais uma boca”, e pronto.


Quando uma criança nasce dentro de um ambiente de briga constante, abandono, desestrutura, medo e falta de afeto, ela cresce sentindo que não tem lugar. Às vezes nem precisa alguém dizer “eu não te quero”. A rejeição se forma pelo clima: silêncio, ausência, descuido, humilhação, falta de acolhimento, falta de segurança.


No meu caso, a história familiar começou com conflitos graves entre meus pais. Ainda no ventre, eu já estava dentro de uma casa sem paz, sem estrutura emocional. Depois disso, veio um período de abandono e separação. Eu cresci com marcas dessa desorganização familiar, e isso mexe com a cabeça e com o coração de qualquer criança.


E tem outro ponto importante: quando uma criança é criada por alguém que não tem preparo emocional, ou que vê a criança mais como obrigação, ou como alguém para “servir” dentro de casa, essa criança aprende cedo que o amor é condicionado. Ela aprende que precisa ser útil para merecer presença, comida, atenção, carinho. E isso é um tipo de rejeição também. Porque a criança entende que, se ela não for “boa” ou “útil”, ela não vale nada.


Então, professora, quando eu digo “me senti rejeitado”, eu não estou falando só de um momento específico. Eu estou falando de uma construção. É como uma ferida que vai sendo alimentada com o tempo: abandono, desatenção, falta de colo, falta de escuta, falta de segurança, falta de carinho. E depois, na vida adulta, a pessoa vira alguém que tenta compensar isso do jeito que dá: trabalhando demais, buscando aprovação, se doando, se cobrando, se sentindo sempre “a menos”, mesmo quando está fazendo o melhor.


Eu quis lhe explicar isso porque eu confio na senhora e eu respeito sua sensibilidade. Eu não estou pedindo pena, nem justificando nada. Eu só estou mostrando o contexto para a senhora entender como certas dores não começam na fase adulta. Elas vêm de muito antes, lá de trás.


Obrigado por me ouvir.
Fernando Kabral




7 de janeiro de 2026


9:35

.. E a professora sempre esteve certa.
"Olha pra frente, a prova é individual.
(Todas as provas sempre são individuais, intransferíveis e solitárias.)
Continua nadando, se parar você afunda.
(Não pare para lamber feridas ou se revoltar, ou a dor vai te engolir.)
A prova é sozinha e sem consulta, quero ver se vocês aprenderam.
(A vida é uma aventura solitária, e as lições se repetirão até que aprenda.)
Se tentar apagar com muita força, vai rasgar o caderno e perder a lição que anotou.
(Ninguém consegue apagar uma história, sem correr o risco de apagar o que precisava ser aprendido).
Se não terminar a lição vai ficar aqui na hora do recreio.
(A Vida é Festa e Ofício, não podemos comemorar o que não construímos.)
E quando você crescer vai entender.
Acho que estou crescendo... nunca foi sobre escola.'

E agora, Professor?
E agora, Professora?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que você se deparou
Com tanta gente opressora?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que te fazem salvador
De uma triste realidade?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que esperam de você
Muito mais que capacidade?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Ensinará o conteúdo
A quem não quer aprender?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Já soube que o mundo todo
Depende muito de você?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que descobriu a utopia
Que é a pedagogia?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que aprendeu que a teoria
não serve para a prática?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que precisar educar mentes
E barrigas extremamente vazias?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que descobriu que outros
seu trabalho, melhor, faria?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que você não tem valor
E nem tão pouco o respeito?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que fará com tanta dor
E com tanta decepção?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que o ano não acabou
Mas, você se esgotou?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que mataram os seus sonhos
E te fizeram de vilão?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que descobriu que seus méritos
Não são mais que obrigação?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que colocaram na sua conta
Toda a deseducação?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Como ensinará o amor
Em meio ao caos e opressão?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que diminuíram o seu valor
E te juntaram com pá e vassoura?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que te culparam por toda
Falta de vontade e querer?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que escancararam para todos
O quanto errado tu és?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
Vais apelar para o Senhor
Para a mamãe ou para o doutor?

