Texto Motivação na Vida
Com 18 anos de vida, um caminhoneiro me tornei, transportando cargas por várias cidades do Brasil, sozinho viajei...
O tempo passava rápido, um grande amor então encontrei, não poderia ser diferente, sabendo que era da vida um presente, aos 30 anos, com ela me casei.
Reunindo diversas histórias pessoais em um diário, aos 34 anos meu primeiro livro publiquei, depois veio muitos outros, entre causos, contos e poesias escritas com fervor, o simples caminhoneiro ficava também conhecido como escritor...
Mas como na vida precisamos sempre nos reinventar, estacionei o cargueiro e voltei a estudar...
Fortalecendo o meu trabalho criativo, abrindo e fechando um e outro livro, com 40 anos pude me formar, e com 42 estou a lecionar...
Gosto de escrever minhas vitórias pessoais, pois tenho orgulho em contar, mas para quem quiser se inspirar, pois a vida é assim mesmo, há altos e baixos, não podemos na primeira dificuldade da vivência nos desesperar, "pois só fica no chão, quem não quiser se levantar".
Jamais permita que as pessoas comandem a sua vida, principalmente no tocante aos seus sonhos de conquista...
Jamais permita que elas imponham seus próprios desejos, não ouça ideias e sugestões "ancoradouras", não seja escravo das circunstâncias, que às vezes podem ser destruidoras...
Não fique parado diante da possibilidade de uma grande conquista, pois o mundo é todo seu, as oportunidades estão por toda parte, basta apenas observar com cuidado e harmonia...
Algumas pessoas querem apenas que você seja limitado igual a elas, desta forma, uma visão mais ampla do mundo sobre as suas possibilidades, causa uma estranheza para quem é escravizado, aquele que está no campo das ideias, mas sempre viveu fechado!
A vida é um aprendizado constante, estamos caminhando com fé e seguindo adiante.
Cada dia é um recomeço, em cada momento haverá uma nova experiência, um entendimento diferente diante de nossa existência.
O que pensávamos anteriormente vai mudando, a observação fica mais apurada, sendo que a percepção de mundo se diferencia conforme a nossa caminhada.
É a evolução interna, a compreensão de uma nova jornada, o sentido de tudo, conforme nos é apresentada, é a vida nos ensinando através de nossa alma.
Talvez o que antes fazíamos com graça, hoje não cabe em uma simples conversa de praça, era um riso bobo e sem maldade, mas que hoje apesar do conhecimento adquirido, se tornou sério de verdade.
Aprendemos que a dor, a vergonha e o sofrimento, também nos traz conhecimento, pois, sempre que houver a mesma oportunidade, mudaremos de ideia neste exato momento, sendo assim, apenas um reflexo de nossa idade!
'SOMOS ARTISTAS...'
A vida pendurada na janela.
Avenidas em molduras,
martelos.
Antes a paisagem fosse risonha,
cantada à beira-mar,
neblinas suaves,
amplificadas.
A vida sempre ecoa,
mistérios,
limoeiros,
marteladas...
Pequenos e grandes passos se vão,
agora nevoeiros,
escadarias.
Matéria diluída,
sem paradeiro,
saguão.
Deixar-nos-emos saudades.
Eis o retrato da vida:
passageiro como trem!
Bela arte,
invenção...
'UM SER ESTRANHO'
Em algum momento da vida, o tempo nos converte naquilo que mais deveríamos temer: um ser estranho. A partir daí, passamos a ver o mundo com outros olhos e o mundo nos ver diferente. A sensação de ver tudo e todos com essa nova perspectiva causa espanto. Medo. Admiração.
Encontrar-se perdido em meio a multidão é consequência do novo. Metamorfose. Mutação. Mutilação. No íntimo, queríamos um outro caminho. Um no qual fosse mais plausível. Mais suportável. Ficar exposto ao sol tem seus agravos e isso, de alguma forma, deixa uma ferida aberta. Custa sarar. Olhar-se diariamente no espelho e não reconhecer-se, sentir a sensação de falta mesmo nas conquistas causa aflição. Terror. Pânico.
A vida é uma moeda. Sempre haverá o lado bom. Admirar o que a maioria não consegue deixa-nos afortunados mesmo estando na miséria profunda. E os sentimentos de conflitos nos fazem um ser melhor. Mais humanos. Generosos. Essa mistura incompreensível de um ser indecifrável trás uma sensação intrigante e avassaladora: como somos parecidos e como somos incomuns!
