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Nem mil palavras




As vezes o que adiamos hoje pode ficar sem um ponto final amanhã,


O céu é lindo, mas as nuvens são passageiras das paisagens, então tudo muda numa velocidade incrível o tempo todo, porém permanece lindo nas memorias fotográficas,


A tua presença vale mais do que mil palavras, ela não cabe na escrita, o teu peso é maior do que o ouro.

Não sou...




Nas palavras escondidas no caderno fechado o silêncio foi a terapia, foi um afago,


No reservado me sentia só e pensativo, no meio da multidão me sentia só e perdido,


O saber atiça a curiosidade de saber mais, o saber também pode assustar, ferir, causar, ele pode ser malicioso,


O corvo guarda rancor, mágoas, ele é vingativo, no seu olhar da pra ver a maldade sem controle mesmo décadas a frente,


Mas, eu não sou um corvo.

Nem mesmo a mais primorosa combinação de palavras, nem a narrativa mais vasta e engenhosamente tecida, alcançaria os recantos mais profundos da minha mente. Nela repousam mistérios sem nome, como antigas fábulas esquecidas pelo tempo, fragmentos de sonhos que vagam entre a luz e a penumbra, e segredos que se recusam a revelar sua verdadeira forma. As palavras tentam alcançá-los, mas retornam como viajantes perdidos, incapazes de decifrar por completo os enigmas que habitam esse território invisível.


- Tiago Scheimann

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22:39).
Essas palavras soam simples até que nos deparamos com o verdadeiro sentido de amar: dar-se por inteiro.


Amar o próximo não é apenas sentir compaixão — é escolher permanecer mesmo quando dói, é perdoar quando o coração sangra, é servir sem esperar retorno. É o amor que se mede não por conveniência, mas por entrega.


Jesus viveu esse mandamento até as últimas consequências. No Getsêmani, o amor O fez suar sangue — hematidrose, a dor física de uma alma em total agonia, mas ainda disposta a amar. Ele não apenas falou sobre amor; Ele o encarnou.


Amar “nem que custe a hematidrose” é um chamado radical:
é amar quando a cruz pesa, quando o silêncio do outro fere, quando o mundo não entende.
É amar como Cristo — não até doer, mas até transformar a dor em amor.
✍🏼 Bispo Ederson Dantas

As palavras nunca são apenas sons; elas carregam o peso da intenção de quem as pronuncia e deixam marcas em quem as recebe. Talvez, se as pessoas compreendessem o poder de uma frase dita no calor da emoção, escolheriam o silêncio antes de transformar o respeito em ferida.


Dizer a alguém: "Cada dia quero mais distância de você" apenas porque essa pessoa não concorda com um erro que você defende revela mais sobre a intolerância do que sobre a verdade. Discordar faz parte das relações; humilhar é uma escolha.


Quem valoriza o diálogo não teme opiniões diferentes. Mas quem prefere o orgulho ao entendimento acaba afastando pessoas que apenas tiveram coragem de ser sinceras. No fim, as palavras passam, porém as cicatrizes que elas deixam podem permanecer por muito tempo.


A verdadeira sabedoria não está em vencer uma discussão, mas em preservar a dignidade do outro, mesmo quando pensamos diferente.