E agora, Professor?
E agora, Professora?
E agora, Professor?
E agora, Professora?

Sonhos


Eu quero ser cantora,
artista,
escritora,
astronauta, cientista,
professora, psicóloga,
e tudo o que couber dentro de mim.


Mas o que mora no meu coração
é um medo silencioso:
e se nenhum desses sonhos acontecer?


Mesmo com um diploma nas mãos,
um papel dizendo “você conseguiu”,
talvez eu ainda não me sinta vencedora.


Talvez eu nunca me sinta suficiente.


E se ninguém gostar das minhas músicas?
Das minhas palavras?
Das cores que eu pinto para tentar respirar?


A lua me observa.
Ela conhece cada passo que dou,
cada queda,
cada recomeço em pedaços.


Ela vê quando eu sorrio para o mundo
e choro sozinha depois.


Nunca serei o suficiente —
ou pelo menos é isso que aprendi a acreditar.


Mas talvez…
talvez a vida não seja sobre ser suficiente,
e sim sobre continuar
mesmo se sentindo incompletaSonhos


Eu quero ser cantora,
artista,
escritora,
astronauta, cientista,
professora, psicóloga,
e tudo o que couber dentro de mim.


Mas o que mora no meu coração
é um medo silencioso:
e se nenhum desses sonhos acontecer?


Mesmo com um diploma nas mãos,
um papel dizendo “você conseguiu”,
talvez eu ainda não me sinta vencedora.


Talvez eu nunca me sinta suficiente.


E se ninguém gostar das minhas músicas?
Das minhas palavras?
Das cores que eu pinto para tentar respirar?


A lua me observa.
Ela conhece cada passo que dou,
cada queda,
cada recomeço em pedaços.


Ela vê quando eu sorrio para o mundo
e choro sozinha depois.


Nunca serei o suficiente —
ou pelo menos é isso que aprendi a acreditar.


Mas talvez…
talvez a vida não seja sobre ser suficiente,
e sim sobre continuar
mesmo se sentindo incompleta

Poesia Infantil – “História na Hora da Soneca”


A professora conta baixinho,
com voz de nuvem no ar.
O Bento fecha os olhinhos,
pronto pra imaginar.


No tapetinho macio,
o mundo inteiro aparece:
tem estrela, tem passarinho,
tem sonho que nunca esquece.


Cada palavra é um abraço,
cada rima, um afago no chão.
E o Bento, guardião de sonhos,
ouve tudo de coração.

Gotinhas de Amor que Acolhem
Professora Kah, a maestrina de corações e imaginações, estava ali. Seu vestido azul de princesa irradiava, não apenas pela cor, mas pela aura de quem sabe que a realeza reside na capacidade de encantar.
E então, surge a voz. É Kah e sua lembrança é um mosaico de alegria coletiva.
"Oi, eu sou a Kau. O que mais me marcou na Gota de Leite foi o dia na sala da Bianca. Sabe, eu consegui fazer uma brincadeira com as crianças... a dança das cadeiras! Foi muito legal mesmo. Não tenho uma marca com uma criança específica, e sim com todas elas, porque cada sala tem o seu momento incrível."
Ela sorri, a memória brilhando em seus olhos. A dança das cadeiras, um turbilhão de risos e expectativa, quebrou a rotina, transformando o chão da sala em um palco de pura euforia.
Mas a magia não parou na música. No calor daquele momento, a conversa fluiu para o universo que habita as mentes mais férteis: as histórias e os personagens. "Lá conversamos sobre as histórias que essas crianças gostavam e de quais personagens elas gostam", conta Kah. E, de repente, o palco virou cosplay.
A causa de tanta comoção? Um desenho. "Apesar de eu amar o Stitch e tê-lo desenhado na perna, as crianças viram e todas elas ficaram loucas! Ficamos conversando, tendo um momento bom sobre personagens no qual elas se identificam."
Naquele círculo de confidências lúdicas, o mundo se transformou:
Luan, com sua sabedoria miúda e olhos curiosos, não era mais apenas Luan; ele pensava que era o Bebê Yoda do Star Wars. Levi, impulsionado por uma energia incansável, via-se como o Homem-Aranha, pronto para saltar em sua teia de fantasia. E assim foi, cada criança vestindo o manto de seu herói ou criatura favorita.
Ka suspira, um contentamento profundo em sua voz. "Acho incrível como a imaginação dessas crianças sempre vai além desse mundo."
É essa a verdade final do conto: A Gota de Leite não é apenas um lugar de acolhimento, é um portal. Com a Professora Kah de vestido azul e a Kah de Stitch na perna, a realidade se dobra à fantasia. As crianças não apenas aprendem a viver neste mundo; elas aprendem a construir o seu, onde cada um é, de fato, o personagem mais incrível de sua própria história.
FIM