'ÍMPETO'
É no ímpeto das tempestades que aprendemos
a valorizar as pequenas coisas da vida.
E no silêncio de escutar,
vem a sabedoria que tanto precisamos.
Sentindo o valor do próximo,
desfragmentamos o amor para nos tornarmos grandes.
E na simplicidade de se doar,
aprendemos sobre 'felicidade' mesmo sabendo das várias montanhas a escalar.
'RETRATOS'
Olhares fixados na Nebulosa que dá vida. Sorrisos obscuros, talvez verdadeiros. Abraços gigantes, protetores, outros singelos. Mãos escorregadias. A meia órbita exige uma corrente que comove uma nova linguagem. A fóton miragem é sempre imitante. Assim como os vasos ornamentais, o melhor alvo tem que ser lapidado, trabalhado com as mãos. Refeito às suas indisposições.
O passado congelado. Vivificado com suas folhas sob o chão de lama. A trilha encontra-se letárgica, atônica. E os pássaros voando sob o céu fatigado? A lagoa onde reavivávamos a vida ainda resiste? Nessa outra, o violão fala diversas possibilidades: harmonias, melodias, melopeias. A 'nova criatura' reflete o nobre, o profano, a vida, a morte.
Capturando estrelas, profundezas. Em cavernas colecionando meteoros. Andando descalços. Desnudo. Confuso. Sorrindo. Algumas dizem adeus, esclerosadas com o acético do tempo. Exteriormente cabulosos, mas na alma, uma infinidade bucólica, sementes, lembranças.
Não queremos perspectivas, esboços, formas livres, abstrações ou tampouco efeitos caóticos. Queremos paraíso, Ícaro. Desvenda-nos a cada olhar turvo. Faz-nos ausente, presente, poeta, singular.
'JANELA II'
A vida sempre leva,
o olhar p'ra vida aquarela,
janelas embaçadas.
Palco - pessoas cruas-,
não veem o clarão da lua.
Andam a despedaçar-se.
É o olhar circular,
"a vida pendurada na janela."
Corações crus,
fixados nas ruas desertas...
Bebe-se uma tequila,
a fome é lembrar dela:
pobre vida!
Na madrugada ornamentando sequelas.
Recriando canções,
há de sonhar com elas,
bravejando capelas,
sons oblíquos,
imensidão que não se vê...
Mudanças no tempo,
cancelando querelas.
Invisíveis nos olhos,
- a tal janela -.
E como se perdem!
Sem quê e sem porquês.
Ela tem atiradores,
sabor perspectiva p'ro mundo,
forma nas tempestades.
A janela só tem sentido fechada...
'MAZELAS'
As mazelas da vida nos fazem mais românticos, patéticos, poéticos. Alça-nos com a súbita ideia de que levamos uma vida prosaica, fulgida de sentimentos...
A nobreza mora no coração do poeta. Longe de mim ser comparado com tal! Poetas sim, esses são nobres. Conseguem brilhar o diamante que perdeu o fulgor ou que há muito estar sem brilho no peito...
E a fonte sempre jorra. Parece não ter fim. Como as músicas e suas melodias. Se reinventando nos seus acordes infinitos. - ainda brilharei como um! Mensagem p'ra vida toda! Brilhar e ser reconhecido pelas palavras. Só elas dão reconhecimentos. Talvez uma frase de bolso mude tudo...
Por enquanto sou mazelas. Não que isso me incomode. Ao contrário, fortalece-me nos meus desvios e devaneios. Antes do poeta, o dicionário de cicatrizes falando ao ouvido. Vomitando o que de mais puro existe na alma. Serei estrada sem fim, até encontrar o equilíbrio preciso. Talvez seja a utopia que deixa-me tortuoso, mais seguro, dono das palavras...
'MAZELAS'
As mazelas da vida nos fazem mais românticos, patéticos, poéticos. Alça-nos com a súbita ideia de que levamos uma vida prosaica, fulgida de sentimentos...
A nobreza mora no coração do poeta. Longe de mim ser comparado com tal! Poetas sim, esses são nobres. Conseguem brilhar o diamante que perdeu o fulgor ou que há muito estar sem brilho no peito...
E a fonte sempre jorra. Parece não ter fim. Como as músicas e suas melodias. Se reinventando nos seus acordes infinitos. - ainda brilharei como um! Mensagem p'ra vida toda! Brilhar e ser reconhecido pelas palavras. Só elas dão reconhecimentos. Talvez uma frase de bolso mude tudo...
