Texto para minha Sogra
O papelinho que te namora...
Tão certo como o amor que te darei
É a minha vontade de te rimar!
Mas rimar não sei,
Mas posso tentar!
Venho-te assim dizer
O que esconde o meu coração.
Quando estou contigo,
Horas parecem segundos
E segundos são profundos
Sonhos em que te oiço e digo:
És anjo a quem posso falar,
Rir e porque não chorar!
És ser iluminado!
Talvez verde e com antenas...
Como eu, assustado...
Apenas...
Não pensei ser ainda capaz
De falar do que o amor me faz,
De sentir o que me fazes,
De conseguir fazer as pazes
Com o sentimento de amar...
E o imponente universo,
Que uniu forças pra nos juntar,
Escreveu verso atrás de verso,
Para que possamos afagar
Este amor controverso...
Lê com carinho e atenção
Este papelinho que te namora
E se quiseres ou talvez não,
Depois...
Deita-o fora...
À COR DA MINHA PELE...!
A cor da minha pele é negra seu moço
Mas nem por isso sou bandido
Nem tão pouco suspeito do que ei de me acusar
A cor da minha pele é negra seu moço
O meu cabelo é naturalmente crespo
E não ruim como foi acusado no conceito do preconceito
A cor da minha pele é negra seu moço
Mas em uma escola um dia fui estudar
Onde lá aprendi a ler, a escrever, e a minha cidadania exercitar
A cor da minha pele é negra seu moço
A minha religião por crença e fé é o candomblé
Nem por isso Deus deixou de ser criador e Jesus o meu salvador
A cor da minha pele é negra seu moço
Misturada com a cor do meu sangue
Sangue vermelho da mesma cor que a cor do sangue do senhor
A cor da minha pele é negra seu moço
Mas quando o dia da morte pra nós dois chegar
A minha cor e a do senhor pra terra de nada vai importar.
Manollo Ferreira
No Lamento Da Sua Partida... Recolho-me Nas Lembranças Que Agasalham A Minha Saudade
Meu amor... Por que você partiu assim tão inesperadamente? A tempo de fazer-se ausente por todo meu presente... Queria tanto te contar alguns segredos de nós dois, segredos de um tempo que ainda tínhamos para viver. Em tudo que eu vivo, ainda sinto teu cheiro a me perfumar, as tuas mãos em sincronia a me contemplar, as tuas formas em movimento com amor a me trajar, sentidos a me envolver em carinhos e afagos que sempre estarão guardados na plenitude da imaginação...
Independente de onde e quando com você eu puder estar, tão longe estarei de esquecer o mais perto o quanto um dia nós dois juntos podemos ficar, sempre juntos vivos em fotos não tiradas de momentos que no futuro emoldurei, em dizeres expressados que nunca um dia te falei, em beijos e abraços imaginados que eu nunca te dei, em lembranças a descolorissem-se no soluço que me traz o vazio no qual por vida mergulhei.
Meu amor, por que você partiu assim tão inesperadamente? Foi tudo assim tão de repente que tudo aconteceu, ficou tudo tão diferente depois que você se foi... Queria mais tempo com você do que foi um dia poder estar... Hoje, o que me resta é a companhia da tua falta por muito no tecer da vida me acompanhar...
Fragmento IX - Livre-arbítrio
Que livre sou, me diz minha vaidade, contudo, nasci preso ao vício e à corrente, que me impôs o meu Pai, a minha Mãe e essa serpente. Estou a contorcer-me com isso, como quem no ventre é enlaçado pelo cordão que o alimenta.
Se penso, é pensamento de herança; se creio, é fé que veio por deveras, porque, até onde sei, fui criado em fórmulas austeras de um mundo partido por falsa percepção.
Dizei-me vós, ó sábios de batina: sou livre, ou apenas um desobediente?
ENTRE A PELE E O DESEJO
Teus dedos desbravam minha pele,
mapa que se acende ao toque,
como se cada centímetro fosse segredo,
cada suspiro, uma promessa.
Sinto teu fôlego quente,
sussurrando desejos sem palavras,
e minha pele responde, febril,
ao calor que cresce entre nós.
Teu olhar é chama firme,
me consome inteiro, sem pressa.
Minha pele é tua, estrada e abrigo,
onde te deitas e eu me perco.
Num toque, um universo,
entre os lençóis que nos cobrem,
me entrego, sem medo ou limite,
teu nome escrito em cada poro.