"Estou a ponto de demitir minha mais recente professora de Fé e Altruísmo. Ela vive insistindo para eu 'servir não AO próximo, mas servir O próximo'. Eu digo a ela que não sou garçom e, mesmo assim, ela não entende. Eita!"
0774 | Criado por Mim | Em 2014


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Minha Professora de Boas Maneiras disse que eu poderia participar muito bem de Redes Sociais porque, desde criança, eu aprendi a respeitar as pessoas, a conviver com opiniões difentes, a aceitar derrotas, a nunca falar o que não apurei e a não confundir conversas numa discussão. 'Mas... E os Outros?' Eu perguntei. 'Os Outros que não fazem nada disso?' "
Texto Meu 0896, Criado em 2018

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Saudade eu tenho daquela Professora que passava Trabalho de Casa, encomendando narração de como foi nosso final de semana. Tinha que ser em Redondilha Menor e não tínhamos a menor ideia do que era isso de Redondilha. Pronto! Ela nos fazia pesquisar e, com 'poucas cajadadas, matava vários coelhos'! Genial."
TextoMeu 1392

"E aquele outro Escritor brasileiro? Minha Professora de Fofocas disse que, em pleno Século 20, ele escrevia os originais dos livros dele, a mão, sem usar máquina de escrever ou computador. Essa historia eu não acredito, embora eu bote fé na Minha Professora de Fofocas!"
TextoMeu 1396

"Outra genialidade daquela Professora que eu Adorava é que ela encenava contos e crônicas (que não sabíamos serem contos e crônicas publicados). Ela fazia especie de teatro em sala e, na semana seguinte nos mostrava a publicação, AhAhAh. Sensacional. Aconteceu, por exemplo, com aquela delícia de conto, "O PLEBISCITO", de Artur Azevedo!"
TextoMeu 1400

Sou professora de sociologia em uma escola da rede pública
E minha formação é em artes cênicas (teatro)
Os alunos do ensino médio "me pediram"
para montar uma peça de teatro com eles
Com o maior prazer aceitei
Selecionei alguns textos e escolhemos
E o ensaio seria no meu intervalo
Pois dou aula até as 11:45 e volto as 13:00hr
Tudo bem, gosto do que faço, estou feliz!!
E os alunos concordaram
E os pais também
E... detalhe: Eu não receberia por isso!
Isso se chama "amor a arte"
A diretora só permitiu que essas aulas aconteçam em horário de aula
-Espere aí?
E o conteúdo dos meninos? Questionei.
- Eu converso com os professores pra "darem" nota.
Prejudicados eles não ficarão.
Engraçado,
que eu saiba projetos extra pedagógicos devam ser ministrados no contra turno
Por que as aulas tem que ocorrer no mesmo horário de aula,
prejudicando o decorrer das aulas
e automaticamente o aprendizado dos alunos?
SENHORAS E SENHORES
Essa é a educação do nosso país.
O descaso com que são tratados nossos alunos
que querem estudar
e ao mesmo tempo participar de um projeto
Mas tem que escolher....
E a culpa do ensino estar ruim é dos alunos?
Tem certeza?!!!!!