Por enquanto sou mazelas. Não que isso me incomode. Ao contrário, fortalece-me nos meus desvios e devaneios. Antes do poeta, o dicionário de cicatrizes falando ao ouvido. Vomitando o que de mais puro existe na alma. Serei estrada sem fim, até encontrar o equilíbrio preciso. Talvez seja a utopia que deixa-me tortuoso, mais seguro, dono das palavras...
VIVER À BEIRA DO RIO...
Ah, morar à beira de um pequeno rio da Amazônia... Deixar a vida fluir como as águas calmas que espelham o céu, sem pressa, sem aflição. Lá, o tempo é outro. Não é marcado por relógios, mas pelo vai e vem das marés, pelo canto dos pássaros ao amanhecer, pelo balanço das canoas que deslizam suaves sobre a correnteza...
Os ribeirinhos sabem de um segredo que o mundo lá fora parece ter esquecido: a felicidade mora nas coisas simples. Num café coado na hora, compartilhado na varanda. No peixe fresco que chega direto do rio para a panela. No sorriso largo de quem não acumula riquezas, mas histórias. Na rede que balança ao vento, embalando **sonhos e sestas** sem culpa...
Quero aprender com eles. Quero sentir a lama entre os dedos, pescar meu próprio alimento, conhecer cada curva do rio como se fosse um velho amigo. Quero ouvir os causos dos mais antigos, deixar que a sabedoria das águas me ensine a viver com menos e ser mais...
Amazônia não é um lugar, é um estado de alma. E eu, no fundo do peito, já me sinto ribeirinho. Só me falta chegar lá, deixar o rio me adotar e, finalmente, ser feliz do jeito que só quem vive nessas águas sabe ser...
'A VIDA QUE SONHEI...'
Não é fuga, é escolha.
A cidade, aquele emaranhado distante, um rumor confuso,
onda que quebra noutra praia que nao é a minha...
Aqui,
o canto dos pássaros, as 4h da manhã, é pontual como o sol,
notícia clara do dia que se abre [anunciando]...
O vento, esse sim, fala baixinho,
corre nos ramos e no pomar, refresca a nuca,
leva poeira que não é de asfalto...
O rio [TAPAJÓS].
Esse não pede licença nem estrada,
corta a terra como quer,
sem margem que o contenha verdadeiramente.
Água que brinca com a luz,
corre só porque existe, é esplêndido sem dono...
A sombra da Castanheira no quinta não é refúgio,
é casa.
Tetos de folhas que filtram o sol em manchas dançantes,
piso de terra macia, fresco.
Silêncio que preenche, não esvazia...
E nas mãos, o peso bom da terra:
fruta colhida no pé,
gosto que vem da raiz profunda,
açai que tinge os lábios de roxo,
cupuaçu que derrete doce-amargo na língua,
cheiro de coisas que nasceram aqui, sem pressa...
Só parece solidão
para quem não contempla o vento,
não sente o cheiro da raiz, do balançar das redes,
não conhece a paz de estar inteiro
no lugar certo do mundo, ou num pedacinho que é só seu...
--- Risomar [Sirley] Silva ---
No sítio
'A ´ÁRVORE'
À minha frente uma árvore
Frágil
Porém
Jorrando vida e ar fresco
Caule submerso sob o pequeno rio
Sugando seus nutrientes para a vida...
Ressentida com alguns galhos quebrados
Ela nunca será mais a mesma
Os ventos vindos dos quatros cantos não são amigos
Porém
Ela resiste por um tempo...
Ainda está no começo
Pequenina em meio à tantas
Sufocada
Sua pequena sombra irá fazer falta nos dias de sol
Faltará seus dias trazendo felicidades pelas manhãs...
Seu caule precisa vencer a sujeira das águas
Sugar apenas o que é bom
Seus galhos secos caem um a um
A árvore está morrendo
Não há nada a fazer...
Apenas esperar o improvável
Frutos que nunca virão
Outras árvores suspiram a infelicidade da pequena
Já sem vida
Cair no esquecimento...
'SOBRE A VIDA...'
Pode nos falar um pouco sobre 'solidão'?
- Creio que a maioria das pessoas sentem ou já sentiram. Sentir solidão é saudável. Às vezes não! Depende de quem a estar sentido no momento. Gosto da solidão, de me sentir solitário. De estar perdido no meu mundo sem ninguém para interferir nesse transe. Sentar na minha escada sozinho e ficar observando os degraus que fazem parte das minhas ilhas, meus ventos, cheiros. De voltar no ontem e abraçar o singelo vislumbrando o futuro. Ler alguns livros e não compartilhá-los por que ninguém os entenderiam. Solidão me trás introspecção, deixa-me suave com meus abandonos...