De olhos fechados, somos centelhas,
fogos que não precisam de voz,
e em silêncio, nossos corpos dizem
o que a alma nunca ousou.
Hoje começa o melhor tempo da minha vida.
As dores do meu passado estão do outro lado da porta, e agora uma nova fase se inicia e os sonhos vão sair do papel.
A roupa surrada e velha que não me cabe mais, também vou deixar para trás.
Desse momento em diante, vou deixar que milagres se manifestem em minha vida, pois acredito no "Deus" que em mim habita.
Até a hora que aqui escrevo, consegui sair de todas as tempestades,afirmo que não foi fácil atravessar os temporais da vida e os meus próprios demônios, mas hoje, agora, nesse exato momento, começa o melhor tempo da minha existência!
Ponto final, sem reticências.
Nildinha Freitas
A minha alma, também cansa.
O meu coração, também perde o compasso e os meus pés tropeçam em alguns passos.
E eu, só estou aqui para aprender, mas eu nunca fui perguntada se eu queria esse saber!?
Viver cansa, morrer cansa, sentir por gente que não sente, cansa, e feito criança eu vou tentando, tentando, somente ser, sobreviver...
Uma hora dessa, vou olhar para as páginas que ficaram no passado e dizer: eu estava enganada, viver, ainda é bem melhor do que morrer, vou sorrir do que senti e chorei, e serei.
Nildinha Freitas
Fui precocemente ensinada, que viver é seguir na estrada e fui adentrando os labirintos da minha alma nua, conhecendo os espaços, os vazios e o transbordamento.
Um mundo todo aqui dentro! Histórias que só contei me olhando no espelho.
Aprendi que seguindo é que se vive e fui parando para viver, contradizendo meu ser.
Quanto mais adentrei, mas compreendi que não sou assim tão má, tão ruim, se mudei, mudei para mim.
Nildinha Freitas
Uma lua só minha!
Dedico a Dar
Uma lua só minha foi o que eu sempre busquei no céu.
Essa lua que foi o meu teto nas noites em que eu dormi ao léu.
Essa lua já era só minha quando eu a notava e ninguém a via. Eu parava e sentia seu brilho, sua brisa a me tocar, enquanto o mundo todo corria sem ter tempo dela notar.
E quando eu me senti sozinha, uma lua só minha eu já tinha e tenho, e ela também me terá.
Nildinha Freitas
Quando a minha alma se agita e o meu corpo grita, o que me acalma é o silêncio escondido no amanhecer: é ouvir o vento, é sentir o sol, é saber que existe um novo começo mesmo quando tudo parece finito.
A vida se renova em meio às pedras da estrada, se refaz, se floresce de novo e de novo, até que tudo encontre o lugar de ser.
Nada é ao acaso, nem a dor, nem o sorrir, tudo na vida é para a gente crescer e evoluir.
Nildinha Freitas
Eu sou a filha indomável da minha mãe,
aquela que corre descalça,
que se banha na chuva,
que sobe montanhas e escala sonhos,
que desafia o sistema,
que luta contra a soberania.
Eu sou a filha indomável da minha mãe,
indignada com a injustiça,
aquela que batalha para que todos
possam ter um mundo melhor.
Eu sou a filha indomável da minha mãe,
a que erra e falha,
que já caiu muitas vezes,
mas sempre levantou.
Eu sou a filha indomável da minha mãe,
descendência forte e livre,
carregando na mão a lança da esperança,
disposta a lutar contra qualquer sentimento
que tente me colocar para trás.
Nildinha Freitas
Eu valorizei a minha força
quando olhei para o lado
e não vi mais ninguém
segurando a minha mão.
Eu valorizei a minha força
quando olhei para a frente
e não vi luz,
só escuridão.
Eu valorizei a minha força
quando olhei para trás
e percebi aqueles
que se afastaram,
porque eu não era quem
eles queriam que eu fosse.
Nildinha Freitas
Diante da minha fragilidade,
exposta na dor,
na agonia de ser quem sou.
Diante do medo,
esse que aparece de vez em quando
feito um lobo feroz.
Diante da angústia,
que parece uma faca de dois gumes
cortando e lacerando a minha alma.
Diante do passado,
do presente e do futuro,
que às vezes se unem
como se fossem me engolir.
Diante de tudo, eu só posso dizer:
me deixe aqui, eu não quero ir!