Inserida por lailatrizcris

Respeito e admiração
Professor, professora. Educadores. Todo dia é dia do mestre! De quem ensina e de quem aprende. De quem entende o sublime destino de caminhar ao lado das sendas do conhecimento, do aprendizado, do encontro com o novo, com o recontado. Histórias do cotidiano de milhares de professores e professoras que nos mais diversos rincões exercitam essa magnífica expressão de amor: partilhar sonhos, medos, angústias, dúvidas, projetos, vida. Agostinho de Hipona, famoso pregador medieval, ensinava por meio de sermões. Dizia que o sermão era uma dívida de amor que deveria ser paga sempre. O amor que transbordava, conhecimento vivo, vivificador. Palavra poderosa que animava, isso é, dava alma aos fiéis ouvintes. Rousseau, em Emílio, obra clássica da educação, clamava: "(...) uero ensinar o mais importante: quero ensinar-lhe a viver". É o amor que ensina a viver. E isso não é utopia. É o cotidiano dos nossos mestres nas salas de aulas. Regentes de instrumentos diversos. Uns mais afinados, outros mais arredios. Mas todos com sua beleza. É preciso talento: saber ouvir, puxar a corda até o ponto certo para que não fique frouxa nem arrebente. Entender o tom e o modo de misturar tantas e tão diversas habilidades. O resultado é a sinfonia que se nota nas salas de aula, lugar sagrado em que mestres e aprendizes vivem a poesia da vida. Nietzsche falava dessa poesia nas menores coisas. O olhar no olhar, por vezes distante e entristecido do aluno. Por vezes agressivo, não por essência, mas por ausência. Ausência de afeto, de projetos, de futuro. Basta dar perspectiva aos jovens e eles se tornam gigantes. E isso nós também percebemos em nossas escolas. Dia do mestre. O governador Geraldo Alckmin conta com entusiasmo sobre seus tempos de professor. Histórias do curso de madureza. Histórias da química orgânica, matéria que regia magistralmente como mestre que já antecipava o carinho e o respeito que tem pelas pessoas. E é esse respeito que faz com que ele coloque a educação como a grande prioridade de seu governo. E nesse diapasão multiplicam-se os projetos e as ações. A Escola da Família e o desafio de levar 6 milhões de famílias às escolas, nos finais de semana, para a difícil arte da convivência. Aprendizado conjunto, eficaz. 25 mil bolsas de estudos para jovens carentes egressos de escolas públicas. É praticamente uma nova universidade. Além disso, a implantação da USP, na Zona Leste, e a ampliação da UNESP. O crescimento das Faculdades de Tecnologia. É o governo educador. Sério. Transparente. Sabe que ainda falta muito, mas tem consciência de que educação é processo e não demagogia. São Paulo tem os melhores índices de informatização escolar. Enquanto no Ensino Médio temos 95% das escolas com computadores, a média nacional é de 38%. É ainda o único Estado que garantiu o curso de graduação aos professores e agora lança o programa Bolsa-mestrado para que o mestre que ensina possa aprender cada vez mais. O investimento em formação continuada não pára por aí: o programa de inclusão digital possibilitou que 60 mil professores pudessem ter computador em casa. Além disso, criamos programas como Teia do saber e Rede do saber. A maior rede de videoconferência do País e uma das maiores do mundo com mais de 100 pólos de alta geração, utilizando a tecnologia para desenvolver a sensibilidade. Dia do mestre. Tarefa árdua e gratificante. O que pensa o alfabetizador quando percebe os rabiscos se transformando em letras, palavras, pensamento? O que sente o professor de matemática com as primeiras operações que se transformam em equações e demonstram a força do raciocínio? E os primeiros estudos de ciências? A curiosidade fremente nas descobertas do corpo humano. Edificadores de uma história em construção perene. Guerreiros medievais, artistas renascentistas. A arte. A magia da arte que leva ao palco, aos muros das escolas, aos corais que multiplicam essa sensibilidade que não pode ficar adormecida. E a literatura? A história dos sentimentos. História contada por filigranas de quem enxerga um pouco mais e transforma o cotidiano em uma inesquecível narrativa. E assim sucessivamente. O conhecimento se avolumando e dando maturidade aos navegadores que ainda temem deixar o porto-seguro. É preciso pensar com liberdade. Aluno não é receptáculo de conhecimento. É águia ensaiando vôo. Respeitar e valorizar o mestre é tarefa de todos. Governo e sociedade. Se há professores que não ensinam e que não têm o grande compromisso de educar, essa minoria não pode tirar o brilho da grande plêiade de mestres que dedicam a vida à arte de fazer pessoas felizes. Arte de amor... Como os sermões de Agostinho de Hipona, a educação cotidiana de Rousseau e a poesia da simplicidade de Nietzsche.


Publicado no jornal Diário de S. Paulo

Inserida por fraseschalita

Kamiki: Professora! O Professor Neigauz deveria ser o instrutor dessa aula. Por que houve uma transferência na parte mais importante da matéria?
Kirigakure: Bem...foi por uma gravidez! Gravidez!
Kamiki: O Professor Neigauz é um homem!
Kirigakure: Ah, talvez ele tenha que tomar conta de criança ou algo assim. Que saco. Pergunte esse tipo de coisa para o diretor!

Inserida por ShiinaAyato

Dedico todo o meu conhecimento hoje a minha querida professora!
Gercineide Torres.
Rio Branco estado do Acre.
Obrigado minha mestra, tenho orgulho de você, quando sentastes junto a minha cadeira e tomastes o meu caderno mal caligrafados, sem ponto e sem virgulas, sem texto e sem contra texto, não tinha nada ali, apenas rabiscos; mas foi da aqueles riscos que descobri a verdadeira artes do mundo contemporâneo foste paciente a me ensinar, hoje sinto preparado para enfrentar a vida e superar os desafios...
Obrigado minha princesa educadora...
Hoje eu coloco você aqui nessa pagina, ao meu lado onde eu for, você estará comigo nos meus conhecimentos.

Inserida por GmFontes

Um certo dia em uma sala de aula, de uma determinada escola a professora indagou os alunos sobre se fosse para compará-la com uma das figuras do meio social, qual figura os alunos a comparariam.
Todos compararam, uma comparação mais interessante que a outra.
A professora ficou curiosa com uma das comparações de um aluno da classe. Esse aluno a comparou com um traficante; ele de imediato ficou espantada e era de se espantar, quem não agiria da mesma forma? traficante? como assim?
Daí o aluno respondera à professora: ora eu a vejo como uma traficante e todos aqui nesta classe uns viciados.Todos ficaram curiosos com o expressar do garoto.
Explicou-se melhor. Todos nos sentimos viciados e dependemos do que a professora tem para oferecer, como se fosse uma verdadeira traficante que tem a "droga" e nós alunos "viciados" que temos sede do conhecimento, sede de informação e a senhora a trafica para nós, e melhor ainda, não nos cobra um centavo.

Inserida por Jovemjoviano

Tempo de ESCOLA:

Lembro que fiquei encantada quando a professora falou da grande viagem do homem a lua. O “planeta é azul”, disse Yuri Gargarin. O primeiro astronauta a ter essa visão, na 2ª maior viagem de todos os tempos depois das caravelas. E a causa de sua afirmação, seguramente foi à água.
E onde não há água não há vida.