Algumas palavras as vezes são torturante de ser ditas, mas se faz necessário. Não por ódio,ou arrependimento, mas por ensinamentos.. criar filho não é algo que veio com manual de instruções, nós vamos errar outras vamos acertar, mas a pergunta que sempre vem a mente é ; onde foi que eu errei? Nossa, como ela sempre vem à tona.
E você descobre que não é perfeita, e que não cria filhos perfeitos, mas cria filhos tentando fazer com que eles não cometam os mesmo erros que nós. Talvez por alto proteção ou por quere-los poupá-los da dor.. e se eles precisarem quebrar a cara pra aprender? Sabe talvez esse seja nosso maior erro. Evitar o inevitável, pois não importa o que façamos, nada está sobre nosso controle. Tudo acontece quando tem que acontecer, tudo é como tem que ser.. E nossos argumentos não valem de nada se o amor não está sobressaindo em meio a tudo isso.. São só palavras ao vento. Mas e quando amamos demais? Quando ensinamos corretamente? Quando tudo segue a bússola e mesmo assim há trajetos mal norteados ao meio do caminho? E o fato de não podermos tomar decisões por eles nos paralisa, nos consome, nos esmaga. Dói de ver minhas filhas tomare escolhas erradas, sabendo que elas podem se ferir logo a frente. Mas não dar pra ter o controle de tudo o tempo todo.. Façamos a nossa parte e deixemos tudo nas mãos do Eterno. Ele sabe como faz. E mais do que isso, ele cuida dos nossos e de uma maneira perfeita.

Escreves


Tuas palavras me encantam
Tua leveza me atrai
Não sei como resistir
A força de mim se esvai...


Escreves como um sábio
Que do amor entende tão bem...
Da vida e tudo ao redor falas
Mas és das paixões refém..


Queria dar-te o que procuras
Mas temo não te-lo em mim
Queres o amor que cura,
E eu afasta-lo enfim...


No amor já não acredito
Da paixão já me desvencilhei...
Hoje eu cultivo amizades
São melhores do que pensei.


- Pekenah...

E se o mundo um dia silenciar todas as palavras, ainda assim teu amor vai ecoar em mim, como um segredo que o tempo não ousa tocar.
Porque te amar não foi instante
— foi destino,
não foi passagem
— foi morada.
E no fim de tudo,
quando só restar o que é verdadeiro,
será teu nome que o meu coração ainda saberá dizer…
como quem nunca deixou de amar.

Carta Aberta


Meu amor,
Às vezes tento colocar
em palavras o que sinto por você,
mas é como tentar segurar
o vento com as mãos.
O que existe em mim porvocê
vai além do que se explica,
é um sentir que nasce no peito
e se espalha pela alma.


Desde que te encontrei,
tudo ganhou cor,
meus dias têm mais calma
e meu coração mais sentido.
Você chegou como quem
não quer nada,
e acabou levando tudo
o que em mim ainda era silêncio.


Te amo em cada detalhe —
no jeito que sorri,
no som da tua voz,
no teu abraço que parece casa.
Não sei quando começou,
só sei que ficou,
e que desde então,
tudo o que quero é estar
ao teu lado.


Talvez eu não seja bom com palavras,
mas se amar fosse uma língua,
você seria a minha forma de dizer tudo.


Que a vida te sorria sempre,
que teus sonhos se realizem,
e se for da vontade de Deus —
que eu continue fazendo parte deles.


Com amor,
[Seu nome] ❤️

"Senhor, concede-me a graça da clareza e do discernimento. Diante de palavras vazias, promessas falsas ou elogios fingidos, abre os meus olhos para enxergar a realidade das ações. Que eu não seja enganada por aparências. Protege o meu coração das ilusões e cerca-me de pessoas cujas atitudes reflitam a verdade do que dizem. Amém."


—By Coelhinha

Tenho observado mais do que falado.
Palavras são baratas; atitudes, essas sim, revelam o caráter escondido entre frases bonitas.
Percebo que muitos afirmam verdades que não vivem e defendem valores que abandonam na primeira conveniência.
Diante disso, o silêncio tem se tornado uma escolha, não uma ausência.
Quem observa aprende mais do que quem apenas reage.
No barulho das opiniões, a coerência é rara.
Por isso tenho preferido escutar, analisar e guardar conclusões comigo.
Nem todo pensamento precisa virar debate; alguns precisam apenas virar consciência.
Às vezes, o silêncio é a forma mais honesta de lucidez.

"Quando você tiver a chance de dizer algo a alguém especial, não limite as palavras; permita que elas fluam de uma forma que seja recheada de amor e singelo caráter. Na maioria das vezes, somos carentes de três coisas: atenção, palavras e toques!


Ninguém sabe o que se passa aí dentro até ser descoberto!

Impermanência


Ó Ausência! Ó Silêncio!
Minhas palavras, lançadas ao vento, dissipam-se no invisível,
e meu coração dissolve-se em ambiguidades.
A ti pertence o futuro incerto;
e cá estou eu:
um vaso vazio,
mas repleto de possibilidades.


Transitória e efêmera
é esta casca que me reveste.
Do pó eu vim,
e ao pó hei de retornar.
Cada segundo se extingue,
cada instante sepulta a si mesmo.


Também eu caminho para esse ocaso.
Serei terra,
serei húmus,
o adubo silencioso
de onde brotará um novo fruto.


Que o verme faça de mim o seu banquete,
que a chuva desfaça meu nome,
que o tempo me esqueça.
Pois não há derrota
em tornar-se semente
daquilo que ainda florescerá.

Ele aprendeu a cuidar com as mãos.


Porque as palavras, para ele, sempre escapavam pelos dedos. Escorregavam como areia. Então ele aprendeu a construir: casas, roteiros, equipamentos, segurança.


Ele acende a fogueira.
Ele aquece a comida.
Ele estende a mão para puxar quem caiu.


E, quando ela chega, ele mostra o que construiu: "Olha, isso é nosso. Isso é para você."


Ele pensa que o amor é isso: mostrar o que fez, oferecer o que tem, proteger o que é frágil.


Mas o fogo que aquece também queima.
E ele não entende por que ela às vezes se afasta do calor.
Ele pergunta: "Não estou aqui? Não estou te segurando?"


Ela quer que ele desça do fogo.
Que ele entre na caverna escura com ela.
Que ele sinta o frio que ela sente.
Mesmo que ele não saiba o que fazer lá dentro.


Ele não sabe que o amor não é um projeto.
É uma presença.
E que, às vezes, a melhor coisa que o fogo pode fazer é diminuir a chama.
E apenas brilhar.


... coisas sobre a Ele e Ela

Nem tudo que vai embora
dá volta de novo.
Há partidas que o tempo não devolve,
palavras que nunca encontram retorno,
e pessoas que viram apenas lembrança
morando em fotografias da memória.
A vida também é feita de ausências.
De portas que se fecham
sem aviso, sem despedida, sem explicação
Helaine machado

Palavras ao vento
voam como folhas secas
que caem cansadas sobre a terra.
Mas existem palavras vazias…
dessas que o vento leva depressa,
que prometem eternidade
e morrem na primeira ausência.
Porque falar é simples.
Difícil é fazer o coração ficar
quando até a memória
escolhe esquecer.
Helaine machado

Palavras são leves como penas,
voam sem direção, sem explicação.
Às vezes pousam suaves no coração,
outras desaparecem antes mesmo de criar raiz.
Há palavras que acariciam a alma,
como vento calmo em tarde silenciosa.
E há aquelas que o tempo carrega,
perdidas no céu da indiferença.
Porque dizer é fácil ao vento…
difícil é sustentar o peso
do que foi prometido ao coração.
Helaine machado

Hoje escolhi o silêncio.
Não porque não existam palavras, mas porque elas se cansaram de carregar aquilo que o coração não consegue esquecer.
Há dores que não gritam, apenas se sentam ao nosso lado e observam o tempo passar.
Então me calo.
E no silêncio, escuto apenas o vento, a noite, e os pensamentos que caminham devagar.
Talvez amanhã eu fale. Talvez amanhã eu escreva.
Mas hoje, deixo que o silêncio fale por mim.
— Helaine Machado

Escrever, para mim, deixou de ser um capricho bonito de quem gosta de palavras e virou uma necessidade quase fisiológica, tipo respirar depois de subir uma ladeira enorme no sol do meio-dia. Eu estava há tanto tempo inspirando o mesmo ar pesado, reciclado pelas minhas próprias memórias, que quando finalmente escrevi, foi como escancarar uma janela e descobrir que o mundo ainda tinha vento. E não aquele vento dramático de novela, não. Um vento simples, honesto, que não promete nada além de movimento. E, naquele momento, movimento já era tudo que eu precisava.


O curioso é que eu não escrevi esperando resposta. Nem dele, nem da vida, nem do universo conspirador que a gente gosta de culpar quando está carente. Eu escrevi para me ouvir. Porque até então, eu estava cheia de vozes dentro de mim, menos a minha. Era lembrança falando alto, era saudade fazendo discurso, era ilusão pedindo mais um capítulo. E eu, coitada, só anotando, achando que aquilo era verdade absoluta. Quando eu finalmente me escutei de verdade, sem maquiagem emocional, sem aquele filtro poético que transforma sofrimento em obra-prima… foi desconfortável. Mas também foi libertador. Porque ali não tinha mais para onde fugir. Era só eu comigo mesma, sem plateia, sem roteiro, sem desculpa.


E a tal da lucidez… ah, essa não bate na porta, não pede licença, não manda mensagem antes. Ela entra como quem já mora ali há anos e só estava esperando eu parar de fazer barulho para se manifestar. E quando ela chega, desmonta tudo. Derruba cenários, apaga luzes, desmonta personagens. Aquilo que antes parecia gigante, intenso, insubstituível… vira só o que sempre foi: um capítulo. Importante, sim. Mas não eterno.


E é aí que entra a parte que mais assusta e mais alivia ao mesmo tempo: esquecer não é apagar. Eu não virei uma versão fria, sem memória, sem história. Eu virei alguém que olha para trás sem sentir aquele aperto no peito que parecia um lembrete constante de que algo estava inacabado. Não estava. Nunca esteve. Eu só demorei para aceitar que já tinha acabado há muito tempo. A gente sofre mais tentando reescrever o passado do que vivendo o presente. Porque o passado, minha querida, não aceita edição. No máximo, interpretação.


E essa lembrança… a ceia na casa da avó. Olha que cena sutilmente dolorosa. Um convite que parecia simples, mas que carregava um mundo inteiro de significado. E eu recusando. Não por falta de vontade, mas por excesso de consciência. Eu sabia que não cabia ali. E olha a maturidade disfarçada de tristeza. Às vezes, crescer é exatamente isso: reconhecer onde a gente não pertence, mesmo quando o coração quer dar um jeitinho de se encaixar.


Aquele abraço final, as lágrimas sendo enxugadas com uma delicadeza quase contraditória… como se o gesto dissesse “eu me importo”, enquanto a realidade gritava “mas não o suficiente para ficar”. E tudo bem. Porque naquele momento, sem perceber totalmente, eu já estava me despedindo de verdade. Não só dele, mas da versão de mim que ainda insistia.


E a vida, com seu humor meio irônico, meio genial, seguiu. Quase dois anos depois, eu casei. Escrevi uma nova história. Mas dessa vez, não foi sozinha. Não foi baseada em suposições, nem alimentada por silêncios interpretados. Foi construída. Tijolo por tijolo, dia após dia, com alguém que estava ali de verdade, não só na minha imaginação.


E isso muda tudo.


Porque no fim, não foi sobre esquecer alguém. Foi sobre parar de sofrer por algo que já não existia e abrir espaço para o que podia existir. Eu não apaguei o passado. Eu só parei de morar nele.


E hoje, quando eu lembro, não dói. Não pesa. Não chama. Só existe. Como uma página virada de um livro que eu não preciso reler para saber que já entendi a história.


Se você ainda está respirando esse ar pesado, talvez esteja na hora de abrir sua própria janela.

⁠Para o escritor a inspiração
é tudo vem ao pensamento:
palavras, gestos e sentimentos.
Tudo vem inspirar e a expressar,
e com tudo a encantar.
Natureza, afetos e amores,
o que mais o encanta são as flores.
Tudo vem a se encaixar
até pra Deus fica a poetizar.

Feliz Dia do Escritor!