- O lado negativo de sentir solidão é que as pessoas próximas te interpretam mal. Te veem diferente. Às vezes queremos ficar sozinhos enxergando nossos delírios, viajando por lugares semelhantes, outros desconhecidos. Conotar as mesmas paisagens, ou lugares que nunca fomos. A solidão é esse pilar que, de alguma forma, tenta nos afastar da realidade, embora sabendo que nos próximos minutos, estaremos com os pés novamente em cicatrizes, consumidos pela exaustão de mais um dia, um novo dilema...
--- Risomar Sírley da Silva ---
-
-
'PERGUNTAS'
- Qual foi o dia mais especial da sua vida até aqui?
- Com certeza o dia do nascimento do meu filho mais velho, quando peguei-o nos braços e o balanceava docemente. Um turbilhão de perguntas incitava a mente. Lembro-me de todos os detalhes.
- Qual foi a fase mais difícil que você já viveu?
- Quando meu filho mais velho teve uma obstrução intestinal. Todos me falavam, ou davam uma expressão de que ele não voltaria mais da sala de cirurgia. Chorei muito ao vê-lo sofrer tamanha dor apenas com nove anos de idade.
- Se você pudesse voltar no tempo e escolher um dia para você viver novamente, que dia você escolheria?
- O dia em que eu desistir de uma pessoa que eu estimava muito (J). Talvez eu não o fizesse novamente. Com certeza, eu teria outro destino. Outros desencontros, outras experiências.
- Se você pudesse escolher uma pessoa para passar o dia inteiro juntos, quem você escolheria?
- Uma pessoa que eu a estimava muito.
---- Risomar Silva ---
"Além da Culpa, a Vida Recomeça"
Não sou o erro antigo de ninguém
Nasci com sonhos, sede e coração
Se a dor do mundo às vezes me detém
Também me guia a luz da compaixão
Fizeram-me acreditar que fui condenado
Que a alma era falha desde o nascer
Mas descobri que a vida é aprendizado
E cada um planta o que está disposto a colher
A culpa vêm, mas não tarda a ir embora
Pois cada um escreve a própria estrada
Se há sombras que mostram o outrora
Há sóis que curam sem pedir nada.
Então, eu sigo simples, mas inteiro
Sou fruto novo e livre, verdadeiro.
_O homem pode ter "sucesso" com as mulheres, com o dinheiro, com a sua vida profissional ou até mesmo com a fama, não obstante, se ele perder a sua família, indubitavelmente será um homem fracassado._
_Anderson Silva_
"A falta de conhecimento é inerente ao ser humano, pois a vida é um eterno aprendizado, é dinâmica, sempre surgem situações novas; não obstante, a falta de interesse e esforço para a aprendizagem, é o maior óbice para o crescimento, desenvolvimento e possíveis transformações".
Anderson Silva
Um dia o mundo Deus criou
Criou a vida pra viver
do jeito que a gente escolher
e não me pergunte por quê
Mas eu nasci pra te querer]
e de tanto querer vou vivendo
todo dia um pouco morrendo
vivendo de amar você
a saudade faz doer
e essa dor me faz sentir
mais vontade de você
um querer que me faz viver
e eu vivo de te querer
pois nasci pra te querer
portanto não posso te ter
porquanto se te tivesse
não tinha razão pra viver
O tempo corre tão depressa
Que a gente nem mesmo percebe
Que nessa vida
a gente esteve sempre
Procurando um lugar pra ficar
E pouco importava
Se o lugar estava certo
Portanto
Qualquer lugar que fosse perto
do mais inóspito deserto
era sempre um lugar ideal
E a gente, simplesmente
não aceitava qualquer teoria
Que dissesse
Que existia lugar melhor
ou igual
Esteja onde estiver
A gente quase nunca
Está onde quer
mas é sempre importante dizer
Que os melhores lugares
Nem sempre estão perto dos Mares
Ou sob um lindo luar
O melhor lugar deste mundo
Sempre será aquele
No qual a gente quer permanecer
No primeiro segundo em que chega lá
Este lugar pode estar
No êxtase de uma oração,
Envolto pela melodia
de uma canção desconhecida
ou então; diante de um olhar
tanto faz, desde que seja ali
Qualquer lugar é lugar
e nenhum lugar nunca será
um lugar qualquer
Pois aquele pra sempre será
O lugar onde a gente quer estar
Edson Ricardo Paiva.
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