Atualmente é ela, a protagonista dos principais assuntos e noticiais do nosso dia-a-dia. Se o assunto é saúde pública, lá está ela, nos alertando para tantas doenças de vinculação hídrica. Se o assunto é desastre natural, ela vem com sua autonomia, nos encarar. Quem não lembra do furacão Catarina (Março, 2004), o primeiro furacão do atlântico Sul, que atingiu nossa região? E para muitos pesquisadores o aquecimento global irá favorecer a formação de muitos furacões ( WEBSTER, 2005; EMANUEL). Se o assunto é escassez ou seca, ela descreve exatamente os impactos antrópicos que realizamos. Se o assunto é poluição, os altos custos econômicos para recuperação de um rio, lago ou represa nos calam.

Porém, ela está aqui, presente em nossas vidas desde sempre. Suplicando uma nova ética para seu uso, com base na conscientização social, na otimização, no controle de desperdício e na recuperação de sistemas degradados. Ela está aqui perdendo sua cor, se eutrofizando, se anoxiando, se poluindo, se esvaindo diante de nós. E ficamos a nos perguntar: como evitar tantas catástrofes, epidemias, contaminações e poluições se todo planejamento e atividade relacionada à água deveriam estar integrados ao próprio planejamento urbano e expansão das cidades? Mas sabemos que não está? E o que nos restam? Medidas preventivas? Mitigadoras? Compensatórias? Talvez pedir ao cara lá em cima muita misericórdia. Precisamos fazer algo. Precisamos sim, nos sentir co-responsáveis por todas as agressão nos últimos seculos a esse bem valioso para a vida e participar de todo processo de racionalização do seu uso.
Precisamos sim, como Gargarin, continuar afirmando que nosso planeta é azul, mas fazendo nossa parte, produzindo avanços conscientes, tecnológicos e consolidados na gestão das águas. Assim ficaremos mais próximos do que chamamos desenvolvimento sustentável. E um dia quando formos passear na lua, sentiremos a mesma emoção e certeza que ele teve.
Andrelina fev de 2013

Inserida por Lina_Veira

A professora Lúcia Santaella, em “Produção de Linguagem e
Ideologia”, nos fala do uso da ideologia dominante, mostrando que a visão
política de uma sociedade se faz pelos determinantes econômicos, e que a
construção se ergue por elementos de dominação, sendo a própria arquitetura
política um meio de poder.

Inserida por cristiane_neder

Na aula a professora de matemática disse que se eu n estuda se eu ia ser um zé ninguém, mas será que ela é feliz?
Será que vale mesmo a pena estudar reguirosamente para ires para a faculdade passar uns anos da minha vida a bater com a cabeça nos livros para ser um doutor infeliz.
Ou será que é preferível ser um zé feliz.
Será mesmo que eu terei de estudar matemática para não ser um zé?
Eu não poderia seguir outro ramo?
E se eu morrer amanhã?
Será que a minha vida teria válido a pena, será que fiz vem em estudar dias enquanto os meus amigos se divertiram?
Preferias viver 20 anos como um gajo que se diverte diariamente, que não estudava, que não pensava dentro da caixa, que faz coisas que tu dirias "Este gajo vai se matar" ou viver 100 como o gajo que nunca se arriscou porque seria muito perigoso que passou anos da vida a estudar para trabalhar 16 horas por dia por um ordenado mínimo e ou estar a morrer pensar "Será que valeu a pena"?

Inserida por antonio_mendes_1

A Previdência e as viúvas

DEBORA DINIZ
Antropóloga, professora da Universidade de Brasília e pesquisadora da Anis - Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero.
Artigo publicado em 6/1/2015 no jornal

Cara presidente Dilma Rousseff, estou indignada: nós, mulheres, não somos as responsáveis pelo “rombo das contas públicas”. O ano suspirava seu final quando o então ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, anunciou medidas provisórias que alteraram as formas de proteção às famílias trabalhadoras. Tempo de conjugalidade, período de contribuição, idade dos beneficiários foram modificados e sem regras de transição. Trabalhadores jovens e velhos serão igualmente afetados por medidas econômicas que ignoram características fundamentais não só do mercado de trabalho, mas do modo como as famílias se reproduzem no Brasil. Tenho vontade de gritar minha surpresa — o tema não foi discutido, sequer anunciado durante a campanha presidencial —, mas guardarei minha indignação para os fatos. Entre as medidas de contenção, está o corte de 50% da aposentadoria para o cônjuge do trabalhador falecido. As medidas provisórias se protegem nesse falso universal neutro da língua portuguesa, pois o correto seria dizer “haverá corte de 50% na aposentadoria das viúvas idosas”.

Sou de uma geração em que as mulheres trabalham na casa e na rua — cuidam dos filhos e recebem salários. Muitas enfrentaram a difícil decisão sobre como cuidar dos filhos e se ordenar no mercado do trabalho, esse ambiente que ignora que as crianças vão à escola, adoecem, reclamam cuidados. Conheço mulheres mais jovens do que eu — e uma multidão de velhas — que optaram por cuidar dos filhos, pois consideraram que o salário de seus companheiros seria uma garantia de aposentadoria integral a ser compartilhada. Algumas delas escolheram empregos com menor remuneração, como forma de ajustes domésticos para os deveres de cuidado.

Uma divisão do trabalho doméstico e da rua foi acordada no passado com projeção para o futuro: cuidariam dos filhos — ela na casa e ele na rua —, mas casa e rua teriam a mesma proteção na velhice. Fizeram escolhas de longa data, pois acreditaram na estabilidade democrática. As medidas provisórias ignoram como as famílias se organizam no Brasil, mas principalmente ignoram a vida das mulheres que nos antecederam. Pergunto-me se essas mulheres não seriam também mães dos senhores que anunciaram as medidas provisórias — talvez uma amnésia os tenha feito esquecer quem os amamentou, limpou suas fraldas ou revisou seu dever de casa de matemática.

Em nome de uma economia que se anuncia como de bilhões, as medidas provisórias dizem a cada uma das senhoras idosas perto da viuvez que, além do luto, experimentarão empobrecimento. O Estado brasileiro passou a entender que o direito à aposentadoria é como patrimônio — a esposa teria direito a 50% dos bens. Por que falo em mulheres velhas? Porque é para elas que as medidas provisórias de “reforma da previdência” apontam o dedo como as responsáveis pelo rombo: elas seriam como sanguessugas do dinheiro público, mulheres que não trabalharam na rua, mas herdaram o direito conquistado pelo suor de seus companheiros. Há muito erro e injustiça nessa análise rasa das formas de conjugalidade e reprodução social. A aposentadoria não é apenas um direito do trabalhador, mas uma forma de proteção às famílias.

Na velhice, senhora presidente, a família se reduz à viúva. As mulheres morrem mais tardiamente do que os homens. Há explicações epidemiológicas e demográficas para a longevidade das mulheres que alcançam a velhice: cuidam melhor da saúde, e são mais jovens que seus velhos maridos. Nem perco tempo com a nova fantasia da previdência social sobre as mulheres — homens velhos que se casam com meninas jovens, eles oferecem segurança, e elas, juventude. Até mesmo para esse roteiro amoroso, as medidas provisórias lançaram a rede: o direito à aposentadoria não é mais vitalício para mulheres com menos de 44 anos e é preciso, ao menos, dois anos de conjugalidade para o direito. Sim, o alvo são as mulheres.

Se minha indignação por cada mulher idosa não for suficiente para fazer este governo envergonhar-se das medidas provisórias, apelo à estabilidade democrática. Essa é uma matéria da mais absoluta centralidade para o justo: não pode ser decidida por medidas provisórias e em período de recesso da atenção pública. Por isso, repito, não estamos falando de reformas, senhora presidente, mas da seguridade social, de desrespeito à boa democracia e, mais ainda, de fragilização da velhice.

Inserida por ADELMANFILHO