Texto palavras
Por vezes insistia em tentar mudar nos
outros o que pensava estar errado, ledo
engano, pois cada um tem uma visão
diferente da vida.
Deixei de gastar minhas palavras com
quem não dá importância sobre o que penso
Descobri que não posso ser professor
da vida alheia; tenho muito o que apreender
sobre mim, então que direito tenho de
transformar o que não me pertence?
Dar murros em ponta de faca é burrice
e desgastante. aprendi a aceitar os outros
como são, e se não gosto, saio em silêncio
sem fazer alardes.
Esta atitude de sabedoria
não significa covardia!
Palavras, gestos, tempo
Não precipite em suas palavras
precipite no amor em gestos
as palavras podem expressar engano
a ouvidos que não escutam sabiamente
porém os gestos exprimem o profundo
em forma de mistérios,
o que é, e o que há de ser o coração pode descrever,
e se não descreve no ato o tempo trará o discernimento,
mas uma palavra mau dita, é como uma flecha lançada
é difícil trazer de volta sem deixar sua marca;
o arrependimento pode até te aliviar
do fardo do que você se cingiu
mas não é poderoso pra logo cicatrizar
a ferida que as palavras abriu!!
"Yuri Rodrigues"
Poema da Madrugada.
As madrugadas se tornaram tão frias,
com toda essa ventania!
Vejo distinguir-me de todas as armaduras, muralhas, medos e outro bando de sentimentos inúteis, que são levados como as folhas que o vento leva.
Percebi que meus sentimentos haviam, dissimulado emoções insanas, mas jamais tão inconsciente.
Deus abençoe esses ventos noturnos, que faz com que esse outro "Eu" apareça, próximo das ideia completamente estéticos de palavras.
Então... Hoje eu, sou enigma, brinco de me desvendar, não basta apenas olhar para conseguir desvendar.
Apenas Palavras
""Palavras, palavras, Apenas palavras.
ão elas que descreve o pensar, sentir, agir...
Que nos faz crer na confiança, ter fé,
São elas que conquistam um Ser...
Também é ela que destrói.
Palavras têm seus significados fortes
Dela, sair às expressões dos rostos...
Marca-nos, deixam feridas, Cicatrizes.
Mas também é com elas que curamos,
Basta dizer “Admoesta” e se arrepender.
Sabe, não são somente Palavras.
Por quê?? então até no silêncio de um Olhar...
Nos toques, nos pequenos gestos não percebidos...
São com as elas que mostra a Alma e descreve o Caráter.
Alma que murmura em dizer algo,
E não sabe quais Palavras para se aplicar,
Pois elas fazem alguma coisa; realizar, produzir ou atuar...
Delas estamos sujeitos á ganhar ou perder
Será que estamos adeptos a Falar?
Vale apena dizer?
Aliás, queremos mesmo ouvir as palavras.
São elas que nascem em nos todos os dias,
E desperta um novo Mundo.
Grato Sou!
Sou Grato, pelas palavras que vive em mim..
Afinal são apenas Palavras..."
ÁGUAS TÉPIDAS
Nas tépidas águas onde nasce a canção
Vozes roucas de névoas em segredo
Terra seca que espera um só degredo
No sono, sonho ciprestes já impostos
Desperta aquilo que em si já se preste
Espanto castigado de mágoa endecha
Queixa de um silêncio em letras tardias
Dias, noites de tardes noturnas sem fim
Ilibado esquecido utopia do desesperado
Néscio sem porto no horto já esquecido
Desconforto desvão de ilusão na quimera
Sombra que espanta a dor que se embala
Noite espessa, espasmo que bate no vento
Aquilhado que passa, rompe o forte embate
No cravo de uma canção feitas pelas ondas
Do mar de vozes roucas, empatia assassina
MÁGICOS MOMENTOS
Os nossos momentos são mágicos
No meio do meu, do teu silêncio
Entre os lábios que dormem de ternura
No teu corpo punido pelo meu
Os risos da alma gostam de fluir no ar
Do nosso desejo sentido de amar
Toca o silêncio que chora de alegria
Suores quentes no coração, na alma
Para afogar os nossos desejos de felicidade
FRAGAS NA SERRA
A ecos de frias fragas em mim em delírios
Mar martírio do que sou, serei ou talvez não
A escuridão cerca-me a alma constantemente
No caminho que traço, preciso tanto de luz
De fé, mas a minha mente nega-me tal desejo
Castiga-me, como um fantasma assombrado
Que já foi, morri num espectro sem orgulho
Cadáver frio moribundo do próprio destino
No amargo deste sabor que tenho, gosto a fel
Que flutua no meu palato, perturbando o sabor
De ti no esquecimento que me cerca a morte
Não almejo tal destino mas aceito por me ser
Imposto na lama de argila em foi feito o meu
Corpo, ergástulo sem esperança vida mortal
Delírios nos ecos das fragas na serra de neve
Tento caminhar com a fé que já tanto almejo.