Nildinha Freitas
Um dia vão ler meus pensamentos e você sabera que em meio à minha esquizofrénia tinha um poeta, um que não pode recitar todos os poemas de amor pra ti...
Uma hora não gostava de poesia...
Outrora me achava cafona...
Me adiava...
Queria me cuspir da sua vida...
Me cuspiu...
Queria me engolir...
Me engoliu...
Queria me deixar...
Deixou...
Quis se perder de mim...
Me perdeu...
Vaguei sozinho...
Me perdi...
Me encontrei...
Mais ja era tarde...
Morri...
E assim a vida se foi...
E eu se fui da vida...
Não trago verdades
Eu trago expressões
Defumo a coragem
Me trago em canções
Trago a minha viagem
Sou minhas visões
Se falo é pra 8 bi corações
Se calo é pra minhas próprias lições
Eu não sei a metade das suas intenções
Você não sabe e nem soube das minhas emoções
Tu escuta e não ouve
Tu corre e não move
Mas deixa que eu deixo
Nem pá, nem se envolve
Não importa o seu gosto
Não há quem me prove
Você é o crepúsculo da minha vida,
Um arco-íris que surge ao entardecer,
Nas horas de alegria, sua luz convida,
E nos momentos tristes, eu a quero ter.
Lágrimas que caem, como a lua cheia,
Misturam-se ao céu, num quadro sutil,
Teus olhos refletem a paz que semeia,
Nos braços de Deus, eu encontro o meu fio.
Entre risos e dores, a dança se faz,
A melodia suave da vida em timbres,
Teu amor é meu porto, a voz que traz paz.
E quando a tormenta em meu peito se imprime,
Com cada amanhecer, novo horizonte,
Tu és a esperança que nunca se esconde.
Minha Alma...
Tropecei em uma pedra azul chamada destino!
Com o tombo que levei, arrastei em meus caminhos.
A água de muitas lagrimas! Que às vezes pensei ser vinho.
Embebedei com o álcool que eu mesmo bebi sozinho...
Ao levantar vi a pedra, pedaço do céu no chão.
Ou talvez por entre as margens do mar que agora é sertão
A pedra que me machucas! Podes chamar coração!
Ou mesmo a infelicidade, que o homem a tem por irmão...
De todas nossas certezas, uma se vê em razão.
O ser que às vezes amamos, ou que por nós tem suas paixões
Às vezes podes ser pedra, azul ou mesma marrom
As cores ficam na alma, os amores nos corações...
Do azul do céu que hoje brilha, às vezes já o vi marrom
Tem dias que amanheço, só com a alma! E sem coração
Outras tardes anoitecem nas loucuras das paixões
Nas madrugadas da vida! Amores sem soluções...
Sentado! A olhar o mar! Espumas esparramadas
Na alma o vazio fundo, que com o mar se compara.
Entre o céu e o inferno! Ás vezes a alma paira
Escolhendo seu caminho! Desce-se, sobe, ou como a minha! Ela para...
(Zildo de Oliveira Barros) 23/05/12
Meu corpo
Minha mente
Minha alma
Não suporta mas
Viver tantas vidas
Uma hora vivo vida de rico
Outra hora vivo vida de pobre
Outra vivo uma vida feliz
Outra vivo triste
Vivo vivendo procurando viver sem ter que sentir a vida
Procuro apenas viver uma única vida
A vida que ninguém me obrigue a viver.
As vezes paro para pensar em minha vida
E vejo que vivo só
Me bate a solidão
Procuro amigos, familiares e nao encontro ninguém
Pois todos eles tem alguém
Alguém que eles compartilha os momentos bons e difíceis
Enquanto eu vivo a procura de alguém para poder dividir essa bagagem
Não sei até onde e quando poderei continuar a carregar esse peso, terrível que é a saudade de ter alguém comigo.
Quando se trata de você
Tudo fica complicado
Por que minha mente
Não tem criado
Versos que seja do seu agrado
Não sei como falar
Não sei como explicar
Mas o que sinto por você
Tem que ser estudado por cientista
E ainda assim pode ter certeza
Que essa resposta não se encontra em uma caneta
Posso te mostrar
Tudo que sinto
Com um simples falar em teu ouvido
O verso que fiz que para mim é o mas lindo
Te amo e não desisto
Por que tenho certeza que temos um futuro lindo!!!
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