Palavras
Palavras foram feitas para expressar
Expressar sentimentos e vontades
Expressar Amor e Bondade
Palavras Sinceras de verdade
São criadas pela mente
Expressadas pela fala
Escritas com Amor
Eternizadas por quem Amou
Com ela tocamos o Coração
Com ela nos comunicamos
Com ela nós expressamos Amor
Amor que maltratou
Que Julgou e Acabou
Amor que se Eternizou
FADOS E BECOS
O corpo adivinha as sensações já vividas
Experimenta as dores profundas e velozes
A carne tem um fraco pelas orgias da noite
Sou levada pela saudade cravada em mim
Sente-se dor nos ossos, tudo que não vivi
Vislumbrei-me em fado nos becos noturnos
De tramas, de mentiras, de olhares já tóxicos
Lua de desejos sob a penumbras madrugadas
Saudade da solidão, noturnas noites diluídas
Gelo esgotado nas gandaias dos sonhadores
Raiadas nos olhos, sono pelo avesso espelho
Luzes frias, som em fúria, de um sino tocado.
É A SOLIDÃO
A solidão é ouvir o ranger dos dentes
No próprio sangue entre a carne crua
É ouvir o som quente a correr nas veias
A solidão é sentir o vento no rosto
O seu perfume no ar acariciar a pele
Como se o ópio penetra-se no corpo
A solidão é sentir a carne já devoluta
Num deserto sem pudor, rasgar a pele
Sem, sem nome, sem carne, sem sangue
É a solidão que toma emprestado o corpo.
HÁ DIAS
Há dias......há dias....
Que tudo parece impossível
Indefinido, longínquo
- E no fundo triste
A única salvação possível
- É sempre a mesma
Rasgar um belo sorriso
- Qualquer um
Deixar que ele nos leve
- Para o dia de amanhã
Que será certamente
- Muito melhor
Porque nós sabemos que há momentos
Na nossa vida que trocaríamos
Todas as palavras do mundo
- Por apenas
Um único abraço silencioso
" O vosso certamente "
SOBREVIVER
Nas paredes de pedra calcária da entrada
Esvoaçamos já pelas escadas de fragas
Acorrentamos os nossos nomes na hera
Inventamos traços onde nós nos amamos
Concordamos nas palavras como se fossem
De um último adeus, de um último comboio
Que partiu para longe sem, sem ti, sem mim
Janela de casa que dava para o florido jardim
Sente-se o cheiro de alcatrão numa velha canção
Ignoramos as sombras fingindo as mentiras soltas
Como uma voz que sussurra na secreta passagem
Olhar das minhas pálpebras num belo vestido roxo
Sobrevivemos a tudo a todos com coragem infinita.
Passou por mim
Deixou rastros.
Olhei de lado, vi palavras,
Senti escorrer nos ouvidos meus.
Bateu sono, vontade...
Acordar e adormecer
Ter você do meu lado
Abri meus olhos, escancarei.
Nossos olhos se tocaram
Trocaram olhares,
Silêncio ecoou.
Despertou desejos
Saudade,
Me aconchegou no teu abraço
Me deixou no teu colo
Me levou...
Jogou-me em teus braços
Adormeci nos sonhos,
Vivi de amor !
LUZ DO SOL
Como na manhã que brilha a luz solar
Ao amanhecer eu te darei a minha vida
Onde de luto esta o meu pobre coração
Deixei as minhas flores num túmulo roxo
De olhos abertos, no limiar do teu desejo
Eu sou a escrava, dos meus sofrimentos
De lágrimas nos olhos do esquecimento
Na sepultura do desejo, rasgo a mortalha
Como uma lâmpada acesa de óleo reflexos
Brasas de raízes, oliveira de madeira verde
De pérolas, do mar de uma viagem longa
Luz sol quente de ti, de mim, a cada manha.
ARDÓSIA DE FISGAS
A ardósia é cega de palavras
No crepúsculo dos teus sonhos
Despida de letras em corpo nu
Comi, bebi, do teu belo corpo
Amei, desejei também ser amada
Na entrega de quem já me amou
Que conseguiu ler as minha páginas
Do que sou, cheia de sentimentos
Com a humildade de todo o meu ser
É não querer, viver só, por viver
Numa necessidade louca de amar
Fisgas de tantos loucos momentos.
O VENTO
É só o vento que me traz todos
Vestígios que me lembram de ti
O mar fala no horizonte já vago
O nevoeiro tece nuvens macias
Os suspiros de cores de aromas
Relata o inverno a tentar despertar
Não chove lá fora, chove dentro
Do peito profundo talvez molhado
De tantas memórias tuas já perdidas
Esquecidas de mim num sopro gelado
Para salvar a minha alma em ruínas
Afastei-me de todos os nossos silêncios.
MORTALHA NAS ONDAS DO MAR
I
O mar de mortalha, embalada por gemidos
Que rasgas a carne de uma dor, dilacerante
Embalsas, todas as dores, entre murmúrios
Desfalece, misteriosamente num total afligir
II
Martírio transfigurado já pela sua angústia
Sombra das noites pesadas de tanta agonia
De tanto pavor da morte, desaparecia longe
Madrugada desses pensamentos impacientes
III
Os corvos voavam ao seu redor já famintos
Enroscados a sua negra fria mortalha de dor
Desespero, na agonia da carne que se dilacera
Entre gemidos de chagas abertas sangue podre
IV
No chão que a carne se rasga, que se despedaça
Soberbo sol, assombro das lágrimas recalcadas
Dolorosa alma torcida num espasmo de angústia
Amargamente numa aflitiva treva de dilaceramento
V
O mar observara tudo, descida subterrâneos fatais
Era uma mortalha para tantos homens um túmulo
Criptas infernais onde trêmula derrama a sonolenta
Claridade de augúrios medonhos, indefiníveis sem
VI
Nomes nos túmulos tapados pelas ondas do mar - - Contemplativo.
"QUIS NADA"
Quis ler sem saber
Quis ter a beleza eterna
Quis a trama ser insana
Quis o silêncio cortar a alma
Quis o mosaico ser de cor
Quis as letras serem desconcertadas
Quis a liberdade ficar presa por fios
Quis os olhos serem frios
Quis o coração ser calculista
Quis a boca permanecer calada
Quis os movimentos ficarem ansiosos
Quis desafiar os sorrisos falsos
Quis amar sem dó nem piedade
Quis romper as teias que nos cercam
Quis parir o verso nas asas do vento
Quis sentir o coração no sonho a arder
Quis ter a liberdade de voar como um pássaro
Quis viver uma paixão assolapada
Quis escrever sedentas palavras
Quis tudo e com nada fiquei, mesmo sem nada
"CRISPA A DOR"
Invento ventos, tempestades
Acordo entre os lençóis na escuridão
Ofereço o corpo aos famintos lobos
As rimas, a poesia e aos sonhos
Perdem-se no longínquo horizonte
Na chuva canto e danço à volta do fogo
Transformo as minhas veias em vinho
No amor crispa a dor que se abre em flor
Entre as esperanças e o desengano
Nascem no jardim os espinhos desinteressados
O mundo deu-me um amor de céus irados
Um amor feito de pranto, um riso no cume do paraíso.
2015
"VIVE ISSO HOJE"
Meu amor ama-me
Mais do que eu posso amar-te
Não me peças aquilo que eu não tenho
Não deixes que a doçura fuja da tua voz
Não procures onde nunca estarei
Não prometas nada, olha-me nos meus olhos
E não te preocupes em ter “Isso” amanhã
Vive comigo “Isso” hoje
Sem que “Isso” nos faça reféns.
E ao acordar, quando nascer o sol
“Isso” nascera novamente
Pois “Isso” que nos une com tanta beleza
É o que eu chamo de Amor
Viver hoje " é amar Isso que nós temos